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Valdemar Figueredo Filho: Valdemar Figueredo Filho

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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Os portadores da retórica política raivosa “pipocaram”. Querem levar a disputa para o campo jurídico criminalizando a política. A esperança é desmanchar os resultados eleitorais e desmoralizar os partidos

A criminalização da política

Por Valdemar Figueredo Filho, Revista Fórum

14/12/2012

No final do ano de 2002, em pleno período eleitoral, eu passeava pelos corredores de um supermercado na ensolarada cidade do Rio de Janeiro. As pessoas conversavam sobre as eleições e a vitória do Lula parecia uma possibilidade próxima. Lembro-me que um senhor com cara de poucos amigos empurrava o seu carrinho querendo sair daquele corredor festivo. Disse para ninguém, mas falou alto para que todos ouvissem: Vou votar no Lula para ficar livre dele para sempre.

A lógica daquela retórica furiosa era a aposta de que uma vez diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral, no dia 1º de janeiro de 2003, Lula deixaria de ser a esperança do Brasil. O sindicalista bom de voto seria eficiente na gestão? O torneiro mecânico tinha condições de assumir o papel de chefe de Estado da República Federativa do Brasil? O senhor mal-humorado via naquele corredor uma amostragem do Brasil: gente crédula que se decepcionaria rápido.

Entre 1º de janeiro de 2003 e 1º de janeiro de 2011 alguns termos foram acionados com frequência pela “grande” imprensa para interpretar o Governo Lula: messianismo, populismo e lulismo.

Em termos de política externa, o Brasil deixou de ser levado pelos “ventos do mundo” que sopravam preferencialmente para a América do Norte. Diziam os críticos que os camaradas Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Samuel Pinheiro Guimarães estavam aparelhando o Ministério das Relações Exteriores com ideologias esquerdistas.

Importante lembrar que a retórica furiosa usava a estabilidade da moeda como o grande trunfo. O Real tinha que continuar dando certo. Quem teria melhores chances de administrar a economia brasileira, os feitores ou os críticos do Real? Durante a gestão tucana, a economia foi blindada da política. Para os consumidores do supermercado, FHC soube com maestria reformar o Estado e reformar a economia sem misturar os corredores. Numa simplória formulação do supermercado desinfetado pelo sopro liberal: deixem os técnicos cuidarem da economia e convém aos bons políticos conterem os ímpetos do Estado.

O fato é que Lula se reelegeu. Findo o seu conturbado segundo mandato, ainda dispunha de capital político para eleger a sua candidata Dilma Rousseff. Nem o mais otimista com a teoria do caos poderia imaginar tamanha importunação. O pessoal da tucanagem fotogênica preferiu não comparar os oito anos de FHC com os oito anos de Lula. Quando na disputa eleitoral em 2010, José Serra, que é bom com os números, preferiu falar do futuro. Ele queria que os eleitores comparassem o currículo dele com o de Dilma Rousseff. Com todas as letras, Serra disse que aquela não era uma eleição polarizada entre FHC e Lula.

Quem tem boa memória há de lembrar-se que o acanhamento do candidato tucano trouxe ressentimentos e críticas dos seus pares partidários. Como assim? Por que o Serra escondeu o passado? Aonde o Serra escondeu o FHC?

Quem tem boa memória há de lembrar-se da estratégia do senhor do supermercado. Deu errado! Não a administração do governo Lula, mas a previsão do caos. A gestão do Lula não foi perfeita, mas foi bem melhor do que os oito anos de FHC.

Ficou difícil comparar politicamente os resultados da gestão de FHC com a gestão de Lula. Tal dificuldade apresenta impactos eleitorais concretos. Ou seja, para não sermos exaustivos, não deu para livrar-se do Lula depois dos seus dois mandatos. Não foi uma gestão que cobriu todas as necessidades nacionais, mas, foi muito melhor do que o seu antecessor. É só perguntar para o José Serra que ele apresenta dados concretos.

Diante do quadro político tão ameaçador para as elites deste país em que as representações políticas, através do finado PFL e do perplexo PSDB, se mostraram frágeis, a disputa foi deslocada. A criminalização do governo Lula é a última cartada? Desloca-se a política das praças enquanto expressão popular e das câmaras legislativas enquanto expressão da democracia representativa. A política é posta sob juízo dos Tribunais de Justiça e principalmente sob o arbítrio da tão aclamada “liberdade de imprensa”.

A ideia fixa de um amplo movimento político brasileiro: Lula. Estamos assistindo a uma campanha sistemática de desconstrução da imagem do ex-presidente. A crença da retórica raivosa é que ao descascar a cebola da corrupção se chegará ao núcleo pobre: Lula e os seus mais chegados. Como já disse, os opositores abdicaram do campo político. Escolheram outro campo para o duelo: partidarização do Judiciário. A criminalização da política neste cenário é o mesmo que pancadaria contra o ex-presidente que continua merecendo dos brasileiros um alto grau de popularidade.

Pois é, o Lula virou ideia fixa da elite raivosa que gostaria de esquecê-lo para sempre.

Em 2002, o homem do mercado não podia prever que, para ficar livre do Lula, a arena política não era o meio mais apropriado. Não seria a voz das urnas a calar a figura grotesca com voz rouca. Em recente pronunciamento, FHC disse que Dilma Rousseff recebeu uma herança maldita. Ele se referia à criminalização da política. Ou seja, fala do campo jurídico e não do político.

Uma das versões da confusão na final da Sul-Americana é que o Tigres pipocou frente a superioridade do São Paulo. O tricolor paulista era tão superior que na bola a equipe argentina não ganharia. Numa tentativa desesperada simularam ou hiperdimensionaram os exageros do São Paulo Futebol Clube afim de ganharem no tapetão. Criminalização do futebol. Os jogadores saem de campo e os advogados entram com recursos nos tribunais.

Acho que os portadores da retórica política raivosa pipocaram. Querem levar a disputa para o campo jurídico criminalizando a política. A esperança é desmanchar os resultados eleitorais e desmoralizar os partidos.

Adoraria ouvir em 2014 que o Lula é candidato. Confusão no hipermercado e obrigação de Aécio Neves e cia saírem dos vestiários e entrarem no campo político. A comparação é ótima para a democracia. Talvez a pancadaria contra o ex-presidente Lula faça dele candidato nas próximas eleições.

*Valdemar Figueredo Filho: Doutor em Ciência Política (Iuperj), Pastor Batista e Doutorando em Teologia (PUC-RJ), atualmente leciona no curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ). É autor do livro Mosaico da espiritualidade (Editora Reflexão), Coronelismo eletrônico evangélico (Editora Publit), Liturgia da espiritualidade popular evangélica brasileira: um olhar antropológico, (Editora Publit) e Entre o palanque e o púlpito: mídia, religião e política (Editora AnnaBlume)

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“O campo está de luto” SOS Seca no Nordeste

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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Cadê o programa um milhão de cisternas? A ASA que ganhou prêmios perdeu quase um ano pelo denuncismo de Veja que fez a presidenta cortar verba pra todas as ONGs (sérias ou não) E a transposição do São Francisco? E a irrigação? Talvez o que a pesquisadora Angela Barcelar da UFPE revela na série do Azenha “O Novo Nordeste nos dê uma pista:


Carros pipas estão sem abastecer a população por falta de pagamentos dos governos

Animais estão sendo alimentados com Mandacaru no Nordeste

Por Dimas Roque

A seca no Nordeste está localizada no que se chama “polígono da seca”. Ela não está acontecendo em toda a região. O que não significa que está sendo menos maligna contra a população e animais. A área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.

No povoado “Malhada Grande” na cidade de Paulo Afonso na Bahia a situação é de calamidade. O senhor Sérgio Alcântara está dando pedaços de Mandacaru, que está sendo usada para alimentar aos animais que lhe restam. “Eu já perdi três cabeças de gado e se conseguir alguém que compre as que me restam vou vender. É melhor perder dinheiro do que ver o sofrimento dos animais” disse ele.

Outro fator que está comprometendo a situação da população da região é a falta de programas sustentáveis no abastecimento de água. Continua a política do Carro Pipa, que este ano vem tendo dificuldades no seu programa. O exército está há quatro meses sem realizar o pagamento aos donos dos carros, comprometendo assim o abastecimento das localidades da zona rural.

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Lula: “Ano que vem, para a alegria de muitos e tristeza de poucos, estarei voltando a andar por este País”

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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A foto não é a da matéria original, esta foto é de O Globo, via Facebook

Lula: “o que mais machuca os meus adversários é o meu sucesso”

VAGNER MAGALHÃES, Terra

Direto de São Bernardo do Campo (SP)

19/12/2012 – 13h21 – atualizado às 14h03

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira em São Bernardo do Campo que o que mais machuca os seus adversários políticos é o seu sucesso. “Não se preocupem muito com os ataques. Há uma razão para isso. Em 2010, quando lançamos a Dilma, ela era um poste. Vencemos. Agora, quando apresentamos Fernando Haddad aqui em São Paulo, vencemos. De poste em poste a gente está iluminando o Brasil inteiro. Ano que vem, para a alegria de muitos e tristeza de poucos, estarei voltando a andar por este País”, disse ele.

O discurso de Lula acontece dois dias após a conclusão do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma semana depois da divulgação das declarações do empresário Marcos Valério ao Ministério Público Federal (MPF) denunciando que o ex-presidente teve o pagamento de despesas pessoais feitos por meio do esquema.

Lula prosseguiu: “um vagabundo, falando mal de mim em uma sala com ar-condicionado, vai perder. Tem gente que olha para minha cara acha que eu sou burro. Eu consigo compreender o jogo que eles fazem. Eles governam o País desde que Cabral chegou aqui e como podem aceitar pacificamente, sem ódio, o que nós conseguimos em oito anos de governo?”. (grifos nossos)

Ele lembrou que, quando assumiu a presidência em 2002, era o próprio “Titanic”. “Não era possível governar esse País para um terço da população. É por isso que eles não se conformam que colocamos 40 milhões de homens e mulheres na classe C. (Não se conformam em) ver os pobres viajarem de avião, trocarem de carro. Eu acho que isso deixa eles indignados”, disse.

O ex-presidente seguiu com críticas aos seus adversários políticos: “eles governaram antes de mim. Tinham unanimidade na imprensa. Por que não cuidaram dos índios, das mulheres, dos pobres? Por que não levantaram a auto-estima do povo? Um País como o nosso não pode ter medo do futuro”.

Lula disse que em 2002, quando se elegeu presidente pela primeira vez, desconfia que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) torceu por ele. “Teve momento que eu achava que ele preferia minha vitória do que a do Serra. Muita gente vinha e me dizia ‘ele prefere você’. Ele achou que não ia dar certo e que voltaria”, disse.

O ex-presidente afirmou ainda que é preciso pensar de forma positiva em relação ao desenvolvimento do Brasil. “Temos de pensar da forma mais positiva possível. Não é porque nosso vizinho está doente que nós vamos ficar doentes. Não é porque a Europa está em crise, que nós vamos entrar em crise. Ela pode ter maior ou menor incidência a partir das medidas que nós tomemos aqui”, disse ele.

Lula participou nesta quarta-feira da posse de Rafael Marques na presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ele substituiu Sérgio Nobre, que foi eleito em julho passado para o cargo de secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Durante o evento, em todas as falas, o presidente Lula foi citado. Críticas ao poder judiciário, à “campanha” da mídia contra o ex-presidente e à postura da oposição deram o tom dos discursos.

Wagner Freitas, presidente nacional da CUT, afirmou que o poder Judiciário está fazendo um papel que não é dele e que a elite brasileira ainda não digeriu que Lula “foi o maior presidente da história desse País”.

Na última segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou o mandato dos parlamentares João Paulo Cunha (PT-SP); Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), o que, no entendimento de alguns, seria uma atribuição do Congresso.

“A CUT está muito preocupada com isso. (A oposição) quer jogar no tapetão, quer jogar no Poder Judiciário. O que está querendo se construir é um golpe para que o Judiciário mude uma situação onde o povo não está representado. Se colocar a democracia em jogo, vamos para a rua. Não pode ser uma parcela do Poder Judiciário e da mídia a resolver isso. O Lula é nosso amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, disse ele.

Gilmar Mauro, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, disse que o Brasil vive hoje a criminalização geral da pobreza, dos movimentos sociais e de muitos políticos. “É preciso colocar em pauta o Poder Judiciário, que parece ser intocável no nosso País”, disse ele, que também defendeu a regulação da mídia.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que a entidade topa “qualquer parada” para defender o projeto que tem o ex-presidente como figura central. “Não vamos nos intimidar. Não nos intimidamos quando este País esteve na ditadura…”, disse ele.

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Por que será que as lideranças gregas não vieram discutir com o príncipe da sociologia?

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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Pergunta do petroleiro Caio

Políticas de austeridade de hoje nos condenam a uma recessão perpétua, diz líder da esquerda grega em encontro com Lula

Alexis Tsipras, presidente do Syriza, principal partido de esquerda grego, defende uma conferência europeia sobre a dívida soberana, organizada nos mesmos moldes que a Conferência de Londres de 1953 que perdoou quase 63% da dívida da Alemanha no pós-guerra.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta terça-feira (18) com Alexis Tsipras, líder do partido de esquerda grego Syriza. Tsipras, junto com sua delegação, visitou a sede do Instituto Lula, em São Paulo, num encontro que durou cerca de uma hora e meia.

A conversa girou em torno da crise internacional, que castiga duramente a Europa e a Grécia em especial. “Viemos de um país que foi eleito como cobaia da crise europeia”, disse Tsipras logo no início do encontro. Lula, que na semana passada esteve em Paris no “Fórum pelo progresso social”, concordou com Tsipiras que as políticas de austeridade estão castigando ainda mais os trabalhadores europeus e é necessário retomar o caminho do crescimento para sair da crise e evitar que ela se espalhe por outras regiões do globo.
Crítico das políticas de austeridade que têm onerado os trabalhadores, em especial a juventude, Tsipras disse que resolveu iniciar sua viagem internacional pelo Brasil porque considera que aqui o governo de Lula provou para o mundo que é possível ter sucesso enfrentando a crise com caminhos alternativos. Lula perguntou se o povo grego acredita que a crise está terminando e Tsaris foi taxativo ao dizer que não. “Nos últimos três anos, recebemos 140 bilhões de euros em empréstimos. Desse valor, só 19 bilhões foram para a economia real. Esses empréstimos estão nos condenando a uma recessão perpétua, porque não temos a menor possibilidade de pagar essa dívida”. E ele lembrou ainda que há um problema político, porque este é um ano eleitoral na Alemanha e Angela Merkel, a chanceler alemã e líder europeia nas políticas de austeridade, não quer aceitar que o problema fracassou.

Tsaris disse a Lula que o remédio da austeridade não está funcionando na Europa e, mesmo assim, os governos só fazem aumentar a dose desse remédio. O grego propôs uma Conferência Internacional para debater esses problemas, como a conferência feita em 1953 e que perdoou quase 65% da dívida alemã no pós-guerra. “A Europa tem que trilhar o crescimento para superar a crise, precisamos de um plano Marshall de investimentos, uma mudança na política de impostos, que recaem fortemente sobre os trabalhadores e a classe média, e um programa de investimento na infraestrutura do país”.

“O povo está sendo barbaramente atingido por esta crise. A renda média sofreu uma redução de aproximadamente 40%, o PIB caiu 25 pontos nos últimos quatro anos e a taxa oficial de desemprego já é de 26%. Entre os jovens, passa de 50%.” Tsipras ainda citou estatísticas europeias de que, neste momento, um terço da população grega vive abaixo da linha de pobreza. “Não seria exagero dizer que a Grécia, um país no coração da Europa, em desenvolvimento, com renda per capita de país desenvolvido, neste momento enfrenta uma crise humanitária”, lamentou.

Lula lembrou que no seminário “Fórum pelo progresso social” organizado em conjunto em Paris pela Fundação Jean-Jaurès e pelo Instituto Lula, o mesmo assunto foi debatido. “Segundo discussões de economistas aqui no Brasil e no seminário que fizemos em Paris, o problema da Grécia teria sido resolvido com 40 bilhões de dólares no ano de 2009. E agora necessitamos muitas vezes esse valor”. E concordou com a visão de Tsaris de que, resolvido o problema político, fica mais fácil resolver o problema econômico desta crise.
“Eu fui candidato a presidente em 89 aqui no Brasil e, naquela época, a dívida da Itália ja era de 120% do PIB. Isso nunca foi problema, porque a Itália tinha dívida cara, mas os títulos eram de longo prazo. A dívida dos EUA é maior que o PIB americano, mais de 17 trilhões de dólares, e isso não traz nenhuma preocupação? Por que de repente a dívida dos países mais pobres da Europa ficou problemática? Essa dívida estava na mão de quem? De bancos franceses — a grega especialmente — e de bancos alemães. Se eles tivessem pensado politicamente, teriam resolvido essa crise no seu nascimento. De 2008 até agora já foram colocados 9,5 trilhões de dólares para salvar o sistema e o problema não esta resolvido. Quando, na verdade, parte desse dinheiro poderia ser gasto para retomar produção e crescimento econômico”. E finalizou retomando uma frase que já havia dito em Paris: “A impressão que eu tenho, muito cuidadosa, é que o atual conjunto de lideranças da Europa são todos filhos do Estado de Bem-Estar social e que não estavam habituados a viver essa tempestade. Falta algum tipo de governança global que possa regular o sistema financeiro”. Para Lula, a capacidade do FMI e do Banco Mundial de ajudar a Europa nesta crise é pequena, porque são instituições que foram criadas para atuar em crises de países pobres, não nos ricos.

E terminou com uma mensagem de otimismo para os gregos, recordando o que aconteceu aqui no Brasil. “Eu lembro que no dia 22 de dezembro de 2008 eu entrei em rede nacional para fazer um pronunciamento à nação brasileira. Havia um clima de terror, dizendo que o povo não ia comprar porque estava com medo de perder o emprego. Fui para a TV e fiz um pronunciamento dizendo que era verdade que tinha o início de uma crise, e que essa crise no Brasil seria uma marolinha. Mas que, se o povo não fosse às compras, aí sim a crise ia chegar no Brasil. O que aconteceu naquele momento? Pela primeira vez na história do Brasil, as classes C, D e E consumiram mais que as classes A e B.’ Lula lembrou ainda que, mesmo na crise atual, neste ano foram gerados mais de um milhão de empregos formais no Brasil e a massa salarial cresceu 4,8%.

Para baixar fotos em alta resolução, visite oPicasa do Instituto Lula:https://picasaweb.google.com/116451107798979983687/LulaSeEncontraComAlexisTsiprasLiderancaDaOposicaoNaGrecia#

Para mais informações sobre o Fórum para o Progresso Social, visite o site do Instituto Lula:http://www.institutolula.org/modelo-economico-do-brasil-oferece-raio-de-esperanca-diz-imprensa-internacional-apos-forum-na-franca/

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