Maria Frô

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Roberto Takata: Sonhinha você está errada

setembro 24th, 2010 by mariafro
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O leitor e blogueiro Roberto Takata fez um levantamento no Jornal A Folha de São Paulo, fonte indubitável de esconder notícias negativas em relação aos tucanos. E até a Folha de São Paulo noticiou muitas falhas do metrô, especialmente ao longo do ano de 2008.

Abaixo as descobertas do Takata:

Metrô e conspiração: Soninha, cê tá errada

Por: Roberto Takata, em seu blog, o NAQ

21/09/2010

Fiz uma compilação das panes e outros problemas ocorridos no metrô de São Paulo que foram noticiados pela imprensa. Os dados estão disponíveis aqui. O padrão temporal segue no gráfico abaixo (apresentando o total cumulativo dos problemas noticiados – sim, pode ser que me tenha escapado alguns e pode haver alguma subnotificação, mas o padrão não deve ser afetado):

Os quadrados vermelhos indicam as datas dos primeiros turnos das eleições. Os pontos azuis indicam a quantidade de problemas ocorridos até uma determinada data – somando-se todos os eventos ocorridos em datas anteriores (começando por 30/nov/2001).

Se a tese de conspiração defendida por Soninha Francine estivesse correta, esperaríamos que houvesse um aumento na inclinação da curva próximo às datas das eleições. Não é o que ocorre, ao contrário, as maiores inclinações ocorrem nas datas *entre* as eleições.

(Para ler o restante do post do Takata, vá ao seu blog: NAQ

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Ato pela democracia: Pela mais ampla liberdade de expressão

setembro 23rd, 2010 by mariafro
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Do blog do Miro

Reproduzo documento do Centro de Estudos Barão de Itararé, lido durante o ato que lotou o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na noite desta quinta-feira, 23 de setembro:

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada. Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é “chapa branca”, promovido pelos “partidos governistas” e por centrais sindicais e movimentos sociais “financiados pelo governo Lula”. De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é “contra a imprensa”.

Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos. Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários:

1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da “grande imprensa” clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.

2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa “partidarizada” nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi “orquestrado”, é puro engodo. Tentar atacar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito.

3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem “ligados ao governo”. Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como “caso de polícia”, relembrando a Velha República. Nada mais justo que critique os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da “república sindical”, querem o retorno da chamada “ditabranda”, com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático.

4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é “contra a imprensa” e visa “silenciar” as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certos chefes de redação). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor. Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da “liberdade de imprensa”. Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os “amigos da mídia” como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na “presunção da culpa”. Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia.

5- Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um “controle da mídia”, termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas:

- Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Revista do Brasil, jornal Brasil de Fato, jornal Hora do Povo, entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas;

- Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação “ficha limpa” na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau.

- Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela “liberdade de expressão” nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano.

- Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação.

- Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.

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Qualquer semelhança com o ‘Manifesto pela Democracia’ tucana e pigueana não é mera coincidência

setembro 23rd, 2010 by mariafro
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Latuff narra neste vídeo trechos de editoriais de jornais brasileiros logo após o golpe militar de 1º de abril de 1964. Baseado na postagem de Cristiano Freitas Cezar no blog Crítica Midiática:

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Ato pela democracia e contra o golpismo midiatico

setembro 23rd, 2010 by mariafro
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Vivemos dias curiosos de uma enorme inversão.

Grandes grupos midiáticos, monopolizados, estrilam enlouquecidamente contra a rede, a blogosfera, as centrais sindicais, os movimentos sociais – que são sempre criminalizados na cobertura jornalística desses veículos. Eles nos acusam de sermos chapa branca,  de receber dinheiro do governo federal para expressar o que expressamos nos nossos blogs.

Essa acusação cabe bem ao acusadores: o NaMarianews mostra como é prática de alguns jornais e revistas fazerem polpudos acordos com governo estadual em São Paulo. Talvez isso explique porque o governo do estado de São Paulo seja quase invisível na mídia paulistana, blindado ao extremo.

Não é o nosso caso, este e outros blogs de esquerda estão cheio de críticas aos governos sejam esses federal, estadual ou municipal. E os mervais da vida sabem que não somos chapa-branca, pois se tivessem uma prova mínima de que recebemos um tostão do governo federal para pensar e nos expressar já tinham estampado na primeira página de seus jornais.

Esse modo leviano de fazer o jornalismo atual, partidarizado e vendido como isento é o que nos mobiliza hoje a ir ao ato pela democracia, às 19 horas na Sede do Sindicato dos Jornalistas.

Na atualidade, a grande imprensa em peso adotou um modo de fazer jornalismo que é o de acusar sem provas em defesa de um lado da campanha eleitoral na tentativa de levar as eleições para o segundo turno, tal como ocorreu em 2006.

É uma grande pena não termos uma verdadeira imprensa, isso sim enfraquece a democracia, pois uma imprensa que abre mão de fazer jornalismo, que escolhe desavergonhadamente um lado partidário para atacar e outro para defender deixa de ser imprensa, vira assessoria de comunicação de um partido político.

É um pouco sobre a tristeza de viver esses dias de vergonha alheia que comento na entrevista que dei hoje para o Colibri na Rede Brasil Atual: Conceicao,_ato_em defesa_democracia

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