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Lula é o maior herdeiro de votos em SP: 44% dos eleitores podem votar no seu candidato a prefeito

março 9th, 2012 by mariafro
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Lula, cuide de sua saúde, os paulistanos que aprendam a votar direito e parem de votar em candidatos que desgovernam a cidade. Azar o nosso, sua saúde é mais importante.

Os “donos” dos votos em São Paulo, segundo o Datafolha

José Roberto de Toledo, em seu blog

07/03/2012

* Lula ainda é o maior eleitor em São Paulo (44% poderiam ser levados a votar no seu candidato a prefeito), mas esse número era ligeiramente maior em janeiro: 49%. Outros 21% não votariam no candidato dele. O saldo da influência de Lula, portanto, é positivo em 23 pontos percentuais, mas caiu um terço quando comparado ao saldo de janeiro (era 33 pontos).

* Dilma Rousseff e Geraldo Alckmin têm o mesmo percentual de influência positiva sobre o eleitorado paulistano: 31% cada um. Mas a influência negativa (24% não votariam no seu candidato) do tucano é ligeiramente maior, levando a um saldo mais baixo. Dilma: 31% – 19% = 12 pontos. Alckmin: 31% – 24% = 7 pontos. O saldo de Dilma caiu em relação a janeiro (era de 17 pontos) e o do tucano se manteve estável.

* A pequena melhora na avaliação de seu governo não reverteu em cacife eleitoral para o prefeito de São Paulo. Gilberto Kassab (PSDB) continua sendo mais um peso do que um alavancador de votos: apenas 14% dizem que poderiam votar no candidato apoiado por ele, enquanto 47% não votariam pelo mesmo motivo. Seu apoio equivale a um saldo negativo de 33 pontos. Era de -32 em janeiro. Não mudou.

* Essa influência, positiva ou negativa, não é absoluta nem definitiva. Convém contextualizar a pesquisa, especialmente enquanto a grande maioria não tiver candidato na ponta da língua nem estiver pensando na eleição antes de ser abordada pelo pesquisador. Basta ver que 1 em cada 3 eleitores de José Serra dizem que poderiam votar no candidato apoiado por Lula. Isso indica menos a possibilidade de “traição” do eleitor do tucano e mais a falta de firmeza das intenções de voto, de um modo geral, neste momento da campanha.

* Outras inconsistências típicas da pré-campanha: 12% dos eleitores de Serra não votariam no candidato de Alckmin, 11% dos eleitores de Fernando Haddad não votariam no candidato de Dilma Rousseff, e 34% dos eleitores de Serra não votariam no candidato de Kassab. Ainda mais curioso: 21% dos que acham a gestão Kassab ótima ou boa dizem que o apoio do prefeito faria eles não votarem no seu candidato…

* É preciso cruzar as respostas para encontrar os segmentos do eleitorado que são consistentes em suas opiniões. Por exemplo: dos 30% que rejeitam Serra, 60% (quase 2 em cada 3) dizem que não votariam no candidato apoiado por Kassab. Ou ainda: dos 15% que não votariam de jeito nenhum em Fernando Haddad, 27% não votariam no candidato de Lula.

* Por fim, muito poucos eleitores votam em um candidato apenas porque um líder político mandou votar. O voto é pragmático e racional, uma conta de ganha e perde. O apoio de Lula, Alckmin, Dilma e Kassab é apenas um elemento a somar ou subtrair simpatias. Não é o único fator que o eleitor avalia.

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Ubiratan Cazetta: Indígenas são ameaçados em Belo Monte

março 9th, 2012 by mariafro
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Indígenas são ameaçados em Belo Monte, afirma procurador
Rede Brasil Atual
07/03/2012
O governo brasileiro deveria ter ouvido os indígenas que vivem nas aldeias atingidas pelas obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Essa decisão ratifica a posição do Ministério Público Federal. O procurador da República no Pará, Ubiratan Cazetta, relata as pressões que já sofreu em função da defesa dos indigenas. Entrevista à jornalista Marilu Cabañas.

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Marcelo Neri: Ano 1 depois da Dilma

março 9th, 2012 by mariafro
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Ano 1 depois da Dilma
Marcelo Neri, Folha
01/03/2012
Como Ayrton Senna, o Brasil anda bem debaixo de chuvas e trovoadas de uma crise internacional

No dia 1º de janeiro deste ano escrevi neste espaço sobre as perspectivas sociais do novo ano. Meu ponto era que o impacto da crise europeia aqui seria conhecido somente no dia seguinte após a passagem do ano gregoriano. As crises asiática de 1997 e do Lehman Brothers de 2008, ambas de setembro, repercutiram nas séries apenas em janeiro do ano seguinte (a crise de desemprego e a ressaca de 2009).

Entre os dois artigos, desci aos microdados da POF, os mais completos em termos de abrangência dos conceitos de renda e de despesa. Constatei que a crise aportou no bolso do brasileiro na primeira semana de 2009. A pobreza sobe 11% quando comparada à última semana de 2008. Tal como os dados semanais da PME sugeriam, a crise de 2008 não foi nem tsunami nem marolinha, mas ressaca tão forte quanto passageira.

Nos idos de 2009, divulgamos pesquisa com dados até dezembro de 2008 sem observarmos nenhum impacto relevante nos primeiros três meses e meio depois da crise. Desigualdade e pobreza mantiveram viés de baixa até a reversão da primeira semana de 2009. A ponto de lançarmos logo novo capítulo do que virou a série “Crônica de uma crise anunciada”.

Apesar das limitações da PME, todas as grandes inflexões de distribuição de renda dos últimos 20 anos foram antecipados por ela (www.fgv.br/cps/debatesocial), como aquelas provocadas pela estabilização do Plano Real, a quebra da desigualdade inercial e a ascensão da nova classe média (real do Lula). Ou você quer ficar ilhado na última Pnad disponível (hoje, a de setembro de 2009)?

Lanço no dia 7 de março, às 19h, na Bolsa de Valores de São Paulo, livro que ensina todos os nós de marinheiro para você navegar com os emergentes. Fecha parênteses.

A fim de não nos afogarmos na flutuação dos números, esperamos a virada da maré de janeiro para aferir o efeito da instabilidade europeia intensificada em agosto.

Janeiro de 2012 coincide com o marco ano 1 depois da Dilma. Pois bem, as variações de 12 meses mostram:

1) crescimento da renda familiar per capita média da PME de 2,7%, que coincide com o crescimento observado entre 2002 e 2008, apelidado por muitos de “era de ouro mundial”, e superior ao 0% do ano 1 depois da crise de 2008; 2,7% de crescimento também coincide com o crescimento do PIB total de 2011, recém-anunciado pelo Banco Central. A diferença é o crescimento populacional de pouco menos de 1%, mantendo a tendência, observada desde o fim da recessão de 2003, da renda das pesquisas domiciliares crescerem mais que o PIB;

2) A desigualdade tupiniquim continua em queda de 2,13% ao ano, ante o 1,11% observado no período de 2001 a 2009, conhecido como o de “queda da desigualdade brasileira”. O Gini brasileiro foi, de 1970 a 2000, quase uma constante da natureza. A desigualdade brasileira está hoje 3,3% abaixo do seu piso histórico de 1960;

3) Como consequência, a pobreza segue sua saga descendente ao ritmo de 7,9% ao ano, superior aos 7,5% ao ano da “era de ouro” citada. Reduzimos em 2011 a pobreza num ritmo três vezes mais rápido que o necessário para cumprir a Meta do Milênio da ONU de reduzir a pobreza à metade em 25 anos.

Na leitura de 2011, não devemos esquecer que o Pibão e a histórica queda de 16,3% da pobreza observados em 2010 foram ao sabor da retomada da crise e do ciclo político eleitoral que inflam a amplitude de comparação.

A economia brasileira estava superaquecida no começo de 2011, assim como em 2008. A crise, como uma inesperada chuva de verão, esfriou a inflação de demanda anunciada. Sorte ou não, os resultados sugerem que o brasileiro, tal como Ayrton Senna, anda bem debaixo de chuvas e trovoadas de uma crise internacional. Nosso desempenho relativo depois das crises foi melhor do que a da “era de ouro mundial”.

Agora, como se diz, o ano novo brasileiro só começa na semana depois do Carnaval. Nesse caso, temos de esperar para ver o que acontece amanhã -primeira segunda-feira após o Carnaval.

MARCELO NERI, 48, é economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e professor da EPGE, na Fundação Getulio Vargas, e autor de “Microcrédito, o Mistério Nordestino e o Grameem Brasileiro” (editora da Fundação Getulio Vargas) e “A Nova Classe Média” (editora Saraiva).

www.fgv.br/cps
mcneri@fgv.br

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Folha precisou ir até as Filipinas pra falar das manifestações do 8 de Março

março 9th, 2012 by mariafro
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Igor Felippe do MST observa:

As mulheres fizeram marchas por todo o Brasil. Só as mulheres da Via Campesina realizaram protestos em 11 estados, além do Distrito Federal, para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres, cobrando da presidenta Dilma Rousseff a realização da Reforma Agrária, um novo modelo agrícola baseado em pequenas propriedades e o veto das mudanças no Código Florestal.

Entre as manifestação, foram realizadas quatro ocupações (de dois latifúndios, um engenho e uma empresa), três protestos no Incra (com duas ocupações) e quatro marchas (abaixo, saiba mais das ações). E a Folha atenta apenas às mulheres das Filipinas, Turquia, Egito e os EUA… Por quê?

Porque a Folha está pouco interessada no dia Internacional das Mulheres, na Reforma Agrária, na justiça social, a Folha se dá ao trabalho de achar ‘pesquisadora’ herdeira de Pondé, Who pra dizer que o feminismo é uma desgraça, que sequer existe desigualdade de gênero, como nos informa Rita Casaro:

A Folha deS. Paulo se superou no besteirol e no descompromisso com o debate sério e publicou hoje, 8 de março, artigo de uma certa filósofa (?!) para desqualificar o feminismo. Segundo a moça, não há discriminação ou qualquer tipo desigualdade e dizer o contrário é delírio. Após um arrazoado sem pé nem cabeça, declara: “não devo nada ao feminismo.”
Curioso que aqui mesmo em São Paulo, mais de cinco mil mulheres ocuparam as ruas, como nos informa o Vermelho: Oito de março: marcha reúne 5 mil em São Paulo. Mesmo que a Folha fosse cega às mulheres do campo, cinco mil mulheres na cidade ‘atrapalharam’ o trânsito para chamar a atenção para o dia de luta. Mas a Folha não está interessada nas lutas das mulheres brasileiras.

Mulheres vão às ruas pelos seus direitos

Manifestações são organizadas em lugares como Filipinas, Turquia, Egito e os EUA

DIOGO BERCITO, DE SÃO PAULO, FOLHA DE SÃO PAULO

9/3

De véu, de óculos escuros, de peitos de fora. Mulheres protestaram ontem ao redor do mundo como quiseram ou puderam, participando de manifestações em países de tolerância e igualdade de gênero variadas como Filipinas, Egito, China e EUA.

Entre as demonstrações públicas do Dia Internacional da Mulher, a Turquia servia ontem como microcosmo da luta feminina, ao reunir em seu território três acontecimentos relativos à data.

Primeiro, o Parlamento aprovou um pacote de leis voltado à proteção de mulheres e crianças. A Turquia trava batalha contra práticas como o assassinato de mulheres acusadas de ter manchado a reputação alheia.

A afinidade do país com os valores ocidentais é discutida há anos pela União Europeia, bloco ao qual tenta aderir.

Depois, enquanto celebrava a aprovação dessas leis, o país debatia o assassinato de Diyar Bengitay, 40, morta ontem em Istambul por um membro de sua família.

Ela havia deixado sua casa após discutir com o marido.

Por fim, integrantes do grupo feminista ucraniano Femen tiraram as blusas e fizeram um protesto-topless, manifestando-se contra o abuso de mulheres na Turquia.

“Foi um dia incrível”, afirma Lydia Frempong, porta-voz do grupo International Women’s Day, criado em 2001 para incentivar a manifestação global a respeito do tema.

Frempong cita protestos globais -vistos desde Londres, em que a organização está baseada, até o Cairo, onde centenas marcharam pedindo que metade da Assembleia Constituinte seja formada por mulheres.

“A situação da mulher depende muito do país. Em locais como Afeganistão e Índia, ela ainda não tem contato com a educação e é oprimida”, diz.

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