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Bancários decidem em assembleia sobre fim da greve, nesta segunda 17

outubro 16th, 2011 by mariafro
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Bancários decidem em assembleia sobre fim da greve, nesta segunda 17

Por: Elisângela Cordeiro / Viviane Claudino, Assessoria de Imprensa, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

16/10/2011

Após 21 dias, os bancários podem encerrar a greve que resultou em proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) de reajuste salarial entre 9% e 12%, garantindo pelo oitavo ano consecutivo aumento real, valorização maior no piso por dois anos seguidos – que pode chegar a 31,7% no período -, além da ampliação em até 27,18% dos valores pagos referentes à participação dos trabalhadores nos lucros resultados (PLR).

O reajuste de 9% também será aplicado para demais verbas salariais como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche-babá.

Em todo o país são 484 mil bancários, dos quais 135 mil em São Paulo, Osasco e região. “Essas conquistas, quando se efetivam, trazem reflexos para toda a economia. Desde o restaurante e o comércio do bairro até os grandes pólos indústrias são movimentados, fortalecendo o mercado interno e a economia nacional”, ressalta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários, Osasco e Região.

A proposta apresentada na sexta rodada de negociação ao Comando Nacional dos Bancários na última sexta-feira 14, prevê ainda avanços em relação às condições de trabalho.

Segurança – Os bancos se comprometeram a acabar com o transporte de valores por bancários, que atualmente coloca em risco a vida dos trabalhadores, expondo-os assaltos e sequestros.

Saúde – As instituições financeiras não poderão mais publicar ranking individual de metas, motivo que leva os bancários à humilhação e ao assédio moral, causa de muito adoecimento e afastamento de bancários.

Mais empregos – A proposta prevê ainda a contratação de pelo menos 5 mil novos bancários na Caixa Econômica Federal, um dos principais responsáveis pelo pagamento de programas sociais em todo o país.

Assembleia – Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidem em assembleia, nesta segunda-feira, a partir das 18h, no Clube Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294 – Sé), se aprovam a proposta e encerram a greve.

“Vamos orientar a aprovação da proposta. Conquistamos avanços fundamentais, que só foram possíveis graças à forte mobilização da categoria”, completa Juvandia.

Confira a proposta completa

Aumento real – Os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 9%, que representa aumento real de 1,5%. “A luta dos bancários arranca aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo”, destaca Juvandia. “A média de aumento real dos 418 acordos fechados no primeiro semestre foi de 1,35%.” Esse aumento vale também para tíquetes e demais verbas salariais.

Piso – O reajuste proposto para o piso foi de 12%, aumento real de 4,30%. No caso do escriturário, passa de R$ 1.250 para R$ 1.400. “Pelo segundo ano consecutivo conseguimos arrancar na luta a valorização para o piso da categoria, acima do aumento real conquistado para os salários. Isso é muito importante para avançarmos rumo à redução das desigualdades dentro dos bancos.”

PLR maior – A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é composta por regra básica  e da PLR adicional.

Regra básica – A regra básica da PLR será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400. Essa parte fixa, que em 2010 foi de R$ 1.100,80, será reajustada em 27,18%.
A regra determina, ainda, que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04.

Aumento na PLR adicional – Pela proposta, o teto do valor da PLR adicional – que distribui 2% do lucro líquido – passará de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa aumento de 16,66% em relação ao que foi pago em 2010.

Proposta Fenaban

Reajuste
9%
PLR
90% do salário + R$ 1.400
Adicional da PLR*
té R$ 2.800

Reajuste de 12% nos pisos, após 90 dias

Portaria
R$ 976
Escritório
R$ 1.400
Caixa**
R$ 1.900,36

Verbas

Vale-Refeição
R$ 19,78
Cesta-Alimentação
R$ 339,08
13ª Cesta-Alimentação
R$ 339,08
Aux.creche-babá
R$ 284,85
* Distribuição de 2% do lucro líquido pelo número de empregados limitado a R$ 2.800
** Já inclui gratificação de caixa

Aviso prévio – A federação dos bancos também apresentou mudanças na indenização adicional. Se aprovada a proposta, uma nova cláusula que trata de aviso prévio proporcional será adicionada à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e está acima do que determina a nova legislação sobre o tema (Lei 12.506, de 11 de outubro de 2011). A proposta prevê que para até cinco anos de trabalho, serão pagos 60 dias de aviso prévio; de 5 a 10 anos, 75 dias; de 10 a 20 anos; 90 dias; e mais de 20 anos, 120 dias. Esse aviso é indenizado.

“Com a conquista dessa cláusula, demitir fica mais caro para os bancos. É uma alteração importante no combate à rotatividade”, explica Juvandia.

Dias parados – O Comando Nacional dos Bancários também garantiu, junto à federação dos bancos, que não será descontado nenhum dia dos trabalhadores em greve. Pela proposta da Fenaban, não haverá desconto e sim compensação dos dias parados no máximo até 15 de dezembro. A compensação poder ser feita de segunda a sexta e exceto ferido, com no máximo duas horas por dia, além jornada. Eventual saldo após esse período será anistiado.

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Pedro Antônio Cândido: Globo que nasceu e apoiou golpe militar resolveu falar de Nando, irmão de Zico

outubro 16th, 2011 by mariafro
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Por: Pedro Antônio Cândido, em seu Facebook


Nando foi o 1º ex-jogador de futebol a ser anistiado no Brasil, em 2010 (Foto: Reprodução/TV Globo)

O programa Esporte Espetacular de hoje apresentou matéria sobre Fernando Antunes Coimbra, o Nando, irmão do Zico, que sofreu forte perseguição da DITADURA MILITAR na qual era apoiada pela própria GLOBO e detentora de um histórico de CRIMES (síntese do escritor Roméro da Costa Machado, aqui) e hoje é a líder do PIG que o Eduardo Guimarães conhece muito bem. A matéria vem após 4 meses Nando ter sido homenageado no Ceará no Programa Grande Debate de 21/06/2011, reproduzido abaixo.

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Orlando Silva sobre matéria da Veja: ‘Reportagem é farsa e fonte é bandido’

outubro 16th, 2011 by mariafro
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Sugestão da matéria @danilojmartins, via twitter.

Ministério do Esporte cobra R$ 3 mi de PM que faz acusação via Veja

Por: André Barrocal, na Carta Maior

16/10/2011

Policial militar João Dias Ferreira teria desviado dinheiro de dois convênios com ministério do Esporte que atenderiam jovens e crianças. Pasta aciona TCU e cobra devolução de R$ 3,1 milhões. Em retaliação, policial, preso e réu em ação do Ministério Público, diz à Veja que esquema no Esporte favorece PCdoB. ’Reportagem é farsa e fonte é bandido’, diz Orlando Silva, na foto acima.

BRASÍLIA – O ministério do Esporte está cobrando R$ 3,1 milhões do policial militar João Dias Ferreira, que está preso desde o ano passado por desvio de recursos federais e, neste fim de semana, em reportagem da revista Veja, acusa o ministro Orlando Silva de montar e operar um esquema de corrupção na pasta.

O dinheiro que o ministério tenta reaver foi repassado à Associação João Dias de Kung Fu e à Federação Brasiliense de Kung Fu. As entidades assinaram acordo com o Esporte, em 2005 e 2006, respectivamente, para participar do programa Segundo Tempo. Neste programa, os conveniados são financiados para atender jovens e crianças com atividades esportivas depois das aulas.

Segundo o ministério, porém, não teria havido prestação de serviços pelas entidades. A pasta suspendeu os repasses em junho de 2010 e decidiu fazer uma investigação específica sobre o que aconteceu, chamada de Tomada de Contas Especial.

O processo foi enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU). Neste processo, o Esporte diz que João Dias e as duas entidades precisam devolver R$ 3,1 milhões. A descoberta das irregularidades custou ainda uma ação civil pública contra o policial, ajuizada pelo Ministério Público Federal.

Para Orlando Silva, este são as motivações de João Dias para ter contado à Veja que haveria suposto esquema corrupto no ministério. “A reportagem é uma farsa. A fonte é um bandido, um criminoso”, disse Silva em entrevista neste sábado (15) em Guadalajara, no México, onde, desde o dia anterior, estão sendo realizados os Jogos Panamamericanos.

Na reportagem, João Dias diz que 20% de todos os convênios do Segundo Tempo eram desviados, por determinação de Silva, para abastecer o PCdoB, partido do ministro e do policial. A matéria diz ainda que o próprio Silva receberia na garagem do ministério verba desviada. Quem faz esta denúncia específica é um funcionário de João Dias, Célio Soares Pereira.

Depois da publicação da reportagem neste sábado (15), o ministro do Esporte procurou a presidenta Dilma Rousseff para dizer que as denúncias não passam de “calúnia” feita por “pessoa desqualificada”. Também pediu ao colega da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal apure as denúncias.

Ele disse que também vai entrar com ação penal contra os personagens da reportagem. “Não podemos ser paralisados por alguém que faz um ataque vão e que, infelizmente, consegue espaço para repercutir”, disse Silva.

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Alô, rede de solidariedade ao Moisés, terça-feira tem nº de conta corrente

outubro 16th, 2011 by mariafro
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Trago parte do depoimento da Vera Paoloni que foi juntamente com uma comitiva visitar a família do Moisés.

Vera informa que ajudará Dna Lucinda, mãe de Moisés, a abrir uma conta corrente, preferencialmente num banco público, sugiro Caixa Econômica Federal, pois podemos fazer depósitos até em casas lotérias. Vejam que a situação da família é bastante precária, toda a ajuda, portanto, é bem vinda.

Volto ao post pra informar o número da conta corrente.


Vídeo que o Globo Esporte fez sobre o Moisés, logo após a matéria que saiu em O Liberal e despertou toda uma rede de solidariedade.

Deslanchou o SOS, Moisés. Vamos acompanhar….

Por: Vera Paoloni, em seu blog

15/10/2011


D. Lucinda e Moisés: dois exemplos de superação diária. 

Quando chegamos na casa do pequeno Moisés, senti logo a boa energia da família, uma energia de ajuda mútua, de compartilhamento, de participação. Uma família de 48 pessoas, entre pais, mães, avós, tias, tios, sobrinhos, primos. A casa de Moisés, d. Lucinda, a mãe e seu Lourival, o pai e os quatro irmãos  é uma casa modesta, mas que esteio de amor. Foi o que senti e fui confirmado nas conversas da mãe, a guerreira Lucinda, dos pais dela, dos filhos e de toda a família. Família que opina, que participa, que dá a mão, solidariamente. A casa fica na Rua Belém, 184, bairro Águas Lindas, em Ananindeua, região Metropolitana de Belém.

Na casa do Moisés moram ele, a mãe, o pai e quatro irmãos. É o caçula e o único que tem renda fixa, uma contribuição de um salário mínimo, desde que nasceu, vinda do governo federal, o BCC – Benefício de Prestação Continuada. Dona Lucinda me conta que já teve Bolsa Família, mas há 3 anos, não tem mais e não consegue explicar  qual a razão, mas é algo a ver com cadastramento. Ela tem dois filhos em idade de ter o Bolsa Família. Na casa não tem água encanada e nem poço artesiano. A água é conseguida na vizinhança. Não tem computador e nem internet. Nem mesmo celular ou telefone fixo. O banheiro é uma casinha no fundo do quintal, fora da casa.

As 48 pessoas da família de Moisés moram na vizinhança, como uma autêntica comunidade, como companheiros, aqueles que repartem o pão. Compartilham as dificuldades, os aniversários, as doenças, as alegrias, a oração na igreja Casa da Bênção, que também fica na vizinhança. Esse clima efetivo de comunidade  foi o que permitiu que a história de Moisés rompesse o cordão sanitário do isolamento. Uma vizinha, Leida, que trabalha num jornal avisou a redação que havia uma criança que enfrentava as própria dificuldades jogando bola, andando de bicicleta e sendo criança. O assunto ganhou o jornal impresso, a TV, os blogs, varou as redes sociais e estabeleceu uma bela rede solidária.

A ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, estava na pequena comitiva que foi visitar Moisés hoje pela manhã. O coordenador do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania, Agostinho Monteiro, já estava na casa de Moisés. “Recebi uma ordem do governador para cuidar desse assunto e aqui estou”, nos disse ele muito feliz em também poder ajudar nos encaminhamentos para que Moisés tenha tratamento e prótese. Na próxima terça-feira, Moisés irá a um centro de saúde para dar início ao processo que lhe garanta uma perna mecânica, fisioterapia e o tratamento no Hospital Sarah. Ana Júlia informou à família que o ministro Padilha, ministro de saúde do governo da presidenta Dilma, está a par do assunto de Moisés e que o menino tem total direito, pelo SUS, a ter tratamento completo e contínuo.

Eu e a feiciana Josie Pereira Mota indagamos pra D. Lucinda se Moisés precisa de ajuda para ir ao banheiro, para almoçar. Pras refeições, não, ele consegue comer sozinho, me diz a mãe, mas precisa de ajuda pra escovação dos dentes e para o banheiro. É acompanhamento diário, há dez anos desde 13 de julho de 2001, data em que Moisés nasceu. Agora, a expectativa da família é que Moisés ganhe a perna mecânica e, quem sabe, os braços.

Fiz questão de dizer a d. Lucinda o recado da companheira blogueira Conceição Oliveira, do Maria Frô: que Moisés tem essa fibra e essa coragem porque tem uma mãe forte. Ela sorriu meio encabulada e agradeceu, olhando pra toda a família como que dizendo: eu e todos esses pelejamos com Moisés.

Fiquemos todas atentas para o desenrolar do tratamento de Moisés, para não cair no esquecimento ou nas valas da burocracia.

Por ter esse receio, deixamos com d. Lucinda nossos telefones e que ela nos ligue a cobrar em qualquer situação. Pedimos o mesmo para a pastora Valéria e para as irmãs de Moisés. A ex-governadora Ana Júlia ficou bem emocionada em dois momentos: quando d. Lucinda informou que Moisés, aos 5 anos, na campanha de Ana Júlia ao governo do Estado, segurava a bandeira do PT nos bracinhos e dizia; mãe eu sou Ana Júlia”. E também quando Agostinho Monteiro, o representante do governo do Pará, confirmou que ela, quando governadora, inaugurou um infocentro para pessoas portadoras de deficiência “de primeiro mundo”, com todos os aparelhos para cedgos, surdos, mudos e pessoas sem mobilidade.

Minha proposta para a rede solidária é que abramos uma conta-corrente para ajudar a família a ter condições de manter Moisés. Amor e família ele já tem. E não é pouca coisa.

Leia o restante do relato e veja fotos e vídeos no post da Vera, aqui
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