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MST: Camponesas enviam carta a Dilma por veto do Código Florestal

março 7th, 2012 by mariafro
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Camponesas enviam carta a Dilma por veto do Código Florestal

Da Página do MST

07/12/2012

As mulheres da Via Campesina, mobilizadas em todo o Brasil na jornada de lutas em torno do 8 de março, o Dia Internacional de Lutas das Mulheres, estão enviando cartas à presidenta Dilma Rousseff para pedir o veto das mudanças no Código Florestal.

A votação do Código Florestal, que estava prevista para esta quarta-feira (7/3), na Câmara dos Deputados, foi adiada para a próxima terça-feira (13), mas as organizações ambientalistas e movimentos camponeses não acreditam que os problemas no texto poderão ser superados pelos deputados.

As cartas são enviadas tanto para o endereço postal do Palácio do Planalto como por fax e correio eletrônico.

Leia mais: Mulheres fazem protestos em 10 estados contra mudanças no Código Florestal

Carta à presidenta Dilma Rousseff por veto das mudanças no Código Florestal


Excelentíssima presidenta Dilma Rousseff,

Nesta semana em que celebramos o dia Internacional das Mulheres, nós, mulheres camponesas estamos mobilizadas em todo o país na luta contra o agronegócio, por Soberania Alimentar e Ambiental.

Escrevemos com intuito de sensibilizá-la quanto a necessidade do seu veto às mudanças o novo Código Florestal. Nosso país precisa ser justo com seu povo, para que possamos ter orgulho em dizer que não fomos coniventes com o latifúndio e com o agronegócio, que à revelia da lei espoliaram nossa natureza, sem qualquer compromisso com o futuro, apenas para o lucro privado.

Há quase dois anos o Congresso Nacional debate possíveis modificações no Código Florestal. Apesar das diversas manifestações de cientistas, juristas, pequenos agricultores, ambientalistas e organizações sociais das mais variadas áreas, denunciando os efeitos perversos que as alterações pretendidas pela bancada ruralista trarão para o presente e futuro do equilíbrio socioambiental no país. Mesmo assim, deputados e senadores aprovaram mudanças que premiam a impunidade e a ganância, afrontando diretamente nós, o povo brasileiro.

O texto negociado na Câmara e no Senado desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas, anula as punições impostas até hoje e nada dá aos que cumpriram a lei e protegeram as florestas existentes em suas terras.

A votação final na Câmara dos Deputados não poderá mais consertar os erros cometidos pelos parlamentares. O texto que vier a ser aprovado, mesmo que em nada altere aquele que veio do Senado Federal, inevitavelmente causará anistias, diminuirá a proteção de áreas preservadas e, consequentemente, incentivará o aumento do desmatamento, sendo em seu saldo final apenas a reprodução dos interesses mais imediatos de uma pequena parcela da sociedade.

Por isso, Presidenta, a única forma de impedir esse gigantesco retrocesso, esse incentivo ao desmatamento e a vitória da impunidade, pedimos que vossa excelência VETE integralmente a proposta que virá do Congresso Nacional. Vossa excelência assumiu, em sua campanha presidencial, o compromisso de vetar qualquer projeto que promova anistias ou incentive mais desmatamento. Neste momento, é fundamental que esse compromisso seja cumprido.

Essa decisão, Presidenta, deve ser acompanhada de um conjunto de medidas que facilitem a aplicação da legislação hoje em vigor sem penalizar a agricultura familiar e camponesa, premiando aqueles que cumpriram a lei, incentivando os demais a cumpri-la e diferenciando a ação histórica daqueles que avançaram sobre as florestas cientes de que estavam cometendo crime ambiental.

Além disso, precisamos de medidas que melhorem o processo de averbação de Reserva Legal, de compensação e recuperação de passivos, acompanhados de um robusto plano de financiamento e apoio técnico à recomposição florestal e bom manejo de áreas florestais – inclusive para uso econômico, aliado com uma verdadeira Reforma Agrária

Essas medidas podem significar um novo ponto de partida, com o desenvolvimento econômico e a produção agropecuária brasileira baseados no investimento de novas tecnologias e no melhor aproveitamento das áreas já desmatadas.

Acreditamos que a senhora não quer ser lembrada na história como a Presidenta que liberou o fim de nossas reservas de floresta e entregou nossas riquezas, mas como aquela que teve coragem e soube usar sua legitimidade como representante do povo para que o futuro de nossos filhos e filhas estivesse assegurado.

Estamos fazendo a nossa parte, como mulheres camponesas e como trabalhadoras brasileiras, de defender os nossos direitos e lutar com nossas ocupações, marchas e protestos contra o agronegócio e as empresas transnacionais devastadoras, enfrentando os setores que pressionam pelas mudanças no Código Florestal.

Agradecemos e, em compromisso com as lutas históricas do povo brasileiro – em especial das mulheres nesse 8 de março – dizemos “VETA DILMA” essas mudanças no Código Florestal para garantir que seus compromissos sejam cumpridos.

Obrigada(o)

Informações à imprensa:

Luiz Felipe Albuquerque

(11) 2131-0840

(11) 9690-3614

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Será que síndrome de Estocolmo explica senadores petistas defenderem Demóstenes Torres?

março 7th, 2012 by mariafro
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Há alguns deputados e senadores da ‘oposição’ bastante oportunistas, oportunistas no sentido de tripudiar do governo de coalização sob comando petista. Todas as vezes que a presidenta é pressionada pela mídia velha (que o governo prestigia e alimenta), esses mesmos deputados e senadores entram em cena pra declarar em alto e bom som que o governo do PT é o ‘mais corrupto da história’ e blá-blá-blá. Eis que um dos principais paladinos da moral contra a corrupção, Demóstenes Torres, que ataca diuturnamente o governo se vê envolvido no maior escândalo de corrupção e submundo do crime de que se tem notícia no Senado. É preciso investigar e tomar as medidas necessárias.

Não é preciso tripudiar como faz Demóstenes Torres com o governo que ele não cansa de repetir que é corrupto etc. etc. etc., mas prestar solidariedade a Demóstenes como fizeram senadores petistas é um pouco demais.

A política institucional é realmente para quem tem estômago forte. Mas há que se tomar algum cuidado com o pragmatismo e o corporativismo, pois se corre o risco de os eleitores serem incapazes de enxergar diferenças.

Em apartes, 44 senadores prestaram solidariedade a Demóstenes Torres
Senado
06/03/2012

Após o discurso em que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) explicou sua relação com o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e negou qualquer envolvimento em negócios ilegais, 44 senadores de vários partidos e posições políticas distintas o apartearam, solidarizando-se, expressando a confiança no parlamentar e elogiando sua atuação como senador. Ele ocupou a tribuna nesta terça-feira (6) e negou qualquer irregularidade na relação com Cachoeira, lembrando não ter sido acusado de qualquer ilícito. O senador também pediu investigações sobre si mesmo. No último fim de semana a imprensa revelou que senador e o empresário, preso na operação Monte Castelo, da Polícia Federal, conversaram constantemente no ano passado.

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) classificou Demóstenes como o maior e mais brilhante opositor na Casa, e mesmo sendo difícil de lidar às vezes, é atuante e prestigiado pela competência, firmeza e clareza de posições.

- A atitude de ter vindo se colocar [em Plenário] levou toda a Casa a ter uma postura uníssona, de situação e oposição, o que é muito raro. Deve ter sido agradável perceber o respeito que seus companheiros têm e a sua presunção de inocência, o gesto que todos lhe fizeram – disse Marta Suplicy.

Muitos parlamentares salientaram o histórico de credibilidade e a trajetória de luta de Demóstenes Torres, como Waldemir Moka (PMDB-MS), Alfredo Nascimento (PR-AM), Romero Jucá (PMDB-RR) e Lobão Filho (PMDB-MA). A competência, os conhecimentos jurídicos e o comportamento aguerrido no Senado foram mencionados por Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Outros elogiaram sua coragem por reconhecer as relações com Carlos Cachoeira e por pedir para ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que configura a confiança em sua conduta ilibada e o comportamento a ser adotado por todas as pessoas públicas. Compartilharam dessa opinião os senadores Vital do Rêgo (PMDB-PB), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou conhecê-lo desde a década de 90, quando, como membros do Ministério Público, defenderam seus estados e foram forjados na “luta contra a criminalidade”. Vicentinho Alves (PR-TO) e Cyro Miranda (PSDB-GO) também destacaram seus laços de amizade com Demóstenes, e a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), integrante da bancada goiana, expressou sua solidariedade.

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) citou a envergadura moral de Demóstenes Torres e salientou que, mesmo com a denúncia publicada, não houve por parte de Demóstenes qualquer iniciativa de diminuir a importância do papel da imprensa no acompanhamento, na fiscalização, na investigação da vida dos homens públicos. Ele afirmou que apresentará proposta de emenda à Constituição (PEC) para por fim ao foro privilegiado, “para que não paire dúvidas sobre honras”.

Já Ana Amélia (PP-RS) questionou a quem interessaria atingir a conduta de Demóstenes Torres, sua firmeza e seu compromisso com a legalidade, com a responsabilidade e com o trabalho comprometido com a ética na política.

- A quem interessa calar a voz mais dura, mais contundente, às vezes até ferina, às denúncias das mazelas da corrupção em nosso país? A quem interessa? – indagou.

Também apartearam Demóstenes Torres os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Eduardo Braga (PMDB-AM), Cristovam Buarque (PDT-DF), Alvaro Dias (PSDB-PR), Blairo Maggi (PR-MT), Aécio Neves (PSDB-MG), Roberto Requião (PMDB-PR), Mário Couto (PSDB-PA), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), João Ribeiro (PR-TO), Benedito de Lira (PP-AL), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Francisco Dornelles (PP-RJ), Paulo Paim (PT-RS), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Jorge Viana (PT-AC), Kátia Abreu (PSD-TO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Armando Monteiro (PTB-PE), Antônio Russo (PSDB-MS), José Agripino (DEM-RN), Ivo Cassol (PP-RO), Jayme Campos (DEM-MT) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), que se solidarizaram em nome de seus partidos.

Da Redação

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Lúcio Flávio Pinto: A maior grilagem acabou

março 5th, 2012 by mariafro
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A maior grilagem acabou

Por Lúcio Flávio Pinto | Cartas da Amazônia

03/03/ 2012

Nesta semana a subseção da justiça federal de Altamira, no Pará, vai receber os autos do processo sobre a maior grilagem de terras da história do Brasil, talvez do mundo. São quase 1.500 páginas de documentos, distribuídos em seis volumes, que provam a forma ilícita adotada por um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil contemporâneo para se apossar de uma área de 4,7 milhões de hectares no vale do rio Xingu.

Se a grilagem tivesse dado certo, Cecílio do Rego Almeida se tornaria dono de um território enorme o suficiente para equivaler ao 21º maior Estado do Brasil. Com seus rios, matas, minérios, solos e tudo mais, numa das regiões mais ricas em recursos naturais da Amazônia.

O grileiro morreu em março de 2008, no Paraná, aos 78 anos, mas suas pretensões foram transmitidas aos herdeiros e sucessores. A “Ceciliolândia”, se pudesse ser contabilizada legalmente em nome da corporação, centrada na Construtora C. R. Almeida, multiplicaria o valor dos seus ativos, calculados em cinco bilhões de reais.

Com base nas provas juntadas aos autos, em 25 de outubro do ano passado o juiz substituto da 9ª vara da justiça federal em Belém mandou cancelar a matrícula desse verdadeiro país, que constava dos assentamentos do cartório imobiliário de Altamira em nome da Gleba Curuá ou Fazenda Curuá.

O juiz Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho reconheceu que os direitos conferidos por aquele registro eram nulos, “em razão de todas as irregularidades que demonstram a existência de fraude no tamanho da sua extensão, bem como a inexistência de título aquisitivo legítimo”.

Além de mandar cancelar a matrícula do imóvel, o juiz ordenou “a devolução da posse às comunidades indígenas nas áreas de reserva indígena que encontram-se habitadas por não-índios”. Condenou a empresa ao pagamento das custas processuais e da verba honorária, que fixou em 10 mil reais.

No dia 9 de dezembro a sentença foi publicada pela versão eletrônica do Diário da Justiça Federal da 1ª Região, com sede em Belém e jurisdição sobre todo o Pará, o segundo maior Estado brasileiro. No último dia 15 de fevereiro os autos do processo foram devolvidos à subseção federal de Altamira, em cumprimento à portaria, baixada em novembro do ano passado.

A portaria determinou “que a competência em matéria ambiental e agrária deve se limitar apenas aos municípios que integram a jurisdição da sede da correspondente Seção Judiciária”.

É provável que a única intervenção do juiz de Altamira se restrinja a extinguir a ação e arquivar o processo. Tudo indica que a Incenxil, uma das firmas de que Cecílio Almeida se valia para agir, não recorreu da decisão do juiz Hugo da Gama Filho. Ou por perda do prazo, que já foi vencido, ou porque desistiu de tentar manter em seu poder terras comprovadamente usurpadas do patrimônio público através da fraude conhecida por grilagem.

A sentença confirma o que reiteradas vezes declarei nesta coluna e no meu Jornal Pessoal: Cecílio do Rego Almeida era o maior grileiro do Brasil — e talvez do mundo — até morrer. E até, finalmente, perder a causa espúria. Por ter dito esta verdade, reconhecida pela justiça federal, a justiça do Estado me condenou a indenizar o grileiro.

A condenação original foi dada por um juiz substituto, que fraudou o processo para poder juntar a sua sentença, quando legalmente já não podia fazê-lo. Essa decisão foi mantida nas diversas instâncias do poder judiciário paraense, mesmo quando a definição de mérito sobre a grilagem foi deslocada (e em boa hora) para a competência absoluta da justiça federal.

Se a Incenxil não recorreu, a grilagem que resultou na enorme Fazenda Curuá foi desfeita. Mas essa decisão não se transmitiu para o meu caso, o único dos denunciantes da grilagem (e, provavelmente, o único que mantém viva essa denúncia) a ser condenado.

Em um livro-relâmpago que estou lançando em Belém junto com uma edição especial do Jornal Pessoal, reconstituo a trama urdida para me levar a essa condenação e me tirar do caminho do grileiro e dos seus cúmplices de toga.

Como vítima de uma verdadeira conspiração entre empresários, advogados e membros do poder judiciário, considero a minha condenação um ato político. Seu objetivo era me calar.

Mas calar não só aquele que denuncia a grilagem e a exploração ilícita (ou irracional) dos recursos naturais do Pará (e da Amazônia). É também para punir quem acompanha com muita atenção a atuação da justiça e a crítica abertamente quando ela erra, de caso pensado. E tem errado muito.

As atuais dificuldades enfrentadas pela ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, têm origem numa barbaridade cometida por uma juíza paraense e confirmada por uma desembargadora. No mês passado a juíza foi promovida a desembargadora, a despeito de estar passível de punição pelo Conselho Nacional de Justiça.

Decidi tirar uma edição exclusivamente dedicada ao meu caso não para me defender, mas para atacar. Não um ataque de retaliação pessoal, mas uma reação da opinião pública contra os “bandidos de toga”, que usam o aparato (e a aparência) da justiça para atingir alvos que só a eles interessa.

Também contra os que se disfarçam de julgadores para agir como partes; que recorrem aos seus poderosos instrumentos para afastar todas as formas de controle que a sociedade pode exercer sobre os seus atos.

Por isso decidi não recorrer da condenação que me foi imposta e conclamar o povo a participar de uma campanha pela limpeza do poder judiciário do Pará. Nossa força é moral. E ela deriva do fato de que temos a verdade ao nosso lado.

A verdade é a nossa arma de combate. Com ela iremos ao tribunal, no dia em que ele executar a sentença infame contra mim, para apontar-lhe a responsabilidade que tem. Não satisfeito em defender os interesses do saqueador, do pirata fundiário, ainda nos obriga a ressarci-lo porque a verdade causa dano moral ao grileiro.

Que moral é essa? A dos lobos, que predomina quando é instituída a lei da selva. Sob sua vigência, vence o mais forte. O resultado é essa selvageria, que se manifesta de tantas e tão distintas formas, sem que nos apercebamos da sua origem.

Frequentemente ela está no Poder Judiciário, o menos visível e com menos controle social de todos os três poderes estabelecidos na constituição. Esse poder absoluto precisa acabar. Para que, com ele, acabe um dos seus males maiores: a impunidade. Queremos um Pará melhor do que esta selvageria em que o estão transformando.

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VILMA REIS: A Marinha do Brasil, não pode tomar o Território de Rio dos Macacos

março 4th, 2012 by mariafro
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Por sugestão de @Enderson_midia, de Salvador:


Entrada do Rio dos Macacos, hoje pela manhã.

Urgente : Polícia da Bahia tenta, nesse momento, invadir comunidade Quilombola Rio dos Macacos
Postado por Luciane Reis em CORREIO NAGÔ

04/03/2012 às 9:30

Marcada para a hoje, 04.03.2012, e suspensa por ação da Presidência da Republica (Secretaria Geral, SEPPIR E FCP), a tomada do Território do Quilombo Rio dos Macacos está neste momento vivendo uma grande tensão, pois neste momento já tem mais de 03 caminhões de fuzilheiros dentro da Comunidade, cada um com cerca de 80 homens, do lado de fora tem os militares da Bahia (que não podem entrar) e 01 trator posicionado no portão da Vila Naval, área tomada da comunidade há 42 anos atrás.

A Marinha do Brasil, não pode tomar o Território de Rio dos Macacos, porque ela como instituição Brasileira não está acima das demais instituições nacionais, vivemos sob a vigencia do estado democrático e as instituições estão em funcionamento.

O artigo 68 da constituição de 1988 e o Decreto 4887/2003 garante o direito de ocupação secular da comunidade. Rio dos Macacos está naquele Território há mais de 238 anos e não pode ser derrotado, por um crime de uma instituição que, ao contrario, deve garantir e fazer valer as Leis do país, por isso precisamos das/dos jornalistas agora em Rio dos Macacos. Todo o mundo precisa saber, para impedir uma tragédia hoje em Salvador, aos nossos olhos!!!

Nossa luta é todo dia!!!

Vilma Reis
Profa. Sociologia
Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XXIII, UNEB – Seabra
Coordenação Colegiada do Programa CEAFRO
CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais – FFCH/UFBA

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