O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li

Maria Frô
Por Maria Frô setembro 29, 2010 15:02 Atualizado

Vale a pena ler com cuidado, atenção. Este texto explica de modo muito pragmático até ao ser mais conservador do planeta porque o Bolsa-Família é um programa único e transformador de uma realidade de exclusão secular no Brasil sem ser necessário dar um tiro sequer.

Da próxima vez que você encontrar um ignorante que não sabe o valor de um programa social como este, você pode tirá-lo da ignorância informado-o com todos os excelentes argumentos do professor Daniel Caetano.

Bolsa-Família: Efeitos Colaterais

Por: Daniel Jorge Caetano em seu blog

28/09/2010

Não gosto muito de tratar assuntos políticos aqui; a razão para isso é que gosto de estimular a reflexão sobre o que observo no dia-a-dia e, acredito, falar sobre política sai um pouco desta linha, dado que nela o mote principal não é a razão e reflexão, mas a negociação de interesses.

Vou abrir uma exceção desta vez, devido a uma conversa que ouvi ontem.
Conversavam sobre a ineficiência, ineficácia do “bolsa-esmola” e toda a falácia que supostamente cerca o referido programa (positivas e negativas). O que me permite abrir essa exceção é o fato de que todos os candidatos parecem estar apoiando esta iniciativa – ainda que, em alguns casos, esse apoio seja motivo de riso para muitos.

Sou uma pessoa técnica, não gosto de fazer política. Minha experiência no campo político me proporcionou muita angustia pessoal; foi quando descobri que não tenho fígado para isso1. Assim, há algum tempo, seguindo a minha visão técnica e sem conhecer muita coisa da realidade brasileira, eu questionava muito o tal do Bolsa Família; em especial, quanto à sua eficácia.

Avaliando superficialmente, o Bolsa Família é “um programa assistencialista e populista, uma forma legal de compra de votos”, como ouvi alguém colocar.

Não há como negar que é possível – e alguns diriam provável – que essa é a índole do programa, isto é, que essa é a motivação primordial por trás do programa. Por outro lado, vem a dúvida: será que esta é a característica mais relevante em uma análise mais ampla?

Depois de viajar pelo interior do Brasil, por lugares como o Vale do Jequitinhonha no norte de Minas Gerais ou o interior da Bahia, regiões extremamente mais pobres que a em que vivo – São Paulo -, conversar com os habitantes destes lugares e ouvir da boca deles como a vida da comunidade melhorou (e não apenas das famílias diretamente beneficiadas pelo programa), me convenci que a avaliação “rasa” do programa era falha, e comecei a procurar entender melhor suas consequências.

A conclusão a que cheguei é que ele tem efeitos muito mais relevantes do que aqueles normalmente explicitados. Aqueles que consideram que se trata apenas de um programa eleitoreiro, podem considerar que esses “efeitos”, na verdade, são apenas “efeitos colaterais”. Mas isso não invalida, de forma alguma, as conclusões sobre a validade do programa.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que, me parece, o segredo por trás do sucesso do programa é o valor que foi definido para a bolsa, além dos critérios para sua concessão. Os critérios são relevantes, mas dependem de controle – algo difícil de se conseguir, dada a amplitude de programa. O valor da bolsa, entretanto, tem um efeito auto-regulador interessante, que dispensa controle ativo.

Que efeito auto-regulador é esse? É o efeito de ser uma bolsa de um valor alto o suficiente para permitir que as famílias saiam da miséria absoluta, mas baixo o suficiente para que, assim que a situação melhora, seja para a pessoa ou para a comunidade em que ela vive, a bolsa se torna desprezível.

Para entender essa afirmação, é preciso avaliar os efeitos todos do programa, o que tentarei apresentar em diversos níveis, sempre com foco nos benefícios sociais que ele proporciona (e não nos ganhos políticos decorrentes).

Efeitos de Primeira Ordem

Os efeitos de primeira ordem são aqueles diretos, ou seja, uma melhoria da qualidade de vida dos mais miseráveis. Em tese, os beneficiários diretos são apenas as famílias que recebem a bolsa e é este tipo de efeito que leva a uma definição, talvez precipitada, de que se trata de um programa “populista e eleitoreiro”.2

Efeitos de Segunda Ordem

Os efeitos de segunda ordem são aqueles observados na sociedade, em um curto intervalo de tempo, após a implementação do programa.

Na economia

As pessoas que recebem o bolsa família tem, proporcionalmente, um grande aumento em seu poder de compra; essas pessoas, entretanto, não estão em um patamar de consumo em que aumentar o poder de compra significa comprar supérfluos (celulares, carros etc.), mas sim em um patamar onde existe necessidade reprimida por alimentos e insumos básicos para a vida digna (água, limpeza, material escolar, dentre outros).

Como a maioria destas pessoas vivem em lugares muito pobres3, estes produtos, em geral, não são adquiridos em grandes supermercados, mas em pequenas vendas e pequenos comércios locais.

Ora, a “vendinha” da esquina, ao ganhar novos consumidores e ter um aumento substancial do consumo, pode crescer. Se cresce, não apenas pode vir a gerar empregos, mas também movimenta a economia local: o dono da vendinha e seus funcionários também vão comprar em outras lojas.

Adicionalmente, o dono da vendinha tem como negócio o comércio, ou seja, ele não produz o que vende. Se aumentou a venda, ele tem que comprar mais.
Isso movimenta a agricultura e produção local e, em estágios mais avançados, até mesmo aumenta o consumo em outros mercados, de onde o dono da vedinha tem que ir buscar produtos, “na cidade grande”. Em outras palavras, trata-se do surgimento de novos mercados produtores e consumidores, possibilitando inclusive a indução de emprego e melhoria das condições de vida em outras regiões.

Além do efeito óbvio que isso tem para o aumento da qualidade de vida local, a maior parte dessas operações geram impostos para o governo e, embora seja difícil precisar o valor que “volta” para o governo de cada Real gasto com o Bolsa Família, o certo é que uma parte volta. Como são mercados novos, isso significa que o imposto que volta tem o efeito de diminuir o custo do programa, o que para o governo – e para o povo que o financia – é ótimo.

Agora, uma outra coisa que acontece com o aquecimento da economia local é, em geral, uma inflação local. É comum que nas regiões mais pobres tudo custe muito barato, porque as pessoas não têm dinheiro para consumir. Com o dinheiro e a melhoria inicial das condições de vida das pessoas, ocorre um aumento do consumo e, com isso, é normal que exista uma pequena inflação local. Bizarramente, isso é positivo, proporcionando um dos instrumentos de auto-regulação do benefício.

Quando alguém diz que “o cara vai receber a bolsa e não vai mais querer trabalhar”, está ignorando que a economia é dinâmica: com a inflação local  e o aumento do seu padrão de consumo, o poder de compra da bolsa para uma dada família vai cair com o tempo. Como o indivíduo pode trabalhar e receber a bolsa, com o tempo se torna mais interessante manter o emprego - que com o aquecimento da economia local tende a pagar melhor – do que a manutenção da bolsa – que tem valor fixo nacionalmente, não levando em conta as questões locais.

Isso pode acabar se tornando um caminho natural para a “porta de saída” da bolsa, depois de ter estimulado o desenvolvimento local.4

Na política

Uma consquência curiosa – e que só me atentei para ela conversando com pessoas de local onde o coronelismo era muito forte – é que o Bolsa Família tirou poder das oligarquias locais, vulgarmente conhecidas como “famílias de coronéis”.

Historicamente estas famílias dominavam a política local através da compra do voto com coisas pequenas e baratas: pares de chinelos, sacos de farinha, coisas que não lhes custavam nada, mas que lhes permitiam governar uma cidade ou estado, receber verbas federais e desviar recursos à vontade, pois o povo – mantido ignorante e necessitado – via neles salvadores que lhes permitiam beber água da chuva – captada em um açude construído em propriedade particular de político, usando verba pública – a um pequeno custo… ou até mesmo de graça… “como é bom nosso governante!”

Obviamente este problema não acabou com o Bolsa Família, mas aparentemente vem se reduzindo. A razão para isso é que, com aquela pequena ajuda, nestes locais muito pobres onde se comprava um voto com um par de chinelos, as pessoas não têm mais interesse em vender seus votos por essas coisas – agora elas conseguem comprar o saco de farinha, sem precisar implorar ou trocar favores – ou seja, sobrevivem de maneira mais digna.

Assim, comprar o voto tornou-se uma prática naturalmente mais cara – ou seja, o Bolsa Família inflacionou a compra de votos, dificultando ou até mesmo impossibilitando a prática. Com isso, abre-se espaço para uma possível diversificação no espectro político em várias localidades. Surgem novas lideranças locais, municipais, mudando a dinâmica política da região.

Ainda que isso pareça um pouco distante, de médio prazo ao menos, novas lideranças locais têm assumido no lugar de velhas famílias oligárquicas em muitos lugares, o que pode ter como um de seus fatores de influência justamente o Bolsa Família (embora dificilmente seja o único, é claro!)

Alguns podem alegar que deixou-se de vender votos localmente para se vender nacionalmente, uma vez que com o benefício o governo federal estaria comprando votos também. Mas é questionável a validade de se falar em um “coronelismo federal”, dada o baixo contato entre povo e governo federal.5

Na educação

Como o foco do Bolsa Família é na alimentação (faz parte do Programa Fome Zero) e a concessão da Bolsa exige a presença das crianças na escola6, ele contribui para uma melhoria na educação, embora não a garanta.

A combinação da presença e alimentação é importante porque ninguém aprende nada sem ir para a escola e, mesmo indo, não aprende se estiver com fome.
Os efeitos da desnutrição na capacidade de aprendizado são vastos.

Infelizmente isso não é garantia, porque a educação básica em nosso país ainda é extremamente deficiente e, até o momento, por ser competência estadual e municipal, não há nada que o Governo Federal possa fazer a respeito.7

Na saúde

Outra exigência para a concessão da Bolsa são os cuidados com a saúde da criança, regulamentado como exigência de vacinação, por exemplo. Bem alimentada e com orientações mínimas, as pessoas se mantém mais saudáveis e dependem menos do deficiente sistema público de saúde. Isso leva também a uma vida mais digna e traz mais motivação às pessoas.

Efeitos de Terceira Ordem

Os efeitos de terceira ordem são aqueles que decorrem da combinação dos efeitos de segunda ordem, além da universalização destes efeitos com o passar do tempo. Analisarei alguns deles.

Na sociedade

Com todos os efeitos de segunda ordem citados, em especial a geração de condições de vida mais dignas nos mercados locais – dado o seu desenvolvimento -, ocorre a formação de uma consciência de cultura local e, também, a fixação das pessoas onde elas estão, gerando novos pólos de desenvolvimento, produção e consumo.

Essa fixação é fundamental, uma vez que os grandes centros atuais não comportam mais crescimento populacional, já vivendo em uma condição de esgotamento de recursos (congestionamentos, falta de água, alto custo da alimentação, poluição, etc).

Fixando as pessoas em seu local de origem proporciona uma sociedade melhor distribuída, tornando a ocupação e o desenvolvimento nacional menos desigual, possibilitando acesso melhor distribuído aos recursos naturais de todas as regiões do país.

Na política

Com o passar do tempo, as novas lideranças locais podem ser tornar novas lideranças regionais ou até mesmo nacionais. Essa renovação nas lideranças políticas é saudável para a democracia, proporcionando seu amadurecimento.8

Na educação

Um efeito já apontado em algumas análises é que, à medida que as condições de vida das pessoas melhoram, com um crescimento do rendimento per-capita, quando a renda do Bolsa Família passa a não se mais tão importante na alimentação – mas ainda antes de se tornar dispensável -, ela passa a ser utilizada na aquisição de livros e material escolar.

Este efeito, já constatado em alguns locais9, proporciona, juntamente com outros fatores de segunda ordem, um grande ganho na capacidade de aprendizado dos estudantes, contribuindo para a formação de gerações mais formalmente educadas.

Na saúde

Com alimentação, estudo e cuidados médicos básicos, temos um povo mais saudável; e um povo mais saudável é mais feliz, produz melhor e consome mais. Isso tudo já é ótimo para a nação.

Mais que isso, entretanto, os efeitos de longo prazo de políticas da mudança da cultura da população mais pobre – proporcionadas pelas exigências de concessão de bolsas do Bolsa Família -, podem formar gerações não apenas mais saudáveis, mas mais conscientes de sua própria saúde. E pessoas mais conscientes de sua saúde, em geral, cuidam dela, em um nível muito mais alto, como melhor alimentação, atividades físicas etc.

Efeitos de Quarta Ordem

Os efeitos de quarta ordem são os benefícios intrínsecos da universalização dos efeitos de terceira ordem. Os que imagino mais imediatos são três.

O primeiro é a influência de todos estes fatores nos gastos públicos com saúde. Esta área pode se beneficiar extremamente de uma população mais saudável e bem educada, tanto no aspecto financeiro – menos gastos com saúde pública – quando econômico – com um menor número de pessoas solicitando o sistema público de saúde, aqueles que o solicitam podem ser melhor atendidos, com um investimento público potencialmente menor.

O segundo é que, com uma melhor educação, obviamente combinadas com outras políticas que venham melhorar a cultura dos alunos, teremos uma população mais culta, capaz de escolher melhor seus representantes políticos, buscando um equilíbrio entre renovação e experiência, rumando cada vez mais em direção a uma democracia madura.

O terceiro é a influência de tudo isso nos gastos públicos com o próprio programa. Uma vez que a nossa população já ruma para uma estabilidade numérica e, com essa população cada vez mais educada, saudável e consciente, o número de famílias que precisam do Bolsa Família tende a ser cada vez menor.10

Pontos negativos

Nem tudo são flores, no entanto. Como estes efeitos só podem ser observados com a presença do programa em todo o país, os números de beneficiários são extremamente altos e, assim, o controle dos parâmetros de concessão ficam prejudicados. É praticamente impossível fazer um controle rígido sem que os custos do programa crescam demasiadamente.

Ainda que evidentemente ocorram desvios – devido ao controle precário -, é bastante possível que estes desvios representem um valor financeiro bastante inferior ao custo que teria um controle mais apurado. Esta afirmação não vem meramente de uma eventual fiscalização ter um custo alto, mas também do fato que os valores movimentados individualmente são muito baixos. Para que quantias grandes sejam de fato desviadas, grandes esquemas precisam ser armados.

Contra “grandes esquemas”, mesmo um controle menos sofisticado pode ser capaz de detectá-lo e, convém lembrar, principalmente na hipótese de “programa eleitoreiro para compra de votos” – como dizem alguns -, o governo seria o menor interessado em que exista desvio desta verba específica.

Adicionalmente, tanto o cadastro quanto o controle atuais são feitos pelos estados e municípios, que em grande parte não estão nas mãos dos mesmos partidos que o governo federal, o que dificulta ainda mais a formação de grandes esquemas sem que ninguém tenha conhecimento.

Moral da história: se ocorre desvio, é com o consentimento de todos; isso não torna a preocupação com os desvios menos importante, mas não serve de munição eleitoral contra o programa em si.

Conclusões

Diante do apresentado, afirmar simplesmente que se trata de um programa de esmolas é limitar demais o escopo de um programa que, sendo implantado de maneira generalizada como foi, pode trazer enormes transformações para um país – e, dentro de certos limites, já me parece estar trazendo, ainda que eles sejam pouco visíveis aqui em São Paulo.11

O conjunto de efeitos que o programa traz consigo, cada um deles potencializando fatores fundamentais para o desenvolvimento do país em todos os níveis humanos, aliado ao seu custo relativamente baixo aos cofres públicos, tornam o Bolsa Família não apenas um programa de sucesso momentâneo, mas também uma proposta de estratégia de médio e longo prazo que tem, no meu entender, boas chances de, em conjunto com outras políticas, modificar positivamente a sociedade brasileira.

No fim, fica até difícil dizer qual é o efeito colateral. Seria um programa “populista e eleitoreiro” que, por acaso, melhora a condição de vida da sociedade como um todo, ou será que é um programa que, por melhorar a condição de vida da sociedade, torna-se popular e com dividendos eleitorais óbvios?

Quando ainda não observaram como isso é bom para a vida de todos, alguns dizem que nós não temos que pagar (através dos impostos) um programa como esse, observando apenas os aspectos dos dividendos eleitorais.

Entretanto, esta visão é simplesmente um reflexo da educação míope que nos foi imposta. Fomos educados de maneira bizarra, do ponto de vista social, ensinados que o importante é acumular e, portanto, dividir é mau.

A questão é que muitas vezes é preciso dividir para somar12, ainda que a nossa criação – que define nossos preconceitos e medos – possa tornar dificultosa esta percepção. Nos limitamos a analisar os efeitos diretos, de curto prazo, de primeira ordem.

Porém, é preciso ir além. Desprezar efeitos de ordens superiores pode ser desastroso quando o propósito é planejar o futuro de uma nação.

(1) Um dia eu falo mais sobre isso e, claro, explico a minha visão política. Resumidamente é isso: assuntos técnicos são importantes demais para deixar na mão de políticos e assuntos políticos são importantes demais para serem deixados nas mãos de técnicos. Cada macaco no seu galho.

(2) Em todo caso, no meu entender, é desumano dizer simplesmente que “não temos que pagar por isso”. Quem decidiu isso foi um governo democraticamente eleito pela maioria. Dizer que “não temos” que pagar (através dos impostos) os custos de uma política social do governo, é uma desrespeito ao poder democraticamente concedido. Democracia é o poder da maioria das pessoas (demos, povo), não de quem tem a maioria do dinheiro.

(3) Nos grandes centros, o valor da bolsa não tem grandes efeitos, dado o alto custo de vida.

(4) É claro que vão existir aqueles que são, sim, vagabundos e vão ficar apenas com a bolsa… mas cedo aprendi que não adianta ajudar quem não quer ser ajudado; isso não significa, porém, que não devemos de ajudar àqueles que precisam e querem ajuda, com a justificativa de existem pessoas que não querem a ajuda.

(5) Ainda que aparente uma roupagem de falta de ética, não se faz política de outra forma que não negociando benefícios a determinados grupos. E negociar com base em benefícios ao povo é tão legítimo como negociar com base em benefícios para grandes grupos estrangeiros. A escolha do grupo que o governo pretende beneficiar depende meramente do retorno que ele espera obter.

(6) Cconforme artigo 3o. da Lei No. 10.836 de 9 de Janeiro de 2004.

(7) Além de propiciar vagas em excesso nas universidades, possibilitando baixo custo do ensino superior mesmo para pessoas com deficiências de formação básica. Infelizmente isso é uma medida de curto prazo para minimizar o problema, uma vez que não há como resolver de maneira ideal a situação de centenas de milhares de brasileiros que já perderam anos e anos de sua vida em uma educação básica absolutamente inadequada e ineficiente.

(8) “Alternância de poder” não é um termo de que eu goste, por que em geral leva a uma noção errada de troca entre esquerda e direita; não acho que uma nação precise passar um tempo andando para um lado e depois passar igual período de tempo andando para outro, pouco saindo do lugar, isto é, pouco indo adiante. Mais importante do que alternância de poder entre orientações políticas diferentes é a evolução da cultura política e dos políticos. Neste sentido, a chave para a evolução da democracia são novas lideranças, mais ligadas às necessidades do futuro que aos vícios do passado, sem desprezo do valor da experiência dos políticos mais velhos.

(9) O Google é seu amigo.

(10) Como alguém já comentou, é desnecessário aumentar em demasia o programa Bolsa Família (dobrá-lo, por exemplo), porque seria um contra-senso diante de todo o exposto aqui; para que fosse razoável dobrá-lo, seria necessário que se aumentasse a pobreza e a miséria do país, que é justamente o que se pretende com o programa. Se isso acontecesse, isto é, se a pobreza e miséria aumentasse mesmo com o programa já existente, isso significaria que o programa não funciona e, portanto, também não precisaria ser aumentado. Ainda que no curto prazo talvez possam ser necessários ajustes, com um leve aumento no número de bolsas concedidas, a tendência do programa Bolsa Família deve ser apenas a de queda neste número, ao menos quando se considera um horizonte de 5 a 10 anos.

(11) Aliás, diante da exposição deste texto, a “invisibilidade” das melhorias do Bolsa Família aqui em São Paulo já devem ser óbvias, dado o alto custo de vida. Isso para não falar que o governo do estado de São Paulo e, em especial, a Prefeitura do Município de São Paulo não foram capazes de – ou não se interessaram em – organizar a estrutura necessária para a criação do cadastro de requerentes e o órgão de controle do Bolsa Família por aqui.

(12) Algo tão óbvio quanto dizer que é preciso investir para poder ter lucro.

Comentários

Comentários

Maria Frô
Por Maria Frô setembro 29, 2010 15:02 Atualizado
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129 Comentários

  1. carlosemilio novembro 9, 19:36

    O texto tem um didatismo muito eficaz para quem só “lê” a bolsa família como emoção. Parabéns pela clareza. Pena que alguns comentários já queiram atribuir a você uma coloração partidária.
    Abraço.

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  2. Carlos Fayal novembro 10, 12:26

    Um exemplo de abordagem para analisar os temas candentes da sociedade brasileira.
    Devemos recomendar a leitura e o debate.

    Parabéns ao autor

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  3. tofe rainha novembro 11, 08:28

    O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li –

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  4. Patola novembro 11, 11:56

    Um belo texto, mas por outro lado, você pode estar mentindo em tudo o que disse. Faltaram referências, faltaram exemplos práticos, faltou saber de onde você tira as várias conclusões (você só diz que é assim e pronto), faltaram citações dos lugares e casos específicos para que alguém verificasse. Se você fez um estudo, devia ter pelo menos colocado os dados chatos no final para download/referência, e nada. Bons textos jornalísticos abrem-se às verificações

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  5. Ander novembro 12, 00:29

    Ahhh loko, mas tem gente que é mesmo aquele descrito na referência 4, tem que vir tudo enlatado e pronto pra consumo.
    Se o assunto é de nosso interesse vamos atrás da informação poxa… tá tudo na internet, a mínima busca no google e já cai no wikipedia que é bastante esclarecedor, além de sites oficiais que contem informações interessantes entre tantos outros!!
    Que coisa, porque tem que esperar alguém escrever um artigo legal (como esse) pra acreditar ou não na coisa?
    Que tristeza essa falta de capacidade de andar com os próprios pés do povo… por isso tantos “(de)formadores de opinião” na mídia!
    Pela emancipação intelectual!!!!!!!

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  6. GABRIEL CAMPANHA novembro 14, 12:09

    pra entenderem o bolsa-familia na linguagem economica liberal [a de quem fala mal dele] sugiro pesquisarem sobre: IMPOSTO DE RENDA NEGATIVO.

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  7. malu novembro 14, 15:01

    Bons argumentos, gostaria que os analfabetos políticos da minha cidade lessem esse artigo. No jornal local A Tribuna de Santos, só vejo leitores metendo a lenha no projeto, só sabem dizer que é uma esmola.

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  8. Felipe novembro 14, 15:16

    Uma análise técnica muito boa, parabéns pela lucidez .

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  9. PAULO CHACON novembro 14, 17:46

    O psdb/demo boicotou todos os programas sociais oferecidos pelo Governo Federal e a grande prejudicada foi a população mais pobre dos estados governados pela tucanalha.

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  10. MARIA GORETTI DE ARAUJO M. FARIA novembro 15, 00:12

    É EXATAMENTE ESSE O PROPOSITO DE PROGRAMAS COMO O BOLSA FAMILIA.SALVAR OS ADULTOS ,LIVRAR AS CRIANÇAS DO ASSEDIO MORAL DA FOME =MISERIA .E QUE VEREMOS NO FUTURO SERÃO JOVENS E ADULTOS COM POSSIBILIDADES MAIORES DE VIVER BEM COM MUITA QUALIDADE DE VIDA.OS PREFEITOS E GOVERNADORES,TEM O DEVER DE DAR SUA CONTRIBUIÇÃO PARA QUE ACABEMOS DE VEZ COM ESSA TORTURA, POR QUE PASSA NOSSO POVO. O BOLSA FAMILIA É TEMPORARIO.JUNTO COM OS OUTROS PROGRAMAS DEIXARA DE SER NECESSARIO, EM POUCO TEMPO.SE A MIDIA QUISESSE, SERIA MELHOR EXPLICADO AOS SEUS LEITORES, TELESPECTADORES,OUVINTES…

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  11. Claudio max novembro 19, 14:05

    Very good

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  12. Sebastião Ceschim dezembro 8, 10:58

    Altamente didático, bem acabado e de fácil e agradável leitura, apesar de extenso.

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  13. Érica dezembro 19, 16:30

    Eu tive a oportunidade de ver algumas matérias sobre o bolsa família, entretanto, mais esclarecedor do que este texto não encontrei, maravilha de matéria, extremamente didática!

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  14. Nirsan Grillo Dambrós dezembro 27, 21:58

    Ótimo texto!
    Interessante que se trata de constatações tão claras e evidentes para todos, que se torna difícil ouvir comentários tão ignorantes como “bolsa-esmola” ou que há pessoas que preferem o auxílio do governo a trabalhar…
    O bolsa família beneficia não somente o pobre, aquele que passa por necessidades básicas, mas também a todos no Brasil. Porque vivemos em uma rede, estamos todos interligados e é impossível nos distanciarmos desta realidade que assola o Brasil: a miserabilidade e todas as suas consequências.

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  15. Augusto César janeiro 8, 13:54

    Olá,
    Convivi com a triste realidade dos grotões durante as décadas de 70 e 80. O autor foi direto ao ponto. A melhoria de vida é ampla e geral.
    Parabéns pelo post e paabéns ao autor do artigo.
    Abraço.
    César

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  16. Katia Vallina janeiro 11, 14:57

    O artigo é muito bom, bem didático e desmistifica as críticas conservadoras a esse programa, que deve ser concebido como uma estratégia de combate à extrema pobreza.Lembro que existem os conselhos de direitos que são encarregados da fiscalização do PFB, podendo fazer o controle social. Destaco, ainda, que por ser um programa transversal às políticas de assistência social, saúde e educação, contribui, sobremaneira, para modificar as condições de vida das futuras gerações.

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  17. Ronaldo (ABC-SP) fevereiro 27, 19:19

    Ótimo texto. Precisa ser difundido ao máximo para calar a boca daqueles que criticam sem ter conhecimento do assunto.

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  18. ALCIONE março 17, 10:50

    Falou tudo! Claro que o controle mais eficiente é dos interessados e aí eu não me refiro somente aos beneficiados, mas a todos os brasileiros. Quem souber de alguém que não precise que está recebendo têm a obrigação de denunciar. Seja quem for.

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  19. Mariana outubro 14, 09:46

    O governo poderia desonerar e desburocratizar a tal vendinha, tanto nos impostos pagos pelo pequeno negócio quando nos impostos embutidos nos produtos – impostos altíssimos no país. Quem mais paga imposto aqui é justamente o mais pobre, através do consumo. Mas daí os efeitos não seriam tão claros. A mão amiga do governo não seria evidente: ao invés de não atrapalhas, de não onerar, ele dá migalhas.

    Há outras saídas, mas essa é a mais eficiente para que um mesmo partido se perpetue no poder.

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    • mariafro Author outubro 14, 09:51

      Oi Mariana, vc poderia se informar melhor a respeito da cadeia de impostos:
      1) os produtos da cesta básica são desonerados;
      2) sim pobre paga muito imposto, mas muitos deles não são tributados pelo governo federal
      a) ‘vendinhas’ devem impostos a município
      b) estados como São Paulo, durante a crise de 2008 não apenas não reduziram impostos como os aumentaram enquanto o governo federal pra estimular a economia deixou até IPI zero.
      abraços

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  20. Luciana outubro 14, 10:10

    Conceição, esse artigo é realmente bem interessante. Mas discordo de você quando diz que a próxima vez que alguém falar mal do bolsa-família, basta esfregar o texto na cara.
    Eu digo que, na verdade, não adianta esfregar nada na cara de ninguém. Quem é contra o bolsa-família é contra por puro sectarismo. Não há razão para ser contra, a não ser o fato de querer manter milhões de miseráveis na miséria pois só assim você consegue manipular esses indivíduos. Você já viu algum economista (que não seja amigo de cama do FHC…) se posicionar contra o benefício? Sabe por quê? porque economicamente é a saida! Os EUA sairam da crise de 29 do mesmo jeito e virou teoria econômica (Keynes, Teoria do Juro e da Moeda). Papo furado esse de que deveria baixar imposto pra beneficiar todo mundo. Falácia pura! quem recebe zero tem zero para gastar, ainda que o imposto sobre produtos e serviços seja zero! Suécia dá dinheiro para todas suas crianças; alemanha dá, Dinamarca dá, Holanda dá, Finlândia dá, Noruega dá. E sabe por quê? Porque deixar a população na miséria/pobreza custa infinitamente mais caro do que distribuir dinheiro pra população. Quem reclama do bolsa família é porque agora não consegue mais faxineira que trabalhe por miséria e se sujeite a qualquer coisa por migalhas da classe média. Esse bolsa-família está tirando a classe média da casa grande e obrigando essas pessoas a lavarem sua própria privada. Esse é o problema!

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  21. Luciano Pires outubro 14, 10:12

    Entendeu agora Mariana? Se após a explicação da Frô acerca da cadeia de impostos você continua com seu pensamento preconceituoso e partidário, só tenho que rezar por você.
    E por fim, quem recebe Bolsa Família, cerca de 22,6 milhões não são suficientes para eleger um presidente. São praticamente os votos recebidos pela Marina Silva em 2010.
    O Bolsa Família foi responsável pela redução da taxa de desnutrição de 12,8% em 2003 para 4,3% em 2010, levando o Brasil a alcançar a meta estabelecida pela ONU.
    Mas acredito que você não saiba e nem se importa com o que significa a palavra desnutrição não é mesmo?

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  22. Leila Jinkings outubro 14, 10:39

    Bom texto. Aqui em Pernambuco, – como também nos grandes grotões, no interior da Bahia, etc – a percepção é cristalina, o mesmo discurso sempre: blá blá blá, bolsa esmola, agora ninguem mais quer trabalhar, têm filho pra ganhar bolsa . Sabemos, no entanto, qual é o incômodo: acabou aquela submissão que tanto gostavam, fazendo os empregados de gato e sapato, explorando, pagando miséria. É isso, agora eles tem o que comer e exigem trabalho digno.

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  23. roberto da silva rocha outubro 14, 11:47

    O que é a pobreza?

    A pobreza, dentre outras causas possíveis e prováveis, pode também resultar da falha na divisão do trabalho social. Esta será a causa examinada neste trabalho.

    Desde quando o início do Renascimento no Século XII trouxe o fim do modo de produção feudal, a divisão social do trabalho nacional e internacional criou uma interdependência entre os indivíduos e entre países que resultou da especialização e da disponibilidade de fatores de produção, tendo como principal característica as crises de superprodução e de concentração capitalista relativa e absoluta, em outras palavras, foi o início da continentização[1] da economia e do comércio em particular.

    Estas condições e características do capitalismo trouxeram ao mesmo tempo enorme prosperidade para um número muito mais aberto de pessoas, aumento da população, expansão do comércio, aumento das transações financeiras e comerciais, interrompendo o monopólio da riqueza e dos privilégios únicos da nobreza e do clero, mas trouxeram a miséria em escala nunca antes vista na humanidade.

    O acesso a qualquer tipo de bem ou serviço deixou de ser proibido em função da classe social ou por conta das tradições e regras sociais que vedavam este acesso a determinados bens, serviços e direitos à determinadas classes sociais, passando o limite da posse de bens e serviços a ser dado apenas pela riqueza e capacidade de endividamento pessoal.

    Ao par desta autonomia e liberdade conquistadas pelos ex-servos e vassalos, os ex-senhores feudais libertaram-se das suas responsabilidades pela garantia da sobrevivência e proteção devida aos seus ex-vassalos e ex-servos, a partir de então o balanço entre abandono e liberdade[2], entre autonomia e empregabilidade passou a ser vital para a sobrevivência e o sucesso dos indivíduos.

    A cooperação forçada entre os servos do feudo passou a ser substituída pela competição no trabalho fabril, artesanal e manunfatureiro.

    A eficiência substituiu a obrigação de fazer e o contrato substituiu o pacto de lealdade.

    O preço substituiu o valor de uso do escambo marginal ditado pela tradição.

    A padronização da produção retirou da mercadoria o seu valor intrínseco[3] estabelecido pela tradição substituindo-o pelo valor de troca.

    A qualquer um era dado, a partir do Renascimento, o direito de enriquecer, junto a esta liberdade a conquista da autonomização exigiu dos indivíduos mobilidade e flexibilidade de mão-de-obra.

    Com o acesso universalizado aos bens e serviços e uma grande elasticidade de oferta de fatores de produção o mercado foi assim construído sobre a liberdade da lei da oferta e da procura, cuja base é a utilidade marginal ou subjetiva que cada consumidor percebe nas mercadorias e o princípio da ausência de controle por qualquer dos agentes econômicos sobre as decisões de produzir ou consumir mercadorias.

    Entregue às forças de mercado instalou-se a desigualdade e com ela a concentração dos fatores de produção de modo aleatório na sociedade onde a sorte, a natureza (abundância ou escassez de produtos naturais, matérias-primas, fontes de insumos), a habilidade, o capital e o conhecimento foram fatores determinantes para a estratificação social.

    A tradição deixou de ser o único fator determinante da riqueza ou pobreza.

    A pobreza é uma doença social que vem perpetuando-se verticalmente, por quê a geração passada não legou uma reserva de capital para a geração presente dar o salto de qualidade econômico; perpetua-se também horizontalmente por quê a competição intraclasse entre os pobres é extremamente acirrada reduzindo a possibilidade de cooperação voluntária intraclasse, ao contrário dos ricos que contam com incentivos para uma cooperação espontânea entre eles, maior do que entre os pobres, então o hiato tende a perpetuar-se por quê juntos os ricos aumentam o seu capital e a distância deles para a classe do pobres.

    A pobreza exacerba o individualismo, os pobres seriam mais liberais, mais egoístas e menos solidários porquanto a divisão do espaço econômico entre os pobres é mais exíguo, ou seja, os postos e as oportunidades de ascensão econômica e social são proporcionalmente menores, na situação de não-emprego geral (+ de 4% de desempregados), acirrando a disputa entre os pobres, ou seja, retira a possibilidade de cooperação pela escassez de recursos, riqueza, bens e oportunidades de evolução social diante da enorme elasticidade de demanda de postulantes às melhores oportunidades sociais, bens, recursos e riquezas, induzindo um comportamento permanentemente agonístico onde ditam a disputa e competição permanente a que estão submetidos:

    a) ou o pobre trabalha para ser o melhor, mais produtivo, mais eficiente,
    b) ou o pobre trabalha para que os seus competidores pobres fracassem,

    estas expectativas pessimista ou otimista não mudam o fato de que sempre haverá muitos fracassos para poucos sucessos nesta competição entre os pobres em busca da saída da situação de pobreza, na melhor das hipóteses, teríamos mais fracassos do que sucessos num mercado de trabalho sem pleno emprego.

    Os ricos seriam socialistas, socializando as suas riquezas para preservarem os seus bens entre eles endogamicamente, porque existe abundância, excedentes de bens e oportunidades, grande elasticidade de bens sob seu controle, assim os ricos seriam mais democráticos e mais iguais entre si.

    Allen[4], em seu ensaio sobre a pobreza, lembra na introdução daquela edição que Proudhon publicara em 1846 um livro intitulado “Filosofia da Pobreza” em dois volumes, aos quais Marx respondeu violentamente com um pequeno livro intitulado “A Pobreza da Filosofia”, deixando claro a sua concepção ideológica com relação à pobreza como um problema de distribuição de poder assimétrico, onde ambos afirmam que toda riqueza é resultado de roubo, furto ou desvio moral, econômico, social e político, o que remete à preocupação sobre a culpa ou responsabilidade da divisão de classes sociais, mas não explica a origem da diferenciação social que leva à formação da divisão das classes sociais: ou seja, porque uns enriquecem e outros não?

    Allen lembra os mais freqüentemente mencionados itens da cultura da pobreza conceituando os pobres como tendo um forte sentimento de fatalidade, crença na sorte, forte orientação no imediatismo do presente, curta perspectiva temporal, impulsividade, inabilidade em adiar a recompensa pelo esforço de planejamento para o futuro, sentimento de inferioridade, aceitação da agressividade e da ilegitimidade, aceitação do autoritarismo. Estes são sintomas e não as causas da pobreza.

    A falha vertical na divisão do trabalho social familiar que leva à perpetuação da pobreza decorre da descontinuidade da divisão no tempo intergeracional nas tarefas de construção do patrimônio familiar que não é conduzida entre as sucessões de gerações, resultando na insuficiência legada por herança pelos membros mais velhos da estrutura familiar aos mais novos, que ao elidirem a herança para a geração seguinte interrompem o processo de acumulação capitalista, exponenciando o esforço necessário para a superação da etapa posterior, em alguns casos inviabilizando completamente a potencialidade de desenvolvimento da geração seguinte.

    A falha horizontal na divisão do trabalho social familiar decorre quando a divisão no espaço das tarefas de construção do patrimônio familiar não é completada na mesma geração pela falta de investimentos na formação dos membros dependentes da família quando na fase de crescimento cuidados na formação são negligenciados pelos pais ou responsáveis pelos menores, sendo este esforço substituído pelo imediatismo, privando a geração presente de capital intelectual e cultural para construírem as próximas gerações, destruindo ela própria as suas expectativas de prosperidade.

    [1] Aqui não cabe o termo globalização pois que o Velho-mundo desconhecia as américas e pouco contato tinham com zonas do extremo oriente, Austrália, Indonésia e Japão, as grandes navegações aconteciam dentro do Mediterrâneo.

    [2] É preciso distinguir entre o abandono e a liberdade: os ex-escravos foram abandonados pelos seus ex-senhores por causa da determinação da Lei Áurea, não foi um ganho de liberdade neste caso. Se assim fosse estariam os ex-cônjuges desobrigados de prestação alimentícia por ocasião da liberalização do compromisso que os unia, neste caso, sem a pensão alimentícia seria abandono e não divórcio.

    [3] Valor único da peça que era produzida de forma quase artística sem padronização, portanto objetos semelhantes teriam preços e qualidades diferentes.

    [4] Allen, Vernon L. The Psichology of Poverty: Problems and Prospects. In: Allen, Vernon L. Psychological Factors in Poverty. London: Academic Press, 196_. Cap.19. Parte 6. pp.367-391.

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  24. isabela outubro 14, 12:44

    Não concordo com relação à saúde. Sabendo dos benefícios do bolsa família, o planejamento familiar que deveria ser o foco das campanhas eleitorais, torna-se um objetivo utópico para as sociedades de baixa renda. Infelizmente, quanto mais filhos o casal tiver, maior é o bolsa família. O foco do problema deveria ser esse. Sou plenamente a favor do bolsa família para duas crianças no máximo. Enfim, quero ver o dia em que os políticos vão peitar os católicos, estimulando uso de anticoncepcionais para mulheres de baixa renda (mediante injeção) por meio do próprio bolsa família. Dessa forma, tenho certeza que melhora a saúde do país, mas tenho certeza que o bolsa família com educação precária (professores com péssimos salários e condição de trabalho) e estimulando o aumento de membros familiares só piora a saúde do país. Finalmente, por mais que pesquisas indiquem a diminuição da taxa de natalidade, NÃO ACREDITO nesse número (muitas pesquisas são compradas). Quando vejo a baixa renda, só vejo famílias com 5 a 6 integrantes, e o pior é que a filha de 14 anos já começa cedo a colocar criança no mundo (para sofrer)…

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    • mariafro Author outubro 14, 12:50

      Isabela, você também se equivoca, é uma ideia equivoca essa de que pobres tem mais filhos. Aliás a taxa de natalidade no país vem decrescendo em todos os grupos sociais, daqui a pouco ficaremos velhos e não teremos mão de obra em idade ativa e sofreremos os mesmos problemas da Europa. Se vc observar a antiga pirâmide demográfica do país, verá que ela sequer mantém a forma piramidal, agora ela é uma árvore gorda no meio, com a diminuição da taxa de natalidade há mais jovens que crianças e mais velhos no topo porque aumentou a expectativa do brasileiro.
      Por isso é tão importante que o país invista em políticas públicas para a juventude (a faixa de idade em maioria no Brasil da atualidade). ABS.

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  25. Veronica outubro 14, 12:49

    Acho que o fato dessa política vir sem a instância do controle de natalidade a torna inócua. É como uma torneira aberta de dinheiro público.
    Vc sustenta um casal com seus 5 filhos que terão mais 5 ou 6 filhos e assim por diante.. Seria tão mais legal se eles tivessem só 2 filhos né? Já dá pra dar vazão a bastante amor, dedicação, maternidade com 1 ou 2 filhos né? Mas não! O povo tem uma ninhada e acha isso legal.. e o governo ainda assina embaixo. “Isso, podem ter 7 filhos que vc não pode sustentar que a gente sustenta”.
    Parece que ainda é meio tabu falar em controle de natalidade.. mais que aborto. Até o aborto já é tratado com mais naturalidade que o controle de natalidade.
    Estou aqui de passagem, meio que no pitaco, não sou tão conhecedora quanto vcs do processo, mas sempre que penso nessa política, acho interessante mas ainda acho que tem esse gargalo.
    Haja dinheiro público pra bancar essa progressão geométrica de gente sem recursos hein!
    Então já que estão mais bem informados que eu me digam: estou errada?

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  26. isabela outubro 14, 13:12

    Sim… Concordo que se de fato a população estiver ficando velha, teremos um problema econômico-social que alguns países desenvolvidos possuem. Contudo, não podemos perder o foco do hoje. Estamos falando de uma população que aguarda na fila em hospital quase 8 horas para um atendimento hospitalar (quando há hospital). Países desenvolvidos, conseguiram bons IDHs com educação, ou seja, mediante tbm planejamento familiar. E com relação a achar que as pessoas menos instruídas possuem mais membros familiar, acredito mais na minha intuição do que em pesquisas. Basta olhar ao seu redor. Sou de uma família classe média, minha mãe teve 3 irmãos e ela era do nordeste. Hoje, tenho 28 anos e nem sei se terei um filho. Contudo, a minha diarista possui 3 filhos e é mais nova que eu.
    Tenho certeza de que há vários outros casos como esse. Como no nosso país a eduação não é igualitária, pessoas com menos recursos, possuem menos oportunidades. A tendência é que caso continuemos a estimular o aumento da população brasileira e continuaremos com a desigualdade intelectual que temos hoje. Essa é só uma opinião pessoal… Acredito que está na hora de readequar o bolsa família, só isso!

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    • mariafro Author outubro 14, 14:40

      Oi Isabela, mas o que tem de bacana no Bolsa Família é que ele mexe na vida como um todo da família.

      Exemplos, as crianças atendidas pelo Bolsa Família estão em dia com as vacinas, ao ir ao posto os médicos identificam problemas (subnutrição ou obesidade por exemplo) já inicia um acompanhamento (vi e li vários textos sobre o assunto), na escola idem já existem estudos que mostram que essas crianças estão indo melhor na escola que os demais. As mães tem mais orientação e há algo fabuloso que quem é opositor ao Bolsa Família faz questão de esquecer, ao redor do programa tem vários outros que investem na capacitação das seguradas para que elas tenham uma profissão e não precisem mais viver do programa e isso vem acontecendo bastante. As mulheres ficam independentes financeiramente (inclusive de maridos violentos, há estudos que apontam a diminuição da violência contra a mulher).
      Enfim, estamos vivendo uma revolução silenciosa no Brasil, a nova mulher da classe C está fazendo isso. Na época da minha mãe (eu tenho 4 irmãos) o número de filhos era muito maior, o que disse no comentário anterior ele está diminuindo consideravelmente a média brasileira não chega a 2 filhos por casal e isso já está preocupando as autoridades.
      abraços

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    • mariafro Author outubro 14, 14:45

      isabela, outra coisa interessante pra observar, a Secretaria de Politicas para as Mulheres vem investindo também no empoderamento dessas mulheres, a meta é torná-las independente economicamente. Haverá agora a 3a Conferência Nacional das Mulheres, cerca de 250 mil participando em mais de 2 mil municípios no Brasil.
      O grande problema que vejo e tive o prazer de conversar com a Ministra Iriny Lopes a respeito é que o governo federal sozinho não dá cabo de tudo, precisaria também que os municípios se envolvessem.
      Abs.

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  27. Luciana outubro 14, 13:50

    Quanto equívoco, pelamôr!!! número de filhos não é, nem nunca foi, condicionante da pobreza, mas a pobreza e falta de educação da mulher é condicionante do número de filhos e de perpetuação de pobreza.
    O discurso “se quer acabar com a pobreza, castre as mulheres” é típico do reacionarismo que prega o higienismo.
    As mulheres sempre foram as mais excluídas, as maiores vítimas, do progresso econômico e da baixa divisão da riqueza (que nunca houve no nosso país). Não as responsabilizem pela própria desgraça! Que falta faz pra essa gente ler Amartya Sen… Parem de culpar as mulheres pelas desgraças do país! O Brasil é pobre e permanece há 5 séculos na pobreza e subdesenvolvimento por pura opção política, e não porque as pobres mulheres que nunca tiveram acesso à educação de qualidade têm muitos filhos! A taxa de natalidade caiu – e vem caindo sistematicamente (e isso não é pesquisa comprada!), sendo que permanece acima da média nas comunidades mais pobres, justamente porque lhes falta amparo educacional, amparo médico (alguém aí esqueceu que devemos legalizar o aborto seguro?) e amparo social para que as mulheres possam sair para trabalhar em paz, deixando seus filhos pequenos com cuidadoras bem preparadas. O Brasil nunca deu às mulheres condições para se desenvolverem com saúde, nunca lhes deu condições de emancipação econômica e social e não devemos nos enganar com o que vemos nas cidades grandes (mulheres andando de carro, comprando casa própria e ganhando salário decente), essas mulheres, infelizmente, são minoria na sociedade.

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  28. Luciana outubro 14, 13:56

    Isabela, não podemos falar de problemas e dados concretos com base em intuições, até porque a sua intuição tá bem chinfrim…

    Você não é a régua do mundo e sua faxineira não deve se mirar em você como único exemplo de vida (felizmente!). Pergunte a ela se ela gosta de lavar sua privada. Pergunte a ela o que ela faria se tivesse a opção de não lavar a privada de sua casa e se surpreenderá com a resposta.

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  29. isabela outubro 14, 14:08

    Luciana,
    Nem sei quem é você, e não me lembro de ter te perguntado o que você acha de mim…
    Estou dando a minha opinião baseada na minha intuição que não é melhor nem pior que a de ninguém. Chegamos a um momento em que a opinião de uma mera pessoa (que vc supôs que não lava o próprio vaso sanitário) é muito mais confiável do que os dados do governo!
    Não quero ser régua do mundo de ninguém. E outra coisa… Aprenda a ler, não disse que era para castrar ninguém! Disse que era para estimular o planejamento familia, somente isso…
    Não tire conclusões precipitadas, aprenda a entender o ponto de vista das pessoas, para depois se comunicar com respeito a todos.
    Vou ficando por aqui, achei que seria possível trocar informações com pessoas civilizadas. Mariafro, obrigada pelas respostas e esclarecimentos.
    Isabela

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  30. isabela outubro 14, 14:53

    Complementando…
    1) Não culpei as mulheres pela pobreza do país, apenas acho que o governo deva incentivar o planejamento familiar no próprio bolsa família;
    2) Citei a minha diarista pois ela ganha menos que um salário mínimo por mês;
    3) Quando me refiro a minha intuição, é o que eu enxergo com relação à realidade. Faça uma entrevista na rua e pergunte para uma criança de rua qnto irmãos ele têm, depois verifique os filhos/netos dos seus amigos… O número referente à população infantil não é real. É necessário que somemos ao número da mortalidade infantil.
    4) Não é certo uma família ter um filho para abandoná-lo nas ruas ou ganhar uma bolsa.

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  31. isabela outubro 14, 15:13

    Entendo…Maria Frô…
    Essa política social é muito importante para o país.
    Em momento algum, responsabilizei a mulher pela pobreza do país, que isso fique muito claro.
    Citei a minha diarista, apenas como um exemplo. Inclusive, ela é independente economicamente do marido, o que é essencial para instituição familiar. Além disso, ela estuda, o que eu acho muito bacana, para que ela consiga progredir na vida dela.
    É importante mantermos o foco do que eu estávamos falando.
    A nossa população infantil na linha da pobreza tem alto índice de mortalidade, portanto, infelizmente, o governo investe mas essas crianças não conseguem dar um retorno para própria sociedade. O que é muito triste. A Verônica disse uma coisa que é verdade se podemos ter poucos filhos para darmos mais carinho e dedicação, essa não seria a solução? Outro questionamento se diminuirmos mais ainda a mortalidade infantil, não teríamos a quantidade de crianças “adequada” para que a nossa sociedade se torne excessivamente idosa?

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    • mariafro Author outubro 14, 15:30

      Oi Isa, alguns textos que vc precisa ler dos estudos que te falei:
      http://www.ipc-undp.org/publications/mds/30P.pdf Alimentação, Nutrição e Saúde em Programas de Transferência de Renda: Evidências para o Programa Bolsa Família

      http://www.ipc-undp.org/publications/mds/18M.pdf A CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO

      http://www.ipc-undp.org/publications/mds/29M.pdf O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE BACABAL-MA: AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO COM O FOCO NAS CONDICIONALIDADES.

      http://www.ipc-undp.org/publications/mds/26P.pdf Bolsa Família e a tripla perspectiva sobre justiça social como redistribuição

      http://www.mds.gov.br/noticias/programas-sociais-contribuem-na-reducao-da-desnutricao-e-mortalidade-infantil

      E com especial atenção para este aqui: ACOMPANHAMENTO DAS CONDICIONALIDADES DE SAÚDE E POSSIBILIDADES DE AMPLIAÇÃO DE ACESSO AOS DIREITOS REPRODUTIVOS E SEXUAIS.
      RESUMO
      Este artigo trata-se de um estudo preliminar sobre a utilização e o acesso aos métodos contraceptivos pelas beneficiárias titulares do Programa Bolsa Família numa unidade básica
      de saúde.
      Para isto considera-se que dos 613 beneficiários titulares cadastrados na unidade, 600 são do sexo feminino e 13 do sexo masculino. Do total do sexo feminino, 87,7% pertencem a
      faixa etária entre 18 anos e 49 anos, portanto presumidamente em idade fértil, com vida sexual ativa e cidadãs de direitos reprodutivos e sexuais.
      Desta forma, objetiva-se neste artigo traçar uma reflexão, ainda que inicial, acerca das possibilidades de ampliação do acesso à saúde, no que se refere aos direitos reprodutivos e
      sexuais, através de um atendimento pautado na integralidade da atenção, realizado durante o monitoramento das condicionalidades do programa.
      Palavras chaves: condicionalidades de saúde, integralidade na atenção, métodos contraceptivos, acesso.
      http://www.ipc-undp.org/publications/mds/30P.pdf

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  32. isabela outubro 14, 17:24

    Valeu Maria Frô… Certamente, tenho interesse em inteirar-me mais com relação ao assunto…
    Obrigada, pelas dicas de leitura… É legal saber que as diretrizes com relação a esse assunto já estão sendo tomadas! Gostei do último artigo e seria muito bom, maior incentivo as pessoas (mulheres e homens) ao planejamento familiar. Ainda acho que para o governo é complicado pois dogmas “cristãos” são reprimem o assunto, e acabam por atrasar as políticas sociais… Além disso, deixar claro que o planejamento familiar é essencial para instituição familiar, acaba por ser um tiro no pé para a imagem dos representantes do povo. Reflexos da Idade Média em pleno século XXI.

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  33. luis carvalho outubro 16, 12:27

    Interessante, mas muito rebuscado mesmo, é pura retórica. Duvido que Lula e seu staff com a instrução intrinseca que possuem tenham tido todos estes pressupostos em conta. Também duvido que noutro contexto, numa economia arrefecida, Lula pudesse ter feito isto…mas vira aí a cobrança disto tudo um dia…Lula nao só instituiu estas bolsas todas, nao foi só o bolsa-familia mas tambem outras mais gravosas para a sociedade, como também resolveu o défice externo, incorporando-o na divida pública, etc., etc… O problema nao é o bolsa familia em si, que é um bem para os miseraveis, muitos deles sem culpas de o serem. O problema é que o bolsa familia é uma escola de parasitismo social, um convite à preguiça, ás férias permanentes, e que quem paga para isso tudo NÂO é o senhor Lula e o seu governo, mas sim os impostos de quem trabalha TODOS os dias, e muitas das vezes não tem o pão suficiente na sua mesa para a sua familia a cada mês que passa…nem pão, nem saúde, nem justiça…nem bolsa-familia. A politica do bolsa familia é boa no curto prazo, mas é errada ao perpetuar-se, é algo que já outros paises perceberam que é errado e socialmente injusto. Dar o peixe não vale nada ( a não ser votos…), é preciso é ensinar a pescar. O Brasil um dia vai pagar muito caro essa factura. O Brasil devia adotar o que Israel faz, com os Kibutzz, isso sim, é politica de desenvolvimento com inserção comunitária de todos, uma visão social de tao grande alcance que é dificil haver outra igual. A Senhoira Dilm devia arrumar outros amigos….deixar os Fidel, os Khadaffi, os Chavez, os Morales, os Ahmamenidejad, o Hamas, os Socrates….e juntar-se a quem trabalha. Teve sorte, compraram votos, de outro modo jamais seriam presidentes. Mas o Brasil que espere pela factura. Pagar para preguiçar na rede não é decerto a melhor politica nao… o Brasil pode viver uma “primavera árabe” dentro de muito pouco tempo, o brasileiro nao é burro não, e já entendeu tudo, e já entendeu que essa bolsa familia tá exigindo cada vez mais impostos. Nessa altura Dilma e Lula já lá nao estarão para prestar contas.

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  34. Luciana outubro 16, 15:35

    “o bolsa familia é uma escola de parasitismo social, um convite à preguiça, ás férias permanentes”: puta vida, se eu soubesse que o Bolsa Familia era suficiente pra prover a vida que todo ser humano pediu a deus, eu também teria me candidatado ao benefício. Será que ainda dá tempo, Conceição?

    É por isso que os escandinavos são tão vagabundos, não é verdade? afinal de contas, todas as crianças lá recebem “bolsa-família” dos seus governos. Cambada de vagabundos!!!! é por isso que os países escandinavos são tão subdesenvolvidos! rsrsrsrs

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  35. Ângelo Cavalcante outubro 16, 18:57

    Curioso… As elites nacionais pegam milhões e milhões dos bancos oficiais e jamais pagam. Analisem, por exemplo, o que os tais “produtores” de agronegócios fazem com os financiamentos do Banco do Brasil. Simplesmente, não pagam. Essa turma vive ao longo da história brasileira, mamando nas gordas tetas do Estado brasileiro, ou seja, mamando o dinheiro público e não vejo quase ninguém os criticando.Os empobrecidos, desvalidos e esquecidos da história nacional recebem uma miúda bolsa-consumo cujo circuito é “da mão pra boca”, afinal só da pra comer e mal, e nossas honredas classes médias se levantam com um ódio tremendo contra eles. Aí é díficil e definitivamente não dá pra discutir afinidades com uma classe tão fraca e esquizofrênica feito esta.
    Parabéns pelo bolsa-família que está ativando a economia pela base, gerando consumo, produção, emprego e, o melhor, incluindo milhões de brasileiros em um patamar superiror de existência.

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  36. Raimunda Alves outubro 21, 22:46

    Os governos passados sempre foram preocupados em rechear a conta dos os banqueiros do País, enquanto o povo brasileiro humilhado morria de fome. Lula fez diferente possibilitou ao povo brasileiro a começar descobrir o que realmente representa a palavra CIDADANIA; a pensar que o que conta não é a sobrevivencia sim direitos.

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  37. ROBERTA M outubro 23, 19:10

    Texto PERFEITO!
    Porém…O termo *ESFREGA NA CARA, usado como *abre alas de tamanha informação, não condiz com o conteúdo do mesmo, é agressivo e de baixo calão… Poderia ter sido evitado, em *honra a grandiosidade seguinte.

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  38. José Gilbert Arruda Martins outubro 31, 23:37

    Estou no segundo semestre do Mestrado em Ciência Política da Unieuro em Brasília-DF, gostei muito do texto, inclusive meu tema da Dissertação é sobre o Programa Bolsa Família. Quem critica, ou não sabe nada ou é preconceituoso. Obrigado.

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  39. Carmen Regina Dias janeiro 21, 18:58

    SEnza parole! Ler, reler, apreender, c ompartilhar, É um mestrado. Agradecida.

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  40. Abram Cheventer janeiro 21, 22:08

    Muito bom o texto. E suficientemente pedagógico para aqueles que se negam a enxergar a realidade dos benefícios do bolsa família. Trata-se de um efeito cascata de grande amplitude sócio-econômica.

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  41. João Fernando de Campos janeiro 21, 22:42

    Defendo a evolução do Bolsa Família para o projeto do senador suplicy: Renda Básica de Cidadania que sugiro a todos tomarem conhecimento

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  42. magno rosa janeiro 22, 00:13

    Eu já trabalhei no programa com o cargo de assistente administrativo como servidor concursado da prefeitura municipal de contagem, e pude aprender muito sobre o valor social que esse programa representa. Na ocasião, tive a oportunidade de ter um contato direto com os beneficiários, já que eu fazia a agenda dos atendimentos. São várias as críticas que ouvimos, mas numa visão geral e real, o bolsa família abre portas para quem quer crescer na vida pois dentro do programa, são oferecidas oportunidades de trabalho
    através de parcerias com o sine e instituições de ensino técnico-profissional além de outros projetos de agricultura familiar e geração de renda. O texto que pude degustar, traz uma visão rica e ao mesmo tempo pedagógica, e deve ser lido pelo maior número de pessoas possíveis, já que não é um texto político mas sim técnico, com foco no conhecimento.

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  43. marcia regina janeiro 22, 15:57

    ao invés de o governo dar esmolas e incentivar a vagabundagem, deveria diminuir os impostos, assim as empresas contratariam mais e diminuiria a miséria, ah, tb deveriam diminuir o salário eas mordomias dos políticos, assim todos teriam as mesmas oportunidades e ninguém viveria de esmolas

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  44. Rafael Silva janeiro 22, 20:07

    Parabéns pelo texto. Sempre fui a favor do bolsa família e espero que nosso grande ex-ministro Patrus Ananias volte a ocupar os cargos principais na solução da desigualdade social. Viva Patrus!!!! Viva Lula e Dilma!!! Viva Brasil!!!

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  45. Rosângela Meireles Grabe janeiro 22, 20:13

    Nossa! Parabéns, realmente melhor texto sobre bolsa familia que já li. Vou divulgar na escola, pois eu acredito no programa, apesar de muitos políticos o usarem para fins eleitoreiros. Sou professora e percebo sim uma evolução e um acompanhamento melhor das crianças vindas dessas famílias.

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  46. Nany Lima janeiro 22, 21:48

    Basta ler alguns comentarios aqui pra saber o mesquinha q pode chegar a ser a classe media no Brasil , um tal Luis que é só demagogia e acha que está convencendo alguem com seu estilo rebuscado , e uma tal Isabela tão idiota a ponto de colocar como exemplo a empregada que tem em casa . Nem vou tentar responder essa gente , só peço a Deus que não sejam a maioria da população, que somente tem olhos pro próprio umbigo sem se dignar a olhar ao próximo e estender uma mão mesmo sabendo que tal esforço realmente não lhe custa nada .

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  47. Nany Lima janeiro 22, 21:54

    Ah e as pessoas que se referem a baixar impostos pesquisa primeiro pra saber do que fala , Na suecia um cidadão paga em impostos em media um 60% do seu salário anual , ou seja mais da metade ,vai lá ver se tem alguem reclamando , ninguemmm , porque todo esse imposto paga um dos melhores níveis de vida do mundo , educação de alta qualidade , saúde gratis , segurança . muito imposto mas tambem muito beneficio para a população .

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  48. marilia miller janeiro 22, 21:57

    Sra Márcia, trabalho há 10 anos junto às comunidades darentes do suburbio ferroviario. antes da BF não aguentava dos vizinhos baterem à minha porta pedidno sal, farinha, açucar… Não era por vagabundagem não minha senhora: era por FOME mesmo! Diminuir impostos mais do que o Governo fez? e a sra sabe o que aconteceu? os patrões minha senhora, despediram e sobrecarregaram os que ficaram, para que a empresa pudesse obter maiores lucros! Para a sra que tem comida na mesma, e geleias, croissants, manteiga de garrafa, pode parecer esmola… Para meus vizinhos é uma chance PARA NÃO MORRER DE FOME! Os senhores ricos, tomam emprestimos, constroem prédios com grana do FAT, FGTS e até do ‘minha casa minha vida’ – com avarandados belissimos fechados com Blindex!…Minha comunidade senhora tem telhas de amianto – que é proibido em todo o mundo, menos no Brasil – para cobrir seus telhados… Se tem gente sem-vergonha recebendo o BF? Deve ter! Do mesmo modo que tem muita gente sem-vergonha puxando grana real que seria para a merenda das crianças de minha comunidade! O governo deu a Globo a uns dois anos atras se n me engano, algo cerca de 6 milhões para tirá-la do buraco.. eu não ouvi ninguem reclamar…Mas ah, vai falar de dar comida a quem de fato trabalha nesse pais e veremos a confusão que dá!… Por isso que sou mais Lula … Ela manda logo…!

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  49. Rogerio Lima janeiro 23, 00:06

    O programa e sem duvida interessante e muito bem criado, de forma que tenha melhorado substancialmente a vida da populacao, principalmente no interior do Brasil. Esse e talvez, na minha opiniao, um dos mais serios programas sociais criados pelo governo federal. Na europa, de modo geral, desconta-se em media 50% do salario em impostos, que sao justamente revertidos em beneficios sociais.

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  50. Patricia Sayao janeiro 27, 06:27

    Um excelente texto

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  51. nicoleta rebel janeiro 28, 23:40

    Parece-me que vc anda sempre com o espírito armado, na defensiva.É o que mostra a frase de seu email.
    Não sei se de brincadeira enviei alguma crítica

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  52. Jaqueline Magna Mota Coelho março 29, 13:31

    Sou assistente social do Município de Minas Novas/MG, gostei muito dessa reflexão, ela mostra as duas faces do PBF e os múltiplos efeitos deste programa. Eu que estou aqui na ponta vendo a coisa acontecer, contribuindo com a construção desse processo, muitas vezes questionei este programa, mas como vc, eu também cheguei a conclusão: os pontos positivos são maiores que os pontos negativos, este programa é muito amplo, e nós sabemos que por mais que este programa seja dinâmico, a revolução social não é instantânea, ela será a pequeno médio e longo prazo. Seu texto me ajuda confirmar isso, Parabéns!

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  53. josefa pedrina dos santos abril 20, 08:36

    Fazendo uma trabalho sobre o ponto positivo do programa, e os negativos, tinha que ser dois texto, mais neste se enquadra toda vião do proporciona este grande e sábio programa, que ainda foi comentado as inflluencia na agriculturam e alguns programas estaduais que são complementados com os repasse do governo federal.No pernambuco temos o chapeu de palha.. que tira os agricutores em periodo de intersafra e colocam na escola com formação técnica e educativa com educadores licenciados para manter os trabalhadores enquanto chega as contratações das empresas agrícolas. dando equilibrio financeiro com autor relgulçao na frequencia entre os adultos as vezes sem o ensino fundamental completos. Adorei..

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  54. DANIELE DA SILVA agosto 9, 13:00

    E ainda falam que tem gente que não quer trabalhar.
    Como a Rede globo que disse que quem recebe bolsa família tende a não querer trabalho formal.
    Estudo,presto concursos,por várias vezes passo fome e sede procurando emprego na rua,por vezes pedindo dinheiro emprestado para o trasporte,cópias de documentos e até foto originam exigem.
    Por vezes não contratam,apenas ficam com as cópias e fotos minhas.Será que estão querendo o quê?
    POR DUAS VEZES EU TRABALHANDO USARAM MEU NOME PARA FALCATRUAS.
    Ando ano inteiro,comprando jornais,gastando com lan houses para preencher formulários de trabalho,fazendo entrevistas e o único que permitem é de atendente 1 semana no carnaval para ganhar 30,00 dia.
    E ainda exigem aparência!Quanta hipocresia!
    Não é permitido nem o de comer,que dirá vestir,muito menos ainda as maquiagens que nos obrigam a encher no rosto jovem e discriminado.
    Sempre uma barreira como me obrigar a abrir conta salário.Mandando-me até em 5 bancos uma empresa.
    Ou, como, quando me mandam até de uma agencia a outra para a mesma vaga e nada de mandar a empresa me mandando a uma terceira agencia.
    Ou, como, quando me mandam a duas agencias para a mesma vaga.E ainda dizem que terei de pagar o transporte,lanche durante 1 semana de treinamento.Que treinamento se tenho o curso que já foi pago?
    Ou ainda certas promessas de emprego como certo RH.
    Não foi isso que me prometeram na escola quando diziam: – Estude para vc ser alguém!
    Se eu estudei para ser uma das melhores sempre,por que só me é dado promessas?
    Quem vive de promessa é santo.Eu tenho que comer,vestir,comprar medicação e investir nos meus estudos e no meu filho.
    É PRECISO ACABAR COM OS ABUSOS DE PODER QUE ESTÃO LEVANDO A POPULAÇÃO A AGONIZAR,JÁ QUE UNS DESISTIRAM DE LUTAR CONTRA AS MENTIRAS DO MUNDO E ESTÃO A MENDIGAR NAS RUAS,OUTROS SE ENTREGARAM ÀS DROGAS,OUTROS A PROSTITUIÇÃO E OS QUE LUTAM HUMILHADOS ESTÃO.

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  55. Marcelo fevereiro 1, 23:19

    Parabéns pelo comentario . Pela primeira vez leio algo que retrata com bom senso a realidade brasielira e o esforço do governos para diminuir a miséria neste país.

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  56. Marlene Foschiera fevereiro 1, 23:34

    Excelente texto, parabéns, espero que oriente muitas pessoas que são radicalmente contrários a Bolsa Família

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  57. Juliana Gomes fevereiro 2, 00:56

    Sou psicóloga no RJ, trabalhei durante um ano na ponta em um município da baixada fluminense. Vi de perto os problemas sociais, vi pessoas com fome. E como se falar de ética com a barriga vazia. O texto é excelente vou divulgar.

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  58. James riseup fevereiro 2, 07:35

    Já que o importante é a circulação de dinheiro, libera logo a venda de drogas então, desconsidere crime o sequestro o roubo e etc..
    Países de 1º mundo não são esmolas aos seus filhos e sim dividem a possibilidade de criar um pais melhor juntos.

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  59. Maria José Rêgo fevereiro 2, 09:47

    Um texto digno de ser mantido em arquivo pessoal. Faltou o autor falar sobre a falta de iniciativa das prefeituras e governos estaduais com apoio do governo federal para criação de cursos profissionalizantes. Medida essa que faria os beneficiários aos poucos ficarem independentes do Bolsa Família.

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  60. Lauro S Amaral fevereiro 2, 11:04

    O texto realmente faz uma reflexão sobre este subsídio estatal,que é necessário em um País da dimensão e contraste que temos.Continuo na crítica ,da falta de uma boa estratégia de como e quanto sair do mesmo>não se faz claro o “norte” nesta linha,mas ainda é preferível desta forma do que sem alguma estratégia de emancipação da miséria,que não deve ser única medida mas em uma dinâmica de atitudes do governo na linha de justiça social.

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  61. jeane fevereiro 2, 13:30

    Muito bom.

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  62. Flavia fevereiro 2, 13:40

    Muito boa análise, quem convive diretamente com beneficiários do Bolsa ( c0m0 é chamado) vê tudo isso de perto acontecendo nas famílias. Eu que trabalho na ESF vejo , com grande satisfação, que já não tenho nem 1/5 de crianças no programa de assistência ao desnutrido. Isso é maravilhoso. Realmente quem pensou esse programa com todas as suas vertentes( as “obrigações” para se ter direito ao bolsa) foi iluminado.

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  63. Fayra Batista fevereiro 2, 15:52

    Olá Daniel, bom texto, reflexivo, sem aquelas palavras cheirosas academicistas que falam, falam e não dizem nada. Mas tenho uma observação: esse é um texto político, mesmo você criticando acima o que Gramisci chamaria de política restrita e que no nosso contexto é mostrada pela mídia hegemonica como feia, suja e que não serve para nada, pois assim deixamos de lutar por representações no poder restrito (Legislativo e Executivo) enquanto “eles” continuam ocupando esse espaço. Somos animais políticos, e aprendemos isso desde pequenos…Faria outras considerações, mas infelizmente não tenho tempo no momento, mas estarei compartilhando o texto para mais discussões.

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  64. Jonathas fevereiro 2, 20:18

    Aumentando o consumo aumenta também o lixo, tem que prepara-los para o futuro, reciclagem. Muito bom, parabéns.

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  65. Silvia fevereiro 2, 21:35

    Li há uns 4 ou 5 anos, na Veja, que é uma publicação extremamente conservadora, uma análise econômica dos efeitos do Bolsa, que levava a conclusões muito semelhantes a essas. Muito bom. sempre quando converso com pessoas conservadoras uso esses argumentos e cito a Veja, pois muitas vezes as pessoas simplesmente passam a nos chamar de petistas, comunistas, etc, sem nenhum raciocínio lógico envolvido. Obrigada por mais essa explanação.

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  66. Marcos fevereiro 2, 21:37

    Boa noite, excelente texto. Amigo Jonathas não concordo com sua afirmação – “…prepara-los para o futuro…” Na verdade o consumo verdadeiro (aumento de lixo) é realizado pelas elites – que não estão preocupadas com o meio ambiente e não essas simples pessoas que vivem de baixa renda. O consumo delas é insignificante .

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  67. Betânia fevereiro 3, 08:58

    Então. Na minha sigela e espretenciosa opinião de quem apenas observa as coisas, percebo que esse texto é bem romântico. Certamente que pessoas que vivem na miséria devem e ser atendidas em suas nescesidades, acho justo e louvável que o governo olhe por essas pessoas. Entretanto, não é bem assim que as coisas acontecem; vejo muita gente que não precisa recebendo bosa isso, bolsa aquilo. Pessoas que vivem na miséria precisam, dessa ajuda que aliás deveria ser de maior valor, mas há muita gente que trabalha, que financia casa, que anda muito bem vestido e limentado, ganhando essas bolsas. Discordo do texto, na questão de que dificulta a compra de votos, isso porque, brasileiro é grato por natureza , e os políticos sabem disso. Para mim esse texto é de ordem econômica, faz uma análise econômica do tema em questão. Os políticos fazem isso e é claro, muito bem. Lamento o fato d’eu ter ficado frustrada com o texto.

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  68. Simone fevereiro 3, 11:05

    Exelente análise, tenho convivência com pessos que participam do programa e sua analise mostra a vida real desses brasileirinhos…

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  69. Daniel fevereiro 3, 15:21

    O maior valor do artigo é exatamente reconhecer os prós e os contras. Infelizmente, a maioria que lê somente repara num lado. Alguns usando o artigo como pretexto para xingar os parasitas e vagabundos, outros como pretexto para xingar os conservadores e ignorantes.
    Nem um extremo nem outro.
    Uma das razões da antipatia de alguns é a atitude de Lula de desmerecer tudo o que foi feito no gov anterior.
    Será que já podemos amadurecer para reconhecer o que de bom se faz no país sem a preocupação mesquinha de promover um partido e destruir outro, sem rotular todo empresário como ganancioso e todo pobre como vítima.
    Usar o artigo do xará de uma maneira menos madura do que isso é um insulto à intenção declarada do autor.
    O Brasil precisa que integremos, que encontremos pontos comuns, que juntemos forças.

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  70. Humberto Alves fevereiro 4, 09:51

    Parabéns, tem uma série de idiotas de plantão, tentando justificar sua perda de poder junto aos mais pobres, batendo em um Programa dessa magnitude. Acostumaram-se a utilizar mão de obra escrava uma vida, quando diminui a oferta de mão de obra escrava em uma determinada região, a culpa passa a ser do Programa que “gera uma legião de vagabundos…, tenho escutado isso. O texto coloca com elementos claros o poder de uma política que melhorou de fato a vida de 50 milhões de pessoas.
    Precisamos fazer este texto circular até atingir os idiotas do plantão.
    Humberto

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  71. José Souza fevereiro 4, 11:15

    Maria Frô, só agora descobri seu site. Já está cadastrado nos favoritos. Parabéns e obrigado pela postagem dessa aula de cidadania. O texto do Prof. Daniel é excelente e é o melhor que já li sobre o assunto.
    A única coisa que me deixa chateado é saber que, do valor recebido pelos beneficiários do BF, religiões estão levando 10%. Já é pouco e mesmo assim elas não abrem mão. Só com educação poderemos retirar os beneficiários do BF das garras desses oportunistas e exploradores de plantão. Um abraço.

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  72. Anastacia Policarpo Gomes fevereiro 4, 12:40

    Este foi o comentário mais direto e sensato que eu já li. Obrigada por me intrumentalizar para defeder o programa bolsa familia, que na minha opnião, só alguém como o Lula que viveu na pele a fome e a necessidade do nordestino seria capaz de criar algo tão real.

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  73. Rafael fevereiro 6, 12:03

    Texto ótimo, mas resumido a uma antiga questão: “os fins justificam os meios?
    Se trocarmos o bolsa familia como peça chave do texto pelos “auxílios” dados pelos “donos dos morros” nas favelas, não teríamos os mesmos efeitos de primeira, segunda, terceira e quarta ordem? Seria aceitável por isso então?
    Bolsa família é uma medida paleativa para um governo ineficiente e com tendências ao populismo, a ditadura… Afinal, tudo começa ao se ganhar as massas. Dizer que quando o poder aquisitivo sobe, as pessoas tendem a se informar mais e não ficam “presas” ao governo talvez só seja verdade a longo prazo. Enfim, o texto é ótimo, pois não avaliações superficiais nunca devem ser 100% aproveitadas, mas não se pode negar que o programa não é, nem nunca será efetivo como uma mudança real na política do país.

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  74. Rogerio fevereiro 7, 13:44

    Parabens!!! vc me faz recordar uma aula que dei a alunos de escola estadual em SP, qdo me perguntaram o que precisava para que a vida mudasse. Foi em 1983 e desenhei na lousa uma roda de carroça representando a economia do pais, explicando que sozinha ela não se movia, não tinha motor, alguem devia empurrar e este alguem só podia ser o governo, que precisava injetar recursos para que com o tempo a roda pegasse embalo e se movesse sozinha. Na roda fui representando as escalas de consumo, como vc descreveu brilhantemente, como vc pode tirar proveito tirando a populaçao da miseria, transformando-os em potenciais novos consumidores que alimentam a roda da economia e criam um circulo virtuoso. Ah, a aula era de geografia e os alunos da 8ª Serie de uma escola da periferia.

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  75. Eleni fevereiro 10, 22:34

    Muito boa a análise. Agora, me permita uma observação: vc faz política sim! Pq essa é uma prática do ser em sociedade. Acho que vc quis dizer que não faz política partidária, é isso?

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  76. Luiz Fernando Xavier fevereiro 19, 19:02

    Pena que não tenha lido este texto antes. Sensacional. Parabéns!

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  77. Fabricio Charles fevereiro 19, 22:11

    Texto muito interessante e bom. Porém algumas observações se fazem necessárias. Em 2012 o governo federal gastou R$ 20,5 bilhões somente com o bolsa família. No total das ações sociais foi gasto R$ 405,2 bilhões, distribuídos entre o regime geral de previdência, o amparo ao trabalhador e a assistência. Recursos pagos diretamente a famílias representaram mais da metade – exatos 50,4% – das despesas do governo federal. Mas vamos nos atentar somente ao bolsa família. O que tenho lido muito na mídia atualmente é a falta de mão de obra especializada no mercado de trabalho, onde as empresas estão até trazendo mão de obra estrangeira para suprir a falta interna. É sabido que nossa educação esta decadente, com escolas caindo aos pedaços e professores muito mal pagos.
    Então pergunto: e se este dinheiro fosse aplicado numa reforma educacional no Pais? Novas escolas, professores reciclados, atualizados e melhor pagos, livros novos, espaços culturais, etc… Certamente teríamos uma população com um nível de cultura e discernimento muito melhor, com condições de obter um ttrabalho digno que lhes de uma remuneração digna e sustentável, e assim não precisar das esmolas cedidas pelo governo. Deste modo creio que todas as etapas descritas em seu texto teriam os mesmos efeito, porém de forma muito mais digna. Não esqueçam que toda sociedade bem sucedida e evoluída, começa pela educação estruturada!

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  78. roberto carlos ghisleri março 27, 12:16

    Dar emprego seria justo e digno mas se tirarem um tempinho e ao enves de nas ferias visitarem os lindos litorais brasileiro visitem os lugares citados nese texto e talves vcs entendam que se morre de fome nao consegue mais trabalha o bolsa familia e isso atende a nesecidade do meio dia de hoje vc que falo que deveria dar empregoo nao ta avim de montar uma empresa la no vale ou no certao nordestino poderia ter mao de obra mais barata! ouvi tipinho de gente que nao conhece a realdade me deixa indignado pois como sempre falo o bolsa familia nao precisava existir em certos estados mas aonde nao cai um pingo de agua quase o ano inteiro ai meus caros amigos nao tem geito ninguem em sam conciencia abre um empresa nese lugar a nao ser que enventam alguma coisa para o PO da terra kkk se nao sem chance. muito bom ese TEXTO parabens a outra coisa por que se o plano erra do FHC ele nao pois em pratica no seu mandato esperou e entregou ao PT deve ser poriso que nunca mais o PSDB conceguiu se eleger sao asno de mais.

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  79. marlene madalena possan foschiera março 29, 15:50

    Gostei muito, lucido , inteligente

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  80. André maio 19, 22:40

    Pena que este programa não chega em quem realmente precisa: miseráveis sem documentos.

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  81. Alex Barreto maio 20, 09:12

    Parabéns ! Uma visão técnica e imparcial!

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  82. Julio maio 22, 21:34

    o chato dos comentarios são os extremistas, tanto de um lado quanto de outro. O proposito do programa é excelente, pena que ta sendo implementado no Brasil-sil-sil! Aqui tudo se deturpa

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  83. estefane maio 26, 16:53

    eu queria ver todos os assuntos da bolsa familia

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  84. Rosaura Couto maio 27, 10:51

    Ótimo seu serviço de esclarecimento. Fui uma das pessoas que implantou o Bolsa Escola na Transamazônica, lá no princípio. Em realidade, institucionalmente,isto inicia com Dna Ruth Cardoso. E, vivi situações impensadas mesmo pelos pobres mais pobres do sul do país(de onde venho, tanto do sul, quanto dos mais pobres).
    Atendia gente que viajava dois dias para receber o cartão com 8, 13 e 25 reais, na época,e, ganhava por dia de trabalho para sustentar família de 8 ou 9 pessoas, o equivalente a menos de um real por pessoa da família.
    Como funcionária da CEF, convivi com este início todo e depois com a bancarização destas pessoas, que eu não entendia, mas eram reféns dos agiotas. Realmente, vc faz uma leitura honesta e real desta situação. É vergonhosa a situação de miséria da humanidade.Vergonhosa.

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  85. Luiz Carlos da Silva maio 27, 11:56

    Muito bom. Enriquece nosso discurso em defesa do melhor projeto já criado no Brasil em termos de justiça social.

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  86. Osmar Frag maio 27, 14:26

    Sempre é bom refrescar a memória do nosso povo , saber importancia, dos programas sociais, porque hoje não vimos e ouvimos as noticias nos meios de comunicações que mães que não tinham o que dar para seus filhos faziam sopa de papelão ou as crianças moriam de fome, sabemos que ainda falta muito para melhorar este Pais mas o primeiro passo é o mais importante e este foi dado, por isso continuo acreditando que este Pais vai dar certo , abç Osmar

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  87. Jovino Marques Gonçalves maio 27, 18:35

    Já li muita coisa , já ouvi muito , até desaforos ,mas isso sim , é uma dissertação consciente , escrita por alguém tecnicamente centrado ,sem parcialidade …Sei que tudo foi dito aqui …Mas distribuição de renda se faz mais ou menos dessa maneira , se não igual …Mas até achar que Bolsa Família cria vagabundos é muita insensatez …Fome e necessidade básica não se pode atribuir a vagabundagem …Tudo isso é falta de recursos ou alguém usando de poder para aliená-los …então o Bolsa Família e o programa Libertação ,das amarras da política sórdida oligárquica …Obrigado!

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  88. Eduardo Souza maio 27, 19:58

    Boa análise, mas creio ser a melhoria de vida dos miseráveis o efeito colateral. O “alvo” número um do programa ainda é a manutenção do poder.

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  89. Marco Vencato maio 29, 08:33

    O que vejo na cidade onde moro, existem muitos moradores de ruas, e esses porque não são ajudados? Qualquer cidade desse país tem gente atirada nas calçadas aos montes, e qual é o custo para o governo desse bolsa família? Será que ao invés de colocar esse montante de dinheiro como esmola, não deveriam ajeitar o país economicamente para dar emprego para todos, melhorar os hospitais, a segurança, acabar com a corrupção, diminuir os impostos, etc, etc Esse dinheiro dado dessa forma gratuitamente me cheira mal, um dia não muito longe, isso tudo vai estourar economicamente no bolso do cidadão brasileiro.

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  90. Lucia Maria de Jesus maio 30, 21:18

    Amenizou bastante meu julgamento quanto ao projeto.
    Mesmo porque em muitos trechos está como penso.
    Mas consigo ver agora, que a looooooooooooooooogoooo prazo funcione mesmo.
    E se disse que serve para direcionar pessoas para o lado errado, é porque já presenciei comentários que comprovam isto.
    E não foi uma só vez.
    Pessoa dizendo: “Não tô precisando, mas já que o governo dá, vou aproveitar”…
    Obrigada pelo esclarecimento.
    Eu realmente não conheço pessoalmente, nenhuma família nesta condição descrita…

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  91. vera lúcia lemes junho 1, 00:43

    Parabéns, A FOME MATA, NÃO ESPERA…

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  92. maria clelia de Cesaro castro junho 1, 15:19

    Gostei muito. Inteligente e informativo.

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  93. CALIL DAHER junho 1, 19:35

    O projeto “BOLSA-FAMILIA” seria melhor se, em vez de ter sido aplicado politicamente, fosse acompanhado de providências que permitissem aos mais necessitados terem acesso a escola, (as crianças teem que andar, no muito das vezes, uma légua), e as mirradas produções, geradas por seus pais, tivessem o socorro necessário para o seu crescimento. E que seus pais também tivessem acesso às escolas!

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    • mariafro Author junho 2, 16:57

      Calil vc precisa se informar melhor sobre o bolsa família, sobre transporte escolar, sobre rendimento escolar.

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  94. Jaciane Medeiros Souza da Silva junho 3, 17:25

    O Programa foi bem elaborado, para que ajudasse as famílias da classe popular e ainda ajudasse o nosso pais crescer e ser da miséria , também posso afirmar que precisa da grande contribuição das famílias que são beneficiadas..

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  95. Francisco Canindé Silva junho 7, 08:15

    O Bolsa Familia é o melhor imposto que eu pago ao governo federal.

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  96. josé carlos rosa junho 7, 19:24

    texto muito bem elaborado,me mostrou um lado que não havia pensado ,mas de uma volta la pelos norte de Minas, á cidades que poucos trabalham, vivem nas praças e fogem do trabalho,a realidade não é bem essa exposta,o bolsa teria que ser algo emergencial,aliado a outro programas.

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  97. PAULO GONÇALVES junho 23, 17:58

    Engraçado; eu viajo nos trens do RJ, e deparo frequentemente com pessoas aleijadas, que poderiam estar pedindo esmola, e estão trabalhando dignamente, vendendo coisas p/ adquirir o próprio sustento. Não precisaria falar mais nada, mas não consigo: cadê o controle da taxa de natalidade. Essa questão que é um calo na vida dos politiqueiros que ocupam os gabinetes públicos, comumente chamados de políticos; nunca foi abordada com a devida seriedade. Quantos miseráveis ainda vão nascer, p/ que o restante da população produtiva sustente. quando é que vamos falar francamente que sexo não é brincadeira e que se for praticado sem responsabilidade, vai se tornar um problema p/ todos nós. E nas grandes cidades em que temos que engolir essa nojeira apelidada de funk que nada mais é do que um afrodisíaco p/ as mentes pobres que povoam estas áreas de favelas e etc.. Quantas adolescentes estão dando a luz todos os anos em nossas cidades, sem que ninguém tome uma providência. Muito pelo contrário, baixaram a idade eleitoral porque perceberam que era mais um contingente à ser explorado. Coletivamente falando; na prática estes planos não funcionam, muito pelo contrário. Tanto no interior, quanto nas periferias das grandes cidades, a distribuição é desonesta e as pessoas se tornam ainda mais sem vergonha. Eu voto contra!

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  98. Marco Leotti junho 24, 19:46

    Ironicamente o “inventor” dessa bolsa vagabundo, o sr. Molusco, antes de ser eleito presidente acusava ser esse tipo de projeto social um mecanismo populista e eleitoreiro, deveria ser emergencial e não institucionalizado com está, é necessário ensinar a pescar e não dar o peixe, todos nós pagamos essa conta absurda, não é só o pobre que precisa crescer, as outras classes também tem o mesmo direito.

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    • Izabel outubro 14, 18:00

      As outras classes levantam todos os dias para trabalhar porque fazem 5 ou 6 refeições por dia. É muito facil falar em ensinar a pescar com a barriga cheia. Acho que os governos tem obrigação de dar assistencia aqueles que realmente precisam.Pago essa conta feliz da vida,sabe Marco? A conta que eu odeio ter que pagar,é aquela que os politicos todo mes colocam nos bolsos atraves da roubalheira que fazem . Isso é que doi no meu bolso.

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  99. Andrey Fagundes agosto 18, 22:19

    Texto louvável. Parabéns. E a prova da realidade do que você diz está nas mensagens de quem tenta criticar de forma ignorante e leviana esse excelente programa que é o Bolsa-Família. Como disseram anteriormente, é o melhor imposto que eu pago.

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  100. christian blum setembro 9, 10:28

    Me ajudou muito esse texto na aula de portugues.
    E mesmo o melhor texto de todos valeu!

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  101. Elielba outubro 21, 22:31

    O seu texto é realmente muito bom. Mas não concordo com a afirmação em ralação a educação, uma vez que o bolsa familia, ou bolsa escola, só funciona no faz de conta, pois os alunos que frequentam a escola para garantir o bolsa familia, não fazem jus a sua presença na escola, acabam atrapalhando as aulas e o bom desempenho dos alunos. Essa foi uma medida que não resultou em eficacia concreta pedagogicamente.
    Abraço

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    • mariafro Author outubro 22, 16:40

      Elieba as pesquisas dizem exatamente o oposto disso. Não apenas as pesquisas acadêmicas, mas as reportagens que pipocam em todos os cantos nos 10 anos do Bolsa Família.

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  102. Rosimeire Batista fevereiro 20, 21:52

    Esse realmente é uma excelente visão sobre os resultados do Bolsa Família. Esse programa, não resgatou a dignidade, pois antes essas pessoas hoje beneficiadas não a tinham, esse programa veio trazer a dignidade do povo sofrido.
    E é muito triste que ainda tenham pessoas com essa conversa atrasada de que se deve ensinar a pescar e não dar o peixe. Há peixe pra todos, mas as oportunidades são diferentes.

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  103. Levi março 24, 01:49

    Este texto parece escritura imparcial que parte de alguem que nao tenta analisar o Programa Bolsa Familia e sim explicar porque este projeto eh benefico a populacao.

    Dar dinheiro a miseraveis eh como dar um cigarro a um fumante. Ele resolve o problema momentario e criar a dependencia.
    Esse tipo de programa eh famoso historicamente em muitos paises do mundo como Angola, Venezuela, Bolivia, Romenia… Em nenhum caso este programa ajudou a vida das pessoas envolvidas e quando foi terminado arruinou de vez a vida das pessoas que o usavam corretamente.

    Dar dinheiro sem planos de melhoria de oportunidades de trabalho, infra-estrutura, educao nem saude, nao eh apenas comico, eh um circo de verdade… quem nunca estudou sobre a politico do pao e circo, recomendo.. Copa do Mundo e Bolsa Familia… o pans et circenses da atualidade.

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    • mariafro Author março 24, 07:13

      Levi, vc desconhece não apenas como funciona o programa, como também todas as pesquisas que mostram que os grupos atendidos pelo bolsa família tiraram realmente do risco essas populações vulneráveis, aconselho leitura das pesquisas acadêmicas no campo da saúde da mulher e da criança e da educação e do empreendedorismo e do combate à violência doméstica. Vc vai se surpreender. abs.

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  104. renato fernandes março 29, 22:43

    O “bolsa Família” é um programa totalmente fora de propósito que o povo precisa, pois precisam de melhores atendimentos à saúde (condições físicas para poder trabalhar, buscar renda para melhor sustento ;Educação (programas de incentivo as criança – promover a conduta moral e civil), condições de moradia e renda distribuída, propiciar a integração efetiva no trabalho com fomentando seu desenvolvimento como cidadão. Com relação do texto que foi subscritado torna-se relevante no ponto de vista político, por outro lado a visão que se tem de uma situação paliativa e com interesses inteiramente políticos. Os valores que correspondem ao Bolsa família, sequer não se compra a sexta básica, se não houver um programa de conscientização para os jovens para rumar outros caminhos fora do que já existam, como podemos dizer que o “Bolsa família” ira trazer benefícios! se este só funciona como uma “alusão” da vida.. Vale apenas como uma sobrevida para a comunidade pobre.

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  105. jose abril 8, 16:03

    Acho que tem que dar direito para o Brasileiro em sí….de que adiante dar o bolsa familia que tudo está caro no brasil, os impostos que pagamos são os mais caros do MUNDO, ao invés de dar o bolsa familia, poderiam tirar impostos de alguns produtos….como os remédios. COMPRA DE VOTO SIM

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    • mariafro Author abril 9, 15:10

      José, vc já ouviu falar em Farmácia popular? Pois então, se informe. Vc já viu que produtos a presidenta Dilma tirou impostos? Vc deveria cobrar dos sonegadores que tiram recursos meus e seus e do povo brasileiro, abs

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  106. Krisna abril 27, 10:31

    Não preciso de pesquisas, criança. Estou no magistério há 19 anos. A bolsa família prejudicou muito o nível em sala de aula. Os que mais atrapalham são justamente os que recebem o dito benefício. Se ao menos estivesse condicionado a desempenho, poderíamos comprovar sua eficácia. Do jeito que está, apenas prejudica quem quer estudar, pois é obrigado a conviver com quem vai à escola “por ir”, sem visar a um futuro e sim a manter uns trocos do governo. São imediatistas. Não me venha com suas batidas “pesquisa”, eu ouço de suas próprias bocas (e de suas mães) o que digo. Não critico o bolsa família, não. Porém insisto que deveria ser atrelado a rendimento. Antes que ache cruel, em escola pública só não fica na média (5,0) quem não quer. Mania de vociferar “vá pesquisar, vá estudar” a quem VIVE a realidade de suas “pesquisas”. A julgar pelo discurso de Elieba, vejo que ela está em sala de aula como eu.

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  107. Movimento Renova Canavieiras maio 4, 15:06

    Se Não é um programa eleitoreiro por que o governo não condiciona o beneficio ao voto ou seja: quem participar do programa não poderá votar ou mesmo: fazê-lo funcionar como a aposentadoria porque o que vemos são os políticos que se acham donos do programa ameaçarem seus adversários com frases do tipo: se fulano ganhar a eleição acabará com a Bolsa Família. Não somo contra a nenhum programa que venha ajudar os mais necessitador porém deveriam ter um prazo determinado por exemplo 5 anos enquanto o governo qualifica as pessoas para o mercado de trabalho e cuida da geração de empregos.

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    • mariafro Author maio 5, 08:57

      Que medo desse Movimento Reno Canavieiras, quer negar cidadania a populações sob risco social. Depois a direita não sabe porque foi escorraçada do poder.

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  108. vaneide andrade junho 15, 14:36

    vá ao CENTRO DE REFERENCIA A ASSISTÊNCIA SOCIAL e tire suas própria conclusões, ficar sentada na cadeira fazendo critica é muito fácil, difícil é acompanhar o cotidiano e as dificuldades encontradas por milhares de brasileiros…. quando uma pessoa esta com fome, eu tenho que dá o peixe ou ensinar a pescar?

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  109. GENI OLIMPIO FRANCO agosto 28, 15:43

    REALMENTE VARIAS FAMÍLIAS NECESSITA DE BOLSA FAMÍLIA NO PAIS, ISTO ESTA CLARO ,GRANDE ESQUEMA DEVERIA EXISTIR PARA QUE OS BENEFÍCIOS SEJA ENTREGUE COM SERIEDADE ,PARA QUE TODOS RECONHEÇA QUE O PROGRAMA FOI UM SUCESSO EM NOSSO PAIS , TENDO TRANSPARÊNCIA EM SUAS ENTREGAS , PARA QUE O PAIS TENHA GRANDE DESENVOLVIMENTO…ESPERO QUE O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA CONTINUE ,AJUDANDO A POPULAÇÃO DO PAIS…ESTE TEXTO É MARAVILHO ME FEZ EM CHEGAR COISAS QUE NÃO IMAGINAVA, OBRIGA AMEI PARABÉNS!

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  110. maria da conceição sousa fernandes setembro 14, 12:52

    Relevante é pensar. Corajoso é refletir com consciência. Excelente. Essas políticas assistenciais de emergência não são aceitas por causa da força da mídia e do poder econômico que forma opinião de pessoas que não conseguiram desenvolver a chamada consciência social nem o sentido da solidariedade. E, dizer que a Carta Francesa de 1793 já reconheceu a divida social (século XVI) e ainda não despertou a sensibilidade da nossa sociedade. Lamentável. Esse rumo nos levará a melhores condições de vida.

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  111. Denisi setembro 25, 19:27

    Texto excelente, esclarecedor e imparcial que me emocionou por me reportar ao passado (33 anos atrás) quando iniciei minha vida profissional,professora dos anos iniciais, atualmente, aposentada! Li atentamente o texto e nada tenho a acrescentar, tamanha grandeza do mesmo. Parabéns ao autor! Obrigada mariafro! Quem viveu e participou da dura realidade desde 1980 reconhece a importância do programa.

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  112. Ludvig outubro 14, 09:35

    Se depois de ler este texto vcs continuarem achando bolsa familia, eu desisto.
    http://mises.org.br/Article.aspx?id=1541

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  113. mariafro Author outubro 4, 19:56

    Roberto, por quê? Escreva um com argumentos que publico, agora em uma linha não dá pra considerar, certo?

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