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Rodrigo Penna, consumidor que registra todo o seu calvário com Embratel e Netfone

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Ontem o Rodrigo Penna fez um comentário num post sobre uma denúncia do William Lima, contando que estava sofrendo, como o William, o mesmo descaso e desrespeito ao consumidor.

No texto abaixo ele conta todo o seu calvário com registros: ele printou chat, protocolos, gravou telefonema etc. O Rodrigo nos mostra o quanto é importante termos canais para denunciar os abusos que sofremos por parte de empresas que nos desrespeitam.

Reverberei seu comentário no twitter. Coincidência ou não, hoje, o Rodrigo deixa novo comentário informando que, finalmente, Embratel e NetFone ligaram para ele três vezes para resolver o problema.

Embratel: fazendo o cliente de bobo

Por Rodrigo Penna, em seu blog

16/08/2011

Em 2009 migrei da telefonia fixa da Embratel para a NET. Solicitei portabilidade. Negada várias vezes com argumento de que “não era possível fazer da mesma empresa para ela mesma”, já que NET e Embratel são parceiras. Contra argumentei, reclamei (dezenas de vezes), até aceitarem. Isto durou semanas! Instalaram o número antigo no NET-Fone novo. Resultado: após uns dias, o fone parou de funcionar e não voltou mais. Só pude encarar como uma retaliação da dupla NET-EMBRATEL pelas várias reclamações. Por fim, parei de reclamar e deixei para lá, com receio de ficar meses sem telefone nesta briga entre um simples consumidor e dois gigantes das telecomunicações no Brasil. Tinha duas filhas pequenas, uma com menos de um ano, minha esposa aconselhou a não ficarmos sem fone em casa, com razão. Veja reclamação devidamente protocolada na Anatel: a empresa alega (na cara de pau total!) que não pode fazer a portabilidade (após ter feito, ligado inclusive para avisar!) porque o plano fora cancelado (evidente: não ia ficar pagando dois planos à toa!)!

Veja como, pelas regras atuais, as reclamações na Anatel são dadas como “concluídas” sem estarem resolvidas! A empresa alega que te ligou, manda uma carta, e pronto: tamos conversados! Resolver o problema que é bom nada! Ainda assim, recomendo se cadastrar lá: causa mais pressão à empresa reclamações protocoladas na Anatel. E elas são pelo menos obrigadas a responder, o que não quer dizer, como você viu, que se resolva seu problema!

Agora, fiz o caminho inverso: migrei da NET para a Embratel e, de novo, pedi portabilidade. Já fiz isto várias vezes na telefonia móvel: sem problema algum, só ir na operadora, dar os dados, esperar um prazo entre 3 e 5 dias e seu número lá, operante! Veja o chat com operador da Embratel, em 31/7/2011. Ele não só nega a portabilidade como avisa que é necessário comprar outro aparelho! Preencha os dados nesta página da Embratel e verá que o próximo passo é “escolher” um aparelho! Na marra!

 A negação da portabilidade não faz o menor sentido! Se quiser confirmar que as empresas “parceiras” agem assim ouça você mesmo, a operadora falando comigo! É estarrecedor! Afinal, se é de Embratel para Embratel, trata-se de uma simples troca de plano, o que é permitido! Se é da Net para Embratel, de uma empresa para outra, não há razão para negar a portabilidade! Uma empresa pode ser parceira da outra que quiser e isto não as coloca acima da Lei!

Cancelei a Net após registrar na Anatel a negação da Embratel. Esperaria uns dias, se a portabilidade fosse dada, mas não foi. Afinal, minha última conta da Net superou os R$250! Não faz sentido eu pagar dois planos enquanto se resolve, é prejuízo ao cliente! Para variar, a Embratel atrasou a entrega da nova linha (não pude reativar minha antiga, como sugerido, pois era em outro plano, não este que “fala à vontade”).

Também fui obrigado a comprar outro aparelho, mesmo já tendo um comprado por absurdos R$149 da própria Embratel! Um excelente e simples Nokia 2115. Registrei várias reclamações na Anatel, até agora em vão.

Agora, a tática da empresa é enrolar, irritar você e te vencer pelo cansaço! Ficam ligando para seu telefone nos horários mais inconvenientes (sábado 8h, por exemplo!)! Tentam obrigar você a repetir toda a história, como se não tivessem lido as reclamações! Tentam colocar palavras em sua boca, com a ligação gravada, para você aceitar que eles estão agindo corretamente! Não se iluda: há atendentes de telemarketing bem preparados, também! Sugiro atender algumas ligações, depois não mais. Isto obriga a enviarem cartas, e responderem por escrito! Sugiro solicitar também toda vez que te ligarem a gravação, o que também é obrigado!

Venda casada é proibido expressamente pelo Código de Defesa do Consumidor! Se o cliente quer a linha, não deveria ser obrigado a adquirir um aparelho. Aliás, deveria poder ir ao mercado escolher o que mais lhe apetece!

Negar a portabilidade é irregular, a menos que a Anatel decida que no caso da Net-Embratel isto seja permitido!

Fiz uma consulta explícita sobre esta duas questões, à Anatel, veja! Aguardemos, pois, a resposta.

Enquanto isto, as entidades ligadas ao tema denunciam o recente acordo do governo com as teles! Que seria prejudicial a nós, consumidores!

Temos um setor monopolizado, caro e ineficiente! Herança maldita da privatização de FHC, que os tucanos ainda se orgulham de lembrar! É piada!

A falta de telefone que havia, era verdade, estava ligada à ineficiência do sistema Telebrás! Fôssemos nós hoje ainda donos das teles, estaríamos falando muito mais, navegando muito mais, com mais eficiência e muito mais barato!

Telecomunicações dá muito lucro! Que o diga o homem mais rico do mundo!

Sem privatização, o lucro seria nosso, não das teles!

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Pepe Escobar: Bem-vindos à ‘democracia’ líbia

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Bem-vindos à ‘democracia’ líbia

Pepe Escobar, Asia Times Online Tradução: Vila Vudu
23/8/2011

O Grande Gaddafi nem bem deixou o complexo de Bab-al-Aziziyah, e os abutres ocidentais já sobrevoam o local, disputando o “grande botim” – o petróleo e o gás da Líbia [1].

A Líbia é peão muito mais crucialmente importante num tabuleiro ideológico, geopolítico, geoeconômico e geoestratégico mais sério, do que deixa ver o reality show moralista vendido como noticiário pelas redes de televisão: ‘rebeldes’ idealistas vencem o Inimigo Público n.1. Tempo houve em que o inimigo público n.1 foi Saddam Hussein; depois, Osama bin Laden; hoje é Muammar Gaddafi; amanhã será o presidente Bashar al-Assad da Síria; um dia será o presidente do Irã Mahmud Ahmadinejad. Só uma coisa é certa: a ultra reacionária Casa de Saud nunca é o inimigo público n. 1.

Como a OTAN venceu a guerra

Apesar do reaparecimento espetacular do filho de Gaddafi, Saif al-Gaddafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) virtualmente já venceu a guerra civil líbia (“atividade militar cinética”, como insiste a Casa Branca). As massas do “povo líbio” foram, no máximo, espectadoras, ou atores com papel pequeno, mostrados sob a forma de poucos milhares de ‘rebeldes’ armados com Kalashnikovs.

Inicialmente, apostaram em “R2P” (“responsabilidade de proteger”). Mas, logo no início, essa “R2P”, manobrada por França e Grã-Bretanha e apoiada pelos EUA, já apareceu convertida, por passe de mágica, em “mudança de regime”. Daí em diante, as estrelas do show nessa produção foram “conselheiros”, “empresas contratadas” ou “mercenários” ocidentais e monárquicos.

A OTAN começou a ganhar a guerra, ao iniciar a Operação Sirene no Iftar – sirenes que soaram interrompendo o jejum do Ramadan – no sábado à noite. “Sirene” foi o nome código para invadir Trípoli. Foi o gesto final – e desesperado! – da OTAN, para mostrar força, quando ficou claro que os “rebeldes” caóticos nada haviam conseguido, nem depois de cinco meses de luta contra as forças de Gaddafi.

Até aquele momento, o ‘plano A’ da OTAN era assassinar Gaddafi. O que os garotos-propaganda da R2P – de direita e de esquerda – chamavam de “pressão continuada pela OTAN” acabou com a OTAN pedindo a Deus que acontecesse um de três milagres: que conseguissem assassinar Gaddafi; que Gaddafi se rendesse; ou que sumisse.

Não que qualquer desses resultados tivesse impedido a OTAN de bombardear residências, universidades, hospitais e até áreas bem próximas do Ministério do Exterior. Tudo – e todos – virou alvo da OTAN.

A “Operação Sirene” mostrou elenco colorido de “rebeldes da OTAN”, fanáticos islâmicos, jornalistas alugados ‘incorporados’, grupos sempre voltados para as câmeras de televisão e jovens da Cyrenaica manipulados por desertores oportunistas do governo Gaddafi, de olho nos gordos cheques das gigantes Total e BP, do petróleo.

Para a operação “Sirene”, a OTAN trouxe armamento (literalmente) novinho em folha: helicópteros Apache atirando sem parar e jatos bombardeando furiosamente tudo que havia à vista. A OTAN supervisionou o desembarque de centenas de soldados de Misrata na costa leste de Trípoli, enquanto um navio de guerra da OTAN distribuía armamento pesado para os ‘rebeldes’.

Só no domingo, o número de civis mortos pode ter chegado a 1.300 em Trípoli, com pelo menos 5.000 feridos. O Ministério da Saúde anunciou que os hospitais estão superlotados. Quem, àquela altura, ainda acreditasse que o furioso bombardeio pela OTAN tivesse algo a ver com “responsabilidade de proteger” e Resolução n. 1.972 da ONU merecia internamento em hospício.

Antes de iniciar a “Sirene”, a OTAN bombardeou furiosamente Zawiya – cidade chave, de grande refinaria de petróleo, 50km a oeste de Trípoli. Com isso, a população de Trípoli ficou sem combustível para os carros. Segundo a própria OTAN, pelo menos metade das forças armadas líbias foram “degradadas” – em língua do Pentágono, significa que a OTAN destruiu metade do exército líbio, entre soldados mortos ou muito gravemente feridos. Foram dezenas de milhares de mortos. Esse massacre explica também o misterioso desaparecimento dos 63 mil soldados encarregados de defender Trípoli. E também explica que o regime de Gaddafi, que se manteve no poder durante 42 anos, parece ter caído em menos de 24 horas.

O toque da “Sirene” macabra da OTAN – depois de 20 mil missões e mais de 7.500 ataques contra alvos no solo – só foi possível por causa de uma decisão crucial do governo Barack Obama no início de julho, como se lê hoje no Washington Post: os EUA passaram [em julho] a “partilhar material mais sensível com a OTAN, inclusive imagens e sinais interceptados, que passaram a ser fornecidos, além de aos pilotos no ar, também a soldados de equipes britânicas e francesas de operações especiais no solo” [2].

Quer dizer: sem a contribuição do descomunal poder de fogo dos EUA e correspondentes agentes, satélites e aviões-robôs (drones) tripulados à distância, a OTAN ainda estaria atolada na Operação Pântano Eterno Sem Saída na Líbia –, e o governo Obama jamais conseguiria extrair desse drama “militar cinético” nem, que fosse, algum simulacro de grande vitória.

Quem são essas pessoas?

Quem são essas pessoas que, de repente, irromperam em festas nas telas de televisão dos EUA e Europa? Depois de sorrir para as câmeras e disparar tiros de Kalashnikovs para o alto… preparem-se para, em breve, outros fogos explodindo na noite: fogos fratricidas.

Conflitos étnicos e tribais estão a ponto de explodir. Muitos dos berberes das montanhas do oeste, que entraram em Trípoli vindos do sul no fim de semana, são salafitas linha (muito) dura. O mesmo se deve dizer da ‘nuvem’ salafitas/Fraternidade Muçulmana da Cyrenaica – que recebeu instrução diretamente de agentes da CIA-EUA que estão na região. Dado que esses fundamentalistas ‘usaram’ os europeus e norte-americanos para aproximar-se do poder, ninguém duvide que se organizarão rapidamente como furioso grupo guerrilheiro, caso sintam-se marginalizados pelos chefões da OTAN.

A tal grande ‘revolução’ com base em Benghazi, que foi vendida ao ocidente como movimento popular, sempre foi mito. Há apenas dois meses, os ‘revolucionários’ armados mal chegavam a 1.000. A OTAN então decidiu construir ela mesma um exército mercenário – que reuniu os tipos mais assustadores, de ex-membros de um esquadrão da morte colombiano a pessoal recrutado no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, associados a tunisianos desempregados e membros das tribos inimigas da tribo de Gaddafi. O pessoal é esse, acrescido de esquadrões de mercenários alugados pela CIA – salafitas em Benghazi e Derna – e a gangue da Fraternidade Muçulmana, gente da equipe da Casa de Saud.

É difícil não lembrar da gangue da droga do UCK (Ushtria Çlirimtare e Kosovës, Exército da Libertação do Kosovo) – na guerra que a OTAN ‘venceu’ nos Bálcãs. Ou dos paquistaneses e sauditas, com apoio dos EUA, que armaram “combatentes da liberdade” no Afeganistão nos anos 1980s.

E há também o muito suspeito grupo de personagens que compõem o Conselho Nacional de Transição [ing. Transitional National Council (TNC)], de Benghazi.

O chefe, Mustafa Abdel-Jalil, foi ministro da Justiça de Gaddafi de 2007 até desertar, dia 26/2/2011, estudou direito civil e sharia na Universidade da Líbia. Talvez esteja habilitado a cruzar lanças retóricas com os fundamentalistas islâmicos em Benghazi, al-Baida e Delna –, mas pode usar seus conhecimentos para fazer avançar seus interesses em algum novo arranjo do poder.

Mahmoud Jibril, presidente do conselho executivo do TNC, estudou na Universidade do Cairo e, depois, na University of Pittsburgh. É a principal conexão com o Qatar: trabalhou na gestão do patrimônio de Sheikha Mozah, esposa super poderosa do emir do Qatar.

Há também o filho do último rei da Líbia, rei Idris, que Gaddafi derrubou há 42 anos (em golpe sem derramamento de sangue). A Casa de Saud adoraria ver nascer uma nova monarquia no norte da África. E o filho de Omar Mukhtar, herói da resistência contra o colonialismo italiano – figura mais secular.

O novo Iraque?

Esperar que a OTAN vença a guerra e entregue o poder aos ‘rebeldes’ é piada. A Agência Reuters já noticiou que uma “força-ponte” de cerca de 1.000 soldados do Qatar, Emirados e Jordânia chegará a Trípoli para atuar como polícia. E o Pentágono já começou a ‘vazar’ que militares norte-americanos atuarão “em terra” para “auxiliar na segurança dos equipamentos”. Toque sutil, que diz bem claramente quem realmente estará no comando: os neocolonialistas ‘humanitários’ e seus asseclas árabes.

Abdel Fatah Younis, o comandante ‘rebelde’ assassinado pelos próprios ‘rebeldes’ era homem do serviço secreto francês. Foi morto por uma facção da Fraternidade Muçulmana – exatamente quando Sarkozy, o Grande Libertador de Árabes, tentava negociar algum acordo com Saif al-Islam, filho de Gaddafi formado pela London School of Economics e, ontem, renascido dos mortos.

Tudo isso para dizer que os grandes vencedores são Londres, Washington, a Casa de Saud e o Qatar (que mandou jatos e “conselheiros” e já estão administrando as vendas de petróleo). Com especial menção para o conjunto Pentágono/OTAN – posto que o Comando dos EUA na África (Africom) conseguirá afinal sua primeira base africana no Mediterrâneo; e a OTAN, que está um passo mais próxima de declarar o Mediterrâneo “um lago da OTAN”.

Islamismo? Tribalismo? Esses são pequenos problemas, ante a nova terra da fantasia que se escancara para o neoliberalismo. Já praticamente ninguém duvida que os novos mestres do ocidente tentarão reviver versão amigável da nefasta, rapace, nefanda Autoridade Provisória da Coalizão [ing. Coalition Provisional Authority (CPA)], convertendo a Líbia em delírio neoliberal hardcore à custa de 100% das propriedades líbias, com repatriação de lucros, corporações ocidentais com os mesmos direitos que as empresas locais, bancos estrangeiros comprando os bancos locais, renda baixa para os pobres e impostos idem para as empresas.

Simultaneamente, a fissura profunda que separa o centro (Trípoli) e a periferia, pelo controle dos recursos de energia, se aprofundará. BP, Total, Exxon, todas as gigantes ocidentais do petróleo serão fartamente recompensadas pelo Conselho de Transição – em detrimento de empresas chinesas, russas e indianas. E soldados da OTAN “em terra” certamente ajudarão a impedir que o Conselho saia da linha.

Executivos da indústria do petróleo estimam que demorará no mínimo um ano para que a produção de petróleo volte ao nível de antes da guerra civil, de 1,6 milhões de barris/dia, mas dizem que os ganhos anuais do petróleo renderão aos novos governantes cerca de US$50 bilhões de dólares/ano. Muitos estimam que as reservas líbias alcancem 46,4 bilhões de barris de petróleo, 3% do petróleo do mundo, equivalendo a cerca de $3,9 trilhões aos preços de hoje. As reservas conhecidas de gás líbio chegam a 5 trilhões de pés cúbicos.

No frigir dos ovos, “R2P” vence. O imperialismo humanitário vence. As monarquias árabes vencem. A OTAN como Robocop global vence. O Pentágono vence. Mas nem tudo isso satisfaz os suspeitos de sempre – que já pedem o envio de uma “força de estabilização”. E tudo isso enquanto os progressistas categoria ‘perderam-o-rumo-e-o-prumo’ em várias latitudes, continuam a louvar a Sacra Aliança entre neocolonialismo ocidental, monarquias árabes ultra reacionárias e salafitas hardcore.

Ainda não terminou. Só terminará quando a onça árabe aparecer p’rá beber água [3]. Seja como for, próxima parada: Damasco.
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NOTAS

[1] “O Grande Gaddafi”, Pepe Escobar, 20/8/2011, Asia Times Online (em português aqui).

[2] 22/8/2011, Washington Post, em inglês

[3] Orig. It ain’t over till the fat Arab lady sings. É um ‘dito’ popular: nada acaba antes de terminar. O autor introduziu nesse dito popular o adjetivo “árabe”, introdução que mantivemos na tradução aqui proposta [NTs].

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Anatel e AI5- Digital

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Anatel e o AI-5 Digital
Por: Henrique Macedo, via e-mail

Consulta Pública nº 45 da Anatel: Modifica regulamento da prestação do Serviço de Comunicação Multimídia (é o serviço que permite prover acesso à internet em Banda Larga).

Para contribuir basta acessar o endereço: Sistema Anatel

Entre os artigos do novo regulamento proposto está este:

Art. 65. A Prestadora deve manter os dados cadastrais e os registros de conexão de seus Assinantes pelo prazo mínimo de três anos.”

Não era justamente este um dos pontos criticados do projeto da Lei Azeredo, que é chamado por alguns como sendo o “AI-5 Digital”?

Se este artigo for incluído no regulamento, todos os provedores de Banda Larga serão obrigados a cumpri-lo.

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Do MST: Via Campesina ocupa Ministério da Fazenda para cobrar a Reforma Agrária

agosto 23rd, 2011 by mariafro
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Via Campesina ocupa Ministério da Fazenda
Da Página do MST
23/08/2011

Via Campesina Brasil ocupou, na manhã desta terça-feira (23/08), o Ministério da Fazenda em Brasília, com 4.000 trabalhadores rurais.

As principais pautas trabalhadas pelo Movimento referem-se à questão das dívidas dos pequenos agricultores, cujo valor chega a R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda, e o contingenciamento do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)

Os R$ 530 milhões destinados para promover desapropriações de terras para este ano já foram totalmente executados. O cenário para 2012 é ainda pior: está previsto um corte de R$ 65 milhões, segundo dados do próprio Incra, com o orçamento despencando para R$ 465 milhões.

O principal propósito da ocupação é que as negociações referentes às pautas sejam retomadas imediatamente.

Desde segunda-feira (22/8) os movimentos que integram a Via Campesina estão acampados em Brasília com quatro mil trabalhadores e trabalhadoras rurais de 23 estados e do Distrito Federal, em um grande Acampamento por Reforma Agrária nos arredores do Ginásio Nilson Nelson.

Essa mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil desde o dia 22 de agosto. Além do acampamento, atos políticos e culturais devem acontecer em Brasília e nos Estados onde os movimentos da Via Campesina estão organizados.

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal.

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