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Leandro Fortes: Meu ditador preferido

outubro 22nd, 2012 by mariafro
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Ou: É o enfrentamento da velha mídia, estupido!

Meu ditador preferido

Por Leandro Fortes, na Carta Capital

22/10/2012

Interessante essa sanguinária ditadura comunista do coronel Hugo Chávez, que tanto desarranjo provoca na sensível barriga da direita latino-americana.

“Eu amo a Venezuela sem Chavez”, diz a camiseta de um partidário de Henrique Capriles. AFP PHOTO/GERALDO CASO

Ao todo, 80% dos eleitores venezuelanos compareceram às urnas, na última eleição presidencial. Detalhe: o voto, na Venezuela, não é obrigatório.

Estranha ditadura esta em que o terrível ditador é escolhido em eleições livres, monitoradas por diversos organismos internacionais, sem falar em todos os urubus da imprensa latino-americana que em Caracas pousaram para agourar a revolução bolivariana.

Para uma elite acostumada a comprar xampu em Miami para dar banho nos cães, Capriles chegou mesmo a ser um sonho de revanche.

Explica-se: a família de Henrique Capriles, assim como as de Fernando Collor e ACM Neto, por exemplo, é dona de uma cadeia de comunicação.

Nas redes privadas, o candidato da direita ocupou 88% do tempo disponível para propagada eleitoral, além de ter o apoio monolítico da mídia local.

A Chávez, sobraram os 12% restantes. Num quadro desses, não é de se admirar a sensação generalizada entre os ricos e remediados de que Capriles seria a nova revolução.

Chávez venceu por 1,5 milhão de votos.

Leia também:

Stédile: “A vitória de Chávez é a vitória da América Latina”

Comitê “Brasil está com Chávez” realiza ato em Brasília

Entidades manifestam apoio a Chávez e lançam comitê de solidariedade

Leandro Fortes: Acabou o Lexotan na SIP

Frank la Rue: Kirchner apresentou o projeto de lei mais avançado para democratização das comunicações

Ex-diretor de Telecomunicações do Uruguai, Gustavo Gómez: “Concentração midiática atenta contra a democracia enquanto multiplica lucros”

Mais sobre a Venezuela neste blog clique aqui , aqui e aqui

Mais sobre a urgente necessidade de democratização da mídia:

Barão de Itararé: Vamos organizar o nosso ato contra os golpistas midiáticos da SIP

Para expressar a liberdade a peleja pela democratização da comunicação

“Para expressar a liberdade Uma nova lei para um novo tempo”

Sobre os protestos do “Cansei argentino”, Eric Nepomuceno: “Argentina: um protesto mais raivoso que ruidoso”

Eric Nepomuceno: Clarín controla 56% do mercado de TV aberta e a cabo na Argentina

Governo argentino fixa data para grupo Clarín cumprir a lei

Nestor Busso: A mídia como expressão do poder econômico concentrado

No Equador, Correa condena “liberdade para a extorsão”

Lula no Terra Magazine: Eles confundem populismo com popular

Rui Martins: Governo Dilma financia a Direita, o Brasil padece de sadomasoquismo

Fala Marcos Valério, fala!

Hildegard Angel fala dos traíras como Paes e conclama os coerentes à solidariedade com José Dirceu

Toda a esquerda brasileira vai mandar a fatura para o PT com juros e correção monetária?

Leonardo Boff: Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT?

Pergunta para o Barbosão: Pode isso, Arnaldo?

Emir Sader: Por que a direita e seu partido midiático têm tanto medo de Lula?

Veja: o ‘jornalismo’ ficcional mau caráter para leitores boimate

Velha mídia venal nunca se conciliará com o esquerdismo, mesmo o envergonhado do PT

Repórteres de Época que fazem jornalismo bem feito recebem reprimenda do PSDB

A guerra da Veja contra o retorno de Lula, o Cara vai chegar a 100% de popularidade

Folha: São Paulo, sob Serra, gastou em publicidade 6 vezes mais que o investimento da Secretaria da Cultura

Governo Dilma alimenta seus algozes, nem Freud explica

Janio de Freitas: A força agitadora para a preparação do golpe de 64 foi a imprensa

Marco Regulatório das Comunicações: Nada Além da Constituição

IIIBlogprog: Carta de Salvador, Nada além da Constituição

Rodrigo Vianna: “Blogueiros sujos de uma imprensa limpa”: nada além da Constituição!

1 milhão e 500 mil motivos para um novo marco regulatório das comunicações

Governo Dilma rende-se ao lobby, emperra a regulamentação da mídia e esquece conselhos de Lula

A Carta do 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas

Por que as tevês e os grandes veículos vociferam contra o marco regulatório? Pontos para reflexão

Venício Lima: Não é bom para a cidadania saber como nosso dinheiro está sendo distribuído para empresas de comunicação?

Altamiro Borges: A Força e os limites da blogosfera

Marco Regulatório, será que sai?

Manifesto pela criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação

Governo do DF alimenta com gosto Veja, Globo, Band, Record, Correio Braziliense….

Clique aqui e veja como o governo do GDF faz o mesmo que o governo Dilma

Clique aqui e veja como Requião governou sem fazer publicidade oficial em mídia venal

Clique aqui e veja a prática tucana com a mídia

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Altair Freitas: ‘Meus corruptos favoritos’

outubro 22nd, 2012 by mariafro
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MEUS CORRUPTOS FAVORITOS!

A história do Brasil é permeada por denúncias de corrupção. Desde o período colonial, passando pela monarquia de Pedro pai e Pedro filho e avançando por todo o período republicano e até os nossos dias, denunciar a corrupção alheia tem sido uma boa arma política para as oposições de todo tipo. Até aí, novidade nenhuma, até porque esse não é um fenômeno brasileiro. Corrupção é praticamente uma “instituição” presente na sociedade desde que surgiram as primeiras diferenciações de classe, desde que alguns começaram a enriquecer em detrimento do conjunto da sociedade. Nada de novo no front, portanto!

O que incomoda profundamente, no caso específico da política brasileira das últimas décadas, é que a chamada “sociedade civil”, incluídos aí partidos, “políticos” eleitos pelo povo ou indicados para o exercício de cargos públicos os mais diversos, nos habituamos a travar a luta política, em boa parte do tempo, brandindo a bandeira da anticorrupção como mera arma para desgastar, desmoralizar e derrubar os poderosos de plantão.

Desde a redemocratização iniciada pós ditadura militar (ela própria um esteio fenomenal de corrupção e cevadora de corruptos em larga escala), não houve um simples ano no qual jornais, revistas, parlamentares de oposição em todos os níveis e entidades as mais diversas – aparelhadas ou não pelas diversas forças políticas – não tivessem berrado a plenos pulmões que quem exercia o poder naquele momento era corrupto, conivente ou, no mínimo, incompetente para combatê-la. Vejam, estou me referindo aos últimos 28 anos da história brasileira, após a grande vitória popular sobre a corrupta ditadura militar.

Quase trinta anos e a cada ano, tome denúncias. Pouco importa se são verídicas ou não. O efeito geralmente tem sido semelhante e em processo crescente: um contingente cada vez maior de pessoas simplesmente trata a política como algo sem solução, um verdadeiro mar de lama, independente da coloração partidária. Os índices de abstenção e votos nulos têm crescido sucessivamente a cada eleição, a julgar pelos dados recentes referentes ao primeiro turno da eleição deste ano. É lastimável sob qualquer aspecto que eu analise.

Desencanto com a política, a percepção de que todos os políticos agem igual independente de filiação partidária (que mentem, que roubam, que são incompetentes, etc) geralmente termina de uma única maneira: regimes autoritários que afirmam que vão “limpar” a política e geralmente acabam não apenas exercitando a corrupção em larga escala, mas, muito pior do que isso, desenvolvendo políticas que apenas aprofundam o fosso que separa ricos e pobres. Lembremos do nazifascismo e da nossa ditadura militar, apenas para dar dois exemplos fáceis de serem compreendidos.

As forças políticas progressistas, os partidos de esquerda, os movimentos sociais que lutam décadas a fio por um país mais justo, pela construção de uma pátria efetivamente independente e desenvolvida e com justiça social, não podemos ficar olhando esse trem passar e entrar no verdadeiro concurso que se tornou comum nos últimos anos: quem aponta com mais fatos e argumentos o tamanho do lamaçal dos partidos adversários. Não podemos aceitar a permanência do nosso campo nessa ideia de que corruptos são apenas os outros ou, pior ainda, na onda “Meus corruptos favoritos”, aqueles a quem escolhemos para destruir moralmente e derrubar do poder, caso o poder exerçam, ou para evitar que o assumam.

Não sou daqueles ingênuos que acham que a corrupção é o maior problema do Brasil (ou de qualquer país). Isso é uma bobagem sem tamanho e serve principalmente como cortina de fumaça amplamente utilizada pelas forças mais conservadoras para embolar o meio de campo e desviar a atenção da maioria da população para o principal problema que é exatamente a brutal estrutura de concentração de renda típica do capitalismo. Esse é o pior problema da humanidade desde os últimos trezentos anos e ele apenas está se intensificando nas últimas décadas.

Corrupção é acessória à exploração que os capitalistas exercem sobre a maioria da população e é um fenômeno que contribui para a acumulação de capitais e poder político. Mas mesmo sendo acessória, é preciso levar em consideração o efeito que ela causa sobre o conceito que o povo tem sobre a política, sobre a luta política e sobre a necessária transformação profunda das estruturas econômicas para democratizar efetivamente a riqueza e a própria sociedade. Menos de 10% da população, em âmbito mundial, concentra brutalmente a renda e usa largamente a corrupção em suas múltiplas variáveis como instrumento secundário da manutenção do seu poder e privilégios. Mas a corrupção é face mais evidente e facilmente identificável pela massa popular como fonte de acumulação de riqueza. Por isso usá-la como arma Política é geralmente fácil e eficiente.

Não tenho ilusões sobre o fim da corrupção enquanto a humanidade viver sob o manto da concentração capitalista da riqueza. Corrupção só será plenamente varrida da prática humana quando não houver mais motivo para acumular riqueza e poder político. O problema é que esse horizonte está por demais distante e não dá para ficarmos deitados em berço esplendido esperando que esse maravilhoso dia chegue, pois ele não chegará automaticamente e quando chegar, se chegar, será o resultado de uma imensa luta transformadora de alcance histórico.

Às forças transformadoras, progressistas, que têm compromisso efetivo com a democratização da sociedade brasileira, é necessário travar a dura luta contra os principais mecanismos atuais que favorecem a corrupção na política – e de quebra, em vários segmentos da sociedade fora do ambiente político-partidário e estatal . Ou tomamos em nossas mãos as iniciativas para eliminar mecanismos perversos de geração de corrupção em larga escala, como o financiamento privado para campanhas eleitorais, por exemplo , ou continuaremos a chocar o “ovo de serpente” que alimenta golpistas históricos – os encastelados em grandes órgãos de comunicação e que detestam governos progressistas ou de esquerda, os saudosos da hipócrita e corrupta ditadura militar, os aventureiros pseudo salvadores da pátria, etc. – sempre a serviço das tradicionais elites enriquecidas e associadas de potências estrangeiras sugadoras das nossas riquezas.
Ou pomos a mão efetivamente na consciência do nosso papel nesse campo, ou vamos vivenciar nos próximos processos sucessórios ou de luta pelo poder fora das eleições, mais e trágicos episódios do concurso “Meus corruptos favoritos”.

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O aparelhamento dos governos do PSDB em São Paulo, nosso dinheiro e o caso Soninha

outubro 22nd, 2012 by mariafro
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Uma das coisas que mais me irritam no discurso de Serra é dizer que o PT aparelha o Estado. É no mínimo uma inverdade se nos dermos ao trabalho de fazer uma breve pesquisa e ver os concursos públicos realizados durante o governo Lula na reconstrução do Estado (dilapidado na lógica neoliberal tucana do Estado mínimo), na relação republicana do governo Lula com tanto prefeitos e parlamentares e governadores detratores, o espírito conciliador do ex-presidente chegava a irritar os mais exaltados.

Mas esta falácia de que petista aparelha Estado repetida por Serra e por Veja foi destrinchada de modo bastante divertido num texto do sociólogo Celso de Barros: Quebra de Sigilo em Mauá (2): Veja e a tese do “Aparelhamento do Estado”.

Impressiona ver o silêncio da mídia para investigar qualquer malfeito ligado ao PSDB, sobre aparelhamento do Estado pelos apaniguados do PSDB o caso da família de Soninha Francine é velho conhecido de todos, mas quase nunca noticiado. Ele anda chamando a atenção da blogosfera pela agressividade de Soninha para com Haddad: Humor: Soninha, ex-candidata; ex-mtv, rende muitas, mas muitas piadas.

Abaixo transcrevo o texto de Paulo Nogueira que também cita uma outra reportagem de Fábio Leite no Jornal da Tarde

O caso Soninha mostra a falta de transparência do governo de São Paulo

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

21/10/2012

Quantos funcionários públicos não concursados como as filhas de Soninha são pagos pelo contribuinte paulista?

Queremos fazer um jornalismo diferente do que está aí. Melhor: faremos.

Um jornalismo que ajude o leitor a entender os fatos, no matter what, como gosta de dizer meu amigo Scott Moore.

Falo como editor, e como leitor também.

Fiquei confuso, ontem, quando meu irmão Kiko comentou comigo a fúria de Soninha contra Haddad. Bom jornalista que é, Kiko logo entendeu que havia ali um artigo a escrever.

Seu texto, aliado a comentários de leitores que como de hábito contribuíram para o debate, e aqui agradeço particularmente Frank, me fizeram ver o óbvio.

A partir disso tudo, fiz o que costumo fazer: pesquisei.

Bem.

Soninha tem interesse pessoal na permanência do PSDB no poder em São Paulo. Mãe e filhas têm bons empregos públicos no governo paulista conquistados sem concurso. Ela própria também tem vantagens concretas. Recebe dinheiro para participar de reuniões de diretoria na Cetesb, da qual é conselheira.

Falta aí, mais que tudo, transparência. O eleitorado tem que saber disso amplamente. O partido de Soninha apoia o PSDB. Pode ser que o apoio seja por convicções. Mas também pode ser por razões menos nobres. A transparência ajuda o cidadão a formar sua opinião.

E aí vou para a mídia. Caberia a ela trazer essa transparência ao tema. Isso foi parcialmente feito. Em minha pesquisa, vi que o Jornal da Tarde publicou há alguns meses uma reportagem de Fabio Leite sobre as relações profissionais de Soninha e família com o governo paulista.

Na reportagem, você lê que o governo justificou a contratação de uma filha de Soninha com sua fluência em várias línguas. O repórter descobriu, no site da USP, que não tem fluência em nenhuma.

O que fez a Folha de S. Paulo, por exemplo? Em minha pesquisa, e se estou enganado me avisem por favor, não encontrei uma única reportagem sobre um tema de grande interesse público no estado que ela carrega no nome.

Como paulista, pensei o seguinte. Quantos casos iguais aos de Soninha não existem no governo de São Paulo? Quantos empregos do mesmo gênero não são sustentados pelo contribuinte paulista? Essa é a famosa qualidade de gestão do PSDB, um partido no qual votei pela maior parte de minha vida adulta?

O assim chamado aparelhamento do estado pelo PT é citado ubiquamente pela mídia. O que é este caso senão um sinal de que o PSDB de São Paulo faz um aparelhamento a seu estilo, fora da vigilância da mídia que deveria funcionar como fiscal?

O Diário quer ajudar a trazer luz para os debates na sociedade brasileira. Má conduta no PT e no PSDB e onde mais for será tratada do mesmo modo, no interesse público.

A mídia tradicional está trazendo apenas a luz que lhe convém – e o Brasil merece muito mais que isso.

Leia também:

Serra e Soninha sambando na cara da sociedade paulista

Soninha Francine chama desabrigados do Pinheirinho de ‘criminosos’ e ‘aproveitadores’

Soninha Francine, este governo é teu, por que a surpresa?!

Serra tem problemas com percentagens: sobre o mito do ‘aparelhamento do Estado

Da série Lilicofeelings: E agora Soninha Francine?

Soninhafacts IV: Serra e Geraldo botaram São Paulo nos trilhos

José Augusto Valente e algumas perguntas a Goldman e a #Soninhafacts III

Soninhafacts II: resposta tucana para o caos da Saúde paulista

Sakamoto também mostra a ‘sabotagem’ dos governantes tucanos sobre nós: Caos na Linha vermelha

Soninhafacts e a explicação ‘tucana’ para o Caos do Metrô
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Até Helio Gaspari, anti-Lula ferrenho, reconhece que Prouni de HADDAD é um sucesso absoluto

outubro 21st, 2012 by mariafro
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Aos petistas mais afoitos, Gaspari e Miriam Leitão estão entre os jornalistas anti-Lula que sempre se posicionaram a favor das cotas, de políticas reparatórias e sempre foram coerentes em suas críticas ao racismo.

E para quem já se esqueceu o Prouni é o programa criado pelo Haddad no governo Lula e que o DEM, juntamente com as Universidades Privadas tentaram derrubar com ação de inconstitucionalidade no STF e que parcela da esquerda equivocada ainda acreditando no discurso do DEM acha que o governo alimenta os donos das universidades. O PROUNI na verdade transformou imposto sonegado em vagas para jovens pobres das periferias brasileiras. Outro dado que pouca gente sabe, a cidade mais atendida pelo PROUNI é São Paulo, isso porque o governo demotucano não pode impedir os alunos de concorrerem às bolsas, porque se pudessem talvez impediriam como impediram inúmeras políticas públicas do governo federal de chegar às populações mais pobres das periferias da cidade.

Leia também:

Gaspari: Dilma disse a verdade quando acusou o ex-PFL de tentar destruir o Prouni no STF

Fernando Haddad na Vila Brasilândia: Em São Paulo é mais fácil ter acesso a ensino superior do que a creches

Haddad criou o Prouni, a direita quis acabar com Prouni: 9 em cada 10 homens com ensino superior estão empregados no Brasil

Ruy de Deus comenta os ataques de Reinaldo Azevedo ao Prouni

Escrever ParaliZação contra Lula e Haddad pode, a gente esconde

Sobre educação, Enem, debate, e os 50 dinheiros em São Paulo

PROUNI 7 x DEM 1

Enquanto o DEM quer pôr fim no Prouni, o programa segue formando médicos

DEM de novo no Supremo procurando dificultar o acesso dos pobres ao ensino superior

#CotasSim: STF decide sobre validade de cotas raciais nesta quarta

Cotas (discriminação positiva) são esforços para reequilibrar situações concretas de desigualdade

Boaventura de Sousa Santos em carta aberta aos ministros do STF que julgam as terras quilombolas

Abaixo-assinado contra a aprovação da ADI 3239 no Supremo Tribunal Federal

Esqueça Demóstenes, Demétrios e os Demos em geral, veja, ouça, leia e aprenda: cota é legal!

E lá vai o DEM mais uma vez ao STF tentar retirar direitos da população negra!

Militância petista serei eternamente agradecida a vocês por salvar São Paulo da barbárie

Um sucesso para ninguém botar defeito

Por: Elio Gaspari

21/10/2012 - 03h00

A notícia pareceu uma simples estatística: entre 1997 e 2011, quintuplicou a percentagem de negros e pardos que cursam ou concluíram o curso superior, indo de 4% para 19,8%. Em números brutos, foram 12,8 milhões de jovens de 18 a 24 anos.

Isso aconteceu pela conjunção de duas iniciativas: restabelecimento do valor da moeda, ocorrido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, e as políticas de ação afirmativa desencadeadas por Lula.

Poucos países do mundo conseguiram resultado semelhante em tão pouco tempo. Para ter uma ideia do tamanho dessa conquista, em 2011 a percentagem de afrodescendentes matriculados em universidades americanas chegou a 13,8%, 3 milhões em números brutos. Isso depois de meio século de lutas e leis. (grifos nossos)

Em 1957, estudantes negros entraram na escola de Little Rock escoltados pela 101ª Divisão de Paraquedistas.

Pindorama ainda tem muito chão pela frente, pois seus negros e pardos formam 50,6% da sua população e nos Estados Unidos são 13%.

O percentual de 1997 retratava um Brasil que precisava mudar. O de 2011, uma sociedade que está mudando, para melhor. Por trás desse êxito estão políticas de cotas ou estímulos nas universidades públicas e no ProUni. (grifos nossos)

Em seis anos, o ProUni matriculou mais de 1 milhão jovens do andar de baixo, brancos, pardos, negros ou índios. Deles, 265 mil já se formaram. Novamente, convém ver o que esse número significa: em 1944, quando a sociedade americana não sabia o que fazer com milhões de soldados que combatiam na Europa e no Pacífico, o presidente Franklin Roosevelt criou a GI-Bill.

Ela dava a todos os soldados uma bolsa integral nas universidades que viessem a aceitá-los. Em cinco anos, a GI-Bill matriculou 2 milhões de jovens. Hoje entende-se que a iniciativa foi a base da nova classe média americana e há estudiosos que veem nela o programa de maior alcance social das reformas de Roosevelt. (grifos nossos)

(…)

ARQUIVO

José Roberto Arruda, ex-governador de Brasília e ícone do mensalão do DEM, voltou a falar:

“Só digo uma coisa: não apareceu nem metade da missa”.

Como diria Camila Pitanga: “Fala, Arruda”.

O CONTRADITÓRIO

A revista “Retrato”, dirigida pelo repórter Raimundo Rodrigues Pereira, chegará às bancas nesta semana com uma capa intitulada “A vertigem do Supremo”. Ela afirma que os ministros do STF deliraram ao aceitar a tese segundo a qual houve um desvio de R$ 76,8 milhões do Banco do Brasil para a turma do mensalão. A reportagem sustenta que não há trabalho contábil de fé que ampare essa acusação e coloca no site da revista 108 documentos (cada um com cerca de 200 páginas) da auditoria feita pelo banco. (grifos nossos)

Com mais de 40 anos de carreira e obsessões investigativas, Raimundo já contrariou a sabedoria convencional em duas ocasiões. Há dois anos, provou que o banqueiro Daniel Dantas foi satanizado pelo delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha. Nenhum dos fatos que mencionou foi desmentido.

Em 1996, ele investigou as denúncias de má conduta profissional feitas contra a cientista brasileira Teresa Imanishi. Tinha do outro lado um Prêmio Nobel e o governo americano. Prevaleceu e depois de dez anos a cientista foi inocentada, com pedidos de desculpas do “New York Times” e do “Washington Post”.

AVISO AMIGO

Quando o ministro Joaquim Barbosa assumir a presidência do Supremo deverá ter uma preocupação. Ele sabe que não é estimado pelos colegas. O que talvez não saiba é que muitos deles não pretendem levar desaforo para casa.

PESADELO AMERICANO

Sempre que a eleição americana marcha para um final apertado ressurge o fantasma do empate no colégio eleitoral.

Desta vez existe a remota possibilidade de Barack Obama e Mitt Romney empatarem, cada um com 269 votos, no colégio eleitoral.

Nesse caso, a escolha irá para uma assembleia de 50 eleitores (um para cada Estado) e tudo indica que Romney saia vitorioso, pois os republicanos tendem a manter a maioria na Câmara dos Representantes.

Se esse cenário improvável ocorrer, a crise de 2000, quando George Bush 2º prevaleceu sobre Al Gore, será vista como uma mixaria, sobretudo se o companheiro Obama conseguir mais votos populares.

A democracia americana sairá mal da foto. Olhando-se para seus últimos oito presidentes, três passaram por processos anômalos. Bush 2º ganhou a Casa Branca na Corte Suprema, Richard Nixon foi obrigado a renunciar, e John Kennedy foi assassinado.

(A possibilidade do empate e a discussão do processo eleitoral estão descritos no site “Sabato’s Crystal Ball”. Apesar de ter escolhido nome bobo, o professor Larry Sabato, da Universidade da Virgínia, é um respeitado estudioso das eleições americanas.)

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota e muda de opinião a cada dia.

Às segundas, quartas e sextas é favorável ao “kit anti-homofobia”. Às terças, quintas e sábados é contra.

Em todos os casos, por idiota, acredita que essa discussão criará mais escolas, creches e hospitais na cidade de São Paulo. Por quê? Eremildo não sabe, mas está procurando quem saiba. (grifos nossos)

Elio Gaspari, nascido na Itália, veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por “As Ilusões Armadas”. Escreve às quartas-feiras e domingos na versão impressa de “Poder”.

Nota do Maria Frô: Eliminei o tópico de Manguinhos/ Sérgio Cabral, a leitura pode ser feita no link direto da coluna de Gaspari

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