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Brasil cria mais de 1 milhão de empregos formais no primeiro semestre

julho 23rd, 2012 by mariafro
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Lembrando que a Europa vive uma crise sem precedentes.

Brasil cria mais de 1 milhão de empregos formais no primeiro semestre

Extra Online
23/07/2012

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, dia 23, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) demonstram que o Brasil criou 1.047.914 novos postos de trabalho formal no primeiro semestre do ano. A quantidade é 2,76% maior que a registrada em dezembro de 2011.
Em junho de 2012, foram gerados 120.440 postos de trabalho celetistas, equivalentes ao crescimento de 0,31% sobre a quantidade de assalariados do mês anterior. Houve expansão do emprego em todos os oito setores de atividade econômica. O total de admissões em junho foi de 1.732.327, o segundo maior para o mês, e o de desligamentos atingiu 1.611.887, o maior para o período.
No primeiro semestre do ano, todos os oito setores de atividade econômica apresentaram expansão, com destaque para serviços, com 469.699 postos (+3,05%). O ensino foi responsável pela abertura de 86.517 novas vagas (+6,35%), o de serviços médicos e odontológicos, com 60.339 postos (+3,80%). Em seguida, está a construção civil, com 205.907 postos (+7,13%).

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Bob Fernandes: Internet e segurança falham em Londres; imagina se fosse… no Brasil!

julho 23rd, 2012 by mariafro
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“Falhas graves na internet, um desastre, beirando o ridículo, a segurança privada contratada para as Olimpíadas, banzé na recepção a atletas no aeroporto em Londres…. Diante dos fatos, me lembro de Nelson Rodrigues e sua máxima: “O brasileiro tem complexo de vira lata”.

Muita coisa funciona, e muito bem, na sociedade inglesa. E muita coisa não funciona. Fosse no Brasil, mesmo ainda não sendo, viria, como já vem, o bordão: “Imagina na Copa!”.  Bob Fernandes em seu facebook

Internet e segurança falham em Londres; imagina se fosse… no Brasil!
POR BOB FERNANDES, DIRETO DE LONDRES

Integrantes da Metropolitan Police Service fazem segurança no aeroporto de Heathrow (Crédito: Bruno Santos/Terra)

Manchetes do Terra nessa terça-feira, 17:
“Massacrada, organização admite falhas na segurança da Olimpíada”
“Empresa britânica desiste de fazer segurança na Copa de 2014″
É ler as manchetes e pensar na frase tão cheia de significados, inclusive os patéticos, que se tornou um bordão, que rola de boca em boca no Brasil:
- Imagina na Copa!
Estar em Londres, conviver com a infraestrutura e a organização das Olimpíadas e as quase sempre inevitáveis falhas humanas, técnicas e operacionais, é lembrar Nelson Rodrigues e uma de suas máximas:
- O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na sua própria imagem. Nossa tragédia é que não temos o mínimo de auto-estima.
Sexta-feira, 13… (será que foi isso?) desembarque no Novo Hotel London Tower Bridge. Hotel legal, pertinho daquela torre medieval onde a tortura rolava solta (será que…?). Funcionários do hotel eficientes e corteses. Check-in, um deles oferece um pacote de wi-fi, 19 euros e 90 por um mês. Muita estrada depois, sabe-se que por segurança nunca é demais uma outra conexão.
O simpático Valentin, francês, oferece o “Orange”. Salvo na África do Sul, onde “Orange” lembra o colonizador, um produto francês com esse nome, “Orange”, não tem como o freguês não se render.
Mas, na dúvida, jornalistas investigam. Dois cliques e está lá:
- Orange Business Services, negócios de serviços, é o braço da France Telecom, um integrador global de soluções de comunicação para corporações multinacionais…
Não há como uma potência dessa fazer algo errado, pensamos vários de nós. Mas, por que não pesquisar mais um pouco?
- A Orange opera em mais de 220 países e territórios e emprega mais de 30.000 funcionários em 166 países.
Isso escrito em francês e inglês! Embarcamos, vários. Um chegou a comentar:
- Imagina na Copa! Imagine a Olimpíada no Brasil! Imagina se a gente vai ter algum como esse!
O Orange funcionou que foi uma beleza. Por dois dias. No domingo, a primeira derrapada. Casa de Fernand F., lá em Chiswick a caminho de Richmond via Green Line, meia hora do centro de Londres. Meio da tarde, a conexão cai. Inglês, portanto fleumático, Fernand F. sobe e desce as escadas. Uma, duas, três vezes, a repetir:
- Problema no roteador, vou ligar e desligar o Orange, acho que ele está quente…
(Vai que é a distância? Meia hora do centro da cidade…)
Segunda cedo, no hotel. O Orange dá tilt. Tá fora do ar. Nada a ver com o hotel. É o Orange. Colegas confirmam:
-… o meu também… pensei que era só o meu… ih, o meu também…
Ninguém disse nada antes porque, sabem como é, né?… Orange! Um negócio com esse nome, e francês, não tem como falhar.
Simpática, constrangida, a mocinha da portaria tenta ajudar. Não consegue, e entrega:
- Olha, não é o hotel, é o Orange.
Outro simpatico atendente, um português, informa:
- A semana passada o Orange ficou dois dias fora do ar aqui em Londres…
Impossível! O Orange? Se ainda fosse no Brasil… (imagina na Copa!)
Pesquisa mais extensa. Jornalismo investigativo. Informa a Reuters, não sobre o tilt em Londres, mas na França, a casa da Orange:
- A Orange, da France Telecom, pediu desculpas aos usuários neste sábado (7 de julho) e disse que iria indenizá-los depois de um blecaute nos celulares e na Internet que durou mais de nove horas e deixou milhões incapazes de se comunicar. (…)
(…) O serviço de celulares ficou mudo no início da tarde de sexta-feira, deixando os 26 milhões de usuários da Orange na França incapazes de fazer e de receber chamadas, de consultar seus emails e de enviar ou receber textos de mensagens. (…)
(…) Em uma coletiva de imprensa em Paris, o executivo-chefe da Orange, Stephane Richard, disse que os clientes de sua malha ganhariam um dia gratuito de comunicação, enquanto os que tivessem contratos ilimitados obteriam capacidade extra de download gratuito. (…)
Um dia gratuito? Bah, os caras são legais. Batuta.
Ainda nem chegaram todos aqueles quase trinta mil jornalistas, atletas, Vips e penduricalhos do COI, e já tá dando tilt na França e em Londres… mas é seguro que um “Integrador global de soluções” tira essa de letra.
Mesmo porque, reza outro verbete:
- (Orange) oferece comunicações integradas, soluções e serviços para empresas globais em computação em nuvem e comunicações unificadas, comunicação para gerenciar e integrar a complexidade das comunicações internacionais e permitir que corporações multinacionais se concentrem nas iniciativas estratégicas que conduzem seus negócios…
Ufa!
Lido isso, relaxamos todos. Mas tranquilidade total, só quando soubemos do resto:
- Orange Business Services foi fundada em 1 de Junho de 2006, através de rebranding e consolidação das empresas já existentes da France Telecom, da Equant e Wanadoo…
Rebranding da France Telecom, Equant e Wanadoo? Pronto. Zerou a pedra. É correr pro abraço.
Esta terça-feira, 17. O simpático pessoal do hotel informa aos hóspedes: a Orange comunica a todos que a conexão será gratuita durante as Olimpíadas e já a partir do dia 19.
E a Orange voltou a funcionar nessa parte de Londres e no hotel. Problema, outro, segue dando no aeroporto de Heathrow.
A natação, o Cielo, o judô, a vela… 50 atletas e técnicos do Brasil chegaram na segunda. Um amigo jornalista que lá estava, resumiu:
- Banzé total. Uma hora e meia de fila, os voluntários diziam pra os credenciados irem em frente e a polícia mandava voltar atrás… um circo! E uma atleta nossa disse: “Imagine o que diriam se fosse no Brasil!!!”.
Diriam:
- Imagina na Copa!

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Um exemplo de como funciona a ‘democracia’ em São Paulo: Kassab, cria de Serra, privatiza tudo contra todos

julho 23rd, 2012 by mariafro
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Meus amigos fora de São Paulo acham que somos uma sociedade conservadora, sem sangue no corpo, acomodados.

Este vídeo é a mostra de que isso não é verdade. Vejam: são moradores, comerciantes, não tem ninguém feliz com esta administração de vendilhões da cidade. O problema é que os mecanismos democráticos dos cidadãos de São Paulo não são respeitados por aqueles que deveriam respeitar.

Não deixem de ver o vídeo. São Paulo certamente vai dar uma resposta a tanto totalitarismo.


Contra moradores e comerciantes, prefeitura de São Paulo aprova plano urbanístico de Zeis da “Nova Luz”

Documento é pré-requisito para licitação de 45 quadras da região central que será transferida para a iniciativa privada

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

05/04/2012


Reunião do conselho gestor da Zeis foi marcada por pressão da prefeitura e revolta de moradores com aprovação de minuta de edital do plano de urbanização da Zeis (Foto: Camila de Oliveira)

São Paulo – Oito representantes da prefeitura de São Paulo decidiram na noite de ontem (4) aprovar o plano urbanístico da zona especial de intesse social (Zeis) prevista para funcionar em 11 quadras do projeto Nova Luz, na região central da capital paulista. Moradores e comerciantes que fazem parte do Conselho Gestor da Zeis decidiram não votar por considerar a medida da prefeitura apressada e antidemocrática. “Foi um absurdo o que vimos esta noite. A sociedade saiu insatisfeita com o modo como está sendo feito esse projeto. Mas não adianta, não somos ouvidos”, criticou a presidenta da Associação AmoaLuz, Paula Ribas.

A pressão da prefeitura, cujos técnicos deram início à pauta avisando que seria votada “a aprovação” do plano urbanístico das 11 quadras da Zeis, deve-se, segundo lideranças de moradores e lojistas da região da Santa Ifigênia, ao fato de o documento ser um dos pré-requisitos para a prefeitura levar o projeto Nova Luz a licitação.

O coordenador do conselho, Alonso Lopez, da Secretaria Municipal de Habitação, afirmou à reportagem que tem orientação para não dar entrevistas, mas explicou durante a reunião que a minuta do plano precisaria ser votada porque a previsão de aprovação era para janeiro e foi postergada diversas vezes. Também avaliou que os meses de funcionamento do conselho, desde junho do ano passado, seriam suficientes para subsidiar o documento.

Ao longo de duas horas e meia de reunião, os seis conselheiros que representam moradores e comerciantes atingidos pelo projeto Nova Luz, fizeram sucessivos apelos para que a prefeitura cancelasse a votação até que as dúvidas sobre o plano urbanístico e seu impacto na vida do bairro fossem sanadas. “Nada aqui é respondido. Em São Paulo chegamos ao pior ponto que uma cidade pode chegar”, disse Assad Nader, um dos conselheiros.

De acordo com Paula Ribas, a minuta enviada pela prefeitura não continha as contribuições da sociedade civil debatidas desde a instalação do conselho em junho de 2011.

A advogada Rafaela Rocha apontou irregularidades no funcionamento do conselho gestor, cuja instalação foi tardia. De acordo com a legislação, disse, as contribuições da população teriam de fazer parte da elaboração do projeto urbanístico completo que já foi lançado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) no ano passado e classificado como consolidado.

Para o lojista José Carlos Suzuki, a licitação do projeto Nova Luz deveria ser cancelada até que se instalasse um conselho gestor para todo o projeto, com participação popular. Segundo ele, não faz sentido um órgão gestor para discutir o impacto da iniciativa da prefeitura em apenas 11 quadras, deixando outras 34 descobertas e, mesmo assim, haver licitação.

Chantagem

Paulo Garcia, presidente da Associação de Comerciantes da Santa Ifigênia (ACSI), considerou que a prefeitura agiu como “um bandido” ao “chantagear a população” com a pressão que exerceu na reunião de ontem. “Se eu tivesse levado um 38 na cabeça não me sentiria tão mal. Isto é só mais uma demonstração do poder público. É o que chamam de participação popular: ‘o povo diz não e eles dizem sim’”, reagiu. “Todas as indagações que fizemos, seja sobre fundo do comércio, seja sobre desapropriações ou remoção de pessoas, nada foi respondido.”

Garcia chama atenção que a legislação aprovada para o projeto Nova Luz, de concessão urbanística, será exportada para todo o Brasil. “Uma das últimas travas para isso funcionar é o conselho gestor da Zeis”, argumentou.

O doutorando da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Arnaldo de Melo criticou as intervenções urbanísticas contidas no projeto Nova Luz, descoladas do interesse humano. “Urbanismo se faz com pessoas e não com profissionais formaados e represesntantes de grifes arquitetônicas”, observou. Segundo ele, o Nova Luz é motivo de “piada” nos corredores de escolas de arquitetura.

Moradores e comerciantes protestaram ao final da reunião e prometeram ingressar na Justiça com mais ações contra o projeto, por falta de transparência e consulta popular. “Se não nos ouvem, vai pela via judicial. Vão mudar toda nossa vida e não nos ouvem”, disse Paula.

Histórico
O projeto Nova Luz, de iniciativa da prefeitura de São Paulo, foi aprovado pela lei 14.917/09 e dividido em duas etapas, ambas licitadas pelo poder público municipal a empresas particulares.
Na primeira etapa, as empresas do consórcio Concremat, Companhia City, AECOM e FGV, realizaram o projeto urbanístico da Nova Luz.
A próxima etapa ainda depende de licitação e escolherá a empresa ou grupo que vai realizar desapropriações, construções e poderá comercializar por 20 anos os imóveis na área.
Fazem parte do projeto de intervenção urbanística a área delimitada pelas avenidas Cásper Líbero, Ipiranga, São João, Duque de Caxias e rua Mauá.
Moradores e comerciantes se opõem ao projeto por se tratar de uma intervenção longa, de 15 anos, que vai dar poder a uma empresa ou grupo particular, que vencer a licitação para gerir o bairro, de desapropriar imóveis de outros particulares. Eles também criticam a falta de transparência e respostas sobre o futuro de casas e comércios da área.

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Serra recicla promessas de Kassab, sua cria, e nós paulistanos não reciclaremos Serra

julho 23rd, 2012 by mariafro
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Serra recicla promessas da atual gestão

Tucano cita em programa de governo e em reuniões itens pendentes do plano de metas de Kassab, sob justificativa de continuidade

Por Bruno Boghossian, do Estadão

11/julho/2012

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, adotou em sua campanha uma série de projetos que já haviam sido anunciados pelo atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), mas não serão concluídos até o fim do mandato. Entre as propostas citadas pelo tucano em seu programa de governo e em reuniões com líderes comunitários, estão seis itens do plano de metas de Kassab – que o prefeito havia se comprometido a cumprir.

Serra é aliado de Kassab, tem o apoio do prefeito na disputa e defende as realizações da Prefeitura nos últimos anos. O argumento é o de que o próprio Kassab já havia dado continuidade a projetos de Serra quando assumiu o cargo, em 2006, depois que o tucano renunciou para disputar o governo do Estado. Agora, Serra passou a encampar projetos que a atual gestão deixará pendentes.

Parte das metas é frequentemente classificada como prioritárias pelo tucano. É o caso dos parques tecnológicos do Jaguaré, ainda em fase de estudo, e de Itaquera, cujo projeto está em elaboração. As duas obras constam no programa de governo apresentado por Serra. A proposta de criar o polo do Jaguaré foi lançada em novembro de 2006, quando Kassab estava em seu primeiro mandato. Após sua reeleição, incluiu o projeto em seu plano de metas, com o compromisso de concluir a obra até o fim de 2012.

Projetos pendentes. A equipe de Serra afirma que o tucano está comprometido com os projetos pendentes, mas ressalta que novas propostas serão apresentadas ao longo da campanha. O tucano costuma dizer que só pretende citar projetos específicos na propaganda eleitoral da TV, para evitar que os adversários o copiem. No programa de governo que foi entregue à Justiça Eleitoral na semana passada, Serra também apresenta como propostas a finalização da Praça das Artes (complexo cultural na região do Anhangabaú) e a instalação da Operação Urbana Rio Verde-Jacu Pêssego (política de incentivo ao desenvolvimento econômico na zona leste). Os dois projetos integram o plano de metas de Kassab e deveriam ser concluídos até dezembro.

Ideias. Serra também apresenta, com destaque, propostas que já foram anunciadas pela gestão Kassab nos últimos anos, após a elaboração do plano de metas.

Na terça-feira, 10, em uma visita à região do Jaraguá, destacou o projeto de construção do Centro de Exposições de Pirituba, na zona oeste da capital. “Um dos principais pontos do meu programa para São Paulo (…) é o centro de eventos de Pirituba. Com ele, vamos disputar (a vaga de) sede da Exposição Mundial de 2020.”

A proposta havia sido apresentada em dezembro de 2010. Na ocasião, Kassab visitou o terreno da obra e apresentou croquis do projeto em uma cerimônia com a participação do então governador Alberto Goldman (PSDB), que sucedeu Serra no comando do Estado.

O candidato tucano também incluiu em seu programa de governo a criação de corredores de ônibus em M’Boi Mirim, zona sul, e na Radial Leste. Kassab abriu uma consulta pública para a instalação dessas faixas em abril deste ano. Também é citada no documento a criação de uma rede de Centros Culturais da Juventude (promessa da campanha de Kassab em 2008)

Na quarta-feira, 11, Serra prometeu a moradores da Vila Sônia (zona sul), a criação de um parque no terreno da Chácara do Jockey. O projeto já está sendo tocado pela equipe de Kassab.

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