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Via Campesina ocupa Ministério da Fazenda em Brasília

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Via Campesina ocupa Ministério da Fazenda em Brasília
A Via Campesina Brasil ocupou, na manhã de terça-feira (23/08), o Ministério da Fazenda em Brasília, com quatro mil trabalhadores rurais.

As principais pautas trabalhadas pelo Movimento refere-se à questão das dívidas dos pequenos agricultores, cujo valor chega a R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda, e o contingenciamento do orçamento do Incra, em que os R$ 530 milhões destinados para promover desapropriações de terras para este ano já foram totalmente executados. Sem contar que o cenário para 2012 é ainda pior: está previsto um corte de R$ 65 milhões, segundo dados do próprio Incra, com o orçamento despencando para R$ 465 milhões.

O principal propósito da ocupação é que as negociações referentes à pauta sejam retomadas imediatamente.

Desde segunda-feira (22/08) os movimentos que integram a Via Campesina estão acampados em Brasília com quatro mil trabalhadores e trabalhadoras rurais de 23 estados e do Distrito Federal em um grande Acampamento por Reforma Agrária, nos arredores do Ginásio Nilson Nelson.

Essa mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil desde o dia 22 de agosto. Além do acampamento, atos políticos e culturais devem acontecer em Brasília e nos Estados onde os movimentos da Via Campesina estão organizados.

Além dessas duas pautas, a Jornada também exige o assentamento imediato de 60 mil famílias acampadas e luta contra o fechamento das escolas no campo. Nos últimos oito anos foram fechados mais de 24 mil estabelecimentos de ensino, segundo dados do Censo Escolar do INEP/MEC (2002 a 2009), e da Pesquisa de Avaliação da Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária INCRA (2010).

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal.

Informações para imprensa: Luiz Albuquerque: (11) 96903614

Mayrá Lima: (61) 96846534

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Líbia e a nova partilha da África

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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A Líbia no grande jogo da nova partição da África

Por: Manlio Dinucci, Ilmanifesto, Traduzido por: resistir.info

25/02/2011

Fogem da Líbia não apenas famílias que temem pelas suas vidas e imigrantes pobres de outros países norte-africanos. Há dezenas de milhares de “refugiados” que estão a ser repatriados pelos seus governos por meio de navios e aviões: são principalmente engenheiros e executivos de grandes companhias de petróleo.

Não só a ENI, a qual realiza cerca de 15 por cento das suas vendas a partir da Líbia, mas também outras multinacionais europeias – em particular, a BP, Royal Dutch Shell, Total, BASF, Statoil, Repsol. Centenas de empregados da Gazprom foram também forçados a deixar a Líbia e mais de 30 mil trabalhadores chineses da sua companhia de petróleo e de construção. Uma imagem simbólica de como a economia líbia está interconectada com a economia global, dominada pelas multinacionais.

Exportações de petróleo da Líbia

Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 mil milhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egipto. Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egipto) é portanto mais elevado do que o do Egipto e de outros países da África do Norte. Testemunho disso é o facto de que cerca de um milhão e meio de imigrantes, principalmente norte-africanos, trabalha na Líbia. Uns 85 por cento das exportações líbias de energia vêm para a Europa: a Itália em primeiro lugar com 37 por cento, seguida pela Alemanha, França e China. A Itália também está em primeiro lugar em exportações para a Líbia, seguida pela China, Turquia e Alemanha.

Esta estrutura agora explodiu devido ao que pode ser caracterizado não como uma revolta das massas empobrecidas, tal como as rebeliões no Egipto e na Tunísia, mas como umas guerra civil real, em consequência de uma divisão no grupo dominante. Quem quer que seja que tenha feito o primeiro movimento explorou o descontentamento contra o clã Kadafi, que prevalece especialmente entre as populações da Cirenaica e entre jovens nas cidades, num momento em que toda a África do Norte tomou o caminho da rebelião. Ao contrário do Egipto e da Tunísia, contudo, o levantamento líbio foi planeado previamente e organizado.

As reacções na arena internacional também são simbólicas. Pequim disse estar extremamente preocupada acerca dos desenvolvimentos na Líbia e apelou a “um rápido retorno à estabilidade e normalidade”. A razão é clara: o comércio sino-líbio experimentou crescimento forte (cerca de 30 por cento só em 2010), mas agora a China verifica que toda a estrutura das relações económicas com a Líbia, da qual importa quantidades crescentes de petróleo, foram postas em causa. Moscovo está numa posição semelhante.

O sinal de Washington é diametralmente oposto: o presidente Barack Obama, que quando confrontado com a crise egípcia minimizou a repressão desencadeada por Mubarak e apelou a uma “transição ordenada e pacífica”, condenou o governo líbio em termos inequívocos e anunciou que os EUA está a preparar “o conjunto completo de opções que temos disponíveis para responder a esta crise”, incluindo “acções que possamos empreender por nós próprios e aquelas que possamos coordenar com os nossos aliados através de instituições multilaterais”. A mensagem é claro: há a possibilidade de um intervenção dos EUA/NATO na Líbia, formalmente para interromper o banho de sangue. As razões também são claras: se Kadafi for derrubado, os EUA seriam capazes de fazer ruir toda a estrutura das relações económicas com a Líbia, abrindo o caminho para multinacionais com base nos EUA, até agora quase totalmente excluídas da exploração das reservas de energia na Líbia. Os Estados Unidos poderiam então controlar a torneira de fontes de energia sobre as quais a Europa depende amplamente e que também abastecem a China.

Trata-se de acontecimentos no grande jogo da divisão dos recursos africanos, pelos quais uma confrontação crescente, especialmente entre a China e os Estados Unidos, está a verificar-se. A potência asiática em ascensão – com a presença na África de cerca de 5 milhões de administradores, técnicos e trabalhadores – constrói indústrias e infraestrutura, em troca de petróleo e outras matérias-primas. Os Estados Unidos, que não podem competir a este nível, podem utilizar a sua influência sobre as forças armadas dos principais países africanos, as quais são treinadas através do Africa Command (AFRICOM), o seu principal instrumento para a penetração do continente. A NATO agora também está a entrar no jogo, pois está prestes a concluir um tratado de parceria militar com a União Africana, a qual inclui 53 países.

A sede da parceria da União Africana com a NATO já está em construção em Adis Abeba: uma estrutura moderna, financiada com 27 milhões de euros da Alemanha, baptizada “Edifício paz e segurança”.

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Abre o olho presidenta Dilma! O Papa vem aí, a Opus Dei, como sempre, chega antes

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Opus Dei convoca “buldogues” da imprensa: abre o olho presidenta!

Por: Por Charles Carmo em seu blog

O jornal baiano A Tarde mantém um espaço para artigos, sabidamente democrático. Não conheço, nem de “ouvir falar”, qualquer tipo de censura naquele espaço.

Nesta segunda-feira (22/08), quem desfila seus pensamentos no A Tarde é o “diretor Master em jornalismo” Carlos Alberto Di Franco, numerário do Opus Dei, corrente ultra-mega-conservadora da Igreja Católica.

Em artigo intitulado “Radiografia da corrupção”, o jornalista Carlos Alberto Di Franco convoca a imprensa ( e a sociedade) a entrar numa espécie de Cruzada para pressionar o STF e forçar a condenação dos réus do “mensalão”. Mas ele vai bem além.

Logo no início da convocação o numerário da Opus Dei afirma:

“O governo de Dilma Rousseff, sustentado por uma coligação pragmática e aética que foi concebida por seu sucessor, é, rigorosamente, refém do crime organizado. O mensalão do PT, que dificilmente será julgado em tempo hábil pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro lance.

Representou o pulo-do-gato, o caminho das pedras de um projeto de poder autoritário, corrupto e corruptor”.

Depois, Carlos Alberto Di Franco dá a dica de como a imprensa deve se portar para influenciar na decisão do STF. “Não atiraremos a esmo. Não publicaremos no domingo para, na segunda, mudar de pauta. Vamos concentrar. Focar no mensalão. E você, caro leitor, escreva aos ministros do STF, pressione, proteste, saia às ruas numa magnífica balada da cidadania. Em segundo lugar, exija de nós, jornalistas, a perseverança de buldogues. É preciso morder e não soltar. Os meios de comunicação existem para incomodar”, afirma Di Franco, sem mencionar os escândalos de corrupção e pedofilia que contaminam a Igreja Católica e causam a revolta de padres austríacos. Quando o assunto é pedofilia na igreja, a tal “perseverança” é de porquinho-da-índia.

Segundo a revista Época, Di Franco é “um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei”. Ainda segundo a revista, Di Franco “dá formação cristã ao governador Geraldo Alckmin e treinou mais de 200 editores da imprensa”.

A revista Época traz ainda uma revelação pitoresca: Di Franco seria virgem. Como as questões de fé não objeto de análise desta postagem, deixemos então isto de lado.

Agora amarremos os fatos.

O Papa Bento XVI confirmou, na manhã deste domingo (21/08), em Madri, que o Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013, véspera das eleições presidenciais no Brasil. Um dia depois, “um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei”, vem a público convocar uma Cruzada contra a corrupção, mas não a corrupção no Vaticano, explique-se, mas aquela que seria o “pulo-do-gato” de um “projeto de poder autoritário, corrupto e corruptor”, representado pelo PT.

Ora seu Di Franco, a corrupção deve ser banida do Governo Federal, do governo de São Paulo, Minas Gerais e no mundo inteiro. Entretanto, fazer dos jornalistas “buldogues” a serviço da Opus Dei e dos partidos de oposição não me parece lá muito ético. Nem muito cristão.

E que história é essa de que a função da imprensa é incomodar? Não seria informar? Função de incomodar quem tem são os pernilongos. A imprensa pode debater, criticar etc. Possíveis incômodos deveriam ser sempre uma consequência, nunca um fim em si mesmo.

Curioso mesmo é fato do numerário do Opus Dei advertir que o “mensalão” dificilmente será julgado “em tempo hábil”. Tempo hábil para quê? Para influenciar nas eleições? Pareceu-me um ato falho.

Em julho de 2010 denunciamos aqui a suspeitíssima visita do chefão do Opus Dei ao Brasil, às vésperas das eleições. Como num filme manjado, o final era previsível: uma campanha eleitoral recheada de hipocrisia em que setores conservadores da Igreja Católica se empenharam em derrotar a presidenta Dilma Rousseff e impor uma agenda ultraconservadora aos candidatos. A Opus Dei fez o que pôde para eleger José Serra e acabou como um jacu baleado.

Para alguns o artigo do senhor Di Franco no jornal A Tarde parece um chamado ao combate à corrupção.

Para mim, entretanto, o artigo parece ser um primeiro movimento da Opus Dei para influenciar nas eleições de 2014. Ou será nas eleições para a escolha dos prefeitos, já no ano que vem?

Abre o olho presidenta Dilma Rousseff: o Papa vem aí!

A Opus Dei, como sempre, chega antes.

 

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William Lima denuncia: Pernambucanas mentem para forçar consumidor a comprar recarga de celular

agosto 22nd, 2011 by mariafro
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De: William Lima
Assunto: Pernambucanas rasga Código de Defesa do Consumidor na minha cara!

Corpo da mensagem:
Maria Frô, acho que o assunto é de interesse de tod@s. Encaminho meu relato.

Código do Dinheiro dos Capitalistas

Sim, vocês leram certo: o Código de Defesa do Consumidor é rasgado na sua cara e dá lugar ao Código do Dinheiro dos Capitalistas. Se você tem direitos e não os conhece, deveria procurar se informar! O que vou contar agora aconteceu comigo dia 06/08/2011 na loja Pernambucanas em Marília-SP.

Fui com minha mãe comprar 2 aparelhos de celular para usar a operadora Vivo. Encontramos os modelos que procurávamos e fomos pagá-los no caixa. Enquanto a caixa passava os códigos de barras, víamos no monitor um valor 10 reais menor. Então minha mãe disse que estava sendo cobrado a menos. Foi quando a moça passou outro código de barras e o primeiro celular estava faturado com o 10 reais que faltavam. Qual não foi nossa surpresa quando a descrição do produto foi o Chip da operadora. Assim compramos os dois aparelhos. Eu questionei a moça do caixa se não dava para excluir os chips, porque só queríamos os aparelhos, ao que ela respondeu que ela só cobrava o que a vendedora lhe passava. Então minha mãe foi falar com a vendedora e ouviu a resposta de que só poderia vender assim. Quando perguntamos o valor do celular, na vitrine, a vendedora não havia nos informado que estava embutido o preço do chip de 10 reais. Não havendo meios de não comprar os chips, pagamos o valor cobrado.

Na hora de retirar a mercadoria, a atendente nos assediou. Explico: ela nos disse que precisaríamos fazer uma recarga em no máximo 2 horas para validar os chips, se não seriam cancelados automaticamente, e sugeriu, enfática: ‘se vocês quiserem, a gente faz a recarga aqui, agora, mas não se esqueçam, em 2 horas os chips serão cancelados!’ Além de eu não querer comprar os chips, depois de tê-los pagado ainda corria o risco de perdê-los (lembrando que duas recargas de 12 reais somariam mais 24 reais à compra). Eu perguntei: ‘mas se eu não fizer a recarga em 2 horas perco os chips pra sempre e tenho que jogá-los fora?’ Ela disse: Sim. Eu fui embora sem fazer a recarga.

Bom, eu não sou tão ignorante sobre meus direitos como consumidor, e achando a história muito estranha, resolvi tirar isso a limpo. Me dirigi a uma loja própria da Vivo e confirmei o que já desconfiava: o que a vendedora de celular tinha dito era mentira. Foi essa palavra que ouvi da atendente da Vivo: MENTIRA. Ela me disse que eu poderia ficar até uns 3 meses sem ativar o chip e, mesmo que tivesse algum problema depois desse período, bastava ir à loja e reativar o número.

Fiquei mais nervoso ainda e voltei na Pernambucanas. Disse para a vendedora que tinha falado na loja da Vivo e que a informação que ela tinha me passado era mentira. Acrescentei, ainda, que ela estava me pressionando para fazer a recarga pra ela ganhar comissão, além de ter feito uma venda casada com a inclusão do chip. O que eu ouvi da vendedora? ‘A gente tem que ganhar dinheiro’. Perguntei o nome do gerente e ela me disse que não sabia. Eu perguntei como ela não sabia o nome do gerente dela, e então ela me disse o nome. Fui procurar o fulano, mas me orientaram a falar com o gerente do setor de eletrônicos. Foi o que fiz. Contei para ele o que tinha acontecido, disse que aquilo era ilegal, que eu estava sendo assediado, que eles não poderiam nem ter feito a venda casada, nem me passado informações erradas sobre a recarga apenas para me obrigarem a fazê-la ali (para quem não sabe, as empresas que vendem aparelho de celular ganham comissão pela ativação de linhas. Daí a venda casada do chip e a insistência para eu ativar o chip na hora. Além disso, ganham comissão sobre a venda de créditos). O gerente me deu razão, disse que realmente o prazo não era de 2 horas, que a vendedora deu informação errada e frisou que as vendedoras de celular não são funcionárias da loja (isso não é problema meu, pois comprei dentro da loja o aparelho). Então, ele disse que eu poderia devolver os chips, já que estavam lacrados, e que poderia escolher outra mercadoria no valor de 20 reais. Resolvido isso, comprei outra mercadoria e fui embora.

Agora fico pensando: e os 99% que aceitam o chip na compra do aparelho e que ainda ativam o número no mesmo momento sob ameaça de ter o chip – muitas vezes desnecessário, porque pode ser apenas uma troca de aparelho e a pessoa vai continuar usando o mesmo chip que já possui – cancelado? Essa maioria paga por um produto que não usa e nem se dá conta de que está sendo enganado. Hoje eu disse ‘basta’, e espero que isso sirva de exemplo e fonte de informação para todos os demais consumidores.

Sei que a Pernambucanas não é a única loja que deve fazer isso. Sei também que a vendedora deve vender, cumprir ordens e bater meta para garantir o salário dela. Mas daí enganar os consumidores… Aqui não!

William Lima
Marília-SP

Blog: williamtradutor.blogspot.com
Twitter: @willtradutor
Face Book: William Lima

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