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Pochmann e professor Emir Sader discutindo democratização da Cultura e Comunicação

agosto 17th, 2012 by mariafro
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Candidato a prefeito, Pochmann propõe acesso à informação pública para a democratização do poder

Debate aconteceu neste sexta-feira à noite, na TV Pochmann, e contou com a participação de Emir Sader
18/08/2012

Campinas  “Avançamos com a Democracia representativa (eleições diretas), mas não com a participativa. Agora, precisamos iniciar um novo ciclo, que requer a democratização do poder e isso só é possível com o acesso da população a informações públicas”, disse Marcio Pochmann, candidato a prefeito de Campinas pelo PT, nesta sexta-feira (17) à noite, em debate sobre “Democratização da Cultura e da Comunicação”, na TV Pochmann. O debate contou com a participação do sociólogo e cientista político Emir Sader e de blogueiros.

“No que se refere à Lei do Acesso (a informações públicas, Lei nº 12.527, em vigor desde maio de 2012), as diferentes instâncias de poder ainda não estão abrindo tudo. Não sei se por incompetência ou má fé, mas a verdade é que não funciona”, disse Sader. Pochmann mencionou alguns itens previstos em seu programa de governo para ampliar a transparência e o controle social, como a promoção da inclusão digital, a Prefeitura Digital e a garantia do amplo acesso por qualquer cidadão a informações públicas.

Auditoria Popular


“Além disso, propomos a auditoria popular, em que um cidadão escolhido pela população terá acesso imediato a qualquer documento solicitado. Dessa maneira, com o controle social (a população fiscalizando as ações e gastos públicos), acreditamos que poderemos afastar a corrupção e aproveitar melhor os recursos para oferecer serviços com mais qualidade”, acrescentou o candidato do PT à Prefeitura de Campinas. Ele destacou também a descentralização dos Conselhos Municipais em regiões, para maior proximidade das demandas locais.

Marcio Pochmann citou uma experiência que teve no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na qual foi presidente até se desligar para disputar a eleição. “No Ipea, promovemos coletivas públicas, não só para a imprensa, mas para toda a população interessada. Isso ampliou muito a interação com a sociedade”, comentou o economista e professor da Unicamp.

Recuperar e descentralizar a Cultura
Questionado sobre sua intenção em recuperar os centros culturais de Campinas, Pochmann disse que é preciso recuperar os espaços existentes e também descentralizar os espaços e as atividades culturais, para atender a todas as regiões da cidade. Ele também enfatizou o caráter democrático que pretende dar para a Cultura:_ “As políticas culturais têm de ser construídas pelas pessoas que atuam no segmento, os artistas, junto com a Prefeitura”

Após o debate, Sader se reuniu com blogueiros, tuiteiros e facebookeiros em Plenária no Comitê, também com o tema “Democratização da Cultura de da Comunicação”. Na avaliação de Sader, embora em decadência econômica, os Estados Unidos da América (EUA) ainda se impõem sua hegemonia ideológica ao restante do mundo, calcada no consumismo e no individualismo

“Eles tornam tudo mercadoria. Nós, queremos democratizar, tirar da esfera do mercado e colocar na esfera dos direitos, direito à educação, moradia, emprego, etc.”, disse o sociólogo, que também lançou seu livro “As armas da crítica: antologia do pensamento de esquerda v. 1”, escrito em parceria com Ivana Jinkings.

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Quando se presta mais atenção no alface do dente que na fala indecente

agosto 17th, 2012 by mariafro
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Serra fala em evento da Câmara Portuguesa após almoçar com empresários portugueses (Foto: Daia Oliver)

A foto virou meme nas redes, mas o que Serra fala sobre trânsito em São Paulo demonstra bem o ‘conhecimento’ (só que ao contrário) de um sujeito que quer ser presidente do país, que já governou o estado de São Paulo (meio mandato) e o município de São Paulo (meio mandato).

Espera-se ao menos que ele tenha dados sobre a cidade que quer de novo governar para abandonar mandato pela metade e tentar novamente concorrer à presidência do país.

Mas Serra ignora dados estatísticos óbvios do trânsito da cidade.

 Será que é por que ele nunca termina mandatos? 

Não, é porque Serra vai para seus compromissos de helicóptero ou só tem coragem de andar de trem em uma das linhas menos cheias de São Paulo e fora do horário de pico em época de campanha.

Serra diz que trânsito em SP “não piorou desde 2005″

Segundo dados da CET, trânsito aumentou 22% em junho durante o horário de pico

Por: Wanderley Preite Sobrinho, do R7

15/8/2012

Embora a venda de carros tenha crescido em todo o Brasil nos últimos anos, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (15) que o trânsito na cidade “não piorou” entre 2005 e 2012. A declaração foi feita em um evento realizado pela Câmara Portuguesa em um hotel de luxo na região dos Jardins, centro expandido da cidade.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o congestionamento em julho deste ano quase dobrou em alguns horários em comparação ao mesmo período do ano passado. Às 15h, a lentidão aumentou 84%, às 16h, subiu 82%. Entre 18h e 20h, no horário de pico, a média de aumento foi de 22%.

Parte desse crescimento se deve ao aumento de crédito ao consumidor, que coloca nas ruas da cidade cerca de 700 carros por dia. De acordo com o Dentran-SP (Departamento de Transito do Estado de São Paulo), a cidade deve ter 8 milhões de carros nas ruas até 2014.

Serra disse, no entanto, que o trânsito não aumentou graças às obras que seu partido, no governo do Estado e na prefeitura, realizou nos últimos anos.

De 2005 para cá o trânsito não piorou, mas também não melhorou. (grifos nossos)

Ele afirmou que não houve aumento porque o governo do Estado construiu o Rodoanel, “que cerca a cidade”, e aumentou a quantidade de usuários do metrô.

— Em cinco anos [a frequência] aumentou de 5 milhões para 7 milhões de pessoas.

Ele também lembrou dos investimentos da prefeitura na avenida Jacu Pêssego, na zona leste, e “do maior encomenda de trens do mundo” feita pelo governo estadual.

Atrasado em 1h15 minutos para o encontro com empresários portugueses, Serra foi para a agenda seguinte da campanha, em São Mateus, Zona Leste da cidade, de helicóptero. (grifos nossos)

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Ai se eu pego num trem deste Serra e Alckmin, ai se eu pego vocês

agosto 17th, 2012 by mariafro
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Sério, eu acho que alguns políticos realmente acham que somos todos idiotas.

Em São Paulo: risco de explosão nos metrôs que só vivem quebrando, ônibus lotados, trens que são uma vergonha. Zilhões de matérias sobre as condições do transporte público de São Paulo e sobre a nossa quase imobilidade urbana e Serra e Alckmin vão andar de trem às 13 horas e ainda na Berrini?

Vão pentear macaco seus desocupados. Que tal pegar transporte público coletivo todos os dias?


O candidato do PSDB à Prefeitura de SP, José Serra, e o governardor Geraldo Alckmin (esq.) em trem da CPTM. Apu Gomes/Folhapress

Serra ‘passeia’ de trem às 13h e é cobrado a voltar em horário de pico
Por: DANIELA LIMA, DE SÃO PAULO, na Folha
17/08/2012 – 14h35
Durante visita a uma estação da CPTM na zona sul da capital nesta sexta-feira, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, foi cobrado por eleitores pela lotação do transporte sobre trilhos e por ter abandonado a prefeitura para disputar o governo em 2006. Ele estava ao lado do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Ao entrar em um trem na estação Berrini, um pequeno grupo questionou por que Serra não fazia campanha no horário de pico: “Vem aqui às 18h para ver como a gente fica”, gritou um dos passageiros. A visita ocorreu por volta das 13h.

O deputado Orlando Morando (PSDB), que acompanhava Serra, retrucou: “Foi ele quem reformou isso aqui, esse trem novo foi ele quem trouxe”.

Não surtiu efeito: “Isso é obrigação de político”, respondeu o manifestante.

Serra e Alckmin mantiveram-se impassíveis.

Ao sair do trem na estação Pinheiros para tomar o metrô, novas manifestações: “Só vem aqui para ganhar voto”, disse um usuário.

Um estudante que seguiu Serra durante todo o percurso continuou a ofendê-lo e foi abordado por um dos seguranças de Alckmin e por Morando.

Após a conversa com os dois, o estudante gritou: “Seu pessoal me chamou de babaca e disse que eu voto em mensaleiro. Isso é falta de respeito. Eles não sabem em quem eu voto. Manda votar nele de novo para ele abandonar a prefeitura.”

Em entrevista do lado de fora da estação Faria Lima, Serra disse que as cobranças desse tipo são “naturais”. “É natural as pessoas quererem mais trem e mais metrô mesmo depois de todo o nosso investimento.”

Ele prometeu ampliar a destinação de recursos municipais para os transportes sobre trilhos, disse que quatro obras do metrô estão em andamento, inclusive duas para desafogar a linha 9, onde ouviu as primeiras críticas.

Veja também:
Em São Paulo é assim, passagem a 3 reais e se reclamar leva bala!
Transporte público no Brasil é sinônimo de caos

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Paulo Moreira Leite: Fatiar é um novo casuísmo no mensalão?

agosto 17th, 2012 by mariafro
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Casuísmo no mensalão?

Por: Paulo Moreira Leite, em sua Coluna na Época

16/08/2012

É possível enxergar efeitos políticos por trás do debate sobre a metodologia do julgamento do mensalão.

Joaquim Barbosa resolveu apresentar seu voto de maneira fatiada em oito partes. Apresenta sua opinião sobre cada denúncia e apresenta seu voto. Em seguida, o ministro revisor, Ricardo Lewandovski, apresenta seu voto. O plenário se manifesta. Em oito capítulos.

Aprendi, nos meus cursos de filosofia, que a única forma de compreender o mundo é partir do geral para particular – e não o contrário. Também aprendi que, nas contas matemáticas, a ordem dos fatores pode não alterar o produto. Na vida real, isso pode acontecer.

Há um problema de conceito no julgamento. Essa discussão atravessa as denúncias contra todos os réus: foi um caso de compra de votos? Foi simples caixa 2? Uma mistura de ambos?

Os partidos do governo Lula atuaram de forma convencional, como sempre fizeram – no mensalão tucano, no mensalão do DEM – ou agora estamos diante de uma “organização criminosa”?

Essa é a questão. É isso o que todos querem saber. O ministério público fala em “compra de consciências”, em “suborno”, em “propina” para fatos que, na visão de muitas pessoas, honradas, com passado político democrático e respeitável, nada mais representam do que uma velha expressão de nossos maus costumes eleitorais. O debate reside aí. Temos uma acusação séria, com fatos demonstrados e bem explicados, ou temos uma acusação oportunista, de fundo político?

Num julgamento fatiado em partes, evita-se o debate principal, que envolve o conceito do mensalão – que confundiu até a testemunha principal, Roberto Jefferson – para se partir para uma etapa posterior, que é julgar as denúncias específicas – o que só seria possível depois que o plenário já tivesse deliberado sobre aquilo que está em debate. O debate sobre as partes abafa a discussão geral. E abafa, claramente, as opiniões de Lewandovski.

Não se trata de dizer quem possui a melhor argumentação. Barbosa mostrou hoje que tem um voto estruturado, com fatos e argumentos. Imagino que Lewandovski terá um voto com a mesma qualidade.

A mudança evita o debate principal do julgamento. É como se ele já tivesse ocorrido. Foi por esse motivo que José Carlos Dias, um dos principais advogados brasileiros, tucano com todas as carteirinhas, foi ao microfone para pedir ao plenário que reconsiderasse a decisão.

Pela regra aprovada, o revisor estará sempre no corner, na defensiva, respondendo ao relator, sobre temas que ele escolheu e denúncias que apresentou. Pela metodologia anterior, seria um conflito entre iguais. Tanto Barbosa como Lewandovski teriam um tempo para desenvolver suas teses. Agora, será um conflito onde o relator sempre estará com a iniciativa e o revisor na defensiva.

É curioso que, no meio do julgamento, Barbosa tenha colocado no problema do tempo. Não, não falou sobre a aposentadoria de Cezar Peluso, que pendura a toga em 3 de setembro e é visto como um voto seguro pela condenação da maioria dos acusados. Barbosa referiu-se a seus problemas de saúde ao dizer que se o julgamento demorasse muito ele também não poderia estar presente.

Será que as regras mudaram para facilitar um julgamento rápido? Não tenho a menor disposição para criticar o Supremo. Tampouco tenho competência jurídica para isso.

Mas o nome disso não é casuísmo? Claro que o mais importante é realizar todos um bom julgamento, claro, transparente. É mais importante do que o prazo, concorda?

E se você acha que a defesa quer atrasar a decisão para evitar prejuízos nas eleições municipais, a recíproca, aqui, é verdadeira: também é possível dizer que a acusação quer apressar para garantir o efeito eleitoral de sua decisão, concorda?

Leia também:

Celso Antônio Bandeira de Mello: “houve evidentemente um conluio da imprensa para tentar derrubar o presidente Lula na época”

Paulo Moreira Leite: “Ninguém vai dizer: PQP!?”

Entre as mais de 300 testemunhas, da acusação e da defesa, nenhuma delas descreveu as célebres “compras de voto”, “mesadas” do tal Mensalão

Marcos Coimbra: Quem Julga?

A Justiça não pode ser partidária: STF e os “mensalões”

Jânio de Freitas: No momento, não se sabe o que a voz silenciosa da opinião pública pede aos seus magistrados mais altos

Véi, na boa, cadê as provas?

Nem o Bira tá curtindo

#terceirizado

Era melhor quando eu enrolava um solo de trompete

O Chatô da Praça dos Três Poderes

Gurgel: O Derico conta melhor

Sarau do Gurgel

Gurgel #chatiado

Túlio Vianna: no STF o maior reality show jurídico brasileiro de todos os tempos

Nas Olimpíadas da Corrupção DEM leva ouro, PMDB prata e PSDB bronze

Marcelo Semer: Fazer do Mensalão processo político é grande erro judiciário

“Media Wars – Como uma meia verdade pode ser pior que uma mentira”

“Mensalão”: O Julgamento da Imprensa

Paulo Moreira Leite:Verdades incômodas sobre o mensalão

Paulo Moreira Leite: “Faltou muita coisa” no mensalão

Rede Brasil Atual: ‘Mensalão’: STF não pode ceder a pressões, avalia Eliana Calmon

Condenado pela mídia: uma retrospectiva das capas de Veja sobre “Mensalão”

Carta Maior: O mensalão e o photoshop de um tempo histórico

Venício de Lima: Os falsos paladinos da liberdade de expressão

Os maiores escândalos de corrupção do Brasil

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