Maria Frô

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Concurso de ogrices na grande mídia: inscrições abertas

julho 25th, 2010 by mariafro
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Deve ter um concurso interno na grande mídia entre Veja, Folha e O Globo para ver quem diz mais bobagens, quem vence Demóstenes Torres em relação a manipulação da história da escravidão no Brasil e das lutas negras em nosso país.
Segue mais um exemplo, retirado do Tijolaço que faz a crítica a mais um porco-jornalismo que distorce a história em benefício da manutenção do status quo da minoria branca e privilegiada.

O racismo de O Globo, do Tijolaço

domingo, 25 julho, 2010 às 15:36

Pode-se discutir uma política de cotas no ensino. Pode-se discutir se essa é a maneira mais eficiente de buscar equilíbrio de oportunidades num país que tem na divisão social a marca da herança escravagista. Agora, é repugnante que um jornal como O Globo, em seu editorial de hoje,  negar até que tenha havido racismo no Brasil, sob o argumento de que na nossa sociedade miscigenada até negros foram donos de escravos e chamar os movimentos de afirmação da cultura negra de “falanges racialistas”, francamente, é assumir o padrão “Da Costa” de debate político.

É uma mistificação dizer que até os EUA estão “relativizando” a pol´tica de ações afirmativas para os negros e que, por isso, o Brasil estaria na contramão da história. Ora, eles podem estar até atenuando certas políticas, porque tiveram mais de três décadas de ações afirmativas para os negros que, embora ainda estejam na parcela mais humilde da população americana, ao lado dos latinos, já conseguiram, até, ter um deles como presidente da República.

Ontem mesmo o jornal publicou uma matéria mostrando que, entre os pobres, a chance de uma criança não superar o baixo grau de instrução de seus pais  é de cerca de 60%. Então, é legítimo dizer que, sem políticas de estado que os insira na competição, a identidade entre ser negro, ser pobre e ter baixo nível educacional persista no Brasil.

Como disse, é perfeitamente saudável discutir qual a forma que devem assumir as ações afirmativas em nosso país e, com todos os defeitos que se possa apontar, a política de cotas foi a única coisa que já se fez neste sentido. Se é preciso modificá-la, que haja o debate. Mas, francamente, o que se quer em lugar dela é o nada, a eternização das diferenças de oportunidade.

A elite brasileira faz assim. Diz que não pode haver tratamento discriminatório de espécie alguma. Mas só quando é para proteger os mais pobres. Quando a discriminação – real, objetiva, concreta – se dá pelo poder econômico isso é democracia, é a “lei do mercado”.

Ou então que o “tratamento diferenciado” aos nossos irmãos negros continue a ser dado apenas no setor onde já é tradicional: nas batidas policiais.

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Grupos de Extermínio em São Paulo: Impunidade

julho 23rd, 2010 by mariafro
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Quem vê o Brasil de fora acha que o Rio de Janeiro é o estado mais violento do mundo.  O Rio tem uma polícia que mata, Salvador, Recife e outras capitais estão na lista de cidades violentas e cuja polícia é igualmente violenta.  Mas e São Paulo?

Vejo a campanha do candidato José Serra reforçar o discurso no tom da Segurança Pública. O ex-governador de São Paulo promete até a criação de um Ministério da Segurança Pública.

O Estado de São Paulo é governado há 16 anos consecutivos pelos tucanos e ,em 2006, vivemos dias de horrores, reféns dos ataques do PCC e, logo depois uma nova temporada de horror com a repressão policial que matou quem tinha culpa no cartório e quem não tinha.

Para refletirmos sobre a distância do discurso e da prática, destaco a primeira reportagem sobre a situação da Segurança Pública na Baixada Santista, região do litoral do estado de São Paulo.
Grupos de extermínio matam com a certeza da impunidade
As investigações indicam a participação de policiais militares em chacina na Baixada Santista Até agora, foram presos 23 PMs suspeitos de envolvimento nas mortes do litoral.
Por: Tatiana Merlino, da Caros Amigos

Quem vai comprar cigarro com o Chimiro sou eu, diz Marcos Paulo. – Nem vem… Eu que vou, retruca o rapaz. Depois de muita discussão, Marcos Paulo pega o capacete e monta na garupa da moto do amigo de infância: “Eu é que vou”, diz, decidido. O trajeto do Bar Paradinhas, no bairro de Catiapoã, em São Vicente, até o local onde os rapazes querem comprar cigarro, não é longo. Àquela hora da madrugada, véspera de feriado de Tiradentes, seria ainda mais rápido. Logo estariam de volta ao bar, onde outros amigos da turma o esperavam.
Erich, de 21 anos, conhecido como Chimiro pelos amigos, dirige a moto, e Marcos Paulo, de 18, vem à garupa. A moto vira na rua Pérsio de Queiroz Filho e, antes de chegar no meio da primeira quadra, duas motos vêm em direção aos rapazes. Cada uma delas com dois homens. Na esquina, um carro preto, modelo Siena, bloqueia a passagem. Ao serem abordados por um dos homens da moto, os jovens tiram os capacetes e mostram as identidades. Marcos Paulo é o primeiro a ser atingido. Ele tenta se defender. Levanta e cruza os braços para se proteger das balas. Em vão. Ele é atingido por mais de dez disparos no peito, orelha esquerda, cabeça, ombro, costas, braços e pernas. Na sequência, Erich leva três tiros: mão direita, tórax e pescoço.
Horas antes, Marcos Paulo saía de casa de bicicleta para encontrar os amigos num bar. Às 23h, falou com a mãe, Flávia, ao telefone. “Não saia hoje, não, meu filho”. “Ah, mãe, hoje é véspera de  feriado”, respondeu o rapaz. Do bar, Marcos Paulo foi a uma festa com amigos e, depois, todos foram ao Paradinhas. Flávia fazia plantão na enfermagem de um hospital de Santos quando recebeu, pouco depois das 4 horas da manhã, um telefonema: “O Marcos Paulo levou um tiro”, ouviu da irmã. A enfermeira seguiu até o Centro de Referência em Emergência e Internação (Crei) de São Vicente, para onde o rapaz teria sido levado. “Ninguém deu entrada aqui com esse nome”, ouviu, chegando ao hospital.
– Como ninguém foi buscá-lo? Ele foi baleado!
– Acho que não tinha transporte, senhora.
A mãe de Marcos Paulo seguiu para o local do crime. Lá, encontrou o corpo do filho no chão, coberto por um lençol. – Pode mexer nele, mãe –, Flávia ouviu de um policial militar – Como? Eu não posso mexer. Quando é assassinato, ninguém pode chegar perto, e vocês ainda não fizeram perícia. Marcos Paulo Soares Canuto e Erich Santos da Silva estão entre as 22 pessoas que foram mortas na Baixada Santista (SP), no período entre 18 e 26 de abril, após o assassinato do soldado da Força Tática Paulo Rafael Ferreira Pires, em Vicente de Carvalho, no Guarujá, no dia 18.
Os principais suspeitos dos assassinatos são policiais militares que integrariam um grupo de extermínio. O modus operandi das ações são semelhantes às ocorridas em maio de 2006. “A relação entre a série de crimes de 2006 e os de 2010 é que ambos foram cometidos na sequência de mortes de policiais por grupos de extermínio com indícios de serem formados por policiais, com pessoas encapuzadas ocupando uma moto, acompanhadas de um carro, usando mini metralhadora e com recolhimento dos projéteis logo depois, desconfigurando a cena do crime”, acredita o defensor público do Estado Antonio Mafezzoli.
Até o fechamento da edição, 23 policiais da Baixada Santista haviam sido presos administrativamente. Eles são suspeitos de fazer parte do grupo de extermínio conhecido como “Ninjas” que matou 22 pessoas no litoral paulista. Caso haja evidências da participação desses policiais nas mortes, a Corregedoria pode pedir a prisão temporária dos acusados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Projéteis recolhidos
A reportagem da Caros Amigos teve acesso aos Boletins de Ocorrência (BOs) de cinco vítimas de São Vicente (quatro óbitos e um sobrevivente) e oito de Vicente de Carvalho, no Guarujá – seis mortes e duas tentativas. Na maioria deles, constava a informação de que “não foram arrecadados cartuchos ou projéteis [para perícia]” e, também, que as vítimas foram abordadas por indivíduos encapuzados. Embora os representantes das Polícias Civil e Militar tenham considerado a possibilidade da participação de policiais nos assassinatos de abril, os crimes ainda não foram esclarecidos.

Tatiana Merlino é jornalista
tatianamerlino@carosamigos.com.br

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Está no ar o site colaborativo da população de rua: Fala, Rua!

julho 23rd, 2010 by mariafro
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Recebo a excelente notícia de que o Movimento Nacional da População de Rua agora tem um portal na rede! Compartilho-a.

A população que vive nas ruas agora tem o seu próprio canal de comunicação. É o FalaRua. Muitos de vocês já devem conhecê-lo, mas nunca é demais enfatizar as ferramentas deste novo Portal.

Ele traz informações sobre o MNPR, notícias, artigos, agenda, vídeos e publicações que tratam do processo de organização da população de rua, as iniciativas de políticas públicas, informações sobre violações de Direitos, cultura da rua, entre tantos assuntos.

No Portal você poderá encontrar também informações detalhadas sobre o andamento do Projeto de Capacitação e Fortalecimento da população em situação de rua. Confira aqui.

Para além de ser um espaço de convergência de conteúdo, o Portal foi pensado como uma ferramenta capaz de contribuir com o fortalecimento do movimento nacionalmente, facilitando a integração e articulação do MNPR.

Para isso foi criada a Comunidade FalaRua. Para participar basta entrar no menu Comunidade e fazer seu cadastro. Automaticamente serão gerados seu login e senha para participar. Toda pessoa em situação de rua, que possui trajetória de rua, gestores públicos ou pessoas interessadas na questão podem participar.

Depois de cadastrado, você pode criar sua própria página na comunidade, personalizá-la com suas informações, fotos etc. Além de participar do chat com outros membros da Comunidade e de fóruns de debate. Aliás, se quiser sugerir algum tema para o fórum é só mandar sua sugestão para contato@falarua. org.

E claro, o Portal funcionará com a coloboração de todos. Mande para populacaorua@ yahoo.com. br textos, vídeos, publicações e também sugestões.

Chegou a hora de a população em situação de rua ter voz. Vamos nos apropriar do Portal.

Fala, Rua!!!

Equipe do Portal

Anderson Lopes Miranda – Coordenador Nacional.
Movimento Nacional da População de Rua

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Trabalho análogo à escravidão: 80 Empresas fora da lei

julho 22nd, 2010 by mariafro
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Atenção para a lista de empresas que não respeitam as exigências para a erradicação do trabalho análogo à escravidão no Brasil. Elas podem não se utilizar de mão de obra escrava, mas podem realizar negócios com aquelas que se utilizam.

Por que elas foram excluídas? Elas não responderam, desde dezembro de 2009, a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação. Elas foram alertadas mais de uma vez sobre a importância do cumprimento desta etapa.

Erradicar o trabalho escravo no Brasil deve ser compromisso de todos.

Empresas são excluídas do Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo

Comitê divulga lista de empresas excluídas por não terem cumprido com suas obrigações no processo de monitoramento do acordo

20/07/2010

Repórter Brasil

O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo divulgou uma lista de empresas excluídas de sua relação de signatárias. O motivo da exclusão foi o não cumprimento de obrigações no processo de monitoramento do acordo. As empresas abaixo relacionadas não responderam a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação, desde dezembro de 2009, tendo sido alertadas mais de uma vez sobre a importância do cumprimento desta etapa.

Confira abaixo a nota divulgada pelo Comitê de Coordenação e Monitoramento:

O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo tem como missão envolver e dar subsídios para que o setor empresarial e a sociedade civil atuem no combate a esse crime contra os direitos humanos. Hoje, ele congrega mais empresas e associações, cujo faturamento equivale a mais de 20% do Produto Interno Bruto Nacional, que se comprometem a não fazer negócios com quem se utiliza dessa prática. A decisão foi tomada após deliberação do Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que tem o objetivo de zelar pelo cumprimento desse acordo.

As empresas abaixo relacionadas não responderam a Plataforma Digital de Apoio e Monitoramento, parte essencial do processo de verificação. As instruções de como completar o questionário e os códigos de acesso ao sistema foram encaminhados a todos os signatários do Pacto Nacional em dezembro de 2009 por correio e e-mail. Em 15 de janeiro de 2010, o Comitê de Coordenação e Monitoramento enviou um novo alerta.

No dia 29 de janeiro, mais um aviso foi feito pelo site do Pacto. No dia 08 de fevereiro, foi disponibilizada no site do Pacto Nacional uma “lista de atenção”, com a relação dos inadimplentes bem como uma solicitação para que entrassem em contato com o Comitê o mais breve possível. Em 08 de março de 2010, o Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional suspendeu essas empresas e as comunicou por escrito que, a partir daquela data, teriam 90 dias para regularizar a situação, caso contrário seriam retiradas do acordo em definitivo. Mas, infelizmente, durante esse período, essas empresas continuaram ignorando os apelos para participar do monitoramento. Todo o processo obedeceu ao que está previsto no Código de Conduta do Pacto Nacional.

O cumprimento das obrigações do monitoramento é fundamental para a continuidade do compromisso pelo combate à escravidão. Sem transparência e sem prestar contas à sociedade, é impossível construir processos de responsabilidade social sustentáveis e que tenham credibilidade pública. Por isso, as empresas estão sendo excluídas do acordo em definitivo.

Atenciosamente,

COMITÊ DE COORDENAÇÃO E MONITORAMENTO DO PACTO NACIONAL

PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

Instituto Observatório Social

ONG Repórter Brasil

Organização Internacional do Trabalho

Lista de empresas excluídas:

ABCRED – Associação Brasileira dos Dirigentes de Entidades Gestoras e Operadoras de Microcrédito, Crédito Popular Solidário e Entidades Similares

ABOI – Consultoria

Advocacia Grassi

Agência Sherlock Holmes Investigações

Aisha Consultoria

Ampla Energia e Serviços S/A

Apex Brasil

ARAM Cursos e Planejamento

Arantes Alimentos Ltda

Arizona – Gráfica

Arno S/A

Assessoria Educacional Recanto do Saber

Associação Brasileira de Preservadores de Madeira

Associação Pestalozziana do Conhecimento

Benagri Agrícola Ltda.

Benalcool Açúcar e Álcool S/A

BT Consultoria

BTE – Brasil Transportes Executivos

Canaã Alimentos Ltda

CHESF – Cia. Hidroelétrica do São Francisco

Civitas – Consultoria

Coelce – Companhia de Energia Elétrica do Ceará

Comgás

Conexão Social Organização e Gestão Empresarial

Consulte – Consultoria e Assessoria em Relações Governamentais Ltda

Cormeq Agropecuária e Comércio Ltda

Dindinhos Turismo

E2 Educação e Eventos

Ecos Bio – Engenharia e Estudos Ambientais

Editora Montag Ltda

Editora Panorama Ltda – ME

Fazenda São Luiz

Federação das Indústrias do Paraná

Federação das Indústrias do Rio de Janeiro

Folha do Taquaral

Freeway Brasil

Frical Frigorífico Ltda

Frigorífico Frimat

Frigorífico Silva Indústria e Comércio

Frigorífico Vale do Guaporé S.A.

Frigorífico Vangélio Mondelli Ltda.

Gabarito de Marketing Editorial

Iandê – Inovação e Desenvolvimento Sustentável

IBGS – Instituto Brasileiro de Gestão Sustentável

Imobiliária Estrella

IMPA – C&T

Interativa Informática Ltda

Intercade – Centro Internacional

Instituto Neo Pesquisa e Desenvolvimento

JA Narciso Brindes ME

José Ruy

Juína Frigorífico Ltda

Midiavix Comunicação Ltda

Mundo Azul

Nassan Engenharia Ltda

News Empreendimentos e Construções Ltda

Newswire Comunicação Ltda.

Nova Carne Ind. de Alimentos

Nutrimental

PATRI – Relações Governamentais e Políticas Públicas

PPP Associados Ltda

Projel Engenharia Especializada Ltda

Rodopa Exportação de Alimentos e Logística Ltda

Rodovias das Colinas

Roseservice

SIMPI – Sindicato das Micro e Pequena Indústrias

Sistema Nova Mensagem de Comunicação

SSB – Selos de Segurança do Brasil Ltda

Statoil do Brasil Ltda

Susa Ind. Ltda

Synergia Consultoria Urbana e Social

Ticket Serviços S/A

Translogistics Consultoria

Tribal

Unimed Litoral

Unisuam

Vandilson Joaquim de Souza – Comércio de Material Esportivo

Wessel Culinária e Carnes Ltda.

Winsdata Sistemas de Inf. e Automação

WTG – Promotora de Vendas Ltda

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