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Nasci para contrariar estatísticas: nasci mulher, negra e pobre, mas tive a sorte de nascer no Brasil em tempos de democracia e políticas de Estado

agosto 21st, 2014 by mariafro
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Em 25 de junho a presidenta Dilma anunciou a segunda etapa do programa #CiênciasSemFronteiras que oferecerá mais de 100 mil bolsas de intercâmbio para os jovens do nosso Brasil, além dos milhares de jovens já atendidos. Até aí são mais informações númericas que muitos ainda não são capazes de entender a revolução que vem se operando no país.

Daí minha filha, vestibulanda, me apresenta este belíssimo vídeo. Nele, Débora dos Santos Carvalho, uma das milhares de bolsistas do #CiênciasSemFronteiras, conta como esta oportunidade abriu um novo horizonte para sua vida e a ajudou a contrariar estatísticas.

A jovem,  diferente de uma gama de alienados, reconhece que boas políticas podem transformar realidades excludentes.

Ouça o que ela diz, como ela diz e entenda a revolução que vivemos nesta última década. Talvez você pare de repetir desinformação pelas redes sociais. E se você não faz parte deste time, informe aos que fazem pela voz de Débora.

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Manchetômetro lança Marinômetro, para medir o frisson da mídia após lançamento da candidata missionária pela Folha

agosto 20th, 2014 by mariafro
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LANÇAMENTO DO ‘MARINÔMETRO’

A morte trágica de Eduardo Campos em acidente de avião no dia 13 de agosto de 2014, causou um alvoroço na cobertura jornalística: uma enxurrada de especulações e opiniões acerca do futuro da chapa do PSB para a presidência da República e do resultado das eleições que se aproximam.

Para bem avaliar esse evento político-midiático, lançamos o MARINÔMETRO, empregando uma metodologia diferente daquela usada nas outras páginas do MANCHETÔMETRO. Ao invés da análise de valência, identificamos cinco enquadramentos na cobertura: Pró-Marina, Ambivalente, Candidato PSB, Descritiva e Elogio (a Eduardo Campos). O enquadramento pró-Marina foi assinalado nos textos que mostravam claro entusiasmo ou predileção pela escolha de Marina da Silva para substituir Eduardo Campos na chapa do PSB. “Candidato do PSB” foi uma categoria hipotética criada para se contrapor logicamente ao enquadramento pró-Marina. A ideia aqui é testar, por comparação, se as diferentes alternativas colocadas ao partido estavam sendo exploradas pela grande mídia. O enquadramento ambivalente corresponde àquele em que o texto elenca prós e contras da potencial escolha de Marina, mas não manifesta posição decidida. Já a categoria descritiva foi usada quando o texto se exime de tomar qualquer posição quanto à candidatura. Por fim temos a categoria elogio, que foi assinalada quando o texto fazia elegia a Eduardo Campos. Outra inovação em relação ao restante do MANCHETÔMETRO foi o fato de a base de dados não se restringir às capas. Nesse estudo de caso consideramos todos os textos sobre o assunto na edição integral de cada jornal.

Avaliamos também a cobertura do Jornal Nacional. A metodologia empregada é similar à da análise dos jornais impressos; a diferença reside na adição do fator tempo. Isto é, o que temos nas colunas dos gráficos é a agregação do tempo das notícias nos enquadramentos Pró-Marina, Ambivalente, Candidato PSB, Descritiva e Elogio (a Eduardo Campos).

Qual o comportamento da grande mídia frente os acontecimentos recentes? Os padrões de viés identificados nas análises do Manchetômetro ecoam também na cobertura da sucessão do PSB? Será que os três jornais impressos estão se comportando de maneira similar no tratamento da questão? Veja nossos gráficos e tire suas conclusões.

Juntamente ao ‘MARINÔMETRO’, publicamos no site artigo de Wanderley Guilherme dos Santos, refletindo sobre esses acontecimentos.

Para acessar a o hotsite do Marinômetro, clique aqui.

Para acessar o artigo de Wanderley Guilherme dos Santos, clique aqui.

Carlos Latuff, via Esquerda Festiva

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Dener Giovanini: Só para lembrar: Marina Silva já tinha data marcada para abandonar Eduardo Campos

agosto 20th, 2014 by mariafro
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Fidelidade partidária não é um dos atributos da candidata missionária lançada pela Folha antes mesmo de se encontrar os restos mortais de Eduardo Campos. Primeiro ela foi petista, ministra do presidente Lula, depois foi para o PV, depois tentou criar um partido, mas sem nome e sem cara de partido – A Rede – e sem conseguir fundar um partido aceitou ser vice de Eduardo Campos, filiando-se ao PSB.

Quando achava que não poderia mais me surpreender leio a nota da Rede, recuperada pelo blogueiro Dener Giovanini:

4. A filiação transitória democrática permite que, tão logo a Rede obtenha seu registro na Justiça Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos meses, seus militantes formalmente vinculados ao PSB poderão se transferir para a legenda de origem sem o risco de qualquer tipo de sanção partidária.

5. Portanto, os militantes da Rede têm data para deixar o PSB, conforme o compromisso firmado entre os partidos no final do ano passado.

Não posso legitimar ou contestar as opiniões pessoais do blogueiro já que não convivo com Marina ou com sua militância dentro dos partidos que ela já pertenceu. Para mim é mais preocupante a relação desagregadora da política de Marina Silva, com seu discurso de negação dos partidos (ao mesmo tempo que tentou sem sucesso criar um), sua infidelidade partidária, os riscos sérios da mistura entre Estado e religião, num país onde o fundamentalismo caminha a passos largos (suas declarações após a morte de Eduardo Campos e sua atuação no velório-comício dão o tom disso).

Só para lembrar: Marina Silva já tinha data marcada para abandonar Eduardo Campos

DENER GIOVANINI, Estadão

Quinta-Feira 14/08/14

O estilo desagregador, prepotente e arrogante de Marina Silva, que deixou um rastro de intrigas, desconfianças e desarmonia em suas passagens pelo PT e pelo Partido Verde, já tinha data para voltar a mostrar suas garras: em nota oficial publicada no dia 26 de junho, a Rede Sustentabilidade (o grupo que segue Marina) deixou clara as suas intenções:

4. A filiação transitória democrática permite que, tão logo a Rede obtenha seu registro na Justiça Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos meses, seus militantes formalmente vinculados ao PSB poderão se transferir para a legenda de origem sem o risco de qualquer tipo de sanção partidária.

5. Portanto, os militantes da Rede têm data para deixar o PSB, conforme o compromisso firmado entre os partidos no final do ano passado.

Para ler a Nota da Rede na integra, CLIQUE AQUI.

É óbvio que ninguém, até então, poderia imaginar a reviravolta que aconteceria no quadro sucessório presidencial com a tragédia que se abateu sobre a candidatura de Eduardo Campos. A morte do então candidato do PSB derrubou o tabuleiro do xadrez político no chão. O jogo vai recomeçar do zero a partir de agora.

Marina Silva e sua “Rede” talvez tenha sido a pior jogada de Campos em toda a sua carreira política. Ele acreditou que Marina daria um grande impulso à sua candidatura, o que de fato não ocorreu. Talvez Eduardo, assim como tantas outras pessoas do mundo político, enxergasse nos quase 20 milhões de votos que Marina Silva obteve nas últimas eleições presidenciais um sólido patrimônio político. Foi um grande erro.

O patrimônio político de Marina Silva era tão sólido como fumaça. Seus 20 milhões de votos não lhe credenciaram sequer para construir seu próprio partido. Ela não conseguiu o número de assinaturas necessárias para obter o registro da Rede junto ao Tribunal Superior Eleitoral e, tão pouco, conseguiu impulsionar o nome de Eduardo Campos para chegar pelo menos aos dois dígitos de intenção de voto para a eleição de outubro.

Não bastasse tamanha desilusão, Marina Silva e sua Rede tiraram de Eduardo Campos apoios importantes, especialmente em colégios eleitorais fundamentais, como Rio de janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A intransigência e a incapacidade de articulação de Marina Silva subtraíram de Eduardo palanques e alianças que poderiam ajudá-lo a tentar chegar ao segundo turno. Obviamente ninguém do PSB admitirá publicamente esse equivoco que foi a escolha da Marina como vice. Mesmo no Partido Verde, onde ela deixou um rastro de intrigas e desarmonia, quase levando o partido a desintegração absoluta, ninguém fala publicamente sobre isso.

Marina Silva quer um partido pra chamar de seu. Para mandar e impor seu messianismo “sonhático”. E o bote está se armando sobre o PSB.

Caso o partido de Eduardo Campos decida pela substituição do nome dele pelo de Marina estará apenas repetindo os erros do PT e do PV. Entregar o comando do partido a uma candidata desagregadora e com um histórico tsunâmico será o caminho mais curto para enterrar a história do PSB. Os sonháticos de Marina farão cair sobre os dirigentes do Partido Socialista Brasileiro a escuridão dos pesadelos de uma noite sem fim.

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WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS: Marinômetro: Teologia, necrofilia e sustentabilidade

agosto 20th, 2014 by mariafro
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Antes mesmo do PSB decidir sobre o/ candidato/a que substituiria Eduardo Campos, a Folha de São Paulo lançou Marina Silva num DataFolha registrado no TSE poucas horas após a confirmação da morte do então candidato. A mídia aproveitou o velório-comício para consagrar a missionária evangélica Marina Silva como substituta de Eduardo Campos na corrida presidencial. A morbidez necrófica chamou a atenção também do Manchetrômetro. Segue o artigo de Wanderley Guilherme dos Santos sobre o vale tudo que se tornou o #funeralmício.

Teologia, necrofilia e sustentabilidade

Por: WANDERLEY GUILHERME DOS SANTOS, Marinômetro

19/08/2014


A declaração teológica da candidata missionária causou espanto também nas redes sociais, gerando piadas como a do print acima.


Pedro Ladeira em foto da Folha mostra-nos uma flagrante contradição: no velório-comício de Eduardo Campos, a missionária evangélica, Marina Silva, levanta o terço católico.

Em 16 de agosto, a então candidata a vice-presidente Marina Silva declarou ao jornal Estado de São Paulo que não estava no jatinho em que morreu Eduardo Campos, segundo a reportagem, “por providência divina”. Foi sua primeira declaração sobre o acidente, repetida, com variantes, em todas as suas declarações posteriores.

Espantou-me a teologia implícita na espiritualidade propagada pela missionária Marina Silva. O ardor com que defende a sobrevivência do mais humilde ser terreno, animal, mineral ou vegetal, indiferente aos custos do bem estar do rebanho humano, imprimiu ao tema da sustentabilidade da saúde planetária um rigor imobilista de difícil adesão. Na parte humana de seus mandamentos, os vetos à mudança em costumes e aos experimentos científicos condenariam a espécie às tábuas atuais de causas mortis, intolerância social e crimes. A variante teológica de fundo parecia duramente reacionária.

Mas é ainda mais implacável a teologia da missionária Marina. Para preservar sua missão, providenciou um acidente que matou o candidato a presidente de sua coligação partidária (pois seu verdadeiro partido, o REDE, era declaradamente um mioma que esperava crescer no ventre do hospedeiro PSB), e todos os acompanhantes de Eduardo Campos, pilotos, repórteres, assessores, dos quais não se conhece a confissão religiosa, nem se haviam concordado em sacrificar a própria vida em nome dessa implacável e ególatra missão.

O noticiário tende a difundir a mesma necrofilia teológica, linguagem que a mídia escolheu para enquadrar o acidente e suas conseqüências político-eleitorais. As próximas pesquisas, menos debochadas, informarão qual o impacto imediato na distribuição das preferências pré-eleições.

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