Maria Frô

ativismo é por aqui

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Manifestante para o homofóbico Bolsonaro: A gente não vai voltar para o armário, seu babaca!

março 13th, 2013 by mariafro
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Vídeo e foto retirados do Blog da Rosangela Basso.


Foto: Pedro Ladeira/Frame
Não suporto nem ver o rosto deste sujeito desrespeitoso e igualmente racista, homofóbico, amante da tortura, da ditadura militar.
Mas trago para cá pra mostrar o que se tornou a CDHM, um verdadeiro freak show.

Não é possível que o Congresso permita que a instituição fique cada vez mais desacreditada com figuras como esta. Não é possível que não haja no regimento que este tipo de comportamento não é compatível com um parlamentar. Não é possível que este moleque racista, homofóbico, amante da tortura não sofra algum tipo de sanção por nunca cumprir o decoro parlamentar.

 

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Síndrome de Estocolmo midiática também atinge o GDF

março 13th, 2013 by mariafro
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Não basta não querer o marco regulatório, as administrações petistas tem de andar pra trás quando o assunto é democratização das comunicações.

Retrocesso nas políticas públicas de comunicação do Distrito Federal

Por: Jonas Valente, Observatório do Direito à Comunicação
13/03/2013

O Distrito Federal ganhou visibilidade na área de comunicação com a proposta de criação de um Conselho de Comunicação Social e com a aprovação de outras propostas – como a criação de uma TV Pública Distrital e de um fundo para estimular produções de veículos alternativos – no 1º Seminário de Comunicação do Distrito Federal (#ComunicaDF). O evento foi organizado a partir de um diálogo entre entidades da sociedade civil e a atual gestão Agnelo Queiroz iniciado desde o pós-eleição, em 2010.

Mas agora não apenas essas propostas mas como toda a agenda das políticas de comunicação correm o sério risco de serem ignoradas pelo governo petista de Agnelo Queiroz. As mudanças anunciadas na Secretaria de Comunicação Social do GDF, nos últimos dias, não refletem avanços nesse processo. Pelo contrário, no Distrito Federal a lógica da estratégia de comunicação focada apenas em assessoria de imprensa prevalece, mais uma vez, em detrimento da construção de uma política de comunicação mais inclusiva e democrática.

A secretária Samanta Sallum foi exonerada da Secretaria de Comunicação e nomeada titular da Coordenadoria de Comunicação da Copa de 2014, órgão temporário e que, portanto, vai ser extinto em algum momento após a competição. O seu lugar foi ocupado por Ugo Braga. A área responsável pelas políticas de comunicação, a Subsecretaria de Articulação Social e Novas Mídias, foi desmontada e transformada na Subsecretaria de Comunicação Pública, vinculada à Coordenadoria de Comunicação da Copa. Sim, a área de políticas de comunicação, que deveria estar na Secretaria de Comunicação, foi para um órgão de assessoria de imprensa temporário voltado para a Copa do Mundo na capital, indo contra toda e qualquer lógica de organização dessa política setorial.

Como se não bastasse tamanha falta de compreensão sobre a importância e o lugar das políticas de comunicação, a vontade expressada pelo novo secretário de comunicação, Ugo Braga, era de que não pretendia levar adiante o debate e as ações relativas às políticas públicas de comunicação em sua gestão. Portanto, a política pública, que deveria estar a bem do interesse do povo, ficou a mercê das opções individuais de gestores, colocando o Distrito Federal em situação inexplicável e quase vexatória perante a realidade de outros estados.

As políticas de comunicação, como qualquer outra política pública, devem ter atenção permanente e receber o espaço necessário e adequado nas estruturas de governo, e não ser levadas à frente ou estagnadas pela decisão de um ou outro gestor. É necessário ao Governo do Distrito Federal o exercício da razoabilidade, sendo urgente uma repactuação que não gere prejuízos à sociedade.

Sabemos que no Brasil este debate é cercado de meandros e dificuldades, seja no governo federal, seja nos governos estaduais. Mesmo assim, foi possível avançar positivamente em estados como a Bahia, o Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, que já compreenderam a importância das políticas públicas de comunicação para o avanço e a consolidação da democracia na nossa sociedade.

É inadmissível, portanto, que haja, por parte de um governo do Partido dos Trabalhadores, (partido que inclusive aprovou uma resolução de que priorizará a luta pela democratização da comunicação no próximo período), tamanho descaso e retrocesso em relação a este tema. Sobretudo, após o avanço alcançado graças ao estabelecimento de um canal de diálogo entre sociedade civil e governo, que resultou na aprovação legítima de 12 prioridades de políticas de comunicação assumidas publicamente pelo senhor governador Agnelo Queiroz.

Esperamos que o governador honre sua palavra e cumpra os compromissos que assumiu com a sociedade civil do Distrito Federal. Em primeiro lugar, reestruturando o setor responsável pelas políticas de comunicação. Em segundo lugar, enviando à Câmara Legislativa o projeto de lei de criação do Conselho de Comunicação Social do DF. E, em terceiro lugar, retomando o diálogo para encaminhar as demais propostas aprovadas no ComunicaDF.

Jonas Valente é jornalista, pesquisador da área de políticas de comunicação e autor de livros sobre o tema. É secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. Foi da Comissão Organizadora Nacional da 1a Conferência Nacional de Comunicação. Coordenou o programa de governo de Comunicação e Democracia da candidatura de Luis Inácio Lula da Silva em 2006. É pesquisador associado do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília.

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Gerson Carneiro: Vai que é tuuuua, dom Odilo!

março 12th, 2013 by mariafro
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Convocado às pressas a opinar sobre o cônclave, ainda combalido pelos motivos que ensejaram a licença-humor, eis minha análise:

Primeiramente, o Brasil acertou em não enviar torcida organizada para o Vatica. Seria constrangedor se tivéssemos que apresentar um outro “dimenor” caso houvesse novo incidente com disparo de sinalizador na cara de um concorrente.

Uma que “dimenor” no Vatica costuma mesmo rezar atrás da moita. A carmelengaiada iria fazer a festa.

Mas o que chamou atenção mesmo foi o candidato brasileiro a papa deixar a hóstia cair em sua apresentação solo. Ali, os jurados descontaram preciosos pontos na categoria Evolução.

Foi um pecado imperdoável. O candidato brasileiro deveria ter mostrado mais intimidade com a branquinha. Faltou um pouco mais de entrosamento. O que poderia ter sido adquirido com mais treinamento.

Esperava-se de um candidato brasileiro a papa um pouco mais de categoria. Deveria ter feito uma firula, jogado pra cima, aparado com a ponta do dedo, poderia também ter dado uma paradinha. Mas não, afobou-se e atirou a hóstia na boca do fiel na base do “seja o que Deus quiser”.

Foi uma performace desastrosa. Injustificável. Pior ainda, estamos carecas de passar por essas amareladas. Foi assim com o Ronaldinho Cascão na Copa de 1998, e foi assim com Diego Hipólito em vááááárias Olimpíadas.

Confesso que não sou chegado a hóstia. Muito fina. Prefiro pizza com borda de catupiry.

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#RevoltadoBusão: Militantes de partidos políticos e movimentos sociais são investigados pela polícia potiguar

março 11th, 2013 by mariafro
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Não está nada fácil a vida dos movimentos sociais no Rio Grande do Norte, onde a liberdade de expressão e a liberdade de lutar pelos direitos da cidadania enfrenta uma postura dura e repressiva da polícia local.

Abaixo, um completo relato do Daniel Dantas Lemos, em seu blog, sobre o que vem acontecendo em Natal e no resto do estado. Esperamos que essa situação também seja investigada e divulgada pelos meios de comunicação nacionais.

#RevoltadoBusão: Militantes de partidos políticos e movimentos sociais são investigados pela polícia potiguar

Por: Daniel Dantas Lemos, em seu blog

11/03/2013

O RN parece viver tempos sombrios.  Como nos dias da ditadura, militantes políticos – de partidos e movimentos sociais – são investigados e monitorados pela Polícia devido à sua ação pública.

No contexto da investigação sobre a queima de ônibus durante a #RevoltadoBusao em setembro passado, eu e outros companheiros fomos elevados à categoria de investigados pela Polícia – ainda que não esteja exatamente claro qual crime a nós é atribuído, a não ser a cobertura ou a participação nos eventos.

Interrogado pela Polícia, Felipe Serrano foi instado a responder se conhecia algum dos militantes sob investigação – como nos inquéritos dos tempos da ditadura. Meu nome está na lista.

Meu nome consta em uma das lista de perfis do Facebook monitorados pela Polícia Civil na investigação. Destaque-se a presença do perfil do projeto de extensão da UFRN, Lições de Cidadania

No fim de agosto e início de setembro do ano passado, Natal foi revirada pela #RevoltadoBusao.  Estudantes e militantes de diversos movimentos sociais tomaram as ruas da cidade em um movimento organizado contra o aumento das passagens de ônibus – que passaram de R$ 2,20 a R$ 2,40.

O primeiro protesto, em 29 de agosto, saiu das proximidades do Natal Shopping e seguiu rumo ao Midway Mall.  Na esquina das avenidas Antônio Basílio e Salgado Filho, o Batalhão de Choque esperava os estudantes.  Ainda que o comandante da PM, Coronel Araújo, tenha dito em entrevista à tevê que os policiais haviam disparado apenas uma bomba de efeito moral e os estudantes seriam responsáveis pela derrubada de um fio de energia, os vídeos postados no Youtube comprovaram o contrário.

O episódio da violência desmedida da polícia reprimindo a manifestação fez com que o protesto de dois dias depois, 31 de agosto, foi bem maior e percorreu cerca de 14 quilômetros em Natal.

No início de setembro a Câmara Municipal revogou o aumento concedido pelo Executivo – dando a impressão de que, mais uma vez, a ação popular nas ruas da cidade teria sido vencedora.

No entanto, para a surpresa de todos, os empresários resolveram suspender as gratuidades do sistema alegando que a suspensão do aumento lhes provocou desequilíbrio econômico-financeiro.

É nesse contexto que ocorre o protesto do dia 18 de setembro.  Sobre ele, escrevi diversos textos – como aqui, em que responsabilizei o Seturn pelo endurecimento da disputa política.  Sobre os eventos da noite, dois textos - aqui e aqui.  Nessa noite, dois ônibus foram incendiados e a culpa foi atribuída aos manifestantes.  O professor Felipe Serrano foi preso e espancado pela PM – ao ponto de ter um dedo quebrado.

No dia 20 de setembro, já noticiávamos que o governo do Estado havia constituído uma comissão de três delegados especiais para investigar a #RevoltadoBusao.  Naquele momento, questionei o porquê tanta deferência ao movimento: “Afinal, três delegados para investigar manifestações sociais e a incapacidade de resolver crimes de morte ou desaparecimentos, como o do irmão do jornalista Cezar Alves, mostra que tem uma coisa muito errada aqui”.

Além disso, desconhece-se tanta energia e atenção para a apuração de chacinas ou homicídios.  No 14a DP, em Natal, por exemplo, em 2012 foram instaurados 57 inquéritos de homicídio, tendo apenas quatro sido elucidados – graças à confissão dos culpados.

E como esta sendo conduzida a investigação contra os militantes da #RevoltadoBusao?

Em 6 de dezembro passado, por exemplo, escrevi sobre a abordagem violenta da polícia contra Juan Drugue:

Juan Drugue foi agressivamente abordado, há dois dias, por PMs na Cidade da Esperança.  Ativista da #RevoltadoBusao, Juan foi interrogado, na mala da viatura que o conduzia até sua casa.  E fotografado.Os PMs que o detiveram registraram imagens de suas tatuagens. Sabiam o conteúdo de postagens que o jovem havia postado em redes sociais.Queriam confirmar nomes de supostos líderes do movimento que conduziu a #RevoltadoBusao.  Questionaram pelo menos um nome: o de Dayvsoon Moura, assessor do vereador Raniere Barbosa (PRB). Deram mostras que investigam e monitoram militantes políticos e sociais da cidade de Natal.  Conhecem seus passos – ao ponto de abordarem Juan quando esperava ônibus para ir ao trabalho.Citaram nomes de expoentes mais midiáticos dos movimentos de rua em Natal.  O que demonstra que certamente seguem os passos de meia dúzia de blogueiros, como eu, que ousam pleitear justiça, paz e direitos nessa cidade.A PM se comporta como nos dias do Relatório Veras – que no governo Aluízio Alves mapeou os “subversivos” potiguares nos primeiros momentos pós-Golpe de 64.  Será que à revelia dos comandantes da corporação?  Da justiça?  Do governo?De agora em diante, fique claro, qualquer ação truculenta ou violenta contra militantes sociais, estudantis, ativistas da #RevoltadoBusao ou quaisquer outros movimentos de rua deve ser tributada à conta do comando da PM do RN.  Se algo acontecer contra Juan, Dayvsoon, suas famílias, nossas famílias, nós mesmos, que se questionem os PMs, mas que se responsabilize o comando da PM e o governo do estado.Queira Deus que nenhum de nós seja vítima de violência – senão será nossa PM nossa principal suspeita.

Ironicamente, a referência feita ao Relatório Veras, no qual o governo Aluizio Alves mapeou “subversivos” nos primeiros momentos pós-Golpe 64, parece cada vez menos despropositada.

Ylloh Gabriel Silva, citado acima, ocupa diversas páginas no inquérito que investigou Felipe Serrano.  Ylloh prestará depoimento na delegacia de narcóticos, na investigação da #RevoltadoBusao.  Quando foi intimado a depor, seus pais viram os policiais revirarem seu quarto e, numa cena digna dos regimes de exceção, homens apontando suas armas, por sobre o muro, na direção do interior da casa, na clara intenção de intimidar o jovem e sua família.

Militantes sociais tratados como criminosos – assim como nos dias do Regime Militar.  A inteligência da Polícia Civil chegou a sugerir que fosse solicitado ao twitter, facebook e outras redes sociais informações suficientes para identificar os IPs dos usuários que postaram informações sobre a #RevoltadoBusao.  Não consta do inquérito se a quebra de sigilo foi ou não solicitada.

Diversos militantes foram ou estão sendo investigados e há, no inquérito, dossiês sobre alguns deles.  Como, por exemplo, a atual coordenadora do DCE da UFRN, Danyelle Guedes.

A UFRN merece uma atenção especial da Polícia Civil.  Além de ter a coordenadora do DCE sob investigação, lembremos da prisão da professora Sandra Erickson na noite de 18 de setembro – prisão que o blog transmitiu ao vivo – pelo único crime de perguntar à PM porque os ônibus estavam sendo desviados.  Além disso, em um relatório de inteligência afirma-se, como que para criminalizar a própria estrutura da Universidade, que a chamada comissão de segurança da #RevoltadoBusao se utilizava de rádio walk-talkies – coisa que pessoalmente não vi em nenhum evento.  O relatório ainda registra a presença do professor Robério Paulino, ex-candidato a prefeito pelo PSOL, na delegacia para prestar assistência aos detidos na noite do protesto.

Enquanto homicídios superam um ano sem ser esclarecidos, o inquérito contra um dos investigados na #RevoltadoBusao já foi concluído.

A investigação contra Felipe Serrano se encerrou, a denúncia foi apresentada pelo MP e recebida pela justiça na última sexta-feira.

O governo do DEM reinaugurou o DOPS?



O inquérito traz a foto de diversos estudantes e militantes – como o professor Felipe Serrano.

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