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Aluno da Unifesp faz apelo à diretoria do campus Guarulhos: Não faça reintegração no final de semana!

maio 5th, 2012 by mariafro
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UM APELO AO DIALOGO NA UNIFESP GUARULHOS

*Carlos Renato Floriano, por mail

05/05/2012

Amigos e amigas, venho ocupar esse espaço por uma grande preocupação em relação aos últimos acontecimentos em nosso Campus.

Estamos em greve há 45 dias buscando aquilo que acreditamos serem nossos direitos, afinal queremos o básico para poder estudar tranquilamente, e nos falta algumas coisas, entre elas um prédio(!), sim um prédio para poder acomodar os cursos que estão surgindo bem como os cursos de pós-graduação que já possuímos. Mas não quero aqui debater a legalidade da greve ou não, até porque muitos alunos são contrários a mesma, preferindo outros caminhos para reivindicar nossos direitos. O que, diga-se de passagem, é totalmente justo e válido e não os torna menos dignos ou menos “unifespianos” que os demais. O que me trás aqui é a recente ocupação da Diretoria Acadêmica do Campus de Guarulhos por parte de alguns alunos que na noite da última quinta feira, realizaram uma assembléia(?!) mal conduzida (manipulada(?!) decidiram pela ocupação e rapidamente já se dirigiram a diretoria do campus e lá pediram aos funcionários que se retirassem. Apesar de não haver ameaças de violência nesse ato, foi visível o constrangimento de alguns que provavelmente nada entenderam o que estava acontecendo.

E, finalmente, nesse sábado, vejo via facebook, que os estudantes que estão no Campus receberam intimação de dois oficiais de Justiça comunicando que os alunos tinham duas horas para deixar a diretoria, pois senão a partir dali seria realizada a reintegração de posse do prédio. O prazo já terminou e, portanto não sabemos o que pode acontecer a partir de agora.

E uso esse espaço para fazer um APELO PÚBLICO à diretoria do campus Guarulhos na pessoa do Professor Marcos Cezar para que não realize a reintegração de posse do prédio, pelo menos nesse fim de semana, mantendo assim a postura de dialogo e democracia que possuímos em nosso Campus.

Quanto a nós alunos, vamos à assembléia na próxima semana corrigir essa distorção que foi a ocupação e depois definirmos os rumos de nossas pautas, se queremos seguir em greve ou procurar novos caminhos. Mas que fique claro que não queremos um Campus dividido entre os apoiadores e os não apoiadores da greve, isso tem que ser superado e vamos procurar entender que somos colegas que discordamos entre nós, mas não somos inimigos.

Por último, queria pedir em nome de muitos alunos da Universidade Federal de São Paulo Campus Guarulhos, nosso sincero pedido de desculpas a nossa querida Lilian, secretária do diretor acadêmico que mesmo de forma involuntária acabou sendo intimidada no processo de ocupação, com certeza faltou muito bom senso durante esse processo.

Não a PM no Campus e vamos ao dialogo na próxima semana

*Carlos Renato Floriano, estudante do quinto termo (semestre) de Ciencias Sociais

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Lula o presidente mais popular da história brasileira se fosse candidato em 2014, teria algo próximo a 70% dos votos, independentemente dos oponentes

maio 5th, 2012 by mariafro
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A incógnita de Lula

Por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

02/05/2012

De uns anos para cá, o sistema político brasileiro passou a funcionar com um elemento adicional de imprevisibilidade. E de grande importância, pois deriva do modo como atua seu principal personagem.
Até então, todo mundo achava que conseguia entender Lula muito bem. Havia quem se considerasse Ph.D na matéria, capaz de decifrar cada um de seus gestos à luz do que fizera no passado.

Quem, por exemplo, era versado nas minúcias da vida sindical paulista nos anos 1970 explicava o que ele fazia com base naquelas experiências. Se isso, era porque tinha acontecido aquilo; se o oposto, porque assim ocorrera em um dia determinado.

Tendíamos a avaliar que o Lula do movimento sindical era basicamente o mesmo do presente. Com um ajuste aqui, outro acolá — e as mudanças inevitáveis da idade —, sua persona política tinha sido ali formada e estava pronta.

Um exemplo do quanto mudou é seu papel na CPI do Cachoeira. Tudo que ele fez foi surpreendente — para amigos e inimigos.

A hipótese de que queria lançar uma cortina de fumaça no julgamento do mensalão é pueril. Equivale a imaginar que os ministros do Supremo Tribunal Federal são tão voláteis nas convicções que modificariam seus votos porque o deputado fulano — ou o governador sicrano — estão enrolados nos negócios do bicheiro.

Conhecendo como conhece o STF — e tendo indicado vários de seus integrantes —, ninguém precisaria dizer a Lula que a CPI poderia acabar tendo o efeito inverso, se fosse feita somente para atrapalhá-lo.

Outros que se creem entendidos em Lula interpretaram sua disposição de viabilizar a CPI como uma clássica forma de defesa: partir para o ataque, sem aguardar a investida do adversário. Seria uma tentativa de se proteger do desgaste que o julgamento do mensalão lhe traria que teria levado o PT a apoiá-la.

Quem elabora essas fantasias não deve conhecer a imagem que Lula tem hoje.

Não há nada de parecido em nossa história política: um governante que terminou seu mandato como uma quase unanimidade, com a aprovação de mais de 80% da população. Nenhum dos antecessores, nesta ou nas Repúblicas anteriores, chegou perto disso.

Nas pesquisas atuais, 85% das pessoas dizem ter dele opinião “ótima” ou “boa”. Seu governo é, em retrospecto, o melhor que o Brasil já teve para cerca de 75% dos entrevistados. Superou seus antecessores em tudo — incluindo no combate à corrupção — para proporções parecidas.

Se fosse candidato em 2014, teria algo próximo a 70% dos votos, independentemente dos oponentes (o que não quer dizer que Dilma não seria, também, favorita, se a eleição acontecesse hoje).

Quem tem uma imagem dessas precisa de biombos? Precisa usar a CPI do Cachoeira para se esconder? De quê? De coisas conhecidas há anos?

Mas a criação da CPI não é, nem de perto, o gesto mais surpreendente do Lula dos últimos anos. Alguém duvida que foi a concepção e estruturação da candidatura de Dilma — mulher, técnica, recém-filiada ao PT?

Um lance de alto risco político e que deu certo. Tão certo que criou, para seu partido, um cenário altamente favorável, em que pode permanecer no poder por mais muitos anos.

E agora, com o lançamento da candidatura de Fernando Haddad? Que ninguém imaginava, apostando que o PT paulista faria como os tucanos, colocando suas fichas em nomes conhecidos? E se isso der certo também?

Até onde irá a capacidade de Lula fazer o inesperado? De deixar seus adversários perplexos, tentando antecipar a próxima novidade, o próximo coelho que vai tirar da cartola?

Difícil dizer. Mas o certo é que, com um Lula assim no centro de nossa vida política, ela fica mais interessante. E bem menos previsível.

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#Vejapodrenoar em 1º nos TT Brasil

maio 5th, 2012 by mariafro
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Quando até o Google desconfia de Veja, é que o negócio está sinistro! Repare no topo das imagens printadas hoje à tarde:

Piadas a parte, a credibilidade de Veja foi Cachoeira abaixo.
Nesta tarde, ativistas pela democratização das comunicações e contra um jornalismo falacioso começaram um tuitaço contra Veja e suas relações com Carlinhos Cachoeira: #Vejapodrenoar e em pouquíssimo tempo, a tag já estava em 3º lugar nos TTs


Atualização: Mas subi o post, a tag #vejapodre no ar já está em segundo lugar como me informam vários twitteiros:

[blackbirdpie url="http://twitter.com/Lidiiane_/statuses/198882442495533056"]

 

[blackbirdpie url="http://twitter.com/msfelippe/statuses/198882292624658432"]

Atualização 18:20: Em 1º Lugar nos TTs, a tag: #Vejapodrenoar

[blackbirdpie url="http://twitter.com/danilojmartins/statuses/198884611676323840"]

[blackbirdpie url="http://twitter.com/marcelokurk/statuses/198885210555817984"]

 

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Veja: A informação chega à redação de mãos beijadas. No caso, pelas mãos de Cachoeira

maio 5th, 2012 by mariafro
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Veja, um caso sério

Por: Maurício Dias, Carta Capital

05/05/2012

Desde 1996, Marcus Figueiredo investiga os processos eleitorais a partir da cobertura feita pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. Nesse período, Figueiredo, agora coordenador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reuniu evidências sólidas para poder afirmar com segurança: “Há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia. Os próprios meios dedicam pouco espaço ao tema”.

Antes e depois. Lula eleito, a mídia mergulhou na oposição

Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.

“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.

Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.

No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.

Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.

Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.

A imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.

A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”.

 No exercício diário, semanal ou semestral, porém, essa propaganda se esfuma. Figueiredo fez um flagrante em 2006:

(…) o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários”.

É possível recolher na história das redações inúmeros exemplos de desvios éticos provocados pela busca da informação exclusiva. Mas tudo, em geral, provocado pelo afã de profissionais em busca do “furo” sensacional.

Essa prática se mantém, mas sustentada muitas vezes em parceria criminosa e não em investigação jornalística.

Certas reportagens de Veja nos põem diante de um caso assim. A informação chega à redação de mãos beijadas. No caso, as mãos de Carlinhos Cachoeira.

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