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Pedro Silva Barros: Ipea na Venezuela: política de Estado

abril 21st, 2014 by mariafro
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Por Felippe Ramos, em seu Facebook

O pesquisador do IPEA, Felippe Ramos em Missão na Venezuela, com Caracas ao fundo.

O jornal Folha de São Paulo concedeu espaço para o economista Pedro Barros, titular da Missão do Ipea na Venezuela, informar à sociedade brasileira a função e as atividades do Instituto no país vizinho. Sou um dos pesquisadores da Missão.

O artigo é uma resposta ao ataque do jornalista Fabiano Maissonave, publicado no dia 10/04, que desinformava os leitores. Uma das “acusações” é que o Ipea na Venezuela “prioriza projetos de integração com o Brasil”. Ora, além de objetivo constitucional da República, a integração com os vizinhos latino-americanos é política de estado levada a cabo pela politica externa brasileira. No caso específico da Venezuela, desde 1994, com o protocolo de La Guzmania, há uma aproximação bilateral contínua, aprofundada pela política sul-americanista do governo Lula. Como resultado dessa aproximação, Roraima – estado esquecido pela grande mídia – recebe energia elétrica do país vizinho pela linha de Guri. Por isso o Ipea na Venezuela prioriza também o desenvolvimento da área de fronteira, setor estratégico.

Para Fabiano Maissonave, o Ipea na Venezuela deveria funcionar como agência classificadora de risco, um tipo de Standard & Poor’s ou Moody’s, para avaliar ciclos econômicos de curto prazo, como os atuais desajustes da economia do país vizinho. O próprio quadro jurídico que permite ao Ipea atuar em um país estrangeiro – na forma de cooperação bilateral – implica em ajudar o governo desse país. Cooperar é isso: trabalhar juntos. É estratégico para o Brasil que a conjuntura econômica atual da Venezuela seja superada com nossa ajuda, dado que temos US$ 5 bilhões em superávit na balança comercial bilateral e o país está entre nossos três principais sócios comerciais. Por isso há estudos do Ipea na Venezuela também sobre integração produtiva, infraestrutura e logística. Para o jornalista que assina a matéria, contudo, não tem jeito: isso não é “economia”; economia, em seu entendimento, é apenas “inflação e câmbio”.

A matéria do jornal contra o Ipea na Venezuela serviu de pauta para políticos do PSDB, em campanha eleitoral. A ação estratégica das instituições brasileiras no exterior deve estar além dos interesses políticos mais imediatos. O Ipea na Venezuela é uma política de estado.

Vale a pena ler a resposta abaixo e compreender como o Brasil tem trabalhado para garantir o êxito da política externa, de estado, principalmente em relação a países estratégicos.
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Por: Pedro Silva Barros, no jornal da Ditabranda, via Facebook

Ipea na Venezuela: política de Estado

Nossos produtos subsidiam as políticas públicas nos dois países. O Plano de Fronteira de Roraima de 2012 cita oito estudos do instituto

A ascensão do Brasil a potência emergente tem ampliado a internacionalização de instituições públicas que complementam e fortalecem a diplomacia. A América do Sul é nosso entorno geoestratégico convertido em prioridade. A ida do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) à Venezuela é consequência dessa política de Estado.

Desde 2010, o Ipea na Venezuela desenvolve cooperação bilateral orientada por acordos firmados em encontros presidenciais. Forma e capacita em políticas públicas, planejamento e integração regional e realiza pesquisas econômicas relacionadas à integração produtiva, infraestrutura e desenvolvimento da área de fronteira.

Temos 1.492 km de fronteira com o país que detém as maiores reservas de petróleo do mundo. Desde 2007, a Venezuela está entre nossos três principais superávits comerciais e em 2012 ingressou no Mercosul como membro pleno. Regiões estratégicas são estudadas pelos principais países. China e Japão mantêm pesquisadores em tempo integral na Venezuela para dar suporte a suas ações de política externa.

Levar o Ipea à Venezuela foi uma decisão de Estado, anunciada por Lula, que reforça a aproximação bilateral definida no Protocolo de La Guzmania, de 1994. Os resultados do trabalho foram diversas vezes avaliados e reconhecidos pela presidente Dilma Rousseff e seus colegas venezuelanos, Hugo Chávez (1954-2013) e Nicolás Maduro. Nossos produtos subsidiam as políticas públicas nos dois países.

Por exemplo, o Plano de Fronteira de Roraima de 2012 do governo Anchieta Júnior (PSDB) cita oito estudos do Ipea e de seu escritório em Caracas e propõe que as pesquisas sejam aprofundadas.

Foi estranha, portanto, a reportagem publicada pela <b>Folha</b> (“Mundo”, 10/4) que afirmou que nenhum estudo sobre a economia venezuelana havia sido feito pelo escritório do Ipea e acusou o instituto de realizar uma política menor, restrita a apoiar o governo vizinho.

Contradisse a própria <b>Folha</b>, que havia noticiado pesquisas do Ipea na Venezuela sobre petroquímica e coque (“Mundo”, 29/7/2012). Ignorou tanto o conteúdo principal das mais de mil páginas de estudos enviados à reportagem, como o inédito sobre a interconexão fluvial entre os rios Amazonas e Orinoco e como os cursos oferecidos para funcionários públicos venezuelanos e do Norte do Brasil, independentemente de suas colorações partidárias. Também forneceu argumentos para outros veículos da grande imprensa e políticos atacarem o Ipea.

Foi fulminante. No mesmo dia da publicação, antes das 7h, o blog mais acessado da revista “Veja” usou a reportagem para me desqualificar pessoalmente de forma vil. Horas depois, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) dizia-se perplexo, afirmando que o trabalho do Ipea na Venezuela depunha contra a credibilidade do país. Editorial da revista “Época” me acusou de “proselitismo político”. Em sua coluna semanal na <b>Folha</b>, em tom de campanha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) dizia-se surpreso porque o Ipea tinha um escritório em Caracas.

Provavelmente, os políticos mineiros não haviam conversado com seus colegas do Norte do Brasil, que recebem pouquíssima cobertura jornalística no Centro-Sul do país.

As atividades na Venezuela foram aprovadas e prorrogadas por três presidentes do Ipea e três ministros da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, de diferentes orientações.

Sou funcionário de carreira do instituto, no qual ingressei por concurso público. Fui designado para exercer missão na Venezuela após processo interno de seleção aberto a todos os funcionários. Servir ao Brasil na Venezuela parece incomodar muita gente, mas isso não seria motivo suficiente para o ataque. Ele só ocorreu porque ousei criticar a má cobertura que a imprensa brasileira faz do país vizinho e divulgar pontos positivos das políticas públicas venezuelanas deliberadamente ignorados no Brasil.

*PEDRO SILVA BARROS, 34, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é titular da missão do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na Venezuela

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Até o rebaixamento do Vasco só pode ser culpa do….. PT

abril 20th, 2014 by mariafro
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Da série o que alhos tem a ver com bugalhos?

“Enfrentamos um adversário fechado, mas pelo menos gostei da nossa postura. São muitos fatores que prejudicam o desempenho. São coisas erradas no futebol brasileiro e ainda estamos engatinhando. Tento fazer a minha parte. Não é o ideal e precisamos analisar a situação. Não adianta ficar falando em lesões, calendário, competições extensas, gramado, viagens, arbitragem… Não vou consertar tudo. Mas tem gente achando o Brasil bom… Sou anti-PT”, afirmou.” Técnico do Vasco, Adilson Batista.

Talvez se não fosse uma besta quadrada em política não fosse um técnico tão incompetente.

Como ninguém pensou nisso antes? O calendário da CBF é uma porcaria há décadas, o Vasco vem sendo mal administrado há anos, agora caiu novamente pra Série B, e ontem estreou mal, num empate em casa com uma equipe de menor tradição. Isso para não falar que este treinador não foi bem em nenhum dos últimos clubes em que passou (São Paulo, Santos, Corinthians, Atlético PR). É óbvio que é culpa de tudo isso só pode ser…do PT. Hahahahaha. Wagner Iglecias

Técnico cita problemas após empate do Vasco e usa política: ‘Anti-PT’

Vinicius Castro, Do UOL, no Rio de Janeiro

19/04/2014

Técnico do Vasco, Adilson Batista não escondeu a insatisfação com a série de problemas para escalar o time antes do empate por 1 a 1 com o América-MG, neste sábado, em São Januário. A partida marcou a estreia cruzmaltina na Série B do Campeonato Brasileiro. Questionado sobre as lesões e o desempenho ruim durante os 90 minutos, o treinador citou até sua preferências política no discurso.

“Enfrentamos um adversário fechado, mas pelo menos gostei da nossa postura. São muitos fatores que prejudicam o desempenho. São coisas erradas no futebol brasileiro e ainda estamos engatinhando. Tento fazer a minha parte. Não é o ideal e precisamos analisar a situação. Não adianta ficar falando em lesões, calendário, competições extensas, gramado, viagens, arbitragem… Não vou consertar tudo. Mas tem gente achando o Brasil bom… Sou anti-PT”, afirmou.

Adilson lamentou apenas as escolhas do time no momento do último passe, o que impossibilitou a vitória na primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

“Temos consciência de que precisamos melhorar. As jogadas individuais e pelos lados são importantes. Vamos cobrando. Vi um time que controlou o jogo pelo menos no primeiro tempo. Sabemos os motivos dos nossos problemas. Não conseguimos fazer a opção correta após o gol de empate e quase sofremos o segundo gol no contra-ataque.”, encerrou.

O elenco vascaíno folga no domingo e segunda e retorna aos trabalhos na terça-feira pela manhã. O time enfrenta o Luverdense, sábado, às 16h20, na Arena Pantanal, pela segunda rodada do Brasileirão da Série B.

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Não é que não exportamos, é que não existe indústria brasileira

abril 20th, 2014 by mariafro
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TEM DE SER NACIONAL, ESTÚPIDO!

Arnaldo Ferreira Marques, em seu Facebook

“A exportação [brasileira] de celulares [para a Argentina], por exemplo, que chegou a US$ 740 milhões, despencou para US$ 200 mil em 2013. Segundo a Abinee, que representa o setor, multinacionais como Nokia e Samsung, que usavam o Brasil como base para a região, agora atendem só o mercado doméstico.”

Folha de S.Paulo – Cotidiano – “China abocanha fatia do Brasil nas importações da Argentina” – 19/04/2014.

O que é o que é? Único país grande consumidor de automóveis (4º do mundo) que não possui montadora nacional?

Adivinhou?

Pois é, senhores. Não existe a “Samba Motores”.

Não existe uma indústria automobilística com matriz brasileira que forme um enorme centro de planejamento, pesquisa e projeto, cheio de engenheiros cumprindo uma ordem: pesquisem as necessidades e gostos dos brasileiros e projetem automóveis sob medida para eles.

Tudo seria muito diferente no Brasil com uma Samba Motores.

Incluindo as exportações. Principalmente as exportações.

Porque em um dado momento, com a necessidade de aumentar a escala da produção, os dirigentes da Samba Motores certamente enviariam uma nova ordem aos seus engenheiros: agora pesquisem as necessidades e gostos dos argentinos. Vamos lançar por lá o Tango em três versões. E logo os navios roll-on-roll-off começariam a sair carregados para Buenos Aires.

Depois dos hermanos, por que não o consumidor dos EUA? Da península Ibérica? Da Rússia? Da própria Europa automobilística (Alemanha, França, Itália, Inglaterra)?

Pesquisando e produzindo automóveis que só ela projetou, focando as necessidades de cada mercado no exterior, a Samba Motores seria dona de seu nariz e teria um enorme ímpeto exportador.

Afinal, se o consumidor internacional se encantou pelo Porto Belo, pelo Itapoã, pelo Vitória, o que a Volkswagen pode fazer? Ou a Fiat? Ou a Ford? O conceito é nosso, a marca é nossa, a mística é nossa. Quem quiser ter um deles na garagem, vai ter de pagar à Samba Motores.

A fábrica da VW no Brasil (ou da Fiat, Ford, Renault etc.) não tem como missão conquistar a todo custo os mercados externos. Ela é apenas uma peça da imensa estrutura internacional que obedece aos interesses e necessidades da matriz na Alemanha. Deve abastecer o mercado local com projetos de fora e, quando muito, exportar para a América do Sul.

Você acredita que, se algum engenheiro da VW Brasil criar uma super inovação de projeto, essa inovação gerará modelos brasileiros ultracompetitivos que desbancarão a produção da fábrica alemã da VW ou de outras fábricas VW ao redor do mundo? Nem em sonho, não é?
Não adianta termos montes de fábricas montadas no Brasil: só com uma Samba Motores poderíamos ser um verdadeiro exportador de automóveis.

E quem diz automóveis, diz qualquer produto industrial. Telefones celulares. Alimentos de todo tipo.

Importamos da Itália caixas com uma massa endurecida de farinha de trigo e água (Barilla, Divella). Por que a Itália não importa do Brasil caixas com pães de queijo congelados, potes de geleia de jabuticaba, rolhas de paçoca de amendoim?

Nada disso é sonho. Tudo o que eu disse em relação à imaginária Samba Motores é real no mais inusitado dos produtos industriais: aviões.

A Samba Motores não existe (e deveria existir, dado que nenhum país sem fábrica própria de automóveis possui o corpo de engenheiros automobilísticos ultra formados que o Brasil tem).

Mas a Embraer existe.

E faz exatamente o que a Samba deveria fazer, projetando produtos inovadores e ultra competitivos focados para exportação, que avançam nos mercados mais ricos e exigentes.

Da próxima vez que você ler ou ouvir que “a indústria brasileira não exporta”, pense na única resposta real a esse problema: não existe indústria brasileira.

Esse é o problema central.

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Sobre o falso jornalista dinamarquês: “O jornalismo e a capacidade de raciocínio da Humanidade já estiveram em um estágio mais elevado”

abril 17th, 2014 by mariafro
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Barriga em série da grande mídia, tudo para desestabilizar o governo Dilma, mesmo lucrando com gordas verbas publicitárias e com anúncios da Copa:


A farsa do “jornalista dinamarquês” expõe a atual incapacidade de raciocínio do brasileiro e da imprensa em geral

Regis Tadeu, Na Mira do Régis

16/04/2014

É óbvio que você sabe da história do “jornalista dinamarquês” que resolveu ir embora do Brasil e deixar de cobrir a Copa do Mundo por se sentir chocado com a infinidade de problemas e injustiças sociais deste Brasil cada vez mais podre. A história deste sujeito e seu depoimento em texto foram reproduzidos por quase todos os portais de notícias e se disseminou pelas redes sociais com uma velocidade espantosa – aliás, como quase tudo que não presta nestes tempos. Sua foto rodou por todos os cantos da internet, todos os comentários foram todos solidários a ele…

Só que o tio Regis vai lhe contar uma coisinha: esta história é um farsa!

Sim. É isto mesmo o que você leu. Uma farsa. Cascata. Mentira. Outra lorota em tempos de internet.

Como cheguei a esta conclusão? Fácil. Fiz o que todo jornalista sério deveria fazer: fui atrás da história!

Fiz isto porque, logo de cara, senti um cheiro de trapaça no ar. Não sei explicar – chame isto de “sexto sentido”, se quiser -, mas meu instinto jornalístico sempre disse que um profissional do ramo nunca “abandona” uma boa história. E foi justamente isto que este pateta fez. Deixou para trás tudo o que ele disse que presenciou em Fortaleza – a remoção de pessoas paupérrimas para ‘maquiar’ a cidade, o assassinato de crianças de rua quando flagradas dormindo em locais tradicionalmente frequentados por turistas, o encerramento de atividades de uma série de projetos sociais em favelas e muito mais – e voltou para a sua civilizada Dinamarca. E sem fazer uma única matéria a respeito disto? Sem publicar nada, sem dar qualquer satisfação para seus patrões? O cara ouve relatos de uma espécie de “limpeza social” e não vai apurar isto? Que raio de jornalista é este?

Foi então que descobri que não existe o “jornalista Mikkel Jensen”. Basta uma simples pesquisa na internet para verificar que o único dinamarquês com este nome é um ex-jogador de futebol que jogou por um time profissional daquele país, o Brøndby IF, e que terminou a sua carreira em 2011 jogando pelo IF Brommapojkarna. Não vejo problema em um jornalista usar algum pseudônimo a não ser a covardia de não dar a cara para bater em seu trabalho, mas porque alguém usaria este tipo de artifício para… não escrever nada? Em lugar algum. Não há qualquer artigo do ‘jornalista Mikkel Jensen’ em qualquer publicação física ou digital.

Descobri então que o nome verdadeiro deste cidadão é Mikkel Keldorf. O relato de seu desencanto com o Brasil foi publicado apenas em um único local: o site do diário dinamarquês Politken (se souber ler em dinamarquês, veja aqui). Procuro outras matérias com o seu verdadeiro nome e só encontro uma outra matéria, desta vez a respeito de uma ação policial na favela da Maré, no Rio de Janeiro (tente ler aqui). Mais nada. Nem no You Tube. Tudo o que você leu a respeito deste cidadão foi retirado do próprio perfil deste sujeito – veja aqui).

Entendeu onde quero chegar?

Armou-se um estardalhaço absurdo nos meios jornalísticos digitais e nas redes sociais baseado unicamente em um troço sem qualquer tipo de comprovação! Ninguém teve sequer a decência de conversar com este sujeito antes de sair publicando por aí um monte de coisas que até acredito que sejam verdadeiras – governos de qualquer partido têm uma reputação tão manchada de lama que não duvido destas atrocidades -, mas que precisam ser provadas! E provadas por um jornalista de verdade e não por um aparente zé-mané que plantou uma história mentirosa na qual todo mundo caiu como pato otário.

O jornalismo e a capacidade de raciocínio da Humanidade já estiveram em um estágio mais elevado. Hoje, é esta desgraça que vemos a todo instante. Putz…

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