Maria Frô - ativismo é por aqui

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Será que os policiais assassinados nas últimas semanas e também os trabalhadores reagiram, governador Alckmin?

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Protesto em muro de Osasco – SP contra a morte de um morador baleado por soldados das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA). Fonte: Perfil no Facebook do Jornal a Nova Democracia

No meu bairro as pessoas estão assustadas, às 22 horas desde domingo é silêncio total. Se desobedecer o toque de recolher corre-se sérios riscos. As pessoas vão falando com medo sobre um corpo na Eiras Garcia, outro na Francisco Mourato, de um corpo aqui outro acolá.

A rotina tem mudado bastante, não fui à universidade porque saio geralmente às 23 horas, minha casa já foi assaltada três vezes nos últimos quatro meses, cheguei atrasada na escola porque a Rota está na São Remo e está uma muvuca danada. Para voltar pra casa demorei mais de uma hora num trajeto que no meio da tarde eu faço em 20 minutos no máximo.

Enquanto escrevo este texto helicópteros rondam ruidosamente a região. Falo com amigos da Cidade Tiradentes e a revolta é a mesma, o nível de violência policial chegou à barbárie. O grupo de Defesa de Direitos Humanos e das Mães de maio estão apavorados e revoltadíssimos, novamente a Baixada Santista é cenário de muitas mortes de jovens negros nas periferias, como em maio de 2006.

Qual é a alternativa?

Um governador que aposta tudo na Rota? Como é que tucanos tem a ousadia de falar de Maluf? Está na hora de Caco Barcellos escrever um Rota 66 parte 2. Muita gente vai ficar surpresa de como o período democrático anda matando de fazer inveja aos ditadores, aliás, segundo Cabo Anselmo no Roda Viva todo o aparelho repressor do Dops está no governo do estado, na ativa.

Desde 2003 quando Luiz Eduardo Soares foi um dos primeiros secretários do governo Lula a ser destruído pela mídia venal que temos no Brasil o que tem sido feito para que de fato tenhamos uma verdadeira segurança pública e não um bando de manés despreparados que saem atirando a esmo matando inocentes quando vêem uma furadeira ou quando um pneu do carro estoura?

A Direita só conhece a linguagem da Rota, como aqui em SP, ou o de parcela de policiais civis e militares se confundirem com milícias e com o crime organizado ou do Bope subindo morros como no Rio ou simplesmente fazer o que sempre fez desde os grupos de extermínio da ditadura militar: ir uniformizados ou não pra as favelas e matar um monte de jovens negros.

Enquanto não desmilitarizarmos esta polícia, prepará-la de fato para que entenda que as pessoas são sujeitos de direitos e dois deles são o direito à proteção e à vida, direitos humanos básicos, enquanto os governos eleitos democraticamente não afastarem aqueles que estiveram na linha de frente da tortura durante a ditadura militar a meu ver a barbárie uniformizada de um lado e desdentada com cordão de ouro do outro vão continuar a se digladiar. E nessa guerra não há vencedores.

Leia também:

Maria Rita Kehl: Estado Violência, Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura

Escalada de violência em São Paulo: Segurança Pública é um dos Direitos Humanos

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Sepultamento político de Serra no centro de São Paulo

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Politizados, criativos e incansáveis em denunciar o desmantelamento do Estado feito na era das privatizações tucanas

Fonte: Serra Nunca Mais no Facebook

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Campo Grande, MS, Rede Municipal promove encontro de educação inclusiva e diversidade

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Cacique Serigy: Primeiro Herói Nacional Indígena no Livro de Heróis da Pátria

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Parecer de Jean Wyllys, pela aprovação de PL que nomeia o primeiro herói nacional indígena, foi votado hoje na Comissão de Educação e Cultura.

Do site do Deputado Jean Wyllys

Nesta quarta-feira, dia 31 de outubro, foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura o parecer do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a favor da aprovação do PL 3724/2012, de autoria do Deputado Rogério Carvalho (PT-SE), que propõe a inserção do nome do Cacique Serigy no Livro de Heróis da Pátria – hoje com dez nomes, sendo nove homenageados brancos e um negro.

O Cacique Serigy se destacou por ter liderado uma forte milícia indígena contra os invasores portugueses, por mais de 30 anos. Não se tratava de uma resistência apenas pela preservação do seu povo, mas também pela justiça e pelo direito à terra. Em 1590, após um mês de batalha contra uma esquadra de guerra, os portugueses conquistaram a cidade de Aracaju e dizimaram a tribo do Cacique Serigy.

A repressão contra os povos indígenas não é característica exclusiva da colonização portuguesa. Neste exato momento, a comunidade Guarani-Kaiowá luta pela demarcação de suas terras no Mato Grosso do Sul, cuja reintegração de posse foi decretada pela justiça do município de Naviraí em favor dos latifundiários,  o que motivou a decisão desse povo de morrer coletivamente e ser enterrado no território em disputa, junto aos seus antepassados.

A inscrição do Cacique Serigy no Livro dos Heróis da Pátria é um marco decisivo, não só rumo ao reconhecimento da contribuição dos povos indígenas para a história do Brasil, mas, principalmente, ao reconhecimento da vergonhosa negligência estatal em relação aos direitos dos povos indígenas.

Íntegra do parecer

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