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Pedro Urizzi: “FUI PRESO INJUSTAMENTE PELA PM NO DIA DA MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO”

abril 22nd, 2012 by mariafro
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Por sugestão de Marina Monteiro, relato do ator Pedro Urizzi sobre agressão que sofreu da polícia durante a marcha contra a corrupção:

Aqui o vídeo de sua prisão e a seguir o relato postado em seu perfil no facebook:

ONTEM FUI PRESO INJUSTAMENTE PELA PM NO DIA DA MARCHA CONTRA A CORRUPCAO.

Pedro Urizzi em seu Facebook

Sou eu nessa foto sendo preso injustamente! Estava a caminho de um jantar (por isso a garrafa de vinho), havia descido do ônibus, pois a Av. Paulista ainda estava interditada, comecei a caminhar em direção a brigadeiro, quando passo em frente ao MASP vejo a manifestação contra a CORRUPÇÃO, fiquei alguns minutos a observar de longe a marcha, minutos depois grande parte das pessoas foram dispersadas pela PM com o uso de força bruta, gás lacrimogêneo, bala de borracha e etc. Após o primeiro confronto continuo em direção a brigadeiro, levando meu vinho e escutando musica, mas uma cena me marcou muito, vi um policial com um saco de bombas ele caminhava junto com sua equipe ate um grupo de pessoas que estavam na calcada, ali observei que havia crianças também! Então corri ate a ilha de cimento que fica na frente do MASP e comecei a berrar: – “Tem criança ali, não joga não joga, tem criança”. Depois de poucos minutos o mesmo policial me abordou agressivamente, me segurou pelo colarinho e alegou que eu o xinguei, ele me xingou algumas vezes e continuou a me segurar pelo colarinho e a me chacoalhar, enquanto isso outro policial veio e me agrediu com um cassetete no braço, me deram voz de prisão e bruscamente torceram meu braço esquerdo e me seguraram pela nuca, em nenhum momentos os policiais pediram meus documentos ou respeitaram meus direitos. Fui detido por livre decisão da PM sem motivo e de uma maneira humilhante. Jogaram-me no chão com força e me algemaram com as mãos para trás, apertaram bem forte a algema da minha mao direita (por enquanto não consigo escrever a caneta, não sei como vou dar aula na segunda). Fui colocado no camburão, em nenhum momento nenhum policial militar ou oficial superior interveio ou me deram alguma explicação, e muito menos respeitaram meus direitos, fui detido como um criminoso perigoso, ou quem sabe um dia como um político corrupto. Meus direitos foram jogados a esmo pela Policia Militar do Estado de São Paulo. Depois de entrar no camburão fiquei muito nervoso e incerto do que iria acontecer, só consegui ficar tranqüilo quando me entregaram a Policia Civil no 8º DP, la pela primeira vez meus direitos foram respeitados, o delegado mandou retirar as algemas, me deram água e fui depor, fiz minhas ligações, dois amigos foram ate a DP, depois fui ao IML para fazer corpo delito pois fui agredido pela PM, tenho escoriações leves no ombro, joelho e meu pulso direito esta bem machucado, mas a dor física não me incomoda, essa passa, mas e a dor da humilhação? A dor da alma, sabe? De não poder fazer NADA, se sentir sem direito algum, de ser tratado como um criminoso, o dia 21 de abril de 2012 vai fica pra sempre na minha memória, mas não me arrependo de nada! Imagine as atrocidades que não acontecem na Cidade de São Paulo, quantas pessoas sem vozes existem? Quantas injustiças? Vou processar a PM e o Estado de São Paulo, fui agredido e humilhado pelo Governo que EU e VOCÊ sustentamos com os nossos impostos!
Mas o Brasil mudou, há 40 anos meu pai foi preso político, ficou seis anos em exílio político, na época ele foi torturado e perdeu onze dentes. Evoluímos, dessa vez não perdi os dentes e nem sumiram comigo, tive “apenas” escoriações, o punho machucado e a negação dos meus direitos. O que mudou como tudo isso? Que a Policia Militar é totalmente despreparada, a Policia Militar não foi criada para proteger os cidadãos, não se pode de maneira alguma confiar na Policia Militar e que o Brasil precisa caminhar muito, mas muito mesmo para deixar para trás os fantasmas da ditadura militar que ainda irrigam nossa política de segurança publica. Ontem fui preso injustamente, e os políticos corruptos que estão à solta, hein?!
Pedro Urizzi 22 de abril de 2012, São Paulo. Brasil.

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Ao menos em Goiânia, os eleitores não se esqueceram de corruptos tucanos

abril 22nd, 2012 by mariafro
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Impressionante como as marchas contra a corrupção (que sempre se esquecem dos corruptores), ontem, em mais uma manifestação em algumas capitais como São Paulo, Rio e também em Brasília se “esqueceram” completamente de Cachoeira, de Demóstenes Torres (ex- DEM) e de Marconi Perillo (governador de Goiás pelo PSDB).
Esqueceram mesmo? Diante do maior escândalo da República brasileira onde o Senado virou base de bicheiro, e o total silêncio dos marchadores em relação ao escândalo Cachoeira-Demóstenes-Perillo, como não encarar essas marchas contra a ‘corrupção’ como manifestações partidarizadas da direita neojanista contra o governo federal, contra o PT?
Felizmente em Goiânia os eleitores se manifestaram:

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Rede SciELO Livros: Centenas de livros acadêmicos em formato digital disponíveis para download

abril 22nd, 2012 by mariafro
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Até o momento pode-se baixar gratuitamente livros plublicados entre 2009 e 2011 das editoras UNESP; EDUFBA e Fiocruz.

Para ter acesso a lista de livros para download gratuito clique aqui

A Rede SciELO Livros visa a publicação online de coleções nacionais e temáticas de livros acadêmicos com o objetivo de maximizar a visibilidade, acessibilidade, uso e impacto das pesquisas, ensaios e estudos que publicam. Os livros publicados pelo SciELO Livros são selecionados segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos em formato digital  são preparados segundo padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações e são legíveis nos leitores de ebooks, tabletssmartphones e telas de computador. Além do Portal SciELO Livros as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da Web e serão publicados também por portais e serviços de referência internacional.

A Rede SciELO Livros interopera e compartilha objetivos, recursos, metodologias e tecnologias com a Rede SciELO de periódicos científicos de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunicação científica em ambos meios de publicação.

SciELO Livros é parte integral do Programa SciELO da FAPESP e o seu desenvolvimento por meio da coleção SciELO Livros Brasil é liderado e financiado por um consórcio formado pelas editoras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O Projeto de desenvolvimento da plataforma metodológica e tecnológica do SciELO Livros teve  a cooperação técnica da BIREME/OPAS/OMS e sua execução apoiada pela Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo.

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Abaixo-assinado contra a aprovação da ADI 3239 no Supremo Tribunal Federal

abril 20th, 2012 by mariafro
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Para aderir, clique aqui

Abaixo-assinado contra a aprovação da ADI 3239 no Supremo Tribunal Federal
Para: Supremo Tribunal Federal e Governo Federal

Representantes do Governo e STF,

Há uma dívida histórica com os remanescentes de comunidades quilombolas que há séculos sofrem com as injustiças e o racismo. Não o bastante, mesmo mais de 120 anos após a abolição da escravatura, essas comunidades ainda enfrentam grandes dificuldades e precisam a todo o tempo lutar pela garantia de seus direitos.

O Brasil possui mais de 5 mil comunidades quilombolas, mas apenas 6% delas têm a titularidade de suas terras garantidas. Enquanto isso, mais de três quartos (77,1%) dos 984 processos para regularização de terras quilombolas abertos no Incra até 2010 não haviam sido alvo de qualquer providência.

O Decreto Federal 4887/2003, assinado pelo ex-presidente Lula, regulamentou o processo de titulação das terras dos remanescentes das comunidades de quilombos, tornando-se um mecanismo que tem o objetivo de facilitar o processo de identificação e posterior titularização de comunidades. Ele foi proposto a partir de parâmetros internacionais de Direitos Humanos, tendo a autodefinição das comunidades como remanescentes de quilombos como o primeiro passo para o reconhecimento e titularidade de suas terras. Com o Decreto, o Governo Brasileiro comprometeu-se, internacionalmente, a respeitar a relação que estas comunidades possuem com as terras que ocupam ou utilizam para sua cultura e valores espirituais.

O Decreto vem também ratificar o que é colocado na Constituição Federal, no art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias:

“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.

Entretanto, a Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 3239, de relatoria do Ministro Cezar Peluso e que foi inicialmente proposta em 2004 pelo partido Democratas, questiona o conteúdo do Decreto e alega que o mesmo é inconstitucional. Entendemos essa ação como um grande retrocesso na luta por direitos neste país.

Nós, organizações da sociedade civil do Brasil, demonstramos nossa insatisfação e ratificamos nossa posição contrária à aprovação da ADI 3239.

Os signatários

Leia também:
Boaventura de Sousa Santos em carta aberta aos ministros do STF que julgam as terras quilombolas
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