Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

“Realpolitik”

junho 26th, 2012 by mariafro
Respond

“Realpolitik”

por Marta Suplicy, Folha de São Paulo

O modelo “realpolitik” se esgotou e parece que nem todos estão percebendo.
Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.

Nascida na Alemanha, a expressão “realpolitik”, segundo Luis Fernando Veríssimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.

Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.

Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como “normais” há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria “realpolitik”.

Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar “tudo igual”, o que acaba provocando o mesmo desinteresse.

A luta pela democracia no Brasil conseguiu eletrizar forças e corações que não suportavam viver num país sob ditadura. Cada um reagiu à sua maneira.

Mas muitos morreram e sofreram pela liberdade. Esse resgate da democracia é tão importante que não poderia ter sido contaminado por práticas seculares que nos acorrentam à uma malfadada forma de fazer política. Esta mesma que aliena o povo que se vê –e se sente– excluído e desrespeitado.

Mas nem tudo está perdido. Tem gente formulando, e outros remoendo, novas práticas e métodos, buscando diferentes formas e canais de interação social e política. Um novo modelo que contemple e dialogue com os vários segmentos e forças heterogêneas da sociedade. Uma construção distante dos métodos agonizantes e ultrapassados que ainda hoje vigoram. Uma transição necessária, e imprescindível, que já passou da hora de acontecer.

Não está claro como, e em quanto tempo, se dará o nosso processo de libertação da chamada “realpolitik”. Mas, que esse sistema político e eleitoral que vivemos chegou à exaustão, tenho clareza.”

_________

Leia também:

Serra e Soninha afinam discurso: “Adensar” Palavras-chaves da direita

Samadeu: Eu amo São Paulo, por isso odeio Maluf, Kassab e Serra

Rodrigo Savazoni: O Partido de Maluf terá um papel residual na administração

PT ‘expulsa’ Erundina pela segunda vez

Erundina faz PT lembrar do PT anti-Maluf 

Marcos Coimbra: Lula com Maluf 

Nassif: Luiza Erundina: Tudo por uma foto

Juliana Oliveira: Parece que vivemos a era do “é decadente ser coerente

Leandro Fortes: Nós, os ‘puros’

Objetivo da campanha do Haddad é garantir consistência de crescimento

Lula e Dilma fizeram avanços sociais em seus governos APESAR dessa gente

Minha chapa dos sonhos para a Prefeitura de São Paulo
___________
Publicidade

Tags: No Comments.

É oficial: PSDB é um partido que apóia golpes

junho 26th, 2012 by mariafro
Respond

Dica do Felippe Ramos:

Do Site do PSDB

26/ 06/ 2012 as 6:54 pm

Nota à imprensa – Governo federal e a substituição na Presidência do Paraguai
Deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB
O PSDB assiste, com preocupação, à reação do governo brasileiro aos fatos ocorridos recentemente no Paraguai – a saída de Fernando Lugo da Presidência da República e sua substituição por Federico Franco.

Entendemos que, a despeito da velocidade do processo, não houve rompimento das leis do país, tampouco ataque à ordem vigente na nação vizinha. Tanto que o próprio Lugo reconheceu e aceitou a decisão do Legislativo, que também foi referendada pela Corte Suprema de Justiça do Paraguai.

Diante deste quadro, acreditamos que o governo brasileiro age de maneira precipitada quando defende – ou mesmo implementa – sanções ao Paraguai na Unasul e em outras instâncias internacionais.

A autodeterminação dos povos, princípio que rege as relações internacionais do Brasil desde que nos tornamos uma Nação independente, deve também prevalecer neste caso.

Chama-nos a atenção, além disso, a discrepância entre o tratamento concedido pelo governo brasileiro ao Paraguai e o destinado a nações como Cuba, Venezuela e Irã. Parece que, aos olhos do PT, a autodeterminação de uma população vale em alguns casos, e não em outros. O mesmo partido que chama de golpe a substituição de Lugo aplaudiu Lula quando seu líder ironizou as fraudes eleitorais no Irã, tratando as manifestações pela democracia no país asiático como “briga de flamenguistas e vascaínos”.

O PSDB respeita a decisão do Legislativo paraguaio e ressalta que defende a democracia em todas as nações.

Deputado federal Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB

Tags: 6 Comments

29/06 Ato pela mobilidade urbana em São Paulo

junho 26th, 2012 by mariafro
Respond

No dia 29, CUT/SP realizará ato pela mobilidade urbana em São Paulo

A CUT/SP realizará no próximo dia 29 (sexta-feira), a partir das 10h, um ato pela mobilidade urbana com o objetivo de alertar para o descaso e a falta de investimentos no transporte público em todo o estado de São Paulo, que tantos transtornos têm causado à população. A concentração será no MASP, na Avenida Paulista, e os manifestantes seguirão até região central paulistana.

Os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem longas horas em ônibus, trens do metrô e da CPTM, têm sofrido impacto direto tanto pela má qualidade do serviço, quanto pelos custos da tarifa.

“A paciência dos trabalhadores e trabalhadoras já se esgotou. Está passando da hora de haver uma reação por parte da população”, afirma Adi dos Santos Lima, presidente da CUT/SP.

De acordo com o dirigente, “não é de hoje que estamos falando do alto preço dos pedágios, da falta de qualidade dos transportes coletivos. Independente de ser ano eleitoral ou não, temos que fazer uma mobilização forte no estado, principalmente na região metropolitana”, ressaltou.

A mobilização terá participação das subsedes, federações e sindicatos filiados à CUT/SP em todo o estado, e apoio dos movimentos sociais.

Panes constantes, falta de investimentos e tarifas caras: é tudo o que se pode esperar?

No metrô, 99 panes de 2007 até maio deste ano. E nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram 124 panes de 2010 até maio passado. É este o resultado da falta de investimentos e de prioridade ao transporte público, sem contar os acidentes já ocorridos e a falta de segurança quem mantêm em risco os passageiros e funcionários.

Desde que assumiu o governo estadual em 1995, o PSDB construiu 1,93 km de metrô por ano (eram 43,4 km e somente 30,9 km foram construídos em 16 anos), aumento da rede insuficiente para os mais de 4 milhões de passageiros transportados diariamente.

Só no Metrô, o governo estadual deixou de investir R$ 10,34 bilhões entre 1999 e 2011, de um total de R$ 22,85 bilhões previstos. E quando investe, o governo estadual gasta mal o dinheiro público – o custo do quilômetro construído chega a R$ 400 milhões, enquanto em Madri, na Espanha, o mesmo trecho é construído por US$ 42 milhões (pouco mais de R$ 85 milhões – câmbio de 21/06).

Outro exemplo é a reforma de trens das Linhas 1 – Azul e 3-Vermelha do Metrô, onde os serviços têm custo final equivalente a 86% do valor de um trem novo. A “modernização” tem custo total de R$ 1,75 bilhão e, após denúncias, o Ministério Público de São Paulo informou que vai abrir inquérito para investigar os contratos.

Na CPTM, o quadro não é muito diferente porque entre 2003 e 2011 o governo estadual deixou de investir R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 6,35 bilhões previstos. Os trens estão velhos, as estações abandonadas e a falta de segurança já provocaram três colisões com 54 feridos, além de um descarrilamento e cinco funcionários mortos.

Nos ônibus, o alto valor das tarifas pesa no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam por um serviço de má qualidade não só na capital, mas em todo o estado. Entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem a tarifa mais cara, a R$ 3. E nas regiões metropolitanas, os valores são ainda maiores e não existe a integração com os trens do Metrô e da CPTM porque falta vontade política para ampliar a implantação do Bilhete Único.

Vale ressaltar que na capital são 6,5 milhões de passageiros transportados por ônibus (ou 10 milhões de viagens/dia útil com integração). E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) transportam em média 2,1 milhões de passageiros diariamente.

Pedágios subiram 168% acima da inflação

Outro grave problema que pesa no bolso dos cidadãos são as centenas de pedágios espalhados por todo o estado que inviabilizam a locomoção pelas estradas. Em 14 anos, cerca de 20 empresas se tornaram concessionárias e assumiram nada menos que 5.315 km de estradas, segundo a Agência de Transporte do Estado (Artesp) e, em menos de duas décadas, o aumento dos pedágios foi de 168% acima da inflação – uma média de R$ 12,76 (a cada 100 Km).

Os valores abusivos prejudicam não só os motoristas de veículos de passeio, mas também tem grande impacto no custo final dos produtos transportados nas rodovias e nas tarifas dos ônibus. Com a privatização do serviço pelo governo estadual do PSDB, houve um salto no número de praças de pedágio: eram 40 em 1997 e, treze anos depois, foi para 227, uma média de criação de um novo posto a cada 40 dias durante o ano de 2010.

Os investimentos nas estradas são bem vindos e necessários, mas os custos não podem sair do boldo dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam mais caro o alimento, a passagem de ônibus e a viagem de carro.

Para solicitação de entrevistas ou outras informações, favor contatar:

Secretaria de Imprensa e Comunicação da CUT/SP
Adriana Magalhães, Flaviana Serafim ou Marco Palmanhani
Fone: (11) 2108-9321 / 2108-9162
E-mail: imprensa@cutsp.org.br; flaviana@cutsp.org.br

__________
Publicidade

Tags: No Comments.

Serra e Soninha afinam discurso: “Adensar” Palavras-chaves da direita

junho 26th, 2012 by mariafro
Respond

Do leitor Cristian Korny

O metrô está bem adensado, por exemplo, os trens da CPTM então, adensados no úrtimo, isso sem falar nas ruas adensadas de trânsito… e as filas nos AMA então, coisas muito adensadas… a triagem é em anos, adensadas mês… isso sem falar em estudantes, jovens, acampados e pinheirinhos adensados de pancadas… impressionante como os movimentos sociais provocam um adensamento de policiais! (…)

__________
Publicidade

Tags: 4 Comments