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O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li

setembro 29th, 2010 by mariafro

Vale a pena ler com cuidado, atenção. Este texto explica de modo muito pragmático até ao ser mais conservador do planeta porque o Bolsa-Família é um programa único e transformador de uma realidade de exclusão secular no Brasil sem ser necessário dar um tiro sequer.

Da próxima vez que você encontrar um ignorante que não sabe o valor de um programa social como este, você pode tirá-lo da ignorância informado-o com todos os excelentes argumentos do professor Daniel Caetano.

Bolsa-Família: Efeitos Colaterais

Por: Daniel Jorge Caetano em seu blog

28/09/2010

Não gosto muito de tratar assuntos políticos aqui; a razão para isso é que gosto de estimular a reflexão sobre o que observo no dia-a-dia e, acredito, falar sobre política sai um pouco desta linha, dado que nela o mote principal não é a razão e reflexão, mas a negociação de interesses.

Vou abrir uma exceção desta vez, devido a uma conversa que ouvi ontem.
Conversavam sobre a ineficiência, ineficácia do “bolsa-esmola” e toda a falácia que supostamente cerca o referido programa (positivas e negativas). O que me permite abrir essa exceção é o fato de que todos os candidatos parecem estar apoiando esta iniciativa – ainda que, em alguns casos, esse apoio seja motivo de riso para muitos.

Sou uma pessoa técnica, não gosto de fazer política. Minha experiência no campo político me proporcionou muita angustia pessoal; foi quando descobri que não tenho fígado para isso1. Assim, há algum tempo, seguindo a minha visão técnica e sem conhecer muita coisa da realidade brasileira, eu questionava muito o tal do Bolsa Família; em especial, quanto à sua eficácia.

Avaliando superficialmente, o Bolsa Família é “um programa assistencialista e populista, uma forma legal de compra de votos”, como ouvi alguém colocar.

Não há como negar que é possível – e alguns diriam provável – que essa é a índole do programa, isto é, que essa é a motivação primordial por trás do programa. Por outro lado, vem a dúvida: será que esta é a característica mais relevante em uma análise mais ampla?

Depois de viajar pelo interior do Brasil, por lugares como o Vale do Jequitinhonha no norte de Minas Gerais ou o interior da Bahia, regiões extremamente mais pobres que a em que vivo – São Paulo -, conversar com os habitantes destes lugares e ouvir da boca deles como a vida da comunidade melhorou (e não apenas das famílias diretamente beneficiadas pelo programa), me convenci que a avaliação “rasa” do programa era falha, e comecei a procurar entender melhor suas consequências.

A conclusão a que cheguei é que ele tem efeitos muito mais relevantes do que aqueles normalmente explicitados. Aqueles que consideram que se trata apenas de um programa eleitoreiro, podem considerar que esses “efeitos”, na verdade, são apenas “efeitos colaterais”. Mas isso não invalida, de forma alguma, as conclusões sobre a validade do programa.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que, me parece, o segredo por trás do sucesso do programa é o valor que foi definido para a bolsa, além dos critérios para sua concessão. Os critérios são relevantes, mas dependem de controle – algo difícil de se conseguir, dada a amplitude de programa. O valor da bolsa, entretanto, tem um efeito auto-regulador interessante, que dispensa controle ativo.

Que efeito auto-regulador é esse? É o efeito de ser uma bolsa de um valor alto o suficiente para permitir que as famílias saiam da miséria absoluta, mas baixo o suficiente para que, assim que a situação melhora, seja para a pessoa ou para a comunidade em que ela vive, a bolsa se torna desprezível.

Para entender essa afirmação, é preciso avaliar os efeitos todos do programa, o que tentarei apresentar em diversos níveis, sempre com foco nos benefícios sociais que ele proporciona (e não nos ganhos políticos decorrentes).

Efeitos de Primeira Ordem

Os efeitos de primeira ordem são aqueles diretos, ou seja, uma melhoria da qualidade de vida dos mais miseráveis. Em tese, os beneficiários diretos são apenas as famílias que recebem a bolsa e é este tipo de efeito que leva a uma definição, talvez precipitada, de que se trata de um programa “populista e eleitoreiro”.2

Efeitos de Segunda Ordem

Os efeitos de segunda ordem são aqueles observados na sociedade, em um curto intervalo de tempo, após a implementação do programa.

Na economia

As pessoas que recebem o bolsa família tem, proporcionalmente, um grande aumento em seu poder de compra; essas pessoas, entretanto, não estão em um patamar de consumo em que aumentar o poder de compra significa comprar supérfluos (celulares, carros etc.), mas sim em um patamar onde existe necessidade reprimida por alimentos e insumos básicos para a vida digna (água, limpeza, material escolar, dentre outros).

Como a maioria destas pessoas vivem em lugares muito pobres3, estes produtos, em geral, não são adquiridos em grandes supermercados, mas em pequenas vendas e pequenos comércios locais.

Ora, a “vendinha” da esquina, ao ganhar novos consumidores e ter um aumento substancial do consumo, pode crescer. Se cresce, não apenas pode vir a gerar empregos, mas também movimenta a economia local: o dono da vendinha e seus funcionários também vão comprar em outras lojas.

Adicionalmente, o dono da vendinha tem como negócio o comércio, ou seja, ele não produz o que vende. Se aumentou a venda, ele tem que comprar mais.
Isso movimenta a agricultura e produção local e, em estágios mais avançados, até mesmo aumenta o consumo em outros mercados, de onde o dono da vedinha tem que ir buscar produtos, “na cidade grande”. Em outras palavras, trata-se do surgimento de novos mercados produtores e consumidores, possibilitando inclusive a indução de emprego e melhoria das condições de vida em outras regiões.

Além do efeito óbvio que isso tem para o aumento da qualidade de vida local, a maior parte dessas operações geram impostos para o governo e, embora seja difícil precisar o valor que “volta” para o governo de cada Real gasto com o Bolsa Família, o certo é que uma parte volta. Como são mercados novos, isso significa que o imposto que volta tem o efeito de diminuir o custo do programa, o que para o governo – e para o povo que o financia – é ótimo.

Agora, uma outra coisa que acontece com o aquecimento da economia local é, em geral, uma inflação local. É comum que nas regiões mais pobres tudo custe muito barato, porque as pessoas não têm dinheiro para consumir. Com o dinheiro e a melhoria inicial das condições de vida das pessoas, ocorre um aumento do consumo e, com isso, é normal que exista uma pequena inflação local. Bizarramente, isso é positivo, proporcionando um dos instrumentos de auto-regulação do benefício.

Quando alguém diz que “o cara vai receber a bolsa e não vai mais querer trabalhar”, está ignorando que a economia é dinâmica: com a inflação local  e o aumento do seu padrão de consumo, o poder de compra da bolsa para uma dada família vai cair com o tempo. Como o indivíduo pode trabalhar e receber a bolsa, com o tempo se torna mais interessante manter o emprego - que com o aquecimento da economia local tende a pagar melhor – do que a manutenção da bolsa – que tem valor fixo nacionalmente, não levando em conta as questões locais.

Isso pode acabar se tornando um caminho natural para a “porta de saída” da bolsa, depois de ter estimulado o desenvolvimento local.4

Na política

Uma consquência curiosa – e que só me atentei para ela conversando com pessoas de local onde o coronelismo era muito forte – é que o Bolsa Família tirou poder das oligarquias locais, vulgarmente conhecidas como “famílias de coronéis”.

Historicamente estas famílias dominavam a política local através da compra do voto com coisas pequenas e baratas: pares de chinelos, sacos de farinha, coisas que não lhes custavam nada, mas que lhes permitiam governar uma cidade ou estado, receber verbas federais e desviar recursos à vontade, pois o povo – mantido ignorante e necessitado – via neles salvadores que lhes permitiam beber água da chuva – captada em um açude construído em propriedade particular de político, usando verba pública – a um pequeno custo… ou até mesmo de graça… “como é bom nosso governante!”

Obviamente este problema não acabou com o Bolsa Família, mas aparentemente vem se reduzindo. A razão para isso é que, com aquela pequena ajuda, nestes locais muito pobres onde se comprava um voto com um par de chinelos, as pessoas não têm mais interesse em vender seus votos por essas coisas – agora elas conseguem comprar o saco de farinha, sem precisar implorar ou trocar favores – ou seja, sobrevivem de maneira mais digna.

Assim, comprar o voto tornou-se uma prática naturalmente mais cara – ou seja, o Bolsa Família inflacionou a compra de votos, dificultando ou até mesmo impossibilitando a prática. Com isso, abre-se espaço para uma possível diversificação no espectro político em várias localidades. Surgem novas lideranças locais, municipais, mudando a dinâmica política da região.

Ainda que isso pareça um pouco distante, de médio prazo ao menos, novas lideranças locais têm assumido no lugar de velhas famílias oligárquicas em muitos lugares, o que pode ter como um de seus fatores de influência justamente o Bolsa Família (embora dificilmente seja o único, é claro!)

Alguns podem alegar que deixou-se de vender votos localmente para se vender nacionalmente, uma vez que com o benefício o governo federal estaria comprando votos também. Mas é questionável a validade de se falar em um “coronelismo federal”, dada o baixo contato entre povo e governo federal.5

Na educação

Como o foco do Bolsa Família é na alimentação (faz parte do Programa Fome Zero) e a concessão da Bolsa exige a presença das crianças na escola6, ele contribui para uma melhoria na educação, embora não a garanta.

A combinação da presença e alimentação é importante porque ninguém aprende nada sem ir para a escola e, mesmo indo, não aprende se estiver com fome.
Os efeitos da desnutrição na capacidade de aprendizado são vastos.

Infelizmente isso não é garantia, porque a educação básica em nosso país ainda é extremamente deficiente e, até o momento, por ser competência estadual e municipal, não há nada que o Governo Federal possa fazer a respeito.7

Na saúde

Outra exigência para a concessão da Bolsa são os cuidados com a saúde da criança, regulamentado como exigência de vacinação, por exemplo. Bem alimentada e com orientações mínimas, as pessoas se mantém mais saudáveis e dependem menos do deficiente sistema público de saúde. Isso leva também a uma vida mais digna e traz mais motivação às pessoas.

Efeitos de Terceira Ordem

Os efeitos de terceira ordem são aqueles que decorrem da combinação dos efeitos de segunda ordem, além da universalização destes efeitos com o passar do tempo. Analisarei alguns deles.

Na sociedade

Com todos os efeitos de segunda ordem citados, em especial a geração de condições de vida mais dignas nos mercados locais – dado o seu desenvolvimento -, ocorre a formação de uma consciência de cultura local e, também, a fixação das pessoas onde elas estão, gerando novos pólos de desenvolvimento, produção e consumo.

Essa fixação é fundamental, uma vez que os grandes centros atuais não comportam mais crescimento populacional, já vivendo em uma condição de esgotamento de recursos (congestionamentos, falta de água, alto custo da alimentação, poluição, etc).

Fixando as pessoas em seu local de origem proporciona uma sociedade melhor distribuída, tornando a ocupação e o desenvolvimento nacional menos desigual, possibilitando acesso melhor distribuído aos recursos naturais de todas as regiões do país.

Na política

Com o passar do tempo, as novas lideranças locais podem ser tornar novas lideranças regionais ou até mesmo nacionais. Essa renovação nas lideranças políticas é saudável para a democracia, proporcionando seu amadurecimento.8

Na educação

Um efeito já apontado em algumas análises é que, à medida que as condições de vida das pessoas melhoram, com um crescimento do rendimento per-capita, quando a renda do Bolsa Família passa a não se mais tão importante na alimentação – mas ainda antes de se tornar dispensável -, ela passa a ser utilizada na aquisição de livros e material escolar.

Este efeito, já constatado em alguns locais9, proporciona, juntamente com outros fatores de segunda ordem, um grande ganho na capacidade de aprendizado dos estudantes, contribuindo para a formação de gerações mais formalmente educadas.

Na saúde

Com alimentação, estudo e cuidados médicos básicos, temos um povo mais saudável; e um povo mais saudável é mais feliz, produz melhor e consome mais. Isso tudo já é ótimo para a nação.

Mais que isso, entretanto, os efeitos de longo prazo de políticas da mudança da cultura da população mais pobre – proporcionadas pelas exigências de concessão de bolsas do Bolsa Família -, podem formar gerações não apenas mais saudáveis, mas mais conscientes de sua própria saúde. E pessoas mais conscientes de sua saúde, em geral, cuidam dela, em um nível muito mais alto, como melhor alimentação, atividades físicas etc.

Efeitos de Quarta Ordem

Os efeitos de quarta ordem são os benefícios intrínsecos da universalização dos efeitos de terceira ordem. Os que imagino mais imediatos são três.

O primeiro é a influência de todos estes fatores nos gastos públicos com saúde. Esta área pode se beneficiar extremamente de uma população mais saudável e bem educada, tanto no aspecto financeiro – menos gastos com saúde pública – quando econômico – com um menor número de pessoas solicitando o sistema público de saúde, aqueles que o solicitam podem ser melhor atendidos, com um investimento público potencialmente menor.

O segundo é que, com uma melhor educação, obviamente combinadas com outras políticas que venham melhorar a cultura dos alunos, teremos uma população mais culta, capaz de escolher melhor seus representantes políticos, buscando um equilíbrio entre renovação e experiência, rumando cada vez mais em direção a uma democracia madura.

O terceiro é a influência de tudo isso nos gastos públicos com o próprio programa. Uma vez que a nossa população já ruma para uma estabilidade numérica e, com essa população cada vez mais educada, saudável e consciente, o número de famílias que precisam do Bolsa Família tende a ser cada vez menor.10

Pontos negativos

Nem tudo são flores, no entanto. Como estes efeitos só podem ser observados com a presença do programa em todo o país, os números de beneficiários são extremamente altos e, assim, o controle dos parâmetros de concessão ficam prejudicados. É praticamente impossível fazer um controle rígido sem que os custos do programa crescam demasiadamente.

Ainda que evidentemente ocorram desvios – devido ao controle precário -, é bastante possível que estes desvios representem um valor financeiro bastante inferior ao custo que teria um controle mais apurado. Esta afirmação não vem meramente de uma eventual fiscalização ter um custo alto, mas também do fato que os valores movimentados individualmente são muito baixos. Para que quantias grandes sejam de fato desviadas, grandes esquemas precisam ser armados.

Contra “grandes esquemas”, mesmo um controle menos sofisticado pode ser capaz de detectá-lo e, convém lembrar, principalmente na hipótese de “programa eleitoreiro para compra de votos” – como dizem alguns -, o governo seria o menor interessado em que exista desvio desta verba específica.

Adicionalmente, tanto o cadastro quanto o controle atuais são feitos pelos estados e municípios, que em grande parte não estão nas mãos dos mesmos partidos que o governo federal, o que dificulta ainda mais a formação de grandes esquemas sem que ninguém tenha conhecimento.

Moral da história: se ocorre desvio, é com o consentimento de todos; isso não torna a preocupação com os desvios menos importante, mas não serve de munição eleitoral contra o programa em si.

Conclusões

Diante do apresentado, afirmar simplesmente que se trata de um programa de esmolas é limitar demais o escopo de um programa que, sendo implantado de maneira generalizada como foi, pode trazer enormes transformações para um país – e, dentro de certos limites, já me parece estar trazendo, ainda que eles sejam pouco visíveis aqui em São Paulo.11

O conjunto de efeitos que o programa traz consigo, cada um deles potencializando fatores fundamentais para o desenvolvimento do país em todos os níveis humanos, aliado ao seu custo relativamente baixo aos cofres públicos, tornam o Bolsa Família não apenas um programa de sucesso momentâneo, mas também uma proposta de estratégia de médio e longo prazo que tem, no meu entender, boas chances de, em conjunto com outras políticas, modificar positivamente a sociedade brasileira.

No fim, fica até difícil dizer qual é o efeito colateral. Seria um programa “populista e eleitoreiro” que, por acaso, melhora a condição de vida da sociedade como um todo, ou será que é um programa que, por melhorar a condição de vida da sociedade, torna-se popular e com dividendos eleitorais óbvios?

Quando ainda não observaram como isso é bom para a vida de todos, alguns dizem que nós não temos que pagar (através dos impostos) um programa como esse, observando apenas os aspectos dos dividendos eleitorais.

Entretanto, esta visão é simplesmente um reflexo da educação míope que nos foi imposta. Fomos educados de maneira bizarra, do ponto de vista social, ensinados que o importante é acumular e, portanto, dividir é mau.

A questão é que muitas vezes é preciso dividir para somar12, ainda que a nossa criação – que define nossos preconceitos e medos – possa tornar dificultosa esta percepção. Nos limitamos a analisar os efeitos diretos, de curto prazo, de primeira ordem.

Porém, é preciso ir além. Desprezar efeitos de ordens superiores pode ser desastroso quando o propósito é planejar o futuro de uma nação.

(1) Um dia eu falo mais sobre isso e, claro, explico a minha visão política. Resumidamente é isso: assuntos técnicos são importantes demais para deixar na mão de políticos e assuntos políticos são importantes demais para serem deixados nas mãos de técnicos. Cada macaco no seu galho.

(2) Em todo caso, no meu entender, é desumano dizer simplesmente que “não temos que pagar por isso”. Quem decidiu isso foi um governo democraticamente eleito pela maioria. Dizer que “não temos” que pagar (através dos impostos) os custos de uma política social do governo, é uma desrespeito ao poder democraticamente concedido. Democracia é o poder da maioria das pessoas (demos, povo), não de quem tem a maioria do dinheiro.

(3) Nos grandes centros, o valor da bolsa não tem grandes efeitos, dado o alto custo de vida.

(4) É claro que vão existir aqueles que são, sim, vagabundos e vão ficar apenas com a bolsa… mas cedo aprendi que não adianta ajudar quem não quer ser ajudado; isso não significa, porém, que não devemos de ajudar àqueles que precisam e querem ajuda, com a justificativa de existem pessoas que não querem a ajuda.

(5) Ainda que aparente uma roupagem de falta de ética, não se faz política de outra forma que não negociando benefícios a determinados grupos. E negociar com base em benefícios ao povo é tão legítimo como negociar com base em benefícios para grandes grupos estrangeiros. A escolha do grupo que o governo pretende beneficiar depende meramente do retorno que ele espera obter.

(6) Cconforme artigo 3o. da Lei No. 10.836 de 9 de Janeiro de 2004.

(7) Além de propiciar vagas em excesso nas universidades, possibilitando baixo custo do ensino superior mesmo para pessoas com deficiências de formação básica. Infelizmente isso é uma medida de curto prazo para minimizar o problema, uma vez que não há como resolver de maneira ideal a situação de centenas de milhares de brasileiros que já perderam anos e anos de sua vida em uma educação básica absolutamente inadequada e ineficiente.

(8) “Alternância de poder” não é um termo de que eu goste, por que em geral leva a uma noção errada de troca entre esquerda e direita; não acho que uma nação precise passar um tempo andando para um lado e depois passar igual período de tempo andando para outro, pouco saindo do lugar, isto é, pouco indo adiante. Mais importante do que alternância de poder entre orientações políticas diferentes é a evolução da cultura política e dos políticos. Neste sentido, a chave para a evolução da democracia são novas lideranças, mais ligadas às necessidades do futuro que aos vícios do passado, sem desprezo do valor da experiência dos políticos mais velhos.

(9) O Google é seu amigo.

(10) Como alguém já comentou, é desnecessário aumentar em demasia o programa Bolsa Família (dobrá-lo, por exemplo), porque seria um contra-senso diante de todo o exposto aqui; para que fosse razoável dobrá-lo, seria necessário que se aumentasse a pobreza e a miséria do país, que é justamente o que se pretende com o programa. Se isso acontecesse, isto é, se a pobreza e miséria aumentasse mesmo com o programa já existente, isso significaria que o programa não funciona e, portanto, também não precisaria ser aumentado. Ainda que no curto prazo talvez possam ser necessários ajustes, com um leve aumento no número de bolsas concedidas, a tendência do programa Bolsa Família deve ser apenas a de queda neste número, ao menos quando se considera um horizonte de 5 a 10 anos.

(11) Aliás, diante da exposição deste texto, a “invisibilidade” das melhorias do Bolsa Família aqui em São Paulo já devem ser óbvias, dado o alto custo de vida. Isso para não falar que o governo do estado de São Paulo e, em especial, a Prefeitura do Município de São Paulo não foram capazes de – ou não se interessaram em – organizar a estrutura necessária para a criação do cadastro de requerentes e o órgão de controle do Bolsa Família por aqui.

(12) Algo tão óbvio quanto dizer que é preciso investir para poder ter lucro.

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  • vá ao CENTRO DE REFERENCIA A ASSISTÊNCIA SOCIAL e tire suas própria conclusões, ficar sentada na cadeira fazendo critica é muito fácil, difícil é acompanhar o cotidiano e as dificuldades encontradas por milhares de brasileiros…. quando uma pessoa esta com fome, eu tenho que dá o peixe ou ensinar a pescar?

  • […] O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li […]

  • […] O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li […]

  • Que medo desse Movimento Reno Canavieiras, quer negar cidadania a populações sob risco social. Depois a direita não sabe porque foi escorraçada do poder.

  • Se Não é um programa eleitoreiro por que o governo não condiciona o beneficio ao voto ou seja: quem participar do programa não poderá votar ou mesmo: fazê-lo funcionar como a aposentadoria porque o que vemos são os políticos que se acham donos do programa ameaçarem seus adversários com frases do tipo: se fulano ganhar a eleição acabará com a Bolsa Família. Não somo contra a nenhum programa que venha ajudar os mais necessitador porém deveriam ter um prazo determinado por exemplo 5 anos enquanto o governo qualifica as pessoas para o mercado de trabalho e cuida da geração de empregos.

  • Não preciso de pesquisas, criança. Estou no magistério há 19 anos. A bolsa família prejudicou muito o nível em sala de aula. Os que mais atrapalham são justamente os que recebem o dito benefício. Se ao menos estivesse condicionado a desempenho, poderíamos comprovar sua eficácia. Do jeito que está, apenas prejudica quem quer estudar, pois é obrigado a conviver com quem vai à escola “por ir”, sem visar a um futuro e sim a manter uns trocos do governo. São imediatistas. Não me venha com suas batidas “pesquisa”, eu ouço de suas próprias bocas (e de suas mães) o que digo. Não critico o bolsa família, não. Porém insisto que deveria ser atrelado a rendimento. Antes que ache cruel, em escola pública só não fica na média (5,0) quem não quer. Mania de vociferar “vá pesquisar, vá estudar” a quem VIVE a realidade de suas “pesquisas”. A julgar pelo discurso de Elieba, vejo que ela está em sala de aula como eu.

  • José, vc já ouviu falar em Farmácia popular? Pois então, se informe. Vc já viu que produtos a presidenta Dilma tirou impostos? Vc deveria cobrar dos sonegadores que tiram recursos meus e seus e do povo brasileiro, abs

  • Acho que tem que dar direito para o Brasileiro em sí….de que adiante dar o bolsa familia que tudo está caro no brasil, os impostos que pagamos são os mais caros do MUNDO, ao invés de dar o bolsa familia, poderiam tirar impostos de alguns produtos….como os remédios. COMPRA DE VOTO SIM

  • O “bolsa Família” é um programa totalmente fora de propósito que o povo precisa, pois precisam de melhores atendimentos à saúde (condições físicas para poder trabalhar, buscar renda para melhor sustento ;Educação (programas de incentivo as criança – promover a conduta moral e civil), condições de moradia e renda distribuída, propiciar a integração efetiva no trabalho com fomentando seu desenvolvimento como cidadão. Com relação do texto que foi subscritado torna-se relevante no ponto de vista político, por outro lado a visão que se tem de uma situação paliativa e com interesses inteiramente políticos. Os valores que correspondem ao Bolsa família, sequer não se compra a sexta básica, se não houver um programa de conscientização para os jovens para rumar outros caminhos fora do que já existam, como podemos dizer que o “Bolsa família” ira trazer benefícios! se este só funciona como uma “alusão” da vida.. Vale apenas como uma sobrevida para a comunidade pobre.

  • Levi, vc desconhece não apenas como funciona o programa, como também todas as pesquisas que mostram que os grupos atendidos pelo bolsa família tiraram realmente do risco essas populações vulneráveis, aconselho leitura das pesquisas acadêmicas no campo da saúde da mulher e da criança e da educação e do empreendedorismo e do combate à violência doméstica. Vc vai se surpreender. abs.

  • Este texto parece escritura imparcial que parte de alguem que nao tenta analisar o Programa Bolsa Familia e sim explicar porque este projeto eh benefico a populacao.

    Dar dinheiro a miseraveis eh como dar um cigarro a um fumante. Ele resolve o problema momentario e criar a dependencia.
    Esse tipo de programa eh famoso historicamente em muitos paises do mundo como Angola, Venezuela, Bolivia, Romenia… Em nenhum caso este programa ajudou a vida das pessoas envolvidas e quando foi terminado arruinou de vez a vida das pessoas que o usavam corretamente.

    Dar dinheiro sem planos de melhoria de oportunidades de trabalho, infra-estrutura, educao nem saude, nao eh apenas comico, eh um circo de verdade… quem nunca estudou sobre a politico do pao e circo, recomendo.. Copa do Mundo e Bolsa Familia… o pans et circenses da atualidade.

  • Esse realmente é uma excelente visão sobre os resultados do Bolsa Família. Esse programa, não resgatou a dignidade, pois antes essas pessoas hoje beneficiadas não a tinham, esse programa veio trazer a dignidade do povo sofrido.
    E é muito triste que ainda tenham pessoas com essa conversa atrasada de que se deve ensinar a pescar e não dar o peixe. Há peixe pra todos, mas as oportunidades são diferentes.

  • Elieba as pesquisas dizem exatamente o oposto disso. Não apenas as pesquisas acadêmicas, mas as reportagens que pipocam em todos os cantos nos 10 anos do Bolsa Família.

  • O seu texto é realmente muito bom. Mas não concordo com a afirmação em ralação a educação, uma vez que o bolsa familia, ou bolsa escola, só funciona no faz de conta, pois os alunos que frequentam a escola para garantir o bolsa familia, não fazem jus a sua presença na escola, acabam atrapalhando as aulas e o bom desempenho dos alunos. Essa foi uma medida que não resultou em eficacia concreta pedagogicamente.
    Abraço

  • Me ajudou muito esse texto na aula de portugues.
    E mesmo o melhor texto de todos valeu!

  • Texto louvável. Parabéns. E a prova da realidade do que você diz está nas mensagens de quem tenta criticar de forma ignorante e leviana esse excelente programa que é o Bolsa-Família. Como disseram anteriormente, é o melhor imposto que eu pago.

  • Ironicamente o “inventor” dessa bolsa vagabundo, o sr. Molusco, antes de ser eleito presidente acusava ser esse tipo de projeto social um mecanismo populista e eleitoreiro, deveria ser emergencial e não institucionalizado com está, é necessário ensinar a pescar e não dar o peixe, todos nós pagamos essa conta absurda, não é só o pobre que precisa crescer, as outras classes também tem o mesmo direito.

  • Engraçado; eu viajo nos trens do RJ, e deparo frequentemente com pessoas aleijadas, que poderiam estar pedindo esmola, e estão trabalhando dignamente, vendendo coisas p/ adquirir o próprio sustento. Não precisaria falar mais nada, mas não consigo: cadê o controle da taxa de natalidade. Essa questão que é um calo na vida dos politiqueiros que ocupam os gabinetes públicos, comumente chamados de políticos; nunca foi abordada com a devida seriedade. Quantos miseráveis ainda vão nascer, p/ que o restante da população produtiva sustente. quando é que vamos falar francamente que sexo não é brincadeira e que se for praticado sem responsabilidade, vai se tornar um problema p/ todos nós. E nas grandes cidades em que temos que engolir essa nojeira apelidada de funk que nada mais é do que um afrodisíaco p/ as mentes pobres que povoam estas áreas de favelas e etc.. Quantas adolescentes estão dando a luz todos os anos em nossas cidades, sem que ninguém tome uma providência. Muito pelo contrário, baixaram a idade eleitoral porque perceberam que era mais um contingente à ser explorado. Coletivamente falando; na prática estes planos não funcionam, muito pelo contrário. Tanto no interior, quanto nas periferias das grandes cidades, a distribuição é desonesta e as pessoas se tornam ainda mais sem vergonha. Eu voto contra!

  • [...] Leia também: O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li [...]

  • texto muito bem elaborado,me mostrou um lado que não havia pensado ,mas de uma volta la pelos norte de Minas, á cidades que poucos trabalham, vivem nas praças e fogem do trabalho,a realidade não é bem essa exposta,o bolsa teria que ser algo emergencial,aliado a outro programas.

  • O Bolsa Familia é o melhor imposto que eu pago ao governo federal.

  • O Programa foi bem elaborado, para que ajudasse as famílias da classe popular e ainda ajudasse o nosso pais crescer e ser da miséria , também posso afirmar que precisa da grande contribuição das famílias que são beneficiadas..

  • Calil vc precisa se informar melhor sobre o bolsa família, sobre transporte escolar, sobre rendimento escolar.

  • O projeto “BOLSA-FAMILIA” seria melhor se, em vez de ter sido aplicado politicamente, fosse acompanhado de providências que permitissem aos mais necessitados terem acesso a escola, (as crianças teem que andar, no muito das vezes, uma légua), e as mirradas produções, geradas por seus pais, tivessem o socorro necessário para o seu crescimento. E que seus pais também tivessem acesso às escolas!

  • Gostei muito. Inteligente e informativo.

  • Parabéns, A FOME MATA, NÃO ESPERA…

  • Amenizou bastante meu julgamento quanto ao projeto.
    Mesmo porque em muitos trechos está como penso.
    Mas consigo ver agora, que a looooooooooooooooogoooo prazo funcione mesmo.
    E se disse que serve para direcionar pessoas para o lado errado, é porque já presenciei comentários que comprovam isto.
    E não foi uma só vez.
    Pessoa dizendo: “Não tô precisando, mas já que o governo dá, vou aproveitar”…
    Obrigada pelo esclarecimento.
    Eu realmente não conheço pessoalmente, nenhuma família nesta condição descrita…

  • O que vejo na cidade onde moro, existem muitos moradores de ruas, e esses porque não são ajudados? Qualquer cidade desse país tem gente atirada nas calçadas aos montes, e qual é o custo para o governo desse bolsa família? Será que ao invés de colocar esse montante de dinheiro como esmola, não deveriam ajeitar o país economicamente para dar emprego para todos, melhorar os hospitais, a segurança, acabar com a corrupção, diminuir os impostos, etc, etc Esse dinheiro dado dessa forma gratuitamente me cheira mal, um dia não muito longe, isso tudo vai estourar economicamente no bolso do cidadão brasileiro.

  • Boa análise, mas creio ser a melhoria de vida dos miseráveis o efeito colateral. O “alvo” número um do programa ainda é a manutenção do poder.

  • Já li muita coisa , já ouvi muito , até desaforos ,mas isso sim , é uma dissertação consciente , escrita por alguém tecnicamente centrado ,sem parcialidade …Sei que tudo foi dito aqui …Mas distribuição de renda se faz mais ou menos dessa maneira , se não igual …Mas até achar que Bolsa Família cria vagabundos é muita insensatez …Fome e necessidade básica não se pode atribuir a vagabundagem …Tudo isso é falta de recursos ou alguém usando de poder para aliená-los …então o Bolsa Família e o programa Libertação ,das amarras da política sórdida oligárquica …Obrigado!

  • Sempre é bom refrescar a memória do nosso povo , saber importancia, dos programas sociais, porque hoje não vimos e ouvimos as noticias nos meios de comunicações que mães que não tinham o que dar para seus filhos faziam sopa de papelão ou as crianças moriam de fome, sabemos que ainda falta muito para melhorar este Pais mas o primeiro passo é o mais importante e este foi dado, por isso continuo acreditando que este Pais vai dar certo , abç Osmar

  • Muito bom. Enriquece nosso discurso em defesa do melhor projeto já criado no Brasil em termos de justiça social.

  • Ótimo seu serviço de esclarecimento. Fui uma das pessoas que implantou o Bolsa Escola na Transamazônica, lá no princípio. Em realidade, institucionalmente,isto inicia com Dna Ruth Cardoso. E, vivi situações impensadas mesmo pelos pobres mais pobres do sul do país(de onde venho, tanto do sul, quanto dos mais pobres).
    Atendia gente que viajava dois dias para receber o cartão com 8, 13 e 25 reais, na época,e, ganhava por dia de trabalho para sustentar família de 8 ou 9 pessoas, o equivalente a menos de um real por pessoa da família.
    Como funcionária da CEF, convivi com este início todo e depois com a bancarização destas pessoas, que eu não entendia, mas eram reféns dos agiotas. Realmente, vc faz uma leitura honesta e real desta situação. É vergonhosa a situação de miséria da humanidade.Vergonhosa.

  • eu queria ver todos os assuntos da bolsa familia

  • o chato dos comentarios são os extremistas, tanto de um lado quanto de outro. O proposito do programa é excelente, pena que ta sendo implementado no Brasil-sil-sil! Aqui tudo se deturpa

  • Parabéns ! Uma visão técnica e imparcial!

  • Pena que este programa não chega em quem realmente precisa: miseráveis sem documentos.

  • [...] O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li | Maria Frô: [...]

  • [...] O melhor texto sobre o Bolsa-Família que já li | Maria Frô [...]

  • Gostei muito, lucido , inteligente

  • Dar emprego seria justo e digno mas se tirarem um tempinho e ao enves de nas ferias visitarem os lindos litorais brasileiro visitem os lugares citados nese texto e talves vcs entendam que se morre de fome nao consegue mais trabalha o bolsa familia e isso atende a nesecidade do meio dia de hoje vc que falo que deveria dar empregoo nao ta avim de montar uma empresa la no vale ou no certao nordestino poderia ter mao de obra mais barata! ouvi tipinho de gente que nao conhece a realdade me deixa indignado pois como sempre falo o bolsa familia nao precisava existir em certos estados mas aonde nao cai um pingo de agua quase o ano inteiro ai meus caros amigos nao tem geito ninguem em sam conciencia abre um empresa nese lugar a nao ser que enventam alguma coisa para o PO da terra kkk se nao sem chance. muito bom ese TEXTO parabens a outra coisa por que se o plano erra do FHC ele nao pois em pratica no seu mandato esperou e entregou ao PT deve ser poriso que nunca mais o PSDB conceguiu se eleger sao asno de mais.

  • Texto muito interessante e bom. Porém algumas observações se fazem necessárias. Em 2012 o governo federal gastou R$ 20,5 bilhões somente com o bolsa família. No total das ações sociais foi gasto R$ 405,2 bilhões, distribuídos entre o regime geral de previdência, o amparo ao trabalhador e a assistência. Recursos pagos diretamente a famílias representaram mais da metade – exatos 50,4% – das despesas do governo federal. Mas vamos nos atentar somente ao bolsa família. O que tenho lido muito na mídia atualmente é a falta de mão de obra especializada no mercado de trabalho, onde as empresas estão até trazendo mão de obra estrangeira para suprir a falta interna. É sabido que nossa educação esta decadente, com escolas caindo aos pedaços e professores muito mal pagos.
    Então pergunto: e se este dinheiro fosse aplicado numa reforma educacional no Pais? Novas escolas, professores reciclados, atualizados e melhor pagos, livros novos, espaços culturais, etc… Certamente teríamos uma população com um nível de cultura e discernimento muito melhor, com condições de obter um ttrabalho digno que lhes de uma remuneração digna e sustentável, e assim não precisar das esmolas cedidas pelo governo. Deste modo creio que todas as etapas descritas em seu texto teriam os mesmos efeito, porém de forma muito mais digna. Não esqueçam que toda sociedade bem sucedida e evoluída, começa pela educação estruturada!

  • Pena que não tenha lido este texto antes. Sensacional. Parabéns!

  • Muito boa a análise. Agora, me permita uma observação: vc faz política sim! Pq essa é uma prática do ser em sociedade. Acho que vc quis dizer que não faz política partidária, é isso?

  • Parabens!!! vc me faz recordar uma aula que dei a alunos de escola estadual em SP, qdo me perguntaram o que precisava para que a vida mudasse. Foi em 1983 e desenhei na lousa uma roda de carroça representando a economia do pais, explicando que sozinha ela não se movia, não tinha motor, alguem devia empurrar e este alguem só podia ser o governo, que precisava injetar recursos para que com o tempo a roda pegasse embalo e se movesse sozinha. Na roda fui representando as escalas de consumo, como vc descreveu brilhantemente, como vc pode tirar proveito tirando a populaçao da miseria, transformando-os em potenciais novos consumidores que alimentam a roda da economia e criam um circulo virtuoso. Ah, a aula era de geografia e os alunos da 8ª Serie de uma escola da periferia.