Maria Frô

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Cadê o parágrafo da Economist que estava aqui? O Estadão comeu

setembro 10th, 2010 by mariafro
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Alertada pelo Berlitz fui até o Blog do Favre que conta a história de como o Estadão numa matéria seletiva do que e como traduzir um artigo da revista inglesa The Economist foi fominha e papou na cara dura um parágrafo inteiro sobre o Escândalo de espionagem, corrupção, cobrança de propina e outros bichos  no governo tucano de Yeda Crusis.

Resolvi dar uma ajudinha ao leitor do Estadão, alertando-o que, além da supressão de um parágrafo importante,  a matéria do Estadão também não dá  o título  que The Economist deu originalmente ao seu artigo em inglês. O Estadão preferiu dar destaque ao medo que vem sendo plantado na mídia velha há bastante tempo, o tal do ‘controle do PT’.

Observem: a tradução do título da matéria da Revista inglesa The Economist é esta:

O próximo governo do Brasil
Sob uma estrela da sorte
Dilma Rousseff parece ser indetível. Quanto poder ela empunhará?

O Estadão escolheu dar como título um subtítulo, que originalmente era uma pergunta e na ‘tradução do Estadão deixou de ser:

The Economist: governo Dilma pode ser forte só no papel

Há outras ‘traições’ nos trechos escolhidos para ser traduzidos, mas vamos ao que interessa. Na matéria do Estadão, o leitor não encontrará, nem se procurar com lupa, nenhuma menção a isso aqui:

“Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, um escândalo de superfaturamento envolvendo o banco estadual pode prejudicar a aposta na reeleição de Yeda Crusius, governadora pelo PSDB. No dia 02 de setembro, a polícia encontrou –e fotografou—notas de várias moedas no valor de R$3.4 milhões. Tais imagens influenciam os eleitores mais do que crimes com menos provas fotográficas, diz David Fleischer da Universidade de Brasília. Independentemente de como seguirem as eleições, entretanto, os políticos nacionais em escala federal no Brasil são usados para fechar acordos com governadores nas fronteiras dos partidos.”

E como o leitor do Estadão nem ao menos soube  o que até a revista The Economist sabe, ou seja,  o escândalo do Banrisul. Possivelmente também não tenha visto as fotos que registram os maços de cédulas de moedas de vários países, liberadas pela PF. Neste caso, a gente mostra:

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Serra, meu nome é ‘objetividade’

setembro 10th, 2010 by mariafro
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“Entrevista” de/para/com José Serra no programa Painel RBS (Globo) Porto Alegre, 5 de maio, 2010.

Do grupo de entrevistadores apenas duas jornalistas fizeram perguntas. Ambas ficaram sem respostas do ‘entrevistado’. Em compensação os eleitores gaúchos souberam que Serra ‘vai governar voltado para o Sul’,  assim como em Minas ele é o mais mineiro dos paulistas, em São Paulo ele vai governar para o país São Paulo….

Na ‘entrevista’, uma conversa entre amigos, Serra nos conta que ele decide dormir, manda em seu próprio sono, por isso pode tweetar de madrugada à vontade. Descobrimos também que Serra adora o sotaque de ‘gaúcha’ . Essas são todas informações ‘imprescindíveis’ para conhecermos os projetos de Serra para o país, não é mesmo?

Ah! Sim ele também contou pela enézima vez a piada da mãe judia ‘possessiva e ciumenta’. Reforço de estereótipos? Nada bobos, Serra é um sujeito bem-humorado, nós é que somos mal-humorados.

É um poço de objetividade este candidato, sô!

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Dulce Maia convida apaixonados por futebol e Educação para um leilão de solidariedade

setembro 10th, 2010 by mariafro
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O Carlito Maia todo mundo conhece ao menos aqueles que como eu viveram a adolescência nos anos 80. Carlito foi autor de frases que fazem parte da memória do PT: “oPTei”, “Lula-lá”, “Sem medo de Ser Feliz”.

A Dulce Maia, aquela que Helio Gaspari transformou em Dilma Rousseff tem hoje 72 anos. Ela é irmã de Carlito Maia, uma dessas mulheres de fibra que dá um orgulho danado de a gente saber que existe.

Dulce Maia tem um projeto fantástico que eu já falei aqui no blog: a Escola Carlito Maia.

Ontem, recebi outro mail dela sobre os esforços concentrados para dar vida à escola técnica profissionalizante que leva o nome de seu querido irmão.

Clique na foto para ampliá-la.

Ela informa que depois que mandou fazer o cartaz que você pode ver na imagem aí em cima, além das camisas indicadas no anúncio (tem até camisa autografada pelo Chico Buarque :) ela recebeu outras três: duas do Santos Futebol Clube com autógrafos de todo o time e uma camisa do Centenário do Corinthians com o autógrafo de Sócrates.

O Leilão das camisas autografadas ocorrerá no Restaurante Buttina, na Rua João Moura, 976, no dia 14 de setembro (próxima terça-feira), às 20 horas.

Prestigie, vá lá garantir a sua camisa autografada. Você poderá afirmar com orgulho: eu contribui para transformar um sonho em realidade. E lembremos da máxima de Carlito Maia: “Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.”

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Instituto Britânico: Lula fez do Brasil um protagonista global

setembro 9th, 2010 by mariafro
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Lula transformou Brasil em protagonista global, afirma IISS, da Deutsche Welle DW-World

08/09/2010

Em seu balanço anual, o “think tank” britânico conclui que o presidente conseguiu “afirmar vigorosamente” o país na cena internacional. Mas alerta para riscos globais do crescente individualismo na política externa.

Graças ao presidente Lula, o Brasil tornou-se um protagonista na política global, por exemplo, em questões como as alterações climáticas e a política nuclear iraniana, observa o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

Em seu Balanço Anual das Relações Internacionais, publicado nesta terça-feira (07/09), o centro de estudos britânico dedica um capítulo ao “ano de Lula”, que coincide com o final de seus dois mandatos. Segundo o IISS, Lula conseguiu “afirmar vigorosamente” o país na cena internacional, promovendo uma evolução contínua nos últimos anos.

“Parecia que estava por todo o lado”, lê-se, com referência à atribuição da organização dos Jogos Olímpicos de 2016 ao Rio de Janeiro, à outorgação do título de dirigente do ano no Fórum Internacional de Davos e aos elogios da revista Time.

“O Brasil usou a crescente força da sua economia para angariar reconhecimento como potência global emergente”, afirma o balanço. Seu papel na afirmação dos países emergentes, cooperando com a Rússia, a Índia e a China, é reconhecida, da mesma forma como os resultados dos programas sociais brasileiros.

“Sob a sua liderança, o país posicionou-se como um árbitro à margem, capaz de mediar conflitos internacionais de forma justa e com bons princípios, embora com efeitos mistos”, conclui o IISS. Porém, considera “controversa” tanto a intervenção do presidente na mudança de regime em Honduras quanto sua relutância em apoiar as sanções contra o Irã por causa de sua política nuclear.

O instituto também fez observações às eleições presidenciais de outubro, em que se espera que os principais candidatos mantenham a política externa de Lula, ou seja, o apoio à União de Nações Sul-Americanas e às relações com os outros países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

No entanto, enquanto os analistas do IISS esperam que Dilma Rousseff mantenha as alianças de Lula, preveem que José Serra seja mais crítico com a Venezuela e o Irã.

Crise levou a câmbio geopolítico

Em linhas gerais, o informe anual concluiu que a crise financeira de 2008 provocou uma mudança das potências políticas e econômicas, abrindo espaço para países fora do eixo “ocidental” que reforçaram sua confiança quanto ao lugar que devem ocupar na comunidade internacional.

Enquanto muitos países ocidentais procuram lidar com a sensação de haver perdido poder econômico, outros do G20 e várias potências em diferentes regiões começaram a adotar posturas mais independentes com relação a sua política internacional“, apontam os peritos. Eles lembram ainda que a potencialização do individualismo na política externa é consequência do aumento da autoconfiança e também de um “sentimento de independência financeira“.

No entanto, o IISS adverte que as novas constelações geopolíticas não são fáceis de manejar através de instituições regionais ou globais. Segundo o think tank, diversos projetos estratégicos estão sendo afetados, depois que muitos países passaram a adotar suas próprias medidas para fazer frente aos desafios da segurança global e regional. Isso, concluem os peritos, aumenta os riscos de um “protecionismo estratégico”.

RR/dpa/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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