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Dilma sambando na cara #dazinimigas: “Quem vai ganhar essas eleições é quem mudou o Brasil”

setembro 17th, 2014 by mariafro
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Ontem, no debate promovido pela CNBB, Dilma sambou no Bláblablá de Marina Silva ao responder sua provocação:

“Quem vai ganhar essas eleições é quem mudou o Brasil. Quem combateu a fome e a miséria. Quem reduziu a desigualdade social. Não vamos dar espaço para a “nova” política que se utiliza de argumentos ditatoriais para calar bocas. O Brasil não se cala mais, candidata. O Brasil quer falar, quer crescer mais e quer seguir mudando. Não há espaço para censura nesse novo Brasil. Esse Brasil que você sugere, Marina, é ultrapassado. Tão ultrapassado quanto as suas propostas neoliberais. A verdade – e o direito de falar – vai vencer o seu ódio e a sua censura. Amanhã há de ser outro dia.”



É isso, enquanto Marina Silva imita Aécio Neves e apela para a censura na rede, Dilma, dança com o povo brasileiro sem fazer o povo brasileiro rodar com as políticas neoliberais.

Debate da CNBB esquenta no fim com duelo indireto entre Dilma e Aécio sobre corrupção

Por: Eduardo Simões, Reuters

17/09/2014

Um duelo indireto entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) sobre denúncias de corrupção esquentou um até então insosso debate entre presidenciáveis promovido pela CNBB na terça-feira, que teve um direito de resposta para cada um deles, algo inédito nos debates realizados até aqui nesta campanha.

A candidata do PSB, Marina Silva, ficou mais distante da disputa entre os dois rivais, mas aproveitou suas considerações finais para voltar a criticar a polarização PT-PSDB.

Aécio aproveitou uma pergunta do pastor Everaldo (PSC) para atacar a presidente sobre as recentes denúncias de corrupção na Petrobras, o que gerou um pedido de direito de resposta da petista, atendido pela produção do debate.

Já o tucano, ao fazer uma pergunta sobre educação para Luciana Genro (PSOL), acabou ouvindo da adversária afirmações duras lembrando denúncias de irregularidades de governos do PSDB. Ele também teve um pedido de direito de resposta aceito.

“Os brasileiros estão envergonhados, indignados com o que vem acontecendo com a nossa mais importante empresa pública, submetida a sanha de um grupo político que para se manter no poder permitiu que um vale-tudo fosse feito na nossa maior empresa”, disse Aécio ao responder Everaldo que, usando um termo cunhado pelo tucano, se referiu às denúncias como “mensalão 2″.

“Não é possível que o Brasil continue a ser administrado com tanto descompromisso com a ética, com a decência, com os valores cristãos”, disparou Aécio, aproveitando o contexto do debate ser realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Na sequência, o tucano questionou a candidata do PSOL sobre educação, mas ela preferiu centrar artilharia nos escândalos de corrupção tucanos, como o mensalão mineiro –que segundo ela é a origem do mensalão petista–, denúncias de corrupção nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso e de compra de votos para aprovar a emenda da reeleição no mesmo governo.

“O senhor falando do PT é o sujo falando do mal lavado”, disparou Luciana.
Irônico, Aécio fez questão de lembrar as origens petistas da candidata do PSOL e a acusou de atuar como “linha auxiliar do PT”, o que só aumentou a artilharia da adversária.

“Com todo o respeito, linha auxiliar do PT, uma ova, candidato Aécio! Porque o PT aprendeu com o senhor, aprendeu com o seu partido”, emendou ela, que chegou a chamar o tucano de “fanático da corrupção”, o que gerou o pedido de direito de resposta do candidato do PSDB.
No direito de resposta, Aécio evitou rebater diretamente as acusações da adversária do PSOL, que classificou como “irrelevantes”, “irresponsáveis” e “levianas”.

Já Dilma usou o seu direito de resposta para lembrar que as denúncias na Petrobras foram “investigadas e descobertas” por um órgão do governo, a Polícia Federal.

“Nós fortalecemos a Polícia Federal, criamos o Portal da Transparência, nomeamos o Ministério Público de acordo com a lista tríplice a nós apresentada, nunca escolhemos engavetador-geral da República. E se hoje se descobre atos de corrupção e ilícitos é porque nós não varremos para debaixo do tapete”, disse a presidente.

Alheia à disputa entre os dois principais adversários em um debate que, por conta das regras, não teve sequer um duelo direto entre os três principais candidatos, Marina usou suas considerações finais para atacar a polarização vigente nas últimas cinco eleições presidenciais.

“Eu tenho dito que quem vai ganhar as eleições não são as estruturas dos partidos da polarização PT-PSDB que acabaram de aqui se digladiar. Quem vai ganhar as eleições é uma nova postura, principalmente do cidadão brasileiro… que identifica no nosso projeto a verdadeira mudança.”

Dilma, que fez suas considerações finais logo depois da rival, não perdeu a oportunidade de contestar a rival.

“Quem vai ganhar essas eleições, é quem mudou o Brasil”, declarou.

Já Aécio usou sua fala final para repetir a avaliação de que o governo Dilma “fracassou” e de que Marina “não consegue superar suas enormes contradições”. O tucano comemorou ainda a pesquisa Ibope, que apontou crescimento de suas intenções de voto e que, na visão dele, já mostra “um crescimento muito claro da nossa candidatura”.

Ibope divulgado na noite de terça-feira mostrou que Aécio foi o único dos postulantes ao Palácio do Planalto a crescer. O tucano saltou 4 pontos para 19 por cento. Já Dilma recuou 3 pontos para 36 por cento, enquanto Marina oscilou 1 ponto para baixo, a 30 por cento.

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Lula: ‘Nós ficamos economicistas; não nos faltam obras, mas política, temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à propaganda’.

setembro 15th, 2014 by mariafro
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Há tempos pelo menos desde 2010, blogueiros como eu, Azenha LuizValter PomarRenato Rovai, Miro Borges insistimos na necessidade da Politização na campanha e fora dela. Lembro de um texto de Azenha durante o primeiro turno da campanha de 2010 que ele perguntava: “Vai politizar agora ou no segundo turno?”

Marina despolitizou tanto, desorganizou tanto a política  com seu discurso de “Nova política” sem partidos e velhíssimas práticas que obrigou o PT a fazer o bom combate, a trazer a política para o centro do debate e da campanha.

Quem vê Dilma arrasando com toda a elegância, sem medo de perguntas e não deixando nenhuma delas sem resposta na sabatina do Estadão se surpreende: 

Depois ela repete a performance em O Globo, depois na sabatina da Campanha Banda larga é um Direito Seu e no encontro com a juventude no Sete de setembro. Em todos esses momentos o/a eleitor/a descobre uma Dilma que sempre esteve ali, mas que passou praticamente quatro anos governando em defesa de um país soberano é bem verdade, mas abrindo mão da disputa ideológica.

No outro pólo, sua opositora, Marina Silva, tergiversa. Seu discurso quase messiânico levou analistas políticos a tecer comparações o jeito isolado de fazer política de Jânio e Collor que mergulharam o país em duas gigantescas crises. O discurso da candidata que de vice passou à disputa com a morte de Eduardo Campos, faz parecer que ela não tem nada a ver com a política institucional tal como está.

Marina já foi senadora, ministra, candidata à presidência em 2010 e 2014, já pertenceu a 4 partidos e não conseguiu formar seu próprio partido, sem cara de partido, a falecida Rede). Ela despolitiza a sociedade, nega a política, os partidos e faz crer que a insatisfação com a política institucional é problema do Executivo! Como se Lula ou Dilma e todos os presidentes anteriores, eleitos pelo povo, fossem diretamente responsáveis pela baixa representatividade de um Congresso dominado por interesses do agronegócio, de pastores midiatizados, das teles, enfim do grande capital. O discurso de Marina de governar com notáveis, além de ser falacioso, tecnocratiza a política, como se apenas o saber técnico fosse capaz de criar a sensibilidade para governar para toda a sociedade. 

É sua própria coordenadora de campanha, Luiza Erundina que faz a avaliação mais certeira sobre como o discurso da candidata Marina Silva desorganiza a política

Em outro momento, Ciro Gomes também ressalta o quão perigoso é um discurso messiânico que atribui a um único sujeito as soluções ou problemas de um Estado

Dilma, ao contrário, deixa claro a seus eleitores o funcionamento do Estado Brasileiro, no qual as leis para se tornarem política de Estado devem ser aprovadas pelo Congresso; a Justiça cabe ao Judiciário, ao STF, ao Ministério Público; a fiscalização de verbas federais à Controladoria Geral da União. Dilma sabe e fala com clareza sobre o tema: sem Reforma Política, ampliar a representação em um Congresso dominado pelo agronegócio, por pastores midiáticos, enfim por grupos que representam o grande capital, dificulta a ampliação da representatividade do povo brasileiro no Congresso e torna impossível governar sem alianças.

Isso sem contar uma mídia monopolizada que busca todos os dias diuturnamente ditar a agenda política do país. Nos discursos moralistas que reduzem a política à corrupção (como se não ser corrupto fosse mérito e não obrigação de qualquer um que exerce cargo público), vemos candidatos como Aécio Neves, Pastor Everaldo e até mesmo Marina cedeu a isso e ainda propor Estado Mínimo como os neoliberais. 

Imagine quando a candidata Marina se deparar com isso: a CGU recomenda que o governo federal designe um órgão nacional para monitorar os recursos do principal fundo da educação básica do País: o FUNDEB. O Ministro da EducaçãoJosé Henrique Paim, diz: esse órgão já existe, o acompanhamento do recurso que vai da União para o FUNDEB, que é a complementação, é feito pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). E complementa: Nós não temos competência para fiscalizar (as verbas estaduais e municipais), por lei a competência de fiscalização dos entes federativos (estados e municípios) é  dos tribunais de contas estaduais. Ou seja, o governo federal não pode passar por cima da Constituição. Se o relatório de julho de 2013  da CGU, a partir de um levantamento realizado em 120 municípios, revelou que 73% das prefeituras fiscalizadas desviaram verbas por meio de fraudes em licitações, a responsabilidade não é do governo federal. Apesar disso, o Estadão, faz crer em sua manchete que o governo federal é falho em fiscalizar, aquilo que o governo federal constitucionalmente não é designado para fazê-lo.

Lula, finalmente, resolveu dizer ao PT, com todas as letras, o que dizemos desde 2010. E o PT ao fazer seu programa eleitoral deixar claro ao marqueteiro João Santana, que temos um lado: ‘temos que demarcar o campo de classe desta disputa.”

Neste sentido a militância petista deve agradecer a despolitização da candidata Marina, ela obrigou toda a campanha de Dilma a trazer a política para o centro do debate e tomara  que ela permaneça no próximo mandato.

Uma semana para não esquecer

A eleição está longe de ser definida a favor de Dilma. Há flancos preocupantes. Mas quem relativiza o que aconteceu nos últimos 5 dias não entendeu o principal.

Por: Saul Leblon, na Carta Maior
13/09/2014

Arquivo

A semana termina com uma inflexão na disputa presidencial que devolve a reeleição da Presidência Dilma ao topo das apostas.

A evidência mais óbvia está na convergência das pesquisas.
Mas são as decisões políticas que cavalgam os números.
A elas devem ser creditadas as lições de uma semana para não esquecer –seja para orientar o passo seguinte da atual disputa, ou o futuro que vier depois dela.
Em sete dias, a candidatura progressista passou a ditar o ritmo do jogo: todos os levantamentos apontam na direção de uma vantagem ascendente de Dilma no 1º turno, com liquefação da liderança de Marina na fase final do pleito.
O empate técnico no 2º turno –43% a 42%, com Marina à frente, sinalizado pelo Ibope desta 6ª feira, deixa no ar um leve aroma de virada.
No início do mês, o Datafolha buzinava a hipótese de uma vitória esmagadora de Marina, que àquela altura abria uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma no returno da eleição (50% x 40%).
Há uma semana, o Ibope indicava que a vantagem caíra para ainda apreciáveis sete pontos (46% a 39%).
Agora ela foi comprimida em um.
As mudanças na superfície refletem correntezas que antecipam o rumo da marcha.
Por exemplo: a percepção positiva do governo melhorou.
Expressiva maioria dos brasileiros –cerca de 70% do eleitorado—considera a administração Dilma entre regular (33%) e ótimo/bom (38%).
O percentual de ótimo e bom cresceu sete pontos desde junho.
A candidata Dilma ainda enfrenta elevada taxa de rejeição (42%). Mas a Presidenta vê sua aprovação crescer lentamente: ganhou sete pontos para somar agora robustos 48% ( 41% em junho).
São nove pontos mais que a intenção de voto no 1º turno, registrada na última sondagem do Ibope.
O que falta para essa aprovação flutuante se traduzir em apoio efetivo à reeleição?
A pergunta é pertinente diante da mudança observada no humor do eleitorado, mas, sobretudo, das possibilidades abertas por novidades que vieram para ficar.
Os 11 minutos disponíveis pela coligação de Dilma no horário eleitoral abriram uma clareira em uma narrativa econômica articulada à especulação financeira, e determinada a materializar a profecia de um nação demolida, embora no limiar do pleno emprego.
Um exemplo desse intercurso pode ser constatado nesta sexta-feira.
O BC anunciou uma expansão do PIB de 1,5% em julho –a maior taxa dos últimos seis anos para o mês.
No mesmo dia a Bovespa desabou.
A queda acumulada na semana, da ordem de 6%, vem a ser a maior desde a crise mundial de 2008.
O que explica o paradoxo de uma Bolsa que esfarela quando a economia se expande, e isso é reportado pelo colunismo isento como sintoma de uma economia em estado terminal?
Explica-o a perda de densidade da candidatura ostensivamente simbiótica com os interesses do mercado financeiro.
Mal ou bem, dispõem-se agora de um contraponto ordenado e regular de crítica e esclarecimento das consequências antissociais e antinacionais subjacentes a essas investidas cinematográficas do dinheiro contra a vontade soberana da sociedade.
A lição de que a pluralidade informativa faz diferença no discernimento da sociedade e, portanto, na qualidade da democracia está marmorizada nas pesquisas que sugerem maior receptividade à reeleição da Presidenta Dilma.
A tese conservadora de que a mastigação diuturna do governo refletiria a virtude de uma mídia independente no papel de contrafogo ao poder de Estado, soa, portanto, risível.
Mesmo assim, o site Manchetômetro resolveu fazer a prova do pudim.
E comparou o tratamento dispensado à campanha pela reeleição de Dilma, com a cobertura dedicada a Fernando Henrique Cardoso, em 1998, quando o tucano tentava igualmente um segundo mandato contra Lula.
O resultado (leia nesta pág.) confirma a percepção de um sistema de comunicação que se fantasia de objetividade na tentativa de manter um poder tutelar indevido sobre Presidência, o Congresso, as urnas e o desenvolvimento do país.
A segunda lição da semana não é estranha a essa, mas reveste-a de maior abrangência.
O fato é que a reordenação das intenções de voto em direção à Dilma dificilmente teria ocorrido não fosse a determinação política de usar essa janela de informação para transmitir uma mensagem clara ao eleitor.
Ela foi formatada, como registrou Carta Maior (leia ‘A arca de Marina e o dilúvio antipetista’), depois que a direção do PT fez um balanço crítico da campanha no último dia 5, em São Paulo. Foi também quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso à militância, encarou a perplexidade petista diante da desabalada liderança de Marina nas pesquisas até então.
Em duas frases, Lula esquadrejou a areia movediça ao redor e identificou um pedaço de chão firme onde instalar a alavanca para uma reação: ‘Nós ficamos economicistas; não nos faltam obras, mas política’, diagnosticou para prescrever o antídoto: ‘Temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à propaganda’.
A partir de então a essência radicalmente neoliberal embutida no programa de Marina Silva passou a ser floculada do espumoso caudal de 241 páginas .
O extrato obtido foi exposto à luz do sol em uma narrativa pedagógica, determinada a tipificar um a um seus riscos estratégicos e sociais.
Na mesma chave narrativa, a Presidenta Dilma passou a dar nomes aos bois. E ao berrante, que alguns preferem chamar de educadora, embora funcione como um agregador da boiada e de tudo o mais que acompanha o tropel.
A eleição está longe de ser definida a favor do campo progressista.
Há flancos preocupantes.
O Nordeste não é mais uma trincheira coesa; Dilma não terá palanques em estados onde candidatos a governo do PT estarão fora do 2º turno; a mídia e o dinheiro grosso não vão desperdiçar a chance real de vitória à bordo da desfrutável candidata que lhes oferece o carisma que nunca tiveram. Num 2º turno, a vantagem do tempo de televisão desaparece.
É tudo verdade. Mas quem relativiza o que aconteceu nos últimos cinco dias não entendeu o principal.
As adversidades já estavam postas antes. O que mudou e sacudiu as placas tectônicas que pareciam cristalizadas foi uma nova dinâmica política impulsionada por motores que vieram para ficar. Espera-se que fiquem definitivamente no aggiornamento político reclamado por Lula.
O PT e sua propaganda redescobriram que não se faz política sem definir o adversário, dizer o que ele representa, por que deve ser derrotado, as perdas e danos de se entregar o país ao seu corolário de poder.
Isso não é pouco.
Não apenas pelo efeito esclarecedor que exerce na opinião pública, hipnotizada pelo jogral do Brasil aos cacos.
Mas, sobretudo, pelo papel reordenador que tem no discurso progressista, adicionando-lhe clareza, coerência, prumo e um alvo imenso, despudoradamente marcado por metas de natureza anti-popular e antinacional.
Em dúvida, recomenda-se rever a sabatina de Dilma à equipe de colunistas do Globo, realizada na última sexta-feira.
Estavam todos lá, as mais ostensivas cepas do conservadorismo midiático, em sua gordurosa peroração de sempre: o Brasil é uma cloaca entupida de corrupção e desgoverno.
Dilma deu-lhes um banho com o sabonete desfolhante da clareza técnica esfregada com a bucha da argúcia política.
Tirou o couro. E expôs a matéria bruta dos interesses por trás da santa inquisição, reduzida a um auditório gaguejante, diante da consistência e desenvoltura da entrevistada.
Confira aqui. É o corolário encorajador de uma semana para não esquecer:

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Após o anúncio da morte de Eduardo Campos a boçalidade da Revista Veja e a pesquisa de indução da Folha de São Paulo

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Suzane, negra, pobre, estudante de medicina do Prouni e com consciência de classe

setembro 14th, 2014 by mariafro
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Já vi depoimentos muito belos de jovens que sabem que a política pode levar à cidadania ou pode excluir.
Mas este depoimento é de uma beleza, de uma delicadeza tamanha que melhora a vida da gente.

Susane conta que a mãe faxineira a carregava pra as casas das patroas e ela não podia mexer em nada. Um dia, abriu a geladeira e comeu uma maçã. Sua mãe foi humilhada porque sua filha com fome comeu uma fruta. Por isso Susane sempre sonhou em mudar o mundo, mas nunca sonhou em fazer medicina, para ela, medicina era para filho de rico e não para filho de pobre.  Susane, graças as políticas de inclusão iniciadas por Lula e continuadas por Dilma passou a sonhar em fazer medicina e hoje este é um sonho que virou realidade.

Esta futura médica vai ser tão especial e tão necessária para o Brasil que por favor, ouça cada palavra desta guria, invista 11 minutos de seu tempo pra ouvir o que ela tem a dizer. Você não vai se arrepender.

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Senado conclui que mais uma vez Veja mentiu, e faz fraude no jornalismo contra o patrimônio Brasileiro, A Petrobras

setembro 13th, 2014 by mariafro
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Como eu havia mostrado neste post aqui, mentiram Veja, o Jornal Nacional e todo o restante da mídia monopolizada que atacou diuturnamente a Petrobras, tentando mais uma vez atacar o PT e o governo de Dilma Rousseff.

O Senado acaba de concluir que não houve vazamento de informação privilegiada na CPI da Petrobras.
Eu havia dito e provado que o que Veja afirmava era um furo furado, que qualquer pessoa com uma simples pesquisa no Senado poderia ter acesso às questões pelas quais Veja acusava a Petrobras, porque elas haviam sido publicadas no site do Senado! As informações sobre quem seria convocado (como se isso fosse surpresa) e quais os eixos de questões que seriam aplicados aos sabatinados estavam no site do Senado. Ou seja, eu, você e qualquer pessoa com acesso à Internet poderíamos entrar no site do Senado e saber que tipo de questão e para quem seriam feitas as perguntas da CPI e da CPMI da Petrobras.

Senado conclui que Veja fraudou de novo o jornalismo

13/09/2014

veja
Ilustração extraída do Vermelho

Comissão conclui que não houve vazamento de informação privilegiada na CPI da Petrobras

Da Redação | 12/09/2014, 12h26 – ATUALIZADO EM 12/09/2014, 20h16

Marcos Oliveira/Agência Senado, via Viomundo

A comissão de sindicância instaurada no Senado para apurar denúncias de conduta inadequada de servidores no âmbito da CPI da Petrobras concluiu pelo arquivamento do processo. Os membros da comissão entenderam que “não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes”.

A sindicância foi pedida pelo presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), e determinada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, depois que a revista Veja sugeriu a existência de um esquema de combinação prévia de perguntas com pessoas chamadas a depor à comissão.

Veja a íntegra da nota:

“A Diretoria-Geral do Senado Federal recebeu, na tarde desta quinta-feira (11), o relatório da comissão de sindicância instaurada para investigar a denúncia publicada na imprensa quanto ao suposto vazamento de informações, em especial de perguntas, entre assessores parlamentares do Senado e a assessoria da Petrobras no âmbito da CPI da Petrobras.

A comissão de sindicância funcionou por 37 dias, tomou 14 depoimentos, investigou as caixas-postais de correio eletrônico dos envolvidos, verificou o controle de acesso aos arquivos eletrônicos confidenciais, examinou os documentos utilizados como subsídio das reuniões da CPI e analisou os vídeos dos depoimentos, por diferentes câmeras, bem como o vídeo que originalmente fundamentou a denúncia.

Ao término das investigações, a comissão, composta por servidores com notável formação acadêmica e experiência profissional, contando com um doutor em Direito Penal, um mestre em Direito Processual e um especialista em Direito Constitucional, concluiu que não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes e manifestou-se pelo arquivamento do processo.”

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia também:

O furo furado da Veja que qualquer internauta poderia dar sobre a CPI politiqueira da Petrobras

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