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Crianças não são racistas, sexistas ou homofóbicas, mas podem se tornar

fevereiro 24th, 2012 by mariafro
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E  mais uma vez as crianças mostram que preconceito é construção humana. Ninguém nasce preconceituoso, as crianças podem se tornar adultos preconceituosos se viverem em ambientes cheios de ódio e se em seu processo de educação formal nada for feito.

Parabéns à escola de Goiás (mostrada no vídeo) que realiza uma educação cidadã, que permite que as crianças debatam livremente sobre papéis sociais e suas representações.

Alguns adultos deveriam se esmerar em crianças respeitosas como essas. Aliás, minha crença na humanidade só persiste porque como educadora sei que crianças e adolescentes em ambientes sadios se tornam pessoas mentalmente sadias.

A dica do vídeo foi do querido De Lucca :)

Leia também:
Preconceito, ódio, discriminação se aprende e se ensina: Mãe, homem com homem pode namorar?

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Suplicy se indigna com o a afirmação de Aloysio Nunes sobre a ‘pacífica’ invasão militar do Pinheirinho

fevereiro 24th, 2012 by mariafro
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Durante audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH), no dia 23/02, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) respondeu comentário do senador Aloízio Nunes Ferreira (PSDB-SP) que afirmou ter sido pacífica a ação ocorrida para reintegração de posse da comunidade Pinheirinho, localizada em São José dos Campos (SP).

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Elfo Kassab quer se livrar de Serra Malfoy p/ apoiar Haddad Potter

fevereiro 23rd, 2012 by mariafro
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Não conheço a história de Harry Potter e não sei como isso acaba, mas tomara que Elfo Kassab não traia seu mestre Serra Malfoy.

Sugestão do Pedro Antônio Cândido, via Facebook.

Veja também:

Maria Inês Nassif: dois tucanos não se bicam

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Leandro Fortes: Racista é a PQP, não PHA!

fevereiro 23rd, 2012 by mariafro
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Assino embaixo, Leandro. É espantoso como o oportunismo barato abunda com a tosquice generalizada. Abaixo a estupidez. Que assola uma rede cada vez mais armada e menos crítica.

Racista é a PQP, não PHA!

23/02/2012

Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais. Foi por meio de pessoas como PHA, lá no início desse processo de abertura da internet, que o brasileiro descobriu que poderia, finalmente, quebrar o monopólio da informação mantido, por décadas a fio, pelos poderosos grupos de comunicação que ainda tanto fazem políticos e autoridades do governo se urinar nas calças. PHA consolidou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e muitos outros com humor, inteligência e sarcasmo, características cada vez mais raras entre os jornalistas brasileiros. Tem sido ele que, diuturnamente, denuncia essa farsa que é a democracia racial no Brasil, farsa burlesca exposta em obras como o livro “Não somos racistas”, do jornalista Ali Kamel, da TV Globo.

Por isso, classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É, por assim dizer, a inversão absoluta de valores e opiniões que tem como base a interpretação rasa de um acordo judicial, e não uma condenação. Como se fosse possível condenar PHA por racismo a partir de outra acusação, esta, feita por ele, e coberta de fel: a de que Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, é um “negro de alma branca”.

O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será. Quem finge não saber disso, finge também que não há racismo no Brasil.

Recentemente, fui chamado de racista por um idiota do PCdoB, partido do qual sou, eventualmente, eleitor, e onde tenho muitos amigos. Meu crime foi lembrar ao mundo que o vereador Netinho de Paula, pagodeiro recentemente convertido ao marxismo, havia espancado a esposa, em tempos recentes. E que havia dado um soco na cara do repórter Vesgo, do Pânico na TV. Assim como PHA agora, fui vítima de uma tentativa primária de psicologia reversa cujo objetivo era o de anular a questão essencial da discussão: a de que Netinho de Paula era um espancador, não um negro, informação esta que sequer citei no meu texto, por absolutamente irrelevante. Da mesma forma, Paulo Henrique Amorim se referiu a Heraldo Pereira como negro não para desmerecer-lhe a cor e a raça, mas para opinar sobre aquilo que lhe pareceu um defeito: o de que o repórter da TV Globo tinha “a alma branca”, ou seja, vivia alheio às necessidades e lutas dos demais negros do país, como se da elite branca fosse.

Não concordo com a expressão usada por PHA. Mas não posso deixar de me posicionar nesse momento em que um jornalista militante contra o racismo é acusado, levianamente, de ser racista, apenas porque se viu na obrigação de fazer um acordo judicial ruim. Não houve crime, sequer insinuação, de racismo nessa pendenga. Porque se pode falar muita coisa sobre Paulo Henrique Amorim, menos, definitivamente, que ele é racista. Qualquer outra interpretação é falsa ou movida por ma fé e vingança pessoal de quem passou a ser obrigado, desde o surgimento do blog “Conversa Afiada”, a conviver com a crítica e os textos adoravelmente sacanas desse grande jornalista brasileiro.

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