Maria Frô

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Vítimas da violência urbana têm cor, sexo e idade: 71% são jovens negros

dezembro 26th, 2010 by mariafro
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Homens são 71,1% das vítimas de violência urbana

Do Portal da Saúde, Ministério da Saúde

Vítimas, em geral, têm de 20 a 29 anos, são de cor parda e dizem ter de 5 a 8 anos estudo. Mais de 40% das vítimas do sexo masculino disseram ter ingerido bebida alcoólica antes de sofrer a violência

Os homens jovens, de 20 a 29 anos, de cor parda e com escolaridade média de 5 a 8 anos de estudo foram as principais vítimas de violência urbana no Brasil em 2009. Do total de 4.019 atendimentos em unidades de referência para acidentes e violências, 2.915 foram de pessoas do sexo masculino (71,1%), contra 1.098 do sexo feminino (28,7%).

Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) e foram coletados com base nos registros de 74 unidades sentinelas de 23 capitais e Distrito Federal, entre setembro e novembro de 2009. O número total de atendimentos decorrentes de violências correspondeu a 10,1% da amostra do estudo, que inclui, ainda, os casos de acidentes (89,9% do tototal).

Este inquérito permite ao Ministério da Saúde traçar o perfil de pessoas vítimas de acidentes e de violências para, a partir dessas informações, subsidiar ações de enfrentamento a esses problemas consolidados em políticas públicas de prevenção e de promoção da saúde e de cultura de paz.

“Sabe-se que os homens se expõem mais aos fatores de risco do que as mulheres e a maioria dos casos ocorreram em via pública, caracterizando violência urbana”, esclarece a coordenadora da área de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Departamento de Análise de Situação de Saúde (Dasis), Marta Silva.

Os dados confirmam tendência verificada na primeira edição do VIVA, em 2006, de que os homens se envolvem mais em atos violentos do que as mulheres. As principais vítimas foram pessoas jovens, na faixa dos 20 aos 29 anos. Os percentuais foram de 36,5% para os homens e de 30,7% entre as mulheres.

Em segundo lugar, com 20,6%, estão as pessoas de 30 a 39 anos para o sexo masculino; e de 10 a 19 anos para o sexo feminino. Em terceiro aparecem pessoas com idade entre 10 a 19 anos para homens (17,9%) e de 30 a 39 para mulheres (20,5%).

Em 30,2% dos casos as vítimas declararam ter de 5 a 8 anos de estudo. Outros 27,7% dos entrevistados disseram ter entre 9 a 11 anos de escolaridade. O percentual dos que frequentaram a rede de ensino por um período de até 4 anos foi de 23,9%. O questionário não foi aplicado a crianças com menos de 6 anos e a portadores de transtorno mental grave.

BEBIDA ALCOÓLICA – Mais de um terço das pessoas que buscaram atendimento médico em unidades de urgência e emergências para violências chegaram alcoolizadas ao local. Do total de 4.019 pessoas avaliadas, 1.446 (37,5%) declaram ter ingerido bebida alcoólica antes de se envolver em situações de violência. Realizado desde 2006, esta é a primeira vez que o estudo incluiu a pergunta direta à pessoa atendida sobre uso de bebida alcoólica.

Além do alto índice de pessoas atendidas que admitiram ter bebido, outras 1.288 (31,3%) foram classificadas como suspeitas pelos entrevistados de estarem alcoolizados ao chegar aos serviços de atendimento a vítimas de violência.

Nesse quesito, os percentuais entre os homens são o dobro daqueles verificados para as mulheres – 41,6% dos pacientes do sexo masculino declararam ter bebido, e outros 36,7% foram suspeitos de beber álcool no dia que procuraram atendimento médico. Para as mulheres, os percentuais foram de 21,1% e 18%, respectivamente, para as que afirmaram ter bebido e as que ficaram sob suspeita.

Para o Ministério da Saúde, esse dado pode estar associado ao tipo de violência (89,5% dos casos registrados foram agressão/maus-tratos), ao local de ocorrência (41,4% ocorreu em via pública e 33,7% em residências) e ao provável autor de agressão (desconhecido 37,2% e amigo ou conhecido 29,7%), o que caracteriza a violência urbana.

RAÇA E COR – O número de pessoas de cor parda (2.207) e preta (714) vítimas de violências somou 2.921 atendimentos do total de 4.019 registrados pelo VIVA. Isso corresponde a 72,8% dos atendimentos entre setembro e novembro de 2009. O total de pessoas de cor branca somou 907 atendimentos (26,3%). Os serviços atenderam, ainda, 90 pessoas (2,3%) de cor amarela e 22 indígenas (0,5%). Setenta e dois (1,7%) registros ficaram sem informação sobre raça e cor.

“O fato de temos a maioria dos atendimentos ocorrendo na parcela identificada como parda e preta aponta para as relações de gênero e racismo. Sabe-se que as diferenças raciais associam-se às desigualdades sociais, que condicionam as ocorrências de eventos violentos nas comunidades”, afirma Marta Silva.

VIOLÊNCIA FÍSICA – Os dados do Ministério da Saúde revelam que a agressão física é responsável por 94,1% dos atendimentos a pessoas vítimas de violências nas unidades de urgência e emergência. Do total de 4.012 pessoas atendidas, 3.346 foram vítimas de violência ou agressão.

A maior parte das agressões (37,2%) foi cometida por pessoa desconhecida. No entanto, amigos ou conhecidos aparecem como segundo grupo de prováveis autores das agressões (29,7%). Em terceiro lugar, surgem os ex-companheiros das vítimas (13,5%), o que revela a violência doméstica.

Porém, a soma dos percentuais em que os(as) prováveis autores(as) das agressões são pessoas próximas das vítimas (familiares, amigos, conhecido, companheiro ou companheira) chega a 55,6% dos casos.

Os homens são citados como prováveis autores da agressão em 77,7% dos casos. Para mulheres, o percentual é seis vezes menor (13,1%).

A força física foi relatada como principal meio de agressão, tanto no geral (61,7%) quanto para os sexos feminino (73,6%) e masculino (57,2%). Em segundo lugar as agressões com uso de armas brancas e objetos perfurocortantes como facas (29,8%) para os homens e ameaça verbal (27,7%) para as mulheres.

Em 50,3% de todos os casos, cortes ou laceração foram os resultados do ato violento. As áreas preferenciais para as agressões foram o rosto e outras regiões da cabeça (32,3%), especialmente entre homens (34,4%). Entre as mulheres o percentual foi de 27,2%.

No geral, os braços vêm em segundo lugar como alvo preferencial das agressões (20,7%). Os percentuais são próximos para os sexos feminino (21,6%) e masculino (20,3%). Aqueles que tiveram múltiplos órgãos e regiões do corpo atingidas corresponderam a 14,1% do total de registros, 14,7% entre mulheres e 13,8% dos homens.

De acordo com o Dasis, o inquérito realizado com as informações do VIVA capta mais facilmente as violências que resultam em algum tipo de lesão física, como os traumas, ferimentos e fraturas, os quais demandam atendimento de serviço hospitalar.

“As agressões físicas são as causas destes tipos de lesões, por isso o seu predomínio dentre os atendimentos provocados por violências. No entanto, ainda existem outros tipos de violência, que não a física, captadas pelo inquérito e que são minoria, pois às vezes nem chegam a procurar atendimento nos serviços de emergência”, explica Marta Silva. “Esses casos podem estar associados à violência contra criança sem lesão física grave, à violência sexual e psicológica ou negligência”.

O local mais comum da violência foi à via pública, como ruas e praças (41,4%), seguida da residência (33,7%). As pessoas do sexo feminino foram mais vítimas de violências nas residências (56%) e as do sexo masculino foram mais vitimados nas vias públicas (47,9%). Em geral, a violência ocorre nos fins de semana (43,9%) e os atendimentos são mais comuns à noite, entre 18h e 0h.

tabela 1

tabela 2

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Álcool está relacionado a 30% dos casos de violência doméstica e sexual

dezembro 26th, 2010 by mariafro
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Álcool está associado a 30% dos casos de violência doméstica e sexual contra mulheres

Do Portal da Saúde do Ministério da Saúde

20/12/2010

Residência foi o local da agressão em 62% dos casos e 40% das vítimas já tinham sido agredidas antes

Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que a suspeita de ingestão de bebida alcoólica por parte do provável agressor foi relatada por 30,3% das mulheres vítimas de violências doméstica, sexuais e outras violências, durante todo o ano de 2008. Em 62,7% dos casos de violência contra mulheres, a agressão ocorreu em residência e 39,7% delas afirmaram já terem sido agredidas anteriormente.

Do total de 8.766 vítimas atendidas em unidades de referência, 6.236 foram do sexo feminino (71,1%), incluindo crianças, adolescentes e pessoas idosas. Mulheres casadas ou que viviam em união estável representaram 25,6% das vítimas, enquanto que as solteiras responderam por 38,7% dos registros.

Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), estudo realizado em serviços de referência para atendimento de vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, em 18 municípios de 14 estados. Entre as vítimas do sexo feminino, os casos se concentraram em adolescentes e jovens na faixa dos 10 aos 19 anos (28,8%), crianças de 0 a 9 anos (21%) e mulheres dos 20 aos 29 (19,9%) e dos 30 aos 39 anos (13,9%). As menores concentrações foram identificadas nas faixas etárias de 40 a 49 (7,8%), 60 anos ou mais (4,3%) e de 50 a 59 (3,5%).

“O estudo permite ao Ministério da Saúde, aos estados e aos municípios traçar o perfil das vítimas e dos autores das agressões, para subsidiar ações de enfrentamento a esses problemas, por meio de políticas públicas de prevenção e de promoção da saúde e da cultura de paz”, avalia Marta Silva, coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde.

AUTORIA E LOCAL – Homens foram responsáveis por 70,3% dos casos de violência sexual, doméstica e outras violências contra mulheres. Os agressores foram parceiros com quem elas mantinham relação estável/cônjuge (18,7%), ex-cônjuge (6%), namorado (2,4%) e ex-namorado (2%), o que revela a violência doméstica.

Em 14,2% dos casos, a violência foi praticada pelos pais, o que também evidencia a violência doméstica ou intrafamiliar. Pessoas desconhecidas (13,5%) e amigos (13,3%) também figuram entre os principais prováveis agressores, segundo relatos das vítimas.

Depois da residência, a escola foi o segundo local de ocorrência mais relatado (11%) de violências contra mulheres, porém com percentual menor do que as fichas sem informação (21%).

VIOLÊNCIA CONTRA HOMENS – Das 8.766 vítimas de violência sexual, doméstica e outras violências atendidas em unidades de referência, 2.530 (28,9%) foram homens, no ano de 2008. Entre eles, 30,2% tinham de 0 a 9 anos; 23,4% eram adolescentes entre 10 e 19 anos; e 16,8% tinham entre 20 e 29 anos.

A suspeita do uso de álcool por parte do agressor foi relatada por 27,7% dos homens atendidos nos serviços de referência. Em 56,6% dos casos, o agressor foi outro homem. Os principais autores das agressões foram amigos (15,7%), desconhecidos (16%) e os pais (23,4%) – o que também revela a violência doméstica.

A casa foi o local da violência em 44,5% dos casos, enquanto 20% ocorreram na escola. Em 24,1% dos registros, não havia informação sobre o local onde aconteceu a violência contra os homens. A chamada violência de repetição, quando a vítima é agredida mais de uma vez, foi observada em 26,3% dos homens atendidos.

TIPOS DE VIOLÊNCIA – A violência física foi a principal causa de atendimento (55,8%), sendo 52% em pessoas do sexo feminino e 65,1% no sexo masculino. A violência psicológica ou moral foi responsável por 41,2% dos casos – 49,5% em mulheres e 20,8% em homens.

A violência sexual foi responsável por 31,7% dos casos (39% em mulheres e 13,9% em homens). Negligência/abandono foi registrado em 13,6% do total de atendimentos (11,1% no sexo feminino e 19,6% no masculino). No entanto, em 39,3% dos atendimentos não se verificou nenhuma lesão física.

ESCOLARIDADE – Quanto à escolaridade, considerando o total de pessoas atendidas que sofreram violências, 24,5% das pessoas declararam ter entre 5 e 8 anos de estudo; 21% tinham de 0 a 4 anos de estudo; e 16%, de 9 a 11 anos de frequência na escola.

RAÇA E COR – A análise mostra que 4.026 pessoas (45,9%) declararam ser de cor branca e 3.132 (35,7%), de cor parda. As pessoas que se declararam de cor da pele parda e preta, que representam os negros, totalizaram 43,6% das vítimas de violências. As menores proporções foram encontradas entre amarelos e indígenas (0,6%, cada). As fichas sem informação somam 9,3%.

ENCAMINHAMENTOS – As mulheres foram encaminhadas para os Conselhos Tutelares em 30,8% dos atendimentos e em 25,6% para Delegacia Especializada da Mulher. Quanto ao encaminhamento dos homens, 29,9% foram para os Conselhos Tutelares e em 20% para outras delegacias.

AÇÕES DO MINISTÉRIO – Para estimular o enfrentamento dos acidentes e violências, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo, junto com as Secretarias de Saúde de estados, de municípios e do Distrito Federal, ações que seguem as Políticas Nacionais de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências e de Promoção da Saúde.

Destaque para os Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde, presentes em 450 municípios, de todos os estados, com investimento anual de R$ 34 milhões. Eles têm papel fundamental na articulação e implementação de redes de atenção e proteção às vítimas de violência e suas famílias. Desenvolvidas em parceria com outros setores, como assistência social, educação, direitos humanos e segurança pública, as ações são voltadas para a prevenção das violências (incluindo a doméstica e a sexual) priorizando crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosos.

Também são importantes as ações de prevenção do Programa Saúde nas Escolas – uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, presente em 2.549 municípios, em todos os estados. Em 2009 e 2010, foram investidos R$ 93,6 milhões.

Outra iniciativa é a parceria com o Ministério da Justiça, por meio do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), em articulação com as Unidades de Saúde da Família, e da Campanha Nacional do Desarmamento.

A redução do uso abusivo de álcool e outras drogas também tem sido uma prioridade no setor saúde para a prevenção das violências, por meio de medidas de educação permanente, campanhas, acesso a tratamento de dependentes e medidas de fiscalização e controle, definidas na Política Nacional sobre o Álcool, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e o Ministério da Justiça.

Nessa área, também se destaca o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas (PEAD 2009-2010), elaborado pelos Ministérios da Saúde e da Justiça e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

“Todas essas ações são desenvolvidas em articulação com outros setores do governo, organizações não-governamentais e setor privado, seja por meio de campanhas que busquem a promoção de comportamentos, hábitos e ambientes seguros e saudáveis, bem como a mobilização e participação da sociedade”, comenta Marta Silva.

Para visualizar as tabelas da reportagem, clique aqui

Caracterização dos atendimentos por violência doméstica, sexual e outras violências por sexo. Municípios selecionados – Brasil, 2008.

Caracterização das vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências por sexo. Municípios selecionados – Brasil, 2008.

Caracterização do provável autor da agressão a vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, por sexo. Municípios selecionados – Brasil, 2008.

Fonte: Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA).

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Aos queridos leitores: Todo Sentimento

dezembro 26th, 2010 by mariafro
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Queridos leitores, recebi e compartilho com vocês, que dão sentido a todo o tempo que dedico a este pedacinho do mundo virtual: “Te encontro, com certeza, Talvez num tempo da delicadeza…”


Todo o Sentimento

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque e C. Bastos

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente…
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

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Lula: Sou um homem de uma só causa e esta causa chama-se Brasil

dezembro 26th, 2010 by mariafro
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Último pronunciamento do presidente que mudou a história do Brasil. Com todos os seus erros e acertos, Lula continua sendo O Cara.

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