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Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

maio 6th, 2012 by mariafro
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E no twitter por mais de 2 horas em 1º lugar nos Trending Topics a tag #VejaVaiPraCPI:

Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.

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Leia também:

Editorial de O Globo passa recibo para a blogosfera, sai em defesa de Veja, Policarpo e de seus próprios interesses

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Demóstenes, o ‘professor’ Cachoeira, Veja e as tramóias pra derrubar Dilma

Mino Carta desafia Civita

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

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Madre de Plaza de Mayo é assaltada pela segunda vez em dois meses

maio 6th, 2012 by mariafro
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Para lá de suspeitos esses assaltos na casa de Nora Centeno, a polícia argentina precisa levar mais a fundo esta investigação.

Leia também: Carta das Mães de Maio brasileiras para as Madres e Abuelas de La Plaza de Mayo argentinas

Madre de Plaza de Mayo é assaltada pela segunda vez em dois meses

Por: Victor Farinelli, com informações de Infobae

-6/05/2012

Uma das mais emblemáticas Madres y Abuelas de Plaza de Mayo, fundadoras do grupo surgiu nos Anos 80 para exigir que notícias sobre o paradeiro de seus filhos e netos desaparecidos durante a última ditadura argentina (1976-1983), Nora Centeno, de 78 anos, teve sua casa invadida por três delinquentes, na noite de 5 maio, enquanto assistia televisão com parentes (um homem, uma mulher e uma adelescente menor), na cidade La Plata – região sul da província de Buenos Aires.

É a segunda vez que a casa de Nora é atacada nos últimos dois meses.

No dia 13 de março, a idosa se encontrava sozinha em casa quando dois invasores a amarraram, e logo a torturaram com golpes e tentativas de enforcamento. Na ocasião, também roubaram diversos documentos, o que levou a hipótese de que o crime poderia ter sido premeditado e com fins políticos.

O segundo assalto, ocorrido neste sábado, não teve violência física, mas também registrou roubo de documentos, além de alguns objetos de valor. As semelhanças entre os dois eventos não é o único indício de que os autores do segundo ataque possam ser os mesmos que praticaram o primeiro: uma das testemunhas disse que o sujeito que liderava o grupo durante a segunda invasão teria dito “viu que chamar a polícia não dá em m… nenhuma?”. Após o primeiro ataque, a polícia da Província de Buenos Aires chegou a capturar dois suspeitos de terem sido os autores do primeiro ataque, mas somente os interrogou.

Ainda assim, os casos passaram a ser investigados em paralelo, as autoridades policias argentinas afirmaram que a hipótese de que o segundo crime tenha sido uma represália pela repercussão do primeiro é apenas uma linha de conclusão, mas ainda não é a definitiva.

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Professora Ana comenta medida de Cabral que põe policiais armados dentro das escolas

maio 6th, 2012 by mariafro
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Por sugestão de Judith Athayde, reproduzo a nota da professora Ana Maria Monteiro*, que comenta o absurdo que é a presença de policiais nas escolas estaduais do Rio de Janeiro. Ana Maria repudia com veemência esta medida do governador Sérgio Cabral e lembra que nem durante a Ditadura Militar algo semelhante ocorreu.

Atualização: Polícia armada dentro das escolas no Rio de Janeiro e Secretário da Segurança Pública do Piauí culpando professores em greve pelo aumento de homicídios.

Amig@s

Envio mensagem que escrevi após participar do Jornal Nacional ontem.

Na noite de 5 feira, dia 3 de maio, na aula do Cespeb, fui informada pelos professores sobre a decisão do governo do estado do Rio de Janeiro de alocar policiais armados em colégios “perigosos???”, medida que já estava, inclusive, implantada em colégios onde alguns deles atuam.O impacto era geral.

Surpresa, indignação e, posso dizer, raiva eram sentimentos expressos misturados com constrangimento, preocupação sobre o que poderia acontecer em futuro próximo e até mesmo a impotência e um certo medo frente a esta medida radical que nem em tempos de ditadura militar vimos acontecer.

Policiais armados, de plantão nas escolas, em seus horários de folga – possibilidade de legalização o “bico”?- para a “defesa do patrimônio” das escolas?

Entre o espanto e o choque frente ao que eu ouvia, discutimos as possíveis razões para a medida e que medidas poderíamos tomar junto ao SEPE, sindicato e Ministério Público. Informei que apresentaria uma moção de repúdio na Congregação.

Ontem, sexta-feira, fui contactada pela equipe do Jornal Nacional para saber de nossa visão sobre a questão. Fui convidada para gravar uma entrevista que foi ao ar, editada e reduzida, mas que recortou o ponto principal de minha posição.

Escola não é lugar de polícia. Escola é lugar de educação através dos saberes, da produção de conhecimentos e onde aprendemos que podemos buscar resolver conflitos através de argumentos, da palavra. Onde aprendemos que somos diferentes e que as diferenças nos ajudam a aprender sobre quem somos.

Expliquei que a presença de policiais armados na escola deixa implícita a idéia de que em última instância, é através das armas que se resolvem os conflitos.

E que, ao contrário, defendo que escola é lugar para se aprender sobre nossos direitos e responsabilidades, para reconhecer e repudiar a violência e desigualdades.

Por mais que situações de conflitos, violência ocorram, e vão ocorrer sempre, não é a presença de policiais armados que vai evitá-las e resolvê-las.

Polícia na escola é mais um fator de violência ao esvaziar a autoridade dos professores e constrangê-los, fragilizá-los. Censurá-los?

Entendo que o dever do estado é manter uma escola com infra-estrutura, condições de trabalho, salários dignos e que apoie os docentes nos momentos difíceis que venham a ocorrer.

Polícia garante a segurança nas ruas, nos arredores da escola e, se for preciso, é chamada para entrar e atuar em casos específicos de roubos, invasões, depredações, presença de armas.Mas entra e sai.

De alguma maneira, alocar policiais na escola revela a impotência do Estado e de sua política educacional que não consegue encontrar alternativas educacionais para o enfrentamento dos desafios contemporâneos apresentados pela escola.

Escola é lugar de estudantes, professores e de trabalhadores de apoio, em relação entre si, com o outro e com os saberes.

Através dos saberes descobrem mundos e possibilidades de vida e de busca da felicidade.

Educação como prática política de liberdade é o desafio que nos anima e incita a prosseguir.

Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro
Diretora da Faculdade de Educação da UFRJ
direcao@fe.ufrj.br

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UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

maio 6th, 2012 by mariafro
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Impressionante a mutação que sofre o tratamento dado a Cachoeira na Folha. De empresário de negócios ‘ilegais’ virou ‘superbicheiro’. Antes tarde do que nunca.  Como  diz Zé de Abreu:

[blackbirdpie url="http://twitter.com/Jose_de_Abreu/statuses/199076564435079169"]

Atualização: Bóra corrigir o título do post, então:

[blackbirdpie url="http://twitter.com/ALuizCosta/statuses/199180618708434944"]

[blackbirdpie url="http://twitter.com/rogeriotomazjr/statuses/199181584119767040"]

Tema proibido

Por SUZANA SINGER, na Folha

-6/05/2012

A imprensa deve revelar sua relação com o bicheiro para que o leitor decida o que é eticamente aceitável

A imprensa tem-se mostrado ágil e eloquente na publicação de qualquer evidência de envolvimento com o superbicheiro de Goiás, Carlos Cachoeira. Já se levantaram suspeitas sobre governadores, senadores, deputados, policiais, empresários, mas reina um silêncio reverente no que tange à própria mídia.

O sujeito nem precisa ter sido pego em conversa direta com Cachoeira, uma citação ao seu nome é suficiente para virar notícia -na semana passada, por exemplo, a Folha destacou uma tentativa de lobby no Ministério da Educação.

Já menções à imprensa, na grande imprensa, têm sido quase ignoradas. A Folha, que tem ombudsman para publicar o que a Redação menospreza, aparece em dois grampos, nada comprometedores.

Num diálogo, Cachoeira comenta nota do Painel, de 7 de julho de 2011, em que o deputado federal Sandro Mabel, de Goiás, nega ser a fonte das denúncias que derrubaram o ministro dos Transportes. O bicheiro se diverte e diz que foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) quem espalhou isso em Brasília.

Em outra conversa, o contraventor e Claudio Abreu, na época diretor da Delta, tentam evitar a publicação de uma reportagem. Primeiro, Abreu diz que “nós tamos bem lá”, mas depois lamenta não ter contato no jornal. “Queria alguma relação com a Folha.”

A Secretaria de Redação não identificou o assunto que incomodou a empreiteira, mas diz que, após o tal telefonema, “aFolha publicou duas reportagens críticas à Delta: uma falando de sobrepreço em reforma no Maracanã e outra sobre paralisação de obra em Cumbica”.

A “Veja”, que aparece várias vezes nos grampos, publicou apenas um diálogo em que é citada e colocou, no on-line, uma defesa de seus princípios (“Ética jornalística: uma reflexão permanente”). O artigo, do diretor de Redação, afirma que “ter um corrupto como informante não nos corrompe” e lembra ao leitor que “maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações”. Cabe ao jornalista avaliar “se o interesse público maior supera mesmo o subproduto indesejável de satisfazer o interesse menor e subalterno da fonte”.

Trocando em miúdos: mesmo sendo uma pessoa inidônea, Cachoeira pode ter fornecido à revista dados valiosos, que levaram a importantes denúncias de corrupção.

Do que veio a público até o momento, não há nada de ilegal no relacionamento “Veja”-Cachoeira. O paralelo com o caso Murdoch, que a blogosfera de esquerda tenta emplacar, soa forçado, porque, no caso inglês, há provas de crimes, como escutas ilegais e a corrupção de policiais e autoridades.

Não ser ilegal é diferente, porém, de ser “eticamente aceitável”. Foram oferecidas vantagens à fonte? O jornalista sabia como as informações eram obtidas? Tinha conhecimento da relação próxima de Cachoeira com o senador Demóstenes? Há muitas perguntas que só podem ser respondidas se todas as cartas estiverem na mesa.

É preciso divulgar os diálogos relevantes que citem a imprensa. A Secretaria de Redação diz que tem “publicado reportagens a respeito, quando julga que há notícia”. “Na sexta, entrevista com o relator da CPI tratava do tema e estava na Primeira Página. Já em abril havia reportagem de Brasília e colunistas escreveram a respeito”, afirma.

É pouco. Grampos mostram que a mídia fazia parte do xadrez de Cachoeira. Que essa parte do escândalo seja tratada sem indulgência, com a mesma dureza com que os políticos têm sido cobrados. Permitir-se ser questionado, jogar luz sobre a delicada relação fonte-jornalista, faz parte do jogo democrático.

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