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Não há justificativa para a barbárie ocorrida ontem na USP

junho 10th, 2009 by mariafro

Amigos reproduzo alguns relatos do absurdo do autoritarismo ocorrido ontem na Universidade de São Paulo.

O DCE solicita moções de apoio à comunidade universitária e de REPÚDIO CONTRA A AGRESSÃO NA USP!! As moções podem ser encaminhadas para DCE@dceusp.org.br

Quanto a mim, tive de me proteger das bombas ‘de efeito moral’ e diga-se ‘efeito moral’ uma pinóia! Elas explodem, ensurdecem e soltam estilhaços. Como já descrevi longamente nos vários posts do twitter: maria_fro e em alguns comentários do Biscoito Fino e a Massa do professor Idelber Avelar (que fez e está fazendo uma cobertura excelente desta barbárie), o que ocorreu na USP ontem não tem justificativa.

A direitona raivosa pode falar o que for, mas este quadro de barbárie é mérito da inabilidade e truculência deste que se diz governador do estado e deseja presidir o país. Ontem tivemos uma mostra do que seria o Brasil se os brasileiros acreditarem em um sujeito autoritário, que não cumpre a sua palavra, arrivista (Serra não engole a USP que sempre resistiu a tentativa deste vampiro em retirar a autonomia universitária, fazendo do seu primeiro ato, assim que assumiu o governo do estado, em 04/01, um decreto para retirar a autonomia universitária e que foi repudiado pela comunidade acadêmica).

A sociedade civil, que preza a liberdade de pensamento deveria em peso repudiar este ato brutal e tão DESPROPORCIONAL, sem cabimento e justificativas.

Professor Kabengele que já é um senhor e tanto fez por este país, teve de correr de bombas, assim como outros professores, alunos e funcionários que receberam spray de pimenta nos rostos. Um horror, algo inadimissível e injustificável.

Repudio este sujeito e suas ações como membro da comunidade da USP, como cidadã e como pessoa.

Agradeço ao Cartunista Carlos Latuff que mais uma vez soube com maestria sintetizar em suas charges criativas os abusos de poder cometido por sujeitos autoritários que não honram os cargos que ocupam.

CONCEIÇÃO OLIVEIRA
HISTORIADORA, EDUCADORA, AUTORA DE LIVROS DIDÁTICOS, PRÊMIO JABUTI, 2005/2008
ALUNA DE PEDAGOGIA DA FE-USP

 

Carlos Latuff, mais uma vez, atendendo um pedido para boas causas. Obrigada meu querido por colocar o seu talento sempre a serviço da Justiça de fato e de direito.

Carlos Latuff, mais uma vez, atendendo um pedido para boas causas. Obrigada meu querido por colocar o seu talento sempre a serviço da Justiça de fato e de direito.

***
Apelo do professor Marcelo Modesto (FFLCH) à sociedade civil:
Por favor, encaminhe pro maior número de pessoas possível, meus irmãos inclusive. É um relato em primeira pessoa de um professor que estava hoje na mesma assembléia que eu. Aliás, eu também levei bomba de gás na cabeça (mas estou bem). bjs

Prof. Marcelo Modesto (FFLCH)

Urgente e importante: tropa de choque na USP (professor Pablo Ortellado)

Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado.
Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica.
Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado).

Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira) , autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário.
Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.

Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente. Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado

Escola de Artes, Ciências e Humanidades

Universidade de São Paulo


Tags:   · · · · · · · 30 Comments

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30 responses so far ↓

  • Força na luta!!!! A pior parte é explicar para os acríticos que vai além da maconha…
    Criminalização de movimentos sociais, interesses políticos da reitoria e dentro do próprio movimento estudantil, criminalização do usuário de drogas (que a política do governo diz que não existe mais), arbitrariedade da polícia, varrer pra debaixo do tapete em vez de mexer na base (segurança x violência x desigualdade social) , etc etc. Quem enxerga bem fica chocado, o resto delicia-se com o banquete visual da verdadeira violência do Estado que atua de cima para baixo. “Borracha nos desocupados”. O mundo tá louco? Estudantes desarmados!!!!! Indignação não consegue definir o sentimento.

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  • intão.. não tinha visto.mas não é pelo fato de estar excluído, mas pelo fato de o comentário ser fascista mesmo que publiquei pra pensaar nele… que alguém sinta prazer co isso… é preciso pensar

  • Comentário excluído? onde?
    Não excluo nada, eu acho que as mensagens falam por si mesmas…

  • [...] de alunos, funcionários e professores da USP contra a presença da PM na universidade – que resultou em violenta repressão no último dia 9 – foi alvo de ovos e garrafas atiradas por um imbecil, morador do 12º andar de um edifício: [...]

  • [...] is a new comment on the post "Não há justificativa para a barbárie ocorrida ontem na USP". http://mariafro.wordpress.com/2009/06/10/nao-ha-justificativa-para-a-barbarie-ocorrida-ontem-na-usp/ Author: Hahaha! Comment: Vermelhinha ignorante, quem q levou gas mostarda?? Hahauhauahua Cuidado [...]

  • Vermelhinha ignorante, quem q levou gas mostarda?? Hahauhauahua
    Cuidado com os napalm, hein!! XD

  • Realmente nos causa uma indignação muito grande ver e ler sobre essa barbárie na USP!!! Nos faz lembrar tempos que gostaríamos de esquecer, mas que, infelizmente, insistem em voltar porque seus representantes ainda estão entre nós… como de todo mal sempre podemos tirar um bem maior, minha esperança é que esse fato seja somado na consciência de cada cidadão paulistano e brasileiro, ajudando-os na hora de eleger seus representantes políticos. Que esse episódio lamentável não seja esquecido, como tantos outros já foram, mas que sirva para que profs. estudantes, funcionários da USP e demais cidadãos reflitam que precisamos dar um basta aos hipócritas do governo!!!

  • Interessante o uso da palavra, Lucas
    “a vingança é um prato que se come frio” a frase foi cunhada por autor feminista, que participou dos eventos franceses do que hoje é chamado “Revolução Francesa”. O cara chamado Chordeclos de Laclos, botou estas palavras na carta da personagem Marquesa de Merteuil ao Visconde de Valmont em seu livro “Ligações Perigosas”. “La vengeance est un plat qui se mange froid”. Há muitas maneiras de se analisar o livro, pois as forças sociais presentes naquele momento não podem ser reduzidas ou simplificadas. É comum ver a análise simplificadora de que o autor estaria apenas alardeando a corrupção moral da aristocracia da época. Seguramente esse é um veio para a análise, mas não é o único. A marquesa é uma figura que ao messmo tempo em que é dominadora, como aristocracia, é dominada como mulher. É um personagem que demonstra usar as únicas armas a que tem acesso como mulher, numa sociedade dominada por homens. Uma personagem sim, cruel, mas também libertária no uso astuto dos outros personagens para criar um espaço de liberdade de ação para si. Uma mulher aterrorizante. Laclos é muito perspicaz em notar esse limite imposto à ação feminina e notar que o uso destas armas – a intriga – é a forma como a personagem tem acesso à política, de outra forma vedada à sua participação. Mas dá fim machista à personagem – ou seria o simplesmente realista para a época – que se estrepa. Aliás, não há mulher que não se estrepe no final deste romance. Apenas um homem mau se estrepa, enquanto as mulheres – boas ou más – tem destino cruel.
    Façamos um paralelo e veremos que os garotos e funcionários e professores que levaram bombas e foram gaseados são os párias de uma sociedade dominada midiaticamente. Como no romance em que mulheres sem poder político, mas membros da aristocracia – são jogadas umas contra as outras – a Marquesa contra Cecile, contra a Madame de Tourvel – a sociedade dominada é jogada num jogo em que se constroi midiaticamente a aparência para os sujeitos de que somos inimigos uns dos outros. Assim há Jesus contra os estudantes maconheiros, estudantes da poli contra os da fflch, trabalhador em trânsito contra manifestantes pacíficos em passeata. O jogo do dividir para dominar inventado pelos romanos – e que império construíram sob esta estratégia.
    A mídia nos coloca uns contra os outros e não é preciso muito, para depois apenas assistir de camarote os efeitos divisores de suas palavras e imagens bem editadas.

  • o FORA SERRA virá em 2010!

    Agora é uma questão de honra da sociedade civil!

    …e a vingança é um prato que se come frio.

    A cada dia, religiosamente, em cada possibilidade, procuro tirar um voto de Serra.

    Mais do que nunca, nós brasileiros temos diante de nós a possibilidade de um regresso ao passado, chamado PSDB-DEMO. A Direita entreguista e a autoritária ganha abrigo nesses partidos.

    Por isso, o trabalho de desmontar essa mentira chamada tucanos, começa agora.

  • Concordo neste ponto com a perspicaz observação de mariafro. Não foi jesus, justamente, vítima da truculência da facção de sacerdotes chamados fariseus, que se alinharam ao estado romano por uma fatia do poder e dos impostos contra o seu próprio povo? Foram eles, assim com o é a mídia de hoje, os responsáveis por botar judeu contra judeu, oprimido contra oprimido. E assim é possível entender algo que parece incompreensível, que tenham sido os próprios judeus reunidos em praça pública a escolher entre jesus e barrabás, quando nenhum dos dois mereceria morrer crucificado.
    Também agora a mídia, alinhada ao poder, põe estudante contra estudante, cidadão contra cidadão, quando nem um nem outro merecia bomba e gás mostarda.

  • Felipe. Realmente, me desculpe, mas é comum estarmos na usp e não vermos o que se passa no prédio ao lado. Eu, por exemplo, estava na POLI e não vim a saber da coisa a não ser muito mais tarde, quando assisti alarmada a tudo o que a globo botou no ar. Quando se diz que desde a ditadura militar isso não ocorria, não é pra fazer sensacionalismo. Quem entende o que isso significa entende que é fato grave, e que a sociedade não pode ser conivente. Quem disse que o Brandão comanda? Que idéia de velho rabugento é essa, Felipe. Se você é dos tempos dos grandes líderes, mussoline etc, precisa ver que os tempos são diferentes hoje. Cada um dos que foi protestar foi lá porque concorda que é grave a coisa da tropa de choque na usp. Foram todos lá na reitoria dizer pros guardas “sai da usp”. Foram atacados por bomba e gás, alunos fogem, as tropas avançaram para a a luciano gualberto e nova ofensiva sobre os alunos recuados, mais fuga, a tropa é avançada para o estacionamento do prédio da história/geografia nova onda de bombas e gas, os estudantes e professores, funcionários, e o vendedor de cachorro quente são atacados dentro do prédio por mais gás e bombas. Note os deslocamentos democráticos no espaço, note que os estudantes não foram na reitoria de posse de coquetéis molotov nem pegaram em armas. Foram armados de flores e suas muchilas perigosamente cheia de cadernos, livros e moletom pra o frio.

  • Olá Jesus Zumbi, com este nick esperava uma atitide menos discriminatória, mas vamos lá o Latuff fez uma charge especial pra pessoas que pensam como vc, enjoy: http://mariafro.wordpress.com/2009/06/11/invasao-da-usp-4-por-carlos-latuff/

  • Deixa a PM fazer seu trabalho e meter a borracha nesses maconheiros desocupados.

  • [...] USP (4) por Carlos Latuff Ir aos comentários Dessa vez os cumprimentos do Latuff vai para Felipe e Bruno e todos aqueles que aplaudiram as ações da polícia na USP. [...]

  • belo sensasionalismo…..todo mundo é ditador para vcs…..eu devo viver em outro mundo ou estudar em outra universidade…..isso que da ser comandado pelo brandão….um marginal que esta metido em tudo quanto é confusao….tem ate video no youtube dele agredindo alunos….. procure por sintuspwars e veja o seu grande lider em uma bela demonstração de democracia…..deixem de ser hipocritas e de desperdiçar o dinheiro publico e vao para as salas de aula produzir um pouco de conhecimento ao inves de depredar a nossa universidade.

  • Não concordo com Truculência. Não votei e nem votaria no Serra! Jamais! Tudo tem que ser resolvido com diálogo e SEM agressão!
    Mas veja, em 2007, vi mto aluno da usp batendo no capacete de policiais em cima de motos e eles sem poder fazer nada! Vi isso num telejornal, AO VIVO! E ninguém critica isso! Aí quando um policial reage, vem os Direitos Humanos reclamar!
    Vejo muito manifestante indo pra cima da polícia e depois reclamam da violência! Querem o q? Ir pra cima e que não reajam??

  • Serra para ditador!

  • Repudio as ações como membro da comunidade unespiana, como pessoa e cidadã. Não é possível continuarmos vivendo calados sob uma ditadura velada e vestida com roupagens democráticas. O episódio de invasão da USP deixou-me profundamente chocada e indignada. Retrocedemos décadas de luta pela autonomia universitária e pela liberdade de expressão. Não me admira ver as classes mais abastadas apoiando esse tipo de postura do José “ditador” Serra, contrária a qualquer diálogo e ao bom-senso, elas estavam por trás da ditadura e, a meu ver, a cena apenas se repete, como num ciclo vicioso que confunde manuntenção da ordem com autoritarismo e truculência. O que não pode é uma parcela significativa da comunidade acadêmica (e aqui refiro-me a professores e estudantes) continuar apática diante de fatos dessa natureza…