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ANDES-SN: Relatos das Assembleias Gerais mostram disposição dos docentes para greve

agosto 18th, 2011 by mariafro
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Relatos das Assembleias Gerais mostram disposição dos docentes para greve

Primeiros informes da rodada de Assembleias Gerais já expressam mobilização da categoria

Por Renata Maffezoli, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN

Data: 18/08/2011

Os relatos que o ANDES-SN recebeu até o momento a respeito da rodada de assembleias gerais realizadas pelas Seções Sindicais já expressam a mobilização da categoria e disponibilidade para radicalização do movimento.

Os docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) estão se reunindo durante a semana para avaliar os resultados das últimas reuniões entre o Sindicato Nacional e debater a respeito da data para o início da greve nacional da categoria, conforme indicação da reunião do Setor das Ifes, realizada em 13/8, que aprovou indicativo de greve.

Em greve
Os professores da Universidade Federal do Paraná (FPR) deliberaram pela deflagração de greve, a partir desta sexta-feira (19/8). Eles se juntam aos docentes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que já estão com as atividades paralisadas desde 27 de junho. Os professores do Instituto Federal de Ouro Preto (IFOP) também deflagraram greve na última semana.

Outras seções sindicais também já aprovaram a deflagração da greve para os próximos dias. Os docentes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMAT) deliberaram pela paralisação a partir de quarta-feira (24/8). Eles realizam nova assembleia no dia 22/8. Já os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) indicaram o dia 1º de setembro como data para deflagração da greve e decidiram por paralisar as atividades nos dias 23 e 24 de agosto. Uma nova assembleia está marcada para 24/8.

Indicativos
Tanto os professores da Universidade Federal do Amazonas quanto do Piauí, do Amapá , do Alagoas, da Paraíba e da Federal Fluminense votaram pelo indicativo de greve. Os docentes da Seção Sindical da UFPI (Adufpi) realizaram paralisação nesta quinta-feira (18/8) e decidiram pelo indicativo para 25/8. Já a Seção Sindical do Amapá (Sindufap) votaram pelo dia 30/8, como data para deflagração da greve.

Os docentes da Seção Sindical da Federal do Amazonas (Adua) aprovaram a manutenção do indicativo de greve para 23/8. Eles realizam também atividades nos dias 23 e 24 para mobilizar a categoria.
Já na Seção Sindical da UFPB foi aprovada paralisação geral na quarta-feira (24) e indicativo de greve no dia 25. Na UFAL, os professores deliberaram pelo indicativo de greve no dia 24, quando realizam nova assembleia. Na UFF, os docentes votaram por indicativo sem data e paralisação também na próxima quarta.

Próximas assembleias
Os docentes das seções sindicais das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Espírito Santo (UFES) se reúnem na próxima semana para deliberar sobre o indicativo de greve. Enquanto isso, realizam atividades de panfletagem e debates nos campi para mobilizar a categoria.

Próximos passos
A diretoria do ANDES-SN se reúne nesta sexta-feira (19/8) com o Ministério do Planejamento para uma nova rodada de negociação. No sábado, representantes do Setor das Ifes se encontram na sede do ANDES-SN, em Brasília, para avaliar o resultado desta reunião, bem como as deliberações das Assembleias Gerais das Seções Sindicais.
Fonte: ANDES-SN

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Corre @chavezcandanga, antes que seja tarde!

agosto 18th, 2011 by mariafro
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O link foi enviado por @cynaramenezes, jornalista da Carta Capital, de maneira jocosa:

notícia favorita do dia: chávez anuncia que venezuela irá retirar seu ouro dos bancos europeus http://t.co/gp2oM5d
@cynaramenezes
cynara menezes

Para ver como Chavez tem toda razão e deve ser rápido na ação leia Nouriel Roubini: Grande Depressão 2.0 Danou-se, então, o capitalismo?

Venezuela decide retirar reservas internacionais de bancos europeus

O governo venezuelano, liderado pelo presidente Hugo Chávez, anunciou que vai retirar suas reservas internacionais dos bancos europeus. A medida teria sido impulsionada pela instabilidade crescente da situação financeira em países da Europa e visa proteger os ativos do país. Em contraponto, Chávez declarou que pretende depositar a quantia, que giram em torno de U$6 bilhões, aos bancos do Brasil, da Rússia e da China. Essa possibilidade ainda está sendo estudada pelo governo.

Além do valor em dinheiro, a Venezuela tem aproximadamente 365 toneladas em reservas. O governo pretende transferir as barras gradativamente ao Banco Central do país. Ainda em tratamento contra câncer, o presidente afirmou em entrevista concedida por telefone que “nos anos 1980, o ouro venezuelano foi levado a outros países por exigência do Fundo Monetário Internacional. É uma medida saudável para o país trazer esse ouro. Vamos nacionalizar o ouro e vamos convertê-lo, entre outras coisas, em reservas internacionais.”

A oposição ao governo de Chávez, por outro lado, acredita que a medida pode gerar desconfiança entre os investidores. O deputador opositor Julio Montoya foi quem antecipou a divulgação da notícia nessa terça-feira (16) e defende que o governo deve explicar quais são os motivos para tomar tal atitude.

Em consequência disso, o Parlamento decidiu realizar uma sessão extraordinária para discutir a situação. De acordo com Montoya, isso pode demonstrar instabilidade ao fazer uma movimentação grande sem nenhum risco aparente à estabilidade dos ativos. Ao mesmo tempo, os países cotados para receberem as reservas internacionais da Venezuela estão todos no grupo dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

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Nouriel Roubini: Grande Depressão 2.0 Danou-se, então, o capitalismo?

agosto 18th, 2011 by mariafro
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Danou-se, então, o capitalismo?

Nouriel Roubini, Project Syndicate, Tradução: Vila Vudu
15/8/2011

NEW YORK. A volatilidade massiva e as fortes quedas nas cotações de bolsa que hoje atingem os mercados financeiros globais mostram que as mais avançadas economias estão à beira de um segundo mergulho na mesma recessão. Uma crise financeira e econômica causada por excesso de dívidas e de alavancagem no setor privado levou a uma massiva realavancagem pelo setor público, para evitar uma Grande Depressão 2.0. Mas a ‘recuperação’ subsequente foi anêmica e inferior ao que se esperava nas economias mais avançadas, por causa de uma dolorosa desalavancagem.

Agora, uma combinação de altos preços de petróleo e commodities, turbilhão no Oriente Médio, terremoto e tsunami no Japão, crises de dívida na zona do euro e os problemas fiscais nos EUA (e, recentemente, a desvalorização dos papéis americanos por uma agência de avaliação de riscos) levaram a aumento massivo do comportamento de aversão a riscos. Economicamente, os EUA, a zona do euro, o Reino Unido e o Japão estão ociosos. E até mercados emergentes de rápido crescimento (China, os emergentes asiáticos e a América Latina), e economias orientadas para exportação que dependem daqueles mercados (a Alemanha e a Austrália, rica em recursos), experimentam fortes freadas.

Até o ano passado, os políticos sempre conseguiram inventar algum novo coelho para tirar das cartolas, reinflar preços e tentar alguma recuperação econômica. Estímulos fiscais, taxas de juro próximas de zero, duas rodadas de ‘injeção de dinheiro novo’ [orig. quantitative easing], cerco aos papéis podres e trilhões de dólares em ‘resgates’ e provisão de liquidez para bancos e instituições financeiras: tudo isso já foi tentado. Agora, acabaram-se os coelhos.

Atualmente, a política fiscal é o peso que impede o crescimento tanto na zona do euro como no Reino Unido. E até os EUA, governos estaduais e governos locais, e agora também o governo federal, estão cortando gastos e reduzindo pagamentos. Em pouco tempo, não há dúvidas, começarão a aumentar impostos.

Mais uma rodada de ‘resgate’ de bancos é politicamente inaceitável e economicamente irrealizável: a maioria dos governos, sobretudo na Europa, estão tão depauperados que não têm fundos para ‘resgatar’ coisa alguma; de fato, seus riscos soberanos são de tal ordem que já há preocupação sobre a saúde dos bancos europeus que detêm a maior parte dos papéis cada dia mais desvalorizados, dos estados europeus.

Nem a política monetária poderá ajudar muito. Novas injeções de dinheiro [ing. quantitative easing] são limitadas pela inflação que já ultrapassa as metas fixadas na eurozona e no Reino Unido. O Federal Reserve dos EUA talvez inicie uma terceira injeção de dinheiro [ing. quantitative easing (QE3)], mas será pequena demais, vinda tarde demais. Os 600 bilhões da injeção QE2 do ano passado e $1 trilhão em cortes de impostos e transferências conseguiram crescimento pífio de apenas 3% durante um trimestre. E em seguida o crescimento despencou para menos de 1% no primeiro semestre de 2011. A terceira injeção de dinheiro (QE3) será menor e conseguirá ainda menos, em termos de revalorizar os ativos e restaurar o crescimento.

A depreciação da moeda não é opção viável para todas as economias avançadas: todas precisam de moeda mais fraca e melhor equilíbrio na balança comercial, mas não podem ter tudo isso todas ao mesmo tempo. Portanto, depender de taxas de câmbio para influenciar equilíbrios comerciais é jogo de soma zero. Veem-se guerras monetárias no horizonte, com Japão e Suíça já engajados nas primeiras escaramuças para enfraquecer a taxa de câmbio. Em seguida virão outras.

Enquanto isso, na zona do euro, Itália e Espanha estão em risco de perder acesso aos mercados, com pressões financeiras subindo também na França. Mas Itália e Espanha são ambas grandes demais para quebrar e grandes demais, também, para serem resgatadas. Por hora, o Banco Central Europeu trocará alguns bônus, como ponte para a nova Instituição de Estabilização Financeira da Europa [ing. European Financial Stabilization Facility (EFSF)]. Mas, se Itália e/ou Espanha perdem acesso aos mercados, os €440 bilhões ($627 bilhões) do escudo da EFSF já estarão desvalorizados ao final de 2011 ou início de 2012.

Assim sendo, a menos que se triplique o montante do EFSF – movimento contra o qual a Alemanha resistirá –, só resta, como opção, a reestruturação ordeira, mas coercitiva das dívidas de Itália e Espanha, como aconteceu na Grécia. A reestruturação coercitiva de dívidas não securitizadas de bancos insolventes virá em seguida. Assim, apesar de o processo de desalavancagem mal ter começado, logo será indispensável reduzir as dívidas, se os países não conseguem crescer nem salvar-se nem se autoinflacionar a partir de seus problemas fiscais.

Tudo isso leva a concluir que, ao que parece, Karl Marx acertou, no mínimo em parte, quando disse que a globalização, a intermediação financeira sem qualquer controle, e a redistribuição de renda e riqueza, do trabalho para o capital, poderia levar o capitalismo à autodestruição (embora, pelo que já se viu, o socialismo não seja capaz de fazer melhor). As empresas cortam empregos porque não há demanda final suficiente. Mas, com menos empregos, cai a renda do trabalho, aumenta a desigualdade e a demanda final acaba por ficar ainda mais reduzida.

Manifestações populares, do Oriente Médio a Israel e ao Reino Unido – e logo também, sem dúvida, em outras economias avançadas e mercados emergentes – são todas provocadas pelas mesmas questões e tensões: desigualdade crescente, pobreza, desemprego e desesperança. Até as classes médias já sentem, em todo o mundo, que a renda e as oportunidades encolheram.

Para conseguir que as economias orientadas pelo mercado operem como podem e devem, temos de voltar ao equilíbrio adequado entre mercados e provisão de bens públicos. Isso implica fugir tanto do modelo anglo-saxão de economia de laissez-faire e vudu, quanto do modelo europeu continental dos estados de bem-estar movidos a déficits. Esses dois modelos faliram.

O equilíbrio adequado exige que se criem empregos em parte por estímulos fiscais orientados para o investimento em infraestrutura produtiva. Exige também taxação mais progressiva; mas estímulos ficais de curto prazo, com disciplina fiscal de longo prazo; empréstimos-só-em-último-caso, por autoridades monetárias, para evitar corridas a bancos, e só nesse caso; redução da carga da dívida para proprietários insolventes e outros agentes econômicos super pressionados; e supervisão e regulação mais estrita de um sistema financeiro que perdeu o rumo e o prumo. Além disso, é preciso quebrar e dividir todos os bancos e trustes oligopolistas grandes demais para quebrar.

Ao longo do tempo, as economias avançadas terão de investir em capital humano, formação e redes de segurança social, para aumentar a produtividade e permitir que os trabalhadores sejam competitivos, flexíveis e encontrem seu nicho numa economia globalizada. É isso. A única alternativa é – como nos anos 1930s – estagnação sem fim, depressão, guerras monetárias e comerciais, controle de capitais, crises financeiras, fundos soberanos insolventes e incontrolável instabilidade social e política massiva.

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Lula: “discutir 2014 é imbecilidade”

agosto 18th, 2011 by mariafro
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Ontem o blogueiro, Eduardo Guimarães, também ponderou sobre esse movimento esquisito, porque de boas intenções o inferno está cheio. Leia aqui: “Volta, Lula” é insensatez

Em MG, Lula diz que discutir 2014 é imbecilidade

Do Instituto Cidadania

18/08/2011

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (18), que não é o momento de pensar nas eleições de 2014. “Acho uma imbecilidade ficar pensando em 2014 quando nem sentamos na mesa para discutir 2012. Em 2014 só tem uma pessoa, do nosso lado, que tem direito a chamar essa conversa, que é a presidenta Dilma.”

Segundo Lula, este é o momento apoiar a presidenta e parar para debater qual é a melhor forma de o país não ser atingido pela crise. “Nós temos temos a obrigação a ajudar a Dilma fazer deste país a quinta economia do mundo”, afirmou.

Em viagem a Belo Horizonte, Lula discursou durante um almoço com a base aliada do governo em Minas Gerais. Além do prefeito da capital, Marcio Lacerda (PTB), e do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, estavam presentes deputados e vereadores representantes do PT, PMDB, PTB, PR, PC do B, PDT, PSB, PMN, PT do B, PRTB e PV.

O ex-presidente também disse defendeu a manutenção das alianças feitas pelo Governo Federal. “A governabilidade passa pela capacidade política que a gente tem de aprender a conviver na diversidade”, afirmou. “Fiquei feliz porque a Dilma nesta semana foi jantar com quase todos os partidos da base.”

“A minha tranquilidade é que a nossa companheira tem uma base de sustentação que poucos presidentes tiveram. Ela tem tranquilidade no Senado, na Câmara, e nós temos que trabalhar para que ela tenha tranquilidade”, disse o ex-presidente.

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