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Bob Fernandes: Fernando Henrique disse o que quis e ouviu da presidenta o que não quis

setembro 6th, 2012 by mariafro
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O ex-presidente Fernando Henrique disse o que, pensando em sua biografia, diz sempre. Talvez porque os candidatos do seu partido que tentaram sucedê-lo não tenham defendido o que ele entende ser o seu legado. Fernando Henrique disse o que quis dizer. Agora, ouve da presidente Dilma o que não precisaria ouvir.

Quando usa a expressão “herança maldita”, Fernando Henrique buscar devolver a marca que Lula usou para referir-se aos 8 anos de governo do antecessor tucano. Lula, como se sabe, recebeu o Brasil com o dólar na casa dos R$ 4, com o chamado risco Brasil disparado e com um empréstimo de R$ 41 bilhões tomado junto ao FMI. Por isso, a resposta de Dilma:

Não recebi (de Lula) um país sob intervenção do FMI ou sob ameça de apagão.

Desde o início de seu governo, Dilma trocou gestos de cortesia com Fernando Henrique. Ao rebater o artigo do ex-presidente, publicado no domingo, Dilma estabelece um limite. A presidente demarca, claramente, qual é a fronteira onde a convivência civilizada se tornaria sinal de cumplicidade. De deslealdade para com Lula e para com o PT.

Fernando Henrique, obviamente, busca valer-se de um fato, o julgamento em andamento no Supremo Tribunal”, para atacar.

É o que fez o ex-presidente ao referir-se, em seu artigo publicado no O Estado de S.Paulo e em O Globo, “aos males morais” e “ao mensalão que é outra dor de cabeça deixada por Lula”.

Fernando Henrique certamente não ignora que existe, no mesmo STF, um processo chamado de “mensalão do PSDB de Minas”.

Embora desmembrado, ao contrário do congênere petista, esse outro processo envolve o mesmo Marcos Valério e, ainda antes do “mensalão petista”- em 1998 segundo a denúncia- valeu-se da mesma fórmula para acertos variados. Esse processo tem como relator no Supremo Tribunal o mesmo ministro Joaquim Barbosa.

Dilma, em outro duro trecho de sua resposta diz sobre Lula:

-Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse.

Isso é uma claríssima referencia à emenda de reeeleição que FHC patrocinou para sí mesmo em 1997. E que, como ele mesmo já admitiu, teve votos comprados; ainda que tenha dito “não saber” quem comprou votos. Isso sem que depois tenha havido CPI ou qualquer espécie de julgamento.

Disse ainda Dilma em sua resposta:

-Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento.

Fernando Henrique jogou o jogo. Certamente pensando mais na sua biografia do que nas consequências políticas.

Dilma, ao rebater, junta-se a Lula. Querendo ou não querendo, os três jogam o debate para o meio das eleições em curso. Daqui por diante, é medir quem ganha e quem perde com esse gesto.

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Luan Luando: A favela não precisa de polícia, precisa de saúde, educação, qualidade de vida

setembro 5th, 2012 by mariafro
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Ontem participei de mais uma TV Fórum (Cultura na Periferia) que na minha opinião está ficando cada dia mais interessante com a cuidadosa produção do Igor.

Teve momentos de pura emoção como o protesto de Luan Luando sobre os incêndios nas favelas paulistanas e a violência policial contra os jovens da periferia.

Seu poema navalha em homenagem às Mães de Maio foi o ponto alto do grito indignado que deveria ser o grito de toda São Paulo.

Indignemos todos e talvez consigamos parar com o genocídio da juventude negra no Brasil.

Bravo! Luan Luando, bem-vindo ao Maria Frô, quero vê-lo muito por aqui.

Leia também:

INCÊNDIO EM FAVELAS? ANTES NÃO TINHA, AGORA TEM!

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Emicida: “O modo de desenvolver São Paulo é fazer o progresso chegar na periferia”

setembro 5th, 2012 by mariafro
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São Paulo é um miolo cheio de prédios, mas “o óleo das engrenagens está do lado de cá”, diz o rapper Emicida, que cresceu na Vila Nova Cachoeirinha, extremo norte da cidade, e gosta de defender a ideia de que “meu bairro é minha pátria”.

Representante central de uma nova e propositiva geração do rap, Emicida louva as lições recebidas dos Racionais MC’s (“o hip-hop foi mais importante para minha geração que livro de história”), ao mesmo tempo que batalha pela própria independência, liberdade e autonomia.

Dono do bem-sucedido selo Laboratório Fantasma, mostra-se consciente dos passos que é preciso dar para levar adiante a ascensão dos cidadãos (ainda) marginalizados que ele representa: “O modo de desenvolver São Paulo é fazer o progresso chegar na periferia”.

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Íntegra do Programa de Governo de Fernando Haddad

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Ibope faz pesquisa eleitoral em João Pessoa sem o nome de Estela Isabel, candidata do PSB

setembro 5th, 2012 by mariafro
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Ontem, em João Pessoa, Paraíba um entrevistador a serviço do Ibope foi detido por crime eleitoral ao fazer pesquisa de intenção de voto para eleições municipais sem o nome da candidata do PSB, Estela Bezerra, após dar depoimento foi liberado. O Ministério Público vai investigar o caso.

Após a denúncia da coligação da candidata, o IBOPE cancelou a pesquisa, disse que houve erro, mas não deu mais declarações.

Alguém aí ainda tem plena confiança nos resultados das pesquisas eleitorais do Ibope,  DataFolha e afins? Quem se esqueceu das enormes diferenças entre estes institutos e o Vox Populi nas eleições de 2010, resultados que geraram inclusive uma representação para a investigação de todos os institutos de pesquisa pelo Movimento dos Sem Mídia?

Abaixo, informações da assessoria da candidata sobre o caso.

Ibope faz pesquisa eleitoral sem o nome de Estela Bezerra

Da Assessoria

04/09

A coligação ‘Pra Seguir em Frente’ denunciou na tarde desta quarta-feira (4) que a pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Ibope, contratada por um veículo de imprensa local, não estava apresentando o nome da candidata a prefeita de João Pessoa, Estela Bezerra (PSB). Um dos entrevistadores do instituto foi flagrado realizando a pesquisa sem o nome de Estela e foi detido pela Polícia Militar, no bairro da Torre. Em seguida, ele foi encaminhado para o cartório da 70ª Zona Eleitoral, onde prestou depoimento.

De acordo com o coordenador jurídico da coligação, Marcelo Weick, é necessário esclarecer a população o perigo de pesquisas com indícios de manipulação, e garantiu que a coligação tomará as providências penais e cíveis contra os responsáveis. “O próprio instituto confirma que tem erro no material, que falta o nome de Estela, então não temos como acreditar na pesquisa. Isso induz o eleitor indeciso, que faz sua opção na hora da pesquisa”, respondeu Weick.

Ele disse ainda que é possível formalizar uma pesquisa junto ao TRE, mas apresentar outra a população, manipulando os resultados. “Na teoria, se cumpre os requisitos formais, mas na prática, os pesquisadores utilizam material irregular”, afirma. O coordenador ainda disse que o eleitor deve fiscalizar casos semelhantes, onde pesquisas trazem erros, e denunciar os responsáveis para as autoridades. “Isso não pode ficar impune, é uma tentativa de manipular, de induzir o eleitor”, finalizou.


Estela Bezerra, candidata do PSB excluída da cédula de pesquisa do Ibope em João Pessoa.

O coordenador da campanha da candidata à prefeitura Estela Bezerra (PSB), Rubens Freire, avaliou a situação das pesquisas eleitorais do Ibope sem o nome da candidata como lamentável e disse que há um histórico de erros da instituição em pesquisas na Paraíba. “Um erro grosseiro como esse é, no mínimo, lamentável. O Ibope já teve vários casos de erros como esse em eleições passada aqui no Estado. Acho que é inaceitável que uma situação dessas ocorra e quem for o responsável por ela deve ter punições cabíveis”, disse. Ele ainda disse, a respeito das especulações sobre a fraude na pesquisa, que não quer opinar precipitadamente e que é preciso que existam investigações para elucidar o caso.

Já o presidente do diretório municipal do PSB, Ronaldo Barbosa, acredita que o Ibope cometeu um erro inaceitável ao não colocar o nome da candidata a prefeita de João Pessoa, Estela Bezerra (PSB) na pesquisa eleitoral, e que a possibilidade de esta ser uma pesquisa fraudulenta existe. “Não é possível que haja esquecimento do nome de Estela, uma candidata com peso e chances reais de vencer a eleição, isso é inaceitável”, afirma.


Cédulas da pesquisa do Ibope para as eleições municipais em João Pessoa, Paraíba, sem o nome da candidata do PSB impresso.

Barbosa diz ainda que as pesquisas deste mesmo instituto já tiveram problema na Paraíba. “Não é a primeira vez que os erros das pesquisas sobre eleições do instituto são apontados, a possibilidade de fraude é enorme”, dispara. Ele ainda apontou que, além da possibilidade de fraude, a pesquisa tem problemas de elaboração. “A metodologia da pesquisa é falha, pois usa um sistema de amostragem que não revela as intenções reais de voto”, conclui.

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