Maria Frô

ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Antes tarde….. Dilma acha que ‘exagerou’ com movimentos sociais e tenta mudar

fevereiro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Dilma acha que ‘exagerou’ com movimentos sociais e tenta mudar

André Barrocal, Carta Maior

06/-2/2012

Após primeiro ano de pouca conversa direta com movimentos sociais e de governo ter ajudado a criar clima ‘anti-ONGs’, presidenta começa 2012 disposta a ter nova postura. Caso Pinheirinho foi aproveitado pelo governo para sinalizar inflexão e relação diferenciada com movimentos. Prevista para março, proposta de nova regra de repasse a ONGs manterá financiamento público.

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff acredita que ela e o governo “exageraram” no rigor com movimentos sociais no ano passado e quer remediar a situação em 2012. Menos afeita do que o antecessor a conversar diretamente com os movimentos, Dilma está disposta a tentar abrir-se mais daqui para frente. E não pretende mais colaborar com a demonização deles pelo governo, como aconteceu em 2011 a partir de escândalos a envolver organizações não-governamentais (ONGs).

O primeiro gesto individual da presidenta para tentar melhorar a relação dela com os movimentos foi ter feito uma reunião fechada com cerca de 90 representantes de 35 entidades, durante a passagem dela pelo Fórum Social Temático, em Porto Alegre, no dia 26 de janeiro.

A reunião foi planejada, segundo fonte do Palácio do Planalto que conversou com a reportagem, para que Dilma ouvisse e os movimentos pudessem falar à vontade. E não apenas a respeito do tema que, em tese, era o foco do encontro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o Brasil sediará em junho. Mas de tudo.

Pela biografia diferente da do ex-presidente Lula e por estar se acostumando ao cargo, em 2011, Dilma negociou pouco frente a frente com os movimentos, o que irritou líderes de centrais sindicais e entidades campesinas, por exemplo. Para eles, a presidenta preferia sentar e escutar o empresariado.

Como a reunião de Dilma com os movimentos, em um hotel de Porto Alegre, era a aberta a qualquer tema, a presidenta teve a chance de pela primeira vez comentar com gente de fora do governo, mesmo que a portas fechadas, a violenta ação de despejo contra sem-teto em São José dos Campos, que ela chamou de “barbárie”.

O caso Pinheirinho, aliás, está sendo aproveitado pelo governo para mostrar aos movimentos que ele ainda são, sim, aliados. Por isso, desde a primeira hora pós-despejo, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) deu declarações que buscam demarcar a diferença (para ele, “de método”) na forma como o governo lida com os movimentos, comparado ao PSDB.

Verba a ONGs

Principal interlocutor de Dilma e do governo perante os movimentos sociais, Carvalho também tem a responsabilidade de tentar desatar um nó, apertado demais com ajuda do próprio governo, na relação com os movimentos. É a revisão da legislação das ONGs, processo que envolve diversos ministérios, mas que está sob comando da Secretaria Geral.

No ano passado, as ONGs tornaram-se vilãs nacionais por causa de denúncias jornalísticas de corrupção que custariam o cargo de uma série de ministros. Foi assim no Esporte, no Trabalho e no Turismo, por exemplo, todos envolvidos em acusações de que o repasse de verba para ONGs era uma forma de desviar dinheiro público.

Os episódios levaram Dilma a baixar decretos draconianos sobre transferência de verba para ONGs e a pedir à equipe que preparasse novas regras.

O clima anti-ONGs dentro do governo e de suspeição geral contra essas entidades na imprensa deu origem a situações em que, segundo um colaborador direto de Dilma, claramente “nós exageramos”.

O melhor exemplo do “exagero”, de acordo com esta mesma fonte, talvez tenha sido a recusa do ministério do Desenvolvimento Social de firmar convênio de construção de 750 mil cisternas no Nordeste com uma conhecida e poderosa entidade da região, a Articulação do Semi-Árido (ASA).

A ministra Tereza Campello teve receio de que o contrato, por sua dimensão, um dia se voltasse contra ela e evitou autorizá-lo.

A ASA reagiu à postura do governo com um grande protesto em dezembro, para o qual conseguiu mobilizar cerca de 15 mil pessoas em pleno sertão nordestino, a ponto inclusive de bloquear uma ponte importante que liga Juazeiro (BA) a Petrolina (PE).

Um dia depois da reunião de Dilma com os movimentos sociais em Porto Alegre, a Fundação Banco do Brasil divulgou edital para contratar fornecedores de um primeiro lote de 60 mil cisternas, numa licitação que se encerrará dia 27 de fevereiro.

Coordenadora do processo de revisão da legislação das ONGs, a Secretaria Geral deve concluir uma proposta em março. As linhas gerais foram apresentadas a “ongueiros” durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre.

Segundo Gilberto Carvalho, a proposta vai manter a previsão de financiamento público das ONGs, ou seja, o governo não vai acabar com os convênios.


Tags:   · 2 Comments

Alunos estão em alerta contra despejo na moradia estudantil da USP

fevereiro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Alunos estão em alerta contra reintegração de posse de moradia estudantil
A Polícia Militar tem até o final da tarde desta segunda-feira (06) para executar a reintegração e devolver o prédio para o órgão da reitoria
Aline Scarso, da Redação do Brasil de Fato
06/02/2011

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) estão em alerta contra a possível reintegração de posse do espaço conhecido como Moradia Retomada. Localizado no bloco G do Crusp (Conjunto Residencial da USP), a moradia é autogerida por cerca de 40 estudantes que não conseguiram vagas nos apartamentos estudantis.

A ocupação existe desde 17 de março de 2010. O espaço pertence aos blocos do Crusp, mas vinha sendo utilizado pela Divisão de Promoção Social da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) para serviços de burocracia. No último dia 17, entretanto, uma ordem publicada no Diário da Justiça da capital diz que a Polícia Militar tem até o final da tarde desta segunda-feira (06) para executar a reintegração e devolver o prédio para o órgão da reitoria.

Segundo uma moradora do espaço que preferiu não se identificar por medo de sofrer represálias, os alunos estão preparados para resistir. “Os colegas do Crusp vão prestar solidariedade e haverá resistência porque é uma luta legítima. Para estudar, essas pessoas precisam morar aqui”, afirma.

Na madrugada desta segunda-feira, um alarme falso de que a Tropa de Choque estava na Universidade motivou muitos estudantes do Crusp a comparecerem à Moradia e armarem barricadas em volta do local. Outros estudantes dormem em barracas em frente ao espaço desde que a ordem de reintegração de posse foi emitida.

A estudante se queixa da falta de política da USP para permanência estudantil. “Assim como o vestibular é um filtro para excluir os mais pobres da Universidade, a dificuldade para se manter aqui é o segundo filtro. É muito comum você ver pessoas saírem da salinha da assistência social chorando. Muitos acabam desistindo.”.

De acordo com ela, a Moradia Retomada tem um processo de recepção de calouros e admite novos moradores levando em conta de critérios socioeconômicos. O local abriga também estudantes de cursinhos populares oferecidos dentro da Universidade.

“A gente acaba concorrendo com o processo seletivo organizado pela Coseas. A reitoria leva em consideração, por exemplo, o critério comportamental e de distância do local de origem, como se fizesse muita diferença morar a 100 ou 200 quilômetros daqui para quem não tem dinheiro”, explica.

Com a ocupação, estudantes descobriram documentos que comprovam a existência de um sistema de segurança em vigor desde 2001. O sistema tem como objetivo produzir relatórios das atividades políticas e pessoais dos moradores. No dia 17 de dezembro, seis estudantes foram expulsos da Universidade por terem ocupado o espaço.

Há uma estimativa de que 800 pessoas ficam anualmente de fora da seleção para o Crusp. Outras chegam a morar quase um ano em alojamentos improvisados na USP até conseguir uma vaga. Apesar da demanda, os blocos estudantis K e L são utilizados para a administração da reitoria.

Crusp

Os prédios que hoje são o Conjunto Residencial da USP foram construídos em 1963 para receber os atletas dos Jogos Panamericano. Com o término dos jogos, os alunos de baixa renda foram impedidos de utilizá-los como moradia estudantil, apesar da USP não oferecer alternativa de moradia. Com a negativa, os estudantes ocuparam cada um dos 12 blocos, entre os anos 1964 e 1968, e garantiram a permanência na Universidade.

Leia também:

Decisão judicial desaloja 230 famílias na Avenida São João e elas não podem ficar nem na calçada sem levarem porrada

Em SP despejado não pode ocupar nem a calçada!

Frente de Luta pela Moradia denuncia que GCM age com violência para retirar despejados da calçada da av. São João

Ocupa São João: Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito

_____________
Publicidade

Tags:   · · · · No Comments.

Ocupa São João: Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito

fevereiro 6th, 2012 by mariafro
Respond

Participe do Sarau mais quente do centro de São Paulo.
O povo tem um encontro marcado no dia 8, quarta-feira, a partir das 19h30, na Av. São João, nº 588, para celebrar
a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.
Vai ser o primeiro de muitos em 2012!
Não fique de fora, chega aí!
A poesia de combate não pode parar.
Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!
Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia.
Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia cairem.

Está marcada para o dia seguinte, 9, a audiência judicial que vai decidir o futuro da ocupação. O Sarau será uma demonstração  de solidariedade com as famílias que hoje vivem no local e também apoiar a luta contra os despejos e pela moradia digna e função social dos imóveis abandonados.

Neste momento, famílias sem teto que ocupavam o imóvel localizado na esquina da avenida São João com a Ipiranga,
antes completamente abandonado e por isso há anos não cumpria função social, foram despejadas no início da manhã da quarta-feira (02). Veja +.
As familias, incluíndo crianças e pessoas de idade avançada, estão em barracos de madeira cobertos com plástico,
improvisados na calçada da avenida São João.
O imóvel que antes abrigava as famílias foi lacrado e agora protege ratos e insetos.
Vejo você na luta!

Leia também

Decisão judicial desaloja 230 famílias na Avenida São João e elas não podem ficar nem na calçada sem levarem porrada

Em SP despejado não pode ocupar nem a calçada!

Frente de Luta pela Moradia denuncia que GCM age com violência para retirar despejados da calçada da av. São João

_______
Publicidade

Tags:   · · · · · · · · · · · · · · · No Comments.

Decisão judicial desaloja 230 famílias na Avenida São João e elas não podem ficar nem na calçada sem apanhar

fevereiro 6th, 2012 by mariafro
Respond

No primeiro vídeo a ocupação do prédio da avenida São João antes do despejo; no segundo, a represssão de ontem (num vídeo mais curto) levada a cabo pela Guarda Civil Metropolitana contra os desabrigados que estão vivendo na calçada da São João.

Pobres que por decisão judicial perderaam o teto precário que tinham não podem ficar nem na calçada! São Paulo é um show de horror, de iniquidades, Justiça e Estado com seus braços armados tratam os pobres piores que bichos.

Imagens: Pedro Pracchia e Fernando Knup
Edição: Fernando Knup

As cerca de 230 famílias que ocupavam um prédio na esquina das avenidas São João e Ipiranga foram desalojadas no início da manhã desta quinta-feira (02). Às sete horas as famílias já haviam descido para a calçada. A retirada de seus pertences começou por volta das nove horas.
A decisão judicial tomada na tarde de quarta-feira (01) suspendeu os efeitos de uma liminar de 17 janeiro que obrigava a Prefeitura a fornecer alojamento e abrigo aos moradores até a implantação de programa habitacional. O ministério Público irá recorrer.
As famílias foram procuradas por funcionários da Prefeitura, porém não receberam nenhuma assistência e a reintegração não foi acompanhada por representantes da Secretaria da Habitação. Moradores montaram um acampamento improvisado na calçada.

As 230 famílias que foram desalojadas da ocupação na esquina das avenidas São João e Ipiranga, foram atacados por Guardas Civis Metropolitanos na manhã deste domingo (5), por volta das 7 horas.

Enquanto aguardam alguma providência da prefeitura, os moradores desalojados montaram um acampamento próximo ao largo do Paissandú, no centro da Capital. Os guardas civis ja haviam retirado os tapumes que dividiam os barracos montados pelos sem teto, e esta manhã tentaram apreender os pertences e dispersas as pessoas.

Os guardas civis metropolitanos primeiro atacaram as pessoas que tentavam dialogar, depois quem tentava registrar a ação deles. O spray de pimenta chegou a atingir várias crianças, os moradores indignados expulsaram os GCMs, que sistematicamente tentam expulsar os moradores sem teto do centro através da violência física e pscicológica.

____________
Publicidade

Tags:   · · · · · · · · · · · · · · · 1 Comment