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Após divulgar ligação entre Cachoeira e a Veja, Record sofre ataques infundados

maio 20th, 2012 by mariafro
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Leia também:

Editorial de O Globo passa recibo para a blogosfera, sai em defesa de Veja, Policarpo e de seus próprios interesses

Jornal da Record: Inquérito da PF aponta ligação suspeita entre Cachoeira e revista Veja

Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Demóstenes, o ‘professor’ Cachoeira, Veja e as tramóias pra derrubar Dilma

Mino Carta desafia Civita

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertencer a grupo de extermínio

Velha mídia venal nunca se conciliará com o esquerdismo, mesmo o envergonhado do PT

Serra – Protagonista da Privataria tucana-, apoiado por réu do ‘mensalão’, usa ‘mensalão’ contra PT em horário eleitoral

Miguel Baia: Íntegra da matéria da CartaCapital: O triste fim de Policarpo [e da Veja?]

Leandro Fortes: O TRISTE FIM DE POLICARPO JR.

MST ocupa fazenda do bicheiro Carlinhos Cachoeira no DF

Íntimas relações entre Policarpo Jr., o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador cassado Demóstenes Torres

Condenado pela mídia: uma retrospectiva das capas de Veja sobre “Mensalão”

Veja, cara de pau, agora é ‘ativista da democratização das comunicações’

No que Cachoeira transformou o jornalismo em Brasília

Quando leitores sentem vergonha alheia de jornalistas: Noblat e o “foi para mim os xingamento”

Comentário no blog de Noblat assinado como sendo do filho de Sepúlveda Pertence nega as declarações do blogueiro sobre Tóffoli

Como a campanha neojanista pró-vassouras, o circo midiático do julgamento da AP470 miou

Nem Noblat respeita Gilmar “Dantas”

Leandro Fortes: A Idade Mendes

Gilmar diploma Marconi e Demóstenes diz que Perillo não precisava de diploma, mas é exemplo

Gilmar Mendes se acha a própria instituição da Justiça!

Leandro Fortes: Nos rincões dos Mendes

Na sua exaltação, o ministro Gilmar Mendes ainda não reparou que tem municiado quem queira atacá-lo

Joaquim Barbosa para Gilmar Mendes “Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país”

Collor volta a apontar as relações entre o bicheiro Cachoeira e o PGR Gurgel

Policarpo Jr. e Veja pediram grampo ilegal a Cachoeira

Dr. Rosinha: “Policarpo usou, foi usado ou era da quadrilha de Cachoeira.”

Leandro Fortes: É FANTÁSTICO: O SEQUESTRO DA NOTÍCIA ALHEIA

PT protocola requerimento para ouvir Serra na CPI do Cachoeira

Maierovitch: No “freezer” de Gurgel permaneceu o inquérito da operação de 2009 até ser cobrado por parlamentares em 2012

Washington Araújo: Veja: De repente o interesse por escândalos refluiu…

Jornal da Record: Inquérito da PF aponta ligação suspeita entre Cachoeira e revista Veja

Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

Após divulgar ligação entre Cachoeira e a Veja, Record sofre ataques infundados

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Paulo Moreira Leite: Não pode haver luta ideológica em relação ao passado.

maio 20th, 2012 by mariafro
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“Diante de tudo isso, eu acho que é o caso de fazer algumas perguntas simples: o que aconteceu? Quem deu as ordens? Quem achou que deveria cumpri-las? Por quê? Quem escondeu os corpos dos desaparecidos? Quando? De que forma?

Não é revanchismo. Não tivemos uma guerra civil. Tivemos um massacre. Não deixaram o outro lado vivo para contar a história.”

Além da propaganda dominante

PAULO MOREIRA LEITE, Em sua coluna de Época

16/05/2012

Não gosto de chavões mas às vezes não dá para escapar. Há momentos em que a mentira dominante é a ideologia da propaganda dominante. É assim quando falamos sobre a Comissão da Verdade.

O país passou a ditadura sob censura, contando histórias, mentiras e falsidades que o regime militar deixava publicar. O resultado está aí, décadas depois.

As pessoas – aquelas de boa fé – que falam que também deveríamos esclarecer a violência de quem fazia oposição ao regime querem mostrar-se como cidadãos de boa vontade, cordatos, preocupados com o futuro.

Não são pessoas com ideias extremadas e estão convencidas de que numa sociedade democrática deve haver lugar para conservadores e progressistas, para direita e esquerda e assim por diante. Concordo com isso.

Mas é preciso ver a realidade. Não pode haver luta ideológica em relação ao passado.

Basta entrar nos arquivos do Supremo Tribunal Militar para verificar que nenhum caso de ação violenta da oposição deixou de ser apurado e investigado na época. Nada escapou a um regime de força, que mantinha um aparato imenso, treinado com especialistas internacionais e equipado para perseguir seus inimigos de forma implacável, com violência e sem restrições para usar métodos ilegais de captura e interrogatório de presos.

Quem for atrás, por exemplo, do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, o primeiro caso no gênero, irá descobrir o seguinte.

O chefe da operação, que era o operário Virgílio Gomes da Silva, foi morto pela tortura no DOI CODI de São Paulo. Joaquim Câmara Ferreira, que era o principal dirigente da operação, também foi morto em circunstâncias idênticas. Manoel Cyrilo, que participou diretamente da captura do embaixador, foi preso, torturado e, passou anos na prisão. Só foi solto depois da anistia, quando conseguiu provar que era capaz de ter um emprego.

Carlos Marighella, que era o principal dirigente da ALN, mas nem participou pessoalmente da operação e há dúvidas até de que a tenha apoiado, foi executado meses depois.

Fernando Gabeira, que esqueceu um paletó no cativeiro que serviu de primeira pista para se chegar ao grupo de seqüestradores, foi preso e torturado.

O empresário Rubens Paiva foi preso, torturado e morto porque que recebeu uma carta de uma pessoa que vivia no Chile e tinha uma ligação com um dos participantes do seqüestro. Imaginaram que ele pudesse estar envolvido e foi assassinado. Rubens Paiva era deputado pelo PTB, foi cassado em 64. Formado em engenharia pelo Mackenzie, era pai de cinco filhos.

O seqüestro do embaixador virou livro de memórias e filme, O que é Isso companheiro? O massacre de Rubens Paiva inspirou um belo livro, Segredo de Estado.

Mas até hoje não sabemos sequer o que aconteceu com Rubens Paiva. Numa ação vergonhosa, para enganar a opinião pública, o regime chegou a informar oficialmente aos jornais que ele havia sido resgatado por uma organização de esquerda e fugido. A mentira foi manchete.

Também não sabemos quem assassinou Virgílio, nem Joaquim Câmara Ferreira.

Ao contrário dos militantes de oposição, que foram presos e não tiveram direito a um julgamento de nenhum tipo, e podiam considerar-se felizes quando eram encaminhados com vida a um tribunal, para uma sentença de cartas marcadas, os responsáveis por suas mortes não foram incomodados desde então. Seguiram na carreira profissional e até foram promovidos.

Diante de tudo isso, eu acho que é o caso de fazer algumas perguntas simples: o que aconteceu? Quem deu as ordens? Quem achou que deveria cumpri-las? Por quê? Quem escondeu os corpos dos desaparecidos? Quando? De que forma?

Não é revanchismo. Não tivemos uma guerra civil. Tivemos um massacre. Não deixaram o outro lado vivo para contar a história.

Não estamos falando de cidadãos que agiram por sua conta e arcaram com o peso de suas opções políticas. Estamos falando de agentes do Estado, que fizeram carreira no serviço público, obedeciam a uma cadeia de comando, davam e cumpriam ordens.

É por isso que essa história deve ser contada. É uma questão de respeito.

Leia também:

Érico Cordeiro: “A esquerda não pode ter tabu”

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Érico Cordeiro: “A esquerda não pode ter tabu”

maio 20th, 2012 by mariafro
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O problema é conseguir fazer isso em 2 anos, lembrando que a Comissão da Verdade é obrigada ainda a pesquisar um período maior que 1964 a 1988.

Érico Cordeiro em comentário no Cafezinho

Posso estar cometendo um grande equívoco, mas acredito, sinceramente, que essa investigação sobre os propalados “excessos” da esquerda pode ser uma excelente oportunidade para desmascarar o argumento cínico da direita, de que o golpe de 1964 tenha sido uma reação ao “radicalismo” que pretendia tornar o Brasil uma república socialista.

Faço um preâmbulo. Não acredito em uma esquerda confinada em dogmas ou em assuntos tabus. A direita é que precisa desses recursos, para obscurecer e impedir qualquer discussão. Aborto? É tabu, não pode ser discutido, porque é pecado! Eutanásia? É tabu, não pode ser discutido, porque é pecado! Casamento entre pessoas do mesmo sexo? É tabu, não pode ser discutido, porque é pecado! Liberação das drogas? É tabu, não pode ser discutido, porque é pecado!

Logo, se a esquerda possui um projeto de país universalizante, que possa realmente se mostrar transformador, não pode ter medo de discutir qualquer assunto. Pois bem, percebo em relação a esse tema, da investigação dos supostos crimes cometidos pela luta armada, uma certa ausência de vontade de discutir que me incomoda. Porque o dogma? Porque não discutir essa possibilidade de forma clara e apoiada em argumentos convincentes?

Algumas justificativas me soam como meias-verdades. Que se fosse assim, os membros da resistência francesa teriam que ir a Nuremberg. Ora, mas há uma enorme diferença entre o que ocorreu na Europa e a nossa ditadura militar. Ali houve uma guerra, onde a Alemanha e o ideal nazista foi vencido e confinado a guetos da história. Ninguém em seu juízo perfeito defende as idéias de Hitler, a não ser uma parcela mínima – salvo nos casos de grande convulsão social, como na Grécia, o nazismo é uma piada de mau gosto ideológica. Não há ninguém intelectualmente relevante disposto a dar guarida às concepções nazistas, mesmo que haja uma extrema direita que tenha muitos pontos de convergência com algumas formulações caras ao ideário nazista: eugenia, superioridade de uma raça sobre as demais, etc. Na Europa, não paira dúvida sobre qual lado estava certo e qual estava errado. Nem sobre o que era o legítimo direito de resistência a um governo totalitário.

Aqui não. Aqui a sociedade nunca foi minimamente informada sobre o que seria Terrorismo de Estado e quais as suas conseqüências. Aqui tem-se Clubes Militares que festejam aniversário de um Golpe de Estado e parcelas consideráveis da população que sentem saudades daqueles tempos sombrios. Até pouco tempo, a mídia chamava o golpe de revolução! Aqui tem-se uma direita irresponsável e cafajeste, capaz de mandar um menino de recados de um bicheiro ao STF para defender a tese de que os culpados pela escrevidão foram os próprios escravos, sob aplauso unânimes de largas parcelas do nosso conservadorismo. Ou seja, aqui pairam no ar dúvidas sobre qual o lado certo e qual o lado errado durante a ditadura militar – mas não para quem um mínimo de formação política e criticidade, mas para um largo espectro da população.

A comissão da verdade, ao se debruçar sobre os “excessos” da esquerda, pode contribuir para desmistificar as teses de que o que havia aqui era uma guerra (e não um massacre) ou de que a luta armada se valeu dos mesmos expedientes que os mais truculentos agentes do estado.

Ao investigar a atuação da esquerda, será possível esclarecer a sociedade a diferença entre um Carlos Lamarca e um Henning Boilesen e mostrar a uma população anestesiada e alienada a diferença entre terrorismo de estado e resistência. Um era um militar respeitado que pegou em armas para lutar contra o arbítrio. O outro era um sádico que se comprazia em torturar presos políticos e financiava a máquina da repressão.

Ao se debruçar sobre os “crimes” da esquerda, será possível à Comissão da Verdade mostrar à sociedade o abismo existente entre aqueles que oprimiam o país e aqueles que resistiram à opressão, especialmente no que tange aos métodos.

Não conheço um relato de alguém que tenha sido seqüestrado pela luta armada e que tenha sido torturado – já os membros das organizações de esquerda, mesmo aquelas que não se envolveram na luta armada, eram presos, torturados, mortos, exilados.

Organizações envolvidas na luta armada jamais torturaram ou estupraram quem quer que fosse.

Não há registro de qualquer membro de organizações de esquerda que tenha enriquecido com o fruto dos assaltos a banco (aliás, esses assaltos foram em quantidade muito menor do que a mídia quer fazer crer).

A esquerda jamais praticou atos de verdadeiro sadismo como as bombas nas bancas de jornal, na OAB, no Riocentro! Portanto, um trabalho sério da comissão vai desmascarar um mito, um discurso que está aí há 48 anos, sendo vendido como verdade: o que houve excesso dos dois lados.

Bom, me estendi demais e essa tese que eu defendo é bastante polêmica. Mas, repito: a esquerda não pode ter medo de discutir qualquer assunto, não pode ser refém de dogmas e se você ou os seus leitores discordarem – e apresentarem argumentos capazes de me convencer – não terei o menor problema em rever minha posição e fazer uma autocrítica. Estou colocando o problema sob uma perspectiva que aina não vi ninguém defender, ok?

Não proponho uma capitulação ao argumento de que “houve excesso dos dois lados”, falso sob qualquer aspecto, mas sim a utilização deste momento histórico para, exatamente, desconstruir esse mito. (…)

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Maierovitch: CPI perde credibilidade com blindagem de governadores

maio 19th, 2012 by mariafro
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Será que meus amigos, militantes petistas que tudo aceitam, incluindo a defesa da Monsanto e sms para Cabral também vão dizer que Maierovitch é do “PIG”?

Vaccarezza e Dias blindam governadores e CPMI perde credibilidade

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch, Terrra Magazine

18/05/2010


José Cruz/ABr. José Cruz/ABr

Se a ética fosse levada a sério no Parlamento, um novo processo, junto à Comissão de Ética da Câmara, deveria ser iniciado contra Cândido Vaccarezza. Ele deixou a liderança do governo pelas trapalhadas e ganhou fama de ser pouco brilhante intelectualmente.

Ontem, durante a sessão da CPMI, Vaccarezza foi surpreendido ao mandar, com recursos telemáticos que consegue operar, mensagens ao governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Cabral, apavorado com a ameaça de depor na CPMI e depois de implorar socorro ao vice-presidente Michel Temer que antes ignorava, restou confortado pelas mensagens on-line de Vaccarezza.

Não se sabe nada a respeito do comprometimento de estoques de fraldões geriátricos no Rio de Janeiro, mas Cabral ontem, enquanto se desenvolvia a sessão da CPMI, movia-se entre o desespero e o pavor de ser convidado a comparecer a Brasília.

Na principal mensagem, Vaccarezza, flagrado pelo pessoal do SBT, digitou a respeito da não convocação de Cabral: “Você é nosso”.

Como Vaccarezza pertence ao Partido dos Trabalhadores e Cabral ao PMDB, a mensagem aponta para um acordo que, evidentemente, contraria o interesse público.

Na verdade, Vaccarezza premia, em nome de seu partido político, o sabujismo de Cabral para com Lula. Afinal, nos mandatos de Lula, Cabral foi o governador que mais bajulou e se curvou às vontades do então presidente. E nem sempre as vontades de Lula atendiam ao interesse do estado fluminense.

Com efeito. Muitos podem concluir, com relação ao escândalo Cachoeira-Demóstenes, que se a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) acabar em pizza teremos a ação do Ministério Público.

Um Ministério Público, pelo nosso sistema constitucional, sem qualquer obrigação de acatar o relatório final da CPMI: muitas vezes, as investigações parlamentares terminam sem consenso e, portanto, sem aprovação da peça de encerramento.

O grande problema é que na outra ponta da outra linha está, por força dessa excrescência chamada “foro privilegiado”, o procurador Roberto Gurgel e a sua esposa Cláudia Sampaio, na condição de subprocuradora.

Esses consortes, Gurgel e Cláudia, já engavetaram o inquérito iniciado pela Operação Vegas, conduzida pela Polícia Federal que revelava a participação do senador Demóstenes Torres na organização criminosa chefiada por Carlinhos Cachoeira.

No Parlamento, quando da recondução a novo mandato de procurador-geral e com a Operação Vegas no “freezer” do seu gabinete, Gurgel disse que poderia ser acusado de tudo, menos de omissão. Não se sabe se Gurgel, com a afirmação feita, chegou a corar ou manteve um caradurismo hipócrita.

Não bastasse, Gurgel soltou a seguinte frase: “O Ministério Público tem de ser um exemplo de transparência”.

Essa frase de Gurgel está publicada hoje no jornal O Estado de S.Paulo. E Gurgel não explica convincentemente o inexplicável engavetamento, de 2009 a 2012, do inquérito da Operação Vegas.

Só para lembrar, Gurgel tinha, segundo estabelecido no Código de Processo Penal, o prazo de 15 dias para se manifestar nos autos do inquérito da Operação Vegas.

No momento, para Gurgel escapar, a subprocuradora e esposa Cláudia apresentou-se como biombo protetor. E ela já foi desmentida pelo delegado responsável pela Operação Vegas e por nota divulgada pela direção da Polícia Federal.

Ontem, a CPMI não convocou o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, nem os governadores de Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro. A subprocuradora Cláudia também não foi convidada a comparecer.

Para blindar Cavendish, a CPMI quer focar a apuração exclusivamente nos negócios da Construtora Delta na região Centro-Oeste, sob responsabilidade de Cláudio Abreu, diretor defenestrado que está preso preventivamente.

Quanto à tentativa de convocação de Marconi Perillo, governador de Goiás, o novo Varão de Plutarco do Senado Federal Álvaro Dias avisou, bravo, que se mexessem com Perillo iria encrespar e os outros governadores seriam convocados.

Álvaro Dias é aquele que abriu mão da aposentadoria de governador do estado do Paraná. Depois de ter explorado politicamente essa sua liberalidade, voltou, “na moita”, a pedir a aposentadoria. Atenção: pediu que voltassem a pagar a aposentadoria e colocassem no seu bolso, retroativamente, as importâncias que havia renunciado.

O senador Álvaro Dias, do PSDB, passou a representar o papel de Varão de Plutarco que antes era interpretado por Demóstenes Torres.

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