PSDB entrega consignado do Banpará à Caixa e enfraquece o banco estadual
Do ArteBancária
A notícia caiu como uma bomba nas agências de Belém do Banpará, hoje pela manhã, numa semana de pagamento de governo, agências lotadas e pressão lá em cima: a partir de hoje, a Caixa Econômica Federal está autorizada a fazer empréstimo consignado aos servidores públicos do Pará, o que até hoje era feito apenas pelo Banpará. A autorização foi dada pelo governo do Pará, através da Secretaria de Administração do Estado.
A autorização do consignado por outro banco é um claro esvaziamento do Banpará, enfraquece a instituição e tem o aval do governo do PSDB.
Enfraquece, matando por inanição ao passar o alimento/produto – consignado – para um banco público, no caso a Caixa. Com um toque de sofisticação neoliberal: cizânia entre dois bancos públicos, um gigante nacional e um pequenino que deveria ser o caixa e principal agente de crédito e desenvolvimento do povo do Pará.
O que existe hoje é ausência de investimento no Banpará, na infraestrutura e no papel do banco como um agente de desenvolvimento. Então, abrir o consignado para outro banco – mesmo que seja um banco público – é quebrar as pernas do Banpará e sem resolver o problema de endividamento do servidor público, pois este passa de um Banco para outro com a mesma dívida, ou talvez maior.
Se não tivesse o receituário neoliberal impregnado na prática política, o governo de Simão Jatene, do PSDB, resolveria o endividamento do servidor público reajustando dignamente os salários, implantando o PCCR da Educação. E reforçaria o Banpará, como indutor do desenvolvimento. Ao invés de tomar essas medidas, opta pelo esvaziamento. Esvaziado, o banco estará pronto para uma privatização, liquidação. E o modelo neolibera, vitorioso.
Essa medida adotada hoje evidencia ao funcionalismo do Banpará e suas entidades de classe, que é chegado mais um tempo de luta e resistência ao neoliberalismo.
O mesmo neoliberalismo que privatizou a Celpa e ceifou 23 dos 27 bancos estaduais do país. Tsunami que só não arrastou o Banpará no mesmo barco, graças à luta e resistência de seu bravo funcionalismo, que teve a capacidade de fazer um arco amplo de alianças na defesa do Banpará, enquanto patrimônio público. Isso, em 1998.
No Banpará, voltamos a 1998, bancários e bancárias. A luta continua e vamos fazê-la com vigor e entusiasmo redobrados. Afinal, já conhecemos as pedras desse caminho.
Leia mais aqui, no blog da Afbepa, que deu a notícia em primeira mão.