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Anders Breivik: Sexista, homofóbico, racista, fundamentalista e alimentado cotidianamente pela mídia conservadora

julho 26th, 2011 by mariafro
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A grafia do artigo traduzido está no português de Portugal e a dica do link mais uma vez foi do Antônio Luiz Costa.

Leia também os comentários de Vila Vudu sobre o jornalismo reacionário que alimenta mentes fascistas como a desse terrorista nórdico e especialmente o apanhado que Pepe Escobar faz de como políticos e mídia européias contribuem para formar e acirrar a loucura de fascistas como Anders Breivik.

Seria muito interessante que os conservadores que odeiam a democracia, os direitos humanos e defendem seu ódio como ‘liberdade de expressão’ dessem uma boa lida nas mais de 1500 páginas de pura bobagem odiosa escrita pelo terrorista nórdico. Talvez aprendam que os preconceitos de classe, ou os de origem regional, o sexismo exacerbado, os estereótipos contra árabes/mulçumanos e a homofobia que eles adoram lançar luz podem gerar a morte de seus iguais.

NORUEGA: Anders Breivik – sem entidade e sem causa

Por Boris Johnson, no THE DAILY TELEGRAPH LONDRES

25/07/2011

Podemos ignorar a sua ideologia pueril. Anders Breivik só estava interessado em si próprio, escreve Boris Johnson.

Não basta dizer que ele é louco. Anders Breivik é evidentemente louco: ninguém no seu juízo perfeito teria feito o que ele fez. Também não basta dizer que ele é o demónio. Se a palavra demónio tem algum significado, então, é óbvio que se aplica a um homem que vai a uma ilha de um lago onde há um campo de férias, pede aos jovens que aí estão que corram na sua direção e mata 85 com uma espingarda automática.

Nunca ficaremos satisfeitos com palavras simples como “louco” ou “demónio”, e nos dias e semanas que aí vêm podemos esperar imensas psicanálises sobre este triste e arrogante psicopata de 32 anos. Vamos convocar e entrevistar todos os diabos da sua mente. Com a ajuda dos investigadores noruegueses, vamos tentar perceber como é que esses demónios o convenceram a agir de forma tão premeditadamente cruel; e como guia vamos usar o manifesto de mil e quinhentas páginas de ódio que ele (e possivelmente os seus cúmplices) pôs na internet.

É, em muitos aspetos, um documento absurdo, com um plano para fazer ressuscitar a antiga ordem dos Cavaleiros Templários, com Breivik como “Cavaleiro Justiceiro”. A ideia era mobilizar um exército de loucos como ele para libertar a Europa de imigrantes até 2083. Nessa data, passarão 200 anos sobre a morte de Karl Marx, a quem Breivik culpa pelo igualitarismo, o feminismo, o multiculturalismo e por mais uma data de coisas que ele detesta. A tentativa de Mein Kampf de Breivik está pejada de reflexões de adolescente, a partir da Wikipedia, sobre Gramsci, Adorno e o Islão, e confesso que não li tudo até ao fim.

Mas li o suficiente para perceber a essência – e há qualquer coisa de curioso e preocupante nas suas obsessões. Está sempre a falar da EUSSR e na “Eurabia”. Ataca o multiculturalismo como a “grande mentira”, e afirma que “agora, o politicamente correto paira sobre a sociedade da Europa ocidental como um colosso”. “A União Europeia pode ser reformada?”, pergunta ele. “Duvido. A UE está arquitetada por uma classe de burocratas que se serve a si própria, que quer alargar os seus orçamentos e poder, apesar dos danos que causam.” Afirma que a Europa tem sido sistematicamente traída pela imigração em massa de países muçulmanos e que o método desta imigração tem sido ocultado ao eleitorado. Cita vários dos mais importantes comentadores britânicos em apoio das suas próprias opiniões. De facto, é fascinante ver como está enraizado neste extremista norueguês o discurso político da angloesfera.

Meus amigos, não há uma maneira suave para dizer isto: muito do que este demónio louco diz pode ser tirado dos comentários e dos blogues que encontramos nos media, especialmente nos media “conservadores”, da Grã-Bretanha.  (grifos do Maria Frô) Há quem leia as suas tristes declarações e conclua que foram as suas ideias inflamadas que o guiaram. Dirão que os seus atos bárbaros foram estimulados pela fúria contra a EUSSR e a imigração, tal como as mortes do 11 de setembro foram provocadas pelos dogmas do extremismo islâmico.

A verdade é que ele tem muito em comum com os bombistas suicidas islâmicos. Sente-se incomodado pela emancipação feminina e pensa que as mulheres estão melhor em casa. Parece detestar a homossexualidade. E, acima de tudo – e nisto, assemelha-se muito a um muçulmano – acredita que os seus próprios líderes religiosos são profundamente decadentes e se desviaram da ortodoxia. Repele, como muitos dos terroristas muçulmanos, tudo o que se pareça com uma mistura de culturas.

Dirão que estamos, de facto, a olhar para uma imagem no espelho de um terrorista islâmico – um homem guiado por uma idêntica mas oposta ideologia maníaca. Há aqui, sem dúvida, uma simetria e, em ambos os casos, tanto no de Breivik como no do bombista muçulmano, não creio que a ideologia seja verdadeiramente o cerne da questão. Ontem, as televisões encontraram alguém, da Noruega, que o conhecia, um homem chamado Ulav Andersson, que diz ter conhecido Breivik muito bem. Mostrou-se surpreendido com a história dos Cavaleiros Templários, porque nunca soube que Breivik fosse religioso e também nunca lhe pareceu que se interessava por política.

“Não parecia sequer ter opiniões”, disse. “Tornou-se irritável quando uma rapariga de quem ele gostava o trocou por um homem de origem paquistanesa”, conta Ulav Andersson.

Não tem nada a ver com imigração, ou Eurabia, ou com o Hadith, ou com a conspiração dos eurocratas contra o povo. Não tem nada a ver com ideologia ou religião. Tem tudo a ver com ele e com o seu sentimento de inadequação em relação ao sexo feminino. O mesmo se pode dizer (e tem sido dito) sobre muitos dos jovens terroristas muçulmanos. A razão fundamental para um comportamento tão insensível está profundamente enraizada no seu próprio sentimento de rejeição e alienação. É a ideologia que lhes dá a causa ostensiva, que lhes potencia o veneno no sangue, que lhes dá a desculpa para dramatizarem o ressentimento que sentem de forma poderosa e para matarem.

No entanto, no caso de Anders Breivik há uma importante lição a tirar. Ele matou em nome do Cristianismo e, evidentemente, não culpamos os cristãos ou a “Cristandade”. Pelos mesmos padrões, não devíamos culpar o “Islão” por todos os atos de terror pelos jovens muçulmanos. Há jovens patéticos que têm um tal sentimento de impotência e rejeição que decidem vingar-se horrivelmente contra o mundo. Há pessoas que se sentem tão fracas que precisam de matar para se sentirem fortes. Não precisam de uma ideologia para agirem como agem.

Michael Ryan não tinha ideologia, em Hungerford; Thomas Hamilton não tinha ideologia em Dunblane. Tentar avançar qualquer outra explicação para os seus atos – avançar complicados fatores “sociais” ou examinar o impacto do multiculturalismo na Escandinávia – é simplesmente entrar no jogo que para eles é muito importante.

Anders Breivik pode ter criado um impressionante manifesto de mil e quinhentas páginas mas, como muitos outros do seu género, é essencialmente um narcisista e um egocêntrico que não consegue lidar com a rejeição. Devíamos gastar menos tempo a pensar nele e mais a pensar nas vítimas e nas suas famílias.

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Com a palavara Joana DArc, catadora, mãe e solidária aos professores em greve

julho 26th, 2011 by mariafro
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O vídeo abaixo emociona: em reunião de professores, pais, alunos e lideranças comunitárias na Câmara de Ipatinga, Minas Gerais, dia 15 de julho, Joana DArc, catadora de material reciclável e mãe de aluna, pega o microfone e dá um depoimento comovente denunciando o desrespeito da Administração de Ipatinga para com os educadores do Município, em greve desde 8 de junho.

Ela ganha menos de um salário mínimo por mês e mesmo assim compreende o valor da educação como um caminho de superação da miséria e para o encontro social. Joana quer criar uma trajetória menos sofrida que a sua para seus filhos. Em um dado momento do vídeo ela fala sobre a sua indignação com os passantes que agrediram verbalmente os professores em passeata chamando-os de ‘vagabundos’.

Joana é semianalfabeta, mas tem mais sabedoria que boa parte de políticos proselitistas e que a classe média dos grandes centros, que tiraram seus filhos das escolas públicas e não mantém a mínima solidariedade na defesa da educação pública do país.

Recebi de @Adrianopaulabh (a quem agradeço por ajudar a melhorar o dia) o link para a matéria do jornal O Tempo que destacou o vídeo com o depoimento de Joana.

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Pepe Escobar: Al-Qaeda cristã ou um recado aos progressistas do Ocidente

julho 25th, 2011 by mariafro
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Noruega: Al-Qaeda cristã
Por: Pepe Escobar, Asia Times Online, Tradução: Vila Vudu
25/7/2011

Progressistas ocidentais devem acender o alerta vermelho. Tabus terão de ser superados – principalmente para que se identifiquem as estratégias misturadas mas quase sempre violentas empregadas pelo fundamentalismo cristão de ultra-direita e pelos sionistas, para fomentar a islamofobia no Ocidente.

Imaginem se Anders Behring Breivik, louro, branco, 32 anos, olhos azuis, 100% norueguês, doido varrido, cristão fundamentalista de direita e fascista, responsável pela explosão em Oslo e pelo assassinato deliberado (= targeted assassinations, diria a CIA) na ilha de Utoya que matou 93 pessoas… fosse imigrante e muçulmano.

Nem é preciso imaginar – porque os círculos concêntricos da indústria ocidental de islamofobia imediatamente atribuíram o massacre na Noruega à “al-Qaeda”. Depois, os fatos impuseram-se.

Mas, esperem… “Targeted assassinations”? Assassinatos deliberados, uma bala milimetricamente em cada cabeça? Ninguém pode duvidar, nem por um instante, que o assassino tenha pensado numa fórmula segundo a qual, se o governo de Barack Obama pode fazer – no Af-Pak, no Iraque, no Iêmen, na Somália, e sempre em nome da civilização ocidental – nada poderia impedir que um escandinavo sarado exercesse idênticos direitos de matar, em sua terra. (grifos do Maria Frô)

As tendências sobrepostas da ideologia da al-Qaeda podem ser examinadas em detalhes, em livros como Al-Qaeda in Its Own Words [Al-Qaeda em suas próprias palavras], editado por Gilles Kepel e Jean-Pierre Milelli, publicado em inglês pela editora da Universidade de Harvard.

Breivik, o solitário, também escreveu seu próprio tratado-manifesto de ódio. São 1.500 páginas[1] e leva o título de 2083: Declaração de Independência Europeia. Aí também detona a democracia, o multiculturalismo e “o marxismo cultural” que estariam, para ele, destruindo a civilização cristã europeia.

Quer dizer, dado que a al-Qaeda – agora sob a liderança ideológica do Dr. Ayman al-Zawahiri –, já está em guerra de jihad defensiva (vez ou outra ofensiva) contra cristãos e judeus, Breivik convoca nada menos que uma jihad cristã para defender a Europa de nova invasão de muçulmanos.

A volta dos cruzados cristãos

O que comprova que Breivik não é doido solitário é que a ideologia que há por trás do manifesto não condena só todo o Islã per se, a imigração de muçulmanos para a Europa e o multiculturalismo, mas também as soluções neonazistas e raciais suprematistas que se usaram contra esses “males”.

Breivik, assassino de massa que adora canções do [festival] Eurovision e o seriado norte-americano The Shield [um esquadrão da morte: policiais que fazem justiça pelas próprias mãos], e que tem porte autorizado de arma para uma Glock, um rifle automático e outra pistola, é típico apóstolo da nova narrativa da ultra-direita paneuropeia mais sofisticada – segundo a qual a batalha pela alma da Europa será disputada no campo da cultura.

Depois de rápida visita à Dinamarca e sul da Suécia no outono de 2010, escrevi sobre essas questões mais amplas (“Letter from Islamophobistan”, Asia Times Online, 22/10/2010, em português: “Carta do Islamofobistão”,].

Breivik dá um passo adiante, porque acrescenta armas ao novo pensamento –, porque não se trata de os muçulmanos serem biologicamente inferiores ao Ocidente cristão; o problema é que os princípios do Islã são absolutamente incompatíveis com o Ocidente.

É questão cultural. “Eles” não partilham “nossos valores” nem nosso modo de vida. Em esperto movimento de ‘marketing’ (ou de “Relações Públicas” como se diz nos EUA), essa explicação culturalista visa a atrair também os moderados europeus.

Breivik e sua gangue culpam a democracia parlamentar ocidental como um todo – aí incluído o ‘politicamente correto’ – por permitir que os muçulmanos estabeleçam-se na Europa como cavalos de Tróia. Tudo e todos são ameaças – a al-Qaeda, tanto quanto a burocrática União Europeia e a ONU multicultural. Breivik e os dele são, todo o tempo, Huntingtonianos – temendo um choque de civilizações bem ali, em casa.

Não surpreende que o passo lógico tenha sido para Breivik tornar-se versão moderna dos Cavaleiros Templários em seu manifesto incongruente – e, assim, cria um caso exemplar. A agenda dos Templários: “tomar o controle político e militar dos países da Europa Ocidental e implementar uma agenda política e cultural conservadora”.

“Al-Qaeda” – ou a nuvem de franquias e simulacros rotulada como “al-Qaeda” – não tem os recursos necessários para atacar a Europa e, além do mais, essa não é sua prioridade”; prioridade é o Af-Pak, a Ásia Central e a Índia, como já declarou Ilyas Kashmiri, principal comandante militar da al-Qaeda. Mas a prioridade do terror fundamentalista cristão é, declaradamente, a Europa. E os ataques virão tanto de loucos solitários, como Breivik, quanto de grupos organizados.

Progressistas ocidentais devem acender o alerta vermelho. Tabus terão de ser superados – principalmente para que se identifiquem as estratégias confusas mas quase sempre violentas empregadas pelo fundamentalismo cristão de ultra-direita e pelos sionistas, para fomentar a islamofobia no Ocidente.

Por exemplo, os islamofóbicos, como os sionistas hardcore veem a opressão dos palestinos como defesa que Israel mobiliza num choque de civilizações. Breivik, discípulo modelo, elogia norte-americanos islamófobos notórios, como Pam Geller e Daniel Pipes, tanto quanto fustiga o apoio da Noruega à independência da Palestina e o reconhecimento como estado soberano.

Breivik escreveu: “É hipocrisia tratar muçulmanos, nazistas e marxistas como se fossem diferentes. Todos apoiam ideologias do ódio. Nem todos os muçulmanos, os nazistas e os marxistas são conservadores. Muitos são moderados. E que diferença faz?”

Não faz diferença: todos os fascistas são sedutores oportunistas. Haverá sangue – muito mais sangue, agora que a Europa terá de enfrentar o coração de suas trevas. Cuidado com o retorno – em massa – do cristão cruzado de olhos azuis.

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Nota

1. Principais excertos retirados Repubblica, Itália, aqui.

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Apontamentos do Diário-manifesto do terrorista nórdico

julho 25th, 2011 by mariafro
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A Dica do link mais uma vez foi do Antonio Luiz Costa (@aluizcosta) e a tradução é do Coletivo Vila Vudu que também comenta:

O documento escrito pelo doido norueguês pode ser baixado, em PDF: 2083 – A European Declaration of Independence, de Andrew Berwick (na íntegra aqui). Mas não é preciso baixar nem ler nada. Zilhões de páginas de fascistas brasileiros dizem praticamente a mesma coisa, com diferenças superficiais (e Jair Bolsonaro e William Waack dizem de viva voz).

(…)

Um blog norte-americano The Unwanted Blog fez a seleção de excertos que aí vai. Não é absolutamente necessário ler a coisa, mas talvez interesse conhecer o tom. Traduzimos a seleção do blog acima, à guisa de informação.

“Informação”, como se sabe, cada um deve construir a sua e evidentemente ninguém precisa de informação construída seja pelo doido da Noruega seja pelo grupo GAFE (Globo, Abril, Folha, Estadão), doidos do Brasil.

Então, aí fica isso, como mais um alerta contra os ecologistas fundamentalistas, os ‘éticos’ em geral, os antimarxistas, o Elio Gaspari (em cujos textos, com escárnio diário, tratava o presidente Lula como “nosso guia” (ver, por exemplo, aqui) e a Folha de S.Paulo.

A parte, do discurso do doido da Noruega que tem a ver com o antimarxismo obcecado… não se comenta: também tá cheio, por aqui, de doidos parecidos. Alguns são professores-titulares de Ética na Unicamp.


De The Unwanted Blog

23/07/2011

Página 1.284:

3.84 Cavaleiros Templários e etnocentrismo

Os Cavaleiros Templários têm três funções básicas:

– Agir como Movimento Cruzado paneuropeu, para banir o Islã da Europa;

– Agir como um Movimento dos Direitos Indígenas (sic), para servir aos interesses de grupos étnicos europeus e para destruir o marxismo cultural/multiculturalismo:

– Agir como um Tribunal de Crimes de Guerra [comentário dos tradutores por que será que, aí, pensamos IMEDIATAMENTE no Perval Meneira?].

Página 1.287:

Os regimes marxistas na Europa asseguram privilégios, ou liberalizaram completamente as leis da biotecnologia. Têm de encorajar e mesmo patrocinar diretamente programas repro-genéticos em nível privado e/ou estatal, que oferecem clínicas de reprodução que se focam estritamente em genótipos indígenas de fontes puras (genótipos nórdicos puros, não diluídos, com 95-00% de pureza) encontrados no norte da Suécia e em outras áreas onde são encontráveis. Os regimes marxistas europeus jamais permitirão ou contribuirão para isso, o que só deixa duas opções:

Tradicionalistas/conservadores/nacionalistas, em cada país europeu devem receber reservas onde possam ser autônomos (controle político) como os nativos da América do Norte depois de derrotados pelo exército dos EUA. Isso ainda não é aceitável para grande maioria de conservadores, mas esperamos derrotar os regimes marxistas culturais da Europa dentro de 70 anos. A terceira opção pode ser delineada nos seguintes termos:

Os conservadores devem assumir o poder político e militar mediante uma combinação de luta armada e luta democrática dentro de 70 anos e implementar a política acima. A alternativa é continuar o modelo de bastardização, semelhante ao modelo brasileiro, onde se estabeleceu (devido à revolução marxista brasileira) um cadinho em que se misturaram europeus, asiáticos e africanos.

Página 1.289:

Sou extremamento orgulhoso de meu grupo étnico. Noruegueses, que são tribo norte-germânica.

[Seguem-se várias páginas contra “mistura racial”.]

Página 1.338:

– Todos os países do 2º e do 3º mundo (com taxas de natalidade superiores a 2,1) devem implementar políticas de filho único até que se estabilizem em face das perspectivas financeiras e do superconsumo, salvando suas florestas etc.;
– Reduzir o consumo global, mediante políticas protecionistas;
– Todas as companhias globais serão nacionalizadas.

Página 1.341:

A população de nosso planeta não deve exceder 3 bilhões de indivíduos; portanto, devem-se implementar políticas radicais (hoje, somos mais de 6,8 bilhões).

Página 1.448: Deportar todos os muçulmanos

Página 1.454:

Marxistas (todas as categorias de traidores A e B) não terão misericórdia. Devem ser executados pelos crimes de guerra listados no item 1-8.

Página 1.475 (e várias seguintes): a justificativa cristã para uma renovada Cruzada para cristianizar a Europa e expulsar os muçulmanos.

Páginas 1.574-1.639: [Registro, dia a dia dos esforços para obter armas e preparar explosivos. A última entrada é do dia 21 de julho. Estou pesquisando essa parte. Até agora não encontrei nenhuma pista do que o homem planejava fazer, mas deve haver alguma coisa.]

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