Para expressar a liberdade

Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Está aberta a temporada de agrados à caserna: Dilma dá 30% de reajuste a militares!

setembro 3rd, 2012 by mariafro
Respond

ESPLANADA: DILMA OBTÉM BOA RELAÇÃO COM MILITARES

TEMPORADA DE AGRADOS À CASERNA

Juliana Braga, Correio Braziliense

03/09/2012

O reajuste salarial de 30% à categoria — que não aderiu ao movimento grevista —é a mais recente de um conjunto de medidas para valorizar a caserna

O reajuste de 30% anunciado para as Forças Armadas integra um conjunto de medidas do Planalto para melhorar a relação com os militares. A construção de satélite e a convocação para atuar na Copa de 2014 estão incluídas.

A Semana da Pátria começa com uma relação cada vez mais amistosa entre os militares e o Palácio do Planalto. Se ano passado a presidente Dilma Rousseff havia trocado o comando do Ministério da Defesa um mês antes das celebrações da Independência — Nelson Jobim foi substituído por Celso Amorim, agora tudo caminha para um “céu de brigadeiro”. Apesar dos atritos recentes com integrantes da caserna, como a instalação da Comissão da Verdade (leia memória abaixo), Dilma projeta um aumento salarial de 30% para os militares e tem cobrado empenho dos subordinados em fazer andar projetos importantes para a Defesa, como a compra do satélite que vai monitorar as fronteiras e a construção de submarinos.

Interlocutores da presidente afirmam que as benesses concedidas aos militares são, na verdade, uma preocupação de Dilma com a defesa do país, mas que é difícil não reconhecer que a relação entre a presidente e a pasta começou a melhorar com a saída do ministro Nelson Jobim. No cargo entre 2007 e 2011, Jobim não fazia questão de esconder o descontentamento com Dilma, e acabou caindo por suas declarações polêmicas. A mudança não agradou os militares, que gostavam do antigo ministro, mas facilitou a interlocução da pasta com a chefe do Executivo.

A sinalização mais recente da importância que o Planalto concede à pasta foi o tratamento dispensado pelo governo ao orçamento da Defesa. Os servidores militares, que não participaram do movimento grevista que envolveu diversos setores da Esplanada, tiveram reajuste de 30%, o dobro do oferecido a todas as outras categorias. O projeto de lei orçamentária enviado pelo Executivo ao Congresso prevê um aumento de 4% para a pasta em relação ao ano passado.

Também agradou à categoria a transferência de parte das atividades relativas à segurança dos grandes eventos para a Defesa, concentradas anteriormente no Ministério da Justiça e, portanto, na Polícia Federal. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 22 de agosto autoriza os militares a se planejarem para participar da vigilância da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. O objetivo de Dilma é deixar as duas competições esportivas menos suscetíveis às greves, já que os militares são proibidos de interromper suas atividades.

Submarinos

Dilma tem se empenhado em fazer andar projetos considerados importantes para as Forças Armadas. Exemplo disso é a criação de uma empresa, a Itaguaí Construções Navais, fruto de parceria entre a Marinha e duas companhias privadas para a construção de submarinos. Na avaliação da presidente, é estratégico que o país possa defender as jazidas do pré-sal, mas independentemente disso, a medida agradou os militares.

Outro exemplo é o desenvolvimento de um satélite para vigilância das fronteiras. O equipamento auxiliará as atividades do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). No último dia 24, foi escolhido o consórcio formado por subsidiárias controladas pela Embraer para a segunda etapa do processo que definirá a empresa responsável pela tecnologia.

Falta somente a decisão relativa aos caças, para contemplar a Aeronáutica. Para fazer a escolha de qual modelo irá comprar — se o sueco, o francês ou o americano —, Dilma aguardará o resultado das eleições nos Estados Unidos em novembro, o que poderia mudar o cenário diplomático.

Um dos pontos que Dilma não vai negociar, independentemente da insatisfação de integrantes da Defesa, são os assuntos relativos à Comissão da Verdade. Na constituição do grupo, que iniciou os trabalhos em maio passado, a presidente sequer ouviu os militares sobre como seriam os trabalhos ou seus componentes. No dia da cerimônia de instalação, eles compareceram, mas o mal-estar era visível. Sentados nas primeiras fileiras, muitos nem sequer aplaudiram os discursos, como os demais presentes.

Ainda assim, entidades que falam pela categoria — já que os militares da ativa não podem se manifestar de forma contrária porque seria insubordinação — acreditam que a presidente percebeu que era hora de atender a demandas antigas s para evitar problemas. Para a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras (Unemfa), Ivone Luzardo, esse movimento de aproximação do governo Dilma é fruto de uma cobrança cada vez maior, consequência de uma insatisfação acumulada há muitos anos. “A situação é extremamente complicada e delicada porque aumento mesmo, aumento de salários, a gente não tem há 20 anos”, justifica. Mesmo sendo o dobro dos demais servidores, Ivone afirma que o reajuste oferecido ainda é tímido perto da perda salarial dos últimos anos. “Se houvesse tentativa de aproximação de fato, ela teria dado o reajuste integral, e não parcelado em três anos”, argumenta.

Memória: Tensão em maio

A tensão entre os militares e Dilma marcou o período imediatamente anterior à instalação da Comissão da Verdade. Em maio deste ano, um grupo de 100 oficiais da reserva elaborou o documento Alerta à Nação, criticando a presidente e as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres) pelo que consideravam ser uma mudança de postura do governo em relação ao período da ditadura militar.

Em um dos episódios que irritaram os militares, a ministra Maria do Rosário afirmara que a Comissão da Verdade poderia criar condições para que algumas pessoas fossem processadas criminalmente por atos praticados durante a ditadura. O manifesto gerou uma crise entre o governo e integrantes das Forças Armadas, que aumentou de temperatura quando Dilma decidiu punir os signatários do documento. O ministro da Defesa, Celso Amorim, determinou a retirada do texto do site do Clube Militar e teve sua autoridade contestada pelos militares. Ato contínuo, o número de assinaturas endossando o manifesto cresceu, com quase 400 adesões, incluindo dois ex-ministros do Superior Tribunal Militar.

Benesses

O Planalto vive uma relação boa com os militares ao conceder benefícios à categoria, mesmo que tenha sido por acreditar na importância estratégica da área para o país. Veja quais foram:

» Mesmo não tendo aderido às greves que paralisaram o serviço público porque são proibidos, militares receberam reajuste de 30%, o dobro das outras categorias.

» Para evitar que uma greve na Polícia Federal atrapalhe os grandes eventos, o governo publicou uma portaria no mês passado autorizando a Defesa a começar a se planejar para também participar da segurança da Copa e das Olimpíadas de 2016.

» Na semana passada, foi cumprida mais uma etapa do processo de construção de um satélite que permitirá monitorar as fronteiras do país. Empresas controladas pela Embraer ficarão responsáveis pela tecnologia do projeto.

» Importante para a defesa das jazidas de petróleo do pré-sal, uma empresa foi criada para a construção de submarinos. Já existem cascos construídos.

Leia também:

Será que desta vez os militares saudosistas da ditadura militar realmente serão punidos?

Foi ‘precipitação’ dizem os presidentes dos clubes militares

De novo militares de pijama querendo palpitar em governo civil, quando vão aprender?

Incra confirma que Rio dos Macacos é quilombo e agora, Marinha?

Quilombolas querem posse de Rio dos Macacos e governo promete negociar

Quilombo Rio dos Macacos será o Pinheirinho de Dilma?

Guell Adún: Seja Quilombo Rio dos Macacos você também

Rio dos Macacos mais uma vez na mira truculenta, cadê Jaques Wagner?

Carta dos Quilombolas do Rio dos Macacos

QUILOMBO RIO DOS MACACOS denuncia violência da Marinha; 2º DN desmente

VILMA REIS: A Marinha do Brasil, não pode tomar o Território de Rio dos Macacos

Eu sou Quilombo dos Macacos

Denúncia: Quilombolas do Rio dos Macacos acusam Marinha brasileira de assassinato

Bahia: Quilombolas do Rio dos Macacos corre risco de expulsão

Adiado o despejo na Comunidade Quilombola Rio dos Macacos

Defensoria: quilombolas do Rio dos Macacos acusam militares da Marinha de agressão

Governo propõe conceder parte de terreno da Marinha para quilombolas

Tags:   · · · 1 Comment

Nota da Federação Nacional dos Farmacêuticos a respeito da matéria do Fantástico

setembro 3rd, 2012 by mariafro
Respond

Aqui a matéria do fantástico que trata também de fraudes de clínicas privadas contra o SUS.

A procuradora de Justiça, Daniela Poppi, num dado momento da reportagem defende que para lidar com as fraudes é preciso suspender uma política pública como a Farmácia Popular! Essa Justiça tem noção de que pobres sem acesso à Farmácia Popular não tem acesso a remédios?

Abaixo a nota assinada pelo presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, em repúdio à reportagem do programa dominical da Rede Globo “Fantástico”.

Em defesa do Interesse Público, da Saúde e dos Farmacêuticos

Ronald Ferreira dos Santos, Presidente da Fenafar – Federação Nacional dos Farmacêuticos

02/09/2012

A categoria farmacêutica, sabedoura de sua responsabilidade com a saúde do povo brasileiro, desde o início da década de 90 do século passado, colocou como sua prioridade máxima a luta pela transformação da Farmácia de comércio em um estabelecimento de saúde.

Em um país aonde o gasto das famílias (privados) com saúde representam 55% de toda a renda – e para as famílias que recebem até quatro salários mínimos os medicamentos representam mais de 60% dos gastos com saúde – medidas na direção de colocar o medicamento em uma posição estratégica na garantia do Direito à Saúde são fundamentais.

Dados de 2011 do SINDUSFARMA-SP demostram que 77% das aquisições de medicamentos se deram por desembolso direto do cidadão nas farmácias e drogarias brasileiras, e o volume de 62 bilhões de reais que circularam no comércio varejista de produtos farmacêuticos, que o IBGE conseguiu identificar, é o mesmo valor do total que o Governo Federal aplicou em ações e serviços de saúde em 2010.

Portanto, o papel do medicamento, dos Farmacêuticos e das Farmácias merecem das autoridades, da imprensa e das organizações da sociedade uma atenção maior e mais responsável. Ao abordarmos os desafios contratados em nossa Constituição Federal – particularmente no que diz respeito à Ordem Econômica, que se fundamenta na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, e que tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados diversos princípios, entre os quais a Função Social da propriedade – verificamos algumas contradições na atual conformação do setor farmacêutico nacional.

No Brasil, a diferença da natureza da atividade econômica Comércio com atividade econômica Saúde ganhou maior destaque a partir da Constituição de 1988 – que elevou a Saúde à categoria de Direito. Porém, infelizmente, o que ainda preside a lógica do acesso aos medicamentos, elemento essencial na garantia do direito à saúde, é o interesse comercial. Interesses que os números revelam serem muito poderosos.

Nós, farmacêuticos, desenvolvemos há mais de 15 anos a campanha “Farmácia Estabelecimento de Saúde. Sua vida não tem preço” . Por mais de três vezes já ocupamos a esplanda dos Ministérios, em Brasília, o Congresso Nacional, centenas de Praças, Universidades, espaços legislativos, e estivemos presentes em eventos diversos para afirmar que os Farmacêuticos Brasileiros, que a Farmácia Brasileira e que o medicamento devem estar inseridos nas ações e estratégias que garantam o direito à Saúde.

Com o advento da Farmácia Popular do Brasil e do Aqui tem Farmácia Popular, testemunhamos importantes avanços, entre eles o estabelecimento do compromisso desta atividade econômica com ações estratégicas de saúde em relação à Hipertensão, Diabetes e Asma. Milhões de brasileiros que antes não tinham acesso aos mediamentos passaram a ter, é claro que em uma atividade na qual predomina o interesse meramente mercantil os riscos de desvios estão sempre presentes.

Nós Farmacêuticos repudiamos e condenamos todo e qualquer malfeito com dinheiro público, mas também todo e qualquer malfeito com o dinheiro privado, particularmente aquele que foi conseguido com muito suor pelo trabalhador brasileiro e é deixado na Farmácia.

Nós farmacêuticos temos buscado nos preparar cada vez mais para as nossas reponsabilidades, temos dado uma grande contribuição para a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, voltando a ocupar com maior destaque o espaço das Farmácias, resgatanto nosso papel de profissional da saúde, e podemos hoje afirmar com convicção que a sociedade pode confiar em nosso trabalho. Agora, quanto aos comerciantes inescrupulosos que apenas carregam o título de farmacêutico, para eles defendemos o mesmo tratamento que qualquer criminoso merece, lembrando que 66% dos farmacêuticos são empregados.

Não só porque o “Saúde não tem preço” reforça o movimento dos farmacêuticos brasileiros, é que nos manifestamos favoravelmente ao Farmácia Popular, mas principalmente por se tratar de uma iniciativa que permite colocar a discussão sobre o acesso aos mediamentos sob uma ótica não presidida pelo interesse mercantil, e possibilita pautarmos entre outros temas de grande relevância a Farmácia Estabelecimento de Saúde e a tributação sobre medicamentos, o que ao nosso entender significa defender o Interesse Público, a Saúde e os Farmacêuticos.

__________
Publicidade

Tags:   · · · · No Comments.

Candidatura Serra se dissolvendo

setembro 2nd, 2012 by mariafro
Respond

A foto cômica, reproduzida do Facebook, é quase uma metáfora da candidatura de José Serra se considerarmos as últimas pesquisas eleitorais:

Matéria do Valor mostra que Serra está perdendo votos mesmo entre tucanos: em julho Serra era o candidato preferido entre 82% dos tucanos, agora entre 66%.

Isso não deveria surpreender ninguém, na medida que José Serra fez os tucanos engolirem sua candidatura e atropelou o processo de escolha dentro do PSDB paulista.

Vocês se lembram certamente do militante tucano de Hermelino Matarazzo que disse antes das ‘prévias’ (para inglês ver e velha mídia registrar) que estava ‘muito pesado carregar a bandeira tucana’ e que Serra havia ‘esmagado o partido’:

Ou ainda a militante tucana, Catarina Rossi, que exigindo prévias disse que Serra era imaturo e estava sendo ‘palhaço’:

Tenho conversado com alguns políticos tucanos e não me espanta que mesmo entre eles, Serra seja motivo de piada.

Para piorar, José Serra e sua ampla simpatia – que colabora tanto com as lentes dos fotógrafos-  resolveu ficar de mal com o jornal que declarou em edital voto a ele.

Segue o relato do jornalista @pagina2 sobre mais uma crise vigorosa no PSDB e sobre crimes de campanha envolvendo sigilo de prontuário médico:

Após entrevista ao Estado, tucanos quase saem no tapa

Por: Página 2, em sua página do Facebook

Na mesma semana, candidato tucano desidratou nas pesquisas e viu sua rejeição explodir

As principais lideranças tucanas de São Paulo se reuniram na última sexta-feira. O clima não poderia ser pior. A discussão sobre os rumos da candidatura de Serra quase terminou em agressão física, evitado pela turma do bem do partido. Era o fim de um agosto, amargo para o candidato tucano.

No começo do mês, Serra estava na liderança das pesquisas. Mantinha uma imagem de vozinho, meio desastrado, na mídia e Haddad não ameaçava ninguém, ainda abaixo dos 10%.

Tudo começou a virar com a entrada do horário político. Serra foi ultrapassado por Russomano na pesquisa Ibope. O petista Fernando Haddad cresceu forte, rompeu a barreira dos 10% e está a 4 pontos do tucano (16% a 20%). Ainda nas cordas, viu sua rejeição explodir. Ultrapassou os 40%, índice comparado apenas a Maluf e que torna tecnicamente inviável a eleição de um candidato.

Como se fosse pouco, Serra deu uma grosseira entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, na qual ataca a reportagem, acusando o jornal de ficar “do lado dos transgressores” e mente ao defender um crime.

Serra perdeu o norte ao ser questionar sobre a quebra de sigilo médico do caminhoneiro José Machado. O paciente apareceu na propaganda eleitoral de Haddad afirmando ser portador de catarata e esperar a dois anos na fila da cirurgia.


Foto: Caminhoneiro tem sigilo médico quebrado por prefeitura após denunciar ineficiência no serviço de saúde de SP

Procurado pela reportagem do Estadão, a Secretaria da Saúde da cidade divulgou a ficha do paciente. Afirmou que Machado não sofria de catarata, mas de pterígio (uma espécie de pele que recobre parte do olho). O que permitiu a Serra defender-se acusando a campanha de Fernando Haddad de “manipulação”.

Serra afirmou que a decisão de cometer um crime foi um “serviço de utilidade pública” prestado pela Secretaria de Saúde. “É a primeira vez que vejo um jornal ficar do lado dos transgressores”. Serra diz que não houve quebra de sigilo. “Você pisaram no tomate, francamente. O PT saiu falando ‘pega ladrão, pega ladrão’ e vocês caíram nessa. Esse cidadão não tinha catarata”.

Na mesma aspa Serra cometeu dois erros. Um de informação; o outro político. O candidato tucano ignorou a informação que no dia anterior Machado havia passado por consulta em uma unidade do SUS –inicialmente marcada para 26 de dezembro – na qual foi constado que Machado, além de pterígio também tem catarata. Na verdade, Machado ainda não operou da catarata porque falta um exame pedido pelos médicos e que a Secretaria alega não fazer parte do SUS.

O erro político é quase uma infantilidade para quem se autodeclara o mais preparado. O Estadão é aliado Serrista de tempos imemoriais. Foi o único jornal a declarar apoio público a Serra em 2010 e demitiu uma colunista, Maria Rita Kehl, que ousou questionar a campanha intestina do tucano.

Outro erro, por óbvio, foi apoiar um crime, classificando-o como “serviço público”. O art. 154 do Código Penal Brasileiro estabelece prisão de 3 meses a 1 anos para quem “revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”. Na entrevista Serra acusou Haddad por esse crime. No entanto, a doença do caminhoneiro José Machado foi revelada pelo próprio paciente.

Na consulta em que ficou comprovado que Machado tem catarata, além de pterígio, estavam presentes, segundo o Estadão, o diretor técnico do hospital, Pedro Cardoso, o gerente administrativo do Instituto Cema (braço do hospital que atende pelo SUS), Edgar Escobar, e assessores de imprensa do Cema. O vereador Carlos Neder (PT), coordenador de planejamento de saúde de Haddad, também esteve lá, a convite da mulher de Machado.

Justiça Eleitoral, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina abriram investigação para apurar os crimes cometidos pela Secretaria de Saúde.

Vereadores

No mesmo dia 31, a Folha afirmou que candidatos a vereador pela coligação tucana haviam desistido de associar os nomes a Serra. Três candidatos a vereador da coligação de Serra -dois deles concorrem à reeleição- confirmaram à Folha, sob anonimato, que já jogaram a toalha e decidiram fazer campanha sozinhos, sem “dobradinha” com o tucano”.

Segundo o jornal, Antônio Carlos Rodrigues (PR), um dos caciques políticos da zona sul, associa apenas parte do seu material de campanha a Serra. Em outros, lembra que é suplente da senadora Marta Suplicy (PT).

Atualização: Soube agora que o clima tenso na candidatura tucano deu-se após a reunião entre Gonzales e a cúpula da campanha de Serra. O encontro foi noticiado pela Folha, no dia 30, quando a pesquisa Datafolha mostrou Serra com 43% de rejeição. No dia seguinte, 31, Serra vai ao Estado e ataca a reportagem do jornal.


Leia também:
Wagner Iglecias: A nova pesquisa Ibope para a Prefeitura de SP

_______________
Publicidade

Tags:   · · · · · · 2 Comments

Serra de jeans e sem skate falando com a ‘juventude’: “sou vítima”

setembro 2nd, 2012 by mariafro
Respond

 Serra foi falar com a ‘juventude’, vestiu jeans, mas desta vez deixou o skate em casa.

De acordo com Terra, Serra se diz vítima de ataques: “ Serra afirmou que há interessados em espalhar boatos de que ele não iria cumprir os quatro anos de mandato caso fosse eleito“.

Bóra recordar, então:

Serra diz que é vítima de ataques em ônibus de São Paulo

Por: DASSLER MARQUES, de São Paulo, no Terra

02/09/2012

O candidato respondeu perguntas de cerca de 300 pessoas. Foto: Luiz Cláudio Barbosa/Futura Press

O candidato respondeu perguntas de cerca de 300 pessoas. Foto: Luiz Cláudio Barbosa/Futura Press

 José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, disse neste domingo ser vítima de ataques em ônibus da capital. Sem acusar responsáveis, Serra afirmou que há interessados em espalhar boatos de que ele não iria cumprir os quatro anos de mandato caso fosse eleito, o que fez em 2006 para concorrer à presidência. A acusação, seguida de promessa de que cumpriria os quatro anos desta vez, foi feita no evento “Fala Juventude”, promovido por seu partido. Ele também criticou o PT em discurso.

“Tem gente espalhada nos ônibus fazendo isso. Como não tiramos fotografia e não se gravou, não dá para documentar. Então não posso ir além do que dizer isso”, acusou Serra. Questionado sobre quem seria responsável, ele evitou: “há outros interessados, não é apenas uma candidatura”, afirmou. O tucano demonstrou irritação quando perguntado o porquê de reafirmar, ao público, que irá cumprir o mandato.

“Vocês vivem perguntando isso, a imprensa só pergunta isso desde antes de eu sair”, respondeu Serra. Ao ser perguntado se iria levar a promessa aos programas políticos, ele disse: “não discuto estratégia de horário eleitoral com a imprensa, desculpe”. Anteriormente, em discurso aos cerca de 300 presentes, José Serra havia falado: “vou pegar a prefeitura e governar por todo o mandato. Se eu for muito bem depois do mandato, quem sabe o que vida vai reservar”.

Em contato com o público, Serra também se lembrou de episódio passado em disputa contra o PT. “Inimigos tentaram montar armadilhas. A maior delas foi o dossiê dos aloprados, uma invenção organizada pelo (Aloízio) Mercadante (então concorrente ao governo de São Paulo)”. Em outro momento, afirmou que “ninguém acerta 100% do tempo na vida pública. O mais importante é acertar mais que errar. Conheço gente com tanto medo e cautela que não faz nada”.

De acordo com o candidato, sua principal proposta para os jovens, na pauta do domingo, é relacionada à cultura. “A criação em toda a cidade dos centros culturais da juventude, a exemplo daquele que fizemos quando fui prefeito, na Vila Nova Cachoeirinha com a Brasilândia e se chama hoje Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. É um ponto de encontro, de leitura, de internet e aprendizado de artes em uma das regiões mais carentes da cidade”.

Leia também:
Para Serra abandonar mandato para o qual foi eleito é ‘um pontinho’ em sua biografia
Quando se presta mais atenção no alface do dente que na fala indecente

Tags:   · · · · 4 Comments