Maria Frô

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A nota do MAB sobre a redução do preço da energia elétrica promovida pelo governo federal

janeiro 25th, 2013 by mariafro
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MAB se manifesta sobre a redução no preço da luz

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ao ouvir o pronunciamento da Presidenta da República, Dilma Rousseff, vem a público manifestar os seguintes pontos:
- Apoiamos a medida deste governo para baixar o preço da luz para as famílias brasileiras;
- A luta pela diminuição da tarifa é histórica no movimento popular e sindical, como mostra a construção recente das campanhas “O preço da luz e um roubo” e pela renovação das concessões do setor elétrico brasileiro.
- Denunciamos os governos estaduais do PSDB de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que se colocaram contra a diminuição das tarifas, ao não renovarem as concessões da CESP, CEMIG e Copel. Se estes governos tivessem aderido às medidas, a tarifa poderia sido ainda mais reduzida.
- Denunciamos também a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outros setores empresariais que foram contra a renovação das concessões e que historicamente defenderam as privatizações. Esses setores atrasados do nosso país foram derrotados junto com os políticos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Beto Richa, representantes da privataria que, certamente, continuarão se articulando para impedir medidas que possam beneficiar o povo.
- Lembramos que a redução do preço da luz se deu por uma decisão política e pela pressão popular e não pelo falso discurso das leis do mercado e da “concorrência”. Na verdade, as leis do mercado são as principais responsáveis por pagarmos as mais altas tarifas de luz, telefone, da água e do gás nas últimas décadas.
Conclamamos todas as famílias brasileiras a continuar na luta para baixar ainda mais o preço da luz. Isso é possível pois, até agora, o ônus da diminuição da tarifa ficou apenas para a geração, onde predominam empresas estatais federais. Nada foi feito para atingir os altos lucros das empresas privadas que dominam o setor da distribuição.
Com a renovação, a energia sairá das geradoras estatais por R$ 0,01 o kWh, enquanto as distribuidoras venderão a mesma energia por R$ 0,15 para a população. No final, considerando impostos, as famílias pagarão no final mais de R$ 0,60 por kWh de energia.
Defendemos que é fundamental o respeito e valorização das empresas estatais CHESF, FURNAS, Eletronorte, Eletrosul e Eletrobrás, que são as responsáveis por oferecer energia barata, fruto do enorme esforço dos trabalhadores deste setor. Parabenizamos os trabalhadores das empresas estatais que com seu trabalho e suor foram os que construíram o setor energético nacional e que hoje possibilita baixar o preço da energia. Exigimos que as empresas estatais não sejam privatizadas e destruídas e que os trabalhadores não sejam demitidos nem tenham pioras no salário e nas condições de trabalho, conquistados historicamente.
Finalmente, exigimos que se construa no Brasil uma justa política que garanta os direitos dos atingidos pelas barragens, recuperando as condições de vida e de trabalho daqueles que tiveram ou que correm o risco de ter que sair da sua terra para a construção das hidrelétricas.
Água e Energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular.

Coordenação Nacional
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB – Brasil)

São Paulo, 24 de janeiro de 2013 www.mabnacional.org.br
Atendimento à imprensa: (11) 9 7023 8396 (Alexânia)

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Victor Farinelli: AS MEDIDAS DE DILMA E OS APAGÕES DA OPOSIÇÃO

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Escassez de emprega doméstica no mercado: Mulheres estão estudando e procurando por empregos em outras áreas.

janeiro 25th, 2013 by mariafro
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Comentário jocoso do Marco Aurelio Neves no Facebook:

É O Fim Do Mundo, Conceição Oliveira!!!!!!!!!! Os vermelhos/bolchevistas/chavo-evo-dilmolullistas estão demolindo A Casa Grande Dos Homens Bons!!!!!!!!!!!!”Esta faltando empregada doméstica em todo o Brasil. Em São Paulo tem patrão oferecendo salário de até R$ 2 mil para a empregada doméstica que concorde em dormir no emprego. A explicação para isso é que as mulheres estão estudando mais e trocando o trabalho doméstico por empregos mais qualificados”….

Superqualificação gera falta de empregadas domésticas no Brasil
Por: Kenzô Machida, São Paulo, SP, No G1
22/01/2013
Mulheres estão estudando e procurando por empregos em outras áreas.
Em todo o país são 4,5 mil oportunidades de trabalho no setor.

Esta faltando empregada doméstica em todo o Brasil. Em São Paulo tem patrão oferecendo salário de até R$ 2 mil para a empregada doméstica que concorde em dormir no emprego. A explicação para isso é que as mulheres estão estudando mais e trocando o trabalho doméstico por empregos mais qualificados.

A empregada doméstica Vanessa Lunas pediu as contas. Vai procurar um emprego onde possa ficar mais tempo com a família e consiga estudar. “Sou sou massagista, depiladora, então queria me aperfeiçoar. Trabalhando aqui (doméstica) isso me impede porque não tem nada além do sábado e domingo”, conta.

A executiva de marketing, Julie Gattaz, procura uma substituta há mais de um mês. Ela quer alguém que durma no emprego e trabalhe de segunda a sábado. O salário é de R$ 1,5 mil.
“Meninas que estão chegando tem um nível de educação maior. Normalmente elas têm segundo grau, querem fazer faculdade, saem para fazer faculdade, para trabalhar num call center, num supermercado”, diz Julie.

A explicação dessa dificuldade é a valorização da mão de obra. Muitas empregadas estão se qualificando e indo trabalhar em outras áreas, com isso as ofertas de empregos estão cada vez maiores e quem quer ficar na profissão consegue ganhar mais.

Para trabalhar de segunda a sexta-feira em São Paulo, por exemplo, as empregadas pedem em média um salário de R$ 1 mil e se tiver que dormir no emprego pode subir para até R$ 2 mil.

Uma agência especialista em empregos domésticos abre 700 novas vagas todos os meses. Em todo o país são 4,5 mil oportunidades de trabalho no setor.  Com tanta oferta de emprego, são as empregadas que fazem as exigências.

“Empregada de hoje em dia não quer mais trabalhar sem folga semanal, não quer mais trabalhar numa casa que seja desorganizada, sem rotina pré-definida, quer horário e busca pretensão salarial”, conta a dona de agência, Daniela Kuipers.

Há três meses desempregada, Maria Cícera Ribeiro só decidiu voltar a trabalhar agora.  Não esperou quase nada. Foi só fazer uma entrevista na agência que recebeu de cara uma proposta de trabalho. “Salário de R$ 1 mil, três meses de experiência e depois eles aumentam. Vou arriscar sim. Eu quero trabalhar”, avisa Maria.

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Pedro Amaral, um jovem negro que se passar pelo Taquaral será tratado como “suspeito”

janeiro 23rd, 2013 by mariafro
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Qual a cor de Carlinhos Cachoeira?

Após ler estarrecida a ORDEM DE SERVIÇO abaixo, assinada por um capitão da PM da cidade de Campinas quero saber como formalizar um pedido de vigilância do mesmo teor para a PM de Campinas. Quero também formalizar um pedido para que os moradores do Taquaral passem por um curso de reeducação, pedido este baseado na violência histórica que a população negra sofreu numa cidade que é o que é porque foi um centro escravagista.

Quero uma ordem de serviço que faça a polícia entender que ela existe PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS e não para ser tratada como capitão do mato a serviço de uma elite de mentalidade escravagista.

Nesta ordem de serviço, o capitão do mato, ops! da PM Paulista em Campinas, com seu sobrenome italiano, demonstra a longa duração de práticas e discurso do domínio senhorial dos coronéis e barões de café que habitaram aquela cidade no século XIX: Ubiratan continua a reproduzir a lógica escravocrata que tornou Campinas (com seu rico Taquaral) uma cidade rica: negro é a cor da suspeição, os negros formam a ‘classe perigosa’ quando desejam experimentar a liberdade, quando não podem mais ser mantidos como seres escravizados.

É tão inacreditável ler um documento oficial redigido por aqueles que deveriam cuidar de nossa segurança pública e constatar que eles não fazem a menor cerimônia de lombrosianamente classificar pretos e pardos como ‘suspeitos’ que li e reli pra ver se não se tratava de uma montagem.

Pensando que 70% dos jovens de 15 a 24 anos assassinados são negros ( a grande maioria sem ficha criminal); pensando que a cor dos filhos chorados pelas mães de maio em sua maioria são negros; pensando que a cor dos chacinados nos Jardins Ângela e nos Capões Redondos das periferias de SP são negros, esta polícia deve considerar que  ’só’ tratar como ‘suspeitos’ pretos e pardos já estarão saindo no lucro.

Trinta anos de neoliberalismo em nosso estado reduzindo políticas públicas, vilipendiando salários, reduzindo segurança pública a policiamento ostensivo de gente mal preparada talvez consiga explicar tamanho absurdo racista.

Leia também:

Não é ascensão social negra que aumenta o racismo, ela só desnuda o discurso falacioso de que não somos racistas

Pequena nota sobre a lógica da suspeição

Por Pedro Henrique Amaral, em seu blog

Um documento oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo causou furor na internet hoje, 23 de janeiro de 2013. Trata-se de uma ordem de serviço expedida pelo Cap. da PM de Campinas, Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, o qual ordena que transeuntes negros e pardos no bairro Taquaral devem ser abordados prioritariamente.

Acessei esta notícia no UOL e fiquei intrigado com a justificativa dada por um advogado criminalista sobre o conteúdo da mensagem. Em resumo, o advogado diz que a ordem policial se baseia em dados objetivos fornecidos pelos moradores do bairro Taquaral, que informaram o perfil dos assaltantes: homens negros, entre 18 e 25 anos. A polícia, então, expediu a ordem baseada em dados objetivos, visando deter as pessoas que, enquadradas no perfil dos criminosos, estejam circulando pelo bairro Taquaral.

O que chama minha atenção é a superficialidade com que se atribui a qualidade de suspeito a alguém. A característica principal dos criminosos é a cor da pele: negra ou parda. É baseado nessas características que os policiais vão classificar as pessoas entre suspeitos e não suspeitos: negros e pardos - suspeitos - de um lado; brancos - não suspeitos - de outro.

A polícia utilizou a seguinte lógica: homens negros estão assaltando o bairro. Logo, todos os homens negros e pardos que circulem pelo bairro são suspeitos, portanto devem ser abordados prioritariamente. 

Fiquei pensando se as populações negra e índigena também podem fazer uso da mesma lógica policial. Todos nós sabemos que a expansão intercontinental foi praticada maciçamente por europeus. Italianos, portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses, franceses etc. Todos eles elegeram a violência como instrumento de conquista, sendo desnecessário contabilizar quantos índigenas, africanos e asiáticos foram dizimados e escravizados durante o período mercantilista. Uma característica peculiar é comum a todos esses povos: a cor branca da pele daqueles homens. 

Sim, você está entendendo onde quero chegar. Por isso, pergunto: nós, negros ou índios, temos o direito de nos sentirmos ameaçados toda vez que um branco direcionar o olhar em nossa direção? “Vai que eles voltem a querer dizimar os negros e índios novamente…” – poderia eu pensar.

A minha suspeita é coerente. Homens brancos mataram milhões de negros e índios no Brasil. Logo, todo homem branco que se aproximar de mim é suspeito de querer me matar. Devo acionar o capitão da polícia militar da minha cidade e pedir que ele ordene aos seus homens que protejam a mim e todos os outros negros de homens brancos que circulam pelo meu bairro, todos suspeitos de querer a nossa morte coletiva? 

Baseei minhas alegações em fatos verídicos, largamente documentados e de conhecimento público. Tenho, acho, sérios motivos para crer que todo homem branco que se aproxime da minha casa tenha o desejo de me matar.

Portanto, sinto-me no direito de fazer uma simples pergunta a todos: se você fosse o capitão da Polícia Militar responsável legalmente por proteger o meu bairro, você emitiria uma ordem oficial para que seus homens abordassem todo e qualquer homem branco que estivesse circulando no lugar que eu resido? 

 

Se você não emitiria essa ordem é porque você vê nela um conteúdo explicitamente racista e superficial. É assim que eu vejo a ordem oficial emitida pela polícia de Campinas. Ela é racista. E você tem o dever de observar isso.

 

 

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Jornalismo de má-fé da Folha de São Paulo é criticado por especialistas

janeiro 21st, 2013 by mariafro
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A matéria de hoje da Folha de São Paulo, também reproduzida na UOL é tão anti-jornalismo que causou a indignação de professores de jornalismo e do procurador que fez a denúncia da violentíssima e ilegal reintegração de posse do Pinheirinho à OEA, reproduzo os comentários de cada um deles:

Marcio Sotelo Felippe, procurador do estado de São Paulo que fez a denúncia do caso Pinheirinho à OEA escreveu indignado em seu facebook:

Vejam a barbaridade dessa matéria. Criminalidade diminui em SJC após a desocupação… A jornalista que assina a matéria, Larissa, falou comigo. Perguntou por que denunciamos o caso à OEA. Remeti a ela a peça, datada de junho de 2012. Nenhuma palavra sobre isso. Apenas uma informação errada sobre denúncia à ONU e à OEA em 31 de janeiro, 8 dias após a desocupação, o que é uma bobagem porque não haveria tempo hábil para isso. Ainda informação errada sobre o leilão do terreno, que teria sido suspenso porque os moradores entraram com uma ação… simplesmente inacreditável. Má-fé, distorções, informações falsas, criminalização das vítimas, menções a prostituição, tráfico de drogas, e por aí vai. Eles podem tudo. A liberdade de imprensa é no Brasil a liberdade para a delinquência jornalística.

Sobre a mesma matéria, o  professor de jornalismo da ECA Dennis de Oliveira  disse:

Esta matéria do portal UOL é um exemplo de prática de jornalismo em que os interesses ideológicos se sobrepõe aos fatos: a manchete da matéria é “Um ano depois, moradores dizem que violência na região do Pinheirinho diminui após reintegração“. Porém, apenas uma pessoa que foi entrevistada disse que os assaltos diminuíram. Outro entrevistado disse que ele nunca foi assaltado em momento nenhum, mas que “ouviu falar” que a segurança melhorou. Depois tentando dar um dado mais objetivo, a reportagem cita os números de ocorrências registradas na delegacia local. Ocorre que a própria matéria registra a seguinte fala do delegado responsável: “O 3º DP atende todo o extremo sul de São José dos Campos, que abriga cerca de 200 mil pessoas. É uma área muito populosa e com índice de criminalidade grande. Portanto, não há como associar a redução dos roubos, tampouco o aumento dos furtos na região com a desocupação do Pinheirinho“. Na sequência da matéria, aparecem o que é de concreto neste fato: redução do número de pedintes, melhoria na aparência pela ausência de barracos e VALORIZAÇÃO dos imóveis construídos na área. Pergunto: por que o gancho da matéria – e seu título – não foi: “Após desocupação do Pinheirinho, imóveis da região se valorizam”? O título e o foco da matéria reforçam estereótipos e preconceitos contra moradores de habitações precárias. E coloca em segundo plano os interesses especulativos imobiliários nestas ações de remoção. PÉSSIMO JORNALISMO!!!!

E para encerrar cito o jornalista Breno Altmann do Opera Mundi e Revista Samuel, via o jornalista e professor Gilberto Maringoni:

Gilberto Maringoni:  Breno Altman tem uma frase genial sobre o jornalismo brasileiro. Certas matérias denotam não apenas seu caráter de classe, mas a classe do caráter de quem o produz.

 A famigerada matéria em questão:

Um ano depois, moradores dizem que violência na região do Pinheirinho diminui após reintegração

Também reproduzida no Google Docs, porque do jeito que são mau caráter capaz de corrigirem os erros apontados pelo procurador e não dizer que atualizaram as informações.

Leia também:

Pinheirinho, para não esquecer jamais: A covardia de Alckmin, a violência institucional da PM e o descaso da Justiça

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