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O que aconteceu com o movimento estudantil? Resolveu se apartar de vez dos movimentos sociais?

julho 26th, 2012 by mariafro
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Alguém, por favor, me diga o que houve com este movimento estudantil representado na foto abaixo.

Estamos vivendo um verdadeiro genocídio em SP onde há uma chacina por semana e a truculência policial está de fazer inveja aos tempos de Maluf. Porque faz apenas seis meses que ocorreu Pinheirinhos; porque Kassab e Serra são unha e carne e a política higienista desta dupla está acabando com o que resta de solidariedade na cidade de São Paulo.

Serra é sinônimo de repressão aos professores; invasão da Universidade de São Paulo e agora quer calar a blogosfera.

O movimento estudantil resolveu se apartar de vez das lutas sociais?

Aliás deixo aqui a minha pergunta às três ‘lideranças’ que aparecem sorridentes ao lado de Serra ignorando tudo que este senhor representa: quando é que as instituições representadas por vocês vão se manifestar contra a tentativa de censura de José Serra aos blogs progressistas?

“José Serra recebe em seu escritório Daniel Iliescu (Presidente da UNE), Manuela Braga (Presidente da UBES) e Alexandre ‘Cherno’ (Presidente da UEE)

“José Serra indiscutivelmente é o principal quadro político oriundo das lutas estudantis, exercendo à presidência da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), no comando da entidade, implementou várias mudanças, cortando o uso indevido de instalações e recursos e promovendo mais eventos culturais e debates políticos, o que deu mais visibilidade à UEE-SP.” Fonte: Facebook

Atualização
Enquanto isso em Salvador….

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A polícia militar em todo o Brasil acredita que está no tempo da Ditadura

julho 26th, 2012 by mariafro
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Não é possível que não haja uma mudança real no país para que tenhamos uma verdadeira segurança pública.

A PM de São Paulo, do Rio, da Bahia, do Espírito Santo  mata indiscriminadamente, a do Maranhão faz isso com um deputado federal, imagina como age com um cidadão sem privilégios parlamentares:

 

Depoimento do Deputado Domingos Dutra em seu Facebook:
A violência foi tamanha deste vez na vila Vinhais Velho que eu fui desrespeitado por policias que torceram o meu braço, chutaram minha canela, amassaram o meu carro. Eles me agrediram com gás lacrimogêneo,bala de borracha,produtos químicos, empurrões, me imobilizaram e ainda extraviaram o meu carro, cujo paradeiro desconheço.

Aqui as demais fotos

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Mais uma chacina na periferia de São Paulo. Ministério Público irá pedir afastamento do comando da PM de São Paulo

julho 26th, 2012 by mariafro
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‘Ampliar policiamento em São Paulo seria aumentar as execuções sumárias’

Advogados e ativistas discordam de proposta do governador Geraldo Alckmin de aumentar contingente policial. Ministério Público irá pedir afastamento do comando da PM

Por: Gisele Brito, da Rede Brasil Atual

26/07/2012

São Paulo – O número de homicídios dolosos no estado de São Paulo, segundo dados apresentados ontem (25) pela Secretaria de Segurança Pública, teve aumento de 8,39% em comparação ao primeiro semestre de 2011. Só na capital paulista houve crescimento de 21%. Uma onda de violência matou cerca de 200 pessoas em menos de dois meses no estado. Os assassinatos apresentam indícios de participação de grupos de extermínio formados, inclusive, por agentes públicos de segurança e são atribuídos por entidades de direitos humanos a um confronto entre a polícia e membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Esta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que para reduzir os índices irá investir “fortemente em policiamento”. A medida, no entanto, é vista como equivocada por especialistas. “Aumentar o policiamento seria o mesmo que aumentar as execuções sumárias em um cenário de total descontrole da PM e dos demais setores da Polícia Militar. Em geral, esses grupos de extermínio atuam com a participação de agentes do Estado”, afirma o presidente da Fundação Criança e vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente da OAB, Ariel de Castro Alves.

Ato público do grupo Mães de Maio, em 2011, chama atenção para a violência patrocinada pelo governo de São Paulo (CC/jornalpercurso.blogspot)

O “descontrole” citado por Alves também será um dos argumentos para que o Ministério Público Federal (MPF) entre com uma ação civil pública pedindo o afastamento do comando da Polícia Militar de São Paulo e a intervenção federal no estado. Segundo o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, a ação será apresentada hoje (26), durante audiência pública que reunirá diversos representantes da sociedade civil e de movimentos sociais para exigir medidas concretas para acabar com o “extermínio de jovens”, prática atribuída pelas entidades a policiais.

Rodolfo Valente, advogado da Pastoral Carcerária e membro do Instituto Práxis de Direitos Humanos, entende que o MPF precisa ir além. “Já é um passo. Mas entendemos que precisamos avançar muito. O governo do estado precisa ser responsabilizado, porque deu carta branca”, afirma, referindo-se à violência policial indicada pelos estudos. Ele aponta as declarações do governador como fatores que “acirram os ânimos da polícia contra a população”. Ele atribui a Alckmin a afirmação de que “bandido tem duas opções: ou é prisão, ou é caixão”.

Resistência seguida de morte
Para Valente, a opção ‘prisão’ já vem sendo amplamente usada pelo estado sem sucesso. No mesmo período em que o índice de homicídios aumentou em São Paulo, o número de prisões cresceu 9,65%. “Essa política de encarceramento está relacionada com esse extermínio”, afirma Rodolfo.

Já a opção ‘caixão’ é justamente a que as entidades que se reunirão hoje tentam frear. Para isso defendem a extinção dos registros de ocorrência como ‘resistência seguida de morte’ (RSM), ‘auto de resistência’ e análogos. Esse tipo de registro serve para afirmar que o assassinato cometido pelo policial foi em legítima defesa depois de o suposto criminoso reagir à voz de prisão.

O registro é tachado como uma “autorização para matar”, por Ariel de Castro Alves e pelo Mães de Maio – movimento que reúne ativistas, familiares e mães de algumas das vitimas dos assassinatos ocorridos entre 12 e 21 de maio de 2006, quando, segundo estudos, policiais mataram 493 pessoas em revanche à morte de agentes públicos de segurança, em ataques atribuídos ao PCC.

Ontem (25), Débora Silva Maria, líder das Mães, esteve no Palácio do Planalto, em Brasília, onde esteve com representantes do governo federal e entregou uma relação de ações para conter a violência, entre elas o fim do auto RSM.

“Antes que qualquer apuração seja feita se faz um pré-julgamento de que a morte ocorreu em legitima defesa. Muitas vezes os policiais andam com um ‘kit de resistência seguida de morte’. São armas ‘frias’ (sem registro) que são colocadas nas mãos do suposto agressor e disparadas para que depois conte no laudo residuográfico que o sujeito efetivou um disparo. Isso é inaceitável”, diz Ariel de Castro Alves.

Desde 2011, em função de pressões da sociedade civil, os casos de RSM em São Paulo deveriam ser investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, mas, segundo o integrante da OAB, as investigações no DHPP “cumprem apenas um protocolo e seguem o padrão do registro feito pelos policiais, são investigações viciadas”.

“Nós defendemos que esse registro, que é ilegal, seja extinto. Os crimes deveriam ser registrados como homicídio e a investigação diria se foi ou não legítima defesa. Acreditamos que a utilização da RSM é uma carta branca para que policiais matem e lhes seja garantida a impunidade”, afirma.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado no começo do mês, apontou que 62,5% da população não confia na Polícia Militar. A impunidade é apontada por Alves como uma das razões. “Se a população não confia na polícia dificilmente vai denunciar qualquer situação criminosa, principalmente a população que mora nas periferias”, aponta o advogado.

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Movimentos Sociais contra a Privataria Tucana

julho 26th, 2012 by mariafro
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Diversos movimentos sociais participaram de um ato contra a Privataria Tucana, no Vale do Anhangabaú.

O vídeo abaixo é do Levante Popular da Juventude.

População manifesta apoio em ato contra “privataria tucana”
Vivian Fernandes, São Paulo, da Radioagência NP
24/07/12
No contexto das eleições municipais, não poderiam ficar de fora as críticas dos manifestantes aos governos tucanos no estado e na cidade de São Paulo.
No centro da cidade de São Paulo, na movimentada Praça Ramos, movimentos sociais e organizações políticas realizaram na seunga-feira (23) um ato denunciando o processo de privatizações que assolou o Brasil na década de 1990. Com jornais sendo distribuídos gratuitamente, os manifestantes criticaram as gestões de governos do PSDB e o que foi chamado de “privataria tucana”.

Para a militante do Levante Popular da Juventude, Lira Alli, é sempre importante e, também, atual debater este tema.

“A privatização aconteceu no passado, só que ela continua acontecendo em muitos lugares; como, por exemplo, nos hospitais universitários, na educação. A privatização tem se alastrado. Mas a privatização central é a das riquezas naturais, como foi a da Vale do Rio Doce. É um tipo de privatização que rouba cotidianamente as riquezas que deveriam pertencer ao povo brasileiro.”

Além dos jovens do Levante, a ação contou com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Consulta Popular. Através de uma edição especial do jornal Brasil de Fato, distribuída durante a manifestação, foram popularizadas as denúncias do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

A publicação dessa edição especial do jornal foi feita para trazer uma visão crítica sobre as privatizações de empresas públicas e provocar a sociedade para esse debate. Isso é o que afirma Carla Bueno, da Consulta Popular.

“Nesse momento, em especial, perto das eleições municipais, nós fizemos uma avaliação coletiva com o jornal, de que era importante se manifestar com relação ao processo das privatizações, que foi e tem sido ainda, na nossa cidade de São Paulo, um processo muito devastador para a nossa população.”

Com um exemplo atual de privatizações na capital paulista, a integrante da Marcha Mundial das Mulheres, Sônia Maria dos Santos, comenta o caso das políticas para mulheres.

“Os Centros de Referência [e Apoio] das Mulheres que trabalham com as vítimas de violência doméstica em São Paulo, praticamente, estão no limite, porque se coloca um serviço que é do Estado nas mãos de terceiros. O Estado tira toda a sua responsabilidade. As nossas mulheres estão morrendo, estão sendo assassinadas, estupradas, maltratadas por esse governo Serra/Kassab e pelo governo Alckmin.”

Eleições

No contexto das eleições municipais, não poderiam ficar de fora as críticas dos manifestantes aos governos tucanos no estado e na cidade de São Paulo, como ao candidato à prefeitura José Serra. Várias pessoas que passavam pelo local também manifestaram sua opinião, como o vendedor Sanatiel da Cunha Vieira, que vive no bairro Cidade Tiradentes, Zona Leste da capital.

“No caso do PSDB, que é o mais comentado, ele é um partido que procura beneficiar mais as pessoas que têm [dinheiro], ou seja, a periferia, por exemplo, é toda esquecida. E o povo só ampara e só abraça um governo que realmente está trabalhando em prol dele, o que o governo tucano não faz.”

O integrante da Comissão de Direitos Humanos do Sindicato de Advogados de São Paulo, Thiago Barison, também acredita que as gestões tucanas ao invés de solucionar, pioram os problemas enfrentados pela população.

“Para cada um dos problemas sociais, o PSDB tem uma resposta ruim, que agrava os problemas sociais. Então, para segurança pública, o PSDB ao invés de tentar ajudar os jovens que precisam de oportunidades, ele oferece só cadeias, presídios e repressão; empurrando a juventude da periferia para a criminalidade.”

Também concorda com essa avaliação o estudante e trabalhador do setor de seguros, Marcus Vinícius França, que critica o governo estadual de Geraldo Alckimin.

“A educação piorou. Cotas para negros [nas universidades], não têm. A polícia está matando mais, está matando muito agora. Mataram até um amigo meu. A polícia está matando sem pedir licença, parou na rua eles estão matando, estão executando. Quanta gente de bem está morrendo.”

Esperança

Sobre o que se esperar de um próximo governo municipal, tanto militantes de movimentos sociais quanto os cidadãos em geral definem que é necessária uma transformação na política, que venha a melhorar as condições de vida da população.

Essa é a expectativa de Vilma Ribeiro de Souza, conhecida como Preta, da União de Mulheres de São Paulo. Moradora da Vila Esperança, Zona Leste, ela acredita que mudanças são necessárias em uma próxima gestão.

“Que tenham políticas públicas para mulheres, que o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher seja realmente implantado na cidade de São Paulo. Que tenha moradia popular para as pessoas, porque se elas têm moradia, elas conseguem trabalho, elas conseguem tudo. O primeiro passo é a moradia.”

No mesmo tom é a fala da trabalhadora do setor de telemarketing e moradora da Região Central, Gilvanete da Silva Batista, que conta suas expectativas para o momento eleitoral.

“O que a gente espera, sinceramente, o que a gente espera todo o tempo, todas as eleições, a gente alimenta essa esperança de que os novos que vêm aí pela frente tenham um novo olhar para aquelas pessoas menos favorecidas, aquelas pessoas realmente necessitadas.”

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