A nota abaixo do ISA respondendo à revista Veja foi indicação do blogueiro Marcio Ramos.
Quanto a mim, minha proposta continua de pé: deveríamos processar todas as SECOMs que empregam dinheiro público em meios que disseminam preconceitos. Deve ter algum mecanismo constitucional que proteja o cidadão brasileiro de ter de financiar uma mídia leviana que faz política partidária para defender interesses do Capital criminalizando sempre as lutas sociais.
ISA divulga nota em resposta à Veja
Fonte: Instituto Socioambiental ISA
Em sua última edição, de 15/5, revista acusa o ISA de financiar, incentivar e viabilizar a ocupação pelos índios Munduruku do canteiro de obras de Belo Monte. O ISA refuta a afirmação e reforça ser solidário à luta dos povos indígenas para assegurar seus direitos constitucionais.
“Em relação à reportagem Índio quer tumulto, publicada na edição de 15/5 da revista Veja, o Instituto Socioambiental (ISA) vem esclarecer que, ao contrário do que foi ali afirmado, não incentivou e nem financiou ou ajudou a viabilizar a ocupação realizada pelo povo Munduruku e outras etnias no canteiro de obras da UHE Belo Monte. A acusação é leviana e desvia a atenção da questão central. Os Munduruku estão exigindo os direitos que lhe dão a Constituição brasileira e a Convenção 169 da OIT, da qual o Estado brasileiro é signatário. Eles demandam um processo regulamentado de consulta prévia e informada sobre as hidrelétricas que o governo pretende construir no rio Tapajós. O Instituto Socioambiental é solidário à demanda dos Munduruku e fez uma cobertura jornalística séria dos acontecimentos. Acreditamos que a consulta prévia e informada é um instrumento fundamental de proteção dos direitos dessas populações e de identificação, avaliação e planejamento de impactos socioambientais que historicamente são ignorados e quando eclodem no decorrer da obra são tratados de forma marginal.
Impressão minha ou a Folha de São Paulo na ~matéria~ abaixo vende a ideia de que o fato da Caixa Econômica Federal antecipar o pagamento do bolsa família seria equivalente a cancelar o programa?
A antecipação do pagamento jamais criaria caos, mas um boato organizado por telemarketing aterrorizando as pessoas o criou. Qual seria a responsabilidade do Governo Federal se de algum modo a antecipação do pagamento pela Caixa ter sido usado para reforçar o boato? Ser ruim de comunicação?
Por acaso a Folha acha que a presidência da CEF está associada à quadrilha criminosa que ao agir com a boataria contra o programa bolsa família provocou o caos imediato objetivando desestabilizar o governo?
Comentário do publicitário Maurício Machado:
”A Folha descobriu essa mudança no calendário, negada durante toda a semana pela Caixa, por meio de uma dona de casa da região metropolitana de Fortaleza.” Como assim? A Polícia Federal não foi envolvida para apurar? Só uma dona de casa? Esse detalhe já é suficiente para provocar desconfiança sobre a matéria! Estão blindando alguém!
Caixa alterou Bolsa Família na véspera de boato sobre programa
AGUIRRE TALENTO, DE FORTALEZA
DANIEL CARVALHO, DE SÃO PAULO
25/05/2013 (via Facebook)
Um dia antes do início dos boatos que causaram filas e tumultos em 13 Estados brasileiros, a Caixa Econômica Federal alterou, sem aviso prévio, todo o calendário de pagamento do Bolsa Família.
Todos os benefícios, em um total de R$ 2 bilhões, foram liberados de uma só vez nas contas das 13,8 milhões famílias atendidas.
A informação, confirmada pela Caixa ontem, contraria a versão que o banco estatal vinha divulgando desde o início do caso.
A liberação de todos os benefícios se deu na sexta-feira da semana passada, dia 17. No dia seguinte, movidas por boatos sobre o fim do programa e um suposto pagamento extra pelo Dia das Mães, entre outros, milhares de pessoas foram a agências para sacar o benefício.
Mudança
O tumulto -que incluiu depredação de caixas eletrônicos- levou petistas a acusar a oposição de estar por trás dos boatos sobre o fim do programa.
Segundo a regra oficial, o pagamento do Bolsa Família é feito de forma escalonada, seguindo a ordem do último número no cartão. Em maio, por exemplo, aqueles com cartão de final “1″ receberiam o pagamento a partir do dia 17, e, assim por diante, até os com o final “0″, no dia 31.
A Folha descobriu essa mudança no calendário, negada durante toda a semana pela Caixa, por meio de uma dona de casa da região metropolitana de Fortaleza.
Diana dos Santos, 34, do município de Caucaia, apresentou à reportagem comprovante do saque do benefício na sexta-feira, o que mostra a antecipação do pagamento em 12 dias.
“Recebo Bolsa Família há anos e nunca pagaram antecipado. Aí achei estranho, mas fiquei feliz e peguei o dinheiro. Acho que outras pessoas também conseguiram receber antecipado, foram avisando aos conhecidos e virou essa confusão”, disse.
Confrontada pela Folha a Caixa mudou a versão oficial. Afirmou que, por causa de ações em busca de “melhorias no Cadastro de Informações Sociais”, o banco “optou por permitir o saque pelos beneficiários independentemente do calendário individual” na sexta-feira, dia 17.
A Caixa disse que antecipou o benefício em outras ocasiões, como em calamidades, e disse que não informou os beneficiários sobre essa antecipação do pagamento.
Carro-chefe social da gestão petista, o Bolsa Família tem orçamento anual de R$ 23,95 bilhões. Cada família recebe R$ 151,09 em média.
Ainda no domingo, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família, divulgou nota para negar o fim do programa e afirmar que o calendário de pagamentos estava mantido.
No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff chamou de “criminoso” e “desumano” o responsável pelos boatos. Dois dias depois, o ex-presidente Lula associou a boataria a “gente do mal”.
Após ordem do governo, a Polícia Federal começou a investigar a história. Entre os casos investigados, estão o de pessoas que dizem ter recebido ligações com gravação eletrônica falando sobre o fim do programa.
A greve é um direito de todo trabalhador, mas a greve em setores públicos geralmente vitimiza aqueles que mais dependem dos serviços públicos: os que mais precisam ficam sem acesso à saúde, à educação quando servidores de hospitais e escolas resolvem exercer o seu direito de protestar. Sem envolver a população nesta luta, os grevistas só conseguem mais antipatia da população.
Particularmente acho que deflagrar uma greve após 4 meses do início do mandato de um prefeito que vem mostrando disposição gigantesca para o diálogo desde que assumiu a prefeitura de São Paulo não é uma estratégia que me pareça ser bem sucedida e que consegui apoio da população.
É estranho também um prefeito que já sentou pra falar com ambulantes, sem terra, juventude, movimentos culturais etc esteja sendo intransigente com os professores. Algo está errado aí.
E a greve tem sujeitos respeitáveis em lados opostos: o professor Rodrigo Ciriaco, historiador, um dos idealizadores do projeto Mesquiteiros, fez o vídeo abaixo, organiza twitaços e usa seu facebook para uma campanha dura contra Haddad e em defesa da manutenção da greve, segundo ele #naoexisteeducacaoemSP
Do outro professores e coordenadores petitas como @mimfoi e professor Matias Vieira que argumentam que a greve é partidária e só tem como objetivo desestabilizar o governo de Haddad. Segundo @mimfoi, um movimento liderado por um presidente de sindicato do PPS, e uma “oposição ensandecida” do PSTU e do PSOL.
Por: Matias Vieira
Companheiros e companheiras, educadores e educadoras da cidade de São Paulo.
Estou no Sinpeem deste 1992, acompanhei todas as lutas sindicais por melhorias salariais, condições de trabalho e avanços na qualidade social da educação.
Nesta greve da rede municipal, assumi a defesa do governo por achar INOPORTUNO o momento da greve e também por acreditar que tenho uma opção política e militância partidária e não oportunista.
Fui vaiado duas vezes por defender o encerramento da greve e agora vejo que tinha minhas razões partidárias e de reversão do quadro educacional sofrido que ficou a educação após 8 anos de Serra/Kassab e os 20 anos de sustentação do PSDB no governo do estado, e, para muitos, todos sabemos o que significa para São Paulo e para o Brasil.
Nestes 8 anos em que esta dupla governou, avançou em toda a rede a terceirização da vigilância, da limpeza e cozinha. Criou-se escolas polos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), fechamento de várias salas de aulas, o programa de prevenção da violência nas escolas abandonado, os GCM foram cuidar dos ambulantes, a Saúde do professor só piorou e o ensino também.
Não vi nestes 8 anos nenhuma Marcha Cívica sendo convocada pelo sindicato, nas reuniões de RE tinha que defender minhas idéias em um minuto, em nenhum destes governos foi concedido reposição de inflação nos 4 primeiros meses de governo e nenhuma luta foi tão defendida, inclusive com setores que nunca fizeram greve (Aprofem, apoio de supervisores e pessoas que nunca se manifestaram nas greves).
Hoje, o Comando de greve, composto pelo PSTU, PSOL e a Diretoria do Sindicato se alinharam e querem derrotar 4 meses de governo. Um governo que enfrentou a truculência da PM na ocupação no Jardim Alto Alegre, evitando o 2° Pinheirinho e assumiu construir 20.000 moradias no centro de São Paulo.
Um governo que trata o funcionalismo público, nível básico e médio, com recuperação salarial entre 80% e 42%, saindo do salário de R$ 447,00.
Um governo que apresenta uma pauta de negociação de melhorias das condições de trabalho na mesa de negociação.
Um governo que cumpre um mau acordo feito e aprovado pela Diretoria do Sindicato, ajustando milhares de professores na mesma faixa salarial (piso) por 4 anos, até 2014.
Depois disso tudo, ter encerrado uma greve em andamento da categoria no governo Kassab, ter um presidente de Sindicato que foi vereador da base do governo e continuou na presidência do sindicato todo esse tempo, conduzindo a categoria.
Estou assumindo publicamente, ser contra a greve e vou defender as negociações com o governo Haddad.
Muito obrigado a todos e todas, amigos/as.
Toda greve é política, mas não necessariamente partidária. Esta me parece mais partidária que outras, porque o PPS não é um partido com história de luta nas bases, era e é aliado dos adversários políticos do PT. Mas o PT é governo e sabe que não tem o monopólio das lutas. E é exatamente por isso que não consigo entender onde está o ruído de comunicação que impede que o prefeito ouça efetivamente e fale à categoria.
Carimbar Haddad como um político intransigente pode ter algum efeito no discurso do embate da categoria em greve e nos rituais da luta, mas não tem pé na realidade. Haddad vem mostrando uma inteligência política muito acima da média. O que emperra esta negociação?
Espero que os professores participem ativamente do movimento e avaliem a condução que suas lideranças (reais e burocráticas) estão dando à greve para que possam escolher qual é o melhor caminho: se tem força política pra pressionar o governo e ampliar conquistas ou se estão mais uma vez contribuindo com um líder sindical que era vereador da base do prefeito Kassab e ano passado encerrou a greve de modo arbitrário passando por cima dos professores.
Espero que a militância petista que orgulhosamente defende uma administração que vem se mostrando aberta ao diálogo, progressista e que está empenhada em ampliar a cidadania aos moradores desta cidade mantenha o debate político em alto nível e reconheça o direito do PSOL e PSTU divergirem, afinal há militantes petistas em greve, assim não me parece um bom caminho reduzir o movimento a uma luta exclusivamente partidária, desqualificando as lideranças do PSOL e PSTU. Do mesmo modo, as lideranças do PSOL e PSTU ao igualarem Haddad a Kassab e Serra despolitizam e infantilizam o movimento e não me parece que este seja o caminho mais produtivo para mostrar à sociedade a importância da greve dos professores.