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Nota do presidente do Diretório Municipal do PSOL/AL, Alexandre Fleming, sobre o seu afastamento compulsório

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Por: Alexandre Fleming

30/10/2012, por mail

Informo que na noite de ontem (29/10/2012) fui afastado da Presidência do Diretório Municipal do PSOL/AL por divergências políticas com o Presidente do Diretório Estadual, Mário Agra, que orquestrou e participou de todas as reuniões que, paulatinamente, teciam ataques e calúnias contra minha militância e atuação partidária; e que findou por aprovar um afastamento extremamente estranho às nossas diretrizes partidárias.

Afastamento este que foi sugerido pelo próprio Mário Agra, em sua segunda intervenção oral durante a reunião, mas que por motivo de querer resguardar sua imagem, preferiu que o pedido fosse colocado em pauta (e, assim, constasse em ata) por outra pessoa.

Buscarei a reversão deste afastamento, visto que não existem denúncias concretas contra mim, e sim divergências políticas (o que não justifica tal punição; o direito ao dissenso faz parte da democracia!), recorrendo à Direção Nacional do PSOL.

Nesta quarta-feira (31/10/2012), às 8h30min, estarei em Brasília, onde encontrarei o Deputado Federal Ivan Valente, Presidente Nacional do PSOL, levando ao seu conhecimento toda a situação que – infelizmente – ocorre em Alagoas.

Após uma belíssima campanha à Prefeitura Municipal de Maceió, onde fui candidato a Prefeito e obtivemos 20.561 votos (5,13% dos votos válidos) e 39.671 votos para a Câmara Municipal (elegendo dois vereadores e sendo a terceira coligação mais votada), o resultado eleitoral mais expressivo da história do PSOL em Alagoas, deveríamos estar nos confraternizando e colhendo os frutos daquilo que plantamos: são muitos os novos filiados que estão chegando para construir o partido!

Mas, de maneira equivocada, por motivos que somente os envolvidos podem responder, alguns membros do PSOL, com um pensamento minoritário dentro do partido, porém com cargo de Direção, preferem dilapidar nossa atuação no pleito, descreditar tudo que foi construído e retroceder ao que o partido foi antes dos eventos das Eleições 2012. Por qual motivo deveríamos querer apagar esta campanha? Qual mácula ela trouxe para a história do PSOL?

Defendo um PSOL para todos, não somente para alguns. E é com esse espírito que seguirei militando dentro deste partido e buscando, em suas instâncias, a reversão desta sanção partidária que foi aplicada, injustamente, contra mim.

Abaixo, segue nota que divulguei mais cedo nas redes sociais:

Fui afastado, na noite de ontem, da Presidência do Diretório Municipal do PSOL/AL, mas continuo como filiado, militante e membro do Diretório Municipal do partido. Não estou de saída do PSOL e nem pretendo isso.

O Partido Socialismo e Liberdade é meu único projeto político no momento e sair dele seria satisfazer a vontade de quem, hoje, me ataca. Continuarei construindo o PSOL, como faço desde 2008, independente de quem goste ou não disso.

Irei recorrer deste afastamento à Executiva Nacional do PSOL e confio numa reversão desta ação equivocada.

Fui afastado da Presidência do PSOL após duas semanas de ataques diretos à minha militância, à campanha que construímos coletivamente nas últimas eleições. Isso sem que houvesse uma única prova contra mim, somente por divergências políticas de pessoas que ficaram “incomodadas” com o crescimento que o partido teve em nível local, como vimos na imprensa alagoana. Não entendo o porquê disso…

Fui afastado da Presidência do PSOL por defender o direito de ampla de defesa dos filiados, o direito ao contraditório, por ser contra à execução sumária de companheiros de partido. Fui afastado, por incrível que pareça, por defender a democracia, por defender que ninguém pode ser considerado culpado sem provas: até que se prove o contrário, todos são inocentes! Será que os anos de condenações arbitrárias da Ditadura Militar não nos ensinaram nada sobre isso?

Fui afastado da Presidência do PSOL por defender aquilo que eu acredito, por defender aquilo que o PSOL defende e garante defender em seu estatuto e programa político. Por isso acredito que haverá Justiça por parte da Direção Nacional e que esta ação equivocada do Diretório Municipal será reformada.

A história é implacável e ela condenará a ação que alguns companheiros de partido, infelizmente, aprovaram contra mim na noite de ontem.

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Micarla de Sousa (PV), a prefeita com o maior índice de rejeição do país, não é mais prefeita de Natal

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Mineiro diz que afastamento de Micarla impede mais

Fonte: Assessoria do Mandato do Deputado Mineiro

31/10/2012

Micarla de Sousa (PV) não é mais prefeita de Natal. O desembargador do Tribunal de Justiça do RN, Amaury Moura, acatou, nesta quarta-feira, 31, o pedido feito pelo Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, para que a gestora fosse afastada do cargo. O motivo do afastamento, segundo o Ministério Público, é o envolvimento dela no esquema de fraudes envolvendo Organizações Sociais (OS) na gestão de Unidades de Saúde em Natal. O caso veio à tona com a Operação Assepsia, deflagrada no último mês de junho.

Para o deputado Fernando Mineiro (PT), a decisão do TJ “possibilita que ela [Micarla de Sousa] não aprofunde os desmandos nesses últimos meses de administração em Natal”.

Além de avaliar a medida positivamente, Mineiro disse esperar que o afastamento permita que a transição para a nova gestão aconteça sem mais desmandos.

Mineiro afirmou, ainda, que o TJ fez o que deveria ter sido feito pela Câmara Municipal. “A maioria dos vereadores não cumpriu seu papel de afastá-la quando foram instalados os processos na Câmara Municipal. Coube ao TJ fazer isso”, comentou.

O desembargador Amaury Moura também determinou que o presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins (PV), aliado de Micarla, dê posse “imediatamente e dentro das prerrogativas legais” ao vice-prefeito Paulinho Freire (PP).

Além de Micarla de Sousa, os secretários municipais Jean Valério e Bosco Afonso e marido da prefeita, o radialista Miguel Weber, são acusados de participação no esquema de corrupção da Operação Assepsia.

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Será que os policiais assassinados nas últimas semanas e também os trabalhadores reagiram, governador Alckmin?

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Protesto em muro de Osasco – SP contra a morte de um morador baleado por soldados das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA). Fonte: Perfil no Facebook do Jornal a Nova Democracia

No meu bairro as pessoas estão assustadas, às 22 horas desde domingo é silêncio total. Se desobedecer o toque de recolher corre-se sérios riscos. As pessoas vão falando com medo sobre um corpo na Eiras Garcia, outro na Francisco Mourato, de um corpo aqui outro acolá.

A rotina tem mudado bastante, não fui à universidade porque saio geralmente às 23 horas, minha casa já foi assaltada três vezes nos últimos quatro meses, cheguei atrasada na escola porque a Rota está na São Remo e está uma muvuca danada. Para voltar pra casa demorei mais de uma hora num trajeto que no meio da tarde eu faço em 20 minutos no máximo.

Enquanto escrevo este texto helicópteros rondam ruidosamente a região. Falo com amigos da Cidade Tiradentes e a revolta é a mesma, o nível de violência policial chegou à barbárie. O grupo de Defesa de Direitos Humanos e das Mães de maio estão apavorados e revoltadíssimos, novamente a Baixada Santista é cenário de muitas mortes de jovens negros nas periferias, como em maio de 2006.

Qual é a alternativa?

Um governador que aposta tudo na Rota? Como é que tucanos tem a ousadia de falar de Maluf? Está na hora de Caco Barcellos escrever um Rota 66 parte 2. Muita gente vai ficar surpresa de como o período democrático anda matando de fazer inveja aos ditadores, aliás, segundo Cabo Anselmo no Roda Viva todo o aparelho repressor do Dops está no governo do estado, na ativa.

Desde 2003 quando Luiz Eduardo Soares foi um dos primeiros secretários do governo Lula a ser destruído pela mídia venal que temos no Brasil o que tem sido feito para que de fato tenhamos uma verdadeira segurança pública e não um bando de manés despreparados que saem atirando a esmo matando inocentes quando vêem uma furadeira ou quando um pneu do carro estoura?

A Direita só conhece a linguagem da Rota, como aqui em SP, ou o de parcela de policiais civis e militares se confundirem com milícias e com o crime organizado ou do Bope subindo morros como no Rio ou simplesmente fazer o que sempre fez desde os grupos de extermínio da ditadura militar: ir uniformizados ou não pra as favelas e matar um monte de jovens negros.

Enquanto não desmilitarizarmos esta polícia, prepará-la de fato para que entenda que as pessoas são sujeitos de direitos e dois deles são o direito à proteção e à vida, direitos humanos básicos, enquanto os governos eleitos democraticamente não afastarem aqueles que estiveram na linha de frente da tortura durante a ditadura militar a meu ver a barbárie uniformizada de um lado e desdentada com cordão de ouro do outro vão continuar a se digladiar. E nessa guerra não há vencedores.

Leia também:

Maria Rita Kehl: Estado Violência, Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura

Escalada de violência em São Paulo: Segurança Pública é um dos Direitos Humanos

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Sepultamento político de Serra no centro de São Paulo

outubro 31st, 2012 by mariafro
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Politizados, criativos e incansáveis em denunciar o desmantelamento do Estado feito na era das privatizações tucanas

Fonte: Serra Nunca Mais no Facebook

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