Maria Frô

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Dilma queria agora cláusulas sobre qualidade mínima no serviço de banda larga, mas…

junho 30th, 2011 by mariafro
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Do ministro Paulo Bernardo: A presidenta Dilma queria agora cláusulas sobre qualidade mínima do serviço de banda larga e “nós não tínhamos definições claras de como fazer isso” O.o  ãh??????

Pergunta que não quer calar: pago 70,00 por supostos 10 megas (supostos porque nunca entregam uma velocidade de 10 megas e não tem pra quem reclamar). Vou pagar 350,00?

Deixando de lado as ironias, porque sei que o ministro Paulo Bernardo fala da média de preços praticados pelas teles no Brasil, o que desejo saber é: como o Ministério das Comunicações não tem definições claras de como cobrar das teles qualidade na prestação de serviços a gente faz o quê? Espera o presente de grego da Anatel, que nunca defendeu os interesses dos consumidores, milagrosamente começar a trabalhar como agência reguladora a partir de outrubro? Senta e chora?

A dica do vídeo foi da @ro_anna

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FHC: Ah! Tem problema nenhum presidente assinar lei sem ler

junho 30th, 2011 by mariafro
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FHC é o presidente mais cara de pau ever!

Não precisa ter sigilo eterno. Mas podem me perguntar: ‘Por que você fez?’. Fiz sem tomar conhecimento, no último dia de mandato. [Assinei] Uma pilha de documentos e só vi dois anos depois”, disse Fernando Henrique.” Tradução: Ah! Tem problema nenhum presidente assinar lei sem ler. Pra que tem presidenta Dilma, né? Para que vocês elegeram a ‘terrorista’, por que eu fiquei de boca fechada enquanto o meu partido inteiro de oportunistas (com exceção do Paulo Sérgio Pinheiro) deu voz e vez pra torturadores e mídia ditabranda esculhambar com o PNDH3 e dizer que era uma coisa de ‘petista terrorista’, não é mesmo?

FHC revela que assinou sem ler o decreto que permite sigilo eterno de documentos secretos
Por Priscilla Mazenotti, Edição: Vinicius Doria, Agência Brasil
30/06/2011

Brasília – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje (30) que não vê mais razão para manter em sigilo eterno documentos do governo. Homenageado por seu partido, o PSDB pela passagem de seus 80 anos, que completou no último dia 18, o ex-presidente revelou que assinou sem ler o decreto que permite manter em segredo, por tempo indeterminado, documentos oficiais do governo.

“Não precisa ter sigilo eterno. Mas podem me perguntar: ‘Por que você fez?’. Fiz sem tomar conhecimento, no último dia de mandato. [Assinei] Uma pilha de documentos e só vi dois anos depois”, disse Fernando Henrique. “Mandei reconstituir para saber o que era. Agora, o presidente da República pode alterar o sigilo. Então, não vejo mais razão para sigilo”, acrescentou.

Há dois anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto ao Congresso Nacional propondo a redução do tempo máximo que o governo pode manter em sigilo documentos oficiais, de 30 para 25 anos. Pela proposta, em tramitação no Senado, o prazo do sigilo poderia ser renovado indefinidamente, a critério do governo.

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Governo do Pará entrega consignado do Banpará à Caixa e enfraquece o banco estadual

junho 30th, 2011 by mariafro
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PSDB entrega consignado do Banpará à Caixa e enfraquece o banco estadual

Do ArteBancária

A notícia caiu como uma bomba nas agências de Belém do Banpará, hoje pela manhã, numa semana de pagamento de governo, agências lotadas e pressão lá em cima: a partir de hoje, a Caixa Econômica Federal está autorizada a fazer empréstimo consignado aos servidores públicos do Pará, o que até hoje era feito apenas pelo Banpará. A autorização foi dada pelo governo do Pará, através da Secretaria de Administração do Estado.

A autorização do consignado por outro banco é um claro esvaziamento do Banpará, enfraquece a instituição e tem o aval do governo do PSDB.

Enfraquece, matando por inanição ao passar o alimento/produto – consignado – para um banco público, no caso a Caixa. Com um toque de sofisticação neoliberal: cizânia entre dois bancos públicos, um gigante nacional e um pequenino que deveria ser o caixa e principal agente de crédito e desenvolvimento do povo do Pará.

O que existe hoje é ausência de investimento no Banpará, na infraestrutura e no papel do banco como um agente de desenvolvimento. Então, abrir o consignado para outro banco – mesmo que seja um banco público – é quebrar as pernas do Banpará e sem resolver o problema de endividamento do servidor público, pois este passa de um Banco para outro com a mesma dívida, ou talvez maior.

Se não tivesse o receituário neoliberal impregnado na prática política, o governo de Simão Jatene, do PSDB, resolveria o endividamento do servidor público reajustando dignamente os salários, implantando o PCCR da Educação. E reforçaria o Banpará, como indutor do desenvolvimento. Ao invés de tomar essas medidas, opta pelo esvaziamento. Esvaziado, o banco estará pronto para uma privatização, liquidação. E o modelo neolibera, vitorioso.

Essa medida adotada hoje evidencia ao funcionalismo do Banpará e suas entidades de classe, que é chegado mais um tempo de luta e resistência ao neoliberalismo.

O mesmo neoliberalismo que privatizou a Celpa e ceifou 23 dos 27 bancos estaduais do país. Tsunami que só não arrastou o Banpará no mesmo barco, graças à luta e resistência de seu bravo funcionalismo, que teve a capacidade de fazer um arco amplo de alianças na defesa do Banpará, enquanto patrimônio público. Isso, em 1998.

No Banpará, voltamos a 1998, bancários e bancárias. A luta continua e vamos fazê-la com vigor e entusiasmo redobrados. Afinal, já conhecemos as pedras desse caminho.

Leia mais aqui, no blog da Afbepa, que deu a notícia em primeira mão.

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GRAZIANO: ESTOQUES E PLANEJAMENTO CONTRA A FOME

junho 30th, 2011 by mariafro
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Editorial da Carta Maior

30/06/ 2011

“Temos que voltar a ter estoques. Numa situação de preços já voláteis, havendo crise, seca, guerra e tendo que se comprar grandes quantidades de alimentos, o preço vai ainda mais para cima”.

A afirmação do diretor eleito da FAO, José Graziano da Silva, feita na entrevista coletiva realizada em Roma, na 2º feira, é um primeiro sinal de mudança substantiva na estratégia do organismo, que o brasileiro passa a dirigir a partir de janeiro de 2012.

Nas últimas décadas, a supremacia neoliberal colonizou boa parte da agenda das agencias e organismos internacionais. A terceirização das políticas de desenvolvimento aos ditos ‘livres mercados’ contaminou a esfera da segurança alimentar.

Nações, sobretudo as mais pobres, e organismos multilaterais foram incentivadas a renunciar aos cuidados com a soberania alimentar. A ordem era transferir aos livres mercados –mais eficientes e ágeis, dizia-se– a incumbência pelo suprimento da sociedade. Se o mercado mundial é capaz de prover a demanda de forma ágil e a preços mais competitivos, por que então carregar estoques estratégicos de custos onerosos e, sobretudo, qual o sentido de incentivar a produção agrícola local em busca de uma autosuficiência alimentar difícil e custosa aos cofres públicos?

A crise financeira desencadeada a partir do 2º semestre de 2007, e a fulminante especulação com aos preços das commodities agrícolas a a partir de então, respondeu a essas dúvidas cobrando um custo alto em colapso alimentar e fome em muitos países.

No ápice da escassez e da fome as nações e organismos como a FAO estavam desarmados para suprir a demanda. Onde estavam os estoques? Onde continuam a repousar: em celeiros privados das grandes corporações que dominam o comércio e a produção mundial de alimentos e que fazem questão de manter em sigilo o volume dessas reservas. Para não prejudicar suas apostas nos mercados especulativos.

A mudança de orientação sinalizada agora por Graziano desautoriza o conservadorismo midiático que, desgostoso com a vitória brasileira na FAO, tratou em seguida de minimizar a sua importância. Nas perorações sobre a suposta irrelevância da FAO esqueceram de de considerar que a história mudou e a FAO terá que mudar também. A eleição de Graziano, na realidade – apoiada pelos países pobres e em desenvolvimento que mais sofreram com a crise e o êngodo neoliberal – já foi um sintoma dessa mudança.

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