Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Alckmin que fala grosso com Pinheirinho é sujeito oculto na cobertura da Globo sobre a violência em SP

novembro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Leia também:
Será que os policiais assassinados nas últimas semanas e também os trabalhadores reagiram, governador Alckmin?

Maria Rita Kehl: Estado Violência, Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura

Escalada de violência em São Paulo: Segurança Pública é um dos Direitos Humanos

_____________

JORNALISMO DE SUJEITO OCULTO

Por Leandro Fortes, em sua página do Facebook

Todo dia, em frente a diversos aparelhos de TV ligados na Rede Globo, tenho sido obrigado a assistir, com uma frequência assustadora, muitas edições do “Bom Dia Brasil” enquanto me exercito nas esteiras e bicicletas ergométricas da academia onde me enfiei para fazer ginástica.

Assim, hoje bem cedo, pude notar a forma peculiar de o noticiário da Globo cobrir a onda de violência em São Paulo, onde foram registrados diversos assassinatos de policiais militares, de parentes de PMs, mortos por balas perdidas e ônibus incendiados.

É mais ou menos assim:

1) Bandidos decidiram matar policiais, mas não se tem a menor ideia do porquê dessa decisão. Parece ter havido uma espécie de geração espontânea.

2) Não se toca no nome do governador Geraldo Alckmin, nem do secretário de Segurança Pública. Muito menos se fala em PSDB. “Governo tucano”, claro, nem pensar. Quem pega o noticiário pelo meio, pode imaginar que os fatos talvez estejam acontecendo em Pasárgada ou Xangrilá.

3) Nenhum repórter ou apresentador do programa se deu ao trabalho de entrevistar um mísero analista ou especialista para falar da violência em São Paulo. E olha que a Globo não vive sem seu time de “especialistas”, sobretudo quando é para dar pau nos governos do PT. Para se ter uma ideia, na mesma edição da manhã de hoje, três especialistas foram chamados para dar pitaco sobre as eleições presidenciais dos EUA.

4) Nem uma única palavra sobre a política de segurança pública em São Paulo, nem uma análise sobre a ação da PM, nem do histórico da violência local. Nem muito menos sobre a discrepância da valentia de Alckmin para enfrentar os movimentos sociais e expulsar famílias em Pinheirinho em comparação à tibieza com que enfrenta os criminosos que apavoram a capital.

5) A intervenção do governo federal na crise, segundo o Bom Dia, foi feita a “convite” do governador, quando todo mundo sabe que uma das razões para a escalada de violência no estado foi a negativa de Alckmin em aceitar ajuda federal por motivos eleitoreiros.

Não fosse Dilma enviar o ministro da Justiça a São Paulo para, finalmente, ajudar a população e a polícia local, a República de Higienópolis já estaria estocando comida enlatada para se esconder da turba.

E do Tony Cotta também no Facebook:

É bom que fique bem claro, DE QUEM SÃO as responsabilidades sobre essa onda de violência em São Paulo, é bom saber também que não é um fato isolado, e não começou agora. Trata-se de uma política errada, que trata os movimentos sociais como crime e os movimentos criminosos com diálogo. É uma política que não cuida dos jovens, é uma política que com o orçamento bombando, diminui a verba para a CULTURA, o jovem sem acesso a bens culturais, não tem referência, é um copo vazio para o crime.

Tags:   · · · · · · · · · · · · · · · 8 Comments

09 de novembro – DIA NACIONAL DE LUTA EM FAVOR DO POVO GUARANI E KAIOWÁ

novembro 6th, 2012 by mariafro
Respond

ATO – DIA NACIONAL DE LUTA EM FAVOR DO POVO GUARANI KAIOWA 09/11
06/11/2012

Clique aqui para confirmar sua presença na chamada do Evento do Facebook:

09 de novembro - DIA NACIONAL DE LUTA EM FAVOR DO POVO GUARANI E KAIOWÁ

… “de 2003 a 2011, 503 indígenas foram assassinados no Brasil, 279 eram Guaranis Kaiowás!”

O conflito vivido pelos Kaiowá-Guarani em sua demanda pela suas terras originais em Mato Grosso do Sul é mais uma expressão concreta da luta pela terra no Brasil e das mazelas decorrentes desse processo. O Mato Grosso do Sul que recebe a alcunha de“Estado do Agronegócio”, e que aparece como modelo na produção agrícola do Brasil, exibe-se paralelamente como Estado modelo em assassinatos de índigenas, bem como em ações violentas contra os índigenas e por fim, modelo também em suícidios índigenas.

Desde que, em meados da década de 1980, os Kaiowás-Guaranis passaram a se organizar e a exigir as suas terras tradicionais, eles sofrem com a opressão dos fazendeiros/latifundiários, seus capangas e do próprio Estado brasileiro.

Atualmente diversas lideranças já tombaram e outras tantas estão ameaçadas de morte no Estado do Mato Grosso do Sul e ressaltamos que desde o inicio do processo de retomada das terras tradicionais, em 1983, e do assassinato de Marçal Guarani, mais de 253 assassinatos de lideranças guaranis foram registrados.

Nesta luta diária por sobrevivência, resistindo a fome, miséria, violência e todo tipo de sofrimento, estas comunidades denunciam com seu próprio sangue a opção política do Estado brasileiro em favor de um modelo de desenvolvimento que privilegia os interesses dos latifundiários em seus negócios agropecuários em detrimento da vida dos Kaiowá-Guarani, especialmente na região sul do MS.

Neste sentido, destacamos que os processos de demarcação e homologação das terras são urgentes e precisam ser realizados. Enquanto isso não ocorrer, nós não estaremos tranquilos, poque sabemos que este povo, bem como tantos outros em todo o Brasil, estão correndo riscos iminentes  de morte e violência.

Lembrando que a demarcação/homologação das terras Guaranis-Kaiowás não garante a cessação do conflito entre os  indígenas e os fazendeiros latifundiários. Mas marca o inicio de um processo de diálogo onde os indígenas também deverão ser ouvidos!

Vamos ajudar nessa luta. Você também pode contribuir.

Organize-se; Compartilhe essas informações e vamos juntos nessa luta pela demarcação e homologação imediata das terras dos Kaiowás e Guaranis em MS.

Assistam/ Compartilhem!!! http://www.youtube.com/watch?v=yir4N1Ge1-8


______________
Publicidade

Tags:   · · No Comments.

Presidente da UNE, Daniel Iliescu: ‘A UNE nem ama nem odeia Dirceu’

novembro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Fico sempre com dúvidas: se os dirigentes da UNE durante as eleições não se incomodaram em se deixar fotografar com o maior protagonista da Privataria Tucana, por que não prestar solidariedade a um outro ex-dirigente crucificado em praça pública e pintado pela mídia velha como o pior bandido de todos os tempos?  Pelo visto para a UNE há ex-dirigentes e ex-dirigentes, zés e josés…

De todo modo a entrevista do presidente da entidade politiza minimamente a questão, ao responder, por exemplo, esta pergunta do Estadão, mostrando que há uma distância imensa entre opinião pública e ‘opinião publicada’: Você acredita que a opinião pública influenciou a decisão dos ministros do Supremo?

Daniel Iliescu – Eu diria que houve uma influência, mas não diria do público, que é um conceito muito amplo. Houve influência de atores da sociedade, atores políticos, atores da mídia.

‘A UNE nem ama nem odeia Dirceu’, diz líder estudantil

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo

06/11/2012

Para Iliescu, ‘não se pode negar papel de Dirceu na história’

Para Iliescu, 'não se pode negar papel de Dirceu na história' - Beto Barata/Estadão

Beto Barata/Estadão. Segundo Daniel Iliescu, quatro meses após fala de ex-ministro, entidade ignora pedido por defesa nas ruas, mas reivindica ‘respeito’ pela história dele

O pedido do ex-ministro José Dirceu para que estudantes fossem às ruas defendê-lo, feito um mês antes de o Supremo Tribunal Federal começar a julgar o processo do mensalão, está fora das prioridades da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Não está em nossa pauta realizar qualquer manifestação nesse sentido”, disse ao Estado o presidente da entidade, Daniel Iliescu, de 28 anos.

Ex-líder estudantil nos anos 1960, Dirceu fez o pedido em julho, no Rio, ao discursar em congresso da União da Juventude Socialista (UJS), da qual Iliescu faz parte. Ligada ao PC do B, a UJS controla a UNE consecutivamente desde os anos 1990. Embora diga que não há nenhum ato de desagravo na agenda, o presidente da UNE afirma que nem o “mais fragoroso opositor de Dirceu” pode negar o papel que o ex-ministro, hoje condenado por corrupção e formação de quadrilha, teve na luta pela redemocratização.

A UNE planeja algum ato em prol do ex-ministro José Dirceu?
Daniel Iliescu – Como entidade, não está em nossa pauta hoje realizar nenhuma manifestação nesse sentido. Mas nem o mais fragoroso opositor de Dirceu pode negar o papel que ele teve na luta democrática, no movimento estudantil contra a ditadura militar. Isso, no entanto, não o exime dos erros que cometeu, assim como não nos exime de reconhecer o papel que ele teve na história. A gente deve conseguir ter a maturidade e a generosidade de atribuir o tamanho do erro de cada pessoa e também dos seus acertos. O Dirceu é uma figura polêmica, uns amam, outros odeiam. A UNE nem ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história. Não interessa à UNE o achincalhamento ou a crucificação de qualquer pessoa no Brasil.

A entidade chegou a ser procurada pelo ex-ministro?
Daniel Iliescu – A UNE nunca foi abordada por Dirceu como entidade, isso não aconteceu. O que Dirceu pediu (no congresso da UJS), na verdade, foi que houvesse algum contraponto na opinião pública e eu acho que esse contraponto está sendo oferecido. A própria UNE, quando problematiza a politização do julgamento do mensalão do STF, oferece, não individualmente ao Dirceu, mas para o debate democrático no Brasil, esse contraponto que o ex-ministro pediu.

Então, institucionalmente, não haverá manifestações em favor de nenhum condenado?
Daniel Iliescu – Até aqui não surgiu nenhuma opinião de um militante ou de um dirigente da UNE que levasse a uma moção de desagravo, por exemplo. O que não impede que, numa próxima reunião da entidade, alguma pessoa proponha algo nesse sentido. Sempre há essa possibilidade, mas esse não é centro das nossas preocupações como entidade.

Como a UNE avalia o julgamento do mensalão pelo STF?
Daniel Iliescu – O fato de o julgamento ter sido um processo casado com o período eleitoral fez com que houvesse politização do julgamento, o que trouxe prejuízos, pois poucas instituições conseguem levar a cabo suas opiniões com 100% de imparcialidade.

Você acredita que a opinião pública influenciou a decisão dos ministros do Supremo?
Daniel Iliescu – Eu diria que houve uma influência, mas não diria do público, que é um conceito muito amplo. Houve influência de atores da sociedade, atores políticos, atores da mídia.

Essa suposta influência faz a UNE questionar a condenação de Dirceu ou de algum outro membro da base aliada?
Daniel Iliescu – Quem tem competência para condenar ou julgar é o STF e a UNE reconhece esse poder e tem a responsabilidade de respeitar as instituições democráticas. Mas é importante que a gente vá a fundo nesse debate, porque a impressão que tenho é que, para muitos, basta que se identifiquem os culpados e decretem uma pena para o problema estar resolvido. O que me preocupa é essa sanha condenatória, pois o fundamental não é condenar, o fundamental é deixar um legado para a sociedade brasileira. O importante é que o Brasil possa ter um saldo desse episódio para que consiga se prevenir de futuros casos como esse ou ainda piores.

E qual seria esse legado?
Daniel Iliescu – O que é mais importante para a UNE é qual o saldo, quais são as contribuições que esse episódio vai trazer para o Brasil. Eu acredito sinceramente que os crimes que foram identificados e que vão ser agora punidos pelo STF, nesse episódio que se convencionou chamar de mensalão, não é exceção no Brasil. Ele é um episódio de uma prática que é recorrente, que é praticada, eu não diria por todos, porque seria leviano da minha parte, mas por uma boa parte dos partidos políticos, tanto de esquerda quanto de direita, tanto do governo ou de oposição. Então é uma prática recorrente que se utiliza para financiar a atividade política, formar maiorias, financiar campanhas.

Qual a sugestão da entidade nesse sentido?
Daniel Iliescu – Para a UNE não basta julgar um político ou um empresário ou um publicitário. A gente reivindica que, neste momento, o País tenha coragem de pautar o debate sobre quais são as condições estruturais ao combate à corrupção. A primeira é a reforma política com foco no financiamento público de campanha, pois entendemos que hoje o poder econômico tem uma influência sobre as campanhas eleitorais muito desmedido.

Você acredita que a vitória de Fernando Haddad em São Paulo foi uma espécie de absolvição do PT nas urnas?
Daniel Iliescu – Não. Eu acho que a maior parte dos cidadãos conseguiu diferenciar a discussão. O cidadão não usou o mensalão para punir o PT, como esperava a oposição, mas também não acredito que o cidadão se conformou com o mensalão e absolveu o PT. O que o eleitor fez foi debater problemas da cidade, programas de governo, e escolher um candidato. Isso significa que o eleitor está mais crítico e menos suscetível a ser manipulado.

Leia também:
O que aconteceu com o movimento estudantil? Resolveu se apartar de vez dos movimentos sociais?

Paulo Moreira Leite: A dosimetria da ditadura e o mensalão

Bob Fernandes: por que o que Valério diz sobre Lula chega às manchetes e 115 páginas de documentos verídicos não são nem notícia?

Valério entregou ao ex-procurador os nomes dos políticos do PSDB que receberam dinheiro
___________
Publicidade

Tags:   · · · · · · · · 6 Comments

Rede Brasil Atual: MEC se cala sobre postagem de ‘Veja’ durante o Enem

novembro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Impressiona o bundamolice deste governo, do PT e de Lula (calma, cada um em um tempo). O que será que esta revista como diz o Pereio “PCC da Comunicação” precisará fazer pra que governo federal, PT, Lula tomem alguma providência? Neste post aqui: Enem: Nos dois dias, 63 candidatos são eliminados por postar imagens (e Revista Veja estimulou o compartilhamento) mostrei que Veja no mínimo fez mau jornalismo (pra ser eufêmica) e agora vejo que o MEC avestruz enfia a cabeça embaixo na areia e não tomará nenhuma providência. 

Faço minhas as palavras do professor Wagner Iglecias ao reproduzir a matéria da Rede Brasil Atual no Facebook:

“Não sou jurista e não sei se o que a “revista” Veja promoveu foi uma incitação a algum tipo de crime. Mas pior que isso é o governo não condenar de forma veemente o ocorrido. Aliás, porque o petismo parece temer tanto essa “revista”? Será medo de, a partir de alguma reportagem duvidosa, ser acionado no MPF pelos paladinos da ética PSDB, DEM e PPS, e dali denunciado junto ao STF, para lá então finalmente ser julgado a partir do chamado “Teoria do Domínio do Fato”?

MEC se cala sobre postagem de ‘Veja’ durante o Enem

Por: Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual

05/11/2012

São Paulo – O Ministério da Educação (MEC) informou hoje (5) que não vai se manifestar sobre a  postagem da revista Veja no Twitter, convidando os participantes do Enem a compartilhar fotos do exame nas redes sociais – o que é proibido e pode levar á desclassificação do candidato.

O Enem foi realizado no último fim de semana, em provas de dois dias. No sábado (3), 37 alunos foram punidos por compartilhar fotos nas redes. No domingo (4), às 10h59, a Veja postou em seu twitter oficial: “Compartilhe fotos do Enem no Instagram: #VEJAnoEnem. As melhores serão exibidas em VEJA”. Outros 28 candidatos seriam eliminados pelo mesmo motivo ao final deste segundo dia.

Procurada pela Rede Brasil Atual, a assessoria de imprensa do MEC limitou-se a responder que o ministério não tem “nada a comentar sobre este assunto”.

O episódio provocou grande debate na própria internet entre ontem e hoje.

O blog Maria Frô fez uma publicação questionando se a revista Veja não teria incitado os participantes a fazer fotos do exame para postar em redes sociais, mesmo sabendo que isso é proibido. O ator Paulo Cesar Pereio postou em sua conta no Twitter: “Veja partiu para a delinquência. Inventa matéria contra Lula, frauda prova do Enem… É a talibã da imprensa, o PCC da comunicação.”

O edital do Enem informa, em seu item 12.3, que o participante não pode, sob pena de eliminação, portar dispositivos eletrônicos como tablets, agendas eletrônicas, telefones celulares, calculadoras, i-pods, gravadores, relógios, ou qualquer tipo de transmissor de mensagens.

Apesar dos problemas com as fotos, não houve casos graves ou indícios de fraude no Enem deste ano.

_______________
Publicidade

Tags:   · · · 3 Comments