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“Discutindo a Divina Comédia com Dante” Três faces adicionais

novembro 10th, 2012 by mariafro
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Vi a imagem no Facebook e achei muito curioso um quadro que junta Pelé, Gandhi, Mao Tsé Tung, Mike Tyson, Shirley Temple…  Eu adoraria saber o que passou na cabeça de quem juntou personalidades tão diferentes numa única representação. Fui atrás da história da pintura e descobri que seus autores queriam que o espectador visualizasse a história do mundo em uma pintura.

O link original deste óleo que foi computadorizado é este aqui Cliptank. Ao carregá-lo você verá que ao passar o mouse sobre cada uma das personagens retratadas você tem informações sobre elas com links da Wikipedia (em inglês, mas no menu a direita você pode escolher outros idiomas para os verbetes da biografia de cada um dos retratados).

Neste link  você encontra dados de cada um dos 103 retratados, mas o mais interessante é descobrir qual imagem serviu de inspiração aos autores para pintar cada uma das personalidades.

Se você atentar além de personalidades há paisagens sobrepostas muito famosas: na parte superior da tela, da esquerda para a direita: Ilha de Páscoa, caravela de Colombo, o Stonehenge britânico, as pirâmides do Egito e a Grande Muralha da China com uma de suas passagens mais conhecidas. Há diferentes tipos de animais (até a Dolly, a ovelha clonada está presente). Os objetos também contam história, o cogumelo atômico passa na televisão, há livros, relógios, catavento, ampulheta, gramofone, brinquedos, instrumentos musicais, armas…

Título da obra: “Discutindo a Divina Comédia com Dante.” Três faces adicionais por: Dai Dudu, Li Tiezi, and Zhang An, 2006, oil on canvas

Reparem que os 3 pintores se retrataram na muralha chinesa ao lado de Dante

No facebook a pessoa propunha que escolhêssemos uma personagem/personalidade e explicasse o porquê da escolha. Pode ser uma atividade bem interessante. Quem topar, escreva aí nos comentários :)

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Ernani Muraro: Veja como os partidos votaram a favor ou contra a educação

novembro 9th, 2012 by mariafro
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No Facebook do Ernani Muraro um gráfico muito interessante sobre a votação ocorrida na Câmara dos Deputados no dia 06/11 dos projetos que redistribuem os royalties do petróleo entre estados e municípios produtores e não produtores.

“431 parlamentares votaram SIM (220) ou NÃO (211)  e 77 faltaram:

SIM (“quero derrubar esse negócio de royalties do Pré-sal para a educação”)

NÃO (“desejo 100% dos royalties para a educação”)

Clique na imagem para ampliá-la

Leia também:

Campanha Educação: Por 9 votos, Câmara dos Deputados vota contra a educação

Ontem, depois dos 220 deputados inimigos da educação matarem o projeto de Zarattini, PCdoB apresenta novo projeto

PCdoB esclarece sua posição na votação dos royalties do petróleo

UNE pedirá veto sobre texto dos royalties aprovado por deputados

Carta aberta da UDIME: deputados desperdiçam chance de votar a favor da educação

FETE-MS já começou a campanha contra os deputados inimigos da educação: Mandetta e Azambuja

100% dos royalties do petróleo vão para educação “Este será o maior legado que o PT deixará ao país”

Atualização: Lista dos deputados por partido que votaram contra o projeto dos 100% dos royalties do petróleo para educação

Sugiro que eleitores descubram os nomes dos 220 deputados que votaram contra o projeto de 100% royalties do petróleo à educação

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Inscrições para o 3º Concurso Aprender e Ensinar terminam no próximo dia 26

novembro 9th, 2012 by mariafro
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Inscrições para o 3º Concurso Aprender e Ensinar terminam no próximo dia 26
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As inscrições para o 3º Concurso Aprender e Ensinar- Tecnologias Sociais, promovido pela revista Fórum e Fundação Banco do Brasil, estão na reta final. Professores de todo o País tê até o dis 26/11 para participar do prêmio, que já recebeu mais de 3 mil inscrições.

Neste ano, os seis vencedores ganham uma viagem para a Tunísia, onde participarão do Fórum Social Mundial 2013, entre os dias 23 a 28 de março. Além disso, 64 finalistas recebem um tablet e todos os inscritos, uma assinatura semestral da revista Fórum e um livro sobre tecnologias sociais.

O Concurso, que está em sua terceira edição, busca reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação além de fazer com que tenha um espaço para que educadores exponham boas ideias, ações simples que geram frutos e repercussão na comunidade.

Podem participar professores da Educação Básica, vinculados à rede pública, institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de educação, como EJA e ONGs.
Faça já sua inscrição aqui.
Leia no Portal Aprender e Ensinar:
Incubadora Tecnológica ajuda cooperativas na Bahia
Projeto do Instituto Federal do estado é exemplo de Tecnologia Social e contribui com a difusão da economia solidária

Tecnologias sociais levam água potável à população carente
Fundação Banco do Brasil em parceria com a entidade Articulação do Semiárido e a ONG Verdejar inauguram cisternas também no Complexo do Alemão e melhoram qualidade de vida da comunidade

Acompanhe a Rede Aprender e Ensinar no Twitter e no Facebook.

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Breve dossiê revela: onda de assassinatos que apavora Estado foi iniciada e radicalizada pela PM. Governo Alckmin omite-se. Mídia silencia

novembro 9th, 2012 by mariafro
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Só o PCC ameaça São Paulo?

Por: Antonio Martins, Outras Palavras

06/11/2012

Breve dossiê revela: onda de assassinatos que apavora Estado foi iniciada e radicalizada pela PM. Governo Alckmin omite-se. Mídia silencia

Por Antonio Martins

I.

Ao descrever, num ensaio recente (breve em português, em Outras Palavras), a situação tormentosa vivida pela Grécia, o jornalista Paul Mason, da BBC, recorre à história da Alemanha, às portas do nazismo. Só uma sucessão de erros crassos, mostra ele, pôde permitir que Hitler chegasse ao poder. Mas havia algo sórdido por trás destes enganos. Embora não fosse conscientemente partidária do terror, a maior parte das elites alemãsdesejava o autoritarismo, pois já não conseguia tolerar o ambiente democrático da república de Weimar.

As circunstâncias são distintas: não há risco de fascismo no cenário brasileiro atual. Mas é inevitável lembrar de Mason, e de sua observação sobre a aristocracia alemã, quando se analisa a espiral de violência que atormenta São Paulo há cinco meses. Em guerra com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), parte da Polícia Militar está envolvida numa onda de assassinatos que já fez dezenas de vítimas, elevou em quase 100% o índice de homicídios no Estado e aterroriza as periferias.

Pior: a escalada foi iniciada (e é mantida e aprofundada) por integrantes da própria PM, a força que deveria garantir a segurança e o cumprimento da lei no Estado. Mas apesar de inúmeras evidências, o governo do Estado não age para refrear tal atitude. E a mídia omite, ao tratar da onda de mortes, a participação e responsabilidade evidentes da polícia. É como se tivessem interesse em manter, em São Paulo, um corpo armado, imune à lei e ao olhar da opinião pública, capaz de se impor à sociedade e diretamente subordinado a um governador cujos laços com a direita conservadora são nítidos.

Para ocultar o papel de parte da PM na avalanche de brutalidade, a mídia criou um padrão de cobertura. As mortes de autoria do PCC são noticiadas, corretamente, como assassinatos de PMs. Informa-se que o número de crimes deste tipo cresce de modo acelerado — já são 90 vítimas, este ano. Mas se associa a insegurança que passou a dominar o Estado apenas a estes atos. Também informa-se sobre parte das mortes praticadas pela PM — seria impossível escondê-las por completo. No entanto, aceita-se, sempre sem investigação jornalística algumaa versão da polícia: morreram “em confronto”, depois de terem reagido.

Este estratagema permite silenciar sobre três fatos essenciais e gravíssimos: a) parte da PM abandonou seu compromisso com a lei e a ordem pública e passou a agir à moda de um grupo criminoso, colocando em risco a população e a grande maioria dos próprios policiais, honestos e interessados em cumprir seu papel; b) diante desta subversão do papel da PM, o comando da corporação e o governo do Estado estão, ao menos, omissos; c) procura-se preservar este estado, evitando, recorrentemente, caracterizar a atitude do setor criminoso da polícia e, muito menos, puni-lo.

II.

Algumas iniciativas permitiram, nos últimos dias, começar a quebrar a cortina de silêncios e omissões. O jornalista Bob Fernandes, editor-chefe do Terra Magazine, sustentou, num comentário corajoso, em noticiário da TV Gazeta, que havia algo além do crime organizado, por trás da onda de assassinatos. “Rompeu-se um pacto entre polícia militar e PCC”, frisou Fernandes — e atribuiu a esta ruptura tanto a “guerra” entre os dois grupos como a espiral de morte que se seguiu. “Criminosos matam de um lado? Vem a resposta: alguns, quase sempre em motos, com munição de uso exclusivo de forças policiais, dão o troco e também matam.”

A fala do editor do Terra Magazine teve o mérito de romper o consenso que a mídia fabricava, até então, em torno de uma explicação inconsistente. Mas a que se referiria ele, ao mencionar, em linguagem quase enigmática, a ruptura de um pacto?

Uma das pistas, para encontrar a resposta, é seguir o fio da meada da onda criminosa. Quando ela teria começado? Por quais motivos? Entre o final de maio e o presente, os jornais estão fartos de notícias sobre os assassinatos, sempre no padrão descrito acima. Mas não é difícil encontrar um ponto de inflexão, o momento a partir do qual o cenário se transforma.

Ele situa-se precisamente em 29 de maio. Nesta data, quando ainda não adotava a confirmação sem checagem das versões da Polícia Militar, O Estado de S. Paulo registra um massacre. Seis pessoas foram mortas pela ROTA, uma unidade da PM conhecida pela truculência. Estavam num estacionamento, próximo à favela da Taquatira, Zona Leste da capital. Foram vítimas de um comando constituído por 26 policiais. A própria PM afirmou, na ocasião, que eram integrantes do PCC. Alegou-se que estariam reunidas (num estacionamento?) para “traçar um plano de resgate de um preso”. Segundo as primeiras versões, teriam “atirado contra os policiais”. Apesar de numerosas (segundo a PM, 14 pessoas, das quais três foram capturadas e cinco fugiram), e “fortemente armadas”, nenhum soldado sequer se feriu.

Esta versão fantasiosa foi desmentida logo em seguida. Pouco depois da ação policial, um dos mortos “em confronto” seria executado a sangue frio, por parte dos PMs que haviam participado da operação. Os assassinos agiram em pleno acostamento da rodovia Ayrton Senna, e em área habitada. Uma testemunha presenciou o crime e o denunciou, enquanto acontecia, pelo telefone 190. A sensação de impunidade dos assassinos levou-os a ser fotografados pela próprias câmeras de vigilância da estrada. Nove dos 26 policiais foram presos, horas depois. Destes, seis foram soltos em dois dias. Três — apenas os que teriam praticado diretamente a execução — permaneceram detidos. Não é possível encontrar, nos jornais, informações sobre sua situação atual.

Atingido, o PCC reagiu recorrendo, embora em escala limitada, ao método que marcou sua atuação em 2006. Na região de Cidade Tiradentes, uma das mais pobres da cidade e local de moradia de um dos mortos, o grupo obrigou a população a um toque de recolher no dia do enterro do comparsa, 31 de maio. Tiveram de fechar as portas, entre outras, as escolas municipais Adoniran Barbosa e Wladimir Herzog… Mas, também repetindo o que fizera em 2006, a facção não se limitou a isso. Começaria, logo em seguida, a longa série de assassinatos de policiais militares.

No ano passado, 47 PMs paulistas foram mortos, em serviço ou suas folgas. Não é um número excepcional, para uma corporação que reúne quase 100 mil soldados, exerce atividade de risco e vive sob tensão permanente (o índice anual de suicídios é muito próximo ao das vítimas de homicídio). Em 2012, tudo mudou. Até o incidente fatídico de 29/5, haviam sido contabilizadas 29 mortes de PMs — pouco acima da média registrada no ano anterior. Entre 29/5 e 4/11, os ataques disparam. São 61 novos assassinatos, em apenas cinco meses. Há casos dramáticos: uma policial morta diante de sua filha; um garoto assassinado apenas por ser filho de policial, ocasiões em que as próprias bases da PM são atacadas. Inúmeros relatos narram a situação de pânico vivida por milhares de soldados honestos, cuja vida foi subitamente colocada em risco numa “guerra” provocada por uma minoria.

Mas aos poucos — e aqui começa um dos pontos mais obscuros de todo o episódio –, a PM parece inclinar-se em favor de sua banda violenta. Além de ter provocado o PCC à luta no final de maio, num ataque cujo caráter criminoso está demonstrado, a polícia paulista empenhou-se, nos meses seguintes, em tornar a disputa cada vez mais sangrenta e mais letal para a população civil.

Alguns episódios são emblemáticos desta tendência e da barbárie produzida por ela. Em 10 de outubro, por exemplo, um soldado de 36 anos foi executado em Taboão da Serra, oeste da Grande São Paulo. Dois homens dispararam seis tiros em seu corpo. Nas horas seguintes, no mesmo município, nove pessoas foram assassinadas. Duas delas foram vítimas da ROTA — execuções, segundo testemunhas. As sete outras, em circunstâncias nunca esclarecidas, mas muito assemelhadas às descritas por Bob Fernandes, em seu comentário recente. Poucos dias antes, na Baixada Santista, um outro episódio, em condições muito semelhantes, deixou, em cinco dias, um rastro de quinze mortos. Em nenhum destes casos houve investigações sobre o comportamento dos policiais — nem por parte de seus pares, nem da mídia…

A esta altura é perturbador, porém inevitável, traçar um paralelo. Radicalizar ao máximo a guerra contra o PCC; afogar o “inimigo” em sangue, sem se importar com o risco de atingir a população como um todo, foi a estratégia que prevaleceu na PM em 2006, quando a força enfrentou pela primeira vez o grupo criminoso. Entre 12 e 20 de maio daquele ano, mais de 500 pessoas foram assassinadas em chacinas e execuções na capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. A grande maioria não tinha relação alguma com o PCC, como denunciam, desde então, as Mães de Maio. Adotou-se aparentemente a ideia de que deflagrar terror indiscriminado contra a população forçaria o grupo criminoso a recuar, temeroso de perder apoio de suas bases sociais.

III.

Um personagem destacado é comum aos episódios de 2006 e aos de hoje: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Não estava diretamente à frente do Palácio dos Bandeirantes, durante a primeira rebelião do PCC (deixara o posto um mês antes, para concorrer à presidência da República). Mas havia governado o Estado nos seis anos anteriores e executara uma política de segurança considerada ao mesmo tempo brutal e ineficiente. Sua ligação com os acontecimentos ficou patente ao abandonar, de modo abrupto, uma entrevista em que jornalistas britânicos (ao contrário da grande mídia brasileira) questionaram-no sobre o ocorrido.

Apontado como membro da organização ultra-direitista Opus Dei, até mesmo por integrantes de seu partido (o PSDB), Alckmin é visto, por parte da elite brasileira, como uma liderança importante a preservar. As declarações que tem dado, desde maio, em favor das posições mais belicosas e agressivas, no interior da PM, são eloquentes.

Falta muito a apurar, na trilha tenebrosa e caótica para a qual descambou a segurança (?) pública em São Paulo, desde maio. Por que, após uma tentativa fugaz de investigar ações ilegais e criminosas de parte de seus integrantes, a PM desistiu do esforço? Que levou a imprensa — que também denunciou a truculência, num primeiro momento — a silenciar e a repetir, desde junho, uma versão insustentável? Um setor de policiais especialmente violento terá conseguido impor sua postura? De que forma estarão envolvidos o governador e a imprensa?

O certo é que, para interromper a escalada sangrenta, a sociedade precisa agir — o quanto antes.

Leia também:

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