Maria Frô

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Denúncia: Motoboy agressor de mulheres é protegido por funcionários de empresa no Ipiranga

maio 17th, 2013 by mariafro
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A vítima da denúncia a seguir me encaminhou seu relato, mas prefere não se identificar pois o agressor ainda está solto e ela tem medo de retaliação. Esperamos que a polícia faça seu trabalho (a começar por aplicar alguma sanção ao escrivão que não se comportou como um agente público que deve proteger os cidadãos e não fazer piadas sem graça e desnecessárias), esperamos ainda que os funcionários da referida empresa repensem seu comportamento e forneçam os dados necessários pra identificar o agressor. 

O sac da empresa mencionada é: sac@uniled.com.br. Como sugeriu os leitores do Facebook todos poderíamos enviar mensagens à empresa pra que seus funcionários cumpram seu papel de cidadãos e forneçam os dados. Caso contrário que a polícia faça o seu papel e juntamente com a Justiça obriguem o responsável pela empresa a dar as informações que tem a respeito do motoboy que assedia sexualmente as mulheres pelas ruas de São Paulo.

Fui agredida sexualmente por um homem com roupas de motoqueiro e capacete, que me agarrou por trás e pegou na minha bunda, as 9:30 da manhã, na rua Huet Bacelar na altura do número 306, no bairro Ipiranga. Na ocasião minha reação foi de gritar o mais alto que minha revolta e indignação exigiam e o quanto minhas cordas vocais permitiam. Assustado com a minha reação o motoqueiro avançou q perguntou “vai encarar?” colocando a mão sob a jaqueta, simulando ter uma arma.

Obviamente recuei, mas permaneci atenta, para ver para onde ele iria. O agressor subiu em sua moto e consegui me atentar à placa, não tive como anotar na hora, estava, compreensivelmente, abalada emocionalmente e sem conseguir tomar as resoluções mais assertivas.
Decidi seguir meu caminho e tomar as atitudes necessárias depois que chegasse à casa da minha amiga e me acalmasse. Com isso perdi a certeza do número da placa, só sabia, ao certo, as três letras e os dois últimos números. Como se tratava de um motoqueiro, entendi que estava fazendo uma entrega e tomei a iniciativa de ir à empresa que fica em frente ao local do ocorrido. Meu raciocínio era objetivo: se o motoqueiro estava fazendo uma entrega para aquela empresa, eles facilmente conseguiriam a placa da moto, assim como os dados do motoqueiro e tudo estaria resolvido.

Para a minha surpresa, as pessoas que me atenderam não quiseram fornecer os dados e a situação foi se tornando cada vez mais constrangedora. A cada minuto saía mais um funcionário perguntando do que se tratava e novamente afirmando que nada poderiam fazer pois, PASMEM, os responsáveis em contratar o motoboy eram seus clientes e eles não queriam se indispor com eles. Ou seja, o fato de uma mulher agredida estar pedindo ajuda na porta é inferior a uma suposta indisposição com um cliente que porventura não quisesse passar o contato da empresa de motoboy a qual contratou. Eu que mantenho fortemente a crença na humanidade certamente duvidaria do caso se não fosse eu mesma a testemunha.

O que mais me impressionou foi o número de mulheres, funcionárias dessa empresa, que me atenderam sem a menor solidariedade e muito menos sem se atentarem para o fato de que o ocorrido poderia ser com qualquer mulher, inclusive com elas. A minha ânsia por justiça, se dá não somente por reparação à violência da qual sofri, mas sim como prevenção para que o mesmo não aconteça com outras mulheres e mais, para que homens, mulheres, crianças, a sociedade em geral, compreendam, definitivamente, que o fato de uma mulher ser atacada por um homem na rua não pode ser considerado normal.

Algumas pessoas dizem para “deixar pra lá” afinal, ele “só passou a mão na minha bunda”. Porém, se um indivíduo tocar no meu corpo sem meu consentimento é uma forma de estupro e passou da hora de todo mundo entender isso. Homens precisam entender que mulher nenhuma é propriedade deles e nada justifica uma agressão. Mulheres precisam compreender que são livres para ir e vir e se sentirem segurar para isso e que qualquer ato contra o próprio corpo, cometido por quem quer que seja, deve ser denunciado.

Saí da empresa Uniled Componentes Optoeletrônicos, absolutamente entristecida com a falta de solidariedade das outras mulheres e ao mesmo tempo indignada com a ignorância das mesmas, por não perceberem que a vítima não era somente eu, mas todas nós, mulheres, somos igualmente vítimas dessa violência. Concretamente aconteceu comigo, porém, está sujeito a acontecer com qualquer outra, já que trata-se de um desconhecido que julgou ter o direito de me agarrar à força.

Segui para a 16ª delegacia de polícia, pois lá também se encontra a delegacia da mulher mais próxima do local. Lá fui informada que como se tratava de uma agressão por um desconhecido o crime não deveria ser registrado na delegacia da mulher e sim na delegacia comum. Fiz o B.O tendo que respirar profundamente várias vezes para manter a serenidade frente ao descaso indisfarçável do escrivão.

Compreensivelmente estava nervosa e com medo de que o agressor ou mesmo alguém da empresa que se recusou a me ajudar, pudesse acessar meus dados e a violência contra mim tomar proporções maiores, sendo assim, perguntei se meus dados seriam mantidos em sigilo. O escrivão, ironicamente, disse que “claro que não, vamos expor seus dados para São Paulo inteira”.

Como discutir com quem quer que seja não é a melhor forma de ser resolver um problema, resolvi manter a serenidade e seguir até o fim. Com o B.O feito, aguardo a ação da polícia para que averiguem com a empresa Uniled os dados do motoqueiro, assim como as imagens da câmera de segurança e que, a partir daí, possamos contar com menos um agressor nas ruas de São Paulo e que esse caso reverbere positivamente a fim de trazer compreensão a todos os envolvidos. Que saibam do que se trata uma agressão à mulher e como lidar caso isso ocorra. Lições de consciência, humanidade e solidariedade ao próximo serão, também, sempre bem vindas.

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HUMOR: Serra no twitter combate a homofobia

maio 17th, 2013 by mariafro
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O sujeito que empurrou a campanha eleitoral de 2010 para o fundo do poço trazendo aborto e homofobia para o centro da disputa eleitoral obrigando a já titubeante Dilma Rousseff a fazer as alianças mais obscurantistas, que cantou em igreja, que abraçou Malafaia em 2010 e em 2012, hoje diz no twitter que é contra a homofobia. Serra como a imensa maioria dos políticos diz o que ouvidos acríticos querem ouvir, acredita quem quer.

https://twitter.com/joseserra_/status/335461030647955456

Pra quem já esqueceu de algumas das baixarias de Serra: Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar Lei da homofobia: 

No PL122, José Serra se rende a Silas Malafaia

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Igor Carvalho: Estudo no RJ mostra que maioria da população de rua não bebe nem usa drogas

maio 17th, 2013 by mariafro
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Estudo no RJ mostra que maioria da população de rua não bebe nem usa drogas
Pesquisa constata ação equivocada de agentes da prefeitura, com abordagens violentas

Por Igor Carvalho, Revista Fórum

16/05/2013

Moradores de rua são alvo de ação da Prefeitura do Rio de Janeiro (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou um estudo para traçar um perfil das pessoas em situação de rua, na região metropolitana da capital. A pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população. Somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas.

“A intenção do projeto era realizar um mapeamento dessa população. É muito difícil realizar esse censo, nem o Censo do IBGE os afirma, pois parte da premissa do endereço,ou seja,  são pessoas invisíveis”, afirmou a coordenadora do estudo, Juliana Moreira.

Para o vereador Renato Cinco (PSOL), a desmistificação dos hábitos da população de rua é “extremamente importante”. “Esse estudo fortalece uma crítica que fazemos ao governo e para a imprensa, que sempre transformou a população de rua como ‘cracudos’. Espero que possamos tratar dessa população sem os estigmas e os mitos que recaem sobre eles.”

“Há relatos durante as entrevistas de violação de Direitos Humanos por parte dos agentes da prefeitura. Os relatos apontam que esses agentes rasgam os documentos”, disse Cinco sobre o projeto “População de Rua”, da prefeitura do Rio, que começou em dezembro. “Tenho escutado muitas denúncias de violência contra moradores de rua nessas abordagens do projeto. É um processo de higienização no Rio de Janeiro.”

O Ministério Público do Rio entrou com uma ação civil pública, onde pede a perda de função pública e suspensão por cinco anos dos direitos políticos do prefeito Eduardo Paes e do secretário de governo, Rodrigo Bethlem, por conta da ação adotada contra moradores de rua. Segundo a promotoria, os agentes utilizam armas de fogo para levarem compulsoriamente as pessoas a um abrigo.

A ausência dos documentos evita que pessoas em situação de rua não tenham acesso a políticas sociais. A Defensoria escutou 1.247 pessoas em situação de rua, destes, 1.049 não possui acesso a benefícios assistenciais.

Com os resultados, a Defensoria irá estabelecer parcerias com o Tribunal de Justiça e o Ministério do Trabalho, para emitir novos documentos e emitir a Carteira de Trabalho da população de rua.

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Fatos sobre a presença de médicos estrangeiros no Brasil desenhados até para Daniela Schwery entender

maio 17th, 2013 by mariafro
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