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HADDAD REPUDIA AÇÃO TRUCULENTA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO NA CRACOLÂNDIA

janeiro 23rd, 2014 by mariafro
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Foi de imediato: o prefeito Haddad reagiu prontamente a total falta de respeito, quebra de protocolo entre os poderes estadual e municipal, desrespeito de um ente federado por outro e respondeu em nota a ação desastrada da Polícia Civil, à revelia da prefeitura e do comando da Guarda Civil Metropolitana.


Prefeito Haddad na Cracolândia ao lado de uma dependente atendida pelo programa Operação Braços Abertos

Nota sobre operação na Cracolândia

De Secretaria Executiva de Comunicação

 23/01/2014  às 19:29:00

A administração municipal foi surpreendida pela ação policial repressiva realizada hoje na região da Cracolândia pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil.

A Prefeitura repudia esse tipo de intervenção, que fez uso de balas de borracha e bombas de efeito moral contra uma multidão formada por trabalhadores, agentes públicos de saúde e assistência e pessoas em situação de rua, miséria, exclusão social e grave dependência química. A “Operação de Braços Abertos” é uma política pública municipal pactuada com o governo estadual, que preconiza a não-violência e na qual a prisão de traficantes deve ser feita sem uso desproporcional de força.

Agentes da Prefeitura trabalham há seis meses para conquistar a confiança e obter a colaboração das pessoas atendidas. A administração reafirma seu empenho na solução deste problema da cidade e manifesta sua preocupação com este tipo de incidente, que pode comprometer a continuidade do programa. E expressou essa posição diretamente ao Governo do Estado.

Secretaria de Comunicação
Prefeitura de São Paulo

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Yuri Soares: Muito mais que um rolezinho

janeiro 23rd, 2014 by mariafro
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Muito mais que um rolezinho

Por Yuri Soares*, especial para o Maria Frô

Desde o final de 2013 temos acompanhado um crescimento do fenômeno dos rolezinhos e da polêmica que os acompanha.

Os rolezinhos são eventos sociais convocados via redes sociais onde a juventude periférica se encontra em shoppings para diversão, paquera, conversar com os amigos, dentre outras atividades típicas dos jovens.

São Paulo tem sido a capital dos rolezinhos, o que não é surpreendente, pois é a cidade com a maior população e economia do país.

Muita gente errou feio ao analisar este fenômeno, o primeiro equívoco veio dos próprios lojistas, administradores de shoppings e entidades representativas dos comerciantes. Estes, ao analisarem os rolezeiros pela ótica do preconceito social e racial, fecharam as portas literal e simbolicamente a este público que buscava consumir seus produtos e a mística de seus espaços.

Boa parte da classe média, assídua frequentadora destes templos do capitalismo desde sempre, achou que “bárbaros” estavam invadindo seu império, seu espaço artificial de beleza e paz. Boa parte da imprensa neste primeiro momento corroborou esta visão.

De outro lado, impulsionados pela reação preconceituosa dos comerciantes e de parte da classe média tradicional, setores da esquerda começaram a ver um princípio de luta de classes onde não havia nada disto, enxergando uma suposta disputa possível de um movimento basicamente hedonista.

Como sempre, à direita e à esquerda, não faltou moralismo, mensagens como “façam rolezinhos nas bibliotecas” ou criticando a busca por consumo das classes populares foram comuns nas ruas e nas redes sociais.

No entanto, nos últimos dias o que vimos foi uma inflexão do discurso da imprensa, que passou a ressaltar o poder de compra dos organizadores dos rolezinhos e o seus estilos musicais e estéticos.

Quanto ao futuro, os rolezinhos escancaram duas tarefas para a nossa sociedade, a primeira é combater o racismo profundo que trata de forma tão diferentes os rolezinhos das classes populares dos Flash Mobs das classes A e B.

A outra é a necessidade de criarmos espaços de lazer para esta juventude, não na lógica de criar guetos para mantê-los longe, mas para que eles tenham o que a juventude das classes A e B já tem há muito tempo: opções. Os jovens dos rolezinhos vieram pra ficar, e a maior ilusão possível é querer que eles deixem de frequentar os shoppings.

Em uma resposta aos recentes acontecimentos o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que irá abrir os Clubes da Comunidade, administrados pela prefeitura, para a realização de bailes funk e outras festas. O prefeito também vetou na íntegra um projeto de lei que previa a proibição da utilização de vias públicas para realização de bailes funk e demais eventos musicais não autorizados pela Prefeitura.

Estas respostas iniciais do prefeito Haddad são um bom indicativo do caminho que precisamos seguir, oferecendo mais espaços para os jovens e menos falso moralismo, preconceito e repressão.

Precisamos criar em todas as cidades espaços onde a juventude possa se encontrar, se divertir e construir suas identidades e culturas.

*Yuri Soares Franco

Historiador pela Universidade de Brasília – UnB, atualmente é  Secretário-Executivo do Conselho de Juventude do DF.

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O que Alckmin tem a dizer sobre sua polícia sobrepor poderes e jogar uma ação da prefeitura no Lixo?

janeiro 23rd, 2014 by mariafro
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Alguém é ingênuo em achar que Secretaria de Segurança Pública desconhece a operação Braços Abertos? Pois hoje à tarde a polícia civil que está sob ordens do governador tucano Geraldo Alckmin invade a região conhecida como Cracolândia, área foco da operação Braços, durante as ações da prefeitura do petista Fernando Haddad. Segundo matéria dos jornais, funcionários da prefeitura ficaram no fogo cruzado de bombas, balas de borracha. Isso foi uma ação no mínimo ilegal, uma clara afronta à primeira tentativa efetiva de tratar os dependentes de crack.

Até onde os tucanos irão pra destruir toda e qualquer ação de Haddad?

O que Haddad pretende fazer como o prefeito que teve seu poder desrespeitado?

O jornalista Bruno Torturra observa: 

Sobre a ação violenta da PM hoje na Cracolândia.

Apurando melhor, a coisa só piora.

Nem a prefeitura, nem a Guarda Civil foram avisadas sobre a ação do governo que ocorreu no início da tarde. A PM começou uma operação para prender usuários. Utilizou bombas e balas de borracha toda vez que havia algum tipo de resistência. Assistente sociais e agentes do programa “De Braços Abertos” foram pegos no meio do fogo cruzado. Agora há pelo menos 8 hospitalizados, vítimas da violência policial.

Funcionários da prefeitura e responsáveis pelo programa, incluso o secretário de segurança da cidade, estão perplexos.

Resumindo: violência física, atropelamento institucional, e sabotagem política clara.

Isso não pode passar batido.

Em ação surpresa, Polícia Civil reprime com bombas dependentes na Cracolândia

Reportagem do ‘Estado’ testemunhou confronto que surpreendeu até secretário de Haddad que estava no local

Por:  Bruno Ribeiro e Laura Maia de Castro – O Estado de S. Paulo

23/01/2014

SÃO PAULO – Policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil, fizeram uma operação nesta quinta-feira, 23, sem comunicar a Prefeitura nem a Polícia Militar, na Cracolândia, região central de São Paulo, palco da Operação Braços Abertos, aposta do prefeito Fernando Haddad para reabilitar os dependentes de crack.

Por volta de 15h, cerca de dez viaturas cercaram os dependentes de crack que não estão inseridos no programa assistencial e estavam concentrados na Rua Barão de Piracicaba. Os policiais civis atiraram balas de borracha e jogaram diversas bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo na multidão, que correu a esmo e revidou jogando pedras. O quarteirão estava lotado de dependentes.

Agentes da Secretaria de Saúde e de Assistência Social, que também não sabiam da ação, ficaram no fogo cruzado. A ação ocorreu pouco tempo depois de policiais civis à paisana terem feito uma prisão de um dependente no local. Nesta primeira ação, uma dependente acabou ferida na cabeça com bala de borracha.

A reportagem apurou que a avaliação inicial da Prefeitura é que o programa Braços Abertos, que contava justamente com a ausência de repressão dos dependentes, foi prejudicada e terá dificuldades para prosseguir.

Estado estava no local na hora da ação e viu a surpresa de guardas-civis, oficiais da PM e até do próprio secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto. Hoje completa uma semana que os dependentes que aderiram ao programa começaram a trabalhar e a equipe estava fazendo um balanço do período.

Foi possível testemunhar a prisão de ao menos cinco pessoas que foram também agredidas pelos policias civis ao serem obrigadas a entrar na viatura.

Entre os dependentes, o clima foi de revolta. Muitos gritavam desesperados, chorando diante da ação surpresa. “Que hotel que nada, eles querem é matar a gente”, disse uma dependente grávida que corria da polícia.

A reportagem tentou contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, que ainda não se manifestou.

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