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Serra, Russomano e Chalita, é eleição pra prefeitura de São Paulo ou para Bispo de Igreja?

setembro 14th, 2012 by mariafro
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Praticamente todos os dias desde quando começou a campanha eleitoral os candidatos Serra, Russomano e Chalita estão em igrejas recebendo bênção, fazendo acordo, disputando apoio. Parece que Russomano, Serra e Chalita estão conseguindo tornar a eleição pra prefeitura de São Paulo um evento religioso. Que horror isso, cadê debate programático candidatos?

Arquidiocese diz que partido de Russomanno fomenta discórdia.  Instância máxima dos católicos em São Paulo critica, em nota, presidente do PRB e liga sigla à Igreja Universal:

“A Arquidiocese de São Paulo, entidade máxima da Igreja Católica na capital paulista, entrou no debate da eleição municipal com ataques ao PRB, partido de Celso Russomanno, líder nas pesquisas eleitorais. Nota de repúdio redigida a pedido do arcebispo d. Odilo Scherer levanta dúvidas sobre a conduta do PRB em caso de vitória eleitoral e classifica o partido como “manifestadamente ligado à Igreja Universal”. (Estadão)

Russomanno e Serra disputam apoio da Renascer. Embora apoie nomes da chapa do tucano para vereador, igreja se aproxima do candidato do PRB, cujo vice defendeu casal Hernandes

“A campanha pela Prefeitura de São Paulo acelerou a corrida de candidatos aos templos religiosos. Depois de Gabriel Chalita (PMDB) conseguir a adesão do pastor Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus do Brás (Ministério Madureira) na sexta-feira, 3,  José Serra (PSDB) recebeu no domingo, 5, a bênção do apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. O tucano e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) participaram do culto matinal no Brás, zona leste.”  (Estadão)

Serra receberá apoio de mais duas igrejas evangélicas

Russomano usa sede da Universal em sua campanha

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Quando o ensino alimenta a intolerância: a desumanização dos palestinos nos livros didáticos israelenses

setembro 14th, 2012 by mariafro
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No Brasil, há uma série de estudos acadêmicos da produção didática que avalia a construção de estereótipos em relação ao gênero; à raça/etnia; ao pertencimento regional etc. Mulheres, negros, indígenas, nordestinos durante um longo período foram reduzidos a estereótipos que reafirmavam o racismo, o sexismo, o preconceito regional etc.

Os livros de história são os mais ‘vigiados’ em relação à ideologia, mas ao analisarmos livros de língua portuguesa ou ciências, por exemplo, poderemos ver exemplos de estereótipos em ilustrações de uma crônica ou em uma esquema representativo.

No Brasil, há um esforço bastante grande de autores, editores, professores, gestores do MEC para que os livros didáticos não reproduzam estereótipos, não reforcem preconceitos e os combatam.

Infelizmente, isso não ocorre em todo o mundo. A pesquisadora e militante pacifista Nurit Peled-Elhanan analisando os livros didáticos de Israel, aponta em sua pesquisa que esses são elaborados com o objetivo de desumanizar o povo palestino e fomentar nos jovens estudantes israelenses a base de preconceitos que lhes permitirá atuar de forma cruel e insensível contra os palestinos durante o serviço militar.

De acordo com Nurit Peled-Elhanan por serem as primeiras a se sedimentarem na mente das crianças as construções de mundo feitas a partir dos livros didáticos são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o establishment israelense dedica à ideologia a ser transmitida nos livros didáticos. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos, nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros nem sequer uma fotografia de um palestino que mostre seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus.

De fato os livros didáticos são importantes, mas eles são apenas um dos elementos da cultura escolar. Bons professores podem dar ótimas aulas com livros escolares ruins, porque podem ensinar seus alunos a refletir sobre seus discursos e representações, desconstruindo os estereótipos.

Em Israel a questão se torna mais complexa porque o apartheid construído entre judeus e palestinos está presente na vida cotidiana, no muro da Cisjordânia, nas ocupações, na reafirmação do ódio dentro do exército, num Parlamento conservador que endossa as ações do governo sionista, na prisão dos opositores, numa campanha mundial na mídia que justifica as ocupações e mesmo quando comprovada as ações brutais do exército israelense que ferem os direitos humanos dos palestinos não há sanções internacionais.

Por isso é tão importante pesquisas como a de Nurit Peled-Elhanan que revelam alguns dos mecanismos que retroalimentam o ódio, a intolerância, o preconceito, a discriminação dos palestinos e, muitas vezes, a sua morte.

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IDEC não quer o nome da instituição associado ao candidato Celso Russomano

setembro 13th, 2012 by mariafro
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Do Site do Idec

12/09/ 2012

Nota de Esclarecimento

Devido às notícias veiculadas na imprensa tratando da ligação entre o candidato à prefeitura do município de São Paulo, Celso Russomano, e a organização não governamental por ele presidida, o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) vem a público esclarecer:

I) O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), associação de consumidores fundada em 1987, não possui qualquer relação com a organização presidida por Russomano;

II) De acordo com o estatuto do Idec, somos uma associação civil de finalidade social, sem fins econômicos e lucrativos, apartidária. Sendo assim, não realizamos qualquer tipo de parceria com candidatos ou partidos políticos e não apoiamos qualquer campanha eleitoral;

III) Como membro do FNECDC (Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor), o Idec segue uma série de princípios éticos que regem todas as organizações a ele pertencentes. São os princípios da Independência, Transparência e Democracia, Solidariedade e Compromisso Social.

IV) A respeito das Eleições Municipais 2012, o Idec, junto às demais entidades do FNECDC, lançou uma plataforma com reivindicações dos consumidores à qual qualquer candidato majoritário pode aderir, assumindo, assim, o compromisso de implementar em seus programas de governo tais propostas. A eventual adesão de qualquer candidato será noticiada nos canais de comunicação do Idec, sem que isso signifique qualquer apoio ou vinculação a uma candidatura específica.

Saiba mais sobre o Idec

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – é uma associação de consumidores fundada em 1987. Não possui fins lucrativos. É independente de empresas, governos ou partidos políticos. Os recursos financeiros para o desenvolvimento de suas atividades têm sua origem nas contribuições dadas pelos seus associados, na vendas de assinaturas da Revista do Idec e outras publicações, além da realização de cursos. O Idec também desenvolve projetos que recebem recursos de organismos públicos e fundações independentes. Esse apoio não compromete a independência do Instituto.

O Idec é membro pleno da Consumers International, uma federação que congrega mais de 250 associações de consumidores que operam no mundo todo. O Instituto faz parte do Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor – criado para fortalecer o movimento dos consumidores no Brasil – e da Abong(Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais). O Idec também participa de diversas redes temáticas nacionais e internacionais.

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Reitor nomeado por Serra (contrariando até a lista tríplice) impede debate eleitoral na USP!

setembro 13th, 2012 by mariafro
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Foi nomeado por Serra contrariando até mesmo a lista tríplice das nada democráticas eleições da USP, que tempos sombrios!

Reitor da USP proíbe debate eleitoral no campus

Por Marcelo Rubens Paiva, em seu blog

13/09/2012

Definitivamente a relação entre o reitor João Grandino Rodas e os alunos não deu química.

E não se entendem as razões de muitos dos seus atos.

Enquanto em outros países, especialmente nos Estados Unidos, é nas universidades que ocorre a maioria dos debates eleitorais, especialmente os televisionados, Rodas, apadrinhado pelo PSDB, reinterpretou o artigo 73 da Lei Eleitoral 9.504/97, que proíbe o uso do espaço e agentes públicos em campanhas.

Mandou um ofício proibindo debates entre candidatos já agendados, como o da FEA, Faculdade de Economia de Administração.

O Centro Acadêmico Visconde de Cairu, que organizava o evento “Semana Política CAVC” no campus, recorreu da decisão à Procuradoria Geral da Universidade.

Desde o primeiro semestre deste ano, o CAVC organizava um evento para trazer o debate eleitoral para dentro da Universidade que não infringisse a lei eleitoral: todos os partidos com candidaturas à prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012, sem exceção, foram convidados.

Assim, o objetivo da lei citada, expresso como sendo o de resguardar a “igualdade de oportunidades entre candidatos” ao impedi-los de utilizar propriedade administrada pelo Estado – caso da USP – em benefício próprio, estava garantido.

Em nota oficial, o centro acadêmico conta:

“Com as confirmações de Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Carlos Gianazzi (PSOL) e a possibilidade da presença de José Serra (PSDB), o Centro Acadêmico iniciou o processo de reserva de salas para a realização do evento. Neste momento, nos foi comunicado pela Diretoria da FEA que uma portaria da USP, com base no artigo 73 da Lei Eleitoral, proibia a realização de qualquer tipo de evento relacionado à assuntos eleitorais e que, portanto, nossa ‘Semana política’ estaria necessariamente comprometida.”

Em conformidade com a orientação de nossos advogados e entendendo que haveria um possível equívoco e exagero por parte da administração da Universidade na interpretação do artigo em questão – dada a insensatez que constituiria uma proibição de discussões político-eleitorais dentro da Universidade, especialmente em ano eleitoral -, o Centro Acadêmico protocolou diretamente à Procuradoria Geral da USP um pedido de autorização para a realização da Semana.”

O pedido foi indeferido e a Universidade reiterou seu posicionamento.

O CAVC impetrou então um mandado de segurança contra a decisão da Reitoria.

No entendimento do Judiciário (TJ-SP), o artigo 73 da Lei Eleitoral não era impeditivo à realização do evento, pois não consistia em favorecimento político a nenhuma das partes.

Entretanto, o TJ alegou que não tinha competência sobre a decisão da USP por esta constituir uma autarquia que tem plena autonomia em suas decisões acerca do assunto.

Em suma, a legislação eleitoral não dá direito à proibição do debate, é uma decisão tomada diretamente pela Reitoria da USP (autônoma).

Neste episódio, esta conduta se mostrou excepcionalmente prejudicial à comunidade universitária; com as eleições cada vez mais próximas, só nos resta esperar que os demais eventos sejam capazes de fornecer informações e possibilitar o voto consciente dos estudantes da USP. Pelos fatos acima expostos, o CAVC sente-se obrigado a manifestar sua consternação diante dos acontecimentos referidos. O livre debate e manifestação política são direitos fundamentais na constituição de uma sociedade democrática e sua restrição é inadmissível, ainda mais no espaço de discussão e pensamento de que consiste a Universidade. O Centro Acadêmico Visconde de Cairu coloca, portanto, enfaticamente sua discordância do posicionamento tomado pela Reitoria da USP e questiona a legitimidade desta decisão sobre um tópico de tamanha relevância não só para a comunidade acadêmica, mas para toda a sociedade”, completa os estudantes.

Num surto de pequena autoridade, João Grandino Rodas reinventa o sentido de Universidade, despolitiza o campus e, blindado pela autonomia universitária, tão útil em regimes autoritários, manda e desmanda.

A Faculdade de Direito, rompida com o reitor, ignorou a ordem e manteve o debate já agendado no Largo São Francisco.


O ofício que reitera a proibição
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