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Tática de “emprenhar o governo pelo ouvido” tem sido a linha de raciocínio vitoriosa da oposição e da mídia que a apoia

dezembro 20th, 2011 by mariafro
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Um governo jogando na retranca e a gota d´água, no oceano

O grande feito do primeiro ano, não saberia dizer

Fátima Oliveira*, Jornal O Tempo

 20/12/2011

Mais um ano se passou… A impressão que tenho ultimamente é que o tempo passa rápido. Demais. A gente nem vê direito. De repente, lá se foi 2011. E lá se foi um ano de governo Dilma do qual, em termos palpáveis, sou incapaz de dizer qual o grande marco, embora não seja um governo micho, sem élan – conta com 56% de avaliação positiva e a presidente, com 71% e 68% de confiabilidade.

Desassossego há, até demais. A valsa de despedida de ministros – no momento são sete fora, um dentro e outro no pensamento – virou uma rotina sem fim, sem graça, e torra a paciência como cantiga de grilo. Há sempre um ministro na mira da expurgação, que consome o governo na apuração das trepeças denunciadas, um gasto de energia descomunal, que poderia ser empregada em outras coisas… Penso que a tática de “emprenhar o governo pelo ouvido” tem sido a linha de raciocínio vitoriosa da oposição e da mídia que a apoia.

Desvia o governo de efetivamente governar, no sentido de “fazer coisas”, ao pautá-lo a jogar na retranca e, assim, nas cordas, diminui o ritmo e até paralisa obras do PAC. Cada novo ministro, além do medo, vai lidar com o desconhecido, montar suas equipes de confiança e, até tomar pé da situação, o tempo perdido é irrecuperável… O dinheiro disponível não é empenhado, nem gasto… Há dinheiro sobrando no paiol esperando cupim.

Levei muito tempo analisando para escrever sobre o assunto. É surreal. A um ponto que eu, relativamente antenada com a vida política do país, se perguntada sobre o grande feito do primeiro ano do governo Dilma, não saberia dizer. Há um feijão com arroz de bom tempero. Por outro lado, não consigo distinguir com nitidez os rumos na manutenção da consigna de um governo popular e democrático. E fico triste.

Não tenho dúvidas do propósito: o governo Dilma tem a trilha popular e democrática como definição de caminho, mas não consegue explicitar em ações e materializar em gestos que reforcem os laços com os movimentos sociais. Não sei dizer exatamente qual é a agenda governista em nenhuma área… Nem naquela à qual dediquei parte substancial da minha vida: a saúde, notadamente saúde da mulher.

O pior é o ouvido de mercador do governo. Há exemplos crassos em várias áreas, mas relembrarei aqui um aparentemente sem importância, sobretudo pela dificuldade de entendimento, da sociedade e do governo, mas é a gota d’água no oceano que pode fazê-lo transbordar. Refiro-me à descomunal derrota política que pesquisadores e ativistas da atenção integral da saúde da mulher, inclusos os aportes dos direitos reprodutivos, tiveram no atual governo, que preferiu demonstrar fidelidade à Santa Sé, como se o Vaticano tivesse pedido um voto sequer para Dilma Rousseff. E não adianta espernear e vociferar que o governo segue impávido, dando as costas a quem suou e sangrou nas eleições. Só não atino o porquê.

Eis aí por que o sociólogo Boaventura de Sousa Santos está com a razão quando discorre sobre a indisponibilidade das esquerdas para a reflexão: “Quando estão no poder, as esquerdas não têm tempo para refletir sobre as transformações que ocorrem nas sociedades e, quando o fazem, é sempre por reação a qualquer acontecimento que perturbe o exercício do poder. A resposta é sempre defensiva. Quando não estão no poder, dividem-se internamente para definir quem vai ser o líder nas próximas eleições, e as reflexões e análises ficam vinculadas a esse objetivo”.

Ai, que canseira foi 2011!

Vejam também no blog da autora Tá Lubrinando o post com imagens

Fátima Oliveira é médica, seu mail: fatimaoliveira@ig.com e seu twitter @oliveirafatima_

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Privataria Tucana: em 11 dias 120 mil exemplares e 1 milhão e 300 mil menções no Google

dezembro 20th, 2011 by mariafro
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Leio a matéria de Conceição Lemes sobre a quantidade de livros vendidos do Amaury Ribeiro Jr.  Privataria Tucana disputado a tapa: 120 mil exemplares ao mesmo tempo em que o leitor Alex informa que no Google o termo privataria já alcançou 1 milhão de menções.

Faço o teste buscando no google a expressão ‘privataria tucana’, olha o que achei.

Que esta CPI não seja pra inglês ver, a expectativa dos brasileiros pra que se puna os privatistas é imensa.

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Hoje, a partir das 20:30, assista aqui twitcam com João Pedro Stedile

dezembro 19th, 2011 by mariafro
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Hoje, a partir das 20:30, assista e participe da entrevista dos blogueiros com João Pedro Stedile. Link direito aqui.

Mais sobre esta twitcam, aqui: Hoje, com transmissão ao vivo no Sindicato dos Bancários, Blogueiros e jornalistas entrevistam João Pedro Stedile

Atenção: Role o vídeo até 1 H 21 minutos  que é quando se inicia a entrevista que vai até 2H58min.

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Barão de Itararé promove o debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”

dezembro 19th, 2011 by mariafro
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O evento será transmitido ao vivo, a partir das 19H.

Do Barão de Itararé

15/12/2011

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, será tema do debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”, promovido pelo Barão de Itararé, na próxima quarta-feira (21). Além do autor, também estarão presentes Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro, e Protógenes Queiroz, deputador autor do pedido da instalação da CPI da Privataria.

Na ocasião, também haverá o coquetel de lançamento do livro e festa de confraternização de fim de ano do Barão de Itararé. O evento acontece no Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413), a partir das 19h.

Debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”

Participantes:
- Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A privataria tucana”
- Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro
- Protógenes Queiroz, deputado e autor do pedido da instalação da CPI da Privataria

Realização:
- Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Apoio:
- Sindicato dos Bancários de São Paulo

Confira a página do evento no Facebook: Debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia” + Coquetel de Lançamento

Contato:
contato@baraodeitarare.org.br
imprensa@baraodeitarare.org.br

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