Maria Frô - ativismo é por aqui

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A limpeza pública na periferia de SP é um caso de saúde pública

fevereiro 23rd, 2012 by mariafro
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Todos os bairros desta cidade estão mais ou menos desprezados, mas os bairros periféricos estão simplesmente abandonados. A menos de 100 metros de minha casa tem cenário muito parecido ao da foto abaixo: lugares viciados de depósito de lixo cujo dono do terreno não se incomoda em ver a pilha de detritos e entulho crescer; que a prefeitura não toma providência alguma e os moradores parecem que se acostumaram com o descaso e abandono.

Eu devo ter uns 100 registros de reclamação na prefeitura: todos ignorados.

Kassab é higienista em relação aos pobres, para a sua gestão e para sua violenta Guarda Civil Metropolitana os pobres é que precisam ser varridos da cidade. Mas Kassab não é nada higiênico com a nossa cidade. Assim, espero que nessas eleições sejamos lixeiros eficientes e despejemos todo entulho autoritário que tem verdadeiro desprezo aos pobres e à parte da cidade onde moram os pobres. Reciclemos. 
 Segue a denúncia de Vladimir Soares, via Facebook

Esta é a rua José Maria dos Santos, no Jardim D´Abril, São Paulo, quase na divisa com Osasco. O lixo, como pode ser visto, fica acumulado na calçada todos os dias e a prefeitura de São Paulo nada faz. E não é uma quantidade pequena de lixo. Ratos, baratas e outros bichos agradecem a ausência do poder público e a cara de pau de alguns que insistem em não respeitar o espaço público.

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Militante tucana: “Quem não tem maturidade é o José Serra, ele esta sendo palhaço”

fevereiro 22nd, 2012 by mariafro
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Em vídeo divulgado por site ligado ao PSDB, militante tucana defende prévias e critica Serra: ‘Ele está sendo palhaço’

estadão.com.br

22/02/2012 Atualizado às 22h21

Em um vídeo divulgado pelo site Sua Metrópole, plataforma colaborativa criada pelo diretório municipal do PSDB paulistano, a militante tucana Catarina Rossi, ligada ao PSDB Mulher da capital, critica duramente o ex-governador de São Paulo, José Serra, e defende a manutenção das prévias. “Ele (Serra) está sendo palhaço. Ele está brincando com a gente.”

“Nós somos passionais. Nós lutamos com o coração. Nós brigamos por aquilo que acreditamos que é o PSDB. Ele é que está fazendo a gente de palhaço”, diz Catarina no vídeo, que foi ao ar no dia 17, após encontro do diretório de Indianópolis. “Tem quatro pessoas brigando, trabalhando dia e noite, por um espaço. Porque ele não entrou também por esse espaço? Ele tem todo o direito e, se ele entrar, ele também terá todo o direito. Agora, não é justo, no fim do caminho, ele entrar.”

A indignação da militante tem a ver com a decisão de dirigentes do partido de pressionar o vencedor das prévias eleitorais do PSDB, que será realizada no dia 4 de março, a desistir da disputa e abrir caminho para a candidatura de Serra.

A militante tucana criticou também a postura de membros da bancada tucana na Assembleia Legislativa de São Paulo, que defenderam publicamente a candidatura de Serra. Ao final do vídeo, Catarina ameniza o tom das críticas. “Ele (Serra) tem competência, ele é preparado, ele é um homem digno, mas os outros quatro também são”, concluiu.

Após a publicação desta nota, o vídeo foi retirado do site Sua Metrópole, mas segue disponível no YouTube.

Assista ao vídeo abaixo:


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Paulo Moreira Leite: não use o verbo ajudar p/ se referir ao que banqueiros fazem à Grecia

fevereiro 22nd, 2012 by mariafro
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Pequena contribuição para melhorar o mundo

Por: Paulo Moreira Leite Política, economia

 22/02/2012

Creio que o mundo vai ficar um pouquinho melhor se nossos observadores, economistas e jornalistas deixarem de usar a palavra “ajuda” para descrever o plano de austeridade que a União Européia impôs à Grécia.

É vergonhoso.
Meu mini Houaiss explica que ajuda quer dizer “amparo, socorro, prestar serviço a alguém; obséquio; favor.”
Já o verbo ajudar, registra o mestre, significa “prestar assistência, tornar mais fácil, facilitar.”

Nada disso está ocorrendo com a Grécia. O país irá receber um empréstimo de 130 bilhões de euros e não irá colocar a mão num único centavo dessa fortuna, que se destina ao pagamento de compromissos atrasados.

A parte da Grécia é ir pagar este dinheiro com novos sacrifícios da população. O país está há três anos em recessão e agora irá enfrentar cortes no salário mínimo e nas aposentadorias, redução de investimentos públicos e outras medidas de um figurino horroroso e irracional. Você pode até achar que a Grécia tem o “dever” de “honrar” seus compromissos. Só não pode falar que está recebendo ajuda.

Esta palavra, agora, só serve para embelezar o trabalho que os banqueiros, o FMI e as autoridades européias estão fazendo. O pacote irá ajudar os credores, que não tinham como receber por empréstimos feitos de forma leviana, para devedores que não poderiam pagá-los, mas que foram realizados mesmo assim porque a meta do lucro fácil falou mais alto.

Para os bancos sim o pacote de 130 bilhões de euros representa um “amparo”, um “socorro”, um “obséquio.” O problema deles não é salvar o euro. É salvar a pele.
Se paramos de usar palavras erradas, será mais fácil reconhecer que estamos assistindo a destruição de um país e não a um esforço para salvá-lo.

O plano de austeridade é tão destrutivo que ameaça a soberania e a democracia. A União Européia irá colocar uma equipe para monitorar o comportamento do governo grego daqui para a frente. Vai controlar contas, autorizar gastos, diminuir despesas. Como acontecia nos tempos coloniais. Pior.

Pretende-se transformar o compromisso com o pagamento das dívidas em clausula constitucional. Pior ainda.

O Ministro da Fazenda alemão fala que seria conveniente adiar as próximas eleições, para não se correr o risco de vitoria de um candidato adversário da austeridade.

Vamos parar de mentir para nós mesmos. Pelo menos isso se pode fazer.

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De novo militares de pijama querendo palpitar em governo civil, quando vão aprender?

fevereiro 22nd, 2012 by mariafro
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Leiam também na Carta Capital o divertido pedido dos militares de pijama para que a presidenta desautorize suas ministras, chama a atenção a choradeira mimada dessa turma com uma dificuldade imensa de viver em uma sociedade democrática.

Militares criticam busca pela verdade dos crimes da ditadura

Mariana Viel, Da redação do Vermelho com informações da Folha.com

22/02/ 2012

As iniciativas políticas que o governo da presidente Dilma Rousseff tem adotado no sentido de esclarecer os crimes cometidos durante a ditadura militar brasileira (1964-1985) continuam encontrando a resistência de grupos que representam os militares interessados que as atrocidades cometidas naquele período continuem no passado.

Em nota conjunta, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente por ela não ter demonstrado “desacordo” em relação a declarações das ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e das Mulheres, Eleonora Menicucci sobre os anos de chumbo.

A divulgação do texto é uma demonstração clara da insatisfação em relação à lei que cria a Comissão da Verdade — sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 18 de novembro do ano passado — e o medo de alguns militares de terem que um dia se responsabilizar publicamente por seus crimes.

Enquanto militares criticam as ações que buscam revelar a verdade desse período, grupos ligados aos direitos humanos também criticam a negativa do Supremo Tribunal Federal, em abril de 2010, sobre a revisão da Lei da Anistia e a punição dos responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos na época.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a nota dos militares cita declarações da ministra Maria do Rosário sobre a possibilidade de responsabilizações criminais de agentes públicos durante a ditadura.

O texto se refere a uma afirmação da ministra — em 28 de novembro passado — de que o Estado não impedirá que vítimas de violação de direitos humanos busquem seus direitos na Justiça. “A Lei da Anistia está em vigor, mas ainda assim há segmentos que perderam pessoas, que foram torturadas, que foram marcadas pela ditadura e que acreditam que devem procurar a Justiça. E eles têm esse direito de reivindicar esse caminho” afirmou Maria do Rosário.

Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que segundo a nota “teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se autoelogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia”.

“Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a srª Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura [comunista], nunca tendo pretendido a democracia”, diz a nota sobre a antiga companheira de prisão de Dilma durante o regime.

Por último, o texto se volta ainda à resolução divulgada no aniversário do PT, que diz que o partido “estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar”. Os clubes dizem que a “a assertiva é uma falácia”, pois na época da criação da sigla a abertura política já havia ocorrido.

O desagravo dos clubes que representam as três Forças Armadas caminha no sentido contrário ao período democrático que vive o Brasil. O esclarecimento dos crimes cometidos pelo regime ditatorial é uma dívida do Estado com os familiares dos verdadeiros heróis brasileiros que deram suas vidas pela liberdade e pelo país.

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