Maria Frô

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Haddad no meio da galera na Virada Cultural

maio 19th, 2013 by mariafro
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Prefeito que é prefeito não tem medo do povo da cidade que administra:


VIRADA CULTURAL 2013: Prefeito Fernando Haddad assiste ao show dos Racionais MC’s nesse domingo (19)

Comentário do Humberto E. Nadamais: “Sendo aberto a qualquer pessoa, surpreende que nem Serra, Alckmin ou FHC tenham aparecido nem que fosse para prestigiar o Lobão. Claro que se tivessem optado por comparecer, seria com um aparato de seguranças e P2.”

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Deputado petista e senador tucano apresentam emenda com o mesmo texto na MP dos portos

maio 19th, 2013 by mariafro
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Sérgio Amadeu durante um debate na Casa da Cidade num dado momento disse algo mais ou menos assim: “Antigamente numa luta política que precisávamos mobilizar o Congresso/Senado  poderíamos dizer que tínhamos 40 deputados a favor de uma determinada causa hoje quem pode dizer isso são as grandes corporações”.

Por sugestão de Flávio Sereno Cardoso uma pequena demonstração de como Sérgio Amadeu, infelizmente, está coberto de razão:  as diferenças antes tão demarcadas entre políticos tucanos e petistas cada vez mais se reduzem à retórica eleitoral e eleitoreira, nossos representantes a cada dia abrem mão de nos representar e passam a defender os interesses dos que financiam suas campanhas.

Pergunta do leitor Antonio Almeida:  Quantos empresários “ghost writers’ estão governando esse país?

Emendas de petista e tucano à MP dos Portos eram idênticas

BRENO COSTA, DIMMI AMORA, ANDREZA MATAIS DE BRASÍLIA na Folha

18/05/2013

Em mais um indicativo de como o lobby empresarial influenciou a discussão da Medida Provisória dos Portos no Congresso, dois parlamentares, um da base aliada e outro da oposição, apresentaram textos idênticos para justificar apoio a uma das mudanças de maior interesse de empresas portuárias.

O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), de partidos adversários, assinaram as propostas idênticas

Lobby empresarial preparou emenda adotada por deputado
A poucas horas do prazo, Senado aprova MP dos Portos

O conteúdo defendido pelos dois tem teor semelhante ao da emenda do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que ficou conhecida como “emenda Tio Patinhas”, em referência aos interesses econômicos envolvidos.

Todos esses textos defendiam a mesma norma: permitir a renovação de contratos de empresas privadas para a exploração de terminais em portos públicos, mediante uma contrapartida de investimentos nesses portos.

Deputado petistas Luiz Sérgio e o senador tucano Álvaro Dias, que apresentaram propostas idênticas
Deputado petista Luiz Sérgio e o senador tucano Álvaro Dias, que apresentaram propostas idênticas. Alan Marques – 6.mar.2013 e 2.mar.2012 Folhapress

A emenda aprovada foi a de Quintão. Mas ela só passou porque, com receio de ver a medida provisória perder a validade, o governo recuou e cedeu ao PMDB.

Ontem, Quintão admitiu que propôs a alteração atendendo sugestão do presidente da Abratec (Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público), Sérgio Salomão.

Com diferentes redações, a emenda foi apresentada 21 vezes no plenário até ser aprovada na última quarta-feira, após recuo do Palácio do Planalto –inicialmente contra a medida– para garantir a aprovação do pacote.

O Planalto não descarta vetar essa alteração. O governo previa renovar a seu critério esses contratos.

MORDOMO

Embora os textos das emendas do deputado do PT e do senador tucano sejam o mesmo, Luiz Sérgio e Álvaro Dias afirmaram que as redações vieram prontas de suas respectivas assessorias.

O petista apresentou seu texto às 9h30 do dia 13. O de Dias foi recebido às 10h50.

Informado pela reportagem de que seu texto era igual ao de Luiz Sérgio, Dias, líder do PSDB, não soube explicar como foi o processo de elaboração da emenda por seus assessores. “Não sei se teve solicitação de lobistas.”

O deputado Luiz Sérgio disse que não se recordava de quem partiu a sugestão. “Recebi de sindicato de estivadores a representantes da Abratec”, afirmou.

Confrontado com a informação de que o texto era igual ao de Dias, o deputado disse que recebeu a sugestão de um ex-assessor.

A “emenda Tio Patinhas” teve outros padrinhos, além de Quintão, Luiz Sérgio e Álvaro Dias. Outros quatro deputados apresentaram proposta similar, prevendo a prorrogação de contratos, mas com textos diferentes entre si.

Foram eles os peemedebistas Eduardo Cunha (RJ), Waldemir Moka (MS) e Edinho Bez (SC), e Márcio França (PSB-SP). Todos negam que tenham sido manipulados pelo lobby das empresas portuárias.

“Ninguém me procurou até porque eu não recebo ninguém que queira sugerir emenda. Eu não gosto. Eu mesmo estudo e entendo o assunto”, disse Cunha.

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Folha diz que Dilma mente e não combate a miséria

maio 19th, 2013 by mariafro
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O bom de ler a Folha (sempre por indicação de alguém porque espontaneamente não acesso o jornal da Ditabranda) é ver em que pé está a campanha eleitoral de 2014. 

O jornal que a presidenta Dilma quando mal assumiu a presidência foi festejar os 90 anos e fazer um discurso lamentável que para deleite de um jornal como a Folha confundia liberdade de imprensa com liberdade de expressão; o jornal que durante a sua campanha para disputar a presidência da República publicou uma ficha falsa de Dilma produzida pela extrema direita que defende a ditadura militar abertamente na rede como se fosse um documento original extraído dos arquivos do DOPSo jornal que recebe gordas verbas federais da SECOM  resolveu com seu jornalismo peculiar atacar o principal carro chefe do governo de Dilma Rousseff: a frase: Governo alega que valor segue padrão do Banco Mundial é um primor do jornalismo peculiar da Folha (a Folha sabe que não é uma alegação, ela sabe que é este o padrão adotado pelo Banco Mundial e que de fato o governo faz uso deste padrão).  A chamada para o gráfico é arte para os programas de Aécio: “Miserável Inflação (aquela que jornais como a Folha e seu terrorismo econômico torcem muito pra voltar como fizeram com o tomate) e o subtítulo: “Entenda como a alta dos preços anulou o slogan de Dilma sobre o “fim da miséria”.

Editoria de Arte/Folhapress

A Folha e os grupos que ela representa e defende não se contentam com verbas federais; com a privatização dos portos e aeroportos, com o leilão de petróleo a preço de banana, com os retrocessos na reforma agrária, com as remoções para as obras da Copa, com a privatização de estádios. A Folha e os grupos que ela representa querem mais.

Em síntese, segundo a matéria da Folha, Dilma é uma canastrona, sequer em relação à política carro-chefe de seu governo foi capaz de dar conta minimamente.  Acompanhemos:

Indicador defasado ‘esconde’ 22 milhões de miseráveis do país

JOÃO CARLOS MAGALHÃES, DE BRASÍLIA, Folha

19/05/2013

O número de miseráveis reconhecidos em cadastro pelo governo subiria de zero para ao menos 22,3 milhões caso a renda usada oficialmente para definir a indigência fosse corrigida pela inflação.

Governo alega que valor segue padrão do Banco Mundial

É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais.

Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como “linha de miséria” –ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre.

Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição.

Mesmo criticada à época por ser baixa, a linha nunca foi reajustada, apesar do aumento da inflação. Desde o estabelecimento por Dilma da linha até março deste ano, os preços subiram em média 10,8% –2,5% só em 2013, de acordo com o índice de inflação oficial, o IPCA.

Corrigidos, os R$ 70 de junho de 2011 equivalem a R$ 77,56 hoje. No Cadastro Único, 22,3 milhões de pessoas, mesmo somando seus ganhos pessoais e as transferências do Estado (como o Bolsa Família), têm menos do que esse valor à disposição a cada mês, calculou o governo após pedido da Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Esse número corresponde a mais de 10% da população brasileira e é praticamente a mesma quantidade de pessoas que tinham menos de R$ 70 mensais antes de Dilma se tornar presidente e que ela, com seis mudanças no Bolsa Família, fez com que ganhassem acima desse valor.

Os dados possibilitam outras duas conclusões. Primeiro, que um reajuste da linha anularia todo o esforço feito pelo governo até aqui para cumprir sua promessa, do ponto de vista monetário.

Segundo, que os “resgatados” da miséria que ganhavam no limiar de R$ 70 obtiveram, na quase totalidade, no máximo R$ 7,5 a mais por mês –e mesmo assim foram considerados fora da extrema pobreza.

Além do problema do reajuste, o próprio governo estima haver cerca de 700 mil famílias vivendo abaixo da linha da miséria e que estão hoje fora dos cadastros oficiais.
outro cenário.

A reportagem pediu outra simulação ao governo, usando agosto de 2009 como o início do estabelecimento da linha de R$ 70. Nessa época, um decreto determinara o valor para definir miséria no Bolsa Família.

Nesse outro cenário (inflação acumulada de 23,4%), o número de extremamente pobres seria ainda maior: 27,3 milhões de pessoas. A data marcou a adoção do valor no Bolsa Família, mas não em outros programas, diz o governo.

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PSDB finalmente completa sua transfiguração em nova UDN

maio 19th, 2013 by mariafro
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Por: Vinicius Felix em seu Facebook

19/05/2013

Engraçado ver como agora o Aécio Neves, enquanto presidente do PSDB e pré-candidato à eleição presidencial de 2014, abandonou o tom moderadinho nas críticas aos governos do PT, o que até pouco tempo permitia que o mesmo circulasse no imaginário de outras pessoas moderadas como alternativa presidencial viável. Agora parece que reconheceu a posição decrépita, ideologicamente e programaticamente falando, de seu partido e passou a “jogar para a galera” conservadora que tem uma relação de oportunismo simbiótico com o PSDB, por terem reconhecido neste o único partido competitivo o bastante para que pudessem ter uma tábua de salvação e espaço de oposição parlamentar contra qualquer agenda que reconheçam como esquerdista e que governos do PT possam promover.

Completa-se, assim, a conversão “entregalista” [agradecimentos ao neologismo maroto ao meu irmão] do PSDB: se antes já o eram em relação à política externa, defendendo a profecia auto-realizável do desenvolvimento associado-dependente [teoria desenvolvida por FHC dos tempos de sociólogo, e que o mesmo recomendou que fosse convenientemente esquecida; também pudera, pois lê-la torna a estratégia política do mesmo mais visível], passou agora também a entregar-se abertamente a tudo o que há de mais retrógrado ainda incrustado na cultura política do país. Há inclusive pessoas que abertamente apoiam este partido pela esperança de poderem continuar fazendo campanha de louvor à ditadura, depreciação da democracia e vilipêndio de setores sociais historicamente discriminados.

Até pouco tempo o papel de apoio retórico aberto às agendas reacionárias dessas pessoas cabia apenas à figura controversa de José Serra no PSDB. Com a guinada agressiva no discurso mesmo do Aécio, o PSDB finalmente completa sua transfiguração em nova UDN, ocultando, igualmente, o conservadorismo retrógrado sob uma carapuça de modernismo azul-bebê. Agora resta saber: perseguirão a mesma trajetória de preparação golpista adotada por aquela antiga agremiação?

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