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Haddad, o prefeito da civilidade, conseguirá humanizar a bárbara elite escravocrata paulistana?

setembro 18th, 2014 by mariafro
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Ontem, Diego Casaes (Avaaz) perguntou-me quem eu chamaria para falar na Caminhada sobre o Clima, megaevento mundial com participação de inúmeros sindicatos, centrais e movimentos sociais: “Quem deve falar ao público? Quem deve transmitir a mensagem de que o futuro vale a pena?!”
Respondi a ele: Fernando Haddad, o prefeito mais cidadão do planeta, que tenta de toda maneira fazer os bárbaros coxinhas entenderem que é possível caminhar, andar de bicicleta de modo seguro e priorizar transporte coletivo sem que o mundo acabe. Que uma cidade para todos é uma cidade mais humana para o planeta inteiro, que Sampa do jeito que está vai implodir. Daí me deparo com o texto da Aina que deixa bem claro isso:

Haddad e a lógica dos privilégios

Por Aina Cruz, BrasilPost

16/09/2014

FERNANDO HADDAD

 Esses dias, nessas minhas idas à cidade de São Paulo, conversando sobre a vida com M., uma grande amiga, ela me contou do quanto a coisa estava difícil por lá e do quanto ela estava apavorada com a possibilidade do racionamento de água. Minha amiga estava, na verdade, em pânico com a possibilidade de ter de conviver com os dejetos de outrem no trabalho e em casa, já que divide o apartamento com mais duas pessoas. Eu apenas escutava e achava compreensível aquele mal-estar.

Então, não sei explicar como e nem por que, mas nossa conversa foi assumindo acepções políticas e encontrei minha amiga totalmente inconformada com o fato de nossa amada cidade cinza rejeitar e desaprovar a administração do prefeito Haddad e, em contrapartida, desejar a reeleição do atual governador do estado. Ela discorria continuamente sobre as ciclovias, o corredor de ônibus e comparava essas iniciativas louváveis aos feitos do atual governador. Por fim, já completamente desesperada, ela olhou para mim com seus olhos nipônicos e expressivos e disse: “por que essas pessoas querem isso, Ni!?”

Como a nossa profissão é teorizar sempre muito sobre tudo aquilo que não compreendemos, assim nasceu a teoria das exclusividades, que, estou certa, é o que justifica a incansável perseguição da elite paulistana ao atual e, na minha opinião, admirável prefeito da cidade.

Ora, em São Paulo sempre foi assim: quem podia pagar, se divertia, chegava no horário, e com folga, aos seus compromissos, frequentava os lugares públicos protegido e blindado dentro de seu automóvel e, não disputava o espaço com a “ralé”. Higienópolis era um bairro pertinho do centro, mas protegido por fronteiras invisíveis bem mais poderosas do que qualquer construção física. Essa gente que não tem dinheiro ficava lá no lugar dela, sem nem se aproximar dos bairros nobres. E dessa forma, tudo era muito bom. Sampa era uma Bélgica brasileira, afinal, nem se cruzava com aquela gente feia e desgrenhada que não é igual “a gente”.

Mas aí, um belo dia, surgiu um “esquerda-caviar” que, apesar de ter crescido em meio à elite, achou que a cidade devia ser de todos e não apenas de uns poucos. Foi aí que toda a discórdia começou.

Ele teve umas ideias estapafúrdias de implantar em plena São Paulo todas aquelas coisas bonitas que vemos na Europa e achamos um banho de civilidade. Começou a dificultar as pessoas a circularem em suas Pajeros, para privilegiar o transporte público. Em seguida, esse senhor, teve a audácia de diminuir as faixas de estacionamento de carros, como a zona azul, para transformá-las – veja só – em ciclovias. Pintadas, ainda por cima, de vermelho. Mas de onde esse “cara” estava tirando tamanha loucura?

Pois é, infelizmente, é assim que nossa elite pensa. E o que é mais engraçado é que são justamente essas pessoas que vivem a enaltecer países europeus e os Estados Unidos por suas iniciativas de privilegiar sempre o público em detrimento ao privado. Daí, realmente, tenho que concordar com o surto aterrorizado e incompreendido de minha amiga. Por que essas pessoas acham todas essas iniciativas são tão lindas lá fora e as rejeitam tão veementemente quando são implantadas aqui dentro?

Porque a nossa elite, infelizmente, vive a lógica atrasada e pequena da manutenção das exclusividades e dos privilégios. Ficam extremamente chateados com o fato de demorarem no trânsito e acreditam que quem é pobre e não tem um carro, tem mais é que perder duas horas mesmo no trânsito dentro do ônibus. “Ah, eles já estão acostumados com isso! Moram lá longe! Deixa eles…!”. Defendem que a prefeitura deveria criar mais vias de acesso rápido para carros, como as marginais, por exemplo, e não desperdiçar o dinheiro público investindo num tipo de transporte que contemple todos os cidadãos da cidade. E acham essa “coisa” de sustentabilidade uma grande pieguice. Afinal, não estamos em Oslo, né, pessoal?

Para eles é muito penoso saber que agora também precisarão se programar para sair com antecedência de casa. E, o que mais lhes incomoda, é pensar que “Marias e Joãos” vão demorar, talvez, menos tempo para atravessarem a cidade, sentados, também, confortavelmente em um meio de transporte público. Apesar de eles terem dinheiro suficiente para pagar estacionamentos e taxis, eles queriam continuar parando na rua, porque a cidade sempre foi deles. Vagam agora, inconformados, com o fato de outras pessoas se refestelarem assim, do nada, ocupando o seu espaço. E ficam profundamente tristes em se deparar com essa gente comum em seus bairros, porque, afinal, ali não é o lugar deles.

A questão é que, fora da lógica da exclusividade está a maioria da população da cidade e, sendo assim, o prefeito está coberto de razão em destinar o seu governo para aqueles que, de fato, representam São Paulo.
É impressionante como o Brasil ainda mantém, de forma tão arraigada, suas origens coloniais, aristocráticas e coronelistas. Porém, é tão bom quando aparece alguém com coragem de enfrentar e acabar com essa ditadura oligárquica.

São Paulo está tão mais bonita com seus ciclistas, skatistas e afins pelas ruas. Com as pessoas indo e vindo livremente e ocupando o espaço público como se fosse suas casas, porque de fato, ele é!

Haddad representa uma das minhas vontades de voltar a viver em SP um dia. Esse prefeito porreta é a prova de que existe sim muito amor em SP.

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Vagner Freitas: Dilma propõe mais emprego e melhor distribuição de renda, Aécio e Marina propõem desemprego

setembro 18th, 2014 by mariafro
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A presidenta Dilma Rousseff em todas as suas falas deixa claro de que lado está, qual política econômica seu governo privilegia e mostra por que é um erro fenomenal falar em “autonomia do Banco Central”, como didaticamente explicou no último debate promovido pela CNBB:

Além de manter o compromisso com uma política econômica que não gere inflação e não produza desemprego, ontem, a presidenta durante o encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas  não fez concessões e foi enfática:

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”

Por isso, Vagner Freitas, o presidente da maior central de trabalhadores do país, a CUT, pode afirmar com segurança: entre os 3 candidatos à frente das pesquisas eleitorais, Dilma é a única que defende mais emprego e mais renda, as propostas de Aécio Neves e de Marina são neoliberais e, no neoliberalismo, já sabemos quem paga a conta: os trabalhadores.

A PROPOSTA DA DILMA É MAIS EMPREGO E RENDA, A DOS OUTROS É O DESEMPREGO

Vagner Freitas

Por Vagner Freitas, Presidente da CUT

17/09/2014

Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso

O mundo do trabalho é praticamente ignorado pela candidata do PSB à sucessão presidencial, Marina Silva. Até agora, pouco se sabe sobre suas propostas para assuntos fundamentais para a classe trabalhadora, como: geração de emprego decente, combate à rotatividade e as condições de trabalho análogas à escravidão, direito á negociação coletiva no serviço público e outros temas de interesse da classe trabalhadora.

E o que já foi divulgado sobre o que a candidata pensa é extremamente preocupante. Afinal, estamos falando de um universo de 101 milhões de brasileiros e brasileiras aptos ao trabalho – como os economistas definem a população economicamente ativa (PEA). Deste total, 94,7 milhões trabalham e 6,26 estão desempregadas. Dos que estão trabalhando, praticamente metade são formais. É importante lembrar que 93% deste universo é formado por mulheres e a maioria é negra.

O que foi divulgado sobre as propostas de Marina para esse enorme contingente é tão genérico que não dá para analisar. É o caso das alterações que ela quer fazer na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); ou a clara ameaça para a classe trabalhadora, como é o caso da proposta de regulamentação da terceirização.

É claro que ela pode voltar atrás, dizer que estão distorcendo o que ela diz ou escreve, apontar o dedo, me acusar de perseguição. Faz parte do jogo. O fato concreto é que estamos nos baseando apenas no que ela diz para empresários – com representantes dos/as trabalhadores/as ela não fala -, ou no que está escrito em seu programa de governo.

Sobre os “ajustes” na CLT, o programa da candidata socialista é vago. Diz apenas que é preciso haver “mudanças”. Esta semana, em São Paulo, Marina falou para empresários que fará uma “atualização” da legislação trabalhista, caso seja eleita. Como sempre, evitou detalhar quais seriam as alterações, mas se antecipou as críticas dos representantes dos/as trabalhadores/as dizendo que não seria uma “flexibilização” das regras.

É inacreditável que uma candidata a presidente fale em mudar uma Lei que afeta mais de 100 milhões de trabalhadores/as e não explique o que pretende mudar. Pior é a resposta que Marina deu quando questionada: “Ainda não temos resposta, esse assunto é muito complexo”.

Já a terceirização é um dos poucos temas de nosso interesse tratado no programa de governo da candidata em mais de uma linha genérica. E a notícia não é nada boa. Marina defende a terceirização usando os mesmos argumentos dos patrões. Vejam o que está escrito lá: “a terceirização leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita”.

Distante do mundo do trabalho há muito tempo, Marina não conhece a realidade dos/as trabalhadores/as, não sabe que terceirização precariza a mão de obra, deteriora as condições de trabalho, aumenta as jornadas, reduz os salários, coloca em risco a saúde e a vida dos trabalhadores. Matéria da Carta Capital desta semana tem um dado que a candidata deveria conhecer: na construção civil, 55,5% dos óbitos foram de terceirizados em 2013. Outro dado importante: o terceirizado está mais sujeito a violação de direitos trabalhistas e ao trabalhado análogo à escravidão.

O que queremos saber é: como Marina pretende mudar a CLT ou “regulamentar” a terceirização sem tirar direitos dos/as trabalhadores/as? Ela fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso.

No Brasil, nunca ouvimos ninguém falar em reformar a CLT para beneficiar os/as trabalhadores/as. FHC é um exemplo disso. Ele tinha um projeto de “atualização” da CLT que representava, de fato, a total desregulamentação do mercado de trabalho e tirava direitos conquistamos depois de muita luta, pressão de mobilização. É isso que Marina está dizendo?

Há dezoito dias da eleição, a única certeza que temos sobre Marina é que ela não tem compromisso com a classe trabalhadora. E os aliados da candidata, tanto parlamentares quanto banqueiros, empresários e, principalmente, seus colaboradores e assessores, são absolutamente hostis aos direitos dos trabalhadores. Para eles, flexibilizar é modernizar a legislação. Para nós, é retirar direitos conquistados ao longo da história e ampliados nos últimos doze anos.

A única certeza que temos é a de que a não reeleição da presidenta Dilma Rousseff seria um enorme retrocesso para os/as trabalhadores/as. Dilma é a única candidata que tem propostas concretas para melhorar a vida da sociedade.

Defendemos e vamos reeleger o projeto democrático e popular representado por Dilma porque uma mudança agora coloca em risco tudo que foi feito nos últimos anos, quando, apesar da crise econômica internacional, foram gerados mais de 20 milhões de empregos – atingimos, pela primeira vez, o menor índice de desemprego já registrado no Brasil -, o salário mínimo subiu 73% acima da inflação e os demais salários 85%. Apesar das pressões Dilma e Lula não retiraram direitos trabalhistas, muito pelo contrário, garantiram direitos para quem não tinha como as trabalhadoras domésticasÉ importante lembrar que 93% deste universo é formado por mulheres e a maioria é negra.

Defendemos e vamos reeleger Dilma porque, depois de incluir, formalizar e melhorar salário, ela é a única capaz de enfrentar com sucesso o desafio de consolidar o desenvolvimento econômico e social, com distribuição de renda e trabalho decente. Estamos falando em gerar mais e melhores empregos, incluir mais pessoas no mercado de consumo. Isso abrirá novas possibilidades, e avanços para o trabalhador já inserido e para o que ainda não tem ocupação.

Vamos reeleger Dilma porque a proposta dela é mais emprego e renda, a dos outros é o desemprego e a incerteza sobre o nosso futuro e sobre os nossos direitos.

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Nota do Ministério da Saúde sobre a Vacina HPV

setembro 17th, 2014 by mariafro
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O HPV é uma doença sexualmente transmissível (DST) que pode causar câncer principalmente no colo do útero e no ânus.

Alguns jornais da mídia monopolizada anunciam com alarde, uma possível reação de seis adolescentes gaúchas provocada pela vacina contra o HPV, mesmo que naquele estado já tenham sido vacinadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) 116 mil meninas, entre 11 e 13 anos. Qual o interesse do alarde da mídia que não informa? Fazer como fizeram com a febre amarela que chegou a provocar morte de pessoas?

Esta irresponsabilidade da imprensa monpolizada quando deixa de fazer jornalismo e quando o tema é saúde pública não é apenas um crime contra a comunicação, é um crime contra a saúde pública. Porque ela espalha o pânico e a desinformação.

Muitas pessoas nas redes sociais, algumas com franco preconceito religioso,  fazem campanha contra a vacina que previne o HPV, ampliando a desinformação sobre o assunto. Ao olhar as manifestações que vemos no Facebook achamos que teremos a Revolta da Vacina II, o retorno, como se vivêssemos no tempo de Pereira Passos e as pessoas fossem obrigadas a se vacinar.

Há quatro anos vacinei minha filha contra o HPV, num centro de Imunização & Vacinas Especiais. Ela teve reação normal como teve ao tomar outras vacinas: febre e dor no local. À época gastei mais de 1500,00 para vacinar minha filha. Foi um investimento, pois o SUS, ainda não fornecia gratuitamente esta vacina nos postos de saúde. Preveni minha filha contra o câncer de colo do útero. Hoje, os pais podem levar suas filhas nos postos de saúde e, com recursos bancados pelo governo federal, imunizá-las contra uma doença que acomete milhares de mulheres.

Não caiam no jogo de quem partidariza tudo, a Organização Mundial de Saúde recomenda a vacina contra o HPV. No mundo todo, 51 países já aplicaram cerca de 175 milhões de doses desde o ano de 2006, sem registros de eventos que pudessem pôr em dúvida a segurança da vacina. Dos seis casos no Rio Grande do Sul, 5 meninas foram medicadas e passam bem. Um único caso mais grave está sendo acompanhado pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria estadual da Saúde do Rio Grande do Sul que além disso recolheram todo o lote de onde saíram as doses sob suspeita para análise.

Abaixo segue a Nota do Ministério da Saúde em resposta aos questionamentos que fiz, via mail.

NOTA

O Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul informam que a vacina contra HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde. A vacina introduzida no calendário brasileiro este ano é também utilizada como estratégia de saúde pública em outros 51 países que já aplicaram cerca de 175 milhões de doses desde o ano de 2006, sem registros de eventos que pudessem por em dúvida a segurança da vacina.

Até o momento, mais de 116 mil meninas, entre 11 e 13 anos, receberam a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) no Rio Grande do Sul. A quantidade representa 45% do total da população prevista (258 mil meninas), apresentando uma das maiores coberturas no país até agora. A primeira das três doses está sendo aplicada durante a campanha que vai até 10 de abril em todas as escolas do Estado, sejam públicas ou privadas. A vacina estará disponível nos postos de saúde durante todo o ano.

A maioria dos eventos associados à vacina é classificado como leve, reações como dor no local de aplicação, edema e eritema (coloração avermelhada da pele) de intensidade moderada.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) foi notificado e confirmou junto aos municípios a ocorrência de seis casos de reações adversas atípicos após a aplicação da vacina. Esses casos também estão sendo acompanhado pelo Ministério da Saúde.

Do total, cinco casos foram registrados em Porto Alegre. Desses, três meninas de 13 anos de idade apresentaram mal estar, dores musculares, cefaléia, náusea e foram atendidas por médico, melhorando em seguida e sem a necessidade de hospitalização. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade. Todas receberam a vacina na última segunda-feira (24 de março), se recuperaram bem e não apresentaram comprometimento do seu estado geral.

O sexto caso registrado é de uma menina de Veranópolis (serra gaúcha) de 11 anos de idade. Na última quinta-feira (20/03), após ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. A ocorrência de convulsões em decorrência da vacina não foi confirmada em estudos internacionais que avaliaram especificamente esse tipo de condição como efeito adverso da vacina. A menina foi atendida, passa bem e está sob acompanhamento neurológico.

As seis meninas foram vacinadas com doses do mesmo lote, composto por um total de 89 mil doses, que teve seu uso suspenso, como medida de precaução, enquanto ocorrem as investigações sobre se há ou não relação causal entre os eventos e esse lote específico. Os eventos relacionados às reações adversas atípicas estão sendo investigados pelo Programa Estadual de Imunizações junto às equipes que atenderam as crianças. A vacinação não foi prejudicada e continua disponível em todo o Estado conforme o calendário pré-definido.

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Denúncia do PCO: Em BH, candidata é agredida por PM armado e a paisana: “Dissolve a PM agora, sua negra vagabunda”

setembro 17th, 2014 by mariafro
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Se comprovado o relato do PCO, a candidata Cleide Donária sofreu vários crimes: racismo, violência (física e psicológica) por um policial militar, armado e paisana que deveria proteger os cidadãos e garantir a segurança pública e age como criminoso. O PCO e a candidata deveriam processar o estado de Minas Gerais, além da instituição da PM de Minas Gerais.

“Dissolve a PM agora, sua negra vagabunda”

Da página do PCO

16/09/2014

A candidata do PCO ao governo de Minas Gerais, Cleide Donária, foi agredida de maneira covarde por levantar a bandeira da extinção da Polícia Militar

No dia 15 de setembro, a candidata ao governo de Minas Gerais pelo PCO, Cleide Donária, a única candidata mulher, trabalhadora e negra (das eleições para governo do estado), foi agredida de maneira covarde quando se dirigia à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Venda Nova, como parte das atividades da campanha eleitoral. Quando ela transitava pelo canteiro central da Avenida Vilarinho, Cleide foi abordada por um elemento de aproximadamente 30 anos, vestido à paisana, que atravessou a rua e se dirigiu diretamente a encontra-la. Sem mais, ele aplicou um forte soco na altura do estômago da Cleide e a derrubou no chão, enquanto gritava com raiva e cuspia em cima da candidata que acabou ficando paralisada pela dor e a surpresa da agressão. O agressor, que saiu das proximidades de uma casa de shows, fez questão de mostrar que portava uma arma enquanto gritava “Cadê o seu partidinho de merda para dissolver a PM?” “Dissolve a PM agora sua prostituta” “Sua negra vagabunda”.

Depois de ter batido e cuspido na Cleide várias vezes, o agressor acabou se afastando.

O acontecimento não faz parte de uma mera casualidade, de um ataque isolado de um desiquilibrado, mas revela os crescentes ataques contra a liberdade de expressão no Brasil, assim como acontece com os demais direitos democráticos.

Por que o fim da Polícia Militar?

A defesa das chamadas “políticas de segurança”, defendida pela direita e pela quase totalidade da “esquerda” nacional não é outra coisa senão o fortalecimento do braço armado do Estado capitalista e, consequentemente, da burguesia. Medidas como o aumento do efetivo policial e o aparelhamento das polícias militares necessariamente se voltam contra a população. A única maneira de garantir uma verdadeira segurança para a classe operária só pode acorrer com a dissolução da PM e a constituição de milícias populares para proteger os trabalhadores dos ataques do braço armado do Estado.

Até a própria ONU (Nações Unidas), que é um órgão controlado pelo imperialismo, tem se posicionado pelo fim da Polícia Militar, tal o escandaloso grau de violência e o alto índice de mortes causadas pelas PMs brasileiras. E o problema não reside na insuficiência do treinamento dos policiais, uma vez que o problema se encontra na estrutura da instituição e não na conduta individual de determinados membros da corporação. Isto fica ainda mais claro quando observamos a atuação da PM na história e na forma de agir que sempre segue a mesma tendência truculenta.

A morte de diversos jovens nas favelas e nos bairros da periferia, principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, fez com que esta se tornasse também uma das principais bandeiras dos movimentos sociais. No campo, o assassinato de camponeses diretamente pela polícia, ou por jagunços a serviços dos latifundiários, acobertados pela polícia, são rotineiros. O movimento estudantil também tem entrado em confronto em reiteradas ocasiões, com a polícia devido à presença da polícia em várias universidades.

Pelas bandeiras de luta da classe operária

Pelo fim das ocupações das comunidades operárias do Rio de Janeiro e de todo o País (UPP’s) pela PM e tropas federais, realizadas para defender os interesses dos especuladores imobiliários e outros tubarões capitalistas e para intensificar o terror contra a população pobre.

Acabar com a máquina de guerra e terror contra a população pobre e negra que é a Polícia Militar.

Pela dissolução da PM e de todo o aparato repressivo.

Abaixo a ditadura civil, pelos direitos democráticos dos trabalhadores e da população oprimida. Pelo direito irrestrito de greve; pela plena liberdade de organização sindical; pelo fim da censura, liberdade de expressão; pela liberdade para todos os presos políticos, fim dos julgamentos fraudulentos; pela punição para os assassinos dos trabalhadores.

Pelo direito da população a se armar. Substituição da polícia e do exército permanente e controlado pelo Estado por um sistema de milícias populares.

Contra a constituição golpista, por uma assembleia Nacional Constituinte, livre e soberana, onde as organizações sociais estejam representadas.

Por um partido operário, revolucionário e de massas (do qual o PCO é O MAIS IMPORTANTE NÚCLEO E O ÚNICO PARTIDO QUE DEFENDE DE MANEIRA CONSCIENTE ESSA PERSPECTIVA, que impulsiona esta política de forma consciente e organizada) que organize a vanguarda da classe operária e dos seus aliados e impulsione a mobilização dos explorados em direção à derrubada da ditadura capitalista e a sua substituição por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo e pela conquista do socialismo em escala internacional.

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