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Do Sensacionalista: Índice de rejeição explode e nem Serra vai votar nele mesmo

agosto 21st, 2012 by mariafro
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Do Sensacionalista
21/08/2012

O candidato José Serra declarou hoje que não vai votar em si próprio nas eleições para a prefeitura de São Paulo. “Eu me conheço, jamais votaria em mim”, disse ele.

Serra está tão impopular que quando ele chega em casa seu cachorro de estimação sequer faz festa. O cachorro de Serra se chama FH – mas ele diz que é uma homenagem. Hoje Serra visitou as obras do Metrô e viu sua candidatura no buraco.

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Otileno Junior

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Serra, um candidato higiênico

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Serra, um candidato higiênico

agosto 21st, 2012 by mariafro
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Dá pra criar até um tumblr da higiene do candidato, imagine uma charge!

Vejamos:

Bessinha tem toda a razão, como é que é possível um senhor tão phyno como este ser o candidato das elites paulistanas frequentadoras do Iguatemi, do JK, do Bourbon, do Villa Lobos, do Cidade Jardim?

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Fazendeiros de Paranhos MS ameaçam guerrear contra indígenas

agosto 20th, 2012 by mariafro
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Sugestão de Cristiano, via Facebook

Assassinos de Indígenas: Guerra aos Guarani-Kaiowá é declarada esta semana no Mato Grosso do Sul
MidiaMax

20/08/2012

Veja o vídeo abaixo com a declaração de fazendeiro disposto a usar armas contra indígenas:

Por Pedro Alves

“Se o Governo quer guerra, vai ter guerra. Se eles podem invadir, então nós também podemos invadir. Não podemos ter medo de índio não. Nós vamos partir pra guerra, e vai ser na semana que vem. Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem”. Este foi o depoimento do fazendeiro, Luis Carlos da Silva Vieira, proprietário de terras no município de Paranhos, estado do Mato Grosso do Sul. Lenço Preto, como também é conhecido, declarou, no último dia 18, para o site de notícias midiamax.com que o ataque armado contra os povos indígenas Guarani e Kaiowá terá inicio nesta semana, 20.

Os povos Guarani-Kaiowá que vivem, historicamente naquela região, foram expulsos das suas terras a partir da década de 40. De lá para cá, as armas do agronegócio vem exterminando os indígenas. Cansados de esperar do Governo a homologação de suas terras, os Kaiowás iniciaram, nas últimas décadas, o processo de retomada pacifica das suas terras de origem. A única resposta dada aos indígenas vem em números. Em nove anos, mais de 270 lideranças Kaiowás foram assassinadas no Mato Grosso do Sul a mando de fazendeiros. Esse processo de genocídio e etnocídio, iniciado a mais de 500 anos no nosso país, se intensifica. É o que está acontecendo, neste exato momento, na aldeia Arroyo Corá, localizada no município de Paranhos, 477 km de Campo Grande (MS), fronteira Brasil/Paraguai.

No dia 10 de agosto, os indígenas da Aldeia Arroyo Corá, iniciaram na região, as manifestações pacificas de retomadas de terra. Segundo relato divulgado na carta aberta da Aty Guassu (Assembléia Kaiowá), as manifestações tiveram inicio às 5h da manhã do dia 11. Por volta das 8h, quatro caminhonete chegaram no local com 50 homens fortemente armados. Os pistoleiros se dividiram em três grupos e cercaram num raio de 200 metros a manifestação indígena. “Esses homens armados se dividiram em três grupos e começaram a nos cercar e se aproximar de nossa manifestação, mirando as armas de fogos em nossa direção, ficamos na mira de 50 espingardas (calibre 12), eles vieram lentamente se aproximando e se abaixando, de 200 metros, ao mesmo tempo, eles começaram atirar em nós, só ouvimos tiros, gritaria e fumaças em nossas direções e chuva de balas, diante disso, juntos aos tiros ouvimos choro das crianças e mulheres”, relatam indígenas na carta.

Segundo os próprios indígenas Kaiowá, o disparo de tiros durou, aproximadamente duas horas. Logo depois, as caminhonetes voltaram próximos ao conflito e descarregaram mais munição para os pistoleiros. ” Aproximadamente por duas horas consecutivas eles atiraram em nossa direção, nós já estávamos escondidos atrás das árvores e outros deitados nos córregos e na lamas. Os homens-pistoleiros riam, riam muito de nós e falavam gritando ‘vocês índios merdas! já morreram todos aí’. ‘Hoje, nenhum índio vai sair vivo daqui’. Num momento depois, bem perto dali, vimos carros chegando e várias caixas de balas descarregando das caminhonetes”, relatam indígenas.

Os tiros voltaram a ser disparados contra os indígenas às 14h e só cessaram às 16h. O indígena idoso e deficiente, Juam, foi morto e teve o corpo levado pelos pistoleiros. Uma criança de 9 meses também foi assassinada no confronto, além do desaparecimento do indígena de 50 anos, Eduardo Pires. Até o exato momento, o Governo Brasileiro não interviu no conflito. Segundo indígena que não quer se identificar, quatro policiais da Força Nacional estiveram no local, mas foram expulsos pelos pistoleiros. Em nota, os Kaiowás afirmaram que a Funai e a Polícia Federal estiveram no local do conflito, mas não garantiram proteção aos indígenas. “Quando as viaturas da Polícia Federal, Força Nacional e Funai chegaram ao local, saímos todos da mata, do brejo e dos dois córregos, levamos os agentes federais diretos a sede de uma casa dos pistoleiros das fazendas, e encontramos ainda um homem que estava atirando sobre nós, reconhecemos, indicamos e apresentamos aos agentes da polícia, mas a polícia alegou que iria investigar o caso.

Ainda segundo a nota, os indígenas afirma que os policiais da Força Nacional culparam os Kaiowás como provocadores do confronto. “vocês também estão invadindo as fazendas né? por isso, que tudo de ruim está acontecendo com vocês”. Na noite do dia 11, os indígenas imploraram que a Força Nacional e a Funai permanecessem no local para garantir a segurança dos Kaiowá, porém logo após recolher as balas e cartuchos encontrados no local do confronto, os agentes e a Funai negaram proteção alegando que deveriam voltar a cidade para continuar as investigações.

Segundo liderança Kaiowá que esteve neste fim de semana na região da aldeia Arroyo Corá, os fazendeiros estão comprando armas de grosso calibre no Paraguai. “Os fazendeiros estão comprando armas de grande porte, munição e contratando pistoleiros do Paraguai. Sem contar com os pistoleiros da Sepriva”, afirma liderança. A empresa de segurança privada Sepriva, tem uma lista de 20 nomes das principais lideranças Kaiowá marcadas para morrer. Esta lista vem diminuindo gradativamente ao longo dos anos.

A guerra foi declarada no território do Mato Grosso do Sul. Os fazendeiros estão fortemente armados, dispostos a intensificar o extermínio do povo Guarani Kaiowá. Os indígenas defenderão suas terras históricas até a morte. O governo Dilma assistem de camarote ao genocídio e etnocídio praticado no território brasileiro. O sangue indígena é derramado em nome do progresso. Estado Brasileiro: Assassino de indígenas.

Os indígenas, reunidos em Aty-Guasu, emitiram uma nota sobre o conflito:

Nota da Aty Guasu Guarani-Kaiowá às autoridades federais do Brasil e Mundo

Diante da ameaça de morte coletiva indígena, isto é, o genocídio/etnocídio histórico anunciado pelos ocupantes (“fazendeiros”) de territórios antigos guarani-kaiowá

, grande assembléia Guarani e Kaiowá Aty Guasu através desta nota vem denunciar às autoridades federais (FUNAI, MPF e PF) os fazendeiros temidos e assassinos dos indígenas que anunciaram, hoje 18/08/2012, a nova matança/extermínio dos povos indígenas no município de Paranhos-MS, localizada na faixa de fronteira Brasil/Paraguai. Importa destacar que estes grupos de fazendeiros temidos são oriundos de um grupo de praticantes históricos de genocídio/etnocídios na região do atual município de Paranhos-MS, localizada na faixa de fronteira Brasil/Paraguai. Assim, de modo natural ou normal, eles pregam o extermínio dos povos indígenas e anunciam a morte coletiva guarani-kaiowá e genocídio/etnocídio. Frente à ameaça de morte coletiva prometida publicamente na imprensa pelos fazendeiros, vimos solicitar a investigação e punição rigorosa desses mentores de genocídio/etnocídio dos povos indígenas. Todos sabem que eles têm armas de fogos sofisticados e temidos, eles têm dinheiros produzidos em cima do sangue indígenas para comprar mais armas e contratar os pistoleiros. Visto que historicamente eles já dominaram nossos territórios guarani-kaiowá com mão armados, matando indígenas e expulsando os indígenas dos territórios tradicionais que perdura até hoje.É importante se compreender que ao longo da década 1940, 1960 e 1970, este mesmos fazendeiros recém-assentados invasores dos territórios Guarani e Kaiowá do atua Cone Sul, começaram dizimar/assassinar, expulsar e dispersar de forma violenta diversas comunidades guarani-kaiowá dos seus territórios tradicionais tekoha guasu, que hoje no dia 18 de agosto de 2012, às 12h00min, estes mesmos fazendeiros caracterizados de pistoleiros de “faroeste/estilo gaúcho” já ricos em cima dos sangues dos indígenas, retornaram a anunciar a morte coletiva guarani-kaiowá ou genocídio do povo guarani-kaiowá. Eles reafirmam que vão continuar matando nos indígenas em nossos próprios territórios antigos.
Diante dessa iminente ataque dos pistoleiros armados, vimos comunicar, mais uma vez, a todas as autoridades federais do Brasil e do Mundo que nós povos Guarani e Kaiowá que luta pelos pedaços de nossas terras antigas não temos armas de fogos e, sobretudo, nãos sabemos utilizar tais armas de fogos. Queremos repetir e evidenciar que a nossa luta pelos nossos territórios antigos é somente para garantir a vida humana, fauna e flora do Planeta Terra, nosso objetivo não é para assassinar a vida de ninguém. A nossa linha de luta pelos nossos territórios antigos é para buscar de bom viver possível e paz à vida dos seres humanos no Planeta Terra. Acreditamos na paz, somos da paz verdadeira, nos não temos armas de fogos destrutivos à vida humana. Queremos sobreviver. Por fim, repudiamos reiteradamente a violências contra a vida humana. Sim, temos somente nossos cantos e rezas sagradas mbaraka e takua para buscar e gerar a paz verdadeira à vida humana. Neste sentido, nós vamos e queremos ser morto coletivamente cantando e rezando pelos pistoleiros das fazendas. Esta é nossa posição definitiva diante da ameaça de morte coletiva/genocídio/etnocídio anunciada publicamente pelos fazendeiros da região de faixa de fronteira Brasil/Paraguai.Atenciosamente,Território antigo Arroio Kora-Paranhos, 18 de agosto de 2012.
Lideranças Guarani-Kaiowá da Aty Guasu-MS

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Eleições para a Câmara de São Paulo: dobra o número de policiais candidatos

agosto 20th, 2012 by mariafro
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Dobra número de policiais candidatos a vereador em São Paulo

Por: Sarah Fernandes e Estevan Muniz, da Rede Brasil Atual

20/08/2012

Total de candidatos passou de 21 na eleição de 2008, para 42 na atual; cientista político teme redução de debate sobre segurança pública à lógica da ação e reação violentas

Dobra número de policiais candidatos a vereador em São Paulo

“Quem não vive para servir não serve para viver”, diz coronel Telhada. Gestão marcada pelo aumento dos casos de resistência seguida de morte (Foto: PMSP)

São Paulo – O número de candidatos para o cargo de vereador na cidade de São Paulo ligados à polícia – militar, civil ou ao corpo de bombeiros e militares reformados – passou de 21, em 2008, para 42, neste ano. Dos 29 partidos participantes, eles estão presentes em 22, concentrados em maior número no PMDB, com cinco candidatos; no PDT, com quatro; e no PV e PSDB, com três, cada qual. O eixo da proposta política, no entanto, se repete: ajudar o município, por meio de fiscalização, liberação de verba e legislação, a garantir segurança pública.

“A questão da segurança tornou-se um problema iminente da população, e, nessa terra, segurança pública é apenas policiamento e arma para a polícia. Isso faz com que os policiais sejam atraídos pela possibilidade de participar do poder legislativo”, avaliou o cientista político Marcos Tarcísio Florindo, professor Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Outro incentivo seria um possível processo de militarização da administração pública de São Paulo, iniciado com a entrega da gestão das subprefeituras a coronéis militares reformardos. Atualmente, 30 das 31 subprefeituras da cidade estão nas mãos de coronéis. “Eu fico imaginando o porquê  disso. Esses órgãos foram criados para aproximar o cidadão da gestão e tenho a impressão que quando você os enche de militares, de uma organização não tão aberta à participação, talvez esteja se distanciando da proposta original.”

Com a possível ascensão dos militares à Câmara de Vereadores, o maior receio de Florindo é a perda do debate. “Os militares são cumpridores de ordens e trarão essa experiência para a política. Há a possibilidade de, com isso, haver endurecimento e maior controle das práticas sociais”, avalia. “Não estamos falando que todo militar é truculento, mas que eles participam de uma corporação em que o cumprimento de ordens é mais importante do que a discussão, o que pode ir contra uma democracia que visa a valorizar a participação.”

Para o cientista político Francisco Fonseca, professor da Fundação Getúlio Vargas, lançar esses candidatos é uma estratégia de marketing dos partidos. “A ideia de uma segurança, garantida por uma polícia violenta, que mata bandido, tem muito apelo no Brasil. É mais uma estratégia de apostar nesse nicho do que uma convicção militar, um movimento ideológico para a direita”, acredita. Ele diz que essa é uma aposta antiga dos partidos e que há diversos cargos no poder Legislativo, em todos os níveis, ocupados por militares.

De acordo com Fonseca, a “coronelização” das subprefeituras, como ele chamou o movimento, fez parte da centralização de poder que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) buscou. “Nas subprefeituras, há uma coronelização, mas destituída de poder, pois as subprefeituras foram completamente esvaziadas sob a gestão de Kassab e se tornaram quase que zeladorias. Elas não têm autonomia orçamentária, perderam suas funções e não têm poder nenhum de influência nos rumos da cidade. O que está sendo militarizado é privado de poder”, disse.

As subprefeituras eram um meio de participação dos cidadãos, segundo ele, mas a prefeitura as desmantelou. “É um governo contrário à participação popular, porque quanto mais você descentraliza, mais espaço há para ela. As grandes cidades do mundo vivem um processo de descentralização, mas Kassab está na contramão disso”, avalia Fonseca. Ele acredita que enquanto elas perderam poder, a secretaria das Subprefeituras ganhou. “A ideia de Kassab era ter grandes ações na cidade, grandes intervenções, e que elas não fossem compartilhadas com as regiões.”

Essa “coronelização” também foi um jogo de marketing político, de acordo com Fonseca. “Aparentemente, ao colocar coronéis aposentados, Kassab tentou transmitir a ideia de que seu governo é técnico e que nele não há loteamento e orçamento político”, diz. Segundo ele, o loteamento político, com vereadores buscando cargos de subprefeitos era algo comum nos anos anteriores, mas, agora, ninguém mais almeja ocupar esses cargos. “É um jogo de marketing equivocado e mostra a completa ausência de projeto para a atual gestão, porque os coronéis não têm nenhuma relação com planejamento urbano, urbanismo e problemas sociais, eles têm uma outra lógica.”

Figurinhas carimbadas

Não há um perfil padrão para os candidatos a vereador ligados à polícia. Alguns trazem consigo anos de experiência no comando de batalhões especiais e acreditam que, por isso, podem contribuir com a administração pública. Outros se destacaram em sua vizinhança pelo fato de serem policiais e, com o apoio de amigos, resolveram se candidatar. Na maioria dos casos, entretanto, segurança pública é a pauta principal.

Alguns candidatos já são figuras conhecidas. O coronel Álvaro Camilo, candidato pelo PSD, é uma delas. Ele foi comandante geral da PM até abril deste ano e coordenou operações consideradas truculentas, como a desocupação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo, em 2007; a do Pinheirinho, em São José dos Campos, em janeiro deste ano; e a Operação Centro Legal, que promoveu a “higienização” da Cracolândia, no centro de São Paulo, neste mesmo mês.

Essas ações levaram o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) a ser acusado de violações aos direitos humanos à Organização dos Estados Americano (OEA) e à comissão de direitos humanos das Organizações Unidas e a ser processado sob a mesma acusação pelo Ministério Público Federal. Sob a gestão de Camilo na PM, os homicídios diminuíram no estado.

Questionado sobre a possibilidade de, se eleito, apoiar projetos repressivos na Câmara dos Vereadores, Camilo afirmou que “combater a criminalidade é competência do estado. O que compete ao município é trabalhar indiretamente na segurança, prevenindo a violência, e esse será o foco”. Por isso, ele acredita que vale a intensificação de ações de fiscalização e criação de leis que, indiretamente, aumentem o que ele define como “sensação de segurança”.

“Podemos brigar por orçamento e ajudar o prefeito a fortalecer leis que previnem a violência, como a que proíbe venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Também podemos determinar os locais onde camelôs regularizados montarão suas barracas, para evitar ângulos de visão mortos, e engajar os policiais em ações de reurbanização de favelas que não estejam em áreas de risco ou em mananciais”, diz Camilo.

Sua prioridade, porém, será a valorização da Guarda Civil Metropolitana, “para que, efetivamente, os oficiais passem a ser guardas comunitários, atuando com prevenção em escolas e praças e trabalhando de forma mais integrada com a polícia”.

Valorizar a Guarda Metropolitana também é o foco das propostas do coronel Paulo Telhada, candidato a vereador da cidade pelo PSDB. Ele foi comandante do 1º Batalhão da Polícia de Choque, a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), até o final de 2011, quando foi aposentado compulsoriamente. Os casos de resistência seguida de morte com PMs aumentaram 63,16%, desde 2009 e até o fim de sua gestão, de acordo com apuração do jornal Agora, de novembro do ano passado.

“Como vereador podemos lutar por um novo concurso para guarda civil, porque o eletivo está desfalcado. Também podemos construir um plano de carreira para eles, para que retomem suas funções constitucionais, que são principalmente junto a prontos-socorros, velórios e praças”, afirmou Telhada. Ele também acredita que intensificar a fiscalização de projetos já existentes seja o melhor caminho para prevenir a violência, entre eles a lei do silêncio, a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores, o saneamento das ruas e a iluminação pública.

Telhada aposta que pode levar muitas lições dos seus 33 anos de polícia para a administração pública. “Principal coisa que aprendi na PM foi: ‘quem não vive para servir não serve para viver’, e assim tem que ser também com o vereador. Ele não pode trabalhar para ganhar dinheiro, mas sim para ajudar a comunidade”, diz. “Aprendi também a trabalhar muito, com dignidade e honestidade. Essas três palavras definem o político.”

Já o soldado Cláudio Kratos parece se encaixar no segundo grupo. Ele é policial militar há 15 anos e há três está envolvido com a política. No momento, encontra-se em condição de agregado, na qual ficam temporariamente os policiais que almejam ocupar um cargo público. Se fosse oficial, teria de se afastar seis meses antes das eleições, mas por ser praça, acabou de se afastar.

Kratos foi convidado a se candidatar a vereador pelo PCdoB por um assessor parlamentar. Segundo ele, sua base popular está nas comunidades mais pobres da zona Oeste da cidade, onde realizou projetos sociais envolvendo futebol, jiu-jitsu e capoeira, além de orientação jurídica, já que ele estuda Direito. “Comecei a trabalhar com associações culturais esportivas, quando fui para uma base comunitária. Fui designado para preservar tanto a instituição, quanto a mim, ao fazer esse trabalho diferenciado, porque antes atuava na força tática e tive ocorrências com eventos fatais, por conta de troca de tiros”, contou.

Uma das propostas prioritárias de Kratos é facilitar o trabalho de associações comunitárias. “Muitas associações são carentes de subsídios na parte jurídica e financeira. Quero dar a elas fôlego para ajudarem suas comunidades. Ele ressaltou também que a diversidade sexual faz parte de sua pauta. “Falta muito para os homossexuais. Quero promover políticas públicas que venham a atendê-los, para que sejam tratados iguais aos heterossexuais.”.

Ele tem também propostas de classe. Assim como outros candidatos policiais, ele tem em sua pauta a Operação Delegada, o chamado “bico oficial”, no qual os agentes trabalham para a prefeitura nas horas vagas. “Independente dos casos que aparecem na mídia, a grande maioria de policiais é séria e comprometida e precisa de renda complementar, é aí onde entra Operação Delegada. Quero poder dar um suporte de forma um pouco mais ampla, trazendo a participação do pessoal da Guarda Civil Metropolitana na Operação”, disse.

Também concorrem à eleição, entre outros, capitão Augusto (PSB), um dos fomentadores da criação do Partido Militar Brasileiro; o policial Jairo Paes de Lira (DEM), deputado militar que assumiu no lugar de Clodovil e se manifesta contra os direitos civis homossexuais; e a policial Margarete Barreto (PSDB), conhecida na luta contra a violência doméstica, que foi processada em 2010 por ter invadido o vestiário do São Paulo Futebol Clube à procura de um jogador que teria feito um gesto obsceno à torcida do Palmeiras.

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