Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

MST ocupa fazenda do bicheiro Carlinhos Cachoeira no DF

agosto 26th, 2012 by mariafro
Respond

MST ocupa fazenda irregular de Carlinhos Cachoeira no Distrito Federal

Por Vinícius Mansur, Da Agência Carta Maior, via MST

23/08/2012

A fazenda Gama, no Distrito Federal (DF), adquirida pelo grupo do contraventor Carlos Cachoeira, foi ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pelo Movimento de Apoio aos Trabalhadores Rurais (MATR) na noite desta quarta-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da ocupação, 800 famílias se encontram na área e exigem uma reunião com o governador do DF, Agnelo Queiroz.
Veja fotos da área ocupada pelos Sem Terra

“Ocupamos essa fazendo porque é terra pública e tem indícios de irregularidades. Ela foi citada na CPI do Cachoeira e terra pública tem que ser destinada para os trabalhadores produzirem alimentos saudáveis. Nosso objetivo é fazer o debate da questão agrária no DF e queremos conversar com o governador. Tem um ano que a gente tenta fazer essa reunião”, disse Viviane Moreira, do MST.

De acordo com as investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), a fazenda Gama mede 4093 hectares e está localizada em área nobre, de alto valor imobiliário, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, Lago Sul, se estendendo até o Park Way. O inquérito informa que 35% da fazenda foi adquirida em dezembro de 2010 pelo grupo formado por Cachoeira, Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, e Rossine Aires Guimarães, empreiteiro que doou pouco mais de R$ 4,3 milhões às campanhas dos governadores tucanos Marconi Perillo, em Goiás, e Siqueira Campos, no Tocantins.

Segundo a PF, as terras foram adquiridas de Matheus Paiva Monteiro, que se intitula proprietário delas, por R$ 2 milhões. Segundo os peritos, a transação envolveu um avião Cessna e recursos oriundos de uma empresa de fachada de Cachoeira, a Alberto & Pantoja Construções, que recebia repasses da Delta Construções. A negociação previa que os compradores arcariam com os custos e responsabilidade da regularização de 100% da área junto aos órgãos públicos. Até dezembro de 2010 não existia registro da área nos cartórios do DF e a propriedade da área era questionada pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). Também não havia registro do geo-referenciamento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou da reserva legal no Instituto Brasiliense de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibram), afirmam os documentos da Operação Monte Carlo.

Gleyb Ferreira da Cruz, tido como braço operacional do grupo de Cachoeira, é apontado como o intermediador do negócio. As investigações dizem que o ex-funcionário da Terracap, Rodrigo Mello, portador de rádio Nextel internacional, recebeu R$ 25 mil de Gleyb. Ao jornal Correio Braziliense, Rodrigo negou a denúncia. As ligações interceptadas ainda indicam o pagamento de R$ 40 mil a um servidor do Ibram, relata a PF.

A reportagem entrou em contato com a Terracap e ainda aguarda retorno do órgão sobre a situação legal da fazenda Gama.

Leia também:

Editorial de O Globo passa recibo para a blogosfera, sai em defesa de Veja, Policarpo e de seus próprios interesses

Jornal da Record: Inquérito da PF aponta ligação suspeita entre Cachoeira e revista Veja

Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Demóstenes, o ‘professor’ Cachoeira, Veja e as tramóias pra derrubar Dilma

Mino Carta desafia Civita

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertencer a grupo de extermínio

Velha mídia venal nunca se conciliará com o esquerdismo, mesmo o envergonhado do PT

Serra – Protagonista da Privataria tucana-, apoiado por réu do ‘mensalão’, usa ‘mensalão’ contra PT em horário eleitoral

Miguel Baia: Íntegra da matéria da CartaCapital: O triste fim de Policarpo [e da Veja?]

Leandro Fortes: O TRISTE FIM DE POLICARPO JR.

MST ocupa fazenda do bicheiro Carlinhos Cachoeira no DF

Íntimas relações entre Policarpo Jr., o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador cassado Demóstenes Torres

Condenado pela mídia: uma retrospectiva das capas de Veja sobre “Mensalão”

Veja, cara de pau, agora é ‘ativista da democratização das comunicações’

No que Cachoeira transformou o jornalismo em Brasília

Quando leitores sentem vergonha alheia de jornalistas: Noblat e o “foi para mim os xingamento”

Comentário no blog de Noblat assinado como sendo do filho de Sepúlveda Pertence nega as declarações do blogueiro sobre Tóffoli

Como a campanha neojanista pró-vassouras, o circo midiático do julgamento da AP470 miou

Nem Noblat respeita Gilmar “Dantas”

Leandro Fortes: A Idade Mendes

Gilmar diploma Marconi e Demóstenes diz que Perillo não precisava de diploma, mas é exemplo

Gilmar Mendes se acha a própria instituição da Justiça!

Leandro Fortes: Nos rincões dos Mendes

Na sua exaltação, o ministro Gilmar Mendes ainda não reparou que tem municiado quem queira atacá-lo

Joaquim Barbosa para Gilmar Mendes “Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país”

_______________
Publicidade

Tags:   · · 6 Comments

Contraponto de Marcos Doniseti a Carlos Lopes: Dívida pública e gastos com juros tem forte queda desde 2003!

agosto 26th, 2012 by mariafro
Respond

Marcos Doniseti, via twitter, questionou o texto de Carlos Lopes: Governo gasta 196 bi com bancos e 4,7 bi de investimento até junho

[blackbirdpie url="https://twitter.com/Marcos_2014/status/239743815618019329"]

Reproduzo o texto de Doniseti para que os leitores tirem suas próprias conclusões.

Dívida pública e gastos com juros tem forte queda desde 2003!

por Marcos Doniseti, em seu blog

26/08/2012

Muito se comenta por aí sobre a questão do pagamento dos juros da dívida pública, em função do seu elevado valor nominal.

Mas a Mídia (que, neste país, mais desinforma do que informa) usa os valores nominais para falar a respeito do assunto, levando o público a formar opiniões totalmente equivocadas sobre o mesmo.

Exemplo disso, é que sempre que se divulgam informações sobre a dívida pública fala-se que ela subiu ou caiu e citam valores da ordem de R$ 1,8 trilhão ou R$ 1,9 trilhão.

E é claro que as pessoas pensam: ‘nossa, que absurdo!’, pois são valores muito elevados, até difíceis de serem imaginados.

Porém, quem trata seriamente do assunto e se informa sobre o mesmo, não usa valores nominais, mas sim o quanto a dívida representa em relação ao PIB.

Um caso desse tipo é um texto publicado no ótimo blog do Luiz C. Azenha, o ‘Viomundo’, a respeito da questão da dívida pública (ver link abaixo).

Mas o que interessa, mesmo, é a proporção do PIB que a dívida e os gastos com juros da dívida pública representam. O resto é asneira e perfurmaria.

É claro que o valor nominal da dívida aumenta sempre, todos os anos. Mas o mesmo acontece com o valor do PIB e da arrecadação de impostos do Estado brasileiro.

Então, o importante é saber qual é a proporção do PIB que a dívida e os gastos com a mesma representam. Daí, pode-se ficar sabendo se eles estão aumentando ou diminuindo, tornando-se possível tirar conclusões mais precisas sobre o tema.

E quando se fala sobre a questão da dívida pública também é preciso levar em consideração a inflação, que é de 5% ao ano, quando se fala sobre os valores nominais. Assim, se o Estado brasileiro, por exemplo, gastou R$ 100 bilhões com juros da dívida pública no ano passado e gastará R$ 105 bilhões neste ano, o valor real é o mesmo, pois temos que descontar a inflação. Então, o valor nominal aumentou, mas o valor real dos gastos com juros permaneceu o mesmo.

Por tudo isso, nenhum economista sério usa valores nominais quando tratam da questão da dívida pública. Usa-se, sempre, o valor em relação ao PIB, como fiz aqui.

Assim, na verdade, o quadro que temos a respeito da dívida pública brasileira é o seguinte:

1) A dívida líquida do setor público caiu de 51,5% do PIB pem 2002 para 34,9% do PIB em 2012 (redução de 32%);

2) Os gastos com juros da dívida pública caíram de 7,5% do PIB em 2003 para 4,5% do PIB em 2012 (redução de 40%);

3) A taxa Selic caiu de 12,5% ao ano, em 2002, para os atuais 8% ao ano (redução de 36%);

4) O déficit público nominal caiu de 4% do PIB para 2% do PIB atualmente.

Portanto, hoje, o Estado brasileiro tem uma situação econômica-financeira muito melhor do que aquela que Lula encontrou quando tomou posse na Presidência da República em 2003. Naquele ano o Estado brasileiro estava falido e eramos governados pelo FMI.

Agora, o Brasil é credor do FMI e o Estado recuperou a sua capacidade de investimentos, embora ainda a mesma esteja longe do ideal, pois mesmo com a redução da dívida pública ocorrida desde 2003, a mesma ainda é muito elevada, encontrando-se em 34,9% do PIB.

Enquanto isso, a imensa maioria dos países emergentes possui dívidas públicas que vão de 10% a 25% do PIB, no máximo, e é justamente por isso que eles tem uma capacidade de investimento bem maior do que a brasileira. Como eles devem bem menos do que o Brasil, então tais países (China, Índia, etc) podem tem um nível de investimento maior e, portanto, crescer mais rapídamente.

Aliás, foi justamente em função dessa melhoria da situação das contas públicas do Estado brasileiro que ocorreu a partir de 2003 é que foi possível, por exemplo, criar os PACs 1 e 2, criar e ampliar os programas sociais (Luz Para Todos, Bolsa-Família, ProUni, etc) e elevar os investimentos públicos (foram de 1,5% do PIB em 2002 e de 2,9% do PIB em 2010).

O grande problema de textos como os que a Grande Mídia divulga (e até mesmo o ‘Viomundo’) é, como eu já afirmei, que eles falam dos valores nominais da dívida e dos gastos com juros, o que é enganador, pois é claro que tais valores aumentam todos os anos.

Mas, o mesmo acontece com o valor nominal do PIB e da arrecadação do Estado. Eles também aumentam nominalmente em todos os anos.

Portanto, é bom ter cuidado e levar tudo isso em consideração quando vocês lerem algum texto que tratam do assunto.

Sempre procurem descobrir, no texto da notícia, qual é o percentual do PIB que a dívida pública ou os gastos com juros representam, pois é essa informação que permitirá saber se eles estão aumentando ou diminuindo.

O resto é enganação!

Link:

Gastos nominais:

Pagamento de juros cai, mas consome quase 24% dos gastos do governo

Dívida pública deverá cair para 31% do PIB em 2014

_______________
Publicidade

Tags:   · · · · · No Comments.

Sem militância, campanha com Serra é isso aí: 580 pessoas por 850 reais batem de porta em porta p/ atacar adversários

agosto 26th, 2012 by mariafro
Respond

“A equipe de visitadores também foi treinada para questionar o preparo de Fernando Haddad (PT). A campanha de Serra, no entanto, mantém foco no candidato do PRB nos chamados “bairros volúveis”, onde o eleitorado não se consolidou como petista ou antipetista, e onde Russomanno ganhou terreno.”

Serra usa visitador contra Russomanno

Bruno Boghossian, Estadão

26/08/2012


Foto: Werther Santana/AE. Visitadores contratados pela campanha em ação porta a porta na zona leste de São Paulo

Campanha contrata 580 pessoas por R$ 850 para ir de porta em porta falar dos pontos fracos do adversário e exaltar candidato tucano

Uma dupla de cabos eleitorais toca as campainhas de 30 casas de uma ruazinha tranquila no bairro de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, para colocar uma dúvida na cabeça do eleitor: “Você conhece algum projeto do Celso Russomanno? Você não acredita no que ele tá dizendo, né?”.

Com um trabalho porta a porta, concentrado em bairros estratégicos da capital paulista, militantes da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura, conhecidos como visitadores, foram a campo esta semana para iniciar um trabalho de desconstrução da imagem de Celso Russomanno, candidato do PRB com quem o tucano divide a liderança nas pesquisas de intenção de voto.

No portão de casa, o eleitor ouve argumentos ensaiados que valorizam o currículo do tucano – ex-prefeito e ex-governador – e o contrapõem à inexperiência de Russomanno na administração de um grande município.

Pelo menos 580 visitadores foram treinados por uma tarde inteira no comitê de campanha de Serra, onde receberam uma lista de informações que os ajudarão na tarefa de tentar convencer eleitores a votar no tucano e abandonar seus adversários.

Cada cabo eleitoral – a maior parte desempregada – receberá R$ 850 por mês pelo trabalho. O PSDB calcula em R$ 1 milhão a despesa com salários e transporte de visitadores até o primeiro turno, em 7 de outubro.

Jogada ensaiada. A estratégia foi traçada pela coordenação da campanha de Serra para apontar o tucano como o único candidato capaz de enfrentar os problemas de São Paulo. Em contraposição, os visitadores são orientados a colocar um ponto de interrogação sobre a capacidade de Russomanno. “O Serra é uma pessoa que a gente já conhece. Os outros não estão preparados”, disse a um eleitor indeciso a visitadora Maria Tânia de Oliveira. “O que o Russomanno já fez? Você sabe?”

A equipe de visitadores também foi treinada para questionar o preparo de Fernando Haddad (PT). A campanha de Serra, no entanto, mantém foco no candidato do PRB nos chamados “bairros volúveis”, onde o eleitorado não se consolidou como petista ou antipetista, e onde Russomanno ganhou terreno. (grifos nossos)

Na sexta-feira passada, um grupo de visitadores tucanos passou a manhã em uma rua residencial de Sapopemba – onde Gilberto Kassab (PSD) venceu Marta Suplicy (PT) por mil votos em 2008 e onde Dilma Rousseff (PT) bateu Serra por 3 mil em 2010.

Marta usou o trabalho de visitadores na última eleição, mas o PT diz que não pretende repetir a estratégia com Haddad. Para o partido, o canal mais eficiente para conseguir votos no momento é o horário eleitoral de rádio e TV. / COLABOROU BRUNO LUPION

______________
Publicidade

Tags:   · · · · 1 Comment

Janio de Freitas: Sem a revisão de Lewandowski erros da acusação provocariam condenações injustas

agosto 26th, 2012 by mariafro
Respond

Culpados ou não

Janio de Freitas: Folha de São Paulo

26/08/2012

Dois erros comprometedores da acusação, cometidos e repetidos pelo procurador-geral Roberto Gurgel e pelo ministro-relator Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão poderiam ser muito úteis aos ansiosos por condenações gerais, prontos a ver possíveis absolvições como tramoia.

A acusação indicou que a SMPB, agência publicitária de Marcos Valério, só realizou cerca 1% do contrato de prestação de serviços com a Câmara dos Deputados, justificando os restantes 99%, para efeito de recebimento, com alegadas subcontratações de empresas.

A investigação que concluiu pela existência desse desvio criminoso foi da Polícia Federal, no seu inquérito sobre o mensalão. Iniciado o julgamento, várias vezes ouvimos e lemos sobre o desvio só possível com o conluio entre a agência e, na Câmara, interessados em retribuição por sua conivência.

O percentual impressionou muito. Mas o desvio não foi de 99%.

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da acusação feita pelo relator e, por tabela, da acusação apresentada pelo procurador-geral, deu-se ao trabalho de verificar os pagamentos feitos pela SMPB, para as tais subcontratações referidas pela acusação.

Concluiu que os pagamentos por serviços de terceiros, alegados pela agência, estavam bastante aquém do apresentado na acusação: cerca de 87% do contratado com a Câmara.

Como admitir que um inquérito policial apresente dado inverídico, embora de fácil precisão, com gravíssimo comprometimento das pessoas investigadas?

E como explicar que o Ministério Público, nas pessoas do procurador-geral e dos seus auxiliares, acuse e peça condenações sem antes submeter ao seu exame as afirmações policiais? E o que dizer da inclusão do dado inverídico, supõe-se que também por falta de exame, na acusação produzida pelo relator? Isso já no âmbito das atribuições do Supremo Tribunal Federal.

O erro de percentual está associado a outro, de gravidade maior. Assim como não houve os 99%, não houve a fraude descrita na acusação, ao que constatou o ministro revisor.

Os pagamentos às supostas empresas subcontratadas foi, de fato, pagamento de publicidade institucional da Câmara de Deputados nos principais meios de comunicação, com o registro dos respectivos valores. O percentual gasto foi adequado à média de 85% citada por publicitários ouvidos para o processo.

Faltasse a verificação feita pelo revisor Lewandowski, o dado falso induziria a condenações -se do deputado João Paulo Cunha, de Marcos Valério ou de quem quer que fosse já é outro assunto.

Importa é que, a ocorrer, seriam condenações injustas feitas pelo Supremo Tribunal Federal. Por desvio de veracidade.

Uma das principais qualidades da democracia é o julgamento que tanto pode absolver como condenar, segundo os fatos conhecidos e a razão. É o que o nosso pedaço de democracia deve exigir do julgamento do mensalão.

________________
Publicidade

Tags:   · · · · · · · 6 Comments