Maria Frô

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Preto Zezé: é proibido privatizar a resistência!

junho 28th, 2011 by mariafro
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Preto Zezé, coordenador geral da Central Única das Favelas (Cufa) de Fortaleza, educador e logo, logo, blogueiro \o/


No Prêmio Anu com Ivana Bentes, eu e Beto Mafra.

Nessa entrevista, conta o início da vida no crime e o momento em que conheceu o rap. Fala também do documentário Selva de Pedra A Fortaleza Noiada e de como é importante que as comunidades deem sua própria versão dos fatos.


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Prefeitura do Rio na mira da Onu: violações nas desapropriações para obras da Copa e Olimpíadas

junho 28th, 2011 by mariafro
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Veja também:

25 de março: Ato pelo direito à cidade, pela democracia e justiça urbanas

Para Eduardo Paes, o novo Pereira Passos, pobre no caminho da Copa é lixo

Copa, empreiteiras, vendas do patrimônio público, licitações, desapropriações, escândalos e muita desinformação

 


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Atualização: Debate na Esquerda sobre a Esquerda fora do Eixo: uma cronologia

junho 28th, 2011 by mariafro
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Desde que publiquei com alguns pitacos o artigo de Ivana Bentes no Maria Frô (Ivana Bentes: novo ativismo versus ‘vanguarda da retaguarda’), outros textos coletivos foram postados no Passa Palavra e hoje começa a circular o artigo de Rodrigo Savazoni: A reinvenção da política que recebi por e-mail e depois vi que a Fórum publicou). Também na Fórum, no Blog do Rovai, Renato Rovai escreve hoje um texto bastante provocativo colocando em questão práticas do grupo do coletivo Passa a Palavra: Fora do Eixo e a esquerda que a direita gosta.

Alguns leitores levantaram o fato de eu publicar apenas o artigo de Ivana e não republicar os do Passa Palavra, apesar de linkado no texto de Ivana. Argumentei que o artigo estava linkado e não reproduzi os demais artigos do coletivo porque seu estilo acadêmico, com textos densos e longos são mais difíceis para leitura no formato dos blogs.

Creio que é uma síntese desse debate com os principais links seja de grande auxílio para os leitores que desejam acompanhar a polêmica que estimula um debate importante na esquerda que há muito não via. Segue abaixo alguns links, além dos que já expus acima.

CRONOLOGIA DA DISCUSSÃO SOBRE A ESQUERDA FORA DO EIXO

Por: Danilo Cesar (especial para o Maria Frô)

28/06/2011, atualizado em 03/07

Em 17/6/2011 foi publicado pelo Passa Palavra, em seu site, o artigo “A esquerda fora do eixo”, iniciando a polêmica.

Em 21/6/2011, nos comentários do Passa Palavra, Cláudio Prado (Casa de Cultura Digital) posta o seguinte texto: Texto do Claudio Prado sobre o Fora do Eixo

Em 22/6/2011 foi publicado no blog Trezentos, o texto “A esquerda nos eixos e o novo ativismo” de Ivana Bentes (reproduzido aqui no Maria Frô). Na mesma data, o Passa Palavra recusa o convite feito pelo principal ativista do Fora do Eixo, Pablo Capilé, e anuncia uma reflexão em seu próprio jornal a respeito da polêmica instaurada com o texto “Domingo na Marcha (1ª Parte)”, o primeiro de uma série.

Em 23/6/2011, o professor da USP, o Dr. Pablo Ortellado, comemora a polêmica em seu blog com o texto “Capitalismo e cultura livre”, onde aponta algumas falhas na análise do Passa Palavra, mas sem deixar de compartilhar a leitura classista feita pelo site.

No mesmo dia 23/6/2011, Fabricio KC publica o texto “Nem esquerda, nem direita, nem Fora do Eixo! Ivana Bentes e o texto do Passa Palavra”.

Em 24/6/2011, o texto “A esquerda fora do eixo” já contava com mais de 130 comentários no site Passa Palavra, incluindo textos de Cláudio Prado da Casa de Cultura Digital, o texto e comentários de Ivana Bentes e Pablo Ortellado, além de uma crítica a este último.

Em 25/6/2011, Frederico Neto publica o post “Entre os problemas mais gritantes, Ivana Bentes destaca…

No dia 26/6/2011, os ativistas Henrique Parra e Gavin Adams publicam a sua contribuição ao debate no Trezentos: “Nem eixo nem seixo”

Ainda no dia 26/6/2011, o coletivo Passa Palavra publica a segunda parte de seu texto: “Domingo na marcha (2ª Parte)

Dia 28/06/2011 circula pela lista da Marcha da Liberdade o texto “A Reinvenção da Política”, de Rodrigo Savazoni** que foi publicado depois na Revista Fórum.

28/6/2011 Renato Rovai publica em seu blog da Revista Fórum – “Fora do Eixo e a esquerda que a direita gosta”.

No dia 29/6/2011 vários textos: no blog Razão Crítica, Elton Flaubert publica “Lutas Sociais e Feitichismo: notas sobre o debate iniciado pelo Passa Palavra (I)”; no blog Quadrado dos Loucos,  Bruno Cava escreve “Sair dos eixos à esquerda (I)”;  no blog do Coletivo DAR,  Henrique Carneiro publica “A Maconha, as marchas e a crise do capitalismo” e Fabricio KC em seu blog Antitextos “Por um pós-rancor mais rebelde!”; no blog Matutações, Gustavo Loureiro resgata o seguinte texto – “isso funciona (…) respira (…) come (…) caga (…) fode” e no no blog O Grito do Inimigo,  Eduardo Mesquita – “Discussão ou invejinha? Escolha quem lê”.

Em 30/6/2011, no blog Roraima Rock N Roll, por Wander Longhi – “Tudo que gira FORA DO EIXO um dia quebra” .

Hoje, 03/07/2011 Elton Flaubert posta novo texto: Lutas Sociais e Fetichismo: notas sobre o debate iniciado pelo Passa Palavra (II).

* Na primeira postagem com informações recolhidas de Frederico Neto: “Entre os problemas mais gritantes…

** Savazoni esclarece nos comentários do Maria Frô que o texto dele foi escrito para Revista Fórum antes do primeiro artigo do Passa Palavra, e não dialoga diretamente com a leitura feita pelo coletivo autonomista.

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Wikileaks: Até embaixadores estadunidenses não levaram a sério o “Cansei”

junho 28th, 2011 by mariafro
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WIKILEAKS: Cônsul e FHC ironizam movimento “Cansei”

Movimento não convenceu o ex-cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas White, que diz que seus líderes se tornaram alvos fáceis de caricatura

Por: Andrea Dip, especial para a Pública

Em 2007, aproveitando o acidente com o vôo 3054 da TAM, empresários paulistas lançaram o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros” que ficou conhecido popularmente como “Cansei”, integrado por atrizes, atores e apresentadores de TV famosos que protestavam por uma variedade de temas – caos aéreo, corrupção educação, segurança.

Na visão do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas White, que deixou o cargo em meados de 2010, o movimento não era apartidário.

Assim começa um comunicado enviado a Washington no dia 18 de setembro de 2007: “Na tentativa de aplacar o descontentamento popular com o governo Lula, um grupo de empresários de São Paulo lançou o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, conhecido informalmente como ‘Cansei’ (I’m tired)”.

O documento segue dizendo que “apesar de os líderes insistirem no apartidaridarismo e dizerem que o movimento não ataca ninguém especificamente, tem causado forte reação de movimentos sociais e entidades ligadas ao governo Lula, que caracterizam o Cansei como um grupo de membros ricos da elite branca sem nada melhor para fazer do que reclamar”.

White diz ainda que o movimento não sabia direito para que direção avançar. “Conforme descrito em seu site e cartazes publicitários, os membros do Cansei estão fartos do caos aéreo, do poder dos traficantes, das crianças nas ruas, balas perdidas e tanta corrupção”.

Conversas com D’Urso

A Washington, White comenta sobre um encontro entre oficiais da embaixada americana, Luiz Flávio Borges D’Urso e representantes da OAB de São Paulo no dia 29 de agosto de 2007. “A OAB organiza frequentemente programas em conjunto com as mesmas associações empresariais que fazem parte do ‘Cansei’. De acordo com D’Urso, faz parte dos interesses da organização elogiar o governo mas também criticá-lo quando for o caso”.

O presidente da OAB São Paulo também aproveitou o encontro para criticar a resolução da arquidiocese de São Paulo, que proibiu o Cansei de fazer uma manifestação na Catedral da Sé em julho daquele ano e obrigou o movimento a fazer seu “um minuto de silêncio de indignação” ao ar livre. “Para D’urso, o arcebispo se curvou diante da pressão e não quis criar controvérsias”

FHC: “não é um lema para Martin Luther King”

Outra parte do documento diz que os líderes do “Cansei” não ajudaram ao tentar contar seu lado da história. “Entrevistado pela revista Veja, João Dória Jr. queixou-se que a opinião pública discrimina os bem sucedidos e ricos (…) e que sua imagem de alguém que nunca fumou, bebeu ou usou drogas, não briga, não fala palavrões e usa gel no cabelo tornou difícil aos brasileiros comuns se identificarem com sua causa”.

White diz também que o presidente da Philips no Brasil, Paulo Zotollo, atraiu atenção negativa quando disse a um jornal que, ao apoiar o movimento Cansei, desejava remexer no “marasmo cívico” do Brasil, e afirmou: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”. “Zottolo insistiu que sua observação tinha sido tirado do contexto, mas, novamente, o estrago já estava feito” diz o americano.

Thomas White conclui o telegrama dizendo que o slogan “Cansei”, embora possa resumir com precisão os sentimentos de algumas pessoas, não é muito eficaz como um grito de guerra.

“Como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou recentemente ao cônsul-geral, não é um lema que Martin Luther King, Jr., teria escolhido para inspirar seus seguidores”, revela White.

Para ele, “os líderes do movimento, por toda sinceridade e seriedade tornaram-se alvos fáceis para a caricatura”.

Em 2011, não há mais vestígios do Cansei. A página do movimento foi tirada do ar.

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