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Stédile aponta reforma e consciência política para mudar a realidade brasileira

janeiro 16th, 2014 by mariafro
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Por Claudia Weinman (PJMP/SC)

Foto: Joka Madruga/PJR

Mudar a realidade de milhões de brasileiros não é tão fácil quanto parece ser nas falas de líderes do Governo. O representante da Via Campesina\MST, João Pedro Stédile, no III Congresso Nacional da Juventude Camponesa, que acontece em Pernambuco\Recife, na manhã de hoje (15), afirma que essa questão foi analisada pelo viés da discussão crítica sob a atual conjuntura da realidade brasileira. Segundo ele, todas as mudanças históricas sempre foram feitas pela classe trabalhadora.

Stédile argumenta que a juventude camponesa precisa compreender a responsabilidade que possui para, segundo ele, não passar pela história sendo conhecida como uma geração ‘bundona’. “Ainda dá tempo de fazer a mudança, mas é preciso compreender as realidades que temos”, enfatiza.

Embora o tempo de fala tenha sido pouco para discutir a luta de classes com realidades tão diferentes durante o congresso, Stédile construiu uma leitura genérica dos elementos mais importantes que determinam isto a nível nacional. “Cada um de nós vê a mesma realidade com um olhar diferenciado e assim, temos que montar esse quebra cabeça da fotografia da realidade e compreender de fato o que esta acontecendo na luta de classes”, argumentou.

Após a análise feita pelo assessor, jovens de todos os estados compartilharam experiências baseadas nas falas de Stédile e provocaram algumas discussões a respeito da realidade brasileira.

Durante a tarde, a programação segue com animação, mística, discussão a respeito dos temas com foco na questão agrária sendo esta assessorada pelo representante da CPT Plácido Júnior e o tema Juventude Camponesa: Sujeito Social e Sujeito Político com o assessor da PJR Maciel Cover. A noite segue com os momentos culturais e a presença exclusiva do músico Pedro Munhoz.

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Rede Globo expulsa do III Congresso Nacional da Juventude Camponesa

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Dirigentes do PSOL e PCB criticam PSTU por se aliar com PSDB

janeiro 16th, 2014 by mariafro
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ATUALIZAÇÃO: Resposta do PSTU

DOSSIÊ: Ataques ao PSTU e ao Sindserm no Piauí


Pichação na sede do PSTU-PI

Achei que tinha visto de tudo.

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Haddad não criminaliza os rolezinhos e sabe que jovens precisam de mais espaços públicos

janeiro 16th, 2014 by mariafro
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Prefeito da cidade de São Paulo declarou que os jovens necessitam de mais espaços públicos para usufruir e se manifestarem

Revista Fórum

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou nesta segunda-feira (13) que é preciso dar uma atenção especial aos chamados “rolezinhos” e que está em contato direto com as secretarias de Cultura e Igualdade Racial. O prefeito também disse que é necessário criar mais espaços públicos aos jovens, para que estes possam “usufruir a cidade”.

“Estamos em contato permanente com a juventude, sobretudo a Secretaria de Cultura e da Igualdade Racial. Essa questão do ‘rolezinho’ surpreendeu a iniciativa, assim como a liminar concedida. Eu pedi para as duas secretarias que dialoguem com esses setores para compreender melhor o propósito da coisa para que a gente possa avançar”, disse Haddad.

O prefeito ainda declarou que a questão do “rolezinho” coloca uma discussão necessária a ser feita com a cidade e que a prefeitura já está pensando em algumas iniciativas. “Não é o caso de falar para a prefeitura: ‘cuida dessas pessoas que o problema é seu’. É a cidade que tem que ser discutida. Temos que abrir espaços públicos para que as pessoas possam usufruir da cidade. Pedimos, por exemplo, para colocar iluminação pública nos CDCs (Clubes da Comunidade). Assim você cria arenas que atraem o público jovem que quer se manifestar. Essas providências estão sendo tomadas”, disse Haddad.

Sobre a liminar judicial concedida ao shopping JK e que proibia a entrada de jovens desacompanhados no centro de compras, o prefeito de São Paulo declarou que “não tem nada a ver com o fato de as pessoas realizarem manifestações”. “O cumprimento da decisão judicial não tem nada a ver com a prefeitura. O Estado que tem esse dever”, declarou.

No último fim de semana, dois shoppings foram palcos dos “rolezinhos”: o de Itaquera, onde houve forte repressão policial com balas de borracha e bombas de gás; e no JK Iguatemi, onde uma liminar proibiu a realização do “rolezinho”, a entrada de jovens desacompanhados e uma multa de R$ 10 mil caso o evento fosse realizado.

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janeiro 16th, 2014 by mariafro
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Acho que presidenta, governadores e prefeitos precisam  ficar atentos, essa anuência do judiciário e seu braço armado, a PM,  com donos racistas de shoppings  é gasolina no fogo. 

OAB tem o que a dizer sobre um espaço que proíbe a entrada de jovens de periferia? E o Ministério Público? Não há leis que impeçam a discriminação e o preconceito? Cadê o direito de ir e vir? Os shoppings estão acima da lei geral do país?

DIFERENTES DE JUNHO?
Por: Gilberto Maringoni, em seu Facebook

Os rolezinhos de janeiro talvez sejam manifestações sociais diferentes das de junho.
Isso, por dois motivos:

1. Pobres em ação – O que digo aqui são apenas conjecturas e não estou municiado de nenhuma pesquisa empírica. Mas tudo indica que a composição social aqui é de jovens pobres da periferia. Em junho, havia uma nítida maioria de garotos e garotas de classe média indo às ruas, em especial estudantes. Se isso se confirmar, temos algo bem mais profundo entrando em ebulição.

2. Integração pelo consumo – Em junho, as demandas difusas apontavam para a melhoria dos serviços públicos, em especial transportes, saúde e educação. Agora não há demanda objetiva. E nem contestação clara. Há um desejo de se mostrar, de beijar “umas minas” e de zoar por aí. Há uma demanda por aceitação. Isso quer dizer muita coisa.

Tento explicar.

Os jovens estão indo ao lugar onde pode se realizar a propalada “inclusão social” da Era lulista (por favor, não estou atacando o governo, não venham com briga de torcida).

O que se alardeou na última década não foi o fato de a chamada “classe C” estar comprando seu laptop, seu tablet, sua TV de tela plana, seus eletrodomésticos e seu Corsa em prestações a perder de vista? O substrato do pleno emprego e do aumento real dos salários não é, ao fim e ao cabo, poder comprar mais e mais?

A garotada quer isso. Quer mais tênis, quer mais grifes e quer poder mostrar isso. Algo como o funk ostentação. Pode não estar comprando, mas está indo aos templos do consumo para dizer que existem, que estão aí e que querem se divertir.

Se consumo é alardeado como direito de cidadania, onde exercê-lo plenamente?
Em que lugar exercitar meu hedonismo a pleno vapor?

A garotada está se comportando como Lula falou, como a marquetagem propagou, como a mídia repetiu e como a publicidade os pautou. Vamos comprar! Vamos consumir.

Que mal há nisso, na sociedade em que tudo é mercadoria?

Não pode. A sociedade da mercadoria não é para todos.

Por isso, o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers, Luís Fernando Veiga, chama a polícia. Lembra que shopping-center não é espaço público coisa nenhuma. Que vai pedir documentos aos suspeitos de sempre e restringir entrada e circulação.

E, num rasgo ditatorial, pressiona e obtém do Facebook a censura das páginas que convocam as zoadas da garotada. Coisa de fazer inveja ao nefando Dr. Armando Falcão, ministro da Censura da ditadura.

Pode ser o tiro pela culatra.

Imagens: Facebook

Ao tratar uma questão social profunda como caso de porta de cadeia, o dr. Veiga periga estar atuando como agente provocador. Afinal, em junho passado, o aumento da repressão propagou as movimentações de forma inesperada.

Tudo bem que não seja fácil entender o que está acontecendo.

Mas o pior caminho é achar que não é nada, nada mesmo…

E começar a conversa pela língua do cassetete.

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