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Pequena ‘feminista’ questiona indústria de brinquedos

janeiro 1st, 2012 by mariafro
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Crianças são capazes de fazer grandes questionamentos. Riley, a garotinha do video a seguir, indicado pelo Bruno Ribeiro via twitter, questiona os estereótipos de gênero da indústria de brinquedos e pergunta: Por que os brinquedos “de menina” se resumem a princesas e coisas cor-de-rosa, enquanto os meninos tem super-heróis e coisas coloridas?

Os questionamentos de Riley nos remete aos  textos: 

Brinquedo é coisa séria

Blogagem Coletiva: Infância, Consumo e Sexismo

Brincar é bom, mas consumir…

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Na contramão do governo federal, o Governo ‘desse país estranho chamado São Paulo’ eleva impostos

janeiro 1st, 2012 by mariafro
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O Flávio Gomes tem uma ótima expressão: “Quando eu for presidente do mundo” para explicitar a indignação diante de ações descabidas. Então, quando eu for presidenta do mundo eu vou proibir tucanos usar expressões como ‘modernos’ e ‘bons gestores’. Os governos tucanos paulistas passam ao largo de modernidade e boa gestão.

E já que Alckmin eleva imposto de eletrodomésticos e eletrônicos em 2012 neste ‘país estranho’ chamado São Paulo, compremos de outros estados. Agora o que será que os empresários paulistas farão?

A dica da matéria é do leitor Alberto Rocha Barros Neto via facebook.

Governo de São Paulo eleva imposto de produtos eletroeletrônicos
Marina Gazzoni e Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo
30/12/2011
Aumento será feito de maneira indireta, com mudança da base de cálculo; empresários questionam a medida e dizem que preços podem subir

SÃO PAULO – O Estado de São Paulo vai na contramão do governo federal e elevará os impostos estaduais de eletrodomésticos e eletrônicos em 2012. O aumento de tributos será feito de forma indireta. O governo aprovou no último dia 27 uma nova tabela do IVA (Índice de Valor Agregado), que serve de base para o cálculo do ICMS no regime de substituição tributária. Para a maioria dos produtos, os novos valores entram em vigor amanhã.

Dos 90 itens contemplados pela mudança, 76 deles terão elevação do imposto estadual. Entre eles estão fogão, geladeira, celulares, micro-ondas, TV de tubo e plasma. Alguns componentes terão redução de imposto – 14 no total, entre eles, câmeras digitais e TVs de LCD. Em média, os valores do IVA subiram 20%. O impacto desse reajuste no aumento efetivo de impostos depende da alíquota do ICMS de cada produto.

No caso da linha branca, a nova tabela terá outro cronograma. Para os produtos beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedida em dezembro pelo governo federal, a mudança vale a partir de 1º de abril.

No sistema de substituição tributária, a indústria paga o tributo do varejo antecipadamente. Para calcular o imposto devido por toda a cadeia, das fábricas às lojas, o governo estabelece uma margem de valor, o IVA, com uma estimativa do preço final do produto ao consumidor. É sobre esse valor que incide a alíquota do ICMS. Então, quanto maior o IVA, maior será o imposto cobrado (veja tabela ao lado). “É um aumento indireto de impostos. O governo eleva a arrecadação sem mexer na alíquota do ICMS”, explica o advogado tributarista Eduardo Diamantino.

Um fabricante de celular, por exemplo, pagará cerca de 6% mais de ICMS no Estado, segundo estimativas do escritório Diamantino Advogados. Com todos os impostos, um aparelho que sai da indústria por R$ 800 neste ano, custaria R$ 998 após o pagamento de impostos, mas custará R$ 1.110 com a nova tabela.

Reação. A decisão desagradou o empresariado. “Pode haver aumento de preços ao consumidor”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato. Segundo ele, o repasse dependerá do aquecimento da economia. Para Barbato, o aumento de impostos é “inoportuno”. O momento, a seu ver, é de estimular a economia e não atribuir um ônus maior às empresas.

Capital de giro. O primeiro impacto da mudança no IVA será a necessidade de a indústria e o comércio captarem mais capital de giro para pagar um valor maior de ICMS. “Essa medida é prejudicial à indústria”, conclui Barbato. Segundo ele, a Abinee vai avaliar as alterações no início do ano e pode recorrer.

Para José Maria Chapina, presidente do conselho de assuntos tributários da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio SP), a mudança na tabela do IVA não se sustenta. “Não tem sentido cobrar o imposto sobre um IVA tão elevado”, argumenta Chapina. Ele afirma que a decisão visa apenas um aumento da arrecadação do governo paulista.

A Fecomércio já questiona na Justiça o sistema de substituição tributária. Agora, a entidade vai voltar a carga contra a medida. Chapina diz que a nova tabela é “uma violência tributária”, pois ela financia o Estado. “Se antes já era um confisco antecipado de imposto, agora ficou ainda pior com o aumento da carga.”

Insegurança tributária. Mas o principal problema de mudanças nos parâmetros da substituição tributária, como a que entrará em vigor amanhã, é que elas geram insegurança entre os empresários, afirmou o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Júlio Gomes de Almeida.

“Muitos empresários têm me dito que, nos planos de investimentos que eles fazem, já passaram a levar em conta a insegurança tributária em São Paulo.”

Para ele, São Paulo já está em desvantagem na guerra fiscal entre Estados para atrair investimentos. Com a mudança na tabela, disse, São Paulo aumentou a insegurança tributária e deu mais fôlego para outros Estados.

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Marcos Coimbra o que esperar do governo Dilma em 2012

janeiro 1st, 2012 by mariafro
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“Por mais que as pessoas gostem de Lula, não se percebe que tenham hoje saudade dele como governante. Como Dilma não as decepcionou, não sentem falta do ex-presidente.

Ela terminou o ano batendo o recorde de aprovação para presidentes em momento parecido. Nenhum de seus antecessores — Lula incluído — chegou ao fim do primeiro ano de mandato com os números que alcançou na mais recente pesquisa do Ibope, realizada em dezembro.

Isso não quer dizer que a população aplauda tudo que o governo faz. Pelo contrário: área por área, a pesquisa mostra como são elevadas as críticas a diversas políticas, como as de saúde e de segurança. Marcos Coimbra.

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O segundo ano do governo Dilma
Marcos Coimbra – Marcos Coimbra, Correio Braziliense
01/01/2012
Com muitas outras coisas, começa hoje o segundo ano do governo Dilma. Ela deve estar satisfeita com o primeiro.

Há quem tenha se ocupado, ao longo de 2011, em contabilizar o número de problemas com que ela teve que lidar. A atenção da mídia, por exemplo, foi galvanizada pela estatística das sucessivas “crises” pelas quais passou o ministério. Foram sete demissões e, se dependesse da imprensa, outra meia dúzia teria deixado a Esplanada.

Potencialmente mais grave, o governo viveu, ano passado, a ameaça de um solavanco forte na economia. Com a Europa em pandarecos e os Estados Unidos mal das pernas, o comércio internacional se retraiu e diminuiu o dinamismo da economia brasileira. Continuamos a crescer, mas em ritmo menor.

Embora muitos comentaristas tivessem se escandalizado quando o Banco Central começou a cortar os juros, a maior parte dos entendidos considera, hoje, que a decisão estava correta. Assim como as outras medidas que o governo tomou para manter o mercado interno aquecido.

Os sinais de que o ano terminou positivamente para a maioria das pessoas são perceptíveis: comerciantes contentes com as vendas de Natal, recordes nas compras de passagens aéreas e confiança dos consumidores em alta.

Dilma enfrentou o desafio de administrar a economia brasileira em um ano complicado e se saiu bem. Talvez com razão, seria possível dizer que ela conseguiu isso por ter mantido, no fundamental, a política econômica que herdou de Lula (assim como muitos de seus gestores diretos).

Longe de ser algo que desmereça o que o governo fez, a continuidade (mais que natural nesse caso, pois a sensibilidade dos investidores anda aguçada no ambiente de crise e qualquer sugestão de mudança de rota poderia assustá-los) era um compromisso de campanha. Para dizer o óbvio, Dilma foi eleita porque as pessoas se convenceram de que era isso que ela faria.

Sua prova mais crucial era, no entanto, outra. Suceder um governante muito bem avaliado — considerado, segundo as pesquisas, como “o melhor que o Brasil já teve” pela maioria das pessoas — não era tarefa fácil. Mesmo para políticos experientes, seria difícil. Imagine para quem estava em começo de carreira.

Por mais que as pessoas gostem de Lula, não se percebe que tenham hoje saudade dele como governante. Como Dilma não as decepcionou, não sentem falta do ex-presidente.

Ela terminou o ano batendo o recorde de aprovação para presidentes em momento parecido. Nenhum de seus antecessores — Lula incluído — chegou ao fim do primeiro ano de mandato com os números que alcançou na mais recente pesquisa do Ibope, realizada em dezembro.

Isso não quer dizer que a população aplauda tudo que o governo faz. Pelo contrário: área por área, a pesquisa mostra como são elevadas as críticas a diversas políticas, como as de saúde e de segurança.

O importante é o saldo, o resultado a que chegam as pessoas quando põem na balança acertos e erros, sucessos e fracassos, avanços e retrocessos. Dilma está bem porque, para a maioria das pessoas, ela cumpre seu papel, o governo funciona e o país avança.

2012 é um ano de eleições municipais e isso costuma ser bom para os presidentes. Considerando aqueles para os quais a comparação é possível, foi o que ocorreu com Fernando Henrique e com Lula.

FHC terminou seus primeiros 12 meses, em dezembro de 1995, com 41% de “ótimo” e “bom” e foi a 47% no fim do ano seguinte, de eleição municipal. No segundo mandato, repetiu a tendência, apesar do patamar mais baixo: 16% no fim de 1999 e 24% em novembro de 2000.

No primeiro mandato de Lula, algo parecido: 42% em dezembro de 2003 e 45% no fim de 2004. No segundo: 50% em 2007 e 70% em 2008 (dados sempre do Datafolha).

Duas razões: a) o eleitor desloca o foco de sua atenção para o município, escrutinando o trabalho do prefeito e sendo menos rigoroso na avaliação de presidente e governador; b) os candidatos não os questionam (ou os elogiam), preferindo apresentar-se como capazes de trazer benefícios para a cidade pelo “trânsito” que têm em Brasília e na capital.

Ou seja: é bem possível que Dilma termine 2012 melhor do que está começando.

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Delegado que prende juiz embriagado é exonerado por Alckmin e o juiz se torna desembargador

janeiro 1st, 2012 by mariafro
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Modo tucano de governar e a Justiça do ‘país’ tucano. Cadê o povo do Cansei pra marchar na frente do Palácio dos Bandeirantes????

Delegado que prendeu juiz é exonerado do cargo em São Paulo
ANDRÉ CARAMANTE, FOLHA DE SÃO PAULO

28/12/2011

O delegado Frederico Costa Miguel, 31, foi exonerado da Polícia Civil de São Paulo. A exoneração, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi publicada ontem (27) no “Diário Oficial”.

Há 80 dias, Miguel acusou Francisco Orlando de Souza, magistrado do Tribunal de Justiça, de dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria.

O governo nega qualquer relação entre a exoneração do delegado e o incidente.

Souza discutiu no trânsito com um motorista e ambos pararam no 1º DP de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) para brigar, mas foram impedidos pelo então delegado.

Apesar da repercussão, o caso não foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Dez dias após o incidente, o juiz foi promovido a desembargador pelo TJ.

Por conta do caso, o presidente do TJ paulista, José Roberto Bedran, pediu para a Secretaria da Segurança Pública criar a função de “delegado especial” para cuidar de casos envolvendo juízes. O pedido não foi atendido.

“Estou surpreso com a exoneração. Não sei os motivos da decisão do governador e não tive direito de defesa”, disse o ex-delegado.

Segundo o ato, Miguel foi exonerado por não ser aprovado no estágio probatório de três anos. Ele chegaria ao fim dessa fase em 30 de janeiro.

Desde 2008, quando entrou na polícia, Miguel foi alvo de três apurações na Corregedoria. Em todas, ele obteve pareceres favoráveis.

Miguel era plantonista quando apartou a briga, em outubro. Segundo o delegado, o juiz gritou várias vezes: “Você não grita assim comigo, não! Eu sou um juiz!”.

O desembargador afirmou ontem que não sabia da exoneração e que “tudo não passou de um mal-entendido”.

Souza disse ainda ser alvo de apuração na Corregedoria do TJ. A assessoria do órgão disse não ter acesso aos documentos da investigação “porque ela é sigilosa e por conta do recesso do Judiciário”.

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