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Acampados do MST Americana/SP despejados de terras públicas, griladas por usineiros

setembro 9th, 2011 by mariafro
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REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!

Estávamos fazendo uma ocupação de terra em Americana – SP e fomos despejados há cerca de 1 semana. Gostaríamos de compartilhar com vcs algumas informações e pedir um apoio para a divulgação da nossa luta.

De início, envio 2 vídeos com depoimentos de acampados. A área que ocupamos é uma terra PÚBLICA (do INSS) que vem sendo utilizada há mais de 20 anos pela Usina Eshter para a monocultura de cana de açúcar.

Seguem os links

Mil acampados na ocupação do MST em Americana/SP que teve início no dia 06 de agosto de 2011. As terras ocupadas pertencem ao governo federa e foram ilegalmente invadidas pela usina Ester para o plantio da monocultura da cana. O acampamento está constantemente sobre ameaça de despejo. Nem o INCRA, nem o ITESP, ou qualquer órgão do governo se manifestou até agora em defesa do direito dos sem-terra. Para doações, apoios e maiores informações: campinasmst@gmail.com.

Filmagem: Marcelo Pupo
Entrevista: Marcelo Pupo e Yan Caramel
Edição: Jefferson Vasques
Fotos: Cristina Beskow

Se vcs puderem, por favor postem esses vídeos no blog de vcs…

Obrigada
Tatiana

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Promotor da editora Abril na Bienal do Livro no Rio de Janeiro é acusado de racismo

setembro 9th, 2011 by mariafro
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A sugestão das notícias foi de José Francisco Guimarães que indicou também matéria do JB.
O Geledés , Rovai e Pele Negra também fizeram posts a respeito.

Hoje, 9 de Setembro, às 15 H Convocamos todas as Mulheres para ato contra o racismo no stand da Editora Abril

Estudantes de Niterói denunciam racismo na Bienal do Livro

Por:  Augusto Aguiar,  A Tribuna RJ

07/09/2011

Estudantes de Niterói denunciam racismo na Bienal do Livro

Foto: Bárbara Grebe

 

Alunos da Escola Estadual Guilherme Briggs, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, sentiram na pele, na tarde da última segunda-feira, a dor do preconceito racial, que supostamente para muitos não ocorreria mais em nosso país, muito menos nas dependências de uma feira literária, onde nossa cultura é expressada das mais variadas formas, nas páginas publicadas por inúmeras editoras. Preconceito e injúria racial são crimes passíveis de prisão, no artigo 9º da Lei 7716/89.
De acordo com a diretora da escola, Alcinéia de Souza, o fato entristeceu e chocou os alunos da unidade, uma das mais conhecidas do município, foi registrado ontem da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), e formalmente encaminhado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, na tarde de segunda-feira ela levou um grupo de 45 alunos que cursam o Ensino Médio da escola até a Bienal do Livro 2011, que se realiza no pavilhão do Riocentro, na Zona Oeste do Rio. No local, entusiasmados os alunos, com idades entre 15 e 17 anos, se espalharam para apreciar os vários estandes. Segundo os alunos e a diretora, num deles da Editora Abril ocorria uma promoção, onde eram distribuídos uma espécie de senha para que os jovens prestigiassem a tarde de autógrafos do ator e apresentador Rodrigo Faro. Entusiasmadas, duas alunas do colégio, de 16 e 17 anos, se dirigiram até um dos promotores, inicialmente identificado apenas como “Pedro” ou “Roger” – no intuito de conseguir uma das senhas. Do promotor as alunas ouviram (incrédulas) insultos do tipo: “Não vamos dar a senha porque vocês são pretas do cabelo duro”, e também “não gosto de mulheres negras, por isso não darei senhas para vocês”. Segundo uma das alunas, indignada com a ofensa ainda tentou argumentar com o promotor – “isso é um tipo de bullying, e pode te trazer problemas”. Com resposta o promotor rebateu, afirmando que isso não daria problema nenhum para ele”.
Como o grupo estava espalhado pelo pavilhão de exposições, a diretora da escola afirmou que só tomou conhecimento do fato quando os alunos já estavam deixando o evento. Revoltada, Alcinéia retornou ao estende da Editora Abril, à procura do responsável pela representação da empresa, que de acordo com ela pediu-lhe desculpas (omitindo a identificação do promotor) e alegando que tomaria providências. “Sentindo-se humilhada, uma das alunas disse que sequer conseguiu dormir de segunda para terça-feira”, explicou Alcinéia, que no início da tarde de ontem, acompanhada dos alunos, pais, e de um advogado (que também é professor da unidade), José Carlos de Araújo, registrou queixa de crime de Injúria e Preconceito Racial na 77ª DP. A distrital encaminhou o procedimento para a Delegacia Legal do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP).
“Ensinamos os princípios da cidadania para os alunos, explicando inclusive que independe de quem sejam, e agora ele passam por uma experiência terrível dessas ? Os alunos da escola estão chocados com o que aconteceu. Fiz questão de comparecer junto com os pais desses estudantes na DP para relatar esse triste fato. Esses estudantes são como filhos pra mim”, disse Alcinéia. “Em pleno século XXI isso ainda acontece em nosso país. Esse fato não se esgota na esfera criminal. Não desejamos isso para nosso país”, disse José Carlos de Araujo, que junto com a diretora, os alunos, e com a cópia do registro levou também ontem o fato ao conhecimento da Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos para que providências sejam tomadas.
Representantes da Editora Abril não retornaram as ligações da redação.

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Escola reprodutora do Racismo: Estado de São Paulo condenado a pagar indenização

setembro 9th, 2011 by mariafro
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A Lei 10639/03 tem quase 9 anos e ao completar 5 anos foi alterada pela 11645/08 (para inclusão do ensino da história e culturas indígenas na formação do Brasil). Mas faltam políticas públicas que fomentem a formação de professores para que a escola pare de reproduzir o círculo vicioso do racismo.

Quando tive a oportunidade de entrevistar o então presidente Lula, escolhi perguntar exatamente sobre a 10639/03, simbolicamente a primeira lei promulgada por Lula em seu primeiro mandato no dia 09/01/2003. Expliquei ao presidente o quanto estava descontente em relação aos recursos para que essa lei realmente pegasse nas escolas do Brasil.

É por isso que embora fique sempre estarrecida com o fato de as escolas brasileiras permanecerem reprodutoras do racismo, não é surpresa ao menos aos educadores, pesquisadores e ativistas envolvidos com a luta pela educação em direitos humanos, pela igualdade racial quando tomamos conhecimento da atividade promovida por essa professora da rede pública do Estado de São Paulo, no Acórdão do processo promovido pela Advogada Maria da Penha Guimarães, PODER JUDICIÁRIO, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, Registro: 2011.0000130452.

Redação 8: Uma família diferente

A família lá no céu

Era uma vez uma família que existia lá no céu.

O pai era o sol, a mãe era a lua e os filhinhos eram as estrelas. Os avós eram os cometas e o irmão mais velho era o planeta terra.

Um dia apareceu um demônio que era o buraco negro.

O sol e as estrelinhas pegaram o buraco negro e bateram, bateram nele.

O buraco negro foi embora e a família viveu feliz.

André Weirs, 7 anos” (fl. 16).

Criação de texto

Assim como André, invente uma família diferente.

Conte:

a) quais são os membros dessa família;

b) onde ela vive;

c) como ela vive.

1. Desenhe a família diferente que você inventou.

2. Escreva um texto dizendo como é a família diferente. Invente um título.” (fl. 17).

“UMA FAMÍLIA COLORIDA

Era uma vez uma família colorida. A mãe era a vermelha, o pai era o azul e os filhinhos eram o rosa.

Havia um homem mau que era o preto.

Um dia, o preto decidiu ir lá na casa colorida.

Quando chegou lá, ele tentou roubar os rosinhas, mas aí apareceu o poderoso azul e chamou a família inteira para ajudar a bater no preto.

O preto disse:

— Não me batam, eu juro que nunca mais vou me atrever a colocar os pés aqui. Eu juro.

E assim o azul soltou o preto e a família viveu feliz para sempre.

Bianca Cristina Castilho 7 anos” (fl. 14).”

O que diante do conteúdo claramente discriminatório, agressivo e depreciativo da raça negra, provocou no filho dos autores e, por via de consequência, neles também, dor moral intensa, notadamente pelo medo infundido no menor quanto aos homens negros, inclusive de seu pai, por ser este negro e não um “poderoso azul”, como no material distribuído.

Circunstância essa bem demonstrada no parecer da psicóloga Maria José de Assis Souza, evidenciado o quadro de fobia do menor, a partir de então, em relação ao ambiente escolar. Sem qualquer juízo sobre a existência de dolo ou má-fé, custa a crer que educadores do Estado de São Paulo, a quem se encarrega da formação espiritual e ética de milhares de crianças e futuros cidadãos, tenham permitido que se fizesse circular no ambiente pedagógico, que deve ser de promoção da igualdade e da dignidade humana, material de clara natureza preconceituosa, de modo a induzir, como induziu, basta ver o texto da pequena Bianca o medo e a discriminação em relação aos negros, reforçando, ainda mais, o sentimento de exclusão em relação aos diferentes.
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Apelação / Reexame Necessário nº 0025502-11.2002.8.26.0053 – Voto nº 21.177 5.

Leia a Matéria completa no Geledés

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Se o assunto é Ley dos Medios a Mídia surta: Afinal, IG qual a notícia real?

setembro 9th, 2011 by mariafro
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Ambos links via @jose_de_abreu


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