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A CPI de Cachoeira e a retórica do ‘mensalão’

abril 12th, 2012 by mariafro
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Cachoeiroduto: A CPI de Cachoeira e a retórica do ‘mensalão’

Carta Capital

12/04/2012

Era questão de tempo: tímidos, até então, com a escancarada relação mantida pelo contraventor Carlinhos Cachoeira com senador, deputados e um governador tucano, os jornais chegaram às bancas, nesta quinta-feira 12, com a arma apontada na direção oposta.

Estamparam em suas capas a suspeita de que o lobby de Cachoeira chegara ao governador petista Agnelo Queiróz (DF). Num exercício de retórica mais elástico que os tentáculos políticos de Cachoeira, conseguiram trazer ao centro do debate a palavra “mensalão”.

Como Marconi Perillo, investigação da PF pode também complicar a vida do governador petista Agnelo Queiróz. Foto:Carlos Moura/CB/D.A. Pres

Tudo isso às vésperas da instalação de uma CPI mista para investigar as relações suprapartidárias do contraventor pelo mundo político, tão ecléticas quanto suas áreas de influência – que iam do jogo do bicho à indústria farmacêutica, passando por serviços de coleta de lixo.

O esforço agora é tentar arrastar para o centro do escândalo quem até então parecia faturar com a situação. As movimentações mais recentes apontam que até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para emplacar a comissão, já acertada pelos presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A abertura da CPI passou a ser defendida abertamente pelo presidente do PT, Rui Falcão. Foi o suficiente para que O Globo visse na postura uma tentativa de desviar o foco do “mensalão”.

A CPI pode complicar a vida do governador tucano Marconi Perillo, assim como a do petista Agnelo Queiróz. CartaCapital mostrou, em suas duas últimas edições, como o grupo de Cachoeira exercia influência na montagem do governo tucano e como recebia informações privilegiadas dos assessores diretos de Perillo.

No caso de Queiróz, o relatório da PF indica que o governador do Distrito Federal chegou até a pedir reunião com Cachoeira, apontado pela PF como o chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás e no Distrito Federal. O grupo de Cachoeira teria intenção de realizar negócios no governo do DF.

Outra suspeita, levantada pela Folha de S.Paulo, é que os homens ligados a Cachoeira intercediam, no governo petista, em favor da Construtora Delta, que domina o serviço de coleta de lixo no Distrito Federal.

Um desses elos entre o governo do DF e Cachoeira é o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá. Aliado de Cachoeira, ele tentou intermediar encontro entre o bicheiro e o governador – “apelidado”, segundo as investigações, como 01. Conforme revelou CartaCapital, Dadá, preso e investigado pela PF, era responsável por obter informações sigilosas de interesse da quadrilha em troca de um pagamento mensal de 5 mil reais.

As relações de Cachoeira em Goiás levaram até mesmo a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, a se declarar impedida de julgar um habeas corpus impetrado pela defesa do bicheiro para tirá-lo da prisão. Ela alegou ter tido contado com alguns citados nas investigações.

A mídia também não deve escapar. As relações do esquema de Cachoeira com a revista Veja, se apuradas pela CPI, prometem expor os métodos de jornalismo investigativo e as cruzadas midiáticas dos últimos 10 anos. Por isso, os jornais parecem tão empenhados em ameaçar quem defende a instalação da CPI.

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Presidente de sindicato e vereador da base de Kassab decreta fim de greve e revolta professores

abril 10th, 2012 by mariafro
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Professores municipais de São Paulo, como eleger um presidente de sindicato que é vereador da base do Kassab? E não há conflitos de interesses um vereador em exercício ser presidente de sindicato em exercício?

São Paulo: presidente de sindicato decreta fim de greve e revolta professores

Indignada, categoria impediu por duas horas a saída do dirigente do caminhão de som; houve tumulto na praça do Patriarca, no centro

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 10/04/2012, 17:55; Última atualização às 20:05

São Paulo: presidente de sindicato decreta fim de greve e revolta professores
Revoltados com a votação, trabalhadores cercaram o presidente do sindicato, que teve de ser escoltado pela polícia (Foto: Folhapress)
São Paulo – A assembleia dos professores da rede municipal de São Paulo terminou no início da noite de hoje (10) com insatisfação dos professores e cerco ao presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal em São Paulo (Sinpeem), Claudio Fonseca, também vereador do PPS, base aliada do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Fonseca saiu da praça do Patriarca, no centro da capital paulista, local da assembleia, por volta das 18h, escoltado por batedores da Polícia MIlitar. O sindicalista ficou cerca de duas horas preso no interior do caminhão de som, após decretar o fim da greve dos professores da rede pública municipal, apesar dos apelos dos professores para reconsiderar a decisão.Durante votação pela continuidade ou não do movimento, iniciado no dia 2, a categoria ficou dividida, e o presidente decidiu finalizar a paralisação sem realizar uma segunda votação que mostrasse a decisão exata.Segundo professores que estavam no caminhão de som, próximos a Fonseca, que preferiram não se identificar, ele teria desligado o microfone logo depois de indicar o fim da paralisação. Em seguida, tentaram tirar o caminhão do local rapidamente, mas os trabalhadores cercaram o veículo e impediram a saída.”Quando houve a decisão pela greve, ele colocou em votação quatro vezes. Agora que a categoria ficou dividida e houve dúvidas sobre o resultado, ele ignorou os pedidos de nova votação, desligou o microfone e queria ir embora. Não é a primeira vez que ele faz isso”, expõe uma professora que pediu sigilo sobre seu nome.A ação de Fonseca foi motivo de críticas, inclusive de professores que votaram pela retomada das aulas. “Meu voto foi por retornar, mas agir dessa forma é antidemocrático”, interpretou uma das profissionais que impediram a saída do caminhão.Centenas de professores se mantiveram em torno do caminhão até a chegada da PM. Enquanto permaneceu no alto do caminhão de som, Fonseca foi alvo de ovos, vaias e garrafas de água. O comandante da operação, tenente Arnaldo Ferreira, disse às 15h que havia “no máximo 1.500 pessoas na assembleia”, mas pessoas chegavam “a todo momento”. “É um absurdo o que eu vivi aqui hoje. Já vi a polícia reprimir manifestação de trabalhadores, mas sindicato que reprime foi a primeira vez”, disse a professora aposentada Jane Arruda, acompanhada da mãe. “Entrei no banco correndo para proteger minha mãe, uma idosa, e muitas professoras tiveram de correr com filhos pequenos da Polícia Militar, que chegou utilizando gás pimenta”, descreveu.Uma professora de um Centro de Educação Infantil (CEI) da prefeitura correu para proteger a filha de 4 anos que a acompanhava. A irmã preferiu se manter no protesto e foi alvo do gás de pimenta.Após a confusão, centenas de professores realizaram uma assembleia sem a presença dos dirigentes do sindicato para decidir os próximos passos da categoria. A principal deliberação foi de reorganizar o movimento e informar os colegas sobre os problemas enfrentados na assembleia. Nova reunião do grupo está marcada para o sábado (14), na região central.

Sindicato

Em nota postada no site do Sinpeem, Fonseca afirmou que “os profissionais de educação, após analisarem as propostas apresentadas pelo governo municipal decidiram encerrar a greve”.“Com a garantia dos dias parados, a apresentação das demais propostas e a constatação de que houve queda acentuada de adesão ao movimento, a maioria dos profissionais de educação presentes decidiu não rejeitar as propostas apresentadas pelo governo e manter a negociação com a administração municipal”, disse o dirigente.Fonseca atribui a confusão na assembleia a “grupos infiltrados entre os profissionais de educação, que certamente não pertencem à categoria, (que) reagiram com violência atirando garrafas, paus e ovos. Uma demonstração clara de que não segue sequer as indicações das centenas de escolas que, tendo participado da greve entre os dias 4 e 10 de abril, afirmavam que a decisão de suas unidades era pela suspensão da greve”.

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Operação policial recolhe panfletos que reproduzia reportagem da IstoÉ sobre sumiço de gravações de processo contra Puccinelli Jr e Giroto

abril 10th, 2012 by mariafro
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A notícia é tão bizarra que cheguei a duvidar, mas aqui está a matéria da IstoÉ reproduzida nos panfletos apreendidos. E como os panfletos com a matéria foram recolhidos resolvi fazer uma cópia da matéria da IstoÉ por segurança, aqui no googledocs

Por: Kaká De F. Brito, via Facebook

O secretário de governo do MS foi, pessoalmente, a uma delegacia tratar da prisão de um grupo que distribuia uma reportagem da Istoé!

Idade da Pedra? O comandante da PM e o secretário de Segurança, idem.

A reportagem fala do sumiço de provas, gravações da PF, que incriminam o filho do governador Puccinelli e o deputado Edson Giroto numa armação contra o ex-deputado Semy Ferraz, do PT. Colocaram santinhos com cédulas de vinte reais no carro do coordenador de campaha dele. Não sabiam que a PF estava ouvindo a armação.

A prova sumiu do processo que corre no STF, a AP 605. Giroto é candidato a prefeito de Campo Grande pelo PMDB. Na época, em 2006, era Sec. de Obras de Puccinelli, e um dos denunciados por Semy, que não se reelegeu com a manobra…vejam o link

Operação recolhe panfleto sobre sumiço de gravações de processo contra Puccinelli Jr e Giroto
Eliane Souza, MidiaMax
10/04/2012 20:15


Na foto central, o secretário estadual de Governo Osmar Jerônymo dentro da delegacia

A distribuição gratuita de panfleto com a reprodução de reportagem da Revista Isto É, do dia 4 de abril, com a matéria intitulada “As Provas Sumiram”, transformou a sede da 3ª DP, localizada no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, na tarde desta terça-feira, 10, num verdadeiro encontro de fardas, patentes e ocupantes de cargos de primeiro e segundo escalão do Governo Estadual.

O burburinho na sede da delegacia começou logo após a detenção de cinco pessoas que estavam fazendo transporte e distribuição do material da revista Isto É. A reportagem da revista, assinada pela jornalista Izabella Torres, revela que “Gravações que sustentavam ação no STF contra o deputado Edson Giroto e o filho do governador de Mato Grosso do Sul desapareceram e comprometem a atuação da Justiça”. O Midiamax publicou, no dia 01 de abril (ver matéria relacionada abaixo) , o conteúdo disponibilizado no site da revista.

A reportagem cita que “As conversas entre o grupo de sustenção da campanha de André Puccinelli ao governo renderam cinco DVDs. Dois sumiram. Mas é justamente o que foi gravado nos dias 29 e 30 de setembro de 2006, com as conversas do filho do governador, que não integra o processo. Segundo Semy Ferraz, o áudio desaparecido é o que mais compromete o clã Puccinelli”.

Outro trecho da matéria afirma que “De acordo com denúncia do MP Federal, o governador de Mato Grosso do Sul, seu filho, André Puccinelli Júnior, e seus assessores “Idealizaram um plano para imputar falsamente” ao adversário do PT a acusação de crime eleitoral”.

Parte dos detidos panfletavam na Avenida Mato Grosso e outros foram abordados na Avenida Rachid Neder a bordo de um veículo carregado de panfletos. A ação, segundo um dos detidos, foi feita pela polícia e depois todos foram encaminhados para a delegacia. Dois veículos e o material também foram levados para a DP.

Com a apreensão dos panfletos, que somavam 80 mil unidades, conforme uma das pessoas conduzidas para a delegacia, foi ordenada verdadeira operação-abafa para barrar a disseminação do material nas ruas da Capital.

A intervenção do governo na operação-abafa ficou evidente com a chegada, na delegacia, do secretário de governo do Estado, Osmar Domingues Jerônymo, que, ao chegar, foi direto para uma das salas do prédio, onde, provavelmente, o delegado colhia os depoimentos dos panfleteiros.

Além de Jerônymo, foram até a delegacia o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas Neto, o comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos, graduados e praças da PM, além de advogado representando o Governo.

A reportagem apurou que a suposta transgressão registrada nos boletins de ocorrência foi tipificada como violação de direito autoral. Segundo uma das pessoas que faziam a distribuição, os panfletos haviam sido encomendados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-MS). Até o momento, a CUT-MS não se manifestou.

A polícia faz monitoramento na noite desta terça-feira para localizar o possível depósito e a gráfica onde o material foi impresso.

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Subprocurador-geral da República pede instalação imediata da Comissão da Verdade

abril 10th, 2012 by mariafro
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Subprocurador-geral da República pede instalação imediata da Comissão da Verdade

Secretaria de Comunicação Social Procuradoria Geral da República

10/4/2012

Durante audiência na Câmara, Aurélio Rios afirmou que a Comissão trará respostas para onde estão os corpos desaparecidos durante a ditadura militar, a investigação sobre os fatos e a identificação dos autores

O procurador federal dos Direitos do Cidadão em exercício, subprocurador-geral da República Aurélio Veiga Rios, participou, nesta terça-feira, dia 10 de abril, de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça. Promovido pela Comissão de Direitos Humanos, o evento teve como objetivo debater iniciativas comuns e perspectivas do trabalho pelo estabelecimento da verdade histórica sobre as graves violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado entre 1946 e 1988.

Aurélio Rios explicou que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), como instituição nacional de direitos humanos, tem o compromisso com a memória, a verdade e a justiça. O subprocurador-geral informou que, recentemente, o Ministério Público Federal realizou Seminário sobre Justiça de Transição para tratar das consequências de decisão da Corte Interamericana de Justiça e traçar estratégias jurídicas que possam ser efetivadas ante a casos de violações aos direitos humanos entre os anos de 1964 e 1985.

Segundo o subprocurador-geral, um ponto importante é a instalação imediata da Comissão da Verdade para “remover as pedras que estão no caminho”. Conforme explicou, essas pedras estão em todos os lugares. “Uma parte delas está em nós mesmos, em superar o medo do desconhecido”, disse. Segundo Aurélio Rios, as outras pedras estão nas instituições com as quais se trabalha, inclusive no Congresso. Para ele, não tem sido fácil superar os impasses, não só dentro dos setores militares, mas também dentro de áreas do governo.

De acordo com ele, existe uma enorme pedra também no Supremo Tribunal Federal que, numa interpretação restritiva, praticamente anula a responsabilização criminal dos agentes que praticaram os crimes durante a ditadura militar no Brasília. “O que acho que teremos com a Comissão é a resposta básica para onde estão os corpos, a investigação sobre os fatos e a identificação dos autores”, declarou. Para o subprocurador, os limites da responsabilidade penal disso será outra muralha a ser vencida.

Ele citou como atuação concreta do MPF a ação recente contra o coronel da reserva do Exército do Brasil Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado contra cinco militantes, capturados durante a repressão à guerrilha do Araguaia na década de 70 e até hoje desaparecidos. Aurélio Rios afirmou que a ação foi extinta mas que já foi objeto de recurso. “O ponto importante é que a gente não se iluda em relação a essas pedras, mas não significa que vamos parar diante delas, é importante juntar forças para ultrapassá-las”, convocou.

Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria Geral da República
(61) 3105-6404/6408

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