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Press TV: Os EUA praticaram bullying à política externa do Irã”

abril 5th, 2011 by mariafro
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Tendo acesso a este cablegate aqui, no qual embaixadores estadunidenses, com apoio do PIG, se esforçam como nunca para criminalizar o islamismo, entendemos as colocações do presidente do Irã.

Ahmadinejad: “Os EUA fizeram do bullying a sua política externa”
PressTV, Teerã, tradução: Vila Vudu

4/4/2011

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad disse que a verdadeira face do atual governo dos EUA apareceu bem visível quando o presidente Barack Obama não mudou as políticas de seus antecessores.

Ahmadinejad conclamou os EUA a respeitarem o direito dos povos à liberdade e à autodeterminação, e disse que a interferência em questões regionais é prática nunca alterada de vários governos dos EUA.

“Sempre são dois pesos e duas medidas naqueles governos de duas caras, os poderes que assediam, potências que praticam o bullying como se fosse política externa” – disse o presidente do Irã em conferência de imprensa nessa 2ª-feira em Teerã.

Chamou a atenção para a influência do lobby sionista, que age na política dos EUA e desconsidera até o direito de voto dos cidadãos: não importa quem os cidadãos elejam, o eleito sempre acaba acabrestado pelo lobby sionista. Disse que a melhor opção para o governo dos EUA seria restabelecer relações com o Irã, baseadas na ponderação e na justiça.

O presidente Ahmadinejad manifestou preocupação em relação à intervenção dos EUA em assuntos do mundo árabe, para tentar desviar os levantes populares na direção que mais interesse a Israel. Conclamou os países da região a levar avante as reformas democráticas e sociais que os povos exigem, seguindo antes o desejo do povo que o desejo das armas estrangeiras.

“Todos devem ter em mente que o Ocidente não visa à paz com os árabes. O Ocidente só visa a manipular o sofrimento popular em favor dele mesmo, do capital e do capitalismo” – disse Ahmadinejad. Mas manifestou otimismo: “os levantes populares derrotarão as ditaduras e os interesses do ocidente”.

Disse também que Israel é como uma base avançada, implantada no Oriente Médio, para que os EUA dominem a região. Israel jamais agiu a favor de qualquer democracia, árabe ou não. Hoje, Israel vê crescer uma onda de protesto popular que ameaça a rede de ditadores implantados no Oriente Médio pelos EUA, a serviço de Israel. “Israel sabe que seu status no Oriente Médio está hoje sob ameaça grave”.

Ahmadinejad fez esses comentários no dia em que Obama lançou sua campanha à reeleição. Para ele, um eventual segundo mandato de Obama nada mudará. Obama foi eleito porque prometeu “mudança”. Mas nada mudou ou, se mudou, mudou para pior. O mundo é hoje ainda mais instável do que foi, sob os governos anteriores. As políticas do segundo mandato não mudarão em relação ao primeiro mandato de Obama, “como o primeiro mandato de Obama nada mudou em relação aos governos do ex-presidente George W. Bush”.

“Bush saiu da vida política coberto de vergonha. Seu sucessor concluirá o mandato ainda mais coberto de vergonha. Obama mentiu nas promessas e fracassou nos feitos, disse o presidente do Irã.

Em conversa por telefone com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, antes, na mesma 2ª-feira, Ahmadinejad pediu que a ONU impeça que EUA e países europeus se imiscuam em questões regionais do Oriente Médio.

“A atitude de dois pesos e duas medidas dos governos ocidentais, em relação ao Bahrain e à Líbia, e o silêncio cúmplice que mantêm em face das atrocidades que o regime sionista comete contra o inocente povo palestino indicam o quanto as abordagens dos EUA são contraditórias. Esse tipo de intervenção só semeará mais guerra e não semeará paz alguma nem ajudará a resolver nem os nossos problemas.” O presidente do Irã manifestou ao secretário-geral da ONU a plena disposição do Irã para ajudar a resolver os problemas regionais.

 

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Quarta, 06/04, Alan Woods na USP, compareçam!

abril 5th, 2011 by mariafro
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Local: USP – Auditório da Casa de Cultura Japonesa, (próximo ao prédio da História e Geografia, na FFLCH), São Paulo, Brasil

Quando: quarta, 6 de abril · 18:30 – 21:30

Quem e o quê: Alan Woods é escritor e teórico marxista britânico. Editor do site “In Defense of Marxism” (www.marxist.com). Tem inúmeros livros publicados em mais de 10 idiomas, com destaque para o último livro sobre a Revolução Venezuelana “Reformismo ou Revolução – Marxismo e Socialismo do Século XXI: uma resposta a Heinz Dieterich” que foi recomendado pelo presidente Hugo Chávez em rede nacional de televisão na Venezuela.

O artigo de Alan Woods intitulado “A Insurreição na Tunísia e o Futuro da Revolução Árabe” publicado em mais de 10 idiomas, foi acessado por dezenas de milhares de internautas. Em janeiro e fevereiro, Alan escreveu uma série de análises diárias sobre a revolução no Egito, que foram traduzidas imediatamente ao árabe, espanhol, português, italiano, francês, alemão, grego, urdu e outros idiomas.

Agora, Alan Woods está fazendo um giro pela América Latina apresentando suas análises em conferências públicas. No final de março e início de abril estará no Brasil.

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Wikileaks: Embaixada estadunidense mobiliza o PIG para não punir quem difame religiões!!!!

abril 5th, 2011 by mariafro
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Coletivo Vila Vudu tem toda a razão: este é o cablegate mais escandaloso sobre como atua a embaixada estadunidense para desestabilizar os países, para difundir preconceitos (no caso o preconceito religioso demonizando o islamismo) e como consegue apoio de intelectuais de aluguel e de uma mídia capacho que se vende por tão pouco.

Leiam até o fim e se indignem! Vocês entenderão claramente a posição dos noblablat defendendo os bolsonaros da vida e criminalizando os que defendem os direitos humanos.

WikiLeaks: Estratégia dos EUA para engajar o Brasil na difamação de religiões
Cable 09BRASILIA1435*  Tradução: Vila Vudu

Reference ID Created Released Classification Origin
09BRASILIA1435 2009-12-22 19:07 2011-02-06 00:12 CONFIDENTIAL Embassy Brasilia

Excerto do item CONFIDENCIAL do telegrama 09BRASILIA1435

ASSUNTO:
Estratégia para Engajar o Brasil na “Difamação de Religiões”[1]

1. (C) RESUMO: A posição do Brasil na questão da “difamação de religiões” na comissão de Direitos Humanos da ONU reflete a conciliação entre as objeções do país à ideia (objeções baseadas num conceito do que sejam Direitos Humanos) e o desejo de não antagonizar os países da Organisation of the Islamic Conference (OIC) com os quais tenta construir relações e que o Brasil vê como importante conjunto de votos a favor de o Brasil conseguir assento permanente no CSONU. À luz da argumentação a favor da abstenção do Brasil, proponho abordagem de quatro braços, envolvendo aproximação com os altos escalões do Ministério de Relações Exteriores; uma visita à Brasília, para pesquisar meios de trabalhar com o governo do Brasil, nessa e noutras questões de direitos humanos; outros governos que possam conversar com o governo do Brasil; e uma campanha mais intensa pela mídia e mobilizando comunidades religiosas a favor de não se punir quem difame religiões . FIM DO RESUMO.

Contexto: “Quando Direitos Humanos e ambição de chegar ao Conselho de Segurança entram em choque”.

2. (SBU) Essa embaixada levantou várias vezes a questão dos votos do Brasil no Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores. A última vez foi com a chefe do Departamento Ministra Glaucia Gauch. O Brasil nunca discordou de um único argumento dos que apresentamos em outros encontros.

A resposta sempre foi a mesma: o conceito de difamar religiões é repugnante. Repugna aos valores e princípios do Brasil e é inconsistente com a legislação brasileira e a legislação internacional. Por isso o Brasil não pode aprovar e não votará a favor de resolução que proíbe que se puna quem difama religiões. O Brasil abstém-se de votar.

3. (C) Perguntada sobre por que o Brasil não vota contra a resolução, dado que a considera absolutamente inadmissível, Gauch respondeu que o país entende que a abstenção é suficiente. Na opinião do Governo do Brasil, o país assume posição baseada em princípios, mas também prática, porque não interessa ao país ofender os países da Organização da Comunidade Islâmica, sobretudo os mais poderosos como Iran, Egito, Turquia e Arábia Saudita, países com os quais o Brasil tenta aprofundar relações.

É opinião dessa embaixada que o que mais interessa à política externa do Brasil é conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Como resultado, o Governo do Brasil prefere não antagonizar países e grupos de países cujos votos podem ser valiosos numa futura eleição.

Abordagem de quatro braços

4. (SBU) À luz dessa realidade complicada, proponho abordagem de quatro braços no caso do Brasil, sobre essa questão. Antes de qualquer das etapas e movimentos, deve-se declarar o compromisso dos EUA com o diálogo e a cooperação, e nosso empenhado esforço para manter o Brasil como um líder e um parceiro nessa questão.

Encontros de alto nível: Ao abordar os mais altos níveis do Ministério de Relações Exteriores, é essencial persuadir o Brasil a mudar seu voto e a trabalhar conosco a favor da “Difamação de Religiões”, até chegarmos a uma solução de conciliação. Telefonema da Secretária de Estado dos EUA ao Ministro Amorim das Relações Exteriores, logo depois da recente carta enviada por ela, demonstraria a importância que os EUA damos a essa questão. Também se deve abordar o vice secretário-geral do MRE ministro Antonio Patriota; e o subsecretário Burns deve abordar a subsecretária para assuntos políticos, embaixadora Vera Machado (que supervisiona questões de direitos humanos e política das organizações internacionais), o que muito ajudaria a aumentar a importância do tema na cabeça dos brasileiros (sic). (grifos nossos)

Só as abordagens nos níveis inferiores dificilmente conseguirão modificar a abordagem “em cima do muro” [orig. Brazilbs hands-off approach] dos brasileiros sobre o assunto.

Um Diálogo sobre Direitos Humanos: Uma visita dedicada exclusivamente a essa questão, seria, na minha opinião, de pouco efeito, porque o Brasil aceita as premissas de nossa objeção. Ao mesmo tempo, uma discussão mais detalhada dos nossos pontos de vista e de nosso plano de ação, com níveis operacionais e político do MRE seria valiosa.

A abordagem mais efetiva (e, no longo prazo, mais valiosa para os interesses mais amplos do Governo dos EUA) poderia incluir a questão atual na pauta de um novo diálogo regular sobre direitos humanos, ideia que o próprio MRE (pelo emb. Patriota) (grifos nossos) propôs recentemente. O contexto mais amplo de um esforço para trocar ideias e para encontrar vias pra trabalharmos mais próximos do Governo do Brasil no campo dos direitos humanos nas organizações internacionais (tratando também, talvez, de outras das preocupações dos países chaves, incluindo o Irã e a Coreia do Norte, questões sobre as quais o Brasil sempre se abstém) criariam um fórum ideal para discussões e para conseguir que o governo do Brasil apóie o plano de ação proposto pelos EUA. Essa abordagem ampla seria atraente para os brasileiros, interessados em construir parcerias com os EUA, que ajudarão a validar o desejo de que o Brasil passe a ser visto como líder internacional. Essa abordagem seria mais bem recebida que abordagem focada, dirigida só à questão da difamação de religiões.

Abordagem por outros países: Desde que chegou ao cenário internacional, o atual governo do Brasil tem tido grande cuidado para não alinhar suas políticas às políticas dos EUA. O Brasil tem em alta conta o que considera como sua posição “de ponte” entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos, por causa de sua disposição de falar com todos os países. Minha opinião é que essa posição tende a limitar o peso das opiniões dos EUA dentro do Governo do Brasil. (grifos nossos). Porque o Brasil vê-se ele mesmo como se fosse líder no bloco dos países latinoamericanos, esses países pouco conseguirão influenciar as ideias do governo do Brasil. O mais provável é que ouçam outros países que consideram ‘independentes’ [aspas no orig.] dos EUA, como África do Sul, Rússia, China, Índia e França.

Ganhar o apoio para nossa posição de alguns membros da Organização da Conferência Islâmica, especialmente do Egito, Turquia e outros ‘independentes’[aspas no orig.] influentes seria muito importante para que consigamos influenciar o voto do Brasil a favor da difamação das religiões. Em geral, abordagens feitas por qualquer outro país que apóie ação proposta pelos EUA servem como prova da natureza colaborativa de nossos esforços e podem ser úteis. (grifos nossos)

Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras: Até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões. Mas o Brasil é sociedade multirreligiosa e multiétnica, que valoriza a liberdade de religião. Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. PauloO Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. (grifos nossos)

Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. (grifos nossos). Visitas ao Brasil, de altos funcionários do governo dos EUA seriam excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira. Outra vez, especialistas e funcionários de outros governos e países que apóiem nossa posição a favor de não se punir quem difame religiões garantiriam importante ímpeto aos nossos esforços.

Essa campanha também deve ser orientada às comunidades religiosas que parecem ter influência sobre o governo do Brasil, quando se opuseram à visita ao Brasil do presidente Ahmadinejad do Irã, em novembro. Particularmente os Bahab e a comunidade judaica, expandidos para incluir católicos e evangélicos e até grupos indígenas e muçulmanos moderados interessados em proteger quem difame religiões [sic]. [assina] KUBISKE


*Cabeçalho omitido, a íntegra do telegrama não está disponíve, tradução de trabalho, não oficial, para finalidades didáticas.
[1] Há matéria da Reuters sobre o assunto, de seis meses antes desse telegrama, aqui, onde se lê: “Um fórum da ONU aprovou ontem resolução que condena a “difamação de religiões” como violação de direitos humanos, apesar das muitas preocupações de que a condenação possa ajudar a defesa da livre expressão em países muçulmanos (sic)” [NTs].

 

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Perseguidos pela emissora, funcionários da afiliada da Globo em Sergipe protestam

abril 5th, 2011 by mariafro
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Ontem no twitter, sergipanos denunciaram a perseguição contra os funcionários na afiliada da Globo:

[blackbirdpie url="http://twitter.com/Mahtchelo/status/54895242939338752"]

Abaixo notícia do Infonet sobre a paralisação:

Funcionários da TV Sergipe fazem paralisação
O motivo do protesto é a perseguição contra os funcionários e várias demissões realizadas nos últimos meses

Do Infonet

04/04/2011

Funcionários fazem manifesto em frente a emissora (Fotos: Portal Infonet)

Funcionários de todas as áreas da TV Sergipe fizeram uma paralisação em frente à emissora na manhã desta segunda-feira, 4. O motivo do protesto é a perseguição contra os funcionários e várias demissões realizadas nos últimos meses. Para marcar o início do protesto, o telejornal Bom dia Sergipe não foi ao ar esta manhã.

Segundo o mobilizador da paralisação, Dida Araújo, os funcionários da TV Sergipe estão sofrendo maus-tratos pelo novo diretor Paulo Siqueira. “Ele chegou aqui dizendo que iria arrumar a empresa e que os acionistas queriam ver as ‘verdinhas’. Na verdade, ele está acabando com a emissora, diminuindo o número de funcionários, cortando quadros da programação e proibindo criações”, afirmou.

Dida Araújo diz que funcionários estão sendo perseguidos.

Dida contou ainda que os programas Viva Esporte, Levanta Poeira, São João da Gente e Terra Serigy seriam cortados da programação, porque Paulo Siqueira não quer gastar com esses quadros.

George Washington, presidente do Sindicato dos Jornalistas, descreveu o ato como legítimo, realizado por profissionais que tiveram coragem de botar o manifesto em prática a fim de serem ouvidos. “Há muito tempo o sindicato vem lutando em prol destes trabalhadores. Desde o ano passado que a TV enfrenta demissões e perseguições por conta deste gestor. Vamos conversar com os principais acionistas da TV, D. Lourdes, Albano e Ricardo Franco para passar tudo o que tem acontecido na emissora, pois eles precisam entender que é preciso valorizar o que é de Sergipe, pois além de tudo ele está sendo contra a cultura sergipana”, relatou.

O presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, falou que Paulo Siqueira vem perseguindo os funcionários da TV, inclusive os sindicalizados. “Estamos lutando desde junho do ano passado, mas até o momento não obtivemos resultados”, disse.

Os sindicatos dão apoio a paralisação

Dida Araújo informou ainda, que se não houver acordo com os acionistas da TV Sergipe a paralisação vai continuar durante todo o dia.

Os profissionais da TV Sergipe têm o apoio do Sindicato dos Jornalistas, do Sindicato dos Radialistas, da CUT, da Associação Movimento Salve além de quadrilheiros que se concentraram em frente a TV esta manhã.

A equipe de jornalismo do Portal Infonet tentou por diversas vezes falar com a diretoria da TV Sergipe por telefone, mas não obteve êxito.

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