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Mídia que aplaude CNJ é a mesma que boicota a criação de um Conselho Nacional de Jornalismo

fevereiro 7th, 2012 by mariafro
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Por que não criar um CNJ para a imprensa?

Por Ricardo Kotscho, em seu blog

05/02/2012

Foram praticamente unânimes os aplausos na imprensa para a corregedora Eliana Calmon pela vitória que conquistou esta semana no STF em sua batalha contra o corporativismo e a impunidade dos magistrados. Tanto nos comentários dos leitores deste Balaio como em outros sítios, os brasileiros comemoram a coragem desta mulher que resolveu abrir a caixa-preta da Justiça.

Em comentário enviado às 6h59 deste domingo ao blog do meu colega Ricardo Noblat, no portal Globo.com, que reproduziu no sábado meu post de sexta-feira sobre o julgamento do CNJ no STF (“6 a 5: a sofrida vitória de Eliana Calmon”), o leitor Julio Cezar Noia Mattos levantou uma interessante questão, na qual também já vinha pensando:

“Poderiam aproveitar o clima para criar um orgão de controle externo para a imprensa, derrubando mais uma caixa preta, pois é mais que um direito dos cidadãos receber as informações sem manipulações e partidarismos”.

Por uma feliz coincidência, poderiam aproveitar até a mesma sigla do CNJ da Justiça criando o Conselho Nacional de Jornalismo. Foi mais ou menos essa a reivindicação que os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas e de 26 sindicatos estaduais levaram ao então presidente Lula, em 2004, quando eu era o Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.

Na época, os mesmos órgãos da grande mídia, que agora defendem o controle externo do Judiciário, uniram-se contra a proposta dos jornalistas, acusando o governo de querer censurar a imprensa.

Enviado ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas acabou sendo retirada pelo próprio governo pouco tempo depois, após um verdadeiro massacre promovido por colunistas e editorialistas dos jornalões, que não admitem qualquer regulamentação da atividade, hoje transformada numa terra de ninguém.

A formação deste CNJ da imprensa poderia ser feita nos mesmos moldes e com os mesmos objetivos do CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, ou do Conar, o órgão de autorregulamentação da publicidade, criado há mais de 30 anos e integrado por representantes de veículos, agências e anunciantes.

Por que não? As entidades patronais, hoje reunidas no Instituto Millenium, nem sequer admitiram discutir o projeto ou qualquer outro que proteja a sociedade dos abusos cometidos por veículos e jornalistas. No ano passado, o projeto de lei apresentado em 2004, com algumas modificações, voltou a ser debatido no Congresso Nacional e esta é uma boa oportunidade para estendermos ao chamado quarto poder os mesmos instrumentos de regulação e fiscalização que defendemos para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Trata-se de um assunto que interessa a toda a sociedade e não apenas aos diretamente envolvidos na atividade jornalística. Fica a sugestão do leitor Julio Cezar Noia Mattos, que eu endosso.

Precisamos urgentemente de uma Eliana Calmon também para a imprensa.

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Merchandising cai 25% no BBB12, anunciantes estao assustados c/ ‘crime sexual’

fevereiro 7th, 2012 by mariafro
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Quando o Maria Frô reverberou no blog e nas redes sociais a campanha de boicote aos anunciantes do BBB que financiam a baixaria nas tvs: Campanha no facebook expõe marcas e produtos que patrocinam BBB associando-os ao estupro, alguns não apenas desacreditaram da eficácia da campanha como tripudiaram dos nossos esforços.

Eu tinha indícios de que a campanha seria interessante e já estava surtindo efeito, quando recebemos no Viomundo (por causa de uma info equivocada que dei nesse post aqui: Acusado de abuso sexual foi eliminado do BBB e Bial diz que ele cometeu ‘infração’ onde afirmava que a Avon patrocinava o BBB e imediatamente a empresa por meio de sua assessoria de imprensa, apressou-se em informar que era patrocinadora da Rede Globo, mas NÃO era patrocinadora do Big Brother Brasil. Desde este momento percebi que empresas estavam preocupadas em associar suas marcas a um programa investigado sob acusação de veicular um estupro ao vivo.

Hoje, via twitter,  Maurício Machado me encaminhou a noticia que reproduzo a seguir que nos mostra quem é que se equivoca quando aceita passivamente baixarias veiculadas nas concessões públicas também conhecidas como emissoras de rádio e tv.

Merchandising cai 25% no BBB12, anunciantes estao assustados c/ ‘crime sexual’

 Blue Bus

07/02/2012

 Segundo levantamento do Controle da Concorrência, que monitora inserçoes comerciais na TV para informaçao do mercado, o BBB sofreu queda de 25,3% em açoes de merchandising este ano – em relaçao ao BBB11. De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o BBB12 teve 50 açoes de produtos dentro da casa, ante 67 da versao 2011 no mesmo período. A noticia está na coluna Outro Canal, da Keila Jimenez na Folha para assinantes. Diz que o jornal apurou que os anunciantes do BBB 12 estao preocupados com a polêmica que culminou na expulsao do modelo Daniel Echaniz, “e que muitos nao querem mais ter sua imagem associada ao programa”. Os patrocinadores nao quiseram se manifestar oficialmente. 

Abaixo reproduzo a coluna de Keila Jimenez citada  na notícia acima

‘BBB 12′ sofre queda de 25% em merchandising

Keila Jimenez, TELEVISÃO – OUTRO CANAL

07/02/2012

A audiência não foi tão impactada, mas as finanças do “Big Brother Brasil 12″ (Globo) parecem ter sido atingidas com a suspeita de crime sexual envolvendo um participante da atração.

Segundo levantamento da Controle da Concorrência, que monitora inserções comerciais para o mercado, o reality sofreu queda de 25,3% em ações de merchandising em relação ao “BBB 11″.

De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o “BBB 12″ teve 50 ações de produtos dentro da casa, ante 67 do “BBB 11″ no mesmo período.

A queda impressiona uma vez que o formato é conhecido por faturar milhões com merchandising, batendo recorde de demanda a cada edição. O “BBB 11″, um dos piores em audiência na Globo, passou da casa dos 20 produtos anunciados em merchandising e faturou cerca de R$ 380 milhões.

Folha apurou que os anunciantes do “BBB 12″ estão preocupados com a polêmica que culminou na expulsão do modelo Daniel Echaniz, e que muitos não querem mais ter sua imagem associada ao programa. Os patrocinadores não quiseram se manifestar oficialmente.

Procurada, a Globo diz que do “BBB 1″ para o “BBB 12″ houve um aumento de 25% no volume de merchandising e que ainda há dois meses de programa pela frente.

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Comercial da Chrysler, com Clint Eastwood, exibido no intervalo do Super Bowl vira tema de discussão política

fevereiro 7th, 2012 by mariafro
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Comercial da Chrysler, com Clint Eastwood, exibido nos EUA, no intervalo do Super Bowl vira tema de discussão política[1]

Ted Johnson, Variety, Tradução: Vila Vudu
6/2/2012

No canal Fox News, hoje, Karl Rove acusou a Casa Branca de “usar dinheiro dos contribuintes para comprar espaço de propaganda política”.

É provavelmente a melhor prova de que o spot de publicidade da Chrysler, exibido ontem no intervalo do Super Bowl – “Estamos na metade do jogo nos EUA” [orig. It's Halftime in America] – está sendo visto como propaganda política, apesar de todos os protestos da empresa. De modo geral, há protestos quando os spots de publicidade tentam vender um ou outro candidato, como os fabricantes de carros vendem seus carros. Dessa vez, é diferente.

“O spot não tem qualquer traço de campanha publicitária a favor de candidatos”, disse Sergio Marchionne, diretor da Chrysler, em entrevista pelo rádio hoje pela manhã. “Temos de ter cuidado, sabe-se lá, quero dizer… Não posso impedir que alguém se identifique ou se associe a uma mensagem. Mas não tivemos intenção de fazer qualquer tipo de spot com conteúdo político. Não conheço ninguém mais apolítico que nossa empresa.”

Ano passado, a Chrysler distribuiu um spot publicitário de tom patriótico, estrelado por Eminem, que chamou a atenção para o slogan “Importado de Detroit”.

A Casa Branca também negou que tenha qualquer relação com o spot publicitário, que repete um dos temas de campanha do presidente Obama (ao ‘resgatar’ empresas fabricantes de automóveis, como a GM e a Chrysler, seu governo ajudou a salvar uma base industrial vitalmente importante. É um dos argumentos que opõem hoje Obama, de um lado, e Mitt Romney, dos Republicanos (por enquanto), de outro lado. Romney tem-se manifestado contrário ao ‘resgate’ de empresas, pelo governo Obama.

Por mais que o governo Obama repita que o spot foi iniciativa e ideia da Chrysler e só dela, Dan Pfeiffer, diretor de comunicações da Casa Branca, tuitou ontem: “Salvar a indústria automobilística dos EUA: eis um ponto em que até Eminem e Clint Eastwood concordam.”

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[1] Aqui, pode-se ver o spot, anúncio da Chysler “Imported from Detroit”/ “It’s half time in America”, com voz e imagem de Clint Eastwood, que foi distribuído para divulgação, antes do jogo. Aí, Clint Eastwood diz “vai começar o segundo tempo do jogo”, mas não diz a frase final, que só apareceu no spot exibido no intervalo do jogo de ontem, depois do show de Madona. Ali, Clint Eastwood, o rosto maduro em big close up (que fazia lembrar os maravilhosos cartazes de Norman Rockwell de 1943, p. ex. “Freedom of Speech”, aqui, olhos no olho da câmera, diz: “Voltei ao jogo”. Realmente impressionante! [NTs]


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É pra acabar mesmo, Sr. Alexandre Pires: são tantos estereótipos que nem Frantz Fanon explica!

fevereiro 7th, 2012 by mariafro
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Sobre o clipe da música Kong com participação do Neymar, Mr. Catra e David Brazil, dirigido por Maurício Eça, meu amigo Guellwaar Adún escreveu para publicado emAlexandre Pires

Meu caro, extremamente reprovável esse vídeo Kong que vocês chamam de música. Não sei se tem noção do que essa associação do homem Negro ao macaco tem acarretado em nossas comunidades. Tampouco me iludo que seja ingênuo em relação a essa questão, mas sua contribuição para legitimar a animalização de nossa gente, dando eco e alimento às ridicularizações racistas que cotidianamente vivenciamos, sem dúvida alguma é tão daninha quanto qualquer ato racista. Se o objetivo era promover polêmica, sem dúvida alguma conseguirá. Não temos as redes de televisão nas mãos, porém somos muitos, e podemos multiplicar ao máximo uma reflexão honesta sobre isso que vocês estão fazendo. Espero que, ao menos, reconsidere a possibilidade de retirar esse clip do ar para pensar, se de fato, foi uma boa idéia gravá-lo. Admiramos seu trabalho pela pessoa que é e esperamos que seja humilde o bastante para escutar-nos e avaliar não somente com seus assessores e amigos/as próximos. Busque pessoas que compreendam as consequências nefastas do racismo em nossa sociedade, tenho certeza que te orientarão melhor sobre esse tema. Contamos, verdadeiramente, com sua compreensão e retirada desse clip do ar. Gratos…

Atualização: como bem nos lembra a leitora Priscila Lucca se expresse no youtube contra este clipe absurdo.

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