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Patrícia Poeta vai anunciar no Jornal Nacional que está adquirindo apartamento que foi de Sadala e Cavendish da Delta?

setembro 8th, 2014 by mariafro
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Georges Sadala ficou famoso na época da CPI do bicheiro Cachoeira pela divulgação de fotos dele com empresário da Empreiteira Delta, Fernando Cavendish, envolvido no escândalo de Cachoeiraalguns secretários de Sérgio Cabral, o ex-governador do Rio de Janeiro. Na famosa foto do grupo que festeja num restaurante de Paris com guardanapos presos na cabeça, estão além de Sadala,  Cavendish, os secretários de Saúde de Cabral, Sérgio Côrtes, e o de Educação, Wilson Risolia e  em outras fotos tiradas no mesmo restaurante aparecem também Cabral.

Vamos relembrar quem é Sadala e suas estreitíssimas relações com o poder do Rio de Sérgio Cabral, de Minas governada por Aécio e Anastasia e pelo GDF dos tempos de Arruda.

Sadala participa das concessões do Poupa Tempo  que nos estados do Rio é conhecido pelo nome do consórcio Agiliza Rio e de Minas que é conhecido como UAI.

No Rio, a Gelpar, empresa de Sadala faz parte do Consórcio Agiliza Rio, consórcio este sob inquérito no Ministério Público do Trabalho. Entre as empresas do Consórcio  está também a B2BR, do Grupo TBA Informática de Cristina Bonner. Cristina é apontada pelo delator do Mensalão do DEM de abastecer o esquema de corrupção entre o ex-governador Arruda e deputados distritais com propinas em troca de contratos com o governo. 

Sobre  Arruda, o ex- governador do GDF que foi cassado, flagrado recebendo sacos de dinheiro em seu gabinete, relembre:

Sobre os negócios de Sadala com o governo Cabral e com empresários ligados a Arruda no Consórcio Agiliza Rio:

Sadala além de manter estreitas relações com Sergio Cabral e lucrar bastante com elas é intimamente ligado a Aécio Neves

Aécio é padrinho de casamento de Sadala. Três meses depois de o então governador Aécio Neves deixar o governo de Minas para concorrer ao Senado, Sadala que intermediava os negócios da Delta com o governo Sérgio Cabral, venceu uma licitação de uma parceria público-privada. A Gelpar, de Sadala, integrou o consórcio vencedor da licitação. O Consórcio Minas Cidadão tem ainda outras três empresas: a Shopping do Cidadão Serviços e Informática Ltda., a Alternativa Consultoria e Participações Ltda. e a B2BR Business to Business Informática do Brasil S/A. A concessão é de 20 anos,  o valor anual do contrato é de cerca de R$ 15 milhões, totalizando R$ 300 milhões. O consórcio é responsável por implantar e gerir unidades da UAI nos municípios de Betim, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberlândia e Varginha.

Pois bem, de quem a apresentadora do Jornal Nacional, Patrícia Poeta, acaba de adquirir um apartamento no endereço mais caro do Brasil? Dele mesmo, Sadala! O apartamento da Vieira Solto que Patrícia Poeta está adquirindo antes de pertencer à Sadala era de Fernando Cavendish.

A nota abaixo é de Lauro Jardim, no Radar da Veja:

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Boaventura de Sousa Santos: Marina é uma cara nova para a Direita

setembro 7th, 2014 by mariafro
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Do Brasília Maranhão trago os destaques:

Folha de SP: A ex-ministra Marina Silva tem um discurso mais próximo desses segmentos que o senhor mencionou, meio ambiente, indígenas. Ela serve para a esquerda?

Boaventura:Eu penso que não. Sou amigo da Marina Silva, estive em vários painéis com ela e comungo com ela muitas causas ambientalistas. Mas acho que não porque a influência religiosa no país iria nitidamente continuar a desequilibrar. A dimensão religiosa que está por trás dela é uma dimensão que, no meu entender, tem mais um potencial conservador do que um potencial da Teologia da Libertação.

Portanto é um potencializador de uma interferência conservadora na sociedade. Isso pode ter outras dimensões para os direitos das mulheres, dos homossexuais, para as diversidades sexuais.

Por outro lado, sua política econômica, por aquilo que tenho visto e pelos apoios que ela recorre, é realmente uma tentativa de, com uma cara nova, uma mulher, repor o sistema que estava antes. Seria desacelerar ainda mais as políticas de redistribuição social que foram aquelas que, no meu entender, mais caracterizaram o período Lula. Não penso que a Marina Silva esteja muito sensível a isso tudo.

Então eu penso que ela é uma cara nova para a direita. Não é uma cara para a esquerda, no meu entender. BrasíliaMaranhão (29/08/2014)

Boaventura sobre Marina: cara nova

A Folha como sempre deu destaque às críticas feitas por Boaventura a Dilma(mesmo que tenha sido críticas à esquerda), embora ele diga com todas as letras que o governo Dilma é um governo progressista e não é um governo de direita e tenha dito com todas as letras que  Marina Silva é uma cara nova para a direita.

À época eu havia chamado atenção sobre isso neste post aqui onde transcrevi a entrevista na íntegra: Boaventura: Apesar de Dilma demonstrar “insensibilidade social”, Marina não é uma alternativa à esquerda

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Alô, alô Rio, Espirito Santo, SP, BA e demais estados produtores de petróleo: Marina Silva quer tira royalties nossos!

setembro 5th, 2014 by mariafro
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Estados produtores de petróleo como Rio de Janeiro, Espírito Santos, Bahia, Ceará, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas recebem royalties do petróleo como modo de compensação. 

Royalties são tributos pagos ao governo federal pelas empresas que exploram petróleo, como forma de compensação por possíveis danos ambientais causados pela extração. Participação especial é a reparação pela exploração de grandes campos de extração, como da camada pré-sal descoberta na costa brasileira recentemente.

Em 2013 a presidenta Dilma Rousseff sancionei a lei dos 100% do Royalties pra Educação e fez 142 vetos para assegurar aos estados e municípios produtores seu direito Constitucional de serem compensados por possíveis danos ambientais causados pela extração, seu direito de manterem contratos acordados. Os vetos impediam que o novo critério de distribuição fosse aplicado sobre contratos em vigor, o que causaria perda imediata de receita pelos estados produtores. Mas a oposição derrubou os vetos da presidenta e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal.


 O governador do Rio à época, Sergio Cabral, a Alerj, a ALESP, o estado do Espírito Santo protocolaram ações contra a derrubada pelo Congresso dos vetos da presidenta que garantia os direitos constitucionais dos estados e municípios produtores.  

No STF a ministra Carmem Lucia teve o mesmo entendimento da presidenta, de acordo com ela a Constituição garante os royalties como compensação ao produtor e diz que uma nova lei não pode ferir o direito adquirido dos produtores. Para a ministra do STF, assim como para a presidenta, não se pode beneficiar um estado prejudicando outro.

“O enfraquecimento dos direitos de algumas entidades federadas não fortalece a federação; compromete-a em seu todo. E se uma vez se desobedece a Constituição em nome de uma necessidade, outra poderá ser a inobservância em nome de outra. Até o dia em que não haverá mais Constituição”, Carmem Lucia, ministra do STF.

Agora Marina Silva propõe em seu programa de governo retirar este direito dos Estados produtores, afetando diretamente a economia do Rio, Espírito Santos, BahiaCeará, São PauloParanáRio Grande do NorteSergipe, Alagoas.

 

Marina propõe que União perca terras do Litoral e que Rio

Marina Silva defende projeto que tira royalties do Rio

Presidenciável do PSB defende a pulverização de recursos do petróleo a outros estados

Nonato Viegas, O Dia

Rio – Na queda de braço sobre a redistribuição ou não dos royalties do petróleo, a presidenciável Marina Silva (PSB) é contra o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, principais beneficiados pela compensação ambiental. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), depois de o Congresso Nacional ter derrubado os vetos da presidenta Dilma que preservam os contratos e as verbas do estado.  O Rio perderia, por ano, R$ 1,6 bilhão, segundo a Secretaria de Fazenda.

Marina Silva e Beto Albuquerque

Foto:  Divulgação

 

 

 

 

A informação foi confirmada ontem ao DIA pelo chefe de comunicação da campanha da presidenciável, Nilson Oliveira. Segundo ele, a ex-senadora mantém o posicionamento de 2010, quando concorreu à Presidência da República pela primeira vez. No Rio, naquele ano, ela ficou em segundo lugar na disputa no primeiro turno, recebendo 31% dos votos válidos. Perdeu para Dilma Rousseff, do PT. Na última pesquisa do Ibope, a ex-senadora aparece à frente da petista no estado (38% contra 32%).

“Penso que a distribuição dos royalties não deve ficar apenas com os estados produtores”, disse Marina Silva ao DIA, em 2010, afirmando, porém, que Rio de Janeiro e Espírito Santo tinham de ser “valorizados”. “Mas as riquezas devem ser compartilhadas por todo o país”, completou. Seu posicionamento diz respeito à divisão dos royalties não só dos campos a serem descobertos,mas aos já explorados. Tanto à época como agora a ex-senadora não deixa clara a compensação que proporia aos estados produtores.

Pela Lei dos Royalties, a que Marina Silva defende, os estados produtores, que recebem 26% do dinheiro, teriam a fatia reduzida para 20%. Os municípios seriam os principais prejudicados, pois deixariam de receber 26,25% e, já no ano seguinte, passariam para 15%, chegando a apenas 4% em 2020.

Segundo cálculos do governo estadual, os prejuízos do Rio de Janeiro chegariam a R$ 27 bilhões em 2020. Já o Estado do Espírito Santo deixaria de receber R$ 10,5 bilhões.

Na opinião de economistas ouvidos pelo DIA, os royalties não são apenas uma compensação ambiental. Para eles, o dinheiro substitui a arrecadação do ICMS que, no caso do petróleo, não é cobrado na origem, como os outros produtos.

Só em 2013, segundo estudo da Secretaria Estadual de Fazenda, o Rio de Janeiro deixou de arrecadar R$ 8,8 bilhões, mais do que recebeu de royalties do petróleo (R$ 8,2 bilhões).

Declarações de bens de candidata na mira do MP

A campanha de Dilma Rousseff pediu ontem ao Ministério Público Eleitoral que investigue supostas irregularidades na declaração de bens de Marina Silva. A ex-senadora faturou R$ 1,6 milhão desde 2011 com palestras.

O dinheiro é administrado por sua empresa M.O.M. da S.V de Lima, que, à Justiça Eleitoral, teve declarado patrimônio de R$ 5 mil. Marina oficializou ao TSE possuir patrimônio de R$ 135 mil. Somados, os rendimentos dela e o da empresa chegam a R$ 584,1 mil.

Marina declarou ainda ter R$ 27,9 mil no banco. Para o PT, a candidata não informou à Justiça Eleitoral a existência de poupança composta pelos recursos das palestras.

Só o faturamento mensal da empresa da ex-senadora lhe rende, em média, R$ 41 mil. No debate de segunda-feira, promovido pelo SBT, ‘Folha’ e UOL, ela se recusou a divulgar o nome das empresas para quem trabalhou, justificando-se por cláusulas de confidencialidade que a impediam de falar. Na ação, porém, o partido adversário afirma que um de seus clientes garantiu que foi a própria ex-senadora quem impôs a confidencialidade sobre cachê recebido.

Se confirmado, o caso pode virar Inquérito Criminal.

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Para atacar Lindberg propaganda de rádio de Pezão ridiculariza e estereotipa nordestinos

setembro 5th, 2014 by mariafro
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Na disputa eleitoral para o governo do estado do Rio de Janeiro, o candidato Pezão veicula uma peça de rádio que promove o preconceito contra os brasileiros oriundos da região Nordeste.

Pezão foi vice-governador de Sérgio Cabral e assumiu o governo do estado do Rio de Janeiro em abril deste ano quando Cabral saiu para concorrer ao Senado (candidatura naufragada por sua imensa impopularidade, após seu governo reprimir violentamente as manifestações das #jornadasdejunho).

Parece que fazer campanha limpa não é um das qualidades do candidato Pezão. Já em 2013, a Justiça Eleitoral o puniu por fazer propaganda eleitoral antecipada.

Agora, na peça veiculada nas rádios (você pode ouvir aqui), um ator com sotaque estereotipado encena uma imitação do candidato Lindberg num comício. Com sotaque travestido de ‘nordestino’, destes veiculados em programas preconceituosos de humor, o locutor diz que um tal candidato que fala em mudanças e se diz preocupado com os mais pobres, vive surfando no Leblon. Pezão se apropria de um projeto petista como a construção das UPAS como se fosse o criador delas. No meio do discurso fictício, um suposto eleitor faz uma pergunta para contradizer o discurso do candidato que imita Lindberg, como se o candidato petista já tivesse governado o Rio antes, como fez Pezão, vice de Cabral e governador após a sua renúncia ao governo do Estado. É uma campanha despolitizadora e preconceituosa.

Sotaques num território continental e com a riqueza linguística de nosso país são muito diversos. São diferentes não apenas entre os estados brasileiros das diferentes regiões, mas dentro das diferentes regiões e até mesmo dentro dos estados: um santista não fala como um campineiro ou um paulistano e todos são paulistas.

O nordestino como um ser sem diferenças só existe na cabeça dos que não nasceram em um dos 9 estados da região Nordeste: há imensas diferenças entre os baianos de Salvador e os de Riachão de Jacuípe, entre os cearenses nascidos em Fortaleza ou no Cariri e entre esses e um recifense ou um pernambucano de Petrolina.

A região Centro-Sul do Brasil recebeu levas consideráveis de brasileiros desde a década de 1950, ampliando na década de 1960 e chegando ao auge na década de 1970. É algo repugnante ver um candidato acionar o imaginário preconceituoso e excludente da sociedade, contribuindo pra acirrar preconceitos no ataque de um adversário.

Candidatos disputando o cargo do governo de um estado com forte presença de descendentes nordestinos deveriam ser os primeiros a repudirar preconceitos e não a reforçá-los. 

No debate entre os candidatos ao governo fluminense da TV Bandeirantes, o senador Crivella trouxe a discussão à tona, se solidarizoue com Lindberg e repudiou a peça preconceituosa do adversário Pezão. Crivella se declarou descendente de nordestinos.

Lindberg, respondeu a questão de Crivella informando que tinha muito orgulho de ter nascido na Paraíba e que lamentava uma campanha tão suja que desqualifica todos os nordestinos ao criar uma paródia usando um sotaque do que Pezão considera ‘nordestino’.

Lindberg argumenta: A propaganda é um desrespeito a milhões de nordestinos que trabalham e constroem o Rio de Janeiro. Mas não é só isso senador Crivella, o senhor está sendo vítima como eu de uma campanha sórdida de telefonemas, de uma central telefônica que fez milhões de ligações criminosas pra me difamar e difamar o senhor. E é a mesma empresa que atuou em Itaboraí para ajudar o deputado Eduardo Cunha, ligado ao candidato Pezão.

Crivella comenta a fala de Lindberg dizendo: Nós nunca, no estado do Rio de Janeiro, seremos capazes de pagar o capital humano que recebemos do Nordeste. Meu nome é Bezerra Crivella, meu avô foi retirante. Não há uma obra de construção civil, não há um empreendimento de grande vulto que não tenha o suor, sangue e possivelmente as lágrimas de muitos nordestinos. Temos uma dívida histórica com os nordestinos

Por sua vez, Lindberg aconselha Pezão a se pronunciar não apenas sobre sua campanha preconceituosa contra os nordestinos nas rádios, mas sobre a ação que já está no TRE que trata dos milhões de telefonemas difamadores. Ao final, Lindberg associa a candidatura de Garotinho e Pezão, aliados de Cabral como mais do mesmo.

(vídeo do debate da Band, o trecho sobre a propaganda preconceituosa está a partir dos 12 minutos.

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