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Serra mostrando na cara que gosta do corpo a corpo com o eleitor

julho 10th, 2012 by mariafro
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Ontem (9), o eterno candidato tucano que não cumpre mandatos, José Serra, fez um passeio animado (só que ao contrário) pelo Shopping Aricanduva (local em que pisa bienalmente, só quando tem pleito). Aos jornalistas, disse que a parte mais “gostosa” da eleição é o “corpo a corpo”

O motivo de tanta “gostosura”, segundo o conde vampiresco, é a possibilidade de sugar sentir “a energia do eleitor”. Porém, no mesmo dia, enquanto fazia um “corpo a corpo” à la sushi humano na Liberdade, o ex-prefeito desistente foi abordado por um cidadão de bom senso, que proclamou: “Serra, você é horrível!”. Carinhosamente, o privateiro encurvou seu corpo para próximo do rapaz, chegou-lhe ao pé do ouvido e soltou a elegante pérola: “E você é um bosta!”. A calorosa declaração foi flagrada pela reportagem do portal Terra. http://migre.me/9PZMS

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Capa nº 01 do Çerra em Quadrinhos

julho 10th, 2012 by mariafro
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Via Facebook do Gerson Carneiro

“Çerra foge do corpo a corpo com eleitor e promete estórias em quadrinhos durante a campanha.”

Capa nº 01 do Çerra em Quadrinhos

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Sakamoto: Hoje é dia de celebrar a bravura da “locomotiva da nação”

julho 9th, 2012 by mariafro
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Hoje é dia de celebrar a bravura da “locomotiva da nação”

Por: Leonardo Sakamoto, em seu blog

09/07/2012

A (Contra) Revolução de 1932 completa 80 anos. O dia, como sempre, é reservado para alimentar o processo de mitificação daqueles acontecimentos, com paradas militares, crianças agitando bandeirinhas, o vermelho, o preto e o branco das cores de São Paulo pintados nos rostos, autoridades emplumadas passando as tropas em revista, discursos de como o Estado é importante…

Afinal de contas, séculos depois, muitos de nós, paulistas, ainda nos sentimos acima do restante do país, fantasiando uma suposta autoridade moral que nunca existiu. Sabe aquela coisa ridícula que está escrita, em latim, na bandeira do município de São Paulo (non ducor duco – não sou conduzido, conduzo)? Então…

Autoridade que desaparece quando analisamos a política higienista em São Paulo, posta em prática, quase de forma articulada, pelos governos federal, estadual e municipal. Afinal de contas, as empreiteiras e os especuladores imobiliários estão aqui, doando recursos de campanhas, emprestando parentes para cargos públicos, influenciando o cumprimento e o não cumprimento de regras, dizendo quem tem direito à cidade e quem não tem.

A sanha punitiva do Estado-locomotiva (sic) da nação é grosseira, tendo – na maioria das vezes – como alvo a massa de sem-teto, sem-terra, dependentes químicos, pobres, imigrantes ilegais, enfim, os rotos que ousam ficar no meio do caminho do progresso.

Já citei aqui, anteriormente, o ensaio “O Fausto de Goethe: A Tragédia do Desenvolvimento”, de Marshall Berman. Fausto é um personagem que tem altos e baixos: encanta e fascina, surpreende e decepciona. Não é possível traçar um caráter para ele, pois ele não o possui. Assim como todo o sistema, é mutável – uma metáfora do desenvolvimento capitalista.

Fausto vendera sua alma em troca de experimentar as sensações do mundo. Mas o diabo não é o Lúcifer da cristandade, não representa o mal em si, mas sim o espírito empreendedor. A mentalidade que fomenta Fausto (“destruir para criar”) é a realidade em constante movimento (Mefistófeles perguntava a ele se Deus não havia destruído as trevas que reinavam no universo para poder criar o mundo), a mesma que norteia uma metrópole como São Paulo.

Essa destrutividade criativa pode ser encontrada no caso de Filemo e Baúcia, um casal de idosos. Ambos eram um empecilho para os planos do empreendedor Fausto e precisavam ser removidos. Quando Mefistófeles queima a casa deles, os assassinando, não quer Goethe provar a sua maldade, mas expor exatamente o contrário: joga-se a negatividade fora criando o princípio fictício que o mal (o casal idoso) pode ser estirpado da sociedade. Caem os limites morais. O desenvolvimento da modernidade não possui padrões éticos, além da ética que cria para si mesmo.

Na mesma linha, o “paulistanismo”, o nacionalismo paulista, funciona como uma espécie de seita radical para os seus adeptos. Mesmo as pessoas mais calmas viram feras, libertando uma fúria bandeirante que parecia, historicamente, reprimida dentro do peito quando se vêem diante de críticas à ideia de destruir para criar. Bandeirante, aquele pessoal que virou nome de avenida, escola, praça, escultura, Palácio de Governo, homenageados por terem dizimado gente. O fato de São Paulo tê-los escolhido como heróis diz muito sobre quem somos. E o fato de muita gente continue defendendo que seus métodos foram necessários para que o Brasil fosse “grande” diz muito sobre o que seremos.

Para parte da população paulista, a Cracolândia e o Pinheirinho (remoções forçadas ocorridas este ano) eram um mal a ser extirpado em nome do progresso.

Espero que, daqui a 80 anos, não celebrem este 2012 como o início da retomada do Estado pelos “cidadãos de bem” com paradas militares, crianças agitando bandeirinhas, o vermelho, o preto e o branco das cores de São Paulo pintados nos rostos, autoridades emplumadas passando as tropas em revista, discursos de como o Estado é importante…

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Afro-Mundos: Projeto de Cotas (PLC 180/08)

julho 9th, 2012 by mariafro
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Queridos companheiros e queridas companheiras,
É chegada a hora decisiva para o Projeto de Cotas (PLC 180/08) no Plenário do Senado Federal, onde o relatório do Senador Paim vai a voto, último passo antes da sanção presidencial, após mais de dez anos de luta. Por isso, é preciso que você, a organização social de que você participa, seus amigos e amigas, conhecidos e conhecidas estejam presentes na arena da disputa, na próxima terça-feira, dia 10 de julho, à partir das 14 horas, no plenário do Senado Federal. Só a mobilização conjunta do movimento negro brasileiro, do movimento indígena, do movimento de educação e do conjunto dos movimentos sociais brasileiros nos levará a vitória final.

Por favor, nos ajude a divulgar esta convocação nas redes sociais, em sua lista pessoal de contatos e e-mails.

Assista ao vídeo da vitoriosa jornada de luta nas comissões do Senado:

Saudações a quem tem coragem.

Muito obrigado.

COMITÊ BRASILEIRO PELA APROVAÇÃO DO PLC 180/08
Contatos: 61 82979582, 61 92532716, 11 95201804

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